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agosto 31, 2006

Saudades

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Tenho saudades de quando me sentavas ao teu colo e me lias o Barranco de Cegos. E a tua voz me levava ao futuro.
Tenho saudades de quando ralhavas comigo por eu comer a massa toda das bolachas de manteiga e, ainda por cima, em vez de redondas, saírem quadradas ou aos bicos. E, mesmo tortas, serem as melhores bolachas de todos os tempos.
Tenho saudades do cheiro a arroz de forno e a frango corado na casa da avó.
Tenho saudades de procurar amendoins mal encarados no bolso do casaco do avô e achar que era os melhores amendoins do mundo.
Tenho saudades de ver as ervas brancas da geada da manhã. E de comer as bolas de Berlim das latas verdes e azuis da Nazaré.
Tenho saudades quando uma chuva enorme de estrelas te trouxe para mim. Tenho saudades de quando fui perdendo as saudades de ti.
Tenho saudades de te sentir cá dentro…e dos pontapés e das noites em que a barriga não cabia na cama.
Tenho saudades do teu sorriso. E da tua voz. E da bola com que andavas metros inteiros. Até das cólicas que não me deixavam dormir, noites e noites.
Tenho saudades de olhar o espelho e não descobrir estas pregas parvas e embirrantes. E as riscas.
Tenho saudades de me lembrar de que cor era o meu cabelo, antes de concluir que não curto branco.
Tenho saudades de quando te toquei na mão, naquela noite no Bairro Alto e me puseste a mão sobre o ombro, à saída. Não tenho saudades das saudades que tinha de sentir uma mão no ombro.
Tenho saudades das noites inteiras sem dormir enquanto durou a viagem de finalistas do 5º ano.
Tenho saudades de não me esquecer dos aniversários e de não passar a vida à procura dos papéis que de certezinha mesmo ontem tinham ficado naquele lugar.
Tenho saudades de me sentar ao fresco no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares do chato do meu pai.
Tenho saudades de me sentar ao fresco, no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares da chata da minha mãe.
Tenho saudades de te ver chegar a casa, da janela, quando vens da escola. E de te ver sair quando partes. E de, quem sabe, teres mesmo que vender umas sandocas para ajudar a pagar a estadia no Porto, que o curso de Astronomia teima em ficar-se pelas margens do Douro.
Tenho saudades de olhar o espelho e ver mais umas tantas preguitas (se não for assim, itas, acaba, mesmo, por meter psicanalista…) e decidir pela enésima vez que é desta que vou para o ginásio.
Tenho saudades de voltar a sentir a tua mão na minha pele. E a minha na tua. E a tua boca. E o teu cheiro.

Ok, por enquanto as do futuro ainda contrabalançam. Bora aí esquecer as pregas (consegui!!! sem itas!!!).

Tinha saudades de escrever...

Publicado por Isabel Faria às 11:10 PM | Comentários (3)

Será???????

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Não me apetece fazer um post. Até porque ainda nem acredito que vá entrar...E depois tinha que ser um post de ressaca e muita, muita neura...e algum (sou uma comedidazinha) mau feitio...gosto de dar sempre segundas, terceiras, quartas...ok, sou uma mãos largas a dar oportunidades...
Peço desculpa em nome do Troll a todos os nossos amigos e comentadores (quem não gosta de nós também está incluído...), apesar de não termos nem responsabilidade nem meios de contrariar este apagão...obrigado a todos os que nos enviaram Emails (desculpem a falta de tempo em responder pessoalmente a todos...), a perguntar se estavamos vivos...estamos, um cadito fulos mas vivos.. .pode ser que logo volte. É uma questão de mais uma água das pedras....

Publicado por Isabel Faria às 06:04 PM | Comentários (5)

agosto 28, 2006

D. Duarte e a selecção

Por:Manuel Carvalho

Vivemos num país faz-de-conta. Só num país assim, um jornal, que se diz de referência, publica uma notícia de que um tipo que se diz reizinho condecora com medalhas da cortiça uma selecção de futebol.
Parece que estes 47 cidadãos que tiveram a responsabilidade de fazer um esforço pelo país, desportivo é certo, aceitaram esta patetice própria da uma inutilidade cor-de-rosa - mas necessária a um “folclore” faz-de-conta.
Cada qual faz figura por si. É o que vale. Ufa!

Publicado por Isabel Faria às 12:58 PM | Comentários (7)

"United 93"

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Ontem fui ver o “United 93”. É um filme que parte da versão oficial do que se passou. Quanto a isso não vale a pena aqui discutir. Mas, partindo dela, gostei. Não é um filme demasiado “americano”. Não nos enche de patriotismo balofo e folclórico e não nos invade com maus e com bons.
Mostra-nos que nos momentos de fazer opções, no medo, na angústia somos todos humanos. Com o medo, todos, terroristas e passageiros, rezavam. Antes de tomar o avião, um dos ocupantes, o que até ao fim mostrará sempre maior hesitação, telefona a alguém que não atende o telefone e deixa no voice-mail, a frase que será ouvida muitas vezes, mais tarde durante a ocupação do avião, pelos passageiros que conseguem telefonar: Amo-te.
Há uma cena, quando já tomou o avião e que está sentado nos comandos com ele completamente descontrolado, que aperta o cinto ...como se, afinal, naqueles momentos que antecedem o fim, se perdessem todas as certezas e se a vida teimasse em nos agarrar.
Claro que depois é uma visão que pretende dar-nos algum heroísmo "politicamente correcto". Afinal, trata-se do único vôo em que os terroristas não conseguem atingir os seus objectivos...os passageiros tomam o comando e o avião acaba por se despenhar no chão sem fazer outras vitimas, além dos que nele embarcaram.
Ao mesmo tempo mostra-nos como as respostas foram demoradas e ineficazes. E enche-nos de imagens de postos de controle cheios de luzes e de botões...4200 aviões no ar, ao mesmo tempo...não dá para imaginar...
Para mim, que tenho um verdadeiro terror a embarcar dentro de uma coisa daquelas, teve, mais uma vez, o efeito de todos os filmes que tratam de assaltos, desvios, acidentes...aquelas imagens em que antes de embarcar ou já sentados nos avião, nos mostram pessoas iguais aos milhares de passageiros que embarcam ou que se sentam...iguais a mim, quando embarco ou me sento...não me descansam nada. Na próxima vez...ok...é melhor não pensar muito nisso que esta manhã acordei com a tensão altita...

Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (2)

Um caçador também não espanta a presa

Passou quase despercebida. Quase ninguém falou nela e o Governo com a frontalidade que se lhe conhece, tão ágil a mostrar a sua obra, resolveu também não a divulgar muito. Porque será se até se trata de uma medida acertada. Até agora ainda não disse do que se tratava e parece incompreensível não é?
Não o é. O tema é salas de injecção assistida, máquinas de troca de seringas e programas de metadona nas prisões. É que o governo sabe que esta medida era necessária mas ao divulgá-la ia afrontar a sua base de apoio e pior, ia afrontar a direita e isso é o que o PS não quer. O facto de governar á direita é o garante da reeleição nas próximas eleições pois esvazia o seu principal adversário. Esta é uma constatação de um facto. O Governo que foi rápido a divulgar o aumento da idade da reforma, o aumento do IRS e tantas outras coisas que são efectivamente más medidas e pior que isso, medidas de fazer inveja ao PSD e ao CDS desta vez resolve não fazer nenhum tipo de alarido.

Mas no fundo é normal. Um caçador também não espanta a presa. Porque é que o PS haveria de afugentar os seus eleitores. Mesmo que isso implique a incoerencia total.

Publicado por Daniel Arruda às 09:03 AM

Tá parvo

O grande e abominável César das Neves tenta hoje convencer-nos que a situação assim como está é boa, pois é nas dificuldades que se vai encontrar os pontos de viragem ou nas palavras do próprio:

Mas a angústia é a única porta para o desenvolvimento. Cada empresário, aflito na sua circunstância, esforça--se por encontrar novos clientes, novos produtos, novas soluções. As famílias, apertadas pelas dificuldades, procuram outros empregos, compras mais acessíveis, melhores condições. A combinação desta miríade de decisões individuais, cada uma delas pessoal, arbitrária, contingente, discutível, traz a famosa transformação estrutural.

Confesso que li o artigo para aí umas 3 vezes para ver se descobria alguma ironia nas palavras do distinto senhor. Sim, porque só com muita ironia se pode dizer a uma pessoa que tem 2 trabalhos e que mesmo assim tem dificuldade em pôr a sopa na mesa que passar fome é bom e que as pessoas devem ver isso como um processo de transformação da economia perfeitamente normal.
É tão bom falar de barriga cheia é o único comentário que consigo fazer a esta diarreia mental.

Publicado por Daniel Arruda às 07:24 AM | Comentários (2)

agosto 27, 2006

Obrigada e...desapareçam!!!!

A Weblog continua com as macacoas do costume. Esta tarde não dava para comentar...e os comentários, afinal, apareciam...dava para colocar posts...e os posts, afinal,...nunca chegavam a aparecer.
Para além disso, continua com aquela tara irritante de ter que se fazer refresh cada vez que se abre a Caixa de Comentários e agora anda atacada de um mal ainda mais avassalador. E surpreendente. O Troll, pelo menos, anda invadido por dezenas de gajos, vindos não se sabe de onde, que falam inglês e que passam a vida a dizer que somos muita bons, que estamos nos favoritos deles, que prazer em nos terem descoberto, que aprendem imenso connosco, que ficaram fans, que não voltam a sair daqui...confesso que os acho uns spams simpáticos...entre estes e os que passavam a vida a anunciar remédios milagrosos para fazer aumentar o orgão sexual masculino, prefiro estes. Mal por mal, sempre me fazem bem ao ego...
Mas tenho esperança que os ditos leiam isto e se convençam que a gente agradece...que são muita nices...que até lhes pagávamos uma bejeca se os conhecessemos...mas que agora nos podiam desamparar a loja. A gente já sabe que gostam muito de nós. Se continuam assim estragam-nos com mimos...please...go home...God bless you...(tentativa que entendam que isto é com eles, tadinhos!!!)

Vamos a ver se no intervalo entre um gajo que diz que não pode passar sem a gente e outro que diz que a vida dele passou a fazer sentido no dia em que um amigo lhe falou do Trolll...o post entra...

Publicado por Isabel Faria às 10:32 PM | Comentários (5)

"às vezes há a necessidade de fazer substituições"

Segundo o Público, Maria das Dores Meira, a próxima Presidente da Câmara de Setubal, visitou a Festa do Avante, congratulou-se com o facto do PSD ter desistido de pretender eleições antecipadas, chamou-lhe "recuo significativo" e respondeu de uma forma clara às perguntas dos jornalistas sobre qual a razão do afastamento de Carlos Sousa: "às vezes há a necessidade de fazer substituições".
Ficamos todos esclarecidos com a resposta e descansados com o "recuo significativo". Os amigos são para as ocasiões. E as alianças, afinal, funcionam, mesmo.

Publicado por Isabel Faria às 04:56 PM | Comentários (6)

agosto 26, 2006

Não acham melhor esperar um pouquito??????

Só aconselho é que não peçam uma resposta urgente porque o último que fez isso foi o então presidente Jorge Sampaio e até hoje, quando já lá vão meses desde o fim do seu mandato, ainda não obteve resposta.

Vendo bem, era melhor esperarem pelo novo procurador. Pelo menos era quase certo que receberiam uma resposta antes das próximas autárquicas.

Publicado por Daniel Arruda às 04:07 PM

Um grande som para o fim de semana

Já aqui falei nele, uma ou duas vezes. O melhor rapper português. Nuno Santos no BI e Chullage na cena artística. Um homem de bairro social ou Ghetto. Um homem que dá a cara pelo seu bairro, a Arrentela, no concelho do Seixal. Pelo seu povo. Este som que está aí em baixo é sobre a Arrentela. Podia ser sobre qualquer um dos bairros ditos degradados. Cova M, Miratejo, Colina do Sol, Vale da Amoreira, Pica Pau ou Chelas.
"National Ghettografik" é daqueles sons que tem tudo. Rima, conteúdo e música.

De perto ou de longe
Qualquer angulo, qualquer plano
Eu faço zoom
A realidade dos Ghettos que aqui se resume
Na escola não se lê
Não mostra na TV
Mas só quem não quer é que não vê

Publicado por Daniel Arruda às 03:39 PM

O que são um milhão e 700 mil Euros?

Sabia que ontem de manhã Sá Fernandes daria uma conferência de imprensa sobre a Infante Santo.
Procurei ontem quando cheguei a casa. Nada. Não há jogo do Benfica. O Gil Vicente e o Belenenses…a Liga fez não sei o quê…voltei a procurar esta manhã…a Liga ainda continua a fazer não sei o quê e o Belenenses e o Gil Vicente…ah, entretanto, hoje também deu para saber que o Porto ganhou ao União de Leiria.
Agora, ao abrir o Email, já á pressa porque tenho que sair e vou ficar com menos acesso ao computador, tinham-me enviado uma noticia da RR on line (confesso que nunca abro a RR on line. Quem me manda ser preconceituosa?).
Sá Fernandes denunciou, ontem, que Carmona mentiu quando disse que Vitor santos já tinha pago a totalidade das dividas e que as obras poderiam continuar. Afinal, falta, para além de taxas, o pagamento do terreno que o condomínio ocupa e é terreno municipal. Os tais meia dúzia de centímetros de que fala Fontão de Carvalho. Que, segundo Sá Fernandes, valeriam cerca de um milhão e 700 mil Euros, se a Câmara quisesse vender…coisita pouca, portanto. Que dá para entender que a Autarquia perdoe a Vítor Santos, tipo gratificação por mérito, e que os jornais e rádios e televisões, pelo menos on line, omitam…o que são 1 milhão e 700 mil Euros que se devem ao munícipes de Lisboa comparados com o problema das despromoção do Gil Vicente ou do Belenenses? Ou a vitória do Porto? (desculpem-me os adeptos de futebol…isto nada tem a ver com eles. Apenas com as prioridades e as opções da nossa Comunicação Social).

Publicado por Isabel Faria às 12:14 PM | Comentários (3)

Gosto de os imaginar como eu...ou eu como eles???

universo.jpg

Como que para repudiar a arbitrariedade com que se despromovem planetas, o Universo continua a sua viagem. Feita de encontros e de desencontros. Como todas as viagens. Amanhã, logo de manhã, Vénus e Saturno encontrar-se-ão num ponto qualquer do céu. Por momentos, Vénus quase tapará Saturno (ou será o contrário?). Não me parece que esses pormenores interessem a qualquer um deles. Nunca interessam quando há encontros. Depois, afastar-se-ão de novo. Vénus encontrará outros planetas. Saturno também. Mas nenhum deles se esquecerá deste encontro. Como nós nunca nos esquecemos. Algures, numa dessas viagens, encontrarão Plutão, e não lhes interessará minimamente o que uma votação arbitária e prepotente dele entendeu fazer. Será um encontro único. Como todos os que temos na nossa vida. Como todos os que têm na vida deles.
Os antigos diziam que quando os planetas se encontravam era um mau presságio...felizmente que com o tempo os desmentimos. Um encontro nunca pode ser um mau presságio ...apesar de sabermos que as partidas custam....
Gosto de imaginar que, no Céu azul escuro (ou será preto?) de uma qualquer noite, há sempre um Planeta ou qualquer outro corpo celeste a sorrir por um encontro. Ou a entristecer-se com um desencontro...acho que me sinto acompanhada.

Publicado por Isabel Faria às 11:09 AM | Comentários (3)

Por fim, a verdade no saneamento de Carlos Sousa

Por:Manuel Carvalho

Versão 1

Têm corrido rios de tinta mas até agora, apesar de aproximações, ainda ninguém tinha realmente descoberto porquê Carlos Sousa foi saneado.
O velho jarreta Carlos Sousa, fraco mas empedernido militante, cheio de cabelos brancos e dificuldades nas articulações já não era capaz de impor a direcção firme, consciente e esclarecida do partido (que se diz) da vanguarda da classe operária.
Aí interveio o jovem Jerónimo de Sousa. Pensou, pensou… rejuvenescer, renovar… rejuvenescer, renovar… e descobriu… vamos por a dirigente dos pioneiros a presidente.
E aí temos Maria das Dores, da Comissão Regional e Nacional dos Pioneiros de Portugal.
Realmente, mais jovem que os pioneiros não pode haver!

Versão 2

O segredo parece estar a fugir da até agora bem blindada organização do PCP.
Segundo fontes, geralmente bem informadas, a liderança distrital de Armindo Miranda terá estado em visita de estudo à China.
Aí, inspirados pelos novos ensinamentos do partido irmão chinês, e pelo grande educador da classe operária mundial Jiang Zemin, os educadores portugueses terão aprendido a teoria das três representações que faz a modernidade e o sucesso chinês.
Agora o PCC representa (1) os interesses da esmagadora maioria do povo, (2) a cultura avançada e (3) as forças produtivas mais desenvolvidas, ou sejam, os empresários.
Deng Xiaoping resume o assunto: “socialismo não é pobreza, enriquecer é glorioso”.
Talvez venha daí a ascensão revolucionária de Maria das Dores. É que a senhora é uma empresária. Ainda é uma pequena empresária – mas pode vir a ser grande. “Enriquecer é glorioso”!

Publicado por Troll Urbano às 10:50 AM

Etiquetas

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Às vezes olhamos para pessoas e não sentimos empatia. Vimo-las durante muito tempo, regularmente, mas a empatia que não se cria, até nos faz nunca lembrar o nome. Normalmente não nos fala e colamos-lhe a etiqueta de antipático. Depois, habitualmente, temos uma quantidade de pontos de vista diferentes sobre uma quantidade de coisas. As vezes em que chegámos à fala, foi para discutir essas divergências. Calha até, termos o azar dessas pessoas, com as quais não criámos empatia e que nunca nos lembramos o nome, terem uma forma de discutir pontos de vista que nos chateia. Pomos-lhe a etiqueta de sectários.
Encontramo-nos ao principio da noite. Temos uma tarefa pela frente. Criamos uma equipa a dois para a executar. E seguimos. Logo em Entrecampos, cai a primeira etiqueta. não fazemos ideia como, possivelmente foi uma palavra ou um gesto que a descolou.
Depois, à medida que descemos a Cinco de Outubro, falamos de cinema e de livros, contamos-lhe coisas de um passado que só conhece pelas histórias que dele ouviu ( ter um ano no 25 de Abril tem destes inconvenientes), falamos de coisas tão diferentes até chegar ao Saldanha, que, ali mesmo na esquina com a Praia da Vitória, há muito que a outra etiqueta ficou, algures, perdida… na próxima discussão, vamos continuar a levantar a voz, quem sabe bater na mesa, mas de certeza que não seremos capazes de encolher os ombros… e durante umas horas ficamos a pensar nas pessoas que nunca verdadeiramente conhecemos por não termos tempo nem vontade de confirmar que muitas etiquetas se descolam milagrosamente se tivermos tempo para as descobrir.
Não te imaginava nada assim…
Nem eu…
As etiquetas eram, portanto, mútuas.

Publicado por Isabel Faria às 01:31 AM | Comentários (2)

agosto 25, 2006

As Birras

Volto a dizer. Este gajo escreve p'ra caraças. Cada vez gosto mais de o ler. Desta vez é sobre birras e Festas Populares. Não tem nada a ver. Pois não. E isso é importante. Até parece que ele escreve coisas com nexo, normalmente e no dia a dia.

Divirtam-se

Publicado por Daniel Arruda às 06:55 PM | Comentários (2)

Dias-a-dias

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Coisas do dia a dia...faits divers...quotidiano...sei lá. Umas notas, para fazer jus à fama que vocês até sabem o que é o meu jantar...(com alguns conselhos de borla a acompanhar...)

A tal com conselho em anexo:
Nunca, mas por nunca ser, usem a transferência bancária para pagar as vossas facturas. Sobretudo da TV Cabo. Há milhares de caixinhas MB por ai espalhadas e aquela treta dos clones até já foi descoberta e os clientes reembolsados.
No dia 31 de Julho quando voltei de férias, tinha uma factura de 266.13€ da TV Cabo para pagar. Tive que me agarrar à mesa para não me dar uma coisinha má...depois de muito pensar concluí que aquilo só podia ser erro. Até pago por transferência bancária, pensei. Contactei os senhores. Ah, desculpe. Foi erro informático. Claro que não lhe vamos debitar essa quantia.
Dia 8 de Agosto o banco paga 266.13€ Euros à TV Cabo.
Dia 9 de Agosto, telefono aos senhores. Ah, desculpe vamos já tratar do assunto. Amanhã contactamos para confirmar que está tudo ok...mas ok, como?...ok...pronto. Fiquei à espera.
Dia 11 de Agosto. Até agora ninguém ligou...mas qual é o problema? Ah, mas não está cá nada...vai seguir para o nosso departamento financeiro, com carácter de urgência.
Dia 15 de Agosto, aproveitando o feriado, estamos a tratar disso. Alguém a vai contactar. Mas para quê? Alguém a vai contactar. Alguma impaciência na voz.
Dia 18 de Agosto, vou passar aos assuntos urgentes, que têm que ser tratados hoje. Fique descansada. O meu nome é S e vou ficar encarregue do seu caso. Amanhã contacto-a a fazer o ponto da situação.
Dia 22 de Agosto, está aqui escrito que a TV Cabo vai usar este avanço para as próximas facturas... QUÊÊÊÊ??? Pois, assim nos próximos sete meses não precisa de pagar...Nem pense. A TV Cabo não vai ficar com os meus 207 Euros. Quero o meu dinheitro na minha conta até ao final do mês ou meto-vos em tribunal. Ah, espere, só um bocadinho...afinal, está aqui escrito que lhe foi enviada uma carta para a Sra. assinar e para receber um cheque para depois ir receber...deve receber amanhã...amanhã é Sábado...ah, pois...Segunda Feira. Ok.
Segunda Feira, conto o resto.

A da necessidade urgente de ajuda médica:
Trouxe-te uma prenda das férias. Vens cá buscar quando? A falta de tempo foi adiando. Ontem à noite. Olha dá para passar lá hoje? Claro que dá...
Vou ali buscar. Espero que gostes. Está aqui no armário da confusão (um deles, há mais uns tantos, mas são especializados em papeis e assim, aquele é o único, abrangente...). Alguém sabe da prenda, faxavor? Já corri a casa toda. Aquilo é grande. Está embrulhado num papel cheio de cores vivas. Falta-me o Bono. Há uns tempos que o gajo anda mesmo com ar de porteiro.

A da admiração
Tive que tratar de um assunto relacionado com o Parque de estacionamento aqui ao lado da empresa. Ligo o telefone e atende-me uma voz clara com o sotaque característico das linguas de Leste.
No meio da perguntas, surge a resposta: Sim, sim, sim, está à vontade...
Um pouco mais tarde: então não?
Antes de terminar: bom fim-de-semana, cá a espero na Segunda-Feira para tratar da papelada toda.
Não resisti. Há quanto tempo está em Portugal. Há 11 meses. Vim em Setembro do ano passado...
É impressionante. O tom é girissimo, e a forma como se aprendem expressões idiomáticas, como se conjuga correctamente os verbos, como se usa a frase certa com a entoação certa (aquela do sim, sim, sim, só ouvida) no momento certo, deixa-me encantada. Lembrar-me que tenho uma chefe que nasceu nos EUA e ainda não sabe falar português e está cá há 15 anos...ou que tive uma Directora alemã que esteve cá 10 e que nunca falou uma palavra de português...
Não é só uma questão de necessidade, creio. É também de cultura.

Publicado por Isabel Faria às 02:13 PM | Comentários (4)

Estou no meu lugar

O PSD diz que dá o beníficio da dúvida. O PS, que seja o PSD a demitir-se e depois se verá.
Nos momentos decisivos, afinal, continuamos a marcar a diferença.
O Bloco de Esquerda, que não tem assento no Executivo (teve 5,1% nas últimas eleições), defendeu a realização de eleições intercalares. Albérico Afonso, da Comissão Concelhia de Setúbal do Bloco de Esquerda, disse em conferência de imprensa que a solução encontrada pelo PCP depois da renúncia de Carlos Sousa, «apesar de não ser ilegal é ilegítima do ponto de vista político e ético»..
E nos momentos decisivos em que o que está em causa é a transparência, a verdade, a Democracia e o respeito pela vontade popular, eu continuo a sentir-me muito bem no Bloco.

Publicado por Isabel Faria às 12:12 PM | Comentários (1)

Um sabor qualquer

olhar.jpg

Agosto de 2006, abro os jornais on line, procuro palavras que ainda não se tenham esgotado, e apenas me recordo do refrão do Sérgio, de há trinta e dois anos.

Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir

E não sei o que chamo ao sabor amargo que me fica cá dentro. Desencanto? Impotência?
Procuro uma foto, qualquer uma que possa tornar um pouco mais tolerável o sabor e só descubro a de um sorriso triste de criança.
Imagino os sorrisos tristes de crianças que permitimos nestes 32 anos, em Portugal, e o sabor amargo adquire uma outra dimensão. Culpa.

