« Palhaçada | Entrada | Até quando????? »
julho 11, 2006
GM Azambuja

Já se sabia. Parecia inevitável, mas custa sempre saber que há mais 1000 famílias que vão ser afectadas por mais uma deslocalização. A GM Azambuja não fecha porque tnha de ser assim. Não fecha porque os trabalhadores eram maus. Fecha porque a administração assim o quer. Fecha porque a ansia de mais lucros o exige. Hoje é para a Eslóvaquia, Eslovénia ou outro país qualquer. Amanhã será dali para outro país onde os trabalhadores sejam ainda mais explorados.
Hoje activaram o relógio. A bomba, essa explodirá na vida das pessoas mais para o fim do ano. Somos todos solidários com os trabalhadores da GM Azambuja. Pois somos. Mas será que isso tas comida para o prato? Não. Temos é de ter atitude e essa é todos os dias, na luta contra o sistema. É na luta, na indignação e na revolta que se poderá demonstrar a melhor forma de solidariedade por estes e por todos os trabalhadores
Publicado por Daniel Arruda às julho 11, 2006 07:09 PM
Comentários
Vamos ver a fimeza do Governo em fazer a GM pagar pelo incumprimento dos seus compromissos perante o Estado Português...o Ministro disse que tem que ser exemplar. Vejamos que exemplo será.
Entretanto nada disso trará os lugares de trabalho de volta...é uma dura luta. Dura e dia´ria a que temos pela frente, como dizes.
Publicado por: isabel faria às julho 11, 2006 10:01 PM
E agora Isabel? Manda-se para o arquivo e prontos?
Os velhos do Restelo
Há uns anos quando fui eleita para o Comité de Empresa Europeu, para representar os trabalhadores de Portugal, tive chamadas telefónicas até duas horas antes de partir, para me tentar demover...aquilo eram fretes ao patronato, não seriviria para nada, os problemas dos trabalhadores resolvem-se aqui, na empresa, na rua...mas cá dentro. Ainda me lembro de lhes perguntar em que cantinho tinham colocado o tal de Internacionalismo Proletário, de outras eras, mas sem sucesso. Claro que, já na altura, se tivesse sido alguém de "confiança" o escolhido, quem sabe se teria sido menos radical...mas essa é outra parte da história.
Muitos anos depois, afinal, parece que os Comités de Empresa podem servir para alguma coisa. Com os anos, tenho vindo a aprender que a melhor forma de ensinar alguma coisa aos velhos do Restelo, apareçam eles disfarçados do que for, é esperar que o tempo se encarregue disso...mas lá que demora, demora...
Publicado por Isabel Faria às 09:47 AM, de 4 de Julho de 2006
Publicado por: Margarida às julho 11, 2006 10:23 PM
È dura e diária a luta. Maior que a luta contra os velhos do Restelo, muito maior que essa, a luta contra a globalização, o capitalismo selvagem sem leis e sem nenhum outro objectivo que não o lucro fácil é uma dura luta e diária.
Resta-nos a esperança que a força e a mobilização dos trabalhadores a consiga levar de vencida. É por isso que somos revolucionários. E porque acreditamos que será uma luta comum, que ultrapassa fronteiras, que o problema da GM na Azambuja hoje, será o da GM numa qualquer Eslovénia amanhã, que acreditamos que não se pode vencer aqui. Só aqui.
Não, Margarida (como já reparaste a minha resposta é apenas porque a margarida, nunca me chamaria Isabel...), a solidariedade não pode ir para o arquivo. Nem a internacionalizção das lutas. Porque se o fizermos será o passo decisivo para a derrota.
Os velhos do Restelo aparecem disfarçados de quem não acredita nessa solidariedade e de quem a quer domesticar, a fim de a tornar inofensiva.
Capas várias, Margarida. Para a mesma cegueira.
Publicado por: isabel faria às julho 11, 2006 11:35 PM
ISabel, seja averdadeira ou o clone já viste que usa a desgraça alheia para baixaria política????
Como se chama a isto? Cobardia ou estupidez natural?
