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agosto 31, 2006
Saudades

Tenho saudades de quando me sentavas ao teu colo e me lias o Barranco de Cegos. E a tua voz me levava ao futuro.
Tenho saudades de quando ralhavas comigo por eu comer a massa toda das bolachas de manteiga e, ainda por cima, em vez de redondas, saírem quadradas ou aos bicos. E, mesmo tortas, serem as melhores bolachas de todos os tempos.
Tenho saudades do cheiro a arroz de forno e a frango corado na casa da avó.
Tenho saudades de procurar amendoins mal encarados no bolso do casaco do avô e achar que era os melhores amendoins do mundo.
Tenho saudades de ver as ervas brancas da geada da manhã. E de comer as bolas de Berlim das latas verdes e azuis da Nazaré.
Tenho saudades quando uma chuva enorme de estrelas te trouxe para mim. Tenho saudades de quando fui perdendo as saudades de ti.
Tenho saudades de te sentir cá dentro…e dos pontapés e das noites em que a barriga não cabia na cama.
Tenho saudades do teu sorriso. E da tua voz. E da bola com que andavas metros inteiros. Até das cólicas que não me deixavam dormir, noites e noites.
Tenho saudades de olhar o espelho e não descobrir estas pregas parvas e embirrantes. E as riscas.
Tenho saudades de me lembrar de que cor era o meu cabelo, antes de concluir que não curto branco.
Tenho saudades de quando te toquei na mão, naquela noite no Bairro Alto e me puseste a mão sobre o ombro, à saída. Não tenho saudades das saudades que tinha de sentir uma mão no ombro.
Tenho saudades das noites inteiras sem dormir enquanto durou a viagem de finalistas do 5º ano.
Tenho saudades de não me esquecer dos aniversários e de não passar a vida à procura dos papéis que de certezinha mesmo ontem tinham ficado naquele lugar.
Tenho saudades de me sentar ao fresco no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares do chato do meu pai.
Tenho saudades de me sentar ao fresco, no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares da chata da minha mãe.
Tenho saudades de te ver chegar a casa, da janela, quando vens da escola. E de te ver sair quando partes. E de, quem sabe, teres mesmo que vender umas sandocas para ajudar a pagar a estadia no Porto, que o curso de Astronomia teima em ficar-se pelas margens do Douro.
Tenho saudades de olhar o espelho e ver mais umas tantas preguitas (se não for assim, itas, acaba, mesmo, por meter psicanalista…) e decidir pela enésima vez que é desta que vou para o ginásio.
Tenho saudades de voltar a sentir a tua mão na minha pele. E a minha na tua. E a tua boca. E o teu cheiro.
Ok, por enquanto as do futuro ainda contrabalançam. Bora aí esquecer as pregas (consegui!!! sem itas!!!).
Tinha saudades de escrever...
Publicado por Isabel Faria às 11:10 PM | Comentários (3)
Será???????

Não me apetece fazer um post. Até porque ainda nem acredito que vá entrar...E depois tinha que ser um post de ressaca e muita, muita neura...e algum (sou uma comedidazinha) mau feitio...gosto de dar sempre segundas, terceiras, quartas...ok, sou uma mãos largas a dar oportunidades...
Peço desculpa em nome do Troll a todos os nossos amigos e comentadores (quem não gosta de nós também está incluído...), apesar de não termos nem responsabilidade nem meios de contrariar este apagão...obrigado a todos os que nos enviaram Emails (desculpem a falta de tempo em responder pessoalmente a todos...), a perguntar se estavamos vivos...estamos, um cadito fulos mas vivos.. .pode ser que logo volte. É uma questão de mais uma água das pedras....
Publicado por Isabel Faria às 06:04 PM | Comentários (5)
agosto 28, 2006
D. Duarte e a selecção
Por:Manuel Carvalho
Vivemos num país faz-de-conta. Só num país assim, um jornal, que se diz de referência, publica uma notícia de que um tipo que se diz reizinho condecora com medalhas da cortiça uma selecção de futebol.
Parece que estes 47 cidadãos que tiveram a responsabilidade de fazer um esforço pelo país, desportivo é certo, aceitaram esta patetice própria da uma inutilidade cor-de-rosa - mas necessária a um “folclore” faz-de-conta.
Cada qual faz figura por si. É o que vale. Ufa!
Publicado por Isabel Faria às 12:58 PM | Comentários (7)
"United 93"

Ontem fui ver o “United 93”. É um filme que parte da versão oficial do que se passou. Quanto a isso não vale a pena aqui discutir. Mas, partindo dela, gostei. Não é um filme demasiado “americano”. Não nos enche de patriotismo balofo e folclórico e não nos invade com maus e com bons.
Mostra-nos que nos momentos de fazer opções, no medo, na angústia somos todos humanos. Com o medo, todos, terroristas e passageiros, rezavam. Antes de tomar o avião, um dos ocupantes, o que até ao fim mostrará sempre maior hesitação, telefona a alguém que não atende o telefone e deixa no voice-mail, a frase que será ouvida muitas vezes, mais tarde durante a ocupação do avião, pelos passageiros que conseguem telefonar: Amo-te.
Há uma cena, quando já tomou o avião e que está sentado nos comandos com ele completamente descontrolado, que aperta o cinto ...como se, afinal, naqueles momentos que antecedem o fim, se perdessem todas as certezas e se a vida teimasse em nos agarrar.
Claro que depois é uma visão que pretende dar-nos algum heroísmo "politicamente correcto". Afinal, trata-se do único vôo em que os terroristas não conseguem atingir os seus objectivos...os passageiros tomam o comando e o avião acaba por se despenhar no chão sem fazer outras vitimas, além dos que nele embarcaram.
Ao mesmo tempo mostra-nos como as respostas foram demoradas e ineficazes. E enche-nos de imagens de postos de controle cheios de luzes e de botões...4200 aviões no ar, ao mesmo tempo...não dá para imaginar...
Para mim, que tenho um verdadeiro terror a embarcar dentro de uma coisa daquelas, teve, mais uma vez, o efeito de todos os filmes que tratam de assaltos, desvios, acidentes...aquelas imagens em que antes de embarcar ou já sentados nos avião, nos mostram pessoas iguais aos milhares de passageiros que embarcam ou que se sentam...iguais a mim, quando embarco ou me sento...não me descansam nada. Na próxima vez...ok...é melhor não pensar muito nisso que esta manhã acordei com a tensão altita...
Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (2)
Um caçador também não espanta a presa
Passou quase despercebida. Quase ninguém falou nela e o Governo com a frontalidade que se lhe conhece, tão ágil a mostrar a sua obra, resolveu também não a divulgar muito. Porque será se até se trata de uma medida acertada. Até agora ainda não disse do que se tratava e parece incompreensível não é?
Não o é. O tema é salas de injecção assistida, máquinas de troca de seringas e programas de metadona nas prisões. É que o governo sabe que esta medida era necessária mas ao divulgá-la ia afrontar a sua base de apoio e pior, ia afrontar a direita e isso é o que o PS não quer. O facto de governar á direita é o garante da reeleição nas próximas eleições pois esvazia o seu principal adversário. Esta é uma constatação de um facto. O Governo que foi rápido a divulgar o aumento da idade da reforma, o aumento do IRS e tantas outras coisas que são efectivamente más medidas e pior que isso, medidas de fazer inveja ao PSD e ao CDS desta vez resolve não fazer nenhum tipo de alarido.
Mas no fundo é normal. Um caçador também não espanta a presa. Porque é que o PS haveria de afugentar os seus eleitores. Mesmo que isso implique a incoerencia total.
Publicado por Daniel Arruda às 09:03 AM
Tá parvo
O grande e abominável César das Neves tenta hoje convencer-nos que a situação assim como está é boa, pois é nas dificuldades que se vai encontrar os pontos de viragem ou nas palavras do próprio:
Confesso que li o artigo para aí umas 3 vezes para ver se descobria alguma ironia nas palavras do distinto senhor. Sim, porque só com muita ironia se pode dizer a uma pessoa que tem 2 trabalhos e que mesmo assim tem dificuldade em pôr a sopa na mesa que passar fome é bom e que as pessoas devem ver isso como um processo de transformação da economia perfeitamente normal.
É tão bom falar de barriga cheia é o único comentário que consigo fazer a esta diarreia mental.
Publicado por Daniel Arruda às 07:24 AM | Comentários (2)
agosto 27, 2006
Obrigada e...desapareçam!!!!
A Weblog continua com as macacoas do costume. Esta tarde não dava para comentar...e os comentários, afinal, apareciam...dava para colocar posts...e os posts, afinal,...nunca chegavam a aparecer.
Para além disso, continua com aquela tara irritante de ter que se fazer refresh cada vez que se abre a Caixa de Comentários e agora anda atacada de um mal ainda mais avassalador. E surpreendente. O Troll, pelo menos, anda invadido por dezenas de gajos, vindos não se sabe de onde, que falam inglês e que passam a vida a dizer que somos muita bons, que estamos nos favoritos deles, que prazer em nos terem descoberto, que aprendem imenso connosco, que ficaram fans, que não voltam a sair daqui...confesso que os acho uns spams simpáticos...entre estes e os que passavam a vida a anunciar remédios milagrosos para fazer aumentar o orgão sexual masculino, prefiro estes. Mal por mal, sempre me fazem bem ao ego...
Mas tenho esperança que os ditos leiam isto e se convençam que a gente agradece...que são muita nices...que até lhes pagávamos uma bejeca se os conhecessemos...mas que agora nos podiam desamparar a loja. A gente já sabe que gostam muito de nós. Se continuam assim estragam-nos com mimos...please...go home...God bless you...(tentativa que entendam que isto é com eles, tadinhos!!!)
Vamos a ver se no intervalo entre um gajo que diz que não pode passar sem a gente e outro que diz que a vida dele passou a fazer sentido no dia em que um amigo lhe falou do Trolll...o post entra...
Publicado por Isabel Faria às 10:32 PM | Comentários (5)
"às vezes há a necessidade de fazer substituições"
Segundo o Público, Maria das Dores Meira, a próxima Presidente da Câmara de Setubal, visitou a Festa do Avante, congratulou-se com o facto do PSD ter desistido de pretender eleições antecipadas, chamou-lhe "recuo significativo" e respondeu de uma forma clara às perguntas dos jornalistas sobre qual a razão do afastamento de Carlos Sousa: "às vezes há a necessidade de fazer substituições".
Ficamos todos esclarecidos com a resposta e descansados com o "recuo significativo". Os amigos são para as ocasiões. E as alianças, afinal, funcionam, mesmo.
Publicado por Isabel Faria às 04:56 PM | Comentários (6)
agosto 26, 2006
Não acham melhor esperar um pouquito??????
Vendo bem, era melhor esperarem pelo novo procurador. Pelo menos era quase certo que receberiam uma resposta antes das próximas autárquicas.
Publicado por Daniel Arruda às 04:07 PM
Um grande som para o fim de semana
Já aqui falei nele, uma ou duas vezes. O melhor rapper português. Nuno Santos no BI e Chullage na cena artística. Um homem de bairro social ou Ghetto. Um homem que dá a cara pelo seu bairro, a Arrentela, no concelho do Seixal. Pelo seu povo. Este som que está aí em baixo é sobre a Arrentela. Podia ser sobre qualquer um dos bairros ditos degradados. Cova M, Miratejo, Colina do Sol, Vale da Amoreira, Pica Pau ou Chelas.
"National Ghettografik" é daqueles sons que tem tudo. Rima, conteúdo e música.
De perto ou de longe
Qualquer angulo, qualquer plano
Eu faço zoom
A realidade dos Ghettos que aqui se resume
Na escola não se lê
Não mostra na TV
Mas só quem não quer é que não vê
Publicado por Daniel Arruda às 03:39 PM
O que são um milhão e 700 mil Euros?
Sabia que ontem de manhã Sá Fernandes daria uma conferência de imprensa sobre a Infante Santo.
Procurei ontem quando cheguei a casa. Nada. Não há jogo do Benfica. O Gil Vicente e o Belenenses…a Liga fez não sei o quê…voltei a procurar esta manhã…a Liga ainda continua a fazer não sei o quê e o Belenenses e o Gil Vicente…ah, entretanto, hoje também deu para saber que o Porto ganhou ao União de Leiria.
Agora, ao abrir o Email, já á pressa porque tenho que sair e vou ficar com menos acesso ao computador, tinham-me enviado uma noticia da RR on line (confesso que nunca abro a RR on line. Quem me manda ser preconceituosa?).
Sá Fernandes denunciou, ontem, que Carmona mentiu quando disse que Vitor santos já tinha pago a totalidade das dividas e que as obras poderiam continuar. Afinal, falta, para além de taxas, o pagamento do terreno que o condomínio ocupa e é terreno municipal. Os tais meia dúzia de centímetros de que fala Fontão de Carvalho. Que, segundo Sá Fernandes, valeriam cerca de um milhão e 700 mil Euros, se a Câmara quisesse vender…coisita pouca, portanto. Que dá para entender que a Autarquia perdoe a Vítor Santos, tipo gratificação por mérito, e que os jornais e rádios e televisões, pelo menos on line, omitam…o que são 1 milhão e 700 mil Euros que se devem ao munícipes de Lisboa comparados com o problema das despromoção do Gil Vicente ou do Belenenses? Ou a vitória do Porto? (desculpem-me os adeptos de futebol…isto nada tem a ver com eles. Apenas com as prioridades e as opções da nossa Comunicação Social).
Publicado por Isabel Faria às 12:14 PM | Comentários (3)
Gosto de os imaginar como eu...ou eu como eles???