Publicado por Isabel Faria às 11:25 AM | Comentários (1)

agosto 24, 2006

Ainda Setúbal

Voltar ao tema tem a ver com o facto de eu pensar que o que se passa não se resume a uma mudança de nomes. Empacotada de que forma for. O que o PCP está a fazer em Setúbal, é uma questão de visão do papel do eleitor, do papel do candidato, do papel do autarca, do papel da Democracia, portanto. Melhor, não do papel, é da concepção que se tem de Democracia.
Conhecendo a Lai Eleitoral, não é dificil concordar que o PCP tem legitimidade para substituir os seus primeiros candidatos, pelo 3º e pelo 4º.
Como Sampaio teve quando nomeou Santana Lopes, após o abandono de Durão Barroso.
Não é, então, de legalidade que se trata. Como não era, então, de legalidade que se tratava.

As eleições autárquicas pela proximidade que o Poder Local tem com o eleitor, são, todos o sabemos, e para o bem e para o mal, eleições com enorme carácter e influência pessoal. O PCP soube-o, neste caso quando foi buscar Carlos de Sousa, apesar de não ser, seguramente, o candidato nem o Presidente de Câmara que queria ter em Setúbal. Numas eleições autárquicas, todos o sabemos, mais do que num programa, vota-se na pessoa em quem se confia para melhorar as condições de vida da sua terra. Sabendo isso, a Lei, permite candidaturas independentes. Sabendo isso, os caciques locais proliferam por esse país.
Se outra prova fosse necessária, da importãncia de quem se propõe executar o programa tem, bastaria ver os resultados das Legislativas de Fevereiro e das Autárquicas de Outubro, em Setúbal.
Em Fevereiro o PCP teve 9.733 (16.33%) votos no concelho de Setúbal. Nas Autárquicas, 19666 (40%). Partindo do principio que o PCP não acredita que cresceu para o dobro em 8 meses, o PCP sabe que grande parte desses votos foram votos de confiança dados ao candidato a Presidente.
E sabe, portanto, que está a fazer batota, quando finge ignorar isso.

Repito o que já escrevi muitas vezes. O voto não pertence ao eleito. Mas também não pertence ao Partido pelo qual foi eleito. E a única forma democrática de julgar alguém que se elege, é eleitoralmente. O que o PCP está
a fazer é sobrepôr-se aos eleitores. Como a Democracia que conhcemos, a única afinal, que mal ou bem vai funcionando, se baseia em eleições e nos seus resultados, em eleitos e nas contas que têm que prestar ao seu eleitorado, o PCP está a desvirtuar a Democracia. E está a fazê-lo de uma forma cobarde, como ontem se escrevia aqui num comentário. Deteurpando, fingindo, fazendo jogos baixos, permitindo "fugas de informação" (num partido como o PCP, imaginar que Carlos Sousa soube pela comunicação social da intenção do Partido, antes de saber pelo próprio Partido se deveu a uma fuga de informação, chega a ser cómico).

Se o PCP está tão seguro que a população de Setúbal votou num programa e que a melhor pessoa para o executar será a pessoa agora indicada para o subsituir ou qualquer outra que o Partido entenda, então porque tem medo de eleições?
Não era para ouvir os eleitores que o PCP, como toda a Esquerda, se insurgiu contra a nomeação de Santana?
Ou para o PCP manter o Poder é mais importante do que ser coerente? Ou para o PCP, o Poder, à semlhança do que se passa nos lugares em que se aliou à Direita, a fim de o manter, se sobrepõe à ética? E á vergonha?

Publicado por Isabel Faria às 07:24 PM | Comentários (12)

O meu pedido para o sorteio de hoje

O grupo do Glorioso
Do pote 1 Real Madrid
Do pote 2 Celtic Glasgow (mas se vier o Lille tb não é mau)
Do pote 3 SL Benfica
Do pote 4 FC Copenhaga

O grupo da Agremiação do Lumiar
Do pote 1 FC Barcelona
Do pote 2 Chelsea FC
Do pote 3 Agremiação do Lumiar
Do pote 4 Galatasaray Istambul

O grupo do ... do ..... do .... bem vocês sabem. O que falta.
Do pote 1 Milan
Do pote 2 Os tais que não se pode dizer o nome
Do pote 3 Olimpiakos
Do pote 4 Hamburger SV

Publicado por Daniel Arruda às 03:26 PM | Comentários (5)

Happines

Há dias em que não me apetece falar de coisas tristes. Apetecia-me falar do último reforço dos Golfinhos Roazes do Sado. O Tongas, que nasceu anteontem à noite. Apetecia-me dizer quão lindo é o sado, especialmente quando olhamos e vemos golfinhos a brincarem. Não o vou fazer porque me vou lembrar do que querem fazer a Troia e que com isso há o risco do Tonga, o mais novo da colónia ter uma vida realmente curta.
Apetecia-me falar do nascer do sol que vejo quando venho para o trabalho. Aquele vermelho vivo que o sol tem quando acorda cheio de pujança e vitalidade mas também não o vou fazer porque me lembro que ele queima e mata porque andamos há anos a estragar o planeta e agora não pdemos disfrutar do Sol na plenitude, porque a camada do ozono está muito fina.
Apetecia-me reviver aquelas manhãs que acordei com os sons dos pássaros que estavam na árvore cujos ramos quase me entravam pelo quarto, apetecia-me falar do futebol, do meu clube, da beleza de uma mariscada na praia, enfim da beleza do mundo e da vida. Porque se há dias em que acordamos e nada faz sentido, já nos levantamos chateados e sem vontade de fazer nada há dias em que as coisas começam a fazer sentido outra vez. Em que perdemos dúvidas e ganhamos certezas. Hoje é daqueles dias em que me apetecia falar das coisas bonitas da vida, porque hoje é dos dias em que as coisas fazem sentido. Quem sabe se amanhã continuarão a fazer. esperamos que sim. Ansiamos que sim. Desejamos que sim, mas será que sabemos o dia de amanhã. De há muito tempo que aprendi a viver um dia de cada vez. A não suspirar pelas férias, pelo fim de semana, pelo fim do més, pelo fim do dia, ou simplesmente pelo momento de estar com quem gosto. Todos os momentos na vida têm de ter algo de bom há que viver. Amanhã pode ser mau ou pode nem haver amanhã.
Hoje sinto-me bem. Queria partilha-lo porque qual o sentido da felicidade se não a partilharmos.

PS: Sei que este tipo de postas são da responsabilidade da Isabel aqui no Troll mas se ela pode escrever sobre Futebol também posso fazer postas destas.

Publicado por Daniel Arruda às 01:27 PM | Comentários (7)

A limpeza

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Foto gentilmente roubada ao Arrastão

Daniel Oliveira, desculpa mas é mais forte que eu...e então, depois das declarações de Jerónimo de Sousa, ontem, não há volta a dar-lhe (a forma como trata os seus ex-camaradas, é um mimo...). Não resisto. Sou uma roubadona, mas consciente.

Publicado por Isabel Faria às 12:03 PM

O direito à indignação

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Atrevam-se a tirar-me o gajo e não sabem onde se vão meter!!!

Publicado por Isabel Faria às 11:55 AM | Comentários (3)

agosto 23, 2006

A renovação do PCP

O PCP diz que Carlos de Sousa foi afastado da Câmara Municipal de Setúbal, a fim de permitir a "renovação e o rejuvenescimento" dos quadros autárquicos do Partido.
Ficam-me algumas perguntas e outras tantas preocupações:
As perguntas:
Como é que uma pessoa em 2005 ainda não precisa de ser "renovada e rejuvenescida" e em 2006, já?
Não será arriscado para o Partido usar a palavra "renovação" assim por dá cá aquela palha?
As preocupações:
Assim, numa consulta rápida vi que Alfredo Monteiro, por exemplo, e só para não sair do distrito de Setubal, ainda se pode aguentar mais seis anos para ser rejuvenescido, mas que a mesma sorte não tem Maria Emília Neto de Sousa, que já está atrasada sete anos e que seguramente não vai sobreviver a este ano de balanço.
Partindo do princípio que a renovação e o rejuvenescimento também se vão alargar aos outros orgãos e sectores da vida do Partido, a Odete Santos, que já leva dez anos de atraso, não se safa e duvido sinceramente que o Secretário Geral chegue ao próximo Congresso. Não é por nada, mas já vai, se a memória não me falha nos 59... na melhor das hipóteses está a dever quatro anos à renovação...
Se alargarmos este raciocínio aos outros Presidentes de Câmara CDU, ao Grupo Parlamentar, ao Comité Central...não estará o Partido a levar isto muito a sério?

Se esta onda rejuvenescedora chega ao Bloco, já não tenho sequer dez anos para continuar na AF da Pena...ok, nas próximas autárquica ainda sou capaz de me safar, mas depois bye, bye Isabel.

Publicado por Isabel Faria às 07:10 PM | Comentários (9)

É o conceito de democracia de alguns

O PSD fala da necessidade de o PS criar consensos aquando da escolha do novo Procurador Geral da República Portuguesa mas estranhamente esquece-se sempre que o país político não se esgota no PS e no PSD por muito que estes assim o queiram. Os dois juntos representam menos de 50% da população portuguesa se contabilizarmos todos os cidadãos e não apenas aqueles que votaram.

Todos sabemos que é vontade destes partidos e especialmente do PSD para que se altere a lei eleitoral e com isso fazer com que os ditos pequenos partidos desapareçam do mapa eleitoral. Essa é a vontade, não é a realidade. A realidade é que todos os partidos existem e devem ser tratados com igual respeito democrático.

Publicado por Daniel Arruda às 03:53 PM

Magia

Desculpem os David Coperfiel ou os Luis de Matos deste planeta mas para mim isto é que é um espectáculo de magia.
Sim Senhor. Arte e espectáculo. Fazer desaparecer comboios? Torre Eiffel? Passar a muralha da China? Nã. Tudo ultrapassado. Eu queria ver os tipos que se dizem de magicos fazerem disto.

Publicado por Daniel Arruda às 02:24 PM | Comentários (4)

Entretanto , ali mesmo ao lado, na Amadora...

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Entretanto, como a vida dura de quem quase não tem vida, não pára com o Benfica, nem com o Verão, ontem na Amadora, dez pessoas ficaram sem ter casa para dormir. Quando se vê as condições em que estavam, não consigo usar a expressão, casas para viver.
Duas activistas da Solidariedade Imigrante foram detidas pela Policia e o Daniel, conforme declarações ao DN, tem 43 anos, vive sozinho, não tem ninguém, não tem trabalho e pode ser que algum vizinho o ajude a não ter que ir para a rua. Ah, e estamos em Portugal, no Verão de.2006. Esta última parte digo eu. Dúvido que o Daniel tenha tempo e vontade de se lembrar disso.

Publicado por Isabel Faria às 11:05 AM | Comentários (1)

O Benfica, a menina da boutique e o Lidl

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Vamos então aos factos.
A parte AJ é gira. A bifana come-se muito bem e as Imperiais, bebem-se ainda melhor. Nesta altura já eu tinha reparado, que nestas coisas de jogos de futebol, a Paridade deixa muito a desejar. Digamos, para simplificar a coisa, que nunca me vi rodeada de tanto homem. Aliás, até fiz uma comparação com uma outra situação antreior, mas não me parece muito PC falar nela aqui...
Depois entramos no Estádio. Tinham-me avisado que seria apalpada, mas não dei por nada. Receio que tenha a ver com a bifana...
Ok, então, lá dentro. Cum caraças pá, tenho que confessar uma coisa, a minha primeira ideia foi que granda comicio do Bloco que isto dava...58.610 pessoas...eu diria que até dispensava as 610 porque costumamos fazer comicios em locais pequenitos...
Não dei por o jogo começar. Os meus colegas de jogo (isto chama-se assim?) dizem que o árbitro apitou , mas deve ter-me faltado a televisão nesta parte.
Depois, fui-me entusiasmando com o desenrolar da coisa...ficava admiradissima de ouvir dizer, anda não sei quem...agrarra a bola, não sei quem...então, não sei quem...isto porque não percebo como é que todos vêem tão bem...havia lá senhores com ar de tão ceguetas como eu e chamavam os gajos pelo nome...há alguém que me explique se toda a gente vê bem os núneros e os nomes com aqueles gajos a correrem desalmadamente e se a cegueta sou só eu???

Quando foi o primeiro golo, do Rui Costa, a casa veio abaixo...toda a gente gritou, claro que eu só dei pelo golo quando toda a gente gritou, aliás, antes disto já tinha perguntado aí umas vinte vezes se era golo e tinham-me avisado que quando fosse, eu daria por isso...efectivamente dei.
Depois houve um golo do Nuno Gomes. Nesta altura, já as minhas vizinhas de trás, falavam na menina da Boutique e no cunhado. Eu penso que devo ter perdido uma parte da história, com o raio do golo, porque não deu para entender (mais ou menos até à entrada no Neno) qual era o problema da menina da boutique, ir casar com o cunhado....
Veio o intervalo. E tive a confirmação de que gosto de jogos de futebol. Havia uma fila enorme de gente na casa de banho dos homens e a minha estava vazia...até deu para escolher, entre a do canto e a do meio. Achei mal que não tenha espelhos, porque uma pessoa gosta sempre de dar um retoque no cabelo...
Voltámos e ainda houve mais um golo. Na altura do golo, e sem me perceber muito bem como tinha sido feita a transição, as minhas vizinhas, estavam a discutir os detergentes da roupa do Lidl. Os de máquina. Creio que na opinião delas, há um de caixa amarela que é óptimo. Tomei a decisão no Estádio da Luz, que este fim-de-semana vou ao Lidl.
Entretanto, saiu o Rui Costa (se não foi esta a cronologia dos acontecimentos, desculpem, mas eu estava emocionada...) e toda a gente se levantou a bater muitas palmas. Eu e as amigas da menina da Boutique, inclusivé.
Depois entrou o tal de Neno ( isto acho que me faz lembrar um peixe) e deu para ver que há linhas no Benfica. Tipo, Partido e assim... vi com satisfação que não há unanimidade. Voltei a ver isso quando da entrada do Mantorras, mas aí deu para ver que a corrente largamente maioritária, gosta do representante dos PALOP no Benfica.
Claro que não me esqueci das minhas amigas....quando o tal com nome de peixe entrou, estava eu a perceber que o problema do cunhado...é que o cunhado é cunhado, porque é irmão do marido. Confesso que com o barulho não entendi qual era o mal. Quando as coisas se resolvem em família tem sempre vantagens...pensei.
Pronto, ainda houve mais um golo. Do Petit (assim ao longe não deu para ver se Petit é nome ou se tem a ver com o tamanho). Ainda se cumpriu mais uma vez aquele ritual do apertar a mão, dar um abracito e gritar bué e depois acho que o jogo podia ter acabado ali. Não me aperece muito lógico que se ande ali a gastar energias e elecricidade (que aquelas luzes todas, deve ser uma despesa do caraças...) quando não há golos.
As minhas vizinhas, entretanto, já tinham passado à fase dos respectivos maridos e daquela mania que um deles tem de deixar a porcaria da Bola em cima da bancada da cozinha. Olhei para trás e fiz um olhar de solidariedade. Assim tipo, olhem filhas não tenho marido, mas também acho que as bancadas da cozinha podem e devem servir para coisas mais úteis e mais agradáveis. Não me pareceu que tivessem entendido. Mas, como o jogo já tinha acabado, me prometeram que me vão voltar a levar, quem sabe nos voltamos a encontrar e eu lhes posso dar a minha opinião sobre bancadas de cozinha. Espero, até, que , na altura, já me possa pronunciar sobre a qualidade do detergente.
Pronto. Saimos. Vim para casa. Bebi leitinho e adormeci como um anjo.
Gostei. Claro que tenho uma pedra no sapato: não vi a águia. Mas também quem é que vê tudo na primeira vez, né??? Ainda hoje me falta ver umas tantas coisas...ah, desculpem, agora já estava a divagar...

Publicado por Isabel Faria às 10:40 AM | Comentários (13)

agosto 22, 2006

STOP co-incineração

Hoje ouvi um governante (não me lembro do nome) dizer que não é um interesse local que vai fazer parar o interesse nacional e mais, que não é um sinal de STOP que vai impedir a co-incineração em Souselas e que se tiver de ser os camiões desrespeitarão esses sinais.
Impressão minha ou o nosso governante acabou de dizer que devemos desrespeitar as regras. Confesso que não sou defensor da linha política de Carlos Encarnação mas que esta ideia de colocar num percurso de alguns metros a proibição de transportes de resíduos perigosos e mostrou-nos que o nosso governo para cumprir com a teimosia de levar a c-incineração para a frente é capaz de tudo. A partir de hoje qual a autoridade que a polícia tem para multar alguém que diz que é imprescindível aquela infracção. Em Setúbal, se o executivo não estiver tão morto como parece, ou se o PCP deixar, e por se tratar de um parque natural poderia adoptar a mesma medida.

Soberanceria a mais nunca foi boa escolha. Mas o que esperar deste governo.

STOP

Acho que mais que um sinal de Stop, e por isso a imagem, é um favor que fazemos ás gerações futuras.

Publicado por Daniel Arruda às 03:06 PM | Comentários (1)

Mazen, o nosso amigo libanês

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A Émièle, chamou a atenção neste post.
Eu fui espreitar.
Só me posso juntar à Emiéle e divulgá-lo.
É um hino á cor, ao humor, à Paz , à ternura, sobretudo, à Vida.
Vindo do Libano. Apenas me apetece dizer: Bem vindo Mazen. Obrigado.

Publicado por Isabel Faria às 12:33 PM | Comentários (2)

Esta tarde

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Atão é assim.
Já vos contei que sou virgem es estádios de futebol, jogos e afins. Aliás, antes de vir para o Troll, até era virgem em futebol, mesmo. Depois, e porque me ameaçaram, que se não fizesse umas postas (são os gajos a falar...), sobre futebol, rescindiriam o contrato, comecei a aventurar-me ...entretanto, já tinha aprendido o que era um fora de jogo (entretanto, já me esqueci) e mais umas coisas que também já me esqueci. Cavaletes, canivetes??? Sei lá...umas coisas quaisquer que é abrir as pernas e a bola passar p’lo meio ( Dani, please...qual é mesmo o nome daquilo que não sei quem fazia???).
Depois, à medida que me ia especializando na coisa, iam-me prometendo que um dia me haviam de levar a um estádio...mais ou menos ao mesmo tempo que começaram a prometer que haveriam de me oferecer um perfume...
...ok, o perfume continua sem cá chegar...mas, uma alma caridosa, tipo uma pessoa simpática, mesmo, daquelas pessoas solidárias que estão dispostas a contribuir para a felicidade dos outros seres coitadinhos, ofereceu-me um bilhete para o Estádio da Luz...meninos, gente, a partir desta tarde, vou deixar de ser virgem em estádios !!!
E para que conste, não foi nenhum dos meus colegas, gajos que andam para aqui a fazer posts sobre o Sporting, o Benfica, que metem músicas e fazem relatos de desafios, que tiveram a boa-vontade, o altruísmo, a simpatia e mais uma porrada de coisas que não me vêm á ideia porque estou emocionada e nervosa com a primeira vez que se aproxima a passos largos, de me convidar...que fique para a história deste Blog, que estou rodeada de seres insensíveis, com uma ausência total de cavalheirismo.
Disse.

Publicado por Isabel Faria às 11:47 AM | Comentários (6)

Hoje é dia de oração

Já toda a gente sabe que hoje é dia de oração na Catedral. O Glorioso joga a 2ª mão da 3ª pré eliminatória da Champions e tudo o que não seja a vitória não é admissível. Neste defeso houve Mundial com a nossa selecção mas a alegria de os jogos a doer voltarem á Luz é igual a se não tivesse havido futebol durante 2 meses.

A paixão está de volta.


PS: Podem pôr o som alto

Publicado por Daniel Arruda às 10:50 AM | Comentários (2)

Um artigo duas postas (II)

Diz a notícia que "a vaga de imigrantes deverá entrar em território português pela Madeira e pelo Algarve".

Por favor, muitos destes imigrantes são pessoas que já sofreram muito. Avisem-nos, a ONU por exemplo, que a a Madeira não é um bom sítio para eles. Que tem um gajo no poder que não gosta de emigrantes e que tem uns quantos tiques ditatoriais. Eles que escolham outro sítio qualquer mas não a Madeira. Para o bem deles

Publicado por Daniel Arruda às 10:30 AM

Um artigo duas postas (I)

Sempre se soube que há várias formas de dar uma notícia. Especialmente se alguém quiser fazer um aproveitamento da questão. É o caso. Os escribas de direita e alguns poíticos de pseudo esquerda também, não perdem uma oportunidade de dar uma facadinha ao mesmo tempo que dão a no0tícia ou fazem uma declaração.

Vejamos um exemplo:
Se no mesmo artigo se ler que ...

A concretizar-se esta «ameaça», a vaga de imigrantes...
...medida que vão sendo «blindados outros pontos da fronteira externa...
Não podemos ter a ilusão de que Portugal está imune

... é óbvio que se vai interiorizar estes chavões, ainda por cima um pode aparecer em sub título. Desta forma a essencia da notícia vai ser diluída e o que os leitor vai reter é que a ameaça que os emigrantes representam vai ser combatida por uma blindagem das fronteiras, porque Portugal não está imune a esta doença. O resto é palha, propositadamente para que só se retire o sumo que o jornalista quer que se retire. Parece-me profundamento desonesto que se continue a usar estas artimanhas para que se fazer opinião.

Publicado por Daniel Arruda às 10:15 AM

A guerra no Ocidente

A Guerra está a fazer o seu caminho. Sim que a Guerra não se faz só no Médio Oriente. Faz-se e muito nas nossas mentalidades e na formatação que querem fazer ás nossas cabeças. O racismo, terror, medo ou fobia ou como lhe quiserem chamar faz o seu caminho a ponto de haver pessoas ocidentais, "superiores", com medo de embarcar num voo só porque havia pessoas com tom de cor ou fisionomia diferente.
Há cerca de 5 semanas brinquei com o facto de no avião onde eu ia estarem muçulmanos e já me arrependi de o ter feito. É que brincadeira é uma coisa mas nunca pensei que a mente de alguns fosse tão tacanha que uma situação destas fosse real.

A Guerra vai andando. A Europa fortaleza também. Cada vez mais isolados do mundo mas próximos dos EUA. Cabe a cada um de nós pensar se isso é correcto. Se este medo leva a algum lado. A mim não me parece mas quem sou eu?

Publicado por Daniel Arruda às 07:52 AM | Comentários (2)

São os militares no terreno que o dizem

É que já nem os militares no terreno estão com a operação militar levada a cabo por Israel, reclamando até por uma comissão de inquérito que investigasse até o 1º Minístro.

Se assim é, pergunto eu. Não será a prova provada de que eu e todos os que condenámos as atitudes estavamos certos e por arrasto que os fazedores de opinião de serviço estávam mal. E por isso não deveriam os Luís Delgado e César das Neves deste país vir escrever que estavam mal e que afinal também se enganam.

Já aqui uma vez mas é a verdade. Há alturas em que detesto ter razão.

Publicado por Daniel Arruda às 07:01 AM

agosto 21, 2006

Tem que ser...

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Desculpem, mas eu hoje estou tão cansadinha, trabalhei tanto, cóitadinha, que está mesmo na hora...
Só queria saber, para ir dormir com os anjinhos (deixem-se de bocas foleiras, que há coisas piores...) se fico bem com este penteado? E se curtem a gola. Então, amanhã a gente vê-se...eu prometo que conto o que é que vou fazer à tarde...se vocês me prometerem que não se convencem que me passei de vez...

Publicado por Isabel Faria às 09:38 PM | Comentários (3)

Não se mata nem se morre por amor

Há títulos que me fazem alguma confusão.
Portugueses continuam a matar e morrer por amor
.
Não se mata nem se morre por amor. Por mais romãntico que isso nos apareça. Ou por mais cruel. Mata-se e morre-se por egoísmo, por rancor, porque não se suporta o fim do amor, por ciume doentio, por medo, porque não se suporta o espelho, o da alma ou o outro, mas por amor, não.
A única coisa que admito que se faça por amor, é amar. Claro que admito que entrem aqui uma porrada de verbos, chatos e foleiros: às vezes, sofre-se, outras magoamo-nos, outras aimda choramos.
Mas morrer ou matar por amor, não me venham com histórias. Quando se quer morrer ou matar, já há muito que se matou o amor. Em Portugal, na China ou em Marte.

Publicado por Isabel Faria às 11:58 AM | Comentários (10)

Srebrenica

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Nesta coisa de culpados e inocentes. E de carrascos e de vítimas, possivelmente, a única certeza que se pode ter, é que o homem deixa tantas vezes de ser Homem.

Publicado por Isabel Faria às 09:31 AM | Comentários (2)

Inglaterra esse perigoso estado islamico.

Acabei de ouvir na TSF (citando The Times) que foi encontrado material de visão nocturna num bunker do Hezbolah "made in Britain". Se Bush e amigos quiserem ser coerentes vão ter de incluír a Inglaterra nos países do eixo do mal. Porque afinal não é só a Síria e o Irão que fornecem material ao Hezbolah.
É assim esta política global. Joga-se em todos os tabuleiros para se ganhar sempre. Infelizmente quem tem perdiddo até agora tem sido o Mundo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:59 AM | Comentários (3)

Exemplar

Por estas e outras admiro José Saramago. Se necessário fosse ele poderia explicar num livro inteiro o que acha desta situação mas resolveu de uma forma suscinta dizer de uma forma clara e que não dá azo a dúvidas o que acha sobre a revelação de Gunter Grass. Exemplar.

