« Descanso | Entrada | João Cravinho sabe do que fala? »

julho 30, 2006

Voltei a casa...

lar.jpg

...e tenho uma camilha para dar de adopção.

Voltar para casa tem assim qualquer coisa que nos leva longe. Àqueles dias em que voltava e procurava o colo da mãe porque uma colega me tinha chamado parvalhona, ou perguntava ao meu pai, aconchegada debaixo do seu braço, achas-me muito feia, pai? porque um menino me chamara caixa de óculos...Voltar é encontrar o colo e ouvir, claro que não, és agora feia, filha, apesar de já não custar tanto o parvalhona nem o caixa de óculos (aliás, desde que uma vez tentei usar lentes de contacto e fiz uma ferida na córnea que quase me cegava de um olho...acho-me sexyssima com estas coisas penduradas em cima do nariz...)., no sofá onde adormeço ao meio do filme ou na banheira que já sabe, sem precisar que eu faça nada, qual a temperatura e qual a quantidade de água, para o meu banho de imersão.
Sabe bem, pronto.
O meu único problema quando volto para casa (para além de normalmente isso significar que tenho que voltar ao trabalho...mas nisso só começo a pensar amanhã, mais ou menos por esta hora) é as coisas que compro enquanto estou fora. E o trabalhão que me dá arrumá-las. Desta vez, por exemplo, comprei três frasquinhos para as especiarias (isto é aquilo não são frasquinhos para as especiarias, são frasquinhos, eu é que decidi que eram frasquinhos para as especiarias e não lhes admito discussão...) e um tapete para o quarto. E pronto...já mudei a cozinha toda do avesso por causa dos três frasquinhos de vidro com uma rolha e ainda não tenho a certeza se fica por ali...
O pior, no entanto, é o quarto. Para além de ter retirado o outro tapete de circulação e do ritual que isso implica, tipo, explicar que volta no Inverno, claro que te curto, já assististe a umas coisas, ia agora esquecer-me de ti e assim, há o resto do quarto todo que tem que se alterar por causa do tapete. A mesa de cabeceira agora já não é mesa de cabeceira. O cabide deixou de estar dum lado e está no outro exactamente oposto, as molduras que estavam em cima da mesa de cabeceira que agora já não é mesa de cabeceira ficaram no mesmo lugar com a diferença que têm que estar voltadas para outro lado, porque já não estão em cima da mesa de cabeceira e o trabalhão que deu até acertar com o lado...e o pior...esta é a parte que não sou capaz de resolver. Sobra-me uma mesa camilha...e respectiva tollha. Aquilo não cabe em lugar nenhum e nunca poderia ter uma camilha e um tapete...agora estou com graves problemas logisticos. Já pensei colocá-la ao cimo das escadas e dizer, olhem vizinhos, tão gira...fica aqui tão bem, agora arranja-se umas plantinhas...mas a minha vizinha vai dizer que não chega à janela e assim não pode abrir a porta a toda a gente que vem a minha casa antes de lhes dar tempo de tocar à campainha...
Por acso, há alguém que precise de uma camilha e respectiva toalha??? A sério ela até tem bom ar, não me cabe é na cozinha, ainda por cima agora que me lembrei de comprar os frascos das especiarias e não faz pandan (eu aprendi a dizer pandan ainda estava no Afixe ...creio que é um termo tipo Tia mas que é apropriado para a gravidade do momento que eu e a minha mesa e respectiva toalha estamos a passar)...Vá lá...há algum voluntário que qieira adoptar uma camilha??? E respectiva toalha?

Publicado por Isabel Faria às julho 30, 2006 03:35 PM

Comentários

já em casa, curtas férias!

Publicado por: victor franco às julho 30, 2006 05:34 PM

Victor, férias de tesa, amigo!!!
Olha queres adoptar a camilha ou não???

Publicado por: isabel faria às julho 30, 2006 07:09 PM

Guarda a caminha e a toalha. Não tens um sotão ou coisa assim...? É que esssas coisas, um dia pôes outra vez o tapete velho ou outro ainda mis novo, e descpbres que o que ficava ali bem era mesmo uma camilha como aquela que tinhas dado para adopção...
(estou aqui a pregar, e ultimamente tenho andado numa febre de deitar coisas fóra, que nem visto... mas há um período onde ficam assim num 'limbo'; depois de ter confirmado que afinal não vão ter mesmo préstimo nenhum é que me decido a deitá-las fóra)
Bem vinda, ao convívio das pessoas-que-vão-ficar-por-aqui-em-Agosto. Se calhar somos poucos mas bons!

Publicado por: Emiéle às julho 31, 2006 09:18 AM

Ehehehe! Olha a gralha cómica! Camilha, e não caminha!!! Devo estar a sonhar com a caminha, depois de um fim de semana onde dormi à farta!!!!

Publicado por: Emiéle às julho 31, 2006 09:20 AM

Benvinda, ao convívio dos que por aqui andam.
Como é difícil separar-mo-nos das coisas.
Falo por mim tenho uma dificuldade imensa em me desfazer do que quer que seja, mas eu sei porquê, é que as coisas, todas, têm sido adquiridas a pulso, pensadas, amadurecidas e depois, essa capacidade que temos de as ligar às coisas mais simples e significativas da vida.
Quanto à gralha da Emiéle, eu pensei logo em Caminha, mas não a de deitar, a outra, a da fronteira, bem lá no cimo de Portugal, que por sinal é um espanto.

Publicado por: José Palmeiro às julho 31, 2006 10:07 AM

Não, Émièle, não tenho sótão...olha para já, ficou num canto da sala...mas ainda continuo à espera de quem a queira adoptar...
Pois a lingua foge-nos, muitas vezes, para lugares...nem sequer estranhos. Mas também estou como o Zé, pensei em Caminha e não em caminha e que te tinhas esquecido de teclar na seta...

José,pois eu também tenho esse problema...só que depois tenho uma necessiade incontrolável de mudar...às vezes basta mudar o lugar de um quadro ou comprar ma flor nova qualquer...algum ólogo, ista ou ata deve explicar isto.

Publicado por: isabel faria às julho 31, 2006 12:08 PM

Já em 2003 o velho abandoado barco de pesca repousava na praia de milfontes exposto aos olhares dos turistas e demais gente que pelas dunas passeava a camiho da praia...

Publicado por: Paulo às outubro 25, 2006 01:56 PM

Já em 2003 o velho abandoado barco de pesca repousava na praia de milfontes exposto aos olhares dos turistas e demais gente que pelas dunas passeava a camiho da praia...

Publicado por: Paulo às outubro 25, 2006 01:57 PM