Como que para repudiar a arbitrariedade com que se despromovem planetas, o Universo continua a sua viagem. Feita de encontros e de desencontros. Como todas as viagens. Amanhã, logo de manhã, Vénus e Saturno encontrar-se-ão num ponto qualquer do céu. Por momentos, Vénus quase tapará Saturno (ou será o contrário?). Não me parece que esses pormenores interessem a qualquer um deles. Nunca interessam quando há encontros. Depois, afastar-se-ão de novo. Vénus encontrará outros planetas. Saturno também. Mas nenhum deles se esquecerá deste encontro. Como nós nunca nos esquecemos. Algures, numa dessas viagens, encontrarão Plutão, e não lhes interessará minimamente o que uma votação arbitária e prepotente dele entendeu fazer. Será um encontro único. Como todos os que temos na nossa vida. Como todos os que têm na vida deles.
Os antigos diziam que quando os planetas se encontravam era um mau presságio...felizmente que com o tempo os desmentimos. Um encontro nunca pode ser um mau presságio ...apesar de sabermos que as partidas custam....
Gosto de imaginar que, no Céu azul escuro (ou será preto?) de uma qualquer noite, há sempre um Planeta ou qualquer outro corpo celeste a sorrir por um encontro. Ou a entristecer-se com um desencontro...acho que me sinto acompanhada.
Publicado por Isabel Faria às 11:09 AM | Comentários (3)
Por fim, a verdade no saneamento de Carlos Sousa
Por:Manuel Carvalho
Versão 1
Têm corrido rios de tinta mas até agora, apesar de aproximações, ainda ninguém tinha realmente descoberto porquê Carlos Sousa foi saneado.
O velho jarreta Carlos Sousa, fraco mas empedernido militante, cheio de cabelos brancos e dificuldades nas articulações já não era capaz de impor a direcção firme, consciente e esclarecida do partido (que se diz) da vanguarda da classe operária.
Aí interveio o jovem Jerónimo de Sousa. Pensou, pensou… rejuvenescer, renovar… rejuvenescer, renovar… e descobriu… vamos por a dirigente dos pioneiros a presidente.
E aí temos Maria das Dores, da Comissão Regional e Nacional dos Pioneiros de Portugal.
Realmente, mais jovem que os pioneiros não pode haver!
Versão 2
O segredo parece estar a fugir da até agora bem blindada organização do PCP.
Segundo fontes, geralmente bem informadas, a liderança distrital de Armindo Miranda terá estado em visita de estudo à China.
Aí, inspirados pelos novos ensinamentos do partido irmão chinês, e pelo grande educador da classe operária mundial Jiang Zemin, os educadores portugueses terão aprendido a teoria das três representações que faz a modernidade e o sucesso chinês.
Agora o PCC representa (1) os interesses da esmagadora maioria do povo, (2) a cultura avançada e (3) as forças produtivas mais desenvolvidas, ou sejam, os empresários.
Deng Xiaoping resume o assunto: “socialismo não é pobreza, enriquecer é glorioso”.
Talvez venha daí a ascensão revolucionária de Maria das Dores. É que a senhora é uma empresária. Ainda é uma pequena empresária – mas pode vir a ser grande. “Enriquecer é glorioso”!
Publicado por Troll Urbano às 10:50 AM
Etiquetas

Às vezes olhamos para pessoas e não sentimos empatia. Vimo-las durante muito tempo, regularmente, mas a empatia que não se cria, até nos faz nunca lembrar o nome. Normalmente não nos fala e colamos-lhe a etiqueta de antipático. Depois, habitualmente, temos uma quantidade de pontos de vista diferentes sobre uma quantidade de coisas. As vezes em que chegámos à fala, foi para discutir essas divergências. Calha até, termos o azar dessas pessoas, com as quais não criámos empatia e que nunca nos lembramos o nome, terem uma forma de discutir pontos de vista que nos chateia. Pomos-lhe a etiqueta de sectários.
Encontramo-nos ao principio da noite. Temos uma tarefa pela frente. Criamos uma equipa a dois para a executar. E seguimos. Logo em Entrecampos, cai a primeira etiqueta. não fazemos ideia como, possivelmente foi uma palavra ou um gesto que a descolou.
Depois, à medida que descemos a Cinco de Outubro, falamos de cinema e de livros, contamos-lhe coisas de um passado que só conhece pelas histórias que dele ouviu ( ter um ano no 25 de Abril tem destes inconvenientes), falamos de coisas tão diferentes até chegar ao Saldanha, que, ali mesmo na esquina com a Praia da Vitória, há muito que a outra etiqueta ficou, algures, perdida… na próxima discussão, vamos continuar a levantar a voz, quem sabe bater na mesa, mas de certeza que não seremos capazes de encolher os ombros… e durante umas horas ficamos a pensar nas pessoas que nunca verdadeiramente conhecemos por não termos tempo nem vontade de confirmar que muitas etiquetas se descolam milagrosamente se tivermos tempo para as descobrir.
Não te imaginava nada assim…
Nem eu…
As etiquetas eram, portanto, mútuas.
Publicado por Isabel Faria às 01:31 AM | Comentários (2)
agosto 25, 2006
As Birras
Volto a dizer. Este gajo escreve p'ra caraças. Cada vez gosto mais de o ler. Desta vez é sobre birras e Festas Populares. Não tem nada a ver. Pois não. E isso é importante. Até parece que ele escreve coisas com nexo, normalmente e no dia a dia.
Divirtam-se
Publicado por Daniel Arruda às 06:55 PM | Comentários (2)
Dias-a-dias