Publicado por: Daniel Arruda às julho 12, 2006 01:42 AM
Basta ver como o camarada Jerónimo falou aos trabalhadsores da Opel da Ajambuja , há alguns dias, para se perceber, que em nenhum momento este partido dirá, errámos, a nossa tactica e as nossas indicações á CT da Opel foram pouco realistas, e se chegámos a este ponto, assumimos a nossa quota parte de responsabilidade, ou melhor de irresponsabilidade, na forma como cconduzimos esta luta.
É que a CT da OPEL, e por tabela quem a controla, o PCP, não está isenta de culpas neste desfecho....
Não sou ingenuo, as multinacionais, não têm pátria, a sua visão é única e exclusivamente o lucro, se vêm para o nosso país é porque pensam poder vir a conseguir bons beneficios.
Por isso a luta terá de passar, por uma exigência de rigor, de quem está á frente do país , na forma como os contratos são feitos.
Pela exigência de uma lei pelo menos em todo o espaço da UE em que a possibilidade de deslocalização, seja fortemente penalizada.
E sobretudo e mais importante que os trabalhadores europeus e a esquerda em geral, comprendam que mais do nunca, a palavra de ordem , adaptada ao século XXI (trabalhadores de toda a Europa uni-vos) terá de ser levada á pratica.
Esta luta da Opel não é só dos trabalhadores portugueses.
Publicado por: a.pacheco às julho 12, 2006 12:43 PM
Quem começou por usar "a desgraça alheia para baixaria política" foram sempre vocês. Como esse texto da Faria bem exemplifica. Já não enganam ninguém. Já todos os topam. Por isso mesmo é que perderam a clientela toda.
Publicado por: Margarida às julho 12, 2006 02:20 PM
Pederam a clientela, quem....aqui o troll ontem foi visitado por mais de dois mil internautas , e ante ontem por 1.800, numeros do um dos contadores da weblog.
É possivel que os militantes do PCP tenham ido comentar para outras paragens, realmente os Xatos, os Antonios Silva, e outros pseudónimos, sem esquecer a pitonisa, não têm aparecido por aqui.
Se calhar já foram recrutados para a festa do Avante....
Publicado por: a.pacheco às julho 12, 2006 03:18 PM
a pacheco, não tenho lá ido ver as estatísticas mas realmente temos estado a crescer aos poucos e isso é bom, ainda para mais quando algumas pessoas não largam a "berguilha".
Publicado por: Daniel Arruda às julho 12, 2006 03:37 PM
A.Pacheco é genético...é assim como o desaparecimento do Bloco...há uma coisa que os caracteriza: nunca vão conseguir separar os seus desejos da realidade.
E nunca vão entender que uma luta num país contra uma multiniacional, será sempre condenada ao fracasso...o problema deles é o medo que as lutas lhes fujam ao controle...e, para evitar que isso aconteça, quanto mais isoladas melhor.
Todos sabemos que a internacionalização das lutas não é tarefa fácil...mas também todos sabemos que é inevitável e que contará sempre com a oposição de quem nunca apoia o que não tem a certeza de poder controlar.
Publicado por: isabel faria às julho 12, 2006 06:14 PM
Assim se vê a censura do Troll: dizem que há 9 comentários mas aqui só aparecem dois. Vamos a ver se este também é eliminado. Cada vez mais patuscos estes tristes!
Publicado por: Margarida às julho 12, 2006 11:34 PM
Tás a ver miguita o que faz andares tanto tempo fora...é que não é só as saudades com que ficamos é que assim não te apercebes das novas manhas da Weblog...mas gostei do patuscos...mas não se podia inverter a coisa??? Sei lá, um triste patuso é diferente dum patuso triste,ou não???
Olha e porque estou numa de boa vontade tenho que te explicar: tens que carregar no refresh...para veres os comentários todos, camarada.
Mas eu juro que disto não tenho culpa...juro!!!! È mesmo defeito...eu, o Daniel, o A.Pacheco, o BE temos culpa do resto todinho...mas da tara dos comentários a sério que não!!!!
Publicado por: isabel faria às julho 13, 2006 09:48 AM