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julho 25, 2006
Lá tem que ser...
Como o Daniel vai partir para a sua segunda semana de férias e, creio, ficar com um pouco de menos tempo para escrever sobre coisas sérias e chatas...e, apesar de contar com a pedalada do Manuel e do Chora, decidi, assim como quem não quer a coisa, voltar a ler jornais.
Entre uma noticia de que Rui Rio se prepara para “privatizar” o Rivoli porque dá prejuízo (a demagogia de comparar os números com o que gastou nas Escolas ou na acção social é constrangedora e repugnante) e um artigo que nos dá conta que o Presidente da Assembleia Regional da Madeira com o apoio de Alberto João criou um código de como se vestir para entrar nas instalações da Assembleia, que proíbe os repórteres e os operadores de imagem, por exemplo, de trabalharem de Tshirt e de ténis, fiquei, pelo menos, a saber que foram recolhidas as assinaturas suficientes para obrigar o Parlamento a legislar sobre a preservação da memória do que foi o fascismo em Portugal.
Por qualquer associação de ideias que poderá, eventualmente, apenas ter a ver com o Sol, a mercantilização da cultura, a demagogia aberrante de pretender que ela dê lucro e de justificar a falta de investimento e de preocupações sociais com o que nela se gasta, o atentado à memória colectiva que é alienar a história do Rivoli e o atentado à liberdade individual que constitui a criação do tal Dress Code de que falava José Victor Malheiros no Público (claro que, como o autor referia, todas as actividades têm as sua regras, incluindo as de indumentária...mas daí a um código escrito a ser usado por “trabalhadores externos” – nem só ao Deputados se refere - vai uma distância considerável...) , tornam para mim essencial a tal petição e a tal necessidade de legislar e de preservar a nossa memória colectiva sobre os crimes do regime fascista em Portugal.
Nos pequenos gestos da Direita em Portugal seja ela Rui Rio ou Miguel Mendonça, tenham eles a ver com a uniformização da cultura ou da imagem, vislumbram-se demasiados pontos comuns com um passado que importa recordar...a Petição Não Apague a Memória será entregue no início da próxima sessão legislativa.
Ciclicamente e a bem da Democracia convém não esquecer que no Porto ou no Funchal ainda existem demasiados aprendizes de feiticeiros. Todos, presume-se, com a memória muito curta. Ou talvez não. Talvez apenas com alguma nostalgia .
Publicado por Isabel Faria às julho 25, 2006 12:32 PM
Comentários
Só para dar uma ajudinha.
Quem quizer saber como pode assinar vá aqui:
http://maismemoria.org/mm/
Também se pode assinar desta forma.
É muito importante ! quanto mais tempo se passar mais fácil se torna certos branqueamentos.
NÃO!!!!!!!!!!!!!!!
Não apaguem a Memória
Publicado por: Emiéle às julho 25, 2006 01:30 PM
Vês como as férias fazem bem?
Gosto da ligação que fazes, com as atitudes fascizantes do Rio e da Mendonça e a Petição de "Não Apaguem a Memória".
É importantíssimo esse reavivar de "Memórias Colectivas", que estão a ser continuamente branqueadas, em nome desse economia do "lucro", o que é isso?.
Boa também a intervenção da Emiéle, uma dupla de respeito.
Publicado por: josé palmeiro às julho 25, 2006 07:04 PM