Coisas do dia a dia...faits divers...quotidiano...sei lá. Umas notas, para fazer jus à fama que vocês até sabem o que é o meu jantar...(com alguns conselhos de borla a acompanhar...)
A tal com conselho em anexo:
Nunca, mas por nunca ser, usem a transferência bancária para pagar as vossas facturas. Sobretudo da TV Cabo. Há milhares de caixinhas MB por ai espalhadas e aquela treta dos clones até já foi descoberta e os clientes reembolsados.
No dia 31 de Julho quando voltei de férias, tinha uma factura de 266.13€ da TV Cabo para pagar. Tive que me agarrar à mesa para não me dar uma coisinha má...depois de muito pensar concluí que aquilo só podia ser erro. Até pago por transferência bancária, pensei. Contactei os senhores. Ah, desculpe. Foi erro informático. Claro que não lhe vamos debitar essa quantia.
Dia 8 de Agosto o banco paga 266.13€ Euros à TV Cabo.
Dia 9 de Agosto, telefono aos senhores. Ah, desculpe vamos já tratar do assunto. Amanhã contactamos para confirmar que está tudo ok...mas ok, como?...ok...pronto. Fiquei à espera.
Dia 11 de Agosto. Até agora ninguém ligou...mas qual é o problema? Ah, mas não está cá nada...vai seguir para o nosso departamento financeiro, com carácter de urgência.
Dia 15 de Agosto, aproveitando o feriado, estamos a tratar disso. Alguém a vai contactar. Mas para quê? Alguém a vai contactar. Alguma impaciência na voz.
Dia 18 de Agosto, vou passar aos assuntos urgentes, que têm que ser tratados hoje. Fique descansada. O meu nome é S e vou ficar encarregue do seu caso. Amanhã contacto-a a fazer o ponto da situação.
Dia 22 de Agosto, está aqui escrito que a TV Cabo vai usar este avanço para as próximas facturas... QUÊÊÊÊ??? Pois, assim nos próximos sete meses não precisa de pagar...Nem pense. A TV Cabo não vai ficar com os meus 207 Euros. Quero o meu dinheitro na minha conta até ao final do mês ou meto-vos em tribunal. Ah, espere, só um bocadinho...afinal, está aqui escrito que lhe foi enviada uma carta para a Sra. assinar e para receber um cheque para depois ir receber...deve receber amanhã...amanhã é Sábado...ah, pois...Segunda Feira. Ok.
Segunda Feira, conto o resto.
A da necessidade urgente de ajuda médica:
Trouxe-te uma prenda das férias. Vens cá buscar quando? A falta de tempo foi adiando. Ontem à noite. Olha dá para passar lá hoje? Claro que dá...
Vou ali buscar. Espero que gostes. Está aqui no armário da confusão (um deles, há mais uns tantos, mas são especializados em papeis e assim, aquele é o único, abrangente...). Alguém sabe da prenda, faxavor? Já corri a casa toda. Aquilo é grande. Está embrulhado num papel cheio de cores vivas. Falta-me o Bono. Há uns tempos que o gajo anda mesmo com ar de porteiro.
A da admiração
Tive que tratar de um assunto relacionado com o Parque de estacionamento aqui ao lado da empresa. Ligo o telefone e atende-me uma voz clara com o sotaque característico das linguas de Leste.
No meio da perguntas, surge a resposta: Sim, sim, sim, está à vontade...
Um pouco mais tarde: então não?
Antes de terminar: bom fim-de-semana, cá a espero na Segunda-Feira para tratar da papelada toda.
Não resisti. Há quanto tempo está em Portugal. Há 11 meses. Vim em Setembro do ano passado...
É impressionante. O tom é girissimo, e a forma como se aprendem expressões idiomáticas, como se conjuga correctamente os verbos, como se usa a frase certa com a entoação certa (aquela do sim, sim, sim, só ouvida) no momento certo, deixa-me encantada. Lembrar-me que tenho uma chefe que nasceu nos EUA e ainda não sabe falar português e está cá há 15 anos...ou que tive uma Directora alemã que esteve cá 10 e que nunca falou uma palavra de português...
Não é só uma questão de necessidade, creio. É também de cultura.
Publicado por Isabel Faria às 02:13 PM | Comentários (4)
Estou no meu lugar
O PSD diz que dá o beníficio da dúvida. O PS, que seja o PSD a demitir-se e depois se verá.
Nos momentos decisivos, afinal, continuamos a marcar a diferença.
O Bloco de Esquerda, que não tem assento no Executivo (teve 5,1% nas últimas eleições), defendeu a realização de eleições intercalares. Albérico Afonso, da Comissão Concelhia de Setúbal do Bloco de Esquerda, disse em conferência de imprensa que a solução encontrada pelo PCP depois da renúncia de Carlos Sousa, «apesar de não ser ilegal é ilegítima do ponto de vista político e ético»..
E nos momentos decisivos em que o que está em causa é a transparência, a verdade, a Democracia e o respeito pela vontade popular, eu continuo a sentir-me muito bem no Bloco.
Publicado por Isabel Faria às 12:12 PM | Comentários (1)
Um sabor qualquer

Agosto de 2006, abro os jornais on line, procuro palavras que ainda não se tenham esgotado, e apenas me recordo do refrão do Sérgio, de há trinta e dois anos.
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
E não sei o que chamo ao sabor amargo que me fica cá dentro. Desencanto? Impotência?
Procuro uma foto, qualquer uma que possa tornar um pouco mais tolerável o sabor e só descubro a de um sorriso triste de criança.
Imagino os sorrisos tristes de crianças que permitimos nestes 32 anos, em Portugal, e o sabor amargo adquire uma outra dimensão. Culpa.
Publicado por Isabel Faria às 11:25 AM | Comentários (1)
agosto 24, 2006
Ainda Setúbal
Voltar ao tema tem a ver com o facto de eu pensar que o que se passa não se resume a uma mudança de nomes. Empacotada de que forma for. O que o PCP está a fazer em Setúbal, é uma questão de visão do papel do eleitor, do papel do candidato, do papel do autarca, do papel da Democracia, portanto. Melhor, não do papel, é da concepção que se tem de Democracia.
Conhecendo a Lai Eleitoral, não é dificil concordar que o PCP tem legitimidade para substituir os seus primeiros candidatos, pelo 3º e pelo 4º.
Como Sampaio teve quando nomeou Santana Lopes, após o abandono de Durão Barroso.
Não é, então, de legalidade que se trata. Como não era, então, de legalidade que se tratava.
As eleições autárquicas pela proximidade que o Poder Local tem com o eleitor, são, todos o sabemos, e para o bem e para o mal, eleições com enorme carácter e influência pessoal. O PCP soube-o, neste caso quando foi buscar Carlos de Sousa, apesar de não ser, seguramente, o candidato nem o Presidente de Câmara que queria ter em Setúbal. Numas eleições autárquicas, todos o sabemos, mais do que num programa, vota-se na pessoa em quem se confia para melhorar as condições de vida da sua terra. Sabendo isso, a Lei, permite candidaturas independentes. Sabendo isso, os caciques locais proliferam por esse país.
Se outra prova fosse necessária, da importãncia de quem se propõe executar o programa tem, bastaria ver os resultados das Legislativas de Fevereiro e das Autárquicas de Outubro, em Setúbal.
Em Fevereiro o PCP teve 9.733 (16.33%) votos no concelho de Setúbal. Nas Autárquicas, 19666 (40%). Partindo do principio que o PCP não acredita que cresceu para o dobro em 8 meses, o PCP sabe que grande parte desses votos foram votos de confiança dados ao candidato a Presidente.
E sabe, portanto, que está a fazer batota, quando finge ignorar isso.
Repito o que já escrevi muitas vezes. O voto não pertence ao eleito. Mas também não pertence ao Partido pelo qual foi eleito. E a única forma democrática de julgar alguém que se elege, é eleitoralmente. O que o PCP está
a fazer é sobrepôr-se aos eleitores. Como a Democracia que conhcemos, a única afinal, que mal ou bem vai funcionando, se baseia em eleições e nos seus resultados, em eleitos e nas contas que têm que prestar ao seu eleitorado, o PCP está a desvirtuar a Democracia. E está a fazê-lo de uma forma cobarde, como ontem se escrevia aqui num comentário. Deteurpando, fingindo, fazendo jogos baixos, permitindo "fugas de informação" (num partido como o PCP, imaginar que Carlos Sousa soube pela comunicação social da intenção do Partido, antes de saber pelo próprio Partido se deveu a uma fuga de informação, chega a ser cómico).
Se o PCP está tão seguro que a população de Setúbal votou num programa e que a melhor pessoa para o executar será a pessoa agora indicada para o subsituir ou qualquer outra que o Partido entenda, então porque tem medo de eleições?
Não era para ouvir os eleitores que o PCP, como toda a Esquerda, se insurgiu contra a nomeação de Santana?
Ou para o PCP manter o Poder é mais importante do que ser coerente? Ou para o PCP, o Poder, à semlhança do que se passa nos lugares em que se aliou à Direita, a fim de o manter, se sobrepõe à ética? E á vergonha?
Publicado por Isabel Faria às 07:24 PM | Comentários (12)
O meu pedido para o sorteio de hoje
O grupo do Glorioso
Do pote 1 Real Madrid
Do pote 2 Celtic Glasgow (mas se vier o Lille tb não é mau)
Do pote 3 SL Benfica
Do pote 4 FC Copenhaga
O grupo da Agremiação do Lumiar
Do pote 1 FC Barcelona
Do pote 2 Chelsea FC
Do pote 3 Agremiação do Lumiar
Do pote 4 Galatasaray Istambul
O grupo do ... do ..... do .... bem vocês sabem. O que falta.
Do pote 1 Milan
Do pote 2 Os tais que não se pode dizer o nome
Do pote 3 Olimpiakos
Do pote 4 Hamburger SV
Publicado por Daniel Arruda às 03:26 PM | Comentários (5)
Happines
Há dias em que não me apetece falar de coisas tristes. Apetecia-me falar do último reforço dos Golfinhos Roazes do Sado. O Tongas, que nasceu anteontem à noite. Apetecia-me dizer quão lindo é o sado, especialmente quando olhamos e vemos golfinhos a brincarem. Não o vou fazer porque me vou lembrar do que querem fazer a Troia e que com isso há o risco do Tonga, o mais novo da colónia ter uma vida realmente curta.
Apetecia-me falar do nascer do sol que vejo quando venho para o trabalho. Aquele vermelho vivo que o sol tem quando acorda cheio de pujança e vitalidade mas também não o vou fazer porque me lembro que ele queima e mata porque andamos há anos a estragar o planeta e agora não pdemos disfrutar do Sol na plenitude, porque a camada do ozono está muito fina.
Apetecia-me reviver aquelas manhãs que acordei com os sons dos pássaros que estavam na árvore cujos ramos quase me entravam pelo quarto, apetecia-me falar do futebol, do meu clube, da beleza de uma mariscada na praia, enfim da beleza do mundo e da vida. Porque se há dias em que acordamos e nada faz sentido, já nos levantamos chateados e sem vontade de fazer nada há dias em que as coisas começam a fazer sentido outra vez. Em que perdemos dúvidas e ganhamos certezas. Hoje é daqueles dias em que me apetecia falar das coisas bonitas da vida, porque hoje é dos dias em que as coisas fazem sentido. Quem sabe se amanhã continuarão a fazer. esperamos que sim. Ansiamos que sim. Desejamos que sim, mas será que sabemos o dia de amanhã. De há muito tempo que aprendi a viver um dia de cada vez. A não suspirar pelas férias, pelo fim de semana, pelo fim do més, pelo fim do dia, ou simplesmente pelo momento de estar com quem gosto. Todos os momentos na vida têm de ter algo de bom há que viver. Amanhã pode ser mau ou pode nem haver amanhã.
Hoje sinto-me bem. Queria partilha-lo porque qual o sentido da felicidade se não a partilharmos.
PS: Sei que este tipo de postas são da responsabilidade da Isabel aqui no Troll mas se ela pode escrever sobre Futebol também posso fazer postas destas.
Publicado por Daniel Arruda às 01:27 PM | Comentários (7)
A limpeza