"Surpreendeu-me a violência das reacções. Ele tinha 17 anos. E o resto da vida, não conta? Parece-me que muita gente que não consulta a sua própria consciência teve uma reacção hipócrita. Anda muita gente à procura dos pés de barro das pessoas influentes. Lembra-me o sujeito que seguia um circo de cidade em cidade. Um dia, perguntaram-lhe: "Porque é que anda atrás deste circo?" "Porque quero ver quando é que o trapezista cai e morre."
in DN

Publicado por Daniel Arruda às 08:36 AM | Comentários (2)

Marques Mendes

Marques Mendes de férias no estrangeiro não vai á reentreé política do PSD.
Título no jornal das 2 da manhã na SIC Notícias

Bem, ou ele está-se mesmo a borrifar para o partido ou já percebeu que realmente é um líder a prazo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:30 AM

agosto 20, 2006

Legenda de foto

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Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Moraes, Precisa-se de um amigo

Publicado por Isabel Faria às 09:25 PM | Comentários (8)

Como se dirão estes ditados na India

E se um incomoda muita gente dois podem incomodar muito mais é uma frase que se aplica na perfeição a um indiano que tem um orgão sexual a mais. Mas também se poderia aplicar a frase Quem tudo quer, tudo perde pois arrisca-se a perder o que tem. Lembro-me ainda assim da frase que diz, Deus dá nozes a quem não tem dentes pela vontade que imagino de muitos estarem no lugar dele. Este indiano é também aquele que vai perder a hipotese de dizer, Mais vale um pássaro na mão que dois voar embora ele literalmente possa ter um na mão e outro a "voar".Há também aqueles que achariam que Quem não tem cão caça com gato esquecendo-se que há pelo menos um que em caçadas de grande porte levam o cão e o gato.

Enfim, há ditados para todos os gostos. Como será que se diz na India?

Publicado por Daniel Arruda às 01:25 PM | Comentários (2)

Hoje acordei assim...

hoje acordei assim.jpg

Não tenho nada para dizer. Não me apetece ouvir o que têm para me dizer. Não me apetece ver o que não quero ver.
Nota: Isto não tem a ver com o fim-de-semana. Agrava-se no fim-de-semana, porque durante a semana não tenho tempo para pensar...no que vejo e não quero ver, no que não vejo e queria ver, no que ouço e não me apetece nada ouvir, no que não ouço e adoraria ouvir. E que não tenho nada para dizer...
Por isso, durante a semana, porque não tenho tempo para pensar, vou-me convencendo que não vejo (ou que vejo?), que não ouço (ou que ouço?) e que falo ( e me ouvem)...mas é só porque duramte a semana tenho essa dádiva suprema: passam-se dias em que não tenho tempo para pensar.

Publicado por Isabel Faria às 11:58 AM

Representamos os Partidos ou os eleitores?

O Público publicava hoje esta notícia. Sempre que vejo qualquer notícia no Público, desde há muito que a minha primeira reacção é de desconfiança. ...mas a ser verdade...
Confesso a minha ignorância, àcerca do trabalho realizado por Carlos de Sousa e pelo seu vereador (talvez algum colega meu de Blog, aí da Margem Sul, me possa elucidar...podem?).
Compreendo que se pode ser eleito por um Partido para um cargo politico e fazer-se uma politica que esse Partido não subscreva. Que critique. Que não considere coerente com o programa que foi apresentado ao eleiitorado .
Mas, em última análise, quando se é eleito para um cargo político continua-se a representar o Partido ou Organização, pelo qual se foi eleito, ou os eleitores que nos elegeram? Isto é, é ao Partido que cabe pedir aos eleitos que se afastem, eufemismo, creio, para lhes dizer vão-se embora, ou aos eleitores que os elegeram que cabe sancionar ou não o trabalho desenvolvido, democrática e livremente no próximo acto eleitoral?

Publicado por Isabel Faria às 11:22 AM

agosto 19, 2006

Abaixo as amas burguesas ! Vivam os engenheiros proletários!

Por:Manuel Carvalho
A vida dá muitas voltas. Toda a gente sabe que as profissões já não são o que eram. Ser engenheiro, arquitecto ou economista já não é sinónimo de emprego assegurado e muito menos de emprego seguro. Os jovens que o digam.
Mas que ainda são profissões com maior acessibilidade ao trabalho são. Pelo menos por enquanto.
O que é estranho é saber-se que os engenheiros pagaram em sede de IRS, em 2005, 707 EUR, os arquitectos 724 e os economistas 1410. Pelo contrário as amas 2163EUR.
Nada me move contra os engenheiros, arquitectos ou economistas. Mas estes dados demonstram duas coisas:
- Que a fuga ao fisco continua em grande e que muitas receitas, nomeadamente de profissionais liberais, não é declarada. Os cidadãos pressionados por um acréscimo de 21EUR de IVA acabam por aceitar a ausência de facturação.
- Que muita gente recebe valores reais acima dos valores em folha de ordenado. Ora isso significa que, além de fugirem ao fisco, estas pessoas estão ainda mais subordinadas à repressão patronal pois se dão um "pé em falso" lá vai a metade do ordenado que é "ganha por fora". Além disso se metem baixa ou se depois ficam no desemprego só ganham pelo valor declarado - a metade.
Em nome da moral e da justiça o PS tem feito grande campanha. Ora aqui têm um trabalhinho para fazerem. Só tem um problema: Belmiro, e outros que tais, não vão gostar. (aqui para nós que ninguém nos ouve: já se sabe disto tudo há muito tempo, mas a gente finge que só agora descobriu)
Ah, que admiração! Vai já nomear-se uma comissão!

Publicado por Troll Urbano às 06:27 PM

Entre a espiral e o labirinto, escolho o quê?

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Ali em baixo, o Chico Zé, lançava-me o desafio…da verdade. O Troll não é um Blog sobre filosofia, mas nada nos impede de…filosofar. Dizia. Concordo. Não é, no entanto, uma tarefa que se faça de ânimo leve, esta. Requer que se escolham as palavras e se clarifiquem as ideias. O nosso conceito de verdade, a importância que damos à sua procura, talvez a mágoa de a julgarmos e sentirmos inatingível, torna fácil a desculpa que é uma tarefa demasiado hérculea, para ser tomada em mãos num Blog. Seja ele qual for. E talvez a ideia de Blog, mesmo, algo que se digere de imediato, algo que nasce do imediatismo do passado, da importância absoluta do presente e que assume a sua total incompatibilidade com o futuro, tornando-se obsoleto, velho, desactual no minuto a seguir, torne a dissertação sobre a verdade, algo não só trabalhoso, como, essencialmente, incompatível. Ou inútil?
Para tornar isto compatível com um Blog (ou com este Blog?), talvez a única safa, e porque sempre a mim me agarro como muleta, seja para falar de vida, de medo, de paixão, de dúvidas, seja também ousar fazê-lo para falar de verdade.

Creio que cresci, sem mesmo de isso me dar conta, imbuída naquele conceito existencialista, que a única verdade é o estado passageiro da nossa passagem por aqui, de que a nossa passagem é sempre angustiante dada a inevitabilidade da única certeza, a da morte iminente, desde o dia, em que, pela primeira vez, espreitamos o olhar enternecido, assustado ou inebriado da nossa mãe. Quando se cresce, mesmo inadvertidamente e quem sabe se contra a própria vontade (sempre tive momentos em que me questionei se a fé na não inevitabilidade do fim, não seria uma muleta muito mais airosa, do que a angústia que essa inevitabilidade provoca, sem nunca ter conseguido, em momento algum da minha existência, a ela recorrer), é inevitável continuar nesse caminho e ser-se levado também à “verdade” da inexistência de alguém que cá nos trouxe. Por sua exclusiva e egoísta ou altruísta vontade. O não ter tido quem tivesse tomado em suas mãos a responsabilidade de me ter colocado aqui, dá-me um trabalhão enorme. Deixa-me sozinha para tomar as minhas decisões, fazer as opções e, mais e pior do que isso, retira-me desculpas e almofada, para ajudar a suportar a dureza da parede cada vez que nela bato com a cabeça.
Creio que é aqui, para ajudar nesta difícil tarefa de me aguentar sozinha e de aceitar que sou a única responsável das asneiras que faço, que me surge a “verdade” dos princípios.
Fazer da minha passagem por aqui, da forma como passo e das pessoas que procuro para comigo percorrerem o caminho, procurando ser fiel a princípios, que são a minha única aproximação de verdades, é a minha única safa. Qualquer outra será incompatível com este maldito defeito cartesiano (?), que me leva a duvidar de tudo e, sobretudo, de mim. Sistemática. Teimosa e dolorosamente.
Há uns anos, num momento trágico da minha vida, algumas vezes me questionava se estava a ser fiel a alguns princípios “sagrados”. O de que a passagem por aqui tem que ser uma passagem de busca da felicidade, do bem-estar. Aqui e agora. E o meu dever de me incluir nesse bem-estar e nessa felicidade. Aos poucos reentrei nesse, que considero, meu direito inalianável. E fui reaprendendo a suportar a angústia do fim. Que fui tentando tornar suportável. Aliás, a certeza dessa inevitabilidade, quando conseguimos que se torne suportável, dá-nos uma premência de procura da felicidade e do bem-estar aqui e agora, que nos impede de aguardar, de não lutar por os alcançar. E esse direito à procura diária da felicidade, apesar da angústia de a saber sempre inatingível e passageira, tornou-se o bocadinho da verdade, a que penso me ter tornado merecedora.
Possivelmente, um dia, terei direito a mais qualquer coisita dela. Dessa “megera”, como dizia o Chico Zé, lá mais em baixo. Terei, é essa a minha mais intima convicção, de trabalhar para a merecer. Mas, então como agora, será apenas e sempre um pedaço maior ou menor da minha verdade. Fazendo jus à importância dos princípios de que não abdico, nunca a verei como a verdade. Apenas como a minha verdade. Desta incapacidade não me creio nem com capacidade nem com vontade de algum dia me libertar. Se há algo que considero incompatível com verdade (quase tanto como discuti-la num Blog…) é a sua junção ao imperativo do verbo tomar. Toma-a, nunca.
Será sempre a minha maior incompatibilidade com a verdade. O julgar-me detentora (merecedora, talvez um dia, quem sabe…) dela.

Notas finais: Quando acabei de escrever estas linhas, tive três pensamentos. O primeiro, não era de nada disto que o Chico Zé falava e não sei porque carga de água, me deu para esta tentativa caseira de "filosofar" (claro que com aspas)
O segundo, dar razão a quantos me chamam superficial. Ter veleidades de escrever sobre estes assuntos, num intervalo de um fim de almoço e de uma saída com amigos, num Sábado à tarde, manifesta, pelo menos, uma dose razoável de leviandade...mas, paciência. A "verdade" é que já não me apetece muito mudar...e o tempo impediu-me de ir à praia, como previsto.
O último foi: isto é um post enorme, para além de lhe fazeres uma entrada alrgada, deverias encontrar uma fotografia, que o tornasse mais...airoso. Pois...uma fotografia para "a verdade". Entre a espiral e o labirinto, a "megera" não me permite escolher. Ficam as duas, portanto. Ou seja, mais uma prova que não sou mesmo capaz de ter certezas...nem uminha, para ilustrar um parvo dum post.

labirinto.jpg

Publicado por Isabel Faria às 04:23 PM | Comentários (2)

Quem será o próximo?

Quem acusa Israel de agressão. De não respeitar os direitos dos palestinianos. Nem a sua vontade, livremente expressa, mente. Israel mostrou-o, de novo, esta manhã
Quando chegará a vez de Mahmoud Abbas ?

Entretanto, no Líbano, Israel volta a mostar a sua vontade em cumprir os compromissos que assume e aceita.

Publicado por Isabel Faria às 11:53 AM | Comentários (1)

agosto 18, 2006

O que atrapalha, as mulheres ou os voos da CIA?

Por: Manuel Carvalho

Ana Gomes propôs no Parlamento Europeu a audição de altos responsáveis portugueses por causa da utilização da base das Lages pelos aviões da CIA.
Estes voos da CIA estão relacionados com actividade muito dignificantes e defensores da liberdade com tortura, rapto, violação de espaço aéreo e outras coisas só possíveis para o eixo do bem.
Esta atitude de Ana Gomes deixou Sócrates muito chateado, é o que diz o DN. O facto de isto ser notícia obrigou o governo a dar mais um saltinho atrás. Segundo a LUSA, Pedro Silva Pereira afirmou hoje que o Governo está disponível para avaliar "os termos" do pedido de colaboração dos eurodeputados na investigação aos voos secretos da CIA, recusando "antecipar cenários".
Parece que o PS atrapalha-se com as mulheres. Atrapalha-se com Helena Roseta, atrapalha-se com Maria de Belém, atrapalha-se com Ana Gomes...
Ou será que as mulheres se atrapalham com esta política do PS?
Ora aí está um caso para deslindar.

Publicado por Troll Urbano às 04:23 PM | Comentários (2)

Haverá algum xarope ou comprimido?

Há alguns tipo atitudes que me fazem passar da cabeça. Ok, quando são atitudes, isoladas que alguém num dia mau tem, ou que me encontram num dia mau e eu faço uma tempestade...grito, faço birra, estrabucho, encolho os ombros e vou-me embora (o mais habitual) ou, na pior das hipóteses, faço algumas coisas que a seguir me ficam aqui a moer, uma quantidade de tempo, a moer de remorso e de vergonha, mesmo...como aconteceu ontem. Mas não é disso que me apetece falar...
Mas há casos em que não são atitudes. São formas de estar. É feitio, mesmo..
Não suporto pessoas que não me olham quando falam comigo ou quando eu lhes falo. Que me obrigam a parar dezenas de vezes para confirmar se me estão a ouvir, que me obrigam, mesmo, a perguntar se me estão a ouvir, falo e estão a olhar para o monitor, ou para a janela, ou para a folha A4, ou para a omeleta ou para antes de ontem...acho de uma falta de cortesia, de educação e sobretudo de uma frieza que me enerva e me dá vontade de acabar não aquela, mas todas as conversas...
Para além deste mau feitio que me faz passar das estribeiras quando tenho a sensação que me estão claramente a mostrar que estou a falar para as paredes, estou cada vez mais intolerante com a mentira. A sério. Não suporto a sensação que me tomam por parva...e depois não suporto a sensação que a mentira pode ser uma doença. Acho que há pessoas que já nem mentem, que elas próprias se convencem que estão a dizer a verdade, a sua verdade passa a ser a verdade...e a gente que pensa que estamos vacinados contra estas pragas, acabamos por nos deixar ir e acabamos por deixar que nos levem na mentira delas...mesmo sabendo, que nos estão a mentir. E para nos libertarmos completamente da teia, vimo-nos à rasquinha...

A propósito de que é que isto vem?
Olhem, tenho tido o azar de nos últimos tempos conviver com pessoas assim. De uma e outra espécie. Felizmente nenhuma tem a falta de gosto de ter as duas coisas ao mesmo tempo...mentir-me sem olhar para mim. Seria o fim da macacada.
Mas apetecia-me mandá-las dar uma volta ao bilhar grande...as que são assim, por doença ou por gene. Sou uma insensivel. Pronto. Afinal, são umas coitadinhas. Precisam da mentira para viver e têm problemas de pescoço...gostava de ser mais tolerante. Ou de encontrar algum medicamento...assim ajudava-as, tipo boa acção, e desempaavam-me a loja. Alguém conhece?
Ah e depois, já agora ajudem-me a levá-las de ao pé de mim...isto é pior que a tortura do chinês...

Publicado por Isabel Faria às 03:19 PM | Comentários (5)

Ora aí está aquilo que não se deve dizer

Nas nossas caxas de comentários deixaram-nos o aviso que ele tinha voltado á blogosfera. É daquelas pessoas que não podendo estar mais nos antipodas (políticos, entenda-se) de mim, é uma pessoa que admiro na escrita e na velocidade de pensamento. Durante anos as páginas do Independente eram devoradas só para ver os textos dele. As suas crónicas. Comprei os seus livros, todos eles, sem excepção, todos fantásticos. Dele recordo-me de um debate sobre o acordo ortográfico em que havia dois convidados e estes podiam levar dois amigos cada um para os ajudar naquele debate. Era uma versão anterior de uma espécie de prós e contras. Messe debate apresentaram-se de um lado 3 professores catedráticos e do outro apela ele. Nem vou discutir se a opinião dele era a correcta, maso que ficou foi que ele conseguiu dinamitar por completo todos os argumentos dos catedráticos de Coimbra e Lisboa.

Posso muitas vezes não concordar com ele mas a admiração pelo intelectual acho que vai perdurar para sempre. Bem vindo de volta MEC.

PS - Só tenho pena que não reedite a dupla com Rui Zink como nos bons velhos tempos. Seria a coroa na Blogosfera nacional.

Publicado por Daniel Arruda às 02:51 PM | Comentários (3)

O fundamentalismo bom e o mau

Não me considero detentora da verdade. Mas isto não é um retrocesso cultural e civilizacional? Não discuto fé, mas a posição que os EUA ocupam é a prova que não só os outros que são fundamentalistas, não é?

Publicado por Isabel Faria às 12:27 PM | Comentários (2)

Fotografia

mudar o pneu2.jpg

Fotografia tirada esta manhã, algures na Margem Sul.

Publicado por Isabel Faria às 10:00 AM | Comentários (4)

O sujeito que criou o Espaço 1999 deve estar roidinho de inveja

As autoridades anti terrorismo não brincam. Hoje foi evitado que mais um ataque com liquidos explosivos se materializasse. Agora foi na Virgínia e a senhora que transportava os 4 recipientes de liquidos suspeitos já esta detida e a ser interrogada e como não podia deixar de ser era Paquistanesa e mulher. Deixo desde já uma hipotese para mais esta nova organização terrorista para o caso de a Casa Branca ter dificuldade em arranjar um nome giro, sim, que os ingleses não foram nada originais quando inventaram a organização que ia fazer os atentados em Gatwick. " Martires de Al-alabush" é a minha proposta. Agora que foi neutralizado mais um ataque esperamos ansiosamente por mais ataques neutralizados. Acho que agora deve ser no aeroporto de Nova Iorque, para dar impacto á coisa.

Publicado por Daniel Arruda às 09:14 AM

Um início de dia infernal

Terror

Não sei se já alguém passou pela experiencia de mudar um pneu logo de manhã a caminho do trabalho. Ainda por cima num dia de chuva. Pois foi o que me aconteceu logo pela manhã. 6.45 da manhã , vinha eu descansado para trabalhar quando um sujeito entra na via pela esquerda. Nada de mal, ele tinha montes de espaço para entrar e não estorvar ninguém, se tivesse acelarado um bocadinho, coisa que não fez e assim quando dei por mim estava na traseira dele. O instinto faz com que nos desviemos e eu fui para cima do passeio. Não bati em ninguém mas a jante e o pneu foram à vida.
Com a chuva que estava não lembrava nem ao diabo mudar o pneu pelo que arrastei (é este mesmo o termo) o carro até uma bomba de gasolina para poder estar debaixo de um telheiro.
Mas sabem o que me irritou mais? Foi o ar das pessoas que iam à bomba a olharem com aquele ar de gozo "olha para este, tá fo.....".
Agora só posso esperar que o resto do dia corra melhor que o início mas uma valente telha já ninguém me tira. Tou pior que estragado.

Publicado por Daniel Arruda às 08:19 AM | Comentários (2)

agosto 17, 2006

Aziz Doweik continua detido em Israel

O Presidente do Parlamento palestiniano continua detido em Israel. O Hammas, de que é, dirigente ganhou as eleições na Palestina. Aziz Doweik, foi eleito pelo povo palestiniano em eleições que a Comunidade Internacional considerou livres e democráticas. Logo, Israel mantém sob prisão o Presidente do Parlamento Palestiniano, eleito em eleições livres e democráticas. Ao mesmo tempo, foram detidos mais ministros e deputados. Estes, se as eleições que a Comunidade internacional reconheceu funcionam da mesma forma que as nossas, também foram eleitos pelo povo palestiniano.
Segundo a notícia, o Presidente eleito contestou aos jornalistas a legitimidade de Israel prender representantes eleitos pelo povo palestiniano. Em eleições reconhecidas internacionalmente.
Se não tivermos uma mente muito tortuosa e se não tivermos dois pesos e duas medidas, se acharmos que a Democracia não pode ser um conceito oco e vazio, também temos que contestar. Ou não?

Publicado por Isabel Faria às 07:50 PM | Comentários (4)

Tarde de mais???

Não contesto a liberdade do jornalista que fez este texto com este título: Marcelo chegou tarde de mais (Isto é um ponto prévio para não haver confusões).
Como se, apenas, de tempo ou de falta dele se tivesse tratado. Esta tentativa constante de branquear e de distorcer a história, de que este título e este texto é, apenas, um inocente exemplo entre as que por aí proliream, não me parece que não se deva denunciar. A chamada Primavera marcelista não encontrou uma solução para a Guera Colonial e continuou-se a morrer em nome da Pátria. Não pôs fim à censura. E a PIDE continuou a matar:
" 1968, Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;
1969, Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um atentado organizado pela PIDE;
1972, José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE Coelha da Rocha, viria a escapar-se na "fuga-libertação" de Alcoentre, em Junho de 1975;
1973, Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim Galvão".

Quando ali em baixo falava em afronta era isto que queria significar. Na história que eu conheci e vivi, nos últimos anos do Regime continuou-se a morrer e a matar. Continuou a haver censura e a haver perseguições por delito de opinião. Continuou a haver fome e continuou a sair-se do País para poder sobreviver.
Façam-me um boneco a dizer que o Marcelo era um santo, cheio de boa vontade, com uma argolinha na cabeça, pobrezinho que só não fez mais porque não o deixaram, e esperem sentados que eu não venha para qui chamar uma porrada de nomes a quem o fizer. Mentiroso, por exemplo. Para ficar com um meiguinho, dado o adiantado da hora.

Publicado por Isabel Faria às 05:10 PM | Comentários (7)

Posso saber ???????

Posso saber o porquê de um investimento de 107 Milhões de Euros, se não houver derrapagem orçamental, numa obra que só irá esta pronta daqui a 4 anos que vai fazer a ligação entre a Gare do Oriente e o Aeroporto da Portela quando daqui a 7 anos o Aeroporto da Portela já não vai estar ali?????

Não há nada mais importante onde investir o nosso dinheiro?

Publicado por Daniel Arruda às 03:29 PM

Os cartoons

holocausto.jpg

Como aqui há uns meses me insurgi contra as reacções violentas aos cartoons de Maomé, e à pressão que os movimentos radicais muçulmanos tentaram fazer sobre o Governo Dinamarquês para que os proibisse e punisse os seus responsáveis, acharei hoje rídicula qualquer reacção aos que estão desde ontem expostos em Teerão e que pretendem "questionar" o Holocausto.
Como, aqui há uns meses, realcei o mau gosto dos primeiros e entendi a afronta que poderiam significar para os Muçulmanos, continuo hoje a realçar o mau gosto dos que por aí circulam e a entender a afronta que representam.
Não sou moralista. Mas não aceito que se reescreva a história a nosso gosto e conforme as nossas conveniências do momento. Não é por Israel ser hoje um Estado agressor, violento, qua impõe a guerra e ocupa um País, que deixo de nutrir um profundo respeito e pesar por todos os judeus que Hitler perseguiu e matou. E pelos comunistas. E pelos homossexuais. E um profundo repúdio por todas as tentativas, venham elas de onde vierem, de "branquear" crimes. Sejam eles feitos sobre quem for.
Se me viessem dizer, em nome de que conveniência politica fosse, que o Tarrafal e Caxias e o Aljube e a António Maria Cardosos não existiram. Se me viessem mostrar cartoons com os anti-fascistas mortos em Portugal, contestando a veracidade ou as razões da sua morte, claro que respeitaria a liberdade de quem professasse essas ideias, de quem fizese esses bonecos, mas manifestaria o meu total repúdio pela afronta. De mim, não esperem dois pesos e duas medidas. E já agora, de mim, não esperem que me esqueça que no Irão não se aceitaram os cartoons de Maomé. A difrerença entre a Liberdade e a falta dela, é que nós temos a obrigação de aceitar a publicação e a distribuição de bonecos de mau gosto. Mesmo que nos toquem em lugares que nos são caros, como a história da luta contra a barbárie e pela liberdade, por exemplo. Mas também temos a obrigação de não calar que o reescrever da história do Holocauto, é repugnante. É absurdo. É, no fundo, porque pretende calar e apagar crimes, profundamente desumano.
Acho rídicula qualquer reacção aos cartoons, agora publicados. Acho repugnante que se "brinque" com a vida humana. Coíbo-me de dizer que, para uma ateia como eu, muito mais repugnante do que com qualquer Deus. Mas sei que este juízo de valor, não tenho o direito de fazer.
Mas também não dou a ninguém o direito que, por mim, o faça.

Publicado por Isabel Faria às 01:41 PM | Comentários (6)

Uma coisa para descontrair

Hoje deixo-vos com uma gracinha. Isto só de falar de coisas sérias também não dá com nada.

Espero que gostem. Eu achei-os giros.

