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julho 26, 2006
O Vasco sem Graça… Moura
Ou a graça que tem o Vasco da Moura no artigo de opinião que hoje escreve no DN, onde tenta justificar todos os ataques sionistas aos povos da Palestina e restantes países do Médio Oriente.
Nos malabarismos que todos lhe conhecemos, acusa o Hamas e o Hezbollah de organizações terroristas, esquecendo que a sua origem está na ocupação pelo estado sionista dos seus territórios, na expulsão dos povos, no envenenamento dos poços de água para obrigar á retirada dos palestinianos, com a subsequente ocupação dos terrenos por colonos judeus.
Na sua eterna paranóia anti-soviética, continua quase duas décadas depois da queda desse regime (que não deixou saudades), a fazer análise baseada na história desse regime, e nas suas posições face ao Estado de Israel.
Mas é preciso dizer que em 1948 quando todo o mundo se uniu para a criação desse estado, estavam muito longe de adivinhar, que um povo que tão mal tratado foi ao longo da história em toda a Europa, mas principalmente durante a ditadura nazi, se viria a tornar num Estado opressor sobre os seus vizinhos.
Mas tem Graça o Vasco quanto pretende deturpar a história e afirma ..”è verdade que por parte de Israel à excessos condenáreis”….”desde há décadas se deve ao mundo árabe ….uma tremenda sucessão de ataques” quando se pretende desvirtuar a história recorre-se á asneira a torto e a direito.
Que fique claro que eu reconheço o direito à existência do Estado de Israel, nos princípios e nos terrenos que lhe foram concedidos em 1948.
Que fique claro que eu entendo que muitas das acções da resistência palestiniana e árabe são acções terroristas e como tal devem ser travadas e condenadas por todo o mundo.
Mas também é necessário ficar claro que o sionismo que governa Israel, começou a ser um estado terrorista quando desencadeou acções terroristas, no inicio da década de 50 do século passado e nunca mais parou, (como mostra o ataque a civis agora no Líbano, o uso de armas proibidas etc.), o próprio Vasco sem graça afirma que aos críticos do sionismo e passo a citar…#nunca lhes fizeram mossa a componente civil dos ataques..” omite mais uma vez que o exercito sionista sempre atacou civis pois o povo da palestina nunca teve exercito.
Depois também sem Graça, mostra o que entende por democracia, ao insinuar que apenas é democrático eleger quem a administração Busch ou a EU pretendem ver no poder.
Vasco, com graça, termina numa enchurrada de diabrites anti esquerda confundido esquerda com Estalinismo, e mais grave ainda Estalinismo com nazismo no que aos judeus diz respeito, passando pelo Irão (como ele gostava do Xá da Pérsia digníssimo ditador pró-americano), e pela Síria (ditadura que só não ama por ser anti-americana) ou seja tenta fazer uma espécie de caldeirada à fragateira, para justificar o injustificável, que O Estado de Israel, governado por sionistas é um dos poucos (felizmente) Estados terroristas ao qual outros grupos terroristas respondem (a diferença é que os sionistas praticam o terrorismo com aviões tanques e helicópteros e os refugiados palestinianos o praticam com suicidas, mas as vitimas são sempre as populações.
O que tinha Graça era o parlamento europeu obrigar ao cumprimento de todas as decisões da ONU sobre aquela parte do mundo e acima de tudo obrigar ao regresso do estado sionista ás fronteiras que a comunidade internacional lhe cedeu em 1948.
Publicado por António Chora às julho 26, 2006 01:02 PM
Comentários
teste
Publicado por: teste às julho 26, 2006 06:27 PM
teste
Publicado por: teste às julho 26, 2006 06:37 PM
Conclusão Vasco Graça Moura é pró-zionista, e defensor do Grande Israel......
Publicado por: a.pacheco às julho 27, 2006 11:54 AM