Foto gentilmente roubada ao Arrastão
Daniel Oliveira, desculpa mas é mais forte que eu...e então, depois das declarações de Jerónimo de Sousa, ontem, não há volta a dar-lhe (a forma como trata os seus ex-camaradas, é um mimo...). Não resisto. Sou uma roubadona, mas consciente.
Publicado por Isabel Faria às 12:03 PM
O direito à indignação

Atrevam-se a tirar-me o gajo e não sabem onde se vão meter!!!
Publicado por Isabel Faria às 11:55 AM | Comentários (3)
agosto 23, 2006
A renovação do PCP
O PCP diz que Carlos de Sousa foi afastado da Câmara Municipal de Setúbal, a fim de permitir a "renovação e o rejuvenescimento" dos quadros autárquicos do Partido.
Ficam-me algumas perguntas e outras tantas preocupações:
As perguntas:
Como é que uma pessoa em 2005 ainda não precisa de ser "renovada e rejuvenescida" e em 2006, já?
Não será arriscado para o Partido usar a palavra "renovação" assim por dá cá aquela palha?
As preocupações:
Assim, numa consulta rápida vi que Alfredo Monteiro, por exemplo, e só para não sair do distrito de Setubal, ainda se pode aguentar mais seis anos para ser rejuvenescido, mas que a mesma sorte não tem Maria Emília Neto de Sousa, que já está atrasada sete anos e que seguramente não vai sobreviver a este ano de balanço.
Partindo do princípio que a renovação e o rejuvenescimento também se vão alargar aos outros orgãos e sectores da vida do Partido, a Odete Santos, que já leva dez anos de atraso, não se safa e duvido sinceramente que o Secretário Geral chegue ao próximo Congresso. Não é por nada, mas já vai, se a memória não me falha nos 59... na melhor das hipóteses está a dever quatro anos à renovação...
Se alargarmos este raciocínio aos outros Presidentes de Câmara CDU, ao Grupo Parlamentar, ao Comité Central...não estará o Partido a levar isto muito a sério?
Se esta onda rejuvenescedora chega ao Bloco, já não tenho sequer dez anos para continuar na AF da Pena...ok, nas próximas autárquica ainda sou capaz de me safar, mas depois bye, bye Isabel.
Publicado por Isabel Faria às 07:10 PM | Comentários (9)
É o conceito de democracia de alguns
Todos sabemos que é vontade destes partidos e especialmente do PSD para que se altere a lei eleitoral e com isso fazer com que os ditos pequenos partidos desapareçam do mapa eleitoral. Essa é a vontade, não é a realidade. A realidade é que todos os partidos existem e devem ser tratados com igual respeito democrático.
Publicado por Daniel Arruda às 03:53 PM
Magia
Desculpem os David Coperfiel ou os Luis de Matos deste planeta mas para mim isto é que é um espectáculo de magia.
Sim Senhor. Arte e espectáculo. Fazer desaparecer comboios? Torre Eiffel? Passar a muralha da China? Nã. Tudo ultrapassado. Eu queria ver os tipos que se dizem de magicos fazerem disto.
Publicado por Daniel Arruda às 02:24 PM | Comentários (4)
Entretanto , ali mesmo ao lado, na Amadora...

Entretanto, como a vida dura de quem quase não tem vida, não pára com o Benfica, nem com o Verão, ontem na Amadora, dez pessoas ficaram sem ter casa para dormir. Quando se vê as condições em que estavam, não consigo usar a expressão, casas para viver.
Duas activistas da Solidariedade Imigrante foram detidas pela Policia e o Daniel, conforme declarações ao DN, tem 43 anos, vive sozinho, não tem ninguém, não tem trabalho e pode ser que algum vizinho o ajude a não ter que ir para a rua. Ah, e estamos em Portugal, no Verão de.2006. Esta última parte digo eu. Dúvido que o Daniel tenha tempo e vontade de se lembrar disso.
Publicado por Isabel Faria às 11:05 AM | Comentários (1)
O Benfica, a menina da boutique e o Lidl

Vamos então aos factos.
A parte AJ é gira. A bifana come-se muito bem e as Imperiais, bebem-se ainda melhor. Nesta altura já eu tinha reparado, que nestas coisas de jogos de futebol, a Paridade deixa muito a desejar. Digamos, para simplificar a coisa, que nunca me vi rodeada de tanto homem. Aliás, até fiz uma comparação com uma outra situação antreior, mas não me parece muito PC falar nela aqui...
Depois entramos no Estádio. Tinham-me avisado que seria apalpada, mas não dei por nada. Receio que tenha a ver com a bifana...
Ok, então, lá dentro. Cum caraças pá, tenho que confessar uma coisa, a minha primeira ideia foi que granda comicio do Bloco que isto dava...58.610 pessoas...eu diria que até dispensava as 610 porque costumamos fazer comicios em locais pequenitos...
Não dei por o jogo começar. Os meus colegas de jogo (isto chama-se assim?) dizem que o árbitro apitou , mas deve ter-me faltado a televisão nesta parte.
Depois, fui-me entusiasmando com o desenrolar da coisa...ficava admiradissima de ouvir dizer, anda não sei quem...agrarra a bola, não sei quem...então, não sei quem...isto porque não percebo como é que todos vêem tão bem...havia lá senhores com ar de tão ceguetas como eu e chamavam os gajos pelo nome...há alguém que me explique se toda a gente vê bem os núneros e os nomes com aqueles gajos a correrem desalmadamente e se a cegueta sou só eu???
Quando foi o primeiro golo, do Rui Costa, a casa veio abaixo...toda a gente gritou, claro que eu só dei pelo golo quando toda a gente gritou, aliás, antes disto já tinha perguntado aí umas vinte vezes se era golo e tinham-me avisado que quando fosse, eu daria por isso...efectivamente dei.
Depois houve um golo do Nuno Gomes. Nesta altura, já as minhas vizinhas de trás, falavam na menina da Boutique e no cunhado. Eu penso que devo ter perdido uma parte da história, com o raio do golo, porque não deu para entender (mais ou menos até à entrada no Neno) qual era o problema da menina da boutique, ir casar com o cunhado....
Veio o intervalo. E tive a confirmação de que gosto de jogos de futebol. Havia uma fila enorme de gente na casa de banho dos homens e a minha estava vazia...até deu para escolher, entre a do canto e a do meio. Achei mal que não tenha espelhos, porque uma pessoa gosta sempre de dar um retoque no cabelo...
Voltámos e ainda houve mais um golo. Na altura do golo, e sem me perceber muito bem como tinha sido feita a transição, as minhas vizinhas, estavam a discutir os detergentes da roupa do Lidl. Os de máquina. Creio que na opinião delas, há um de caixa amarela que é óptimo. Tomei a decisão no Estádio da Luz, que este fim-de-semana vou ao Lidl.
Entretanto, saiu o Rui Costa (se não foi esta a cronologia dos acontecimentos, desculpem, mas eu estava emocionada...) e toda a gente se levantou a bater muitas palmas. Eu e as amigas da menina da Boutique, inclusivé.
Depois entrou o tal de Neno ( isto acho que me faz lembrar um peixe) e deu para ver que há linhas no Benfica. Tipo, Partido e assim... vi com satisfação que não há unanimidade. Voltei a ver isso quando da entrada do Mantorras, mas aí deu para ver que a corrente largamente maioritária, gosta do representante dos PALOP no Benfica.
Claro que não me esqueci das minhas amigas....quando o tal com nome de peixe entrou, estava eu a perceber que o problema do cunhado...é que o cunhado é cunhado, porque é irmão do marido. Confesso que com o barulho não entendi qual era o mal. Quando as coisas se resolvem em família tem sempre vantagens...pensei.
Pronto, ainda houve mais um golo. Do Petit (assim ao longe não deu para ver se Petit é nome ou se tem a ver com o tamanho). Ainda se cumpriu mais uma vez aquele ritual do apertar a mão, dar um abracito e gritar bué e depois acho que o jogo podia ter acabado ali. Não me aperece muito lógico que se ande ali a gastar energias e elecricidade (que aquelas luzes todas, deve ser uma despesa do caraças...) quando não há golos.
As minhas vizinhas, entretanto, já tinham passado à fase dos respectivos maridos e daquela mania que um deles tem de deixar a porcaria da Bola em cima da bancada da cozinha. Olhei para trás e fiz um olhar de solidariedade. Assim tipo, olhem filhas não tenho marido, mas também acho que as bancadas da cozinha podem e devem servir para coisas mais úteis e mais agradáveis. Não me pareceu que tivessem entendido. Mas, como o jogo já tinha acabado, me prometeram que me vão voltar a levar, quem sabe nos voltamos a encontrar e eu lhes posso dar a minha opinião sobre bancadas de cozinha. Espero, até, que , na altura, já me possa pronunciar sobre a qualidade do detergente.
Pronto. Saimos. Vim para casa. Bebi leitinho e adormeci como um anjo.
Gostei. Claro que tenho uma pedra no sapato: não vi a águia. Mas também quem é que vê tudo na primeira vez, né??? Ainda hoje me falta ver umas tantas coisas...ah, desculpem, agora já estava a divagar...
Publicado por Isabel Faria às 10:40 AM | Comentários (13)
agosto 22, 2006
STOP co-incineração
Hoje ouvi um governante (não me lembro do nome) dizer que não é um interesse local que vai fazer parar o interesse nacional e mais, que não é um sinal de STOP que vai impedir a co-incineração em Souselas e que se tiver de ser os camiões desrespeitarão esses sinais.
Impressão minha ou o nosso governante acabou de dizer que devemos desrespeitar as regras. Confesso que não sou defensor da linha política de Carlos Encarnação mas que esta ideia de colocar num percurso de alguns metros a proibição de transportes de resíduos perigosos e mostrou-nos que o nosso governo para cumprir com a teimosia de levar a c-incineração para a frente é capaz de tudo. A partir de hoje qual a autoridade que a polícia tem para multar alguém que diz que é imprescindível aquela infracção. Em Setúbal, se o executivo não estiver tão morto como parece, ou se o PCP deixar, e por se tratar de um parque natural poderia adoptar a mesma medida.
Soberanceria a mais nunca foi boa escolha. Mas o que esperar deste governo.