Publicado por Daniel Arruda às 01:33 PM | Comentários (6)

O quejo e o rato

No dia em que Marcelo Caetano faria 100 anos se fosse vivo o governo Português reescreve a frase do orgulhosamente sós. Essa frase que foi imortalizada no Estado Novo e que há muito tinha sido banida do nosso vocabulário.
Poderá pensar-se que se trata de uma coincidência infeliz se não fosse o espelho de um país e de uma Europa cada vez mais de costas voltadas uns para os outros e onde alguns apenas olham para o mar em busca de algo que possa vir do outro lado do Atlântico. Sabemos todos e de há muito tempo que Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros é um firme defensor de Bush e companhia. Sabemos também que ele era um defensor da guerra do Iraque. Soubemos há menos tempo que era um apoiante de Israel a ponto de autorizar escalas de aviões militares israelitas em solo português.
O que não sabiamos é que a cobertura dada pelo 1º Ministro era assim tão ilimitada a ponto de nos fazer pensar que afinal até que nem defere no posicionamento estratégico de Luís Amado. O que nós sabiamos era que José Sócrates deputado era incisivo e violento no ataque à política dos Governos Durão/Santana quando estes tomavam exactamente as mesmas posições que ele e o seu ministro tomam agora. O quejo faz milagres. Provoca esquecimentos e eu acredito que o PS deva ter toneladas de stock na sua sede do Largo do Rato. Afinal tem tudo a ver. O quejo só podia estar no Rato. Mas a questão do rato permite-nos ainda outra analogia. É que os ratos são cobardes por natureza. São animais que se movimentam preferencialmente no escuro, como alguns dirigentes do PS. E não gostam da luz do dia nem da clarificação. Só assim se explica a recusa em prestar esclarecimentos ao Parlamento Europeu no ambito da investigação sobre os alegados voos da CIA transportando presos.
Este governo mais uma vez presta um mau serviço ao país. Descridibilizando-o e retirando-lhe autoridade, tudo por umas migalhas de protagonismo junto dos seus amigos americanos.
Dizia no outro dia um socialista referindo-se aos que recusam a guerra como solução que se o Ocidente, esse paraíso perfeito e justo (palavras minhas), perdesse esta guerra, recuariamos mil anos. Hoje este governo PS não recuou mil anos mas recuou o suficiente para nos lembrarmos de Marcelo Caetano e António Salazar, e essa não é certamente uma boa lembrança nem um cartão de visita que se recomende.

Publicado por Daniel Arruda às 08:18 AM | Comentários (16)

agosto 16, 2006

Assim sinto-me menos sozinho

Fico feliz por não ser o único a pensar assim. O insuspeito Courrier Internacional publicou este cartoon.

Pinóquio

Obrigado ao Desvaneios desintéricos por ter me ter revelado esta pérola.

Publicado por Daniel Arruda às 11:05 PM | Comentários (8)

Como diria Gabriel o Pensador

"É prá rir ou prá chorar"

Eu divirto-me á brava com estes palermas. Agora querem nos dizer que conseguiram desmantelar uma rede terrorista mas não conseguem impedir um miúdo de 12 anos de passar por todas as barreiras e sentar-se no avião e só ser detectado quando já comia a merenda. Isto depois de ter andado de comboio sem bilhete.

Se isto é o alerta vermelho quero ver o Verde, ou será que afinal eu tinha razão e o espectáculo da semana passada não passou mesmo disso. De um espectáculo bem montado para justificar outros fins.

Publicado por Daniel Arruda às 03:11 PM | Comentários (2)

...e post assim...

mar15.jpg
Foto: Mirabela Saru

Não sei há quantos anos deixei de me preocupar em definir o que sinto. Quando era novinha, sim. Aquelas dissertações se era paixão, amor, atracção, se era passageiro ou para a vida (confesso que quando era novinha, era sempre para a vida...), ocupavam-me horas. Lembro-me que antes de adormecer, a minha cama era uma autêntica palestra. Entre eu e eu. Às vezes até eu, eu e eu. Creio que chegávamos a ser quatro na cama.
Mas, como escrevi ali atrás, com o tempo comecei a adormecer sem “palestrar” comigo .Sobre nomes de coisas. E deixei de me preocupar em lhes dar nomes, mesmo. Quando muito, faço uma lista onde meto as sensações todas. E guardo, bem guardadinha para um dia, quando voltar a apetecer-me baptizá-las, ou tiver insónias, mostrar a algum entendido e perguntar, então vá lá, isto é (era) o quê?

Se me pedisses e eu pudesse dava-te o Mundo. Não posso, mas eu sei que tu sabes que eu te daria o Mundo. Se pudesse.
Quando as coisas ficam pretas, quando o Sol se esconde, quando preciso de um ombro, é em ti que penso.
Quando quero o Mundo, mas sei que apenas me podes dar uma palavra, ou mesmo que não possas, continuo a querer o mundo a a ficar apenas com a palavra. Ou mesmo sem ela.
Se me pedirem para definir amigo, penso eu ti. Se me pedirem que pense em ternura, penso naquela moínha que sinto aqui num lugarzito que deve ficar entre o estomago, o coração, a alma e o olhos e que aparece sempre que te toco. Ou mesmo que não te possa tocar.
Se me pedirem que defina prazer, penso no que me dás. Se pedirem que defina desejo, sinto-te.
Se me pedirem que defina vida, falarei em acordar a teu lado. E como basta acordar a teu lado uma manhã, uma tarde ou uma noite, para ela fazer sentido. Adormecer também.
Se me pedirem para te definir...aí, não terei palavras. Que cheguem. Serás, portanto, ainda e sempre o meu Mar. E encantas-me. Muito mais que me encantaste naquela noite em que me esperaste ao fim das escadas. E muito menos que me encantarás amanhã.

Publicado por Isabel Faria às 11:10 AM | Comentários (3)

Pedido de desculpas para escrever posts assim...

Colegas, desculpem usar o Troll para isto. E leitores, comentadores e amigos que por aqui passam, também. Eu prometo que se não se zangarem muito, eu, de vez em quando, também escrevo sobre o Líbano, o Sócrates (brr), até sobre o Bush (brrr, brrr). Mas por favor deixem-ne usar o Troll para mandar umas cartas. E para falar no Bono. E na Lua. E no jantar. Senão eu fico triste. E triste sou uma chata do caraças...

Publicado por Isabel Faria às 11:01 AM | Comentários (9)

Vamos fazer um exercício.

Vamos fazer um exercício.
Imaginem que estão numa qualquer zona de praias. Uma zona cheia de turistas que vão em busca de divertimento. Os Bares promovem como normalmente festas ""temáticas" normalmente com o patrocinio de uma qualquer bebida, afinal são bares e se eles fossem patrocinados por marcas de detergentes é que eu me admirava. Em todo lado há a festa da Caipirinha, da Sagres, Da Budweiser, .... tal como aliás há os Festivais populares que têm exclusivos de uma bebida e até das festas populares que muitas vezes são patrocinadas.
Continuemos com o exercício. Imaginemos que vamos a uma festa da Caipirinha por exemplo e o normal nessas festas é até se beber, imaginem, caipirinha. Imaginemos que o patrocinador da festa pretende oferecer uns brindes. Fitas, porta chaves, chapéus e bebidas. Sim, que pode ser normal especialmente se houver aquelas raspadinhas muito em moda. Uma bebida, uma raspadinha e logo vês qual o prémio.
Continuemos a imaginar que estamos numa festa assim, bem divertidos a ouvir um bom "sonoro". Até aqui é tudo normal, mas para dar um pouco de vida à coisa vamos imaginar que a polícia entra por ali adentro. Imaginamos uma rusga, não, melhor, imaginamos que eles vão apenas acabar com a festa porque as festas apesar de patrocinadas não podem ter incentivo ao consumo de alcool. Assim torna-se um pouco mais difícil o exercício de imaginação. Imaginemos que no meio desta confusão a festa é abruptamente terminada e os responsáveis que estão na festa são multados em 25000 Euros. Vejamos hipóteses para esta multa para tornar a história imaginária ainda mais intensa. Um Cartaz que dizia "Beba duas, Pague uma", um cartão de consumo que à 5ª bebida oferece uma grátis, a raspadinha que dá prémios, ... vou ver se me lembro de mais alguma, .... sim, .... Um Videowall que passe anuncios sugestivos da bebida ou uns (umas) manequins simpátic@s e bonit@s que destribuam as bebidas. Pior ainda seria se houvesse um patrocinador que ofereça bebidas para promover uma nova marca.
Bom a história já está mesmo no domínio da imaginação agora mas vamos pôr mais imaginação nisto que as histórias são boas é quando são completamente surreais. Imaginemos que esta "rusga" faz parte de uma grande investigação, com dezenas de efectivos das Brigadas de Investigação criminal envolvidos e que visa desmantelar toda uma rede de festas patrocinadas que há em Portugal, calculo que ao Fim de Semana haja em Portugal mais de 1000. Só no meu bairro são normalmente uma ou duas. Podiamos imaginar que esta investigação começa no Algarve, porque é onde há mais festas , mas para tornar o enredo mais "louco" vamos imaginar que o desmantelamento desta perigosa rede começa geograficamente pelo Norte seguindo para sul e por isso a 1ª zona a ser atacada é a praia do Furadouro em Ovar, conhecida pela sua vida nocturna intensa e em expansão.
O enredo já está a ficar bom. Bastante imaginativo não acham? Pois é. O problema é que eu não inventei isto. É real e passa-se em portugal em 2006. Vejam aqui e fiquem atónitos.

Só mesmo aqui. Será que quem manda na nossa polícia não tem mais nada que fazer? Não há nada mais importante neste país para fazer? Não há criminosos para apanhar? Será que vamos multar todas as discotecas, bares e até cafés deste país?

Eu não entendo isto. A sério que não entendo.

Publicado por Daniel Arruda às 10:05 AM | Comentários (1)

As caricas e o ciclismo

Por:Manuel Carvalho

jagostinho.jpg

Quando era miúdo um dos meus passatempos favoritos era jogar à carica.
A carica era, e é, a tampa da garrafa de cerveja ou do sumo. Recortava um papel redondo, pintava-o da cor do clube e escrevia nela o nome do ciclista favorito. Depois, com a mão, fazia uma estrada na terra. Um risco era a partida, outro a chegada.
A carica era impulsinada pelo dedo médio que agia numa espécie de mola com o polegar.
Era um jogo porreiro, talvez por ganhar muitas vezes. Os perdedores queriam desforra noutros jogos, como o pião. Mas aí perdia-se a habilidade toda. Cada vez que lançava o pião tocava a sirene de alerta de perigo e todos fugiam de pé de mim. Nunca se sabia bem o que ia acontecer ao pião. Fartos de correr perigo, os meus amigos desistiram de jogar ao pião comigo. E eu fiquei todo satisfeito.
No ciclismo, Joaquim Agostinho era o meu ídolo. Primeiro era sportinguista e depois ganhava que se fartava.
O ciclismo era um desporto muito popular. Já depois, em jovem, fazendo parte de um grupo da cidade, participei na organização durante alguns anos de uma prova de ciclismo, o grande prémio 1º de Maio, destinado a juniores. Aquilo dava trabalho mas também gozo. Era preciso recolher apoios financeiros, taças, arranjar voluntários, carros de apoio…
Quando esse grupo de jovens acabou, acabaram as provas de ciclismo. Tiveram o seu tempo, como as caricas.
O ciclismo perdeu apoio popular, talvez o profissionalismo e o domínio mercantil sobre a modalidade lhe tenham feito perder aquela “magia” que tinha. Talvez.
De qualquer modo, parabéns a David Blanco vencedor da Volta a Portugal.

Publicado por Troll Urbano às 09:56 AM | Comentários (2)

Portugal no seu melhor

Depois do caso das escutas ficámos a saber que as forças de segurança e protecção civil são escutadas assim como a segurança do PR e do 1º Ministro. Ficámos também a saber que o problema vai estr resolvido dentro de pouco tempo pois as comunicações em Lisboa vão passar a ser seguras. Não é em Portugal, é em Lisboa. Apenas e só. Ficámos também a saber que há quem perde tempo a escutar estas coisas, facto que eu julgava impensável dado o interesse da coisa.

Depois admiram-se que em Portugal nada se resolva. É se está meio mundo a escutar o outro meio pouco ou nada sobra para resolver. Mas não se pense que isto tráz só desvantagens. Eu acho que a Al-Qaeda esteve a ouvir as nossas comunicações e só por isso poupou o nosso país a uns atentados. É que depois de ouvirem o que se passa, de verificarem o desleixo acharam que até ficava mal no "curriculum vitae" de um bombista efectuar um ataque em Portugal.

- Então onde é que já fizeste uns atentados.
- Em Portugal.
- Epa, vai lá para a rua e volta quando tiveres uma coisa que se mostre e não essa brincadeira de crianças de fazer ataques em Portugal.

Publicado por Daniel Arruda às 08:09 AM | Comentários (1)

O preço do Futebol

António Salvado, presidente do Estrela da Amadora queixa-se que o Futebol está em crise por causa da fraca assistência no Estrela da Amadora - Benfica. Estavam lá cerca de 1000 pessoas (para ser simpático).

Não lhe ocorreu que os bilhetes a 25 Euros pudessem ter tido qualquer coisa ver com isso? É que eu para ver um jogo da Liga do Campeões (OK é a 3ª pré eliminatória) pago 12,5 Euros e um adepto não sócio paga pelo bilhete mais barato 20 Euros ou se quiserem outro exemplo um bilhete para a 1ª jornada do Campeonato Alemão podia ser adequirido a partir dos 10 Euros. (Na Alemanha os preços são tabelados pela Liga para não haver "esticanços" nos preços)

Em Portugal continua por vezes a exigir-se preços de bilhetes que são incomportáveis ás bolsas nacionais. Felizmente que Benfica e Sporting (falo destes dois que conheço) já abriram os olhos e têm bilhetes a preços acessíveis e isso viu-se na última época com médias de assistências que rondou os 40.000 espectadores por jogo se contabilizarmos apenas os da Liga pois no caso do Benfica para a Champions teve uma média de 55.000 espectadores. Para verem a diferença, a mim, cada jogo da liga sai a 10 Euros, sendo que o bilhete mas barato sai a 8 Euros por jogo. Outros exemplos , embora negativos se podem dar. O ano passado paguei 25 Euros no Bonfim, 20 Euros no Restelo sendo que houve jogos como em Paços de Ferreira em que os bilhetes atingiram os 30 Euros (felizmente que este não pus lá os pés).

É bom que os presidentes dos Clubes e já agora também a Liga vejam o que se passa porque senão vamos continuar a assistir a estádios vazios e quem gosta de Futebol sabe que isso é o pior que pode acontecer a um espectáculo destes.

Publicado por Daniel Arruda às 01:56 AM | Comentários (7)

agosto 15, 2006

Quanto tempo falta para as próximas autárquicas?

Há pouco menos de um ano, em Setembro de 2005, um mês antes das eleições autárquicas, no mesmo dia eram inauguradas cinco piscinas municipais, na cidade de Lisboa.
A campanha eleitoral estava já ali.
Hoje, menos de um ano depois da inauguração, quando as próximas eleições ainda vêm longe, no primeiro Verão, em bairros onde muitos habitantes não deverão ter hipótese de ter outras férias e outros banhos senão os das piscinas que Carmona Roderigues, então, inaugurou com pompa e circunstãncia, três delas - Ameixoeira, Vale Fundão e Oriente estão encerradas por falta de cloro.
A situação há muito que tem sido denunciada. Sá Fernandes esteve lá ontem e enviou uma mensagem urgente a Pedro Feist. Agora resta esperar pela resposta. Sem piscina. Porque a CML só se lembra dos moradores de Marvila, da Ameixoiera, dos Olivais...em alturas de campanha eleitoral? Ou porque não tem dinheiro para comprar o cloro necessário? Ou por desleixo puro e simples?
Eu, na minha vontade de ajudar, sugeria que a CML usasse algum do dinheiro que Vitor Santos, uma semana depois do embargo, já deve ter sido obrifgado a pagar do alvará do condomínio da Infante Santo. Ou será que ainda não pagou?

Publicado por Isabel Faria às 09:05 PM | Comentários (6)

Eu sou saloio

Hoje é um dia especial. Comemora-se hoje um pouco por toda a região saloia o dia do Saloio e que tem especial destaque na praia de Santa Cruz. Para quem não sabe a zona saloia é toda aquela que vai do Olival Basto (ao fundo da Calçada de Carriche, às portas de Lisboa) até Torres Vedras.
Há por aí quem use este termo de uma forma que se pretende de ofensiva, assim do género, "És mesmo saloio", mas o que essas pessoas não sabem é que nós saloios temos orgulho no que somos. Eu digo sempre e repito sempre que posso, que tenho gosto de ser saloio.
Apesar de ter nascido longe, na "estranja", fui criado em Loures e fico feliz por hoje poder comemorar aquele que também é o meu dia.

Um grande bem haja á região saloia e aos seus habitantes.

Publicado por Daniel Arruda às 04:37 PM | Comentários (7)

Temos um colega novo!!

Quem tem a culpa disto é o Fernando. Deixou um comentário a falar numa coisa qualquer sobre o Troll no DN, não consegui resistir à curiosidade (é um cadito do meu post sobre a esparança que os libaneses precisam de encontrar para se convencerem de que a guerra acabou...) , como precisava de comprar uvas Muscatel (estava a desejo...nada do que possam pensar corresponde a qualquer aproximação da realidade, asseguro-vos, era mesmo desejo de gulosice) aproveitei ir ao único lugar que conheço que tem uvas Muscateis (isto tem plural? e se tem, tem acento??? sei lá...), ali em frente à Casa do Alentejo (estou a receber uns cobres para a publicidade) e comprei o Diário de Notícias. Culpa do Fernando, repito (desculpa mas já não me apetece fazer o link...dá um trabalhão!!!).
E fiquei a saber que temos um colega novo. O Presidente do Irão criou um Blog. Possivelmente para mostrar que Liberdade de expressão é algo que não falta no Irão, meteu mãos à obra e aí está. Não faço ideia como se chama porque apesar de a notícia dizer que tem versões em farsi, árabe, inglês e francês, eu fiquei pela versão em árabe (ou será farsi?). E não entendi o nome, desculpem. De qualquer forma o DN traduz umas partes que me pareceram interessantes. Para além de falar da infãncia, fala na crescente importância, para ele, do pensamento e da filosofia do "chefe divino", Khomenini.
A partir de agora, portanto, e para seguirem as pegadas do Presidente, deverão aparecer por essa Net fora, centenas de Blogs de iranianos...mesmo dos que não se entusiasmem tanto com a divindade do "chefe". Se o DN der conta, eu prometo que vos conto...
Mas agora fiquei com uma dúvida. Com a liberdade toda de expressão que é apanágio de alguns países e que se comprova com esta proliferação de Blogs, será que Abdul Aziz e Kim Jong II, também são nossos colegas?

Publicado por Isabel Faria às 04:25 PM | Comentários (1)

Os Planetas não se medem aos palmos!!!!

plutao.jpg

Ora aqui está uma notícia que me põe mal disposta logo de manhã...ok, não é manhã, mas fica bem no texto.
Acho de um mau gosto incrível pensarem sequer em tirar-me o Plutão. Ou em passá-lo para a 2ª divisão dos Planetas. Eu tenho 1,60m de altura, há gente muito mais pequenina que eu...não somos gente por causa do tamanho, é? Porque carga de água é que aquela de que os homens não se medem aos palmos não se pode aplicar aos planetas? Eu aprendi aquela ladaínha toda...Mercúrio, Vénus....Urano, Neptuno e Plutão. O e estava ali. Ninguém me vai obrigar a mudar o gajo de sítio.
E depois eu tenho outro problema grave. Há uns anos fizeram-me uma Carta do Céu. Disseram-me que tinha ascendente em Leão e puseram lá os Planetas todos...até o Plutão. E, pasme-se, disseram-me que tinha o Plutão em conjunção com o Ascendente. Não sabia o que isso significava...explicaram-me que não era muito bom...levei anos a habituar-me a esse facto incontornável, mas agora não abdico dele, assim do pé para a mão. Quero a minha conjunção. Na altura, disseram-me que teria sempre assim uns fins violentos...por causa do canochito estar naquele local. Perguntei, assustada, mortes e assim??' não, isso só morres uma vez...nas relações, por exemplo. Confesso que depois do choque inicial veio a esperança: ainda hei-de ver um homem a fazer um duelo por mim...ou a ameaçar mandar-se ou mandar-me da Ponte...ou a passar-me rasteiras...ou a ameaçar que mete a mão na tomada enquanto toma banho...até me cheguei a lembrar do Império da Paixão, acho que até do dos Sentdos...tudo coisas que o Plutão permitiria e que se mo tiram, perco, definitivamente, a hipótese de, algum dia, presenciar.
Para além de denunciar esta situação este post tem outro fim. Peço-vos que se juntem a mim e que façamos um movimento de defesa do Plutão. Tipo, abaixo assinado, manifestações de rua, envio de Emails (para os cientistas...parece que os planetas não aprenderam a ler...), etc, etc, etc..
Já agora juntamos a isso a nossa reivindicação que Xena também passe a contar como Planeta. Parece-me um atentado à paridade e aos direitos das mulheres que em 9 planetas, 7 sejam masculinos. Só admitirei mudar o e de lugar se fôr para meter lá a Xena.

Contra a despromoção de Plutão!!!!
Pelo reconhecimento de Xena!!!
Pelo fim da descriminação sexual dos Planetas!!!!
Os Planetas não se medem aos palmos!!!!

Publicado por Isabel Faria às 12:56 PM | Comentários (4)

agosto 14, 2006

Vou ver o Fu e mais o Ho

Quando o meu filho nasceu, muitas vezes, sentia falta de ter com quem partilhar os medos. Assim, altas horas da madrugada, quando, de repente, por uns minutos ele parecia ter parado de respirar…abanava-o docemente ( o docemente sou eu a dizer...o medo era tanto que não tenho nada a certeza que fosse docemente...) e já sabia. O João Pedro, que só tinha um sono pesado durante o dia, acordava de imediato. Eu tinha uma noite sem dormir pela frente, mas ele respirava…o não dormir não era assim tão importante.
Um dia tinha lido, numa das dezenas de livros e de revistas que me ensinavam que aos dois meses levantavam a cabeça, aos quatro faziam isto e aos quatro e duas semanas aquilo, um artigo sobre o sindroma da morte súbita…e o João Pedro nunca mais pôde dormir uma noite descansado, sem um abanão pelo meio. Nessas alturas, creio que teria sabido muito bem ter alguém que me ajudasse a dar o abanão…tipo dividir o resultado do dito, mesmo. E nada tinha a ver com partilhar a noite sem dormir…era mesmo só para aguentar os segundos até o abanão resultar…
Depois, ao longo dos anos, essa necessidade foi-se atenuando. Aprendeu a andar, a ficar em casa sozinho, a ir para a escola de autocarro…cada primeira vez era sempre um drama, as outras todas a seguir uma dramazinho mais miniatura, mas, a necessidade de partilhar isso, de pedir conselhos ou, apenas, que me ouvissem, atenuou-se de tal maneira que pensei mesmo que me tinha tornado autosuficientemente mãe.
O pior é agora. Usando uma linguagem popular, agora é que porca torce o rabo.
Passados estes anos todos, quem é que ia imaginar que voltava a precisar que me ajudassem a dar o abanão? E mais grave ainda, quem é que ia imaginar que quem tinha que levar o abanão seria eu?
Não têm sido dias fáceis. Há alturas em que sinto o meu filho ficar longe. Há coisas que deixou de partilhar. Fecha a porta da casa de banho para fazer a barba… Dou comigo a pensar que me trocou pela namorada e a ver-me já naquele papel das anedotas portuguesas em que há sempre uma sogra megera e rezingona que faz a vida negra às pobrezinhas das noras (normalmente é aos genros, mas aqui não dá…). Esta tarde dizia a um amigo que sinto que estou a perder o meu bebé.

Acabámos de ir buscar dois filmes ao clube de vídeo. Olha tu és uma chata, mas ainda bem que não me deixaste lá ficar mais um dia…tá bem que namoro um dia a menos, mas já tinha cá umas saudades duma cama a sério…e de te obrigar a ver um filme de artes marciais…

A pessoa onde ele passou o fim-de-semana, dizia-me, há pouco, ao telefone que o João Pedro era um miúdo tão arrumadinho…tão calmo…tão prestável…tão atento…
Cum caraças eu, às vezes, posso barafustar por ele cá não fazer a cama, e por eu o estar a chamar e não vir a correr…e por não me falar da namorada…e…por ter crescido. Mas uma pessoa gosta sempre de ouvir…já desde o primeiro ano que saía sempre inchada da escola…agora saio inchada do telefonema com a tia da namorada, que parece que já não foi e agora já é...pronto, apenas tenho que me habituar à mudança das fontes de….inchaço.

Nestes dias, difíceis porque tenho teimado em deles fazer um drama quase tão grande como a história do Sindroma da morte súbita e respectivo abanão, tenho sentido o bem que sabe poder colher informações abalizadas sobre o que é ser um puto e ter 16 anos…só conhecia a versão feminina da coisa e, confesso, essa lacuna tem sido das coisas mais complicadas de gerir… talvez nunca seja capaz de dizer como têm sido importantes e quanto me têm ajudado essas “informações”. Sobretudo porque são dadas sempre com aquilo que mais preciso de recuperar. A leveza das coisas simples. Como crescer, é. Ou ter um filho. E criá-lo.
Talvez nunca consiga dizer…Mas se algum dia conseguir terá que ser qualquer coisa como: porra pá, tenho dormido algumas noites à tua pala. E contrariamente àquelas alturas em que mais noite menos noite sem dormir, não vinha mal ao mundo…agora, a idade não perdoa. Cada vez que ouço o que se faz aos 16 anos, quando se é puto e se tem 16 anos…e comparo e sossego com a comparação…é mais uma hora de sono. O que equivale a menos uma ruga…Obrigado. Se algum dia conseguir dizer como me tem (me tens) feito bem, não me posso esquecer de agradecer as rugas…a menos.

