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julho 11, 2006

Tomei-lhe o jeito...

Afinal, ganhei-lhe mesmo o jeito...ainda aqui estou a escrever sobre o Mundial.
No Domingo no Público, Bruno Prata, escrevia: "Ontem, a Adidas (Alemanha) ganhou o bronze à Nike (Portugal). Hoje, a Adidas ( França) vai tentar o ouro à Puma (Itália)."
Quando o jogo acabou lembro-me de ter recordado estas palavras e pensado: eh pá, afinal não é assim tão linear que sejam os interessses económicos, os contratos comerciais, os patrocínios a dominar. A Adidas, não ganhou. (Quando tenho destes ataques de ingenuidade fico sempre hesitante entre se hei-de encolher os ombros ou se era preferível apostar na chapada... ).
Ontem, a FIFA escolheu Zidane como o melhor jogador do Europeu. Afinal, o que são uns penalties contra a força dos contratos comerciais?
Que tenha sido escolhido um jogador que por melhor que tenha sido durante a siua carreira a acabe à cabeçada a um adversário, punida com um cartão vermelho, é um problema nosso. Somos nós que temos que explicar aos nossos filhos, entusiasmados a sorver aquelas imagens, que se pode ser o melhor e dar cabeçadas nos adversários. Ou será que é melhor arranjar forma de lhes explicar que para ser o melhor é preciso dar cabeçadas nos adversários? Talvez o mais fácil ainda seja tentar explicar-lhes o peso da Adidas...eles até conhecem os ténis...

Publicado por Isabel Faria às julho 11, 2006 10:35 AM

Comentários

Tens razão no que escreves mas a história da Adidas e da Puma é anterior a isso. Vem de 1934 (acho) quando os irmãos Daesler criaram um novo conceito de botas com pitons removiveis e que permitiram á Alemanha ser Campeã do Mundo.

Com a guerra os irmãos chatearam-se, um era pró Hitler e o outro tb não, e um fundou a Adidas e o outro a Luma, (actual Puma). Desde aí que há uma guerra que perdura no tempo. Infelizmente esles descuraram o material de outros desportos nomeadamente do Atletismo pelo que apareceu a Nike que fez da guerra familiar uma campanha para entrar no mercado. Desde aí que se joga um campeonato fora dos relvados pelo dominio e superamacia do mercado de equipamentos.

Só para terem uma ideia da rivalidade entre irmãos ambos pediram em testamento paa serem enterrados no cemitério da terra mas no ponto mais distante que fosse possível de onde estava o irmão o que aconteceu realmente pelo que está cada um enterrado nuam das pontas do cemitério perto de Estugarda e dizem as más linguas que Adi Daesler, fundador da didas obrigou a FIFA a incluir uma alinea no contrato das bolas para os mundiais que esta nunca assinaria um contrato com a PUMA, para o fornecimento das mesmas.

Mas Isabel. Tens razão. No futebol há muito mais em jogo neste momento que o que se passa estritamente dentro das 4 linhas.

Publicado por: Daniel Arruda às julho 11, 2006 11:18 AM

Ola Isabel... tenho andado muito longe daqui. Beijinhos e estou de acordo contigo. O problema é que os franceses estão de acordo com o gesto do Zizu! Nao estranha.. matam-se uns aos outros quando comemoram vitorias... e um portugues foi baleado em Nice...(Le pen està à espreita!)
Nao te admires se apenas voltar aqui apenas dentro de semanas...Estive fora, andei com muito trabalho, a seguir, e agora vou voltar a estar fora! Força... e boas férias

Publicado por: dacar às julho 11, 2006 11:38 AM

Daniel, tenho que continuar a escrever sobre futebol, para me ensinares histórias do futebol fora do campo que eu não faço ideia que existem...Juro que não fazia ideia de que a Puma era do irmão do sr. da Adidas...nem fazia ideia do resto que por aui vais contando. O Troll é a minha escola da(s) história(s) do Futebol!!

Dacar, bem vindo. Tenho sentido a tua falta.Pensei que estivesses zangado connosco e estava triste...mas ainda bem que vieste, mesmo que por pouco tempo. È bom ter-te cá!! Boas férias e pouco trabalho para ti também.

Publicado por: isabel faria às julho 11, 2006 12:05 PM

Isabel para mim o Zidane não merecia o prémio de malhor jogador, porque neste torneio na realidade não o foi.

É uma opinião pessoal, claro, mas não se estava a premiar uma carreira , brilhante sem dúvida, mas sim o que ele fez neste final do campeonato do Mundo.

Quanto á agressão, se a Fifa não o punir, está a ser conivente com jogo violento que diza combater.

O mais estranho é que quem elegeu o Zidane , disse que a votação foi quase toda feita antes do Italia-França, o que prova a seriedade destas votações.

Mas isto não é nenhuma surpresa, o melhor jogador do Campeonato de 66, foi como toda a imprensa , inglesa incluida, o nosso Eusébio, e quem ganhou o prémio foi um inglês, estas trapaças já vêm de longe, e os bastidores sempre tiveram mais peso, do que o jogo jogado dentro do campo.

Publicado por: a.pacheco às julho 11, 2006 12:21 PM

"Somos nós que temos que explicar aos nossos filhos, entusiasmados a sorver aquelas imagens, que se pode ser o melhor e dar cabeçadas nos adversários. Ou será que é melhor arranjar forma de lhes explicar que para ser o melhor é preciso dar cabeçadas nos adversários?"

Sim, somos nós que temos de explicar. E explicar que uns não podem ganhar porque não têm fair-play
e outros podem. É a velha máxima "o sol quando nasce (não) é para todos".

Publicado por: Manuel Oliveira às julho 11, 2006 02:04 PM

É verdade, alguns comentadores falaram, ou melhor, afloraram, as negociatas que rodeiam uma competição como a que acabou.
Outros dirão que, daqui a quatro anos, com a sua realização na África do Sul, iremos ter oportunidade de levar, mais um pouco de "Democracia", aqueles povos do hemisfério sul, enfim, só coisas boas.
Como é diferente o futebol que hoje se joga, do de há quarenta anos, mas a disputa, os interesses e a luta pelo PODER, continuam intactos.
Eu pasmo, com a penúria com que, por aqui vivemos, o dinheiro que alguns gastaram, para exorcisar fantasmas, libertar angústias e descarregar ódios.
No fim feitas as contas, é como na banca, quem ganha são sempre os mesmos.
Olha Isabel, eu quero ser jogador de futebol, sim desses que ficaram em quarto lugar, que tanto trabalharam para nos engrandecer, e que agora, se calhar, não vão pagar IRS.
Não, não quero ser trabalhador da GM da Azambuja, esses nada fazem, não pruduzem, só dão prejuizo e levam o patrão a ter que os deixar e partir para outros lugares, e, segundo perece, enquanto trabalharam, sempre descontaram!

Publicado por: José Palmeiro às julho 11, 2006 04:44 PM