Acho que mais que um sinal de Stop, e por isso a imagem, é um favor que fazemos ás gerações futuras.
Publicado por Daniel Arruda às 03:06 PM | Comentários (1)
Mazen, o nosso amigo libanês

A Émièle, chamou a atenção neste post.
Eu fui lá espreitar.
Só me posso juntar à Emiéle e divulgá-lo.
É um hino á cor, ao humor, à Paz , à ternura, sobretudo, à Vida.
Vindo do Libano. Apenas me apetece dizer: Bem vindo Mazen. Obrigado.
Publicado por Isabel Faria às 12:33 PM | Comentários (2)
Esta tarde

Atão é assim.
Já vos contei que sou virgem es estádios de futebol, jogos e afins. Aliás, antes de vir para o Troll, até era virgem em futebol, mesmo. Depois, e porque me ameaçaram, que se não fizesse umas postas (são os gajos a falar...), sobre futebol, rescindiriam o contrato, comecei a aventurar-me ...entretanto, já tinha aprendido o que era um fora de jogo (entretanto, já me esqueci) e mais umas coisas que também já me esqueci. Cavaletes, canivetes??? Sei lá...umas coisas quaisquer que é abrir as pernas e a bola passar p’lo meio ( Dani, please...qual é mesmo o nome daquilo que não sei quem fazia???).
Depois, à medida que me ia especializando na coisa, iam-me prometendo que um dia me haviam de levar a um estádio...mais ou menos ao mesmo tempo que começaram a prometer que haveriam de me oferecer um perfume...
...ok, o perfume continua sem cá chegar...mas, uma alma caridosa, tipo uma pessoa simpática, mesmo, daquelas pessoas solidárias que estão dispostas a contribuir para a felicidade dos outros seres coitadinhos, ofereceu-me um bilhete para o Estádio da Luz...meninos, gente, a partir desta tarde, vou deixar de ser virgem em estádios !!!
E para que conste, não foi nenhum dos meus colegas, gajos que andam para aqui a fazer posts sobre o Sporting, o Benfica, que metem músicas e fazem relatos de desafios, que tiveram a boa-vontade, o altruísmo, a simpatia e mais uma porrada de coisas que não me vêm á ideia porque estou emocionada e nervosa com a primeira vez que se aproxima a passos largos, de me convidar...que fique para a história deste Blog, que estou rodeada de seres insensíveis, com uma ausência total de cavalheirismo.
Disse.
Publicado por Isabel Faria às 11:47 AM | Comentários (6)
Hoje é dia de oração
Já toda a gente sabe que hoje é dia de oração na Catedral. O Glorioso joga a 2ª mão da 3ª pré eliminatória da Champions e tudo o que não seja a vitória não é admissível. Neste defeso houve Mundial com a nossa selecção mas a alegria de os jogos a doer voltarem á Luz é igual a se não tivesse havido futebol durante 2 meses.
A paixão está de volta.
PS: Podem pôr o som alto
Publicado por Daniel Arruda às 10:50 AM | Comentários (2)
Um artigo duas postas (II)
Diz a notícia que "a vaga de imigrantes deverá entrar em território português pela Madeira e pelo Algarve".
Por favor, muitos destes imigrantes são pessoas que já sofreram muito. Avisem-nos, a ONU por exemplo, que a a Madeira não é um bom sítio para eles. Que tem um gajo no poder que não gosta de emigrantes e que tem uns quantos tiques ditatoriais. Eles que escolham outro sítio qualquer mas não a Madeira. Para o bem deles
Publicado por Daniel Arruda às 10:30 AM
Um artigo duas postas (I)
Sempre se soube que há várias formas de dar uma notícia. Especialmente se alguém quiser fazer um aproveitamento da questão. É o caso. Os escribas de direita e alguns poíticos de pseudo esquerda também, não perdem uma oportunidade de dar uma facadinha ao mesmo tempo que dão a no0tícia ou fazem uma declaração.
Vejamos um exemplo:
Se no mesmo artigo se ler que ...
A concretizar-se esta «ameaça», a vaga de imigrantes...
...medida que vão sendo «blindados outros pontos da fronteira externa...
Não podemos ter a ilusão de que Portugal está imune
... é óbvio que se vai interiorizar estes chavões, ainda por cima um pode aparecer em sub título. Desta forma a essencia da notícia vai ser diluída e o que os leitor vai reter é que a ameaça que os emigrantes representam vai ser combatida por uma blindagem das fronteiras, porque Portugal não está imune a esta doença. O resto é palha, propositadamente para que só se retire o sumo que o jornalista quer que se retire. Parece-me profundamento desonesto que se continue a usar estas artimanhas para que se fazer opinião.
Publicado por Daniel Arruda às 10:15 AM
A guerra no Ocidente
A Guerra está a fazer o seu caminho. Sim que a Guerra não se faz só no Médio Oriente. Faz-se e muito nas nossas mentalidades e na formatação que querem fazer ás nossas cabeças. O racismo, terror, medo ou fobia ou como lhe quiserem chamar faz o seu caminho a ponto de haver pessoas ocidentais, "superiores", com medo de embarcar num voo só porque havia pessoas com tom de cor ou fisionomia diferente.
Há cerca de 5 semanas brinquei com o facto de no avião onde eu ia estarem muçulmanos e já me arrependi de o ter feito. É que brincadeira é uma coisa mas nunca pensei que a mente de alguns fosse tão tacanha que uma situação destas fosse real.
A Guerra vai andando. A Europa fortaleza também. Cada vez mais isolados do mundo mas próximos dos EUA. Cabe a cada um de nós pensar se isso é correcto. Se este medo leva a algum lado. A mim não me parece mas quem sou eu?
Publicado por Daniel Arruda às 07:52 AM | Comentários (2)
São os militares no terreno que o dizem
É que já nem os militares no terreno estão com a operação militar levada a cabo por Israel, reclamando até por uma comissão de inquérito que investigasse até o 1º Minístro.
Se assim é, pergunto eu. Não será a prova provada de que eu e todos os que condenámos as atitudes estavamos certos e por arrasto que os fazedores de opinião de serviço estávam mal. E por isso não deveriam os Luís Delgado e César das Neves deste país vir escrever que estavam mal e que afinal também se enganam.
Já aqui uma vez mas é a verdade. Há alturas em que detesto ter razão.
Publicado por Daniel Arruda às 07:01 AM
agosto 21, 2006
Tem que ser...
Desculpem, mas eu hoje estou tão cansadinha, trabalhei tanto, cóitadinha, que está mesmo na hora...
Só queria saber, para ir dormir com os anjinhos (deixem-se de bocas foleiras, que há coisas piores...) se fico bem com este penteado? E se curtem a gola. Então, amanhã a gente vê-se...eu prometo que conto o que é que vou fazer à tarde...se vocês me prometerem que não se convencem que me passei de vez...
Publicado por Isabel Faria às 09:38 PM | Comentários (3)
Não se mata nem se morre por amor
Há títulos que me fazem alguma confusão.
Portugueses continuam a matar e morrer por amor.
Não se mata nem se morre por amor. Por mais romãntico que isso nos apareça. Ou por mais cruel. Mata-se e morre-se por egoísmo, por rancor, porque não se suporta o fim do amor, por ciume doentio, por medo, porque não se suporta o espelho, o da alma ou o outro, mas por amor, não.
A única coisa que admito que se faça por amor, é amar. Claro que admito que entrem aqui uma porrada de verbos, chatos e foleiros: às vezes, sofre-se, outras magoamo-nos, outras aimda choramos.
Mas morrer ou matar por amor, não me venham com histórias. Quando se quer morrer ou matar, já há muito que se matou o amor. Em Portugal, na China ou em Marte.
Publicado por Isabel Faria às 11:58 AM | Comentários (10)
Srebrenica

Nesta coisa de culpados e inocentes. E de carrascos e de vítimas, possivelmente, a única certeza que se pode ter, é que o homem deixa tantas vezes de ser Homem.
Publicado por Isabel Faria às 09:31 AM | Comentários (2)
Inglaterra esse perigoso estado islamico.
Acabei de ouvir na TSF (citando The Times) que foi encontrado material de visão nocturna num bunker do Hezbolah "made in Britain". Se Bush e amigos quiserem ser coerentes vão ter de incluír a Inglaterra nos países do eixo do mal. Porque afinal não é só a Síria e o Irão que fornecem material ao Hezbolah.
É assim esta política global. Joga-se em todos os tabuleiros para se ganhar sempre. Infelizmente quem tem perdiddo até agora tem sido o Mundo.
Publicado por Daniel Arruda às 08:59 AM | Comentários (3)
Exemplar
Por estas e outras admiro José Saramago. Se necessário fosse ele poderia explicar num livro inteiro o que acha desta situação mas resolveu de uma forma suscinta dizer de uma forma clara e que não dá azo a dúvidas o que acha sobre a revelação de Gunter Grass. Exemplar.
"Surpreendeu-me a violência das reacções. Ele tinha 17 anos. E o resto da vida, não conta? Parece-me que muita gente que não consulta a sua própria consciência teve uma reacção hipócrita. Anda muita gente à procura dos pés de barro das pessoas influentes. Lembra-me o sujeito que seguia um circo de cidade em cidade. Um dia, perguntaram-lhe: "Porque é que anda atrás deste circo?" "Porque quero ver quando é que o trapezista cai e morre."
in DN
Publicado por Daniel Arruda às 08:36 AM | Comentários (2)
Marques Mendes
Marques Mendes de férias no estrangeiro não vai á reentreé política do PSD.
Título no jornal das 2 da manhã na SIC Notícias
Bem, ou ele está-se mesmo a borrifar para o partido ou já percebeu que realmente é um líder a prazo.
Publicado por Daniel Arruda às 08:30 AM
agosto 20, 2006
Legenda de foto

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinicius de Moraes, Precisa-se de um amigo
Publicado por Isabel Faria às 09:25 PM | Comentários (8)
Como se dirão estes ditados na India
E se um incomoda muita gente dois podem incomodar muito mais é uma frase que se aplica na perfeição a um indiano que tem um orgão sexual a mais. Mas também se poderia aplicar a frase Quem tudo quer, tudo perde pois arrisca-se a perder o que tem. Lembro-me ainda assim da frase que diz, Deus dá nozes a quem não tem dentes pela vontade que imagino de muitos estarem no lugar dele. Este indiano é também aquele que vai perder a hipotese de dizer, Mais vale um pássaro na mão que dois voar embora ele literalmente possa ter um na mão e outro a "voar".Há também aqueles que achariam que Quem não tem cão caça com gato esquecendo-se que há pelo menos um que em caçadas de grande porte levam o cão e o gato.
Enfim, há ditados para todos os gostos. Como será que se diz na India?
Publicado por Daniel Arruda às 01:25 PM | Comentários (2)
Hoje acordei assim...