Mãe, vens ou não vens???
Yap...

Vou ver um filme que presumo deva ter alguém com um nome Fu ou Ho...para desanuviar, diz ele..Para adormecer, receio eu. Mas seja para o que fõr...cabemos os dois no sofá novo. Viva!!!

Publicado por Isabel Faria às 11:42 PM | Comentários (6)

Será?!?!?!

Inflacção

Será que a inflação subir é um daqueles claros sinais de retoma que o José Sócrates tanto nos fala?!?!?!?

Publicado por Daniel Arruda às 05:33 PM | Comentários (2)

Uma boa (muito boa) prestação

Acabaram os campeonatos da Europa de Atletismo e Portugal teve uma boa prestação com 4 medalhas, duas de ouro por Obikuelo (ainda não aprendi a escrever o nome dele), uma de bronze por João Vieira na Marcha e uma de prata ontem por Naide Gomes no salto em comprimento. Para além disso tivemos uma medalha de prata na Taça da Europa da Maratona por equipas que se correu em simultaneo e 4 menções honrrosas que são de classificações até ao 8º lugar.

O que é espantoso é que agora que começámos a ganhar medalhas nas disciplinas técnicas deixamos de as ganhar no fundo e meio fundo. Não será altura da Federação Portuguesa de Atletismo rever as suas prioridades e formas de trabalho? É que já provámos que com treino podemos ser iguais a qualquer selecção europeia e no entanto parece que continuamos a gostar do nosso amadorismo.
O país tem de ver que o desporto não é só futebol.

Publicado por Daniel Arruda às 12:58 PM | Comentários (2)

Puro masoquismo

hysteric.gif

Só podia ter ficado neste estado (presumo que num qualquer momento devo ter passado por alguns dos outros). Quem é que me manda abrir o DN on Line à Segunda-Feira??? e ver isto e mais isto !!!

Publicado por Isabel Faria às 11:00 AM | Comentários (5)

Sem título

cadeira vazia -.jpg
Foto de Flip Pizlo

Numa cadeira vazia cabe tudo. Cabe a solidão. A esperança. A memória. A partida e a chegada.
Num caminho também.
Na volta, uma cadeira vazia no ínicio de um caminho é apenas uma espera. E se for no fim?

Publicado por Isabel Faria às 10:35 AM | Comentários (5)

Até ao lavar dos cestos...

Na minha terra usa-se a expressão até ao lavar dos cestos é vindima...Mas é uma expressão muito soft para falar de guerra e de morte. Até porque, me parece, que é uma expressão que fala de esperança...nunca se deve deisistir, há sempre uma saída.
Infelizmente a "saída" de Israel já a conhecemos há décadas. E por uma teimosia qualquer da memória, não me parece convincente que a Guerra no Líbano tenha terminado às 8 horas da manhã de hoje. Na minha terra também se diz, não me digas que ainda acreditas no Pai Natal??? E não, já não consigo acreditar no Pai Natal.
Quinze minutos antes do cessar-fogo, Israel ainda bombardeava Tiro e matava civis. Não sei qual é a expressão que se usa no Libano para dizer que até ao lavar dos cestos é vindima. Mas parece-me que os libaneses têm que fazer um esforço muito grande nos próximos tempos, para acreditar nela.

Publicado por Isabel Faria às 10:14 AM

agosto 13, 2006

13 de Agosto de 1961 - 10 de Novembro de 1989

Nunca um muro foi suficiente para travar a história. E a liberdade.
muro de berlim.jpg

Nem a sua queda, suficiente para impôr a Justiça. E a liberdade.
muro de berlim4.jpg

Publicado por Isabel Faria às 02:21 PM | Comentários (4)

Os intestinos dos militantes do PS

Por: Manuel Carvalho

feijões

Manuel Alegre, de tempos a tempos, vem dar um ar da sua graça. Quer dizer, vem dar um ar de esquerda. E faz bem.
O mais recente caso espelha bem a incomodidade que qualquer socialista - que o queira ser – deve sentir com a autorização dada à utilização da Base das Lages pelo avião israelita. O descaramento direitista a que chega o actual governo – em particular o novo MNE – é tal que ultrapassa pela direita, e em grande velocidade, o anterior ministro Freitas do Amaral. Aliás, parece fazer questão de mostrar isso com muita nitidez!
De facto, a autorização dada à utilização da Base, sinalizou uma posição política de apoio ao beligerante Israel. Alguém acredita que se o Hezbollah precisasse de aterrar um avião seu nas Lages o governo autorizaria?
O facto da autorização ter sido dada sem o conhecimento do Presidente da República aumenta a gravidade do assunto.
Se houvesse um pingo de decoro neste governo havia “cabeças” que tinham que rolar. Mas o governo faz do silêncio o seu jogo – um jogo que satisfaz uma democracia pouco exigente.
Os socialistas estão habituados à política do feijão-frade. Mas a verdade é que eles provocam gazes. E sempre feijão, sempre feijão, sempre feijão, sem nunca a celulose produzir efeito é de admirar. Ou será que os estômagos e os intestinos dos militantes do PS já aguentam tudo

Publicado por Troll Urbano às 01:57 PM | Comentários (46)

Gunter Grass

gunter.jpg

É um processo doloroso o que temos que percorrer para conseguir lidar com as nossas nódoas.
Sejam elas nódoas destas ou outras mais frequentes. Com os nossos "pecados", que mais do que medo que os outros não aceitem, não somos nós capazes de enfrentar o olhar dos outros...aceitando-os. Ou o nosso.
Mas acaba por ser libertador. Pelo que conheço da natureza humana (e da pessoa e da obra do escritor) creio que Gunter Grass precisava desta confissão para se libertar do peso dela. Não belisca em nada a ideia que tenho dele. Pelo contrário, engrandece-o. Como ele diz, talvez peque por tardia, talvez tenha "desperdiçado o momento oportuno"...mas nisto de coisas cá de dentro, o tempo só é tempo, quando o tempo quer. Acabamos por ser meros executores da sua vontade. O papel principal é dele. O oportunidade não é criada por nós. É-nos imposta. A maioria das vezes por aquela parte de nós que foge ao noso controle a à nossa vontade. Por aquela parte de nós que o tempo comanda. Algumas, poucas vezes, pelos outros. E pelo tempo dos outros.

PS: Só uma nota de rodapé. Que vergonha abrir um site de uma televisão como a SIC e ver escrito no título de uma notícia : confição. Assim mesmo. Não é novidade. As notícias de rodapé que vão aparecendo nos telejornais das televisões portuguesas são um atentado à lingua de Camões...não existe a função de revisor ortográfico nas televisões e nos seus sites?

Publicado por Isabel Faria às 12:55 PM | Comentários (8)

O meu Sábado

Ontem fiz folga do Troll. Mas não se pode dizer que tenha sido um dia muito gratificante…isto é, gratificante foi, porque estive com pessoas de quem gosto muito, almocei bem, jantei bem e depressa e fui ao cinema…bem. O pior foram os pormenores.
Ao almoço com uma amiga (e prima, mas acho que a gente só se lembra disso quando falamos das semelhanças dos ascendentes…), apanhámos um susto do caraças, porque ao meio da conversa em vez de discutirmos o Bloco e a CDU (é o único defeito dela…) ou de falarmos de algo estimulante, como homens, por exemplo, assunto ao qual temos dedicado algumas (muitas) conversas ao longo dos anos, demos por nós a falar das brincadeiras, das manias, das ternurinhas do …Bono e do Romeu. Os nossos gatos. Horas a fio…
Depois de um jantar mais ou menos rápido, porque me atrasei quase uma hora e em que nem deu para conversar com um amigo com quem não falava, assim, ao vivo e a cores, há alguns meses (malditos telemóveis!!!), fui ao King ver os Amantes Regulares. Não gostei. Um filme francês sobre um grupo de jovens estudantes, aspirantes a poetas e a pintores, durante Maio de 68 e no ano de 1969, na ressaca. Soube-me a pouco. O preto e branco dá uma intensidade às imagens que creio não tem correspondência no desenrolar da história. Um filme sobre os vinte anos. E sobre fins. O fim do sonho da Revolução, o fim do primeiro amor. O fim da infância. Tinha tudo para dar um filme muito bonito, mas senti que lhe falta algo…as cenas mais fortes são as cenas de fugas, o ópio está sempre presente, mas as outras, as que falam de vida, acabam por pecar pelo imobilismo e pelo silêncio. Talvez tenha uma ideia errada, que o tempo se encarregou de fantasiar, mas aos vinte anos, acho que os sentimentos têm todos mais cor, do que a que por ali passa. Fica uma ou duas frases giras. Como a de que “O proletariado não quer a Revolução, mas que fazer? Temos que a fazer “malgré” o proletariado”, ou “Os Sindicatos têm mais medo da Revolução que os patrões. Só querem conseguir melhores salários…como se dinheiro tivesse algo a ver com felicidade”, ou uma dissertação engraçadíssima e completamente “Soissantehuitard” sobre as semelhanças entre o Maoísmo e os religiões e fica uns olhares profundos, mas que transmitem uma desesperança que acaba por ser dolorosa.
Ok, não saí convencida
Depois do cinema mais um assustador pormenor. Não nos apeteceu ir beber um copo, como tínhamos combinado (Daniel, ainda não foi ontem que fui ver a Lua ao Agito). Viemos, aqui a casa, beber…uma água. E tal como ao almoço não tínhamos falado de homens o que me parece uma falta de gosto assustadora ou um sintoma de senilidade constrangedor, na “água” passei uma hora e tal a tentar explicar ao meu amigo como funcionam …as mulheres. Pelo ar desesperado e perdido como ele saiu cá de casa, não me parece que tenha conseguido explicar o que quer que seja.
À despedida disse-me, deixa lá, é mesmo melhor voltar a pensar nas aulas e nos putos, nos meus e nos da escola e esquecer que esses seres repelentes existem…os seres repelentes, sou eu e a parte da Humanidade com as mesmas características, note-se. Ficou prometido que nunca mais dou água a alguém que anda a tentar esquecer um ser repelente. Acho que faz uma mistura explosiva. Deve ter a ver com isso a história de não poderem entrar líquidos nos aviôes...

Publicado por Isabel Faria às 11:55 AM | Comentários (2)

agosto 12, 2006

Ai que saudades do Inverno

São quase 22Horas e a mim só me apetecia algo assim

Help

Publicado por Daniel Arruda às 09:23 PM | Comentários (1)

Uma piadinha para o sábado à noite

Dado que estou em clara inferioridade clubistica neste blog aqui vai uma piadinha para descomprimir.

Havia um senhor, já velhinho que toda a vida foi lagarto, doente, como todos os andrades, no seu ódio visceral a todos os outros clubes e especialmente ao Benfica. Deitado na cama e sabendo que ia morrer chamou o seu filho para lhe transmitir umas últimas vontades.
- Filho, quero que vás ao Estádio da Luz e me faças sócio do Benfica e mais. Quero que me compres uma camisola do Glorioso para vestir no meu enterro.
O filho abriu a boca de espanto mas o pai ao ver que ele ia fazer perguntas disse.
- Vai filho, que nao há tempo para perguntas.
O filho lá foi para a Catedral e fez o que o pai lhe tinha pedido, porque não se nega uma última vontade a alguém e muito menos ao pai.
Chegado de novo a casa abeirou-se do pai e disse.
- Aqui está a camisola e o seu cartão de sócio, mas explique-me lá porquê, logo você que toda a vida foi um lagarto ferrenho.
- Filho, não percebes mesmo nada, não vês que assim é mais um Benfiquista que morre para fechar os olhos de seguida.

Publicado por Daniel Arruda às 09:06 PM

Este homem continua a surpreender-me

Por isso gosto do seu pensamento mais que da sua pratica, deixo aqui parte de uma entrevista e também um convite a que tentem adivinhar de quem se trata.

“Hoje não há capitalismo, não há concorrência. Hoje o que há é o monopólio em todos os grandes sectores. Há algumas concorrências entre vários países na produção de televisores ou computadores, até automóveis o Banco Mundial os fez produzir, mas é que o capitalismo já não existe mais. Quinhentas empresas globais dominam hoje 80 por cento da economia mundial. Os preços não são competitivos, veja os preços a que se vendem, por exemplo, os medicamentos contra a SIDA... Os medicamentos constituem um dos mais abusivos, extravagantes e exploradores ramos económicos do mundo; o medicamento que vendem ás pessoas vale, em muitos casos, dez vezes os custos de produção. A publicidade praticamente determina o que se vende e o que não se vende, quem não tem muito dinheiro não pode fazer nenhum tipo de publicidade para seus produtos, ainda que sejam excelentes. Depois da última chacina mundial na década de 1940, prometeram-nos um mundo de paz, a diminuição da distância entre ricos e pobres e que os mais desenvolvidos ajudariam os menos desenvolvidos. Tudo não passou de uma enorme falsidade. Impuseram-nos uma ordem mundial que não se pode sustentar nem suportar. O mundo está sendo conduzido para um beco sem saída. Nenhuma daquelas categorias em que acreditávamos que se baseava no capitalismo existe mais; não existe, portanto, a teoria que os Chicago Boys ensinam às pessoas. E, por outro lado, a teoria e a prática do socialismo ainda estão por ser desenvolvidas e escritas.

Veja só, o que é o marxismo? O que é o socialismo? Isso não está bem definido. Em primeiro lugar, a única economia política que existe é a capitalista; mas a capitalista de Adam Smith. Então andamos fazendo socialismo muitas vezes com as categorias adoptadas do capitalismo. Porque se utilizarmos as categorias do capitalismo como instrumento na construção do socialismo, acaba obrigando todas as empresas a competir entre si, surgem empresas desonestas, piratas, que se dedicam a comprar aqui e acolá. Seria necessário fazer um estudo bem profundo. ….
O problema foi a interpretação das doutrinas, e foram feitas muitas. Por isso os progressistas permaneceram tanto tempo divididos, e as polémicas entre anarquistas e socialistas, os problemas depois da Revolução Bolchevique de 1917 entre trotskistas e stalinistas ou, digamos, para os partidários daquelas grandes polémicas que foram geradas, a divisão ideológica entre os dois grandes dirigentes. O mais intelectual dos dois era, sem dúvida, Trotski. Stalin foi um dirigente mais de ordem prática, como conspirador, não foi um teórico e, uma vez ou outra, depois, quis agir como teórico... Lembro-me de uns livrecos que eram distribuídos em que Stalin explicava o que queria dizer o materialismo dialéctico, e usava o exemplo da água... Quiseram transformar Stalin em um teórico. Ele era um organizador, de grande capacidade, penso que era um revolucionário….. Depois cometeu os erros que todos conhecemos, a repressão, as “limpezas” e tudo aquilo. Lenine era o génio, morreu relativamente jovem, mas teria podido... Nem sempre a teoria ajuda. Na época da construção do Estado socialista, Lenine aplicou desesperadamente, a partir de 1921, a NEP [Nóvaya Economícheskaya Polítika], a nova política económica… Lembre-se de que as grandes potências queriam destruir a Revolução Bolchevique, o mundo todo a atacou. Não se pode esquecer da história da destruição que fizeram naquele país subdesenvolvido; a Rússia era o país menos industrializado da Europa, e Lenine, além disso, acreditava, seguindo a linha de Marx, que não podia haver revolução apenas em um país e que a revolução tinha de ser simultânea em todos os lugares, a partir de um grande desenvolvimento das forças produtivas. Por isso o grande dilema, depois que se estabeleceu essa primeira revolução, foi seguir ou não em frente. Quando o movimento revolucionário fracassou no resto da Europa, não restou a Lenine mais que uma opção: construir o socialismo em um só país, a Rússia. Imagine a construção do socialismo em um país com 80 por cento de analfabetos e em uma situação na qual teriam de combater todos os que os atacassem, e na qual os principais intelectuais, todos os que tinham mais conhecimentos, se retiraram ou foram fuzilados.
Há na ideologia uma confusão extraordinária. O mundo em que vivemos é muito diferente do de antes. Há muitos problemas que os grandes pensadores políticos e sociais não podiam, em tão longo prazo, prever, ainda que seus conhecimentos tenham sido decisivos para nos transformar em pessoas com ideias revolucionárias. As pessoas lutam contra o subdesenvolvimento, as doenças, o analfabetismo, mas o que se pode chamar de solução global dos problemas da humanidade ainda não foi encontrada

Publicado por António Chora às 12:15 PM | Comentários (2)

Quem liga primeiro, então???

telefone.bmp

Ontem á noite vi um programa da SIC Mulher, Eles por Elas. Este e o Elas por Eles, são dois programas levinhos para ver a um serão em que apeteça ficar em casa. Por uma coincidência engraçada, tinha estado a falar no programa e no tema de ontem, com um amigo, horas antes.
O tema era quem dava o primeiro passo. Quem é que deve ser o primeiro a “ligar”.
Como nestas coisas de relações entre sexos, o cliché pode dar um jeito do caraças, mas não passa disso…e como tenho fama de vir para aqui contar a vida, estive a fazer um esforço de memória para ver se encaixava no dito – uma mulher nunca deve ser a primeira a ligar (esta do ligar, é assim, tipo muleta…deve poder ser enviar um Email ou dizer baza aí, tomar um café, no caso de se trabalhar na secretária ao lado, por exemplo…), e não encaixo. O que me parece mal. Muito mal, mesmo. Mas não encaixo por ter a certeza que fui sempre a primeira a ligar. Nada disso. O problema é outro. Nas relações que me interessaram, naquelas em que ao clic se seguiu uns momentos (uns dias ou uns anos) bem passados, não faço ideia quem foi o primeiro a ligar…a sério. Não chego lá. Nem sei se houve norma…o que se passou a seguir ao telefonema, ao Email ou a baza lá tomar um café, encarregou-se de tornar esse pormenor tão insignificante que não chego lá…nas outras, naquelas que não valeram nada…acho que foram sempre eles que ligaram primeiro e eu que disse tou nem aí…e não foi nada para me armar em difícil ou coisa que o valha. Tou nem aí, porque sem clic, química ou outro nome qualquer não dou primeiro, nem segundo nem 36º passo…e se nalguns (muito poucos) casos, acabei por beber o tal café, penso que foi sempre um café com data certa para acabar …e que ambos o sabiamos.

Como dizia ontem a Alice Vieira no tal programa, o primeiro passo dá-se quando se acha que vale a pena dar. E dá-o aquele que estiver primeiro convicto disso. Ou que tiver o telefone mais à mão…a história de que as mulheres que ligam são mulheres “fáceis” e que os homens não gostam disso e que as que não ligam são difíceis e que os homens “adoram”, só funciona se não houver…química. E funciona para os dois lados. Também nós se não sentimos a força da tal quimica, achamos a "facilidade" deles uma chatice e se sentimos a dita achamos a "facilidade" deles uma benção dos céus. Porque, quando há clic, quimica, atracção, interese, chamem-lhe o que quiserem, fácil ou difícil, não há tempo nem disponibilidade para pensar nisso.
Claro que há o tal medo da rejeição, de que ontem alguém falava. Mas esse medo acompanha-nos em todos os estádios da relação. Aprendemos, com o tempo, que nem sempre os timings coincidem. Que, às vezes, a paixão, o amor, o clic, acaba primeiro num que no outro e que isso dói…mas se isso fosse motivo para nos tolher os passos ( e as palavras) então não fazíamos o primeiro, nem o 100º…ficávamos quietinhos no nosso canto, com medo de nos magoarmos e sem ousar …telefonar. Nem amar.
Como a memória me atraiçoa, só posso dizer que se fui eu que dei o primeiro passo, e mesmo que isso me meta num saco qualquer, estou-me bem borrifando. Os momentos que passei, passo, valem bem qualquer tipo de “etiqueta”.
Se foram os homens, que me permitiram esses momentos, a dá-lo, obrigadinho. O que vos fiquei a dever em prazer e em momentos, horas ou anos…justifica plenamente que tenham tido o telefone à mão antes de mim.
Que me lembre houve uma vez, já a relação ia em muitos momentos, em que fiquei afincadamente à espera que o outro ligasse…a relação terminou pouco tempo depois, apesar dele ter ligado.
Que me lembre, houve algumas vezes em que homens me ligaram e levaram tampa, mas tenho a certeza que eles entenderam desde a primeira vez, que iriam levar tampa…na volta eram persistentes, achavam que eu valia o esforço ou tinham um certa dose de masoquismo.
Ah e já me aconteceu levar tampas…não no primeiro mas num dos outros…porra, se custa. Mas a gente resiste. Aliás, eu acho mesmo que a gente, muito antes da tampa ser vísivel e audível, já a (pres)sente há que tempos…fingimos é que não vimos. Deve ser as alturas, as de pré-tampa, em que assobiamos mais para o lado…a não ser que seja mesmo uma relação muito importante, daquelas que não se quer perder nem morta. Mas aí, meus amigos, quero lá saber se sou a primeira, a segunda ou a única…a luta é a minha profissão.
Dou-me ao luxo de pensar que todos as vezes em que insisti, foi porque o outro merecia que eu insistisse. Creio que é a melhor homenagem que posso fazer aos homens da minha vida. E à minha capacidade em os escolher.

Publicado por Isabel Faria às 11:44 AM | Comentários (5)

Madonna

Por vezes para se saber do que se fala convem ter visto. Tenho lido por aí barbaridades sobre a performance de Madonna nesta sua digressão aquando da música "live to tell". Se calhar quem fala mal nunca viu o que se passa, apenas ouve que ela usou a cruz católica. Se calhar nunca viu a imagem no seu conjunto nomeadamente as imagens que passam no video wall. Se calhar nunca se deu ao trabalho de ouvir a canção e perceber a letra. Se calhar nunca se preocupou com o flagelo da SIDA e muito menos em saber quem são os grandes responsáveis pelo alastramento especialmente em África
Mas porque acredito que quem lê o Troll é gente que não fala por falar e que sabe ser informado e depois formar opinião deixo aqui o video (uma ilegalidade que espero não ser punido por ela) e a letra da canção. Depois disto cada um que tire as suas conclusões.

Espero que me desculpem de eu ser fã da grande diva. Da única e verdadeira diva da música pop e já agora por me preocupar com esse flagelo que é a SIDA. Quem visita o Troll há mais tempo tem visto as publicidades e os alertas que aqui têm sido colocados. Para mim enquanto houver um infectado por desinformação a luta continuará.

I have a tale to tell
Sometimes it gets so hard to hide it well
I was not ready for the fall
Too blind to see the writing on the wall

A man can tell a thousand lies
Ive learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, till then
It will burn inside of me

I know where beauty lives
Ive seen it once, I know the warm she gives
The light that you could never see
It shines inside, you cant take that from me

A man can tell a thousand lies
Ive learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, till then
It will burn inside of me

The truth is never far behind
You kept it hidden well
If I live to tell
The secret I knew then
Will I ever have the chance again

If I ran away, Id never have the strength
To go very far
How would they hear the beating of my heart
Will it grow cold
The secret that I hide, will I grow old
How will they hear
When will they learn
How will they know

A man can tell a thousand lies
Ive learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, till then
It will burn inside of me

The truth is never far behind
You kept it hidden well
If I live to tell
The secret I knew then
Will I ever have the chance again

Publicado por Daniel Arruda às 12:54 AM | Comentários (9)

agosto 11, 2006

Não percam a Lua

pleine lune.jpg

Afinal decidi sair um pouquinho do casulo. Só para escrever umas linhas.
Estou há duas horas á minha janela ( coincide com a do casulo). Não vi ninguém passar na rua. Ao longe vejo o Castelo. As árvores estão quietas. Mas não parecem tristes com isso. A rua está deserta, mas não parece sózinha. O calor sufoca e faz o Castelo estender-se preguiçoso. E só pode haver uma razão. A Lua. Esta Lua Cheia que se prepara para aparecer por detrás das folhas quietas. Grande. Ontem vi-a, por detrás da Gulbenkien. Amarela, uma Lua que só pode vir do Alentejo. Voltei a vê-la de manhã, branca, em cima do Aqueduto. Aí, branca, mas á mesma enorme.
Vou esperar que ela apareça. Cheia. O luar que me chega diz que mais minuto menos minuto, ela vai chegar.
O Poeta dizia: fazer um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. Se ousasse juntar-me ao poeta: amar um homem e ver a Lua. Esta Lua. Vou esperar que ela chegue à minha janela. Se não for por mim, sei que não vai deixar o Castelo esperar.

A rua continua deserta. Também à espera...ah, e se ousasse ainda juntar algo mais ao poeta: Lisboa.
Mesmo com este calor sufocante não poderia não a respirar. Assim, transpirada..E, como eu, á espera.

Publicado por Isabel Faria às 10:05 PM | Comentários (4)

Tenham paciência...

casulo.jpg

Perdida entre a perspectiva de um fim-de-semana sem o meu filho e a certeza que só se guardar bem guardadinho, tipo tesouro mesmo, o cheiro e o sabor que invade esta tarde a minha casa poderei na Segunda-Feira, transformar-me num bicho da seda forte e grandalhão, não me apetece escrever. Nem ler notícias. Adiei uma ida ao cinema e vou ficar lá dentro, quieta e aconchegadinha (tem ar condicionado…).
Vou pegar num livro policial, levar um CD do Cohen, talvez umas uvas frescas e ficar lá até amanhã. Não quero que nada nem ninguém possa contribuir para dissipar esta brisa…nem mesmo a neura de pensar que vou passar um fim-de-semana sem o João Pedro. E mais, tenho a certeza que só por causa do tal cheiro, na Segunda…ah, já tinha dito. É melhor, então, ir…não me posso esquecer de levar o Telemóvel. Para dizer ao meu filho, porta-te bem, pelo menos cinquenta vezes…e para dizer…obrigado por existires…e por teres deixado a brisa que faz de mim um bicho da seda e peras!!!!! (se o TLM não tocar…eu digo à mesma…ou não se tratasse de uma brisa milagrosa, esta…que leva as palavras para todo o lugar onde eu as quiser fazer chegar…e traz).

