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julho 23, 2006
Fados
Tou feita...ouvir a Amália a cantar as Tábuas do Meu Caixão mexe comigo. Sempre mexeu. Nunca me fez nenhuma confusão dizer que gostava da Amália. Porque sempre dissociei a Amália do que pretenderam (ou ela deixou) fazer com ela.
Agora, ligar a SIC e ouvir dizer que a Amalia nasceu a 23 de Julho na Freguesia da Pena...ver um cadito da Calçada de Santana e da Rua Martin Vaz e ficar aqui roídita de saudades de casa...quando estou de férias e a curtir as férias...só pode ser mesmo levar demasiado a sério esta história da saudade e afins Sempre achei que não devia gostar de fado...tenho ataques de fazer chorar as pedras da calçada. Lamechices, como diria um amigo meu...mas o que é que se pode fazer...se não for genético também já é defeito..Tenho o Mar...falta-me o Tejo. Tenho o Alentejo... falta-me o Castelo. Tenho o dia todo...falta-me a pressa. Tenho o pão alentejano... falta-me o Sr. do talho que é o único que sabe cortar os bifes como eu gosto...e isto tudo vice-versa...às vezes fico um cadito farta de fado...
Não sei onde meta este post...vou prpôr aos meus colegas que criem uma categoria chamada Lamechices...por enquanto, fica na música.
Ah agora vou ao Teatro. No Largo. Espero que aquilo não me venha falar em nostalgias, saudades, amores, paixões e desejos senão não respondo por mim...que fale em futebol...ou no Sócrates. Amen.
Publicado por Isabel Faria às julho 23, 2006 09:39 PM
Comentários
A Sra. Dona Amália nunca foi aquilo que quiseram fazer dela. Felizmente que a sua "aurea" nunca se deixou ofuscar por questões políticas. Parece mal dizer isto mas ela era demasiado burra (sem nenhum sentido perjurativo do termo) para estar metida em questões políticas. A Sra. Dona Amália apenas queria viver bem e desfrutar de todos os prazeres que a vida lhe poderia ofrecer. FOi o que fez. O mal foi ter sido demasiado amiga dos seus amigos. Se tal não fosse nunca se teria exposto como o fez para salvar Alain Oulman da prisão. Mas contar aqui a história da Amália seria demasiado longo. Mas é uma história bonita, como foi sua vida.
Já agora quanto ao fado não é pecado gostar. Eu que o diga.
Publicado por: Daniel Arruda às julho 24, 2006 12:30 AM
Na verdade, o apelo ao "lugar", ao nosso lugar, causa-nos sempre alguma nostalgia, ainda por cima se percariamente instalados, com grutas que não funcionam, hamburgers, vento, o Expresso a correr para o mar, não com o Sócrates, mas com as notícias dele, etc., etc.
Mas vais ver que, está quase no fim e depois é ao contrário, já no teu "lugar", a falta da praia, das grutas, dos piratas, dos tesouros, etc., etc.
É assim a roda da vida, sempre com novidades e surpresas, esperemos que boas!
Publicado por: josé palmeiro às julho 24, 2006 09:00 AM
Que grandes férias, Isabel!!!
Ele é praia, ele é fado, ele é teatro...
Isto é a prova que "tamanho não é documento" como dizem os brasileiros. Mesmo curtas em tempo podem estar cheínhas como as tuas. Goza-as bem, amiga.
Publicado por: Emiéle às julho 24, 2006 09:22 AM
daniel, eu adoro fado...escusava era de levar essa treta das saudades tanto a sério...
José, somos uns insatisfeitos, é o que é...mas se não fossemos tinhamos parado a fazer lume com pedritas, né???
Tenho aproveitado tudo amiga...até jogo xadrez e bisca de 3...hoje vou ver um filme qualquer chamado pantera cor de rosa e que deve ser uma estupada...mas ser mãe tem destas coisas...o Teatro foi girissimo e não me fez chorar...ok...quase não fez!!!
Publicado por: isabel faria às julho 24, 2006 06:39 PM