Não tenho nada para dizer. Não me apetece ouvir o que têm para me dizer. Não me apetece ver o que não quero ver.
Nota: Isto não tem a ver com o fim-de-semana. Agrava-se no fim-de-semana, porque durante a semana não tenho tempo para pensar...no que vejo e não quero ver, no que não vejo e queria ver, no que ouço e não me apetece nada ouvir, no que não ouço e adoraria ouvir. E que não tenho nada para dizer...
Por isso, durante a semana, porque não tenho tempo para pensar, vou-me convencendo que não vejo (ou que vejo?), que não ouço (ou que ouço?) e que falo ( e me ouvem)...mas é só porque duramte a semana tenho essa dádiva suprema: passam-se dias em que não tenho tempo para pensar.
Publicado por Isabel Faria às 11:58 AM
Representamos os Partidos ou os eleitores?
O Público publicava hoje esta notícia. Sempre que vejo qualquer notícia no Público, desde há muito que a minha primeira reacção é de desconfiança. ...mas a ser verdade...
Confesso a minha ignorância, àcerca do trabalho realizado por Carlos de Sousa e pelo seu vereador (talvez algum colega meu de Blog, aí da Margem Sul, me possa elucidar...podem?).
Compreendo que se pode ser eleito por um Partido para um cargo politico e fazer-se uma politica que esse Partido não subscreva. Que critique. Que não considere coerente com o programa que foi apresentado ao eleiitorado .
Mas, em última análise, quando se é eleito para um cargo político continua-se a representar o Partido ou Organização, pelo qual se foi eleito, ou os eleitores que nos elegeram? Isto é, é ao Partido que cabe pedir aos eleitos que se afastem, eufemismo, creio, para lhes dizer vão-se embora, ou aos eleitores que os elegeram que cabe sancionar ou não o trabalho desenvolvido, democrática e livremente no próximo acto eleitoral?
Publicado por Isabel Faria às 11:22 AM
agosto 19, 2006
Abaixo as amas burguesas ! Vivam os engenheiros proletários!
Por:Manuel Carvalho
A vida dá muitas voltas. Toda a gente sabe que as profissões já não são o que eram. Ser engenheiro, arquitecto ou economista já não é sinónimo de emprego assegurado e muito menos de emprego seguro. Os jovens que o digam.
Mas que ainda são profissões com maior acessibilidade ao trabalho são. Pelo menos por enquanto.
O que é estranho é saber-se que os engenheiros pagaram em sede de IRS, em 2005, 707 EUR, os arquitectos 724 e os economistas 1410. Pelo contrário as amas 2163EUR.
Nada me move contra os engenheiros, arquitectos ou economistas. Mas estes dados demonstram duas coisas:
- Que a fuga ao fisco continua em grande e que muitas receitas, nomeadamente de profissionais liberais, não é declarada. Os cidadãos pressionados por um acréscimo de 21EUR de IVA acabam por aceitar a ausência de facturação.
- Que muita gente recebe valores reais acima dos valores em folha de ordenado. Ora isso significa que, além de fugirem ao fisco, estas pessoas estão ainda mais subordinadas à repressão patronal pois se dão um "pé em falso" lá vai a metade do ordenado que é "ganha por fora". Além disso se metem baixa ou se depois ficam no desemprego só ganham pelo valor declarado - a metade.
Em nome da moral e da justiça o PS tem feito grande campanha. Ora aqui têm um trabalhinho para fazerem. Só tem um problema: Belmiro, e outros que tais, não vão gostar. (aqui para nós que ninguém nos ouve: já se sabe disto tudo há muito tempo, mas a gente finge que só agora descobriu)
Ah, que admiração! Vai já nomear-se uma comissão!
Publicado por Troll Urbano às 06:27 PM
Entre a espiral e o labirinto, escolho o quê?

Ali em baixo, o Chico Zé, lançava-me o desafio…da verdade. O Troll não é um Blog sobre filosofia, mas nada nos impede de…filosofar. Dizia. Concordo. Não é, no entanto, uma tarefa que se faça de ânimo leve, esta. Requer que se escolham as palavras e se clarifiquem as ideias. O nosso conceito de verdade, a importância que damos à sua procura, talvez a mágoa de a julgarmos e sentirmos inatingível, torna fácil a desculpa que é uma tarefa demasiado hérculea, para ser tomada em mãos num Blog. Seja ele qual for. E talvez a ideia de Blog, mesmo, algo que se digere de imediato, algo que nasce do imediatismo do passado, da importância absoluta do presente e que assume a sua total incompatibilidade com o futuro, tornando-se obsoleto, velho, desactual no minuto a seguir, torne a dissertação sobre a verdade, algo não só trabalhoso, como, essencialmente, incompatível. Ou inútil?
Para tornar isto compatível com um Blog (ou com este Blog?), talvez a única safa, e porque sempre a mim me agarro como muleta, seja para falar de vida, de medo, de paixão, de dúvidas, seja também ousar fazê-lo para falar de verdade.
Creio que cresci, sem mesmo de isso me dar conta, imbuída naquele conceito existencialista, que a única verdade é o estado passageiro da nossa passagem por aqui, de que a nossa passagem é sempre angustiante dada a inevitabilidade da única certeza, a da morte iminente, desde o dia, em que, pela primeira vez, espreitamos o olhar enternecido, assustado ou inebriado da nossa mãe. Quando se cresce, mesmo inadvertidamente e quem sabe se contra a própria vontade (sempre tive momentos em que me questionei se a fé na não inevitabilidade do fim, não seria uma muleta muito mais airosa, do que a angústia que essa inevitabilidade provoca, sem nunca ter conseguido, em momento algum da minha existência, a ela recorrer), é inevitável continuar nesse caminho e ser-se levado também à “verdade” da inexistência de alguém que cá nos trouxe. Por sua exclusiva e egoísta ou altruísta vontade. O não ter tido quem tivesse tomado em suas mãos a responsabilidade de me ter colocado aqui, dá-me um trabalhão enorme. Deixa-me sozinha para tomar as minhas decisões, fazer as opções e, mais e pior do que isso, retira-me desculpas e almofada, para ajudar a suportar a dureza da parede cada vez que nela bato com a cabeça.
Creio que é aqui, para ajudar nesta difícil tarefa de me aguentar sozinha e de aceitar que sou a única responsável das asneiras que faço, que me surge a “verdade” dos princípios.
Fazer da minha passagem por aqui, da forma como passo e das pessoas que procuro para comigo percorrerem o caminho, procurando ser fiel a princípios, que são a minha única aproximação de verdades, é a minha única safa. Qualquer outra será incompatível com este maldito defeito cartesiano (?), que me leva a duvidar de tudo e, sobretudo, de mim. Sistemática. Teimosa e dolorosamente.
Há uns anos, num momento trágico da minha vida, algumas vezes me questionava se estava a ser fiel a alguns princípios “sagrados”. O de que a passagem por aqui tem que ser uma passagem de busca da felicidade, do bem-estar. Aqui e agora. E o meu dever de me incluir nesse bem-estar e nessa felicidade. Aos poucos reentrei nesse, que considero, meu direito inalianável. E fui reaprendendo a suportar a angústia do fim. Que fui tentando tornar suportável. Aliás, a certeza dessa inevitabilidade, quando conseguimos que se torne suportável, dá-nos uma premência de procura da felicidade e do bem-estar aqui e agora, que nos impede de aguardar, de não lutar por os alcançar. E esse direito à procura diária da felicidade, apesar da angústia de a saber sempre inatingível e passageira, tornou-se o bocadinho da verdade, a que penso me ter tornado merecedora.
Possivelmente, um dia, terei direito a mais qualquer coisita dela. Dessa “megera”, como dizia o Chico Zé, lá mais em baixo. Terei, é essa a minha mais intima convicção, de trabalhar para a merecer. Mas, então como agora, será apenas e sempre um pedaço maior ou menor da minha verdade. Fazendo jus à importância dos princípios de que não abdico, nunca a verei como a verdade. Apenas como a minha verdade. Desta incapacidade não me creio nem com capacidade nem com vontade de algum dia me libertar. Se há algo que considero incompatível com verdade (quase tanto como discuti-la num Blog…) é a sua junção ao imperativo do verbo tomar. Toma-a, nunca.
Será sempre a minha maior incompatibilidade com a verdade. O julgar-me detentora (merecedora, talvez um dia, quem sabe…) dela.
Notas finais: Quando acabei de escrever estas linhas, tive três pensamentos. O primeiro, não era de nada disto que o Chico Zé falava e não sei porque carga de água, me deu para esta tentativa caseira de "filosofar" (claro que com aspas)
O segundo, dar razão a quantos me chamam superficial. Ter veleidades de escrever sobre estes assuntos, num intervalo de um fim de almoço e de uma saída com amigos, num Sábado à tarde, manifesta, pelo menos, uma dose razoável de leviandade...mas, paciência. A "verdade" é que já não me apetece muito mudar...e o tempo impediu-me de ir à praia, como previsto.
O último foi: isto é um post enorme, para além de lhe fazeres uma entrada alrgada, deverias encontrar uma fotografia, que o tornasse mais...airoso. Pois...uma fotografia para "a verdade". Entre a espiral e o labirinto, a "megera" não me permite escolher. Ficam as duas, portanto. Ou seja, mais uma prova que não sou mesmo capaz de ter certezas...nem uminha, para ilustrar um parvo dum post.