Por uma qualquer avaria no sistema, apetece-me terminar este post com um Porra!!! (Para o caso de lá dentro chegar à conclusão onde está a avaria, será melhor levar a chave de parafusos??? E o alicate??? Não me parece...acho que curto a avaria).

Publicado por Isabel Faria às 07:28 PM

Tudo em nome de um fetiche

Agora que já consigo escrever umas coisas maiores, porque já posso usar as duas mãos, vou partilhar com vocês as peripécias de um domingo à noite nos Centros de Saúde do Seixal.
Por volta da hora do jantar as dores no cotovelo aumentaram e eu achei que por uma dor de cotovelo não era necessário ir entupir o já de si caótico SNS. As mezinhas e os tratamentos do costume, os normais nestas alturas, Gelo, pomadas e repouso haveriam de fazer o seu caminho normal até a dor estar debelada. Mas quando chegou a hora de deitar já não havia posição para estar. Nem de braço ao peito, nem esticado, pois cada movimento doía, e não era pouco. Dado que cá em casa sou o único com carta de condução telefonei a um amigo (os amigos tb servem para isto não é?) para me levar ao centro de saúde da minha área de residência, o centro do Miratejo, a fim de saber o que se passava. Assim fizemos. Chegados lá batemos com o nariz na porta. Sem sucesso procurámos o horário da coisa até que uma vizinha ao ver-nos ali ás voltas nos disse que aos sábados, domingos e feriados aquele centro estava fechado. Decidimos ir ao CS da Amora, um edifício novo, de dois andares inflizmente sub aproveitado. Tão sub aproveitado que também se encontrava fechado. Seguimos para o CS do Seixal. O da sede do concelho, que sendo aquele que serve menor número de utentes, pois é a freguesia mais pequena do concelho, é o designado para estar sempre de serviço. Ficámos a saber que o sempre não inclui domingos à noite. Já não fomos a Fernão Ferro pois felizmente encontrámos no Seixal umas pessoas que já tinham vindo de lá e que nos informaram que estava fechado.
Sobrava o Hospital de Almada, o tal que está a trabalhar acima das suas capacidades. Fomos para lá já cientes que uma longa espera nos aguardava. Afinal se não há centros de saúde para fazer uma triagem é normal que tudo vá ali parar, tenha ou não necessidade de ser atendido num hospital.

Pergunto-me eu. Tanto se tem falado no hospital do Seixal para desbloquear o Hospital Garcia da Orta em Almada (HGO) e ainda ninguém se lembrou de fazer aquilo que eu enquanto candidato defendi em toda a campanha autárquica, ou seja, de dotar os centros de saúde de meios efectivos para que as pessoas possam ser tratadas ali, sem terem de recorrer aos hospitais, deixando estes única e exclusivamente para aquilo que não pode nem deve ser tratado nos CS.
É que eu fui apenas um dos que foi entupir o HGO sem necessidade nenhuma. Eu só precisava de um diagonóstico e da medicação correspondente que me poderia ter sido dada, se eles tivessem abertos num CS. Mas não, fui ao HGO fazer com que uma pessoa, que estava com os dois braços e uma perna partidos demorasse mais um pouco a ser atendida porque na Traumatologia só havia um médico que achou que me deveria atender 1º salvando-me assim mais 1 hora de seca enquanto ele fazia os gessos à senhora.

Ninguém duvida que quantos mais hospitais melhor. Melhor será o atendimento, mas se no futuro haverá médicos para um hospital, porque não usá-los agora nos CS dando às pessoas uma assistência de proximidade e que ao mesmo tempo libertava o HGO de pessoas como eu, que, na realidade, só foram entupir pois o seu caso não era, de todo, para umas urgências de um hospital.

Já sei que vai haver quem use isto no futuro para dizer que sou contra um hospital no Seixal. Dessas mentiras já estou habituado, mas não me consigo calar quando em nome de um fetiche se criam condições para que as pessoas sejam mal atendidas só para justificar aquilo que há anos se promete.
O responsável tem um nome e chama-se Alfredo Monteiro, presidente da Camara do Seixal, que é capaz de organizar cordões humanos para o seu fetiche mas que não sabe ou não quer, dar um passo para que os CS do Seixal funcionem como deveriam.

Publicado por Daniel Arruda às 05:49 PM | Comentários (2)

A isto chama-se uma não notícia

Porque será que isto não é novidade. Não é o que andamos (nós trabalhadores) a dizer ao tempo. Que é preciso investimento no trabalho, a começar desde logo no nosso sistema educacional.

E o estudo é feito a 15 mas se fosse feito a 25 não me acredito que os resultados fossem muito diferentes. Provavelmente o que alteraria é que tinhamos mais 10 à nossa frente.

Espanta-me é que isto seja dado como notícia. Como se ninguém soubesse.

Publicado por Daniel Arruda às 05:31 PM

Que comunismo é este?

Por:Manuel Carvalho

O Avante desta semana conta-nos dos partidos presentes na sua festa. É difícil compreender os princípios e critérios de tais presenças.
O critério é ter a palavra comunista no nome do partido? Talvez assim se compreenda juntar o Partido Comunista da China com o Partido Comunista do Chile. Mas parece ser difícil perceber como se pode juntar um partido que se fundiu com o Estado, que exerce uma ditadura muito violenta e conservadora sobre o seu povo - que é referência pelos piores exemplos do capitalismo - com um partido que luta pela democracia como o Partido Comunista do Chile!
O critério é ter a palavra trabalho? Talvez por isso se compreenda a presença de um partido com uma sucessão monárquica do poder, que exerce também uma feroz ditadura sobre o seu povo, o Partido do Trabalho da Coreia!
E que dizer da permanente presença do MPLA? O critério é a presença de representações dos PALOPs? Mas subscreverá o PCP a política da clique dirigente do MPLA de enriquecimento pessoal, de rapina das riquezas do país, e de desprezo pelo povo como tem demonstrado a epidemia de cólera?
Esta festa de referência, que é a festa do Avante, pode trazer uma qualidade cultural assinalável. Mas também traz uma assinalável miscelânea ideológica. Esta miscelânea não é a marca do futuro.
A miscelânea do comunismo do futuro traz a liberdade, a democracia, os direitos individuais e colectivos... como marcas indeléveis. Não a ditadura e a ausência de princípios!

Publicado por Troll Urbano às 11:29 AM | Comentários (5)

agosto 10, 2006

E vai mais uma de ouro

Francis


Obrigado Francis

PS: Espero amanhã por mais uma medalha. De Nélson Évora, no triplo salto. Se tal acontecer a nossa participação foi um sucesso.

Publicado por Daniel Arruda às 10:11 PM | Comentários (4)

Ontem, hoje e amanhã os setubalenses saberão dar a resposta

Aqui vai mais uma artigo de opinião deste sujeito que por aqui escreve.

Já começa a ser normal que os sucessivos governos aproveitem a época de férias para lançarem medidas altamente estúpidas e de graves consequências cá para fora. Há sempre a esperança de que o assunto passe ao lado ou que as pessoas não liguem. Felizmente não é o caso. A população de Setúbal está sobremaneira de aviso contra estas coisas, e preparada para travar mais esta batalha em nome da serra que é de todos mas particularmente sua. O seu ex-libris, a Serra da Arrábida.

Publicado por Daniel Arruda às 07:06 PM | Comentários (1)

Burgueses, homens e agiotas

Por:Manuel Carvalho

O Diário Económico divulgou ontem, dia 9, a lista das 20 maiores empresas portuguesas no Brasil.
Do turismo às telecomunicações, da energia à construção civil, passando pela banca, as 20 maiores são todas lideradas por homens.
Pergunta-se: a burguesia não tem mulheres? Claro que sim. Mas às mulheres reserva o papel de gestora de uma loja de esquina. Não há mulheres com valor na burguesia? Há, a burguesia masculina é que não lhe reconhece esse valor. Na política, como nas empresas, às mulheres é reservado o papel secundário. O valor que a sociedade patriarcal mais reporta às mulheres é o que se espelha na Caras e a Lux. Mulheres bonitas, adornos de homens...
Eis porque eles não querem quotas e paridade, porque isso significaria assumir a partilha do poder e assumir que existem dois géneros humanos que devem ser tratados com paridade.
A burguesia continua a transpor para os nossos dias o sistema patriarcal e conservador que a tem caracterizado. O que espanta é ver gente de esquerda alinhar no conservadorismo.
Outros dados revelam os contínuos aumentos de lucros da banca. Enquanto nos sobrecarregam com juros e taxas, enquanto pagam percentualmente menos impostos do que eu, os agiotas vão-se abotoando na inversa proporção do aumento da pobreza popular.

Aqui estamos no fundo da Europa, no capitalismo conservador com a burguesia a que já nos habituámos.

Publicado por Troll Urbano às 03:14 PM | Comentários (2)

Nem tudo o que luz é ouro....

Parece que vou ter de discordar ligeiramente da Isabel numa posta mais abaixo, porque, e desculpem-me se sou céptico demais, depois de uma suposta entrevista de um membro do Hezbolah um desmantelamento de um ataque terrorista vem mesmo a calhar para as pretensões do Império.

É que não faz de todo sentido que o Ataque se realize na Inglaterra, muito menos em aviões que vão para os EUA. A menos que nós achemos que organizações terroristas como a Al-qaeda ou o Hezbolah sejam de tal maneira estúpidas que façam os ataques em território dos países mais alertas, com os melhores serviços secretos, numa altura em que os níveis de alerta estão no máximo em deterimento de outros ataques que poderiam fazer, de forma mais eficaz e com efeitos mais devastadores.
Não quero ser revisionista mas tirando os ataques de Madrid, não acham que todos os outros caíram que nem sopa no mel nos objectivos a santa aliança EUA-Inglaterra-Israel? Vou esperar pelos próximos episódios.

Disse que discordava ligeirmente da posta da Isabel porque realmente concordo que a invasão do Iraque não tenha trazido mais segurança ao mundo. Só que eu ainda não percebi quem é que nesta história é o terrorista.

Publicado por Daniel Arruda às 02:00 PM | Comentários (5)

Afinal, houve embargo...

Seja qual for o desfecho, valeu a pena denunciar. Teimar.
A decisão peca por tardia e demonstra que há muito a fazer para combater as ligações perigosas e promiscuas entre as Autarquias e as enpresas de construção civil.
Afinal, quando o vereador das Finanças e mais directo coloborador de Carmona, Fontão de Carvalho, acusava Sá Fernandes de ter sido eleito para "embargar" obras, estava a ser provocador, incompetente e mal educado.
Mas também imprudente. E injusto. Mas vinda de quem vem, esta injustiça parece-me ser um elogio à actuação de Sá Fernandes.

Publicado por Isabel Faria às 11:36 AM | Comentários (3)

O dia-a-dia da mentira

Dia a dia, as notícias encarregam-se de desmontar o que resta da mentira de Bush, Blair e Durão Barroso ( então, como agora, as Lajes serviam para caucionar o apoio cego ao EUA e aos seua aliados). A invasão do Iraque não tornou o Mundo mais seguro.

Publicado por Isabel Faria às 11:06 AM | Comentários (1)

agosto 09, 2006

Sorry, ombros....

porto06.jpg

Preciso de portos. Adoro o Mar, sobretudo se for revolto e agitado. Mas também não digo não a um Mar calmo, dorminhoco e sereno. Mas preciso de portos. Onde atracar e onde descansar. E respirar. Normalmente nunca tenho tempo de respirar no Mar. E, o que posso fazer? preciso de respirar para viver. Defeito que ainda não consegui nunca ultrapassar.
Preciso de certezas. Adoro as dúvidas. Mas não consigo passar sem uma certeza de quando em vez que me dê ânimo e força para continuar a viver e a cultivar as dúvidas que me fazem e das quais vivo.
Preciso de ombros. Adoro convencer-me que sou capaz de me “desenrascar” sozinha em quase todos os momentos e todas as partidas da vida e das vidas, mas há um ou outro ombro que preciso para deitar a cabeça, colocar a mão, ou, apenas, saber que está lá.

Só que, nas alturas em que os portos se alongam ou dissipam na bruma, o raio do calor faz umas brumas às vezes tão densas como a humidade, em que me falta a certeza que preciso para continuar a poder regar cabazmente as minha dúvidas, tenho a sensação que me torno egoista e exigente para com os ombros que se mostram disponíveis para a minha cabeça...e fico cheia de remorsos e apetece-me pedir desculpa e prometer que me vou controlar e mais uma quantidade de coisas ...
Ombro, ombros, se, por acaso, nestas alturas eu for muito chata e rezingona, e exigente, e possessiva, e insegura lembrem-se que não sou sempre assim e por favor, tenha um cadito de paciência. A cabeça, mais ou menos em queda livre, agradece reconhecida. E eu com ela.
E, ombros, isto há-de passar. É só preciso acalmarem-me o pó, os martelos pneumáticos, os martelos sem serem pneumáticos, os berbequins, as namoradas do meu filho, os crescimentos do meu filho, o calor, as parvas das enxaquecas, as perguntas todas “o que é
que uma mãe deve fazer nestas alturas”, e “o que é que uma gaja de esquerda assim com a mania que é coerente e outras tretas deve fazer nestas alturas”, as,” pois eu sei que já fiz o mesmo”, as, “já não te lembras quando tinhas 16 anos, é?”, as, “claro que as obras são necessárias e há obras sem pó, é? e sem martelos e berbequins?”, as, “o Verão é sempre assim e tu já sabes que não te dás lá muito bem com o calor”, ah e as hormonas...não esquecer a treta das hormonas...
É só preciso acalmar isto tudo e eu volto a meu normal. A saber usar os ombros com moderação. Sem ser muito chata. Nem exigente. Nem rezingona. Muito menos, possessiva. Ok, chata qb, que disso já não me safo e o resto em doses mínimas...ombros que passarem por aqui...desculpem e bigadão. Os que não passarem, eu juro que faço um print do post e penduro na testa. Na minha, claro.

Publicado por Isabel Faria às 03:54 PM | Comentários (6)

Ladrão que rouba a ladrão

Por: Manuel Carvalho

BM.jpg

O Banco Mundial anunciou, pela voz do seu presidente Paul Wolfowitz, "uma amnistia para todas as empresas, ONGs e indivíduos que, no passado, tenham defraudado a instituição".
Segundo o Jornal de Negócios "o perdão é concedido mediante mea culpa e a promessa de não voltar a vacilar". Os arrependidos poderão, assim, voltar a trabalhar com a instituição.
Compreende-se o drama do presidente do Banco Mundial. Envolvido em corruptos, o BM já não tinha ninguém honesto com quem negociar. Se o provérbio "ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão" tem aqui pertinência, também não fica mal aquele que diz "má galinha, mau ovo".

Publicado por Troll Urbano às 02:41 PM | Comentários (2)

Novas ligações

Apesar de quase sempre muito atrasada, lá vou colocando uns links novos aqui ao lado nas Ligações Perigosas do Troll. Pedindo desculpa pelo atraso, mas apresentando como desculpa que nessas partes técnicas esta coisa é um Blog unipessoal, pois os meus colegas, coxo incluído, são infinitas vezes mais azelhas (e mais preguiçosos) que eu, ontem entraram para a lista o Caderno de Verão, que espero sinceramente não seja só de Verão, porque não me apetece andar sempre a tirar links e vale mesmo a pena uma visita diária e o Ponto sem Nó, da minha alentejana favorita, a Mar.
Aqui ( e ali) ficam, com a promessa que vou tentar ficar mais atenta, ser menos preguiçosa e mais persistente na tentativa de meter os homens da casa a partilhar estes assuntos domésticos, colaborando nas arrumações. Afinal, parece que isto é um Blog de Esquerda...

Publicado por Isabel Faria às 10:45 AM | Comentários (6)

Claro que só podia ser "bélico não ofensivo"

Um avião militar israelita fez escala nas Lajes. O Governo Português autorizou. Segundo fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros sempre que há um conflito e é pedida autorização para escala ou aterragem, esta carece de uma atenção especial. Portanto, se o Governo autoriza, se Israel está em conflito aberto, agora já não com o Hizbollah, como nos querem continuar a "vender" , mas com o Governo do Libano, partindo do principio que o Governo português lê as notícias e sabe do conflito e da fase em que se encontra é porque deu uma autorização com essa tal atenção especial, que estes momentos obrigam. Fez, portanto, uma análise cuidada da situação e optou. Tomou partido por uma das partes em confronto, Israel. Contra outra, o Libano.
Entretanto, ficaram por esclarecer o que é "material bélico não ofensivo" e quem fiscalizou o que o avião tranportava. Se bem que, no fundo, também não havia nada a fiscalizar. Todo o material que Israel usa no Libano, as bombas que destroem cidades e já mataram mais de 1000 pessoas, a grande maoiria das quais civis, é todo material "bélico não ofensivo", ou não fosse a missão de Israel uma missão "bélica defensiva".
Para nos sossegar o MNE assegura que só foi dada uma autorização para um único vôo. Esqueceu-se de acrescentar quantos pedidos já lhe tinham sido feitos por Israel...pois se, como tudo indica, houve apenas um pedido, só poderá ter havido uma autorização. E significa que o Governo Português, até agora, no conflito que opõe Israel ao Libano, respondeu positivamente a 100% dos pedidos de uma das partes em confronto.

Publicado por Isabel Faria às 10:13 AM | Comentários (8)

Onde apanhar um pouco de Sol ?

Estando mais uma vez o distrito de Setúbal a atravessar uma crise económica, com uma taxa de desemprego que é quase o dobro da Nacional, as possibilidades de passar férias com a família, resumem-se a umas quantas deslocações às praias que mais perto ficam de casa.
E a verdade, é que tal até não era mau, se considerarmos que a península de Setúbal tem das mais belas praias do país, desde a Costa da Caparica, passando por Sesimbra, Arrábida, Tróia, até Porto Covo, há areais e praias espectaculares.
Mas, infelizmente, aquelas a que os “pobres” tem acesso, são cada vez menos, graças, por uma lado, às tentativas de “privatização” de zonas como a península de Tróia, praia para onde as populações do Barreiro a Setúbal se dirigiam com frequência e que desde a sua entrega ao Belmiro, se tornou num calvário para quem a quer frequentar, pois toda a zona se encontra vedada, o acesso à praia junto ao cais foi impedido, obrigando os veraneantes, debaixo de um Sol escaldante, a uma enorme deslocação a pé, desde o cais de atracagem do ferrys até onde possam tomar banho.
Com isto o objectivo é claro, privatizar o domínio público e impedir o acesso às praias a quem não tiver ali casa ou apartamento alugado ao Belmiro.
No que diz respeito à Figueirinha, o acesso por transporte próprio (carro) está impedido há mais de dois anos, desde o último fogo que assolou a Arrábida.
A Câmara Municipal de Setúbal propagandeia um serviço de transportes gratuito a partir do parque de estacionamento da Secil, para acesso a esta linda praia, mas a verdade (testada por mim), é que o tempo de espera durante os dias de semana ultrapassa os 50 minutos em média, e quem quiser ficar na praia depois das 19.00, tem que voltar a pé até ao estacionamento, o que são alguns km.
Nas restantes praias da Arrábida, o estacionamento é de tal forma mau, que quem quiser apanhar um pouco de Sol, tem que sair de casa antes de o mesmo nascer.
Isto também serve para a grande praia que é a Fonte da Telha, mas infelizmente com apenas um acesso de entrada e saída
Em Sesimbra assistimos a uma inundação de gente que a única hipótese de apanhar Sol é de pé, e ainda não arrancou a aberração ecológica que é a urbanização da Mata de Sesimbra, numa estranha aliança de interesses, entre a Câmara Municipal, agora CDU, a empresa onde o Isaltino e o BES têm grandes interesses.
Se juntarmos a tudo isto, que muitas praias da Costa têm restaurantes, aluguer de pequenos barcos de recreio e toldos, mas que não têm banhistas, nuns casos, noutros não se vêem, então é o cúmulo.
Para a maioria da população desta região, a pergunta que se coloca é, onde apanhar um pouco de Sol?
Na varanda é a resposta mais lógica.

Publicado por António Chora às 09:33 AM | Comentários (1)

agosto 08, 2006

Eu não me acredito em bruxas, mas que as há, ....há

Eu não sou de facto supersticioso mas quando se repete o resultado de 1962, (ano em que o Glorioso foi Campeão Europeu), contra a mesma equipa, num estádio onde o Benfica já jogou uma final Europeia, com um golo igual ao que deu um título europeu ao Porto, dá para ficar desconfiado.

Publicado por Daniel Arruda às 10:02 PM | Comentários (1)

Europeus de Atletismo - um dia em cheio!!!!

francis

Cum caraças e onde chegam os joelhos??? Uma pessoa vê a partida assim atrasadita e pensa: olha atrasou-se. Tadinho do Franciszinho, vai ficar sem medalha. Mas, de repente, começa a ver os joelhos a subir quase até à altura da cara, os braços a subirem quase até...sei lá...até metros acima da cara, tipo céu ou assim, e lá vai desta...o homem desata a correr, passa eles todos e traz-nos mais uma medalha. De ouro. Esta conquistada na pista como ele tanto queria.
Já esta tarde, João Vieira tinha conquistado uma medalha de bronze nos 20km marcha (eu ando-me aqui há meses a tentar preparar para os meus 15 lá para Setembro ...que espero fazer num dia e não precisar todos os dias do carro vassoura e imagino o que é fazer 20km em pouco mais de uma hora...é tudo mentira não imagino nada. Isto sou eu a armar-me aos cucos).
Também esta tarde um outro atleta português, Nélson Évora, tenha saltado 7,91 metros, alcançando o 6º lugar no salto em comprimento. Bem quanto a este feito nem me pronuncio sobre as minhas (in)capacidades. Saltar não é mesmo o meu forte. Costumo ter vertigens. Mesmo que seja em comprimento...tudo o que seja levanatr os pés do chão, não é comigo.

Ah, uma nota pessoal que não tem nada a ver com estes laivos de patriotismo mas que, como podem imaginar me traz alguma animação, diria mesmo, algum estímulo: uma atleta eslovena, Merlène Ottey, classificou-se para as meias finais dos 100m.
Ok...vou repetir a coisa...a atleta tem 46 anos e classificou-se para as meias finais dos 100m nos Campeonatos Europeus de Atletismo.
Isabel Faria, faxavor, se por um acaso qualquer não te conseguires lembrar dos joelhos do Francis nem da hora e pouco do João, lembra-te da Marléne cada vez que chegares ao meio (ok...a 1/3 ) da Calçada de Santana a deitar os bofes pela boca.

PS: Com o Daniel coxo do cotovelo, lá tive que tomar em mãos, de novo, a pasta do Desporto cá de casa. Espero ainda voltar hoje com boas novas sobre o Benfica...Daniel, o boneco tá de fora, pronto. Para que raio servem os amigos, né????

Publicado por Isabel Faria às 07:19 PM | Comentários (3)

Olá e Adeus

Não sei se sentiram a minha falta nestes 2 últimos dias mas espero que sim. faz-me bem ao ego. Pois é, mas queria só informar os meus amigos que até 5ª Feira vou estar a escrever pouco.
Porquê?
Estou de braço ao peito. Uma estúpida de uma inflamação no cotovelo, ou burcite, como o médico me disse, impede-me de fazer uma série de coisas e "teclar" é uma delas que isto de andar a "picar milho" só com um dedo não dá com nada. Mas pode ser que apareçam aí umas coisas que deem um posta rápida e curta. O que me conforta é que a casa está bem entregue. Assim que voltar a ter as duas mãos livres vou logo escrever um posta sobre as aventuras de domingo á noite nos centros de saúde do Seixal. Vão adorar. Até lá.

Publicado por Daniel Arruda às 04:21 PM | Comentários (3)

Paris Hilton et moi

Por:Manuel Carvalho

A famosa Paris Hilton declarou que iria estar um ano sem sexo. "Vou beijar, mas nada mais" disse a louraça cheia de papel.

paris hilton.jpg

Se as promessas de Paris forem como as de Sócrates ela vai quebrar a sua promessa. Mas o mal não estará em ela quebrar a promessa. O mal estará em ela quebrar a promessa sem antes me ver.

Alguém tem por aí o e-mail dela? Vou-lhe mandar uma foto minha. É mais ou menos parecida com esta. Belo belíssimo, lindo lindíssimo.

magro.jpg

E já agora, antes a queria a ela do que ao Sócrates! Nesse, não há nada que engrace. Porque será?

Feitios!