Publicado por Isabel Faria às 04:23 PM | Comentários (2)
Quem será o próximo?
Quem acusa Israel de agressão. De não respeitar os direitos dos palestinianos. Nem a sua vontade, livremente expressa, mente. Israel mostrou-o, de novo, esta manhã
Quando chegará a vez de Mahmoud Abbas ?
Entretanto, no Líbano, Israel volta a mostar a sua vontade em cumprir os compromissos que assume e aceita.
Publicado por Isabel Faria às 11:53 AM | Comentários (1)
agosto 18, 2006
O que atrapalha, as mulheres ou os voos da CIA?
Por: Manuel Carvalho
Ana Gomes propôs no Parlamento Europeu a audição de altos responsáveis portugueses por causa da utilização da base das Lages pelos aviões da CIA.
Estes voos da CIA estão relacionados com actividade muito dignificantes e defensores da liberdade com tortura, rapto, violação de espaço aéreo e outras coisas só possíveis para o eixo do bem.
Esta atitude de Ana Gomes deixou Sócrates muito chateado, é o que diz o DN. O facto de isto ser notícia obrigou o governo a dar mais um saltinho atrás. Segundo a LUSA, Pedro Silva Pereira afirmou hoje que o Governo está disponível para avaliar "os termos" do pedido de colaboração dos eurodeputados na investigação aos voos secretos da CIA, recusando "antecipar cenários".
Parece que o PS atrapalha-se com as mulheres. Atrapalha-se com Helena Roseta, atrapalha-se com Maria de Belém, atrapalha-se com Ana Gomes...
Ou será que as mulheres se atrapalham com esta política do PS?
Ora aí está um caso para deslindar.
Publicado por Troll Urbano às 04:23 PM | Comentários (2)
Haverá algum xarope ou comprimido?
Há alguns tipo atitudes que me fazem passar da cabeça. Ok, quando são atitudes, isoladas que alguém num dia mau tem, ou que me encontram num dia mau e eu faço uma tempestade...grito, faço birra, estrabucho, encolho os ombros e vou-me embora (o mais habitual) ou, na pior das hipóteses, faço algumas coisas que a seguir me ficam aqui a moer, uma quantidade de tempo, a moer de remorso e de vergonha, mesmo...como aconteceu ontem. Mas não é disso que me apetece falar...
Mas há casos em que não são atitudes. São formas de estar. É feitio, mesmo..
Não suporto pessoas que não me olham quando falam comigo ou quando eu lhes falo. Que me obrigam a parar dezenas de vezes para confirmar se me estão a ouvir, que me obrigam, mesmo, a perguntar se me estão a ouvir, falo e estão a olhar para o monitor, ou para a janela, ou para a folha A4, ou para a omeleta ou para antes de ontem...acho de uma falta de cortesia, de educação e sobretudo de uma frieza que me enerva e me dá vontade de acabar não aquela, mas todas as conversas...
Para além deste mau feitio que me faz passar das estribeiras quando tenho a sensação que me estão claramente a mostrar que estou a falar para as paredes, estou cada vez mais intolerante com a mentira. A sério. Não suporto a sensação que me tomam por parva...e depois não suporto a sensação que a mentira pode ser uma doença. Acho que há pessoas que já nem mentem, que elas próprias se convencem que estão a dizer a verdade, a sua verdade passa a ser a verdade...e a gente que pensa que estamos vacinados contra estas pragas, acabamos por nos deixar ir e acabamos por deixar que nos levem na mentira delas...mesmo sabendo, que nos estão a mentir. E para nos libertarmos completamente da teia, vimo-nos à rasquinha...
A propósito de que é que isto vem?
Olhem, tenho tido o azar de nos últimos tempos conviver com pessoas assim. De uma e outra espécie. Felizmente nenhuma tem a falta de gosto de ter as duas coisas ao mesmo tempo...mentir-me sem olhar para mim. Seria o fim da macacada.
Mas apetecia-me mandá-las dar uma volta ao bilhar grande...as que são assim, por doença ou por gene. Sou uma insensivel. Pronto. Afinal, são umas coitadinhas. Precisam da mentira para viver e têm problemas de pescoço...gostava de ser mais tolerante. Ou de encontrar algum medicamento...assim ajudava-as, tipo boa acção, e desempaavam-me a loja. Alguém conhece?
Ah e depois, já agora ajudem-me a levá-las de ao pé de mim...isto é pior que a tortura do chinês...
Publicado por Isabel Faria às 03:19 PM | Comentários (5)
Ora aí está aquilo que não se deve dizer
Nas nossas caxas de comentários deixaram-nos o aviso que ele tinha voltado á blogosfera. É daquelas pessoas que não podendo estar mais nos antipodas (políticos, entenda-se) de mim, é uma pessoa que admiro na escrita e na velocidade de pensamento. Durante anos as páginas do Independente eram devoradas só para ver os textos dele. As suas crónicas. Comprei os seus livros, todos eles, sem excepção, todos fantásticos. Dele recordo-me de um debate sobre o acordo ortográfico em que havia dois convidados e estes podiam levar dois amigos cada um para os ajudar naquele debate. Era uma versão anterior de uma espécie de prós e contras. Messe debate apresentaram-se de um lado 3 professores catedráticos e do outro apela ele. Nem vou discutir se a opinião dele era a correcta, maso que ficou foi que ele conseguiu dinamitar por completo todos os argumentos dos catedráticos de Coimbra e Lisboa.
Posso muitas vezes não concordar com ele mas a admiração pelo intelectual acho que vai perdurar para sempre. Bem vindo de volta MEC.
PS - Só tenho pena que não reedite a dupla com Rui Zink como nos bons velhos tempos. Seria a coroa na Blogosfera nacional.
Publicado por Daniel Arruda às 02:51 PM | Comentários (3)
O fundamentalismo bom e o mau
Não me considero detentora da verdade. Mas isto não é um retrocesso cultural e civilizacional? Não discuto fé, mas a posição que os EUA ocupam é a prova que não só os outros que são fundamentalistas, não é?
Publicado por Isabel Faria às 12:27 PM | Comentários (2)
Fotografia

Fotografia tirada esta manhã, algures na Margem Sul.
Publicado por Isabel Faria às 10:00 AM | Comentários (4)
O sujeito que criou o Espaço 1999 deve estar roidinho de inveja
As autoridades anti terrorismo não brincam. Hoje foi evitado que mais um ataque com liquidos explosivos se materializasse. Agora foi na Virgínia e a senhora que transportava os 4 recipientes de liquidos suspeitos já esta detida e a ser interrogada e como não podia deixar de ser era Paquistanesa e mulher. Deixo desde já uma hipotese para mais esta nova organização terrorista para o caso de a Casa Branca ter dificuldade em arranjar um nome giro, sim, que os ingleses não foram nada originais quando inventaram a organização que ia fazer os atentados em Gatwick. " Martires de Al-alabush" é a minha proposta. Agora que foi neutralizado mais um ataque esperamos ansiosamente por mais ataques neutralizados. Acho que agora deve ser no aeroporto de Nova Iorque, para dar impacto á coisa.
Publicado por Daniel Arruda às 09:14 AM
Um início de dia infernal

Não sei se já alguém passou pela experiencia de mudar um pneu logo de manhã a caminho do trabalho. Ainda por cima num dia de chuva. Pois foi o que me aconteceu logo pela manhã. 6.45 da manhã , vinha eu descansado para trabalhar quando um sujeito entra na via pela esquerda. Nada de mal, ele tinha montes de espaço para entrar e não estorvar ninguém, se tivesse acelarado um bocadinho, coisa que não fez e assim quando dei por mim estava na traseira dele. O instinto faz com que nos desviemos e eu fui para cima do passeio. Não bati em ninguém mas a jante e o pneu foram à vida.
Com a chuva que estava não lembrava nem ao diabo mudar o pneu pelo que arrastei (é este mesmo o termo) o carro até uma bomba de gasolina para poder estar debaixo de um telheiro.
Mas sabem o que me irritou mais? Foi o ar das pessoas que iam à bomba a olharem com aquele ar de gozo "olha para este, tá fo.....".
Agora só posso esperar que o resto do dia corra melhor que o início mas uma valente telha já ninguém me tira. Tou pior que estragado.
Publicado por Daniel Arruda às 08:19 AM | Comentários (2)
agosto 17, 2006
Aziz Doweik continua detido em Israel
O Presidente do Parlamento palestiniano continua detido em Israel. O Hammas, de que é, dirigente ganhou as eleições na Palestina. Aziz Doweik, foi eleito pelo povo palestiniano em eleições que a Comunidade Internacional considerou livres e democráticas. Logo, Israel mantém sob prisão o Presidente do Parlamento Palestiniano, eleito em eleições livres e democráticas. Ao mesmo tempo, foram detidos mais ministros e deputados. Estes, se as eleições que a Comunidade internacional reconheceu funcionam da mesma forma que as nossas, também foram eleitos pelo povo palestiniano.
Segundo a notícia, o Presidente eleito contestou aos jornalistas a legitimidade de Israel prender representantes eleitos pelo povo palestiniano. Em eleições reconhecidas internacionalmente.
Se não tivermos uma mente muito tortuosa e se não tivermos dois pesos e duas medidas, se acharmos que a Democracia não pode ser um conceito oco e vazio, também temos que contestar. Ou não?
Publicado por Isabel Faria às 07:50 PM | Comentários (4)
Tarde de mais???
Não contesto a liberdade do jornalista que fez este texto com este título: Marcelo chegou tarde de mais (Isto é um ponto prévio para não haver confusões).
Como se, apenas, de tempo ou de falta dele se tivesse tratado. Esta tentativa constante de branquear e de distorcer a história, de que este título e este texto é, apenas, um inocente exemplo entre as que por aí proliream, não me parece que não se deva denunciar. A chamada Primavera marcelista não encontrou uma solução para a Guera Colonial e continuou-se a morrer em nome da Pátria. Não pôs fim à censura. E a PIDE continuou a matar:
" 1968, Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;
1969, Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um atentado organizado pela PIDE;
1972, José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE Coelha da Rocha, viria a escapar-se na "fuga-libertação" de Alcoentre, em Junho de 1975;
1973, Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim Galvão".
Quando ali em baixo falava em afronta era isto que queria significar. Na história que eu conheci e vivi, nos últimos anos do Regime continuou-se a morrer e a matar. Continuou a haver censura e a haver perseguições por delito de opinião. Continuou a haver fome e continuou a sair-se do País para poder sobreviver.
Façam-me um boneco a dizer que o Marcelo era um santo, cheio de boa vontade, com uma argolinha na cabeça, pobrezinho que só não fez mais porque não o deixaram, e esperem sentados que eu não venha para qui chamar uma porrada de nomes a quem o fizer. Mentiroso, por exemplo. Para ficar com um meiguinho, dado o adiantado da hora.
Publicado por Isabel Faria às 05:10 PM | Comentários (7)
Posso saber ???????
Posso saber o porquê de um investimento de 107 Milhões de Euros, se não houver derrapagem orçamental, numa obra que só irá esta pronta daqui a 4 anos que vai fazer a ligação entre a Gare do Oriente e o Aeroporto da Portela quando daqui a 7 anos o Aeroporto da Portela já não vai estar ali?????
Não há nada mais importante onde investir o nosso dinheiro?
Publicado por Daniel Arruda às 03:29 PM
Os cartoons