Publicado por Troll Urbano às 03:44 PM | Comentários (5)

Obrigado

Há alguns dias que ando para fazer este post. Mas tem passado. Não é que seja muito importante. Passam-se dias em que nem me lembro que existem. Mas...existem. O Troll desde há uns tempos que entrou na lista dos 25 Blogs mais lidos da Weblog. Já uma altura tinhamos lá estado, mas, então, nenhum de nós teve dúvidas que se tratava de uma “anormalidade” qualquer que nos punha com 8000 ou 10000 visistas por dia...
Mas agora que parece que a mania das grandezas passou ao sistema de contagem e depois de uns tempos lá por baixo, entramos nos 25 +. Ontem estivemos no 11º. Segundo este contador com 2795 visitas...
Ok, pode-se não ligar muito a isto...mas uma pessoa quando escreve...curte ser lido. Quando fala, ser ouvido...quando ...ok. Por aí adiante...
Portanto, obrigadinho. Por passarem por aqui. Desculpem se, às vezes, isto anda mais calmito mas o calor, as férias e uns tantos acidentes de percurso assim o obrigam. A gente gosta de vos “sentir” por cá...é por isso que cá continuamos.

11 + (14) * Troll Urbano * 2795 + (2206) (não sei fazer isto ficar com aquele ar...sorry...vocês vêm cá, eu agradeço...mas nada a fazer... continuo azelha!!!!)
Mas se quisrem confirmar está aqui. Com o tal ar que a azelhice não permite colocar aqui.

Publicado por Isabel Faria às 01:14 PM | Comentários (3)

Há dias assim...

Quando isto está mau, nada como o Álvaro de Campos ou o Bernardo Soares...para ficar pior. Bem hajam.

cansaço1.jpg

Não: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho

Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM

No Iraque, como que para confirmar...

...e para provar que a guerra, que a invasão, que a ocupação nunca são solução. Que apenas levam a novos radicalismos, que apenas acirram ódios, que são uma espiral que nunca traz segurança nem nunca resolve os problemas, continuam a morrer civis inocentes, que apenas são culpados de ter nascido no lugar errado, na época errada. E de estarem no lugar errado no momento errado. Mais dez pessoas morreram ontem num mercado de Al-Shurja em Bagdad, vitimadas por duas bombas. A guerra civil impõe-se agora, na sequência duma invasão baseada na mentira e de décadas de repressão do regime de Sadam. E nela, diariamente, segundo a BBC, 100 pessoas perdem a vida.
Israel diz que se prepara para ocupar o Sul do Libano. Os EUA como sempre apoiarão Israel. A História continua a não lhes ensinar nada.

iraque.bmp


Publicado por Isabel Faria às 10:46 AM

agosto 07, 2006

Não nos tirem a dignidade

Por: Manuel Carvalho

A fotografia, no Público, é elucidativa: Uma manifestação dos trabalhadores da OPEL em manifestação contra o encerramento da empresa, com um cartaz: "não nos tirem a dignidade".
Por baixo da fotografia a notícia: os dois programas, lançados em 1998, para uma "assistência intensiva na procura de emprego", Inserjovem e Reage, fracassaram. Quando muito contribuíram para a redução em menos um mês do tempo de desemprego dos apoiados.
Este governo, que deve ser assessorado por um advinho, deverá ter sabido as conclusões antes do tempo. Talvez por isso, depois de acordo na concertação social (com apoio da CGTP!?) fez publicar novas formas de pagamento do subsídio de desemprego que diminuem o tempo em que os jovens recebem subsídio.
É assim. Primeiro as empresas despedem-nos, depois o governo tira-lhes o subsídio.

Publicado por Troll Urbano às 09:38 PM

Madonna

madona
Foto:Portugal Diário

A habitual transgressão de Madonna, num concerto em Roma, sob o mote da paz e com as "rezinguices" habituais da Igreja.

Publicado por Isabel Faria às 07:43 PM | Comentários (4)

Lei da Paridade

Cavaco aprovou a Lei da Paridade.
Não é a minha Lei. É a Lei que sai daquele centrão balofo que agora engloba Cavaco e o Governo. No entanto, sempre achei que a Lei da Paridade seria um passo na luta pela igualdade de oportunidades das mulheres portuguesas. Já tive estas discussões vezes sem conta. Continuo a pensar que o ideal seria que as mulheres, tal como os homens, ocupassem lugares públicos por competência e por opção. Continuo a pensar que se, por opção, o quiserem fazer terão sempre o entrave das máquinas partidárias, dominadas por homens, seguramente nem sequer competentes ( basta ver a lista dos nossos deputados, nomeadamente dos maiores Partidos e as listas para as Autarquias de muitos deles), que lhes tornam os caminhos e os acessos muito mais complicados do que a eles próprios. O acesso é feito no momento da escolha das listas. Quem escolhe é quem detém o Poder. Em Partidos com maiorias esmagodoras de homens, o Poder é, por estes, inevitavelmente, exercido. E é o circulo vicioso que não tem tido fim...
Milito num Partido onde a Lei da Paridade há muito é cumprida. Não precisamos de multas. Mas tenho a consciência que o Bloco é, nesta matéria, a excepção que confirma a regra.
Como já disse outras vezes, seria óptimo que o patronato tivese sozinho concluído que era justo trabalhar 40 horas semanais. Nunca teria sido necessário lutar, nem impô-lo legislativamente. Mas foi. Os direitos adquirem-se com luta. Mas têm que ser salvaguardados com leis. Para que as mulheres chegassem aqui foram necessárias muitas lutas. Esta Lei é a sua passagerm a papel, que a conjuntura politica, torna, neste momento possível. Coxa. Mas, ainda assim, menos má do que ausente.

Não é a minha Lei. As penalizações são insuficientes e haverá muitos que preferirão pagá-las a abrir mão dos seus "tachos" e dos seus preconceitos.
Mas é o mal menor possivel com este PS e este Presidente. E repito. Entre uma perna e perna nenhuma...não me parece que alguém opte por ficar sem as duas.

Publicado por Isabel Faria às 07:03 PM | Comentários (3)

agosto 06, 2006

Notas sobre o mesmo tema

- Condoleezza Rice, exortou há dois dias o povo cubano a aproveitar o afastamento de Fidel e exigir a realização de eleições livres em Cuba.

- O Hammas venceu as eleições livres (pelo menos assim consideradas pelos observadores internacionais e validadas pela comunidade internacional. A recusa em aceitar os seus resultados por parte de Israel e dos seus aliados, nunca foi anunciada com o pretexto que tinham havido irregularidades na sua realização), realizadas na Palestina em Janeiro passado..

- Ontem, soldados israelitas detiveram o Presidente do Parlamento Palestiniano, Aziz Duaik e levaram-no para parte incerta.

- Quem conhece as regras democráticas sabe o que são eleições .

- Os EUA ainda não condenaram a prisão do Presidente do Parlamento Palestiniano eleito em eleições realizadas na Palestina.

- Se o povo cubano a ouvir e escolher alguém de que Condoleezza Rice e os EUA gostem, haverá eleições livres em Cuba. Se escolher alguém que Condolleezza e os EUA não gostarem, as elições não servem, afinal, para nada.

- Pode-se não morrer de amores pelo regime cubano. Nem pelo Hammas. Pode-se pensar que num não existe democracia. E que o outro não usa métodos democráticos. Mas sobre o conceito de Democracia e de liberdade, convinha ter-se um pouco de comedimento (ou vergonha?).

Publicado por Isabel Faria às 06:30 PM | Comentários (3)

Obrigado CDS

Gracias

É só o que posso dizer á direcção do CDS-PP. Aqueles 15 dias, os 1os de Agosto, costumam ser uma seca por causa daquilo a que alguns chamam de silly season e que em bom portugues quer dizer que a classe política está virada de papo para o ar, ao sol, algures por aí.
Este ano Ribeiro e Castro e seus muchachos, Nuno Melo, Pires de Lima e o ausente mais presente do país Paulo Portas, resolveram alterar o estado de coisas. Eles são reuniões com Manuel Monteiro, eles são declarações políticas a pedir explicações, eles são 1ª página do Expresso, eles são dívidas a funcionários, eles são escandalos, bem, ... um sem número de coisas que nos vão alegrando as notícias.

Até agora não tinha ainda falado neles mas isto começa a ser demais, ou será ainda de menos (ihihihihihi). Pode ser que aprendam agora o que custa elegerem um líder por desistencia dos outros e ainda por cima uma vitória que não assentava em nada de relevante e que deriva apenas de um, um só, discurso mais feliz.

Publicado por Daniel Arruda às 03:58 PM | Comentários (1)

Onde anda a minha mala???

Alguém me pode faxavor informar se hoje é Sexta Feira. dia 13 dum raio de um mês qualquer????

Apanhei o Expresso que me traria de volta a Lisboa. Coloquei a mala no porta bagagem.
Fiz a viagem.
Cheguei à camionagem. A mala que lá estava era da mesma cor que a minha....mas não era a minha.
Um senhor no aeroporto desceu e pegou na minha mala. Da mesma cor do que a dele mas que não era a dele.
Eram 11.30 da manhã. Até agora o senhor não contactou a empresa que nos transportou, não me devolveu a minha mala nem procurou a dele. Na camionagem abriram a mala dele que tem roupa de homem. Digam-me para que é que eu quero calças de fazenda, polos e camisas??? E a estúpida sensação de que alguém anda a mexer nas minhas jeans, nas Tshirts do João Pedro, no meu colar de coco comprado na Zambujeira do Mar, na minha blusa dos buraquinhos verde água que eu adorava...e no resto que nem falo senão me largo a chorar???

E agora?
Amanhã vou fazer um reclamação por escrito. Exigir que me paguem os prejuízos...e o motorista??? Acabei de o contactar...não quero que venha a ter problemas...mas como posso evitá-lo?
Diz que "acha" que não há nenhuma norma interna que os obrigue a separar as bagagens que entram nos autocarros, única forma de evtar que isto aconteça. As bagagens para o fim da linha vão para um lado, para as paragens intermédias vão para o outro...e as bagageiras que não transportem bagagens para aquela paragem, não são abertas, em nenhuma circusntãncia. Ele acha. Mas não tem a certeza. Este é o procedimento das viagens internacionais. Parte-se para Madrid de autocarro. Pelo caminho se se necessitar de algo que se transporte no bagagem guardada no porta bagagem, o motorista não tem autorização para o abrir. Somos avisados disso logo que as guardamos. Aqui o motorista acha que não existem regras escritas... Mas conhecendo as relações de trabalho como conheço, não acabará por ser ele a sofrer as consequências de uma incuria que é da empresa?
Amanhã faço a reclamação por escrito...exijo uma indemnização. Entretanto custa-me passar sem as minha coisas. Mas depois, vou conseguir adormecer? Sem ter a certeza que as responsabilidades serão assumidas pela empresa e não assacadas ao elo mais fraco, o motoroista que nos transportou e que abriu a porta ao Senhor que trocou as malas?

Comparado com...não adianta. Também somos as nossas coisas. E a falta delas. O pior é que também somos os anos de experiências em relações de trabalho que conhecemos....e somos os nossos princípios...e estou como que petrificada sem saber que opção tomar...

Volto ao principio...será que é dia 13?? Sexta Feira???

Publicado por Isabel Faria às 03:27 PM | Comentários (5)

O valor da vida ( e da coerência)

Tal como no Líbano, Israel continua a ter em Gaza, a falta de pontaria habitual:
Um oficial israelita é raptado e mais de 150 palestinianos são, desde então assassinados. A grande maioria civis. Os de ontem, um jovem adolescente e a sua pequena irmã.
A história de que a vida de uma criança israelita vale mais do que a de uma criança palestiniana ou libanesa, de que uma bomba terrorista dum grupo fundamentalista islãmco é um crime e que os crimes do terrorismo de Estado de Israel são actos de defesa, podem descansar algumas consciências tortuosas mas não contribuem para a Paz nem para a segurança no Mundo.

Não me irão nunca convencer que estas crianças:
libano6.jpg

São diferentes destas:
israel.jpg

Ou destas:
palestina2.jpg

Apesar de saber que na origem de muitos actos terroristas esá a situação nunca resolvida da Palestina, ninguém me ouviu clamar contra Israel nos actos bárbaros de Madrid, de Londres, de Bali ou de Nova York. Assim como ninguém me ouvirá calar os actos bárbaros de Israel quando invade, mata, destrói e, mais do que isso, se torna mais uma vez responsável pelo crescendo de apoio popular e de justificação dos actos daqueles que diz combater.

Israel mata no Libano e mata em Gaza. Não me calarei contra estas mortes. Como , em nome de que causa for, devem esperar que me cale quando uma bomba qualquer matar inocentes em um lugar qualquer.

Nestas ocasiões, relembro sempre a frase de Jorge de Sena, que há anos, guardo, num pequeno quadro à entrada da minha porta. Diariamente o olho à entrada e à saída. Digamos, que me serve de luzinha que se acende para que nunca ouse esquecer algo que considero fundamental no ser humano. A coerência.

" Acreditai que nenhum Mundo, que nada nem ninguém vale mais do que uma vida ou alegria de tê-la.".
Preciso de coerência como do ar que respiro, para viver.

Publicado por Isabel Faria às 02:35 PM | Comentários (1)

agosto 05, 2006

A comunicação social desportiva está cada vez melhor

O Benfica perdeu por 3 com o Sporting que jogava com 11 e foi um escandalo.
O Porto perdeu por 3 com o ManUnited que jogava com 9 e teve azar.

Gosto de ver como são tratados dois casos. Com dois pesos e duas medidas. Eu sei que há quem não goste de ouvir isto mas tal só é possível porque qualquer derrota do Benfica, mesmo que seja com o Sporting, é um facto enquanto que nos outros clubes é considerado uma coisa normal.

Publicado por Daniel Arruda às 08:20 PM | Comentários (1)

Maria de Lurdes Rodrigues

Em dia de juramento de bandeira do filho e quando os recrutas todos marchavam na parada diz a mãe para o pai.

Já viste que no meio de tantos, o nosso filho é o único que vai a marchar bem?

Publicado por Daniel Arruda às 06:32 PM

Masturbação

Masturbação

Isto sim é uma actividade para o fim de semana. Abençoados organizadores de semelhante iniciativa. Só em Portugal, o país que mais records tem no Guinnes Book of Records ainda não se lembrou de bater (textualmente neste caso) este feito. Ainda por cima tem um objectivo de caridade.

Venha de lá esta ovação.

Uma nota: Num país como o nosso em que a sexualidade infelizmente ainda é tabú a masturbação ainda é visto como algo mau. É daqueles casos em que toda a gente, ou quase toda, pode dizer que já fez mas ninguém comenta. Ninguém defende. É bom que saíam notícias destas para ver se de uma vez por todas crescemos.

Publicado por Daniel Arruda às 01:17 PM | Comentários (1)

"Carta a Frank"

Esta carta do Boaventura Sousa Santos, foi publicada na revista Visão, do passado dia 27 de Julho. Hoje recebi-a por Email. No dia em que se contabilizaram os mortos e feridos ( as feridas, ainda não se descobriu a medida a usar), aqui fica:

Escrevo-te esta carta com o coração apertado. Deixo a análise fria para a razão cínica que domina o comentário político ocidental. És um dos intelectuais judeus israelitas — como te costumas classificar, para não esquecer que um quinto dos cidadãos de Israel é árabe — mais progressistas que conheço. Aceitei com gosto o convite que me fizeste para participar no Congresso que estás a organizar na Universidade de Telavive. Sensibilizou-me sobretudo o entusiasmo com que acolheste a minha sugestão de realizarmos algumas sessões do Congresso em Ramallah.

Escrevo-te hoje para te dizer que, em consciência, não poderei participar no congresso. Defendo, como sabes, que Israel tem direito a existir como país livre e democrático, o mesmo que defendo para o povo palestiniano.

Esqueço, com alguma má consciência, que a Resolução 181 da ONU, de 1947, decidiu a partilha da Palestina entre um Estado judaico (55% do território) e um Estado palestiniano (44%) e uma zona internacional (os lugares santos: Jerusalém e Belém) para que os europeus expiassem o crime hediondo que tinham cometido contra o povo judaico.

Esqueço também que, logo em 1948, a parcela do Estado árabe diminuiu quando 700 mil palestinianos foram expulsos das suas terras e casas (levando consigo as chaves que muitos ainda conservam) e continuou a diminuir nas décadas seguintes, não sendo hoje mais de 20% do território.

Ao longo dos anos tenho vindo a acumular dúvidas de que Israel aceite, de facto, a solução dos dois Estados: a proliferação dos colonatos, a construção de infra-estruturas (estradas, redes de água e de electricidade), retalhando o território palestiniano para servir os colonatos, os “check points” e, finalmente, a construção do Muro de Sharon a partir de 2002 (desenhado para roubar mais território aos palestinianos, os privar do acesso à água e, de facto, os meter num vasto campo de concentração). As dúvidas estão agora dissipadas depois dos mais recentes ataques na faixa de Gaza e da invasão do Líbano. E agora tudo faz sentido.

A invasão e destruição do Líbano, em 1982, ocorreu no momento em que Arafat dava sinais de querer iniciar negociações, tal como a de agora ocorre pouco depois do Hamas e da Fatah terem acordado em propor negociações. Tal como então, foram forjados os pretextos para a guerra. Para além de haver milhares de palestinianos raptados por Israel (incluindo ministros de um governo democraticamente eleito), quantas vezes no passado se negociou a troca de prisioneiros?

Meu Caro Frank, o teu país não quer a paz, quer a guerra porque não quer dois Estados. Quer a destruição do povo palestiniano ou, o que é o mesmo, quer reduzi-lo a grupos dispersos de servos politicamente desarticulados, vagueando como apátridas desenraizados em quadrículos de terreno bem vigiados. Para isso dá-se ao luxo de destruir, pela segunda vez, um país inteiro e cometer impunemente crimes de guerra contra populações civis. Depois do Líbano, seguir-se-á a Síria e o Irão. E depois, fatalmente, virar-se-á o feitiço contra o feiticeiro e será a vez do teu Israel.

Por agora, o teu país é o novo Estado pária, exímio em terrorismo de Estado, apoiado por um imenso lóbi comunicacional — que, sufocantemente, domina os jornais do meu país — com a bênção dos neoconservadores de Washington e a vergonhosa passividade da UE. Sei que partilhas muito do que penso e espero compreendas que a minha solidariedade para com a tua luta passa pelo boicote ao teu país. Não é uma decisão fácil. Mas crê-me que, ao pisar a terra de Israel, sentiria o sangue das crianças de Gaza e do Líbano (um terço das vítimas) enlamear os meus passos e embargar-me a voz.

Publicado por Isabel Faria às 10:59 AM | Comentários (12)

agosto 04, 2006

Do céu...

A guerra, dia a dia

Depois de, do céu, terem vindo as bombas israelitas que lhe tiraram a casa e levaram a famíla

libano2.bmp

Ainda será capaz de esperar que, do céu, chegue a ajuda?

libano1.bmp

Publicado por Isabel Faria às 10:08 PM | Comentários (2)

António Vitorino e o queijo

Por:Manuel Carvalho

O queijo só traz problemas às pessoas. Há uma grande variedade de queijos, pelo que as pessoas também têm uma grande variedade de problemas.

Fontes geralmente bem informadas dizem que uma das pessoas que mais parece sofrer com isso é António Vitorino (AV). As mesmas fontes, citando especialistas credenciados, dizem que o dirigente do PS mostra bem o seu sofrimento no seu artigo de 4 de Agosto no DN sobre "os europeus e a guerra".

Um dos problemas é o esquecimento, o tão famoso esquecimento. Será por isso que AV lembra-se que há uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar o Hezbollah mas esquece-se de tantas outras sobre Israel e sobre a Palestina favoráveis aos direitos humanos, à paz e ao povo palestiniano?

As citadas fontes dizem que AV pode ter também um problema de coluna. Esta coisa de andar sempre com os EUA às costas, mesmo comendo muito queijo, parece dar muitas dores na coluna. Com consequências na posição vertical.

As citadas fontes dizem que AV pode ter um problema de cabeça; não, não estou a dizer que o homem sofre de demência - antes pelo contrário revela-se um homem que sabe bem o que faz. O problema também não é da calvície... mas o homem dá voltas e voltas à cabeça para nos dizer que é preciso uma força de "interposição" com "capacidade de fogo... de 15 a 20 mil homens", "numa missão de alto risco... com possibilidade de as forças europeias sofrerem baixas"... com certeza para fazer o trabalho sujo dos EUA e Israel. Ou será para envolver a Europa numa guerra em larga escala abrangendo a Síria e o Irão?

As fontes dizem que AV pode ter um problema de tacto. Diz não há cessar-fogo porque "as coisas ainda não estão maduras". Não sei o que ele está a apalpar, mas talvez não haja cessar fogo porque o agressor não quer parar de agredir.

Há quem diga que o queijo em excesso também provoca dupla personalidade. Não sei, de medicina não percebo nada. O que me parece difícil é um cidadão dizer-se socialista e ter um discurso completamente alinhado com o neoconservadorismo.

Será de eu comer pouco queijo...

Publicado por Troll Urbano às 09:59 PM | Comentários (1)

Não me ocorreu nada melhor para escrever sobre este tema

ou então como exprimir estupefacção numas simples linhas

Como cidadão estou muito mais descansado.

Descansado porque é sabido que um inspector com subsidios e despesas em atraso não é coruptível.
Descansado porque um inspector sem dinheiro trabalha melhor pois não lhe ocorre perder tempo a gastar dinheiro tornando-se mais produtivo.
Descansado porque se não há viagens para estar com a família não se distrai e passa a estar sempre de serviço.
Em suma, descansado porque vejo que a PJ em Portugal funciona bem.

dassssse, Portugal no seu melhor

Publicado por Daniel Arruda às 03:22 PM

Uma vez sem exemplo...

coração no céu.jpg
Foto de :Slawomir Nakoneczny

..há algum voluntário que se ofereça para me fazer uma coisa destas no céu??? Agradecida.

Publicado por Isabel Faria às 11:02 AM | Comentários (5)

Com On e Off faxavor!!!! Parva encardida!!!!!!!

fantasma.jpg

A memória é uma coisa parva. Tal como em tudo o que diz respeito às coisas cá de entro devia vir SEMPRE com um botão a dizer on e off. Podia ser em inglês que a gente até lá chega...
Para além de incomodar, aparece em ocasiões em que não é convidada, acaba por nos estragar (isto é, a gaja pensa que estraga, mas a gente, com a idade, aprende a dar-lhe a volta...quase sempre...) alguns momentos que queriamos imaculados de prazer e de entrega e é extremamente injusta para com os outros...mete-nos a cobrar- lhes coisas que os pobres nem imaginam que alguma vez possam estar a dever...e não estão, claro. As dívidas são de outros, que vieram antes, que estão enterrados (ou deviam estar), que aparecem sempre de lençol mais ou menos encardido na cabeça e que há muito que deviam estar nas calendas grega, troianas ou o raio que as partam.
Se a gente até pode concordar que a memória colectiva é útil e que o Off deveria estar eternamente avariado, a nossa, a que nos traz os nossos encardidos encapotados, devia poder ser desligada e pronto. È uma parva. È encardida e é inimiga do nosso bem estar.
Estúpida...
Não me perguntem a que propósito é que isto vem que não faço ideia, tenho raiva a quem faz e se me disseram que faço eu desminto. Sou lá gaja para dar importância a encardidos/encardidas de lençol na cabeça...vai de retro!!!!

Publicado por Isabel Faria às 10:49 AM | Comentários (2)

A mulher de César

Há mais de uma semana que a Procuradoria de Justiça publicou um relatório sobre o condomínio da Infante Santos, em que dadas as irregularidades verificadas, dizia que os trabalhos deveriam parar.
Depois disso, numa sessão da Câmara, ficaram sem resposta as perguntas colocadas pela oposição. Ninguém sabia se a obra tinha alvará, ninguém sabia se a permuta de terrenos, pelo facto de a obra ocupar terrenos municipais, se tinha efectuado, se tinha sido autorizada. Ninguém sabia onde andavam os mais de 600.000€ que o construtor devia aos lisboetas.
Na passada Quarta Feira, Sá Fernandes em entrevista a Mário Crespo na SIC Notícias, reafirnmava que anda há meses a fazer as mesmas perguntas ao Executivo e que nunca tinha obtido respostas. Entretanto, confirmava que a obra não tem, de facto, alvará, que o dinheiro devido á Câmara nunca foi pago, para além das outras coisas mais “corriqueiras”: que viola claramente o PDM.
Mário Crespo apresentou, na altura, umas fotos da obra em que se vê uma varanda de um dos edifícios calmamente inclinada sobre o...Aqueduto das Águas Livres.
Para além da responsabilidade dos vários executivos municipais (como Sá Fernandes lembrou esta é uma obra que vem desde o tempo de João Soares), há uma clara desresponsabilização do IPPAR. Entre desleixes, interesses, negócios mais ou menos obscuros, incompetências, a obra lá vai continuando...com as respectivas varandas.
Pela primeira vez não concordei com Sá Fernandes quando ele frisou que considerava Carmona Rodrigues uma pessoa séria e honesta e que não era essa seriedade e honestidade que estava em causa.. Possivelmente penso o mesmo...mas a questão é mais grave: quando se ocupam cargos públicos, ainda por cima para os quais se foi eleito e nos quais se lida com o dineheiro e os interesses dos cidadãos, tornamo-nos todos Mulheres de César. Não nos basta sermos sérios. Temos que o parecer. A incúria com que se desbarata dinheiros publicos, não os recebendo nem exigindo, a injustiça com se tratam cidadãos que necessitam de fazer uma marquise no quintal ou construtores que pretendem fazer condomínios de luxo em Lisboa, se não não mostra desosnetidade, mostra um total alheamento do interesse público. E aí, quando se é eleito para um cargo público, quando se faz campanha eleitoral comprometendo-nos a zelar por esse interesse e não se cumpre...pode ser-se pessolamente honesto, sério, o que se quiser acreditar, mas está-se a cometer um acto de desosnestidade política que tem que ser denunciado como tal.
Como Sá Fernandes salientava na entrevista o seu papel como vereador e já que os lisboetas apenas o elegeram como vereador é, antes de mais, denunciar as situações. Para que nas próximas autárquicas ninguém possa dizer, eu não sabia.
Mas o papel de quem tem nas mãos os destinos do Munícipio é o de ser por isso responsabilizado. Politicamente. Mas também pessoalmente.
À pergunta se via a cor partidária nesta questão, Sá Fernandes respondeu que via a cor do dinheiro. A côr do dinheiro tem que ser denunciada. E mais uma vez me vem à memória a mulher do dito...

Publicado por Isabel Faria às 10:05 AM | Comentários (6)

Será que era mesmo médico????

Eu ouvi as declarações do médico anteontem no notíciário das 20 Horas na televisão. Ouvi-o dizer claramente que se tratava de mais um caso de abuso, que a criança tinha queimaduras de cigarro e uma que parecia ser de um ferro de engomar. Foi um médico que disse isto.
Afinal o que podemos esperar de um médico que não destingue um problema dermatológico de uma queimadura deliberadamente provocada? Em que posição ficou a mãe de uma criança que viu o seu nome arrastado na lama? Quem se responsabiliza por isto? Quem investiga este médico para termos a certeza que ele não se engana e faz uma autópsia em vez de uma operação á apendicite?

Com toda esta fobia onde é que vamos parar. Vergonhoso.

Publicado por Daniel Arruda às 10:04 AM | Comentários (6)

E assim se desvia a atenção do que é importante

Estudo de impacto ambiental?!?!?!?!?!

O que é que é isso???
Para que serve?????
Não me digam que estão preocupados com uns residuozinhos tóxicos numa cimenteira que apenas está no meio de um parque natural, que com as suas pedreiras esventra a serra da Arrábida e que com os seu camiões e gases "normais" é o responsável por grande parte da poluição da região.

Amigos, será que não entendem que o problema não está na co-incineração na Secil da Arrábida??? Esta discussão apenas serve para desviar o problema da questão de fundo que é a existencia da própria cimenteira e do alargamento da concessão por mais uma série de anos. Por muito que custe ouvir isto o problema não é a co-incineração. O que é preciso é acabar com a cimenteira ali naquele sítio.

JÀ!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 08:49 AM

agosto 03, 2006

Fuga e abandono

A guerra, dia a dia

libano4.bmp
Segundo o Primeiro-Ministro libanês, a agressão israelita já provocou mais de um milhão de desalojados: Cana, Baalbek, Tyre são apenas alguns dos noems que nos vão ficando no ouvido.

libano5.bmp
No mercado de Tyre, resta agora um gato abandonado.

Publicado por Isabel Faria às 10:25 PM | Comentários (5)

Nem sei que título dar a isto

Quando estiveres perdido, sem saber mais o que fazer vai accoona. É a solução de todos os nossos problemas. Com uma palavra apenas n'accoona ficas com um mundo aos teus pés. Os teus amigos e amigas vão repeitar-te por causa dos teus conhecimentos e nunca suspeitarão que o segredo está n'accoona. Se os professores te perguntarem coisas demasiado difíceis mada-os ir ver accoona. Se a tua mãe, pai, avó ou avó precisarem de algo diz-lhes que se houver, está n'accoona.
Mas o mais giro é que nunca mais precisar da prima pois a partir de agora accoona está ao teu dispôr 24 horas por dia, sempre disponível e sempre rápida a responder a todos os teus desejos e necessidades.

Eu descobri accoona atrvés de uns amigos e hoje estou-lhes grato. A minha vida mudou a olhos vistos. Da primeira vez, confesso que abri accoona a medo, sem saber bem o que me esperava, mas uma vez iniciado e ciente das capacidades d'accoona não passo um dia que não vá lá. Umas vezes estou n'accoona apenas uns minutos, outras estou horas sem me fartar porque as possibilidades que accoona nos oferece são ilimitadas.

Espero que gostem tanto como eu.

Publicado por Daniel Arruda às 01:20 PM | Comentários (15)

Férias ou tortura

Eu gostava de saber escrever como este gajo. Uma escrita fluída, ao género de férias, ou para quem preferir num estilo Margarida Rebelo Pinto, ou ainda num estilo Melhoral, que não faz bem nem faz mal.
Mas divagações á parte. Este gajo escreve bem "comó caraças". São para mim umas crónicas imperdíveis. Leio-as todas. Do princípio ao fim.

Desculpem-lá mas de vez em quando dá-me estes ataques de narcisismo.

Publicado por Daniel Arruda às 12:47 PM | Comentários (3)

Brincadeira ................. de crianças

Brincadeira

Foi assim que foi classificada a morte de Gisberta. Uma brincadeira, de crianças certamente, pois as idades a isso obrigam.
Acho que deveriamos ajudar a que as nossas crianças brinquem. Vamos levá-las a sitios públicos onde parem muitas pessoas para que haja variedade. Vamos incitá-las a brincar a este novo jogo que os tribunais portugueses inventaram. Chama-se o espanca o próximo e como prémio para aquele que conseguir ser mais original na forma como bater e especialmente na forma como oculta o cadáver tem o direito a 13 meses de férias com saídas ao fim de semana. Estou até tentado a introduzir uma nova regra no jogo. Quem conseguir profanar o cadaver de forma original e criativa terá ainda um bónus de poder saír da instituição para receber uma vez por semana tratamento psiquiátrico.

Por acaso foi um transsexual que por azar ainda por cima era imigrante e pessoas com estas duas caracteristicas em Portugal valem zero. Mas vejamos as coisa pelo lado positivo. Em Portugal uma vida humana tem preço e está sujeita às flutuações de mercado e da concorrência. É que ficámos a saber que em Portugal as vidas não têm todas o mesmo valor. Há umas que para o estado não valem nada a ponto de poderem ser sacrificadas por uma brincadeira, de crianças .... certamente

Publicado por Daniel Arruda às 11:10 AM | Comentários (5)

Pensamento positivo.

Hoje acordei com pensamento positivo.

O dia de hoje só pode ser melhor que o de ontem. Pelo menos o Benfica não perdeu.

Publicado por Daniel Arruda às 10:53 AM | Comentários (5)

Nada como tê-los esfomeados...

Há sempre a hipótese de nos safarmos com os esfomeados...
Segundo este reconfortante estudo, quando estão de estômago vazio eles não reparam nas nossas curvas (ou falta delas...). O que, apesar de tudo, é uma diferença significativa. Eu quando estou com fome nem reparo neles....

Publicado por Isabel Faria às 09:50 AM | Comentários (4)

agosto 02, 2006

A cegueira de Israel

Imagens da guerra dia-a-dia

Baalbek, Libano
libano.jpg
Israel, afirma que as vitimas foram guerrilheiros do Hezbollah. Na foto um pai tem nos braços o seu filho morto pela artilharia israelita.

Baalbek, Libano
libano3.jpg
No Telejornal da TVI, perguntava-se ao enviado especial, qual a opinião dos libaneses sobre o Hezbollah.
A resposta vinha pronta. O apoio cresce a cada ataque e a cada massacre israelita. Cada dia, se ouve menos falar em Hezbollah e se ouve mais falar na resitência. O Governo Libanês, entretanto, realçou que, apesar das diferenças, ajudará o Movimento a lutar contra os invasores.

Publicado por Isabel Faria às 08:50 PM | Comentários (4)

Sócrates está á espera de quê?

Já passaram 24 Horas sobre o anuncio de que a lei que permitiu a muitos alunos fazerem a 2º prova dos exames de física e química era ilegal. Já passaram muitos dias sobre a constatação de que o exame continha erros pelo menos de forma e ainda passaram mais dias sobre a constatação do facto de que a prova estava mal feita e mal dimensionada para os alunos.

Para mim já passou tempo a mais para que o governo se mantenha calado e não demita de vez o secretário de estado Valter Lemos. Um homem que já provou que a incompetencia é o seu principal atributo. As escolas estão de férias. A altura ideal para que ele seja demitido e se evite que as trapalhadas continuem para o ano lectivo que vem.
A menos que a ministra ainda seja pior do que se pensa e acha o trabalho deste ser como um trabalho de valor e então o melhor é mesmo mudar o ministério todo de vez.

Publicado por Daniel Arruda às 02:12 PM | Comentários (3)

Vai-te foder Deus!

Hoje roubei um post com título e tudo. Só não trouxe as fotografias. podem vê-las no local de origem. Mas avisei o dono, o que me reduz um pouco a culpa. Fernando, espero que não te importes, mas como deixei num comentário lá na tua casa, há coisas que merecem ser o mais partilhadas e divulgadas possível.

Homens, mulheres e crianças mortas
E Deus existe
Corpos estropiados
E Deus existe

Mães sem lágrimas para verter
E Deus existe

Edifícios em cacos
E Deus existe

Pessoas em fuga
E Deus existe

Bombardeamentos em barda
E Deus existe

Um país devastado a ferro e fogo
E Deus existe

Está tudo aqui, Deus.

Para veres melhor

Vai-te foder, Deus!
Vão-se foder Todos os Deuses.
… mais as Vossas teorias.

Filhos da puta!

Publicado por Daniel Arruda às 01:08 PM | Comentários (4)

Agora a minha boa acção

A Isabel deixou aqui um miminho aos leitores masculinos e eu sou solidário. Por isso aqui vai um miminho para as nossas leitoras femininas. Mas como não sou gajo de deixar as coisas pelo meio e como tive algumas dúvidas resolvi escolher estas. Estava indeciso entre o preto e o branco pois não conheço bem as preferências das nossas leitoras e/ou leitores.

Espero que gostem. Foi com a melhor das intenções.

Gajo1Gajo2

Publicado por Daniel Arruda às 09:28 AM | Comentários (4)

Sem titulo

sun3.jpg

Há dias em que as coisas que vemos todos os dias, nos tocam num sítio qualquer diferente. Com o tempo habituamo-nos a elas. Pansamos. Afinal, nem sempre assim é.
Tenho que passar pela morgue do Instituto de Medicina Legal todos os dias, quando saio de casa. De inicio fazia-me confusão. Muita confusão. Mas fui aprendendendo a conviver com isso.
Hoje havia seis carros funerários parados à porta. As portas estavam abertas. Todos já tinham as flores dentro. E esperavam. As flores, os carros e algumas pessoas que estavam por perto, esperavam. Nunca olho para os rostos de quem espera. Tenho um pudor enorme em fazê-lo.

Tenho a sorte de trabalhar perto da Maternidade Alfredo da Costa. De vez em quando tenho a sorte de ter pontaria com as horas das altas. Vou tentar hoje. Adiar a hora do café. Vai-me fazer bem ver as alcofas que trazem pela primeira vez à rua, os meus vizinhos acabados de nascer.
Assim costuma funcionar. Primeiro passar pela Rua do Instituto Bacteriológico e depois o jardim em frente da Maternidade. Ao contrário não. Isso desde que, a muito custo, me convenci que sou mortal que tenho cá dentro.
Nem vou precisar de ver seis alcofinhas. Uma chega. Apenas olhar um começo. E senti-lo.

De vez em quando encontro pessoas que me dizem que não têm medo de morrer. Têm medo de sofrer. Nunca consegui sentir isso. Tenho um imenso medo de já não ver a porta do carro aberta. De mahhã, quando passo ao Instituto, e ainda não fui ao jardim em frente da Maternidade, lembro-me que há alguns anos, me convenci que isso é bem capaz de acontecer um dia...

Já tinha chegado a estas linhas...não as vou agora apagar. Entretanto, por mais uns tempo, convenci-me que a gente também se engana...qual mortal, qual carapuça. Enquanto viver, não sou. Bastar um telefonema, para me lembrar isto, merece um agradecimento sentido ao Sr. Bell...pelo menos.

Publicado por Isabel Faria às 09:28 AM | Comentários (2)

Notas do Prof. Marcelo - Vasco Graça Moura - 2 valores

Pois é amigos, ficámos hoje a saber que segundo Vasco Graça Moura os governos europeus e o próprio Parlamento Europeu não são necessários. Porque os EUA é que são o garante da liberdade europeia, porque somos incapazes. Mas esta incapacidade tem culpados. A esquerda obviamente. Esses seres que nas palavras de Graça Moura são todos seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. Esquece-se no entanto de um pequeno pormenor. É que a maioria dos governos da Europa para não dizer todos, (não me quero enganar) são de direita, centro direita e centro esquerda. Será que Graça Moura inclui Blair, Merkel, Sócrates, Zapatero ou Vilpain nesse perigoso grupo de seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot? E esquece-se também que o GUE, o grupo parlamentar das esquerdas europeias é ainda minoritário no parlamento europeu pelo que se há aprovação de algo apenas se fôr por vontade de liberais, sociais democratas ou socialistas. Será que para Graça Moura nesses grupos parlamentares só existem seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. Sobra a Comissão Europeia de Durão Barroso com comissários indicados por diversos governos que sendo como já disse atrás, de direita, centro direita e centro esquerda. Será que esses governos indicaram num exercicio de masoquismo colectivo seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot?

Mas diz ainda mais o nosso amigo Graça Moura. Diz ele que "Não há qualquer indício de torturas infligidas a suspeitos...". Claro que não há. Os relatórios da Human Watch, da Cruz Vermelha e de mais um sem numero de instituições privadas foram todos inventados porque esta instituições são minadas de seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. São elas que lançam cá para fora as mentiras que todos sabemos. Como é possível dizer que Guantanamo é um campo de concentração? Má lingua certamente.

A esquerda mistura as situações normais da vida política, social e económica, em que se compreende e exige a transparência, e as situações excepcionais, como o caso do terrorismo, em que, ressalvados os direitos humanos, a transparência tomada à letra pode tornar-se no principal ingrediente da derrota.
Na "mouche". A bem do American style os life o que importa é atropelar os direitos humanos, os direitos sociais, as regalias, ... Se preciso for cria-se um patriotic act para os europeus de modo a que se possa prender sem culpa formada todos os que se oponham aos governos. Se for preciso retira-se todos os direitos á privacidade dos europeus para poderem ser investigados á vontade e escutados e acompanhados como se a vida se tratasse de um enorme Big Brother. Se preciso for cria-se uma raça europeia e proibe-se todo e qualquer não europeu a entrar em Portugal. Tudo para que não se chegue á derrota tanto temida por Graça Moura. Porque para ele não existe a via do diálogo e da paz.

Graça Moura quer explicar o inexplicável. A falência do modelo que ele defende não é culpa do sistema. É culpa dos outros, da esquerda obviamente esses terríves monstros que pretendem levar o mundo para um inferno. Não se lhe ocorre de culpar o próprio modelo destes males. Da besta por ele criada que agora se volta contra o dono.

Há pessoas que não se aprecebem do ridículo em que caiem ao quererem arranjar bodes expiatórios recorrendo a mentiras, meias verdades e relatos deturpados. Um artigo ao estilo de João Delgado ou de outra forma ao pior estilo possível.

Publicado por Daniel Arruda às 07:45 AM | Comentários (1)

Madeira não é caso unico

Na reentre politica, o dirigente do PSD da ilha, veio mais uma vez disparar sobre tudo o que mexe à sua esquerda.
Para ele, tudo o que é esquerda é mau e culpado das desgraças da sua região e do País, tem um medo terrível de que a esquerda lhe retire o poder, apesar da vantagem eleitoral que tem e que todos sabemos como a consegue, pois a verdade é que na ilha da Madeira o maior empregador é o Governo Regional, através do artesanato, de certo tipo turismo, das autarquias, das obras públicas etc.
Por isso, num passeio pela ilha é fácil ver bandeiras do PSD em muitas janelas seja ou não período eleitoral, é como o pagar de um tributo a quem lhes dá o pão a ganhar.
Isto tem permitido ao PSD ganhar todas as eleições para o Governo Regional até hoje realizadas, ter maioria nos candidatos presidenciais que apoia, e até algumas para o Governo da Republica..
Durante os processos eleitorais, é normal assistirmos a campanhas de intoxicação sobre os que para eles trabalham, ou deles dependem, do tipo de que se o partido perder, lá se vai o emprego, arrastando com isto muitos trabalhadores e respectivos familiares (o que multiplica o resultado) a votarem no partido do poder.
È claro que depois se diz que é a cara das pessoas, e o trabalho que fizeram, que leva a que ganhem as eleições, mas a verdade é que o que conta nessa votação é a suposta defesa do emprego seja nos órgãos do poder, seja nos que umbilicalmente lhe estão agarrados.
Simultaneamente, estas vitórias tem permitido os maiores atropelos democráticos, a imposição de uma ditadura de maioria, na critica cerrada ao “contenente” ou ao rectângulo, (leia-se governos da republica), omitindo que a esmagadora maioria das obras ali realizadas, só são possíveis graças aos subsídios da UE, bem como ás elevadas transferências do Orçamento Nacional para a região, e ao enorme endividamento da própria região, que o Governo suporta como lhe compete.
È verdade que ao fim de 30 anos de poder, a ilha está mais bonita, as vias de comunicação foram melhoradas, a electricidade, a água e o saneamento básico é uma realidade muito melhor do que a que existia antes do 25 de Abril, mas as preocupações com o ambiente e a arborização, limitam-se a umas quantas palmeiras, alguma relva e pouco mais, não existe preocupação com a habitação social, limitando-se nesta como noutras coisas, a maioria que governa a ilha, a ceder terrenos e agora venha o Governo (tirando mais do Orçamento Nacional) fazer as obras, mas é bom lembrar que os terrenos cedidos para obras de carácter social ou desportivo foram adquiridos aos proprietários através de permutas ou autorizações de urbanização, ajudando assim à especulação urbanística, pois os construtores propagandeiam as ditas obras (jardins cresces, escolas etc.) que ali se farão, para melhor e mais caro venderem as habitações.
A ditadura de maioria, estende-se aos meios de comunicação regionais que em vez de subsídios vivem da publicação ou não de moções, decisões, anúncios pagos etc. sem os quais tem dificuldade em sobreviver.
As colectividades sabem o que tem a fazer para receber os respectivos subsídios, as empresas privadas de construção, de economato, publicidade etc, sabem a quem devem agradar, como bom cliente que é, (mesmo pagando atrasado).
E claro que para tudo isto, a maioria tem os seus escribas que tudo justificam, veborriando por todo o lado onde botam intervenção ou escrita, recorrendo ás mais atrozes vacuidades e ao eterno slogan de desonestidade politica, sobre quem tem o desplante de fazer análise diferente e ou criticar.
E como é critica, uma critica politica que estou a fazer, convido o leitor a um breve exercício, retirar deste texto as palavras Madeira, Governo Regional, ilha e PSD, e verificará que qualquer semelhança com o concelho onde vivo (vive ) é (será?) pura coincidência.

Publicado por António Chora às 12:21 AM | Comentários (6)

A banda Floribella

Por: Manuel Carvalho

Esta coisa de não ligar nenhuma às telenovelas faz-me passar, por vezes, por ignorante.

Quando há dias percorria, com uma criança minha sobrinha, um centro comercial fiquei a saber que determinada saia e determinado vestido era do tipo Floribella. Perguntei o que era isso. A pequena abriu os olhos espantada, como que dizendo que ignorante era o tio dela, e lá me explicou a tal telenovela da TVI.

Parece que a TVI entrou em competição com a SIC na disputa do chamado público-alvo juvenil. Em oposição aos "Morangos com açúcar" surge agora telenovela da Floribella.". Em oposição aos D´ZRT (parece que já substituídos pelos 4 Taste) surge a banda da "Floribella" em "shouwtógrafos". Pelo menos é o que diz JN de 1 de Agosto.

A manipulação e a alienação de massas aliada à capacidade de gerar lucros fáceis e rápidos atinge modos que eu não previa. Ah não se pode dizer assim? Estou a ser sectário? Pronto está bem.

Eu digo de outra forma: a iniciativa e a dinâmica das empresas de televisão atinge hoje resultados bastante positivos; não só pela fiabilidade de fixação de públicos, como pela capacidade de atrair receitas necessárias ao desenvolvimento deste sector de mercado, propiciando empresas mais saudáveis e geradoras de postos de trabalho, como ainda pela capacidade de serem indutoras de novos mercados e produtos, e de formação de novas mais valias. Está melhor assim? Pronto, está bem; abaixo o sectarismo!

Hoje não falamos dos conteúdos, dos seus valores educativos (ou não), da futilidade e da imagem do sucesso rápido tão ao alcance de cada um. Hoje não se fala das frustrações dos pais que gostariam de ver os filhos estrelas famosas - quantas vezes expiando as suas próprias frustrações - mesmos que essas estrelas caíssem mais depressa do que estrelas cadentes. Hoje não falamos dos pais que querem os filhos em frente à televisão para estarem "descansados" e porque o fazem. Hoje não falamos da auto-estima dos jovens e da sua capacidade de enfrentamento da vida. Hoje não falamos do papel do serviço público de televisão, nada...

Hoje só se fala da dinâmica do mercado. Pronto, está bem!

Publicado por Troll Urbano às 12:10 AM | Comentários (10)

agosto 01, 2006

Comunicação social isenta

Isto é o que se chama comunicação social isenta. A edição online do Jornal da Madeira as cronicas de opinião são realmente isentas. Hoje uma é assinada pelo Alberto João e outra pelo vice-presidente do PSD Madeira. Desconheço quem é o 3º mas pelo texto não será da oposição com certeza.

Este jornal também é o único que conheço com uma página dedicada á religião. Apenas a católica entenda-se, que é a religião do regime. Já agora se puderem deliciem-se e leiam os artigos generalistas. São óptimos.

Vejam aqui. Eu fiz o link para as páginas de opinião mas como disse atrás o resto merece ser visto. É só pérolas.

Publicado por Daniel Arruda às 03:26 PM | Comentários (1)

A minha boa acção

verão2.jpg

Regressar é mau...mas recuperar alguns bons hábitos não é assim mau de todo. Ser solidária, por exemplo. Para quem recomeçou hoje a trabalhar e precisa de um estimulozito...aqui fica.

Se descobrirem algum que achem que me possa ajudar a mim e quiserem ser solidários comigo...estou a precisar:

Publicado por Isabel Faria às 03:22 PM | Comentários (3)

Uma semana como desculpa...

amamentacao.jpg

Dos benefícios para o bébé, falam os especialistas. Do prazer, podemos falar nós. Daqueles momentos únicos, da mão pequenina no nosso braço ou no nosso seio, da boquita ávida, do olhar que procura o nosso...do sorriso. De satisfação quando saciaram a fome e ficam todos disponíveis para nós...disso podemos nós falar.

Publicado por Isabel Faria às 02:52 PM

A verdade

Parece que Fidel Castro foi internado por causa de um problema nos indestinos derivado do Stress. Esta é a versão oficial.
O Troll no entanto está em condiçoes de avançar que isso não é verdade. A verdadeira causa está documentada mais abaixo num exclusivo que conseguimos sacar dos serviços secretos cubanos e que já agora nos custou os olhos da cara.

As imagens são chocantes, de facto, mas a verdade tem de ser contada.

Eu sei, Serviço Público. Com muita honra e empenho.

Fidel

Publicado por Daniel Arruda às 01:12 PM | Comentários (3)

Publicidade enganosa

"Sócrates deixa São Bento" era o título de uma notícia do Portal iol. Tive um momento de felicidade embora um pouco incrédulo. Afinal a notícia só anunciava que Sócrates iria gozar uma semama de férias.

Se isto não é o exemplo de publicidade enganosa então o que será?

Publicado por Daniel Arruda às 08:43 AM | Comentários (8)

A 1ª do novo ano Laboral

Voltei ao trabalho. A caixa de E-mail estava cheia com trabalhos, uns pendentes outros que os meus colegas resolveram na minha ausência. O ambiente continua igual, e não houve entradas nem saídas no meu departamento. Até eu continuo sem vontade de fazer nada. Como veem tudo igual.

Felizmente que no meio de mails de trabalho também havia alguns que o meu chefe apelidaria de inuteis mas que me ajudam a suportar o dia. O pior dia do ano. O 1º depois das férias.

Divirtam-se. Foi o que eu fiz.

Publicado por Daniel Arruda às 08:20 AM | Comentários (1)

E para estas...usa-se o Betadine onde?

mere et fils.jpg

Desde que começaram a cair usávamos o Betadine. O Hirudoid para as nódoas negras. A água friia costumava resultar. E uma festinha. Um abraço apertado. Sentados ao nosso colo, as dores acalmavam e as lágrimas amainavam.
E agora? para as outras? As de dentro, que não passam com Panadol, que não têm lugar para se pôr o Betadine, que não se vêem, só se sentem, as nódoas negras, para as de dentro, as dos fins que doem, das coisas que se aprende que não são eternas, mas se queria tanto que fossem, para as que até nos fazem esquecer que os homens não choram, como se repetia depois de cada sessão de raios laser antes da operação por causa da bola de ténis. Para essas, usa-se o quê? Não vale a pena falar do tempo. Dizer que passa. Eles sabem isso. Só que não sentem. Nem nós, grandallhões e com tantos fins desses no curriculum, o sentimos, como é que eles podem?
Fica o colo...a toalha molhada na testa que antes servia para baixar a febre e agora talvez sirva para refrescar um pouco a alma.
Já queres falar?
Não, ainda não.
Quando quiseres eu estou aqui.
Eu sei.

Publicado por Isabel Faria às 12:00 AM | Comentários (3)