Como aqui há uns meses me insurgi contra as reacções violentas aos cartoons de Maomé, e à pressão que os movimentos radicais muçulmanos tentaram fazer sobre o Governo Dinamarquês para que os proibisse e punisse os seus responsáveis, acharei hoje rídicula qualquer reacção aos que estão desde ontem expostos em Teerão e que pretendem "questionar" o Holocausto.
Como, aqui há uns meses, realcei o mau gosto dos primeiros e entendi a afronta que poderiam significar para os Muçulmanos, continuo hoje a realçar o mau gosto dos que por aí circulam e a entender a afronta que representam.
Não sou moralista. Mas não aceito que se reescreva a história a nosso gosto e conforme as nossas conveniências do momento. Não é por Israel ser hoje um Estado agressor, violento, qua impõe a guerra e ocupa um País, que deixo de nutrir um profundo respeito e pesar por todos os judeus que Hitler perseguiu e matou. E pelos comunistas. E pelos homossexuais. E um profundo repúdio por todas as tentativas, venham elas de onde vierem, de "branquear" crimes. Sejam eles feitos sobre quem for.
Se me viessem dizer, em nome de que conveniência politica fosse, que o Tarrafal e Caxias e o Aljube e a António Maria Cardosos não existiram. Se me viessem mostrar cartoons com os anti-fascistas mortos em Portugal, contestando a veracidade ou as razões da sua morte, claro que respeitaria a liberdade de quem professasse essas ideias, de quem fizese esses bonecos, mas manifestaria o meu total repúdio pela afronta. De mim, não esperem dois pesos e duas medidas. E já agora, de mim, não esperem que me esqueça que no Irão não se aceitaram os cartoons de Maomé. A difrerença entre a Liberdade e a falta dela, é que nós temos a obrigação de aceitar a publicação e a distribuição de bonecos de mau gosto. Mesmo que nos toquem em lugares que nos são caros, como a história da luta contra a barbárie e pela liberdade, por exemplo. Mas também temos a obrigação de não calar que o reescrever da história do Holocauto, é repugnante. É absurdo. É, no fundo, porque pretende calar e apagar crimes, profundamente desumano.
Acho rídicula qualquer reacção aos cartoons, agora publicados. Acho repugnante que se "brinque" com a vida humana. Coíbo-me de dizer que, para uma ateia como eu, muito mais repugnante do que com qualquer Deus. Mas sei que este juízo de valor, não tenho o direito de fazer.
Mas também não dou a ninguém o direito que, por mim, o faça.
Publicado por Isabel Faria às 01:41 PM | Comentários (6)
Uma coisa para descontrair
Hoje deixo-vos com uma gracinha. Isto só de falar de coisas sérias também não dá com nada.
Espero que gostem. Eu achei-os giros.
Publicado por Daniel Arruda às 01:33 PM | Comentários (6)
O quejo e o rato
No dia em que Marcelo Caetano faria 100 anos se fosse vivo o governo Português reescreve a frase do orgulhosamente sós. Essa frase que foi imortalizada no Estado Novo e que há muito tinha sido banida do nosso vocabulário.
Poderá pensar-se que se trata de uma coincidência infeliz se não fosse o espelho de um país e de uma Europa cada vez mais de costas voltadas uns para os outros e onde alguns apenas olham para o mar em busca de algo que possa vir do outro lado do Atlântico. Sabemos todos e de há muito tempo que Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros é um firme defensor de Bush e companhia. Sabemos também que ele era um defensor da guerra do Iraque. Soubemos há menos tempo que era um apoiante de Israel a ponto de autorizar escalas de aviões militares israelitas em solo português.
O que não sabiamos é que a cobertura dada pelo 1º Ministro era assim tão ilimitada a ponto de nos fazer pensar que afinal até que nem defere no posicionamento estratégico de Luís Amado. O que nós sabiamos era que José Sócrates deputado era incisivo e violento no ataque à política dos Governos Durão/Santana quando estes tomavam exactamente as mesmas posições que ele e o seu ministro tomam agora. O quejo faz milagres. Provoca esquecimentos e eu acredito que o PS deva ter toneladas de stock na sua sede do Largo do Rato. Afinal tem tudo a ver. O quejo só podia estar no Rato. Mas a questão do rato permite-nos ainda outra analogia. É que os ratos são cobardes por natureza. São animais que se movimentam preferencialmente no escuro, como alguns dirigentes do PS. E não gostam da luz do dia nem da clarificação. Só assim se explica a recusa em prestar esclarecimentos ao Parlamento Europeu no ambito da investigação sobre os alegados voos da CIA transportando presos.
Este governo mais uma vez presta um mau serviço ao país. Descridibilizando-o e retirando-lhe autoridade, tudo por umas migalhas de protagonismo junto dos seus amigos americanos.
Dizia no outro dia um socialista referindo-se aos que recusam a guerra como solução que se o Ocidente, esse paraíso perfeito e justo (palavras minhas), perdesse esta guerra, recuariamos mil anos. Hoje este governo PS não recuou mil anos mas recuou o suficiente para nos lembrarmos de Marcelo Caetano e António Salazar, e essa não é certamente uma boa lembrança nem um cartão de visita que se recomende.
Publicado por Daniel Arruda às 08:18 AM | Comentários (16)
agosto 16, 2006
Assim sinto-me menos sozinho
Fico feliz por não ser o único a pensar assim. O insuspeito Courrier Internacional publicou este cartoon.

Obrigado ao Desvaneios desintéricos por ter me ter revelado esta pérola.
Publicado por Daniel Arruda às 11:05 PM | Comentários (8)
Como diria Gabriel o Pensador
Eu divirto-me á brava com estes palermas. Agora querem nos dizer que conseguiram desmantelar uma rede terrorista mas não conseguem impedir um miúdo de 12 anos de passar por todas as barreiras e sentar-se no avião e só ser detectado quando já comia a merenda. Isto depois de ter andado de comboio sem bilhete.
Se isto é o alerta vermelho quero ver o Verde, ou será que afinal eu tinha razão e o espectáculo da semana passada não passou mesmo disso. De um espectáculo bem montado para justificar outros fins.
Publicado por Daniel Arruda às 03:11 PM | Comentários (2)
...e post assim...

Foto: Mirabela Saru
Não sei há quantos anos deixei de me preocupar em definir o que sinto. Quando era novinha, sim. Aquelas dissertações se era paixão, amor, atracção, se era passageiro ou para a vida (confesso que quando era novinha, era sempre para a vida...), ocupavam-me horas. Lembro-me que antes de adormecer, a minha cama era uma autêntica palestra. Entre eu e eu. Às vezes até eu, eu e eu. Creio que chegávamos a ser quatro na cama.
Mas, como escrevi ali atrás, com o tempo comecei a adormecer sem “palestrar” comigo .Sobre nomes de coisas. E deixei de me preocupar em lhes dar nomes, mesmo. Quando muito, faço uma lista onde meto as sensações todas. E guardo, bem guardadinha para um dia, quando voltar a apetecer-me baptizá-las, ou tiver insónias, mostrar a algum entendido e perguntar, então vá lá, isto é (era) o quê?
Se me pedisses e eu pudesse dava-te o Mundo. Não posso, mas eu sei que tu sabes que eu te daria o Mundo. Se pudesse.
Quando as coisas ficam pretas, quando o Sol se esconde, quando preciso de um ombro, é em ti que penso.
Quando quero o Mundo, mas sei que apenas me podes dar uma palavra, ou mesmo que não possas, continuo a querer o mundo a a ficar apenas com a palavra. Ou mesmo sem ela.
Se me pedirem para definir amigo, penso eu ti. Se me pedirem que pense em ternura, penso naquela moínha que sinto aqui num lugarzito que deve ficar entre o estomago, o coração, a alma e o olhos e que aparece sempre que te toco. Ou mesmo que não te possa tocar.
Se me pedirem que defina prazer, penso no que me dás. Se pedirem que defina desejo, sinto-te.
Se me pedirem que defina vida, falarei em acordar a teu lado. E como basta acordar a teu lado uma manhã, uma tarde ou uma noite, para ela fazer sentido. Adormecer também.
Se me pedirem para te definir...aí, não terei palavras. Que cheguem. Serás, portanto, ainda e sempre o meu Mar. E encantas-me. Muito mais que me encantaste naquela noite em que me esperaste ao fim das escadas. E muito menos que me encantarás amanhã.
Publicado por Isabel Faria às 11:10 AM | Comentários (3)
Pedido de desculpas para escrever posts assim...
Colegas, desculpem usar o Troll para isto. E leitores, comentadores e amigos que por aqui passam, também. Eu prometo que se não se zangarem muito, eu, de vez em quando, também escrevo sobre o Líbano, o Sócrates (brr), até sobre o Bush (brrr, brrr). Mas por favor deixem-ne usar o Troll para mandar umas cartas. E para falar no Bono. E na Lua. E no jantar. Senão eu fico triste. E triste sou uma chata do caraças...
Publicado por Isabel Faria às 11:01 AM | Comentários (9)
Vamos fazer um exercício.
Vamos fazer um exercício.
Imaginem que estão numa qualquer zona de praias. Uma zona cheia de turistas que vão em busca de divertimento. Os Bares promovem como normalmente festas ""temáticas" normalmente com o patrocinio de uma qualquer bebida, afinal são bares e se eles fossem patrocinados por marcas de detergentes é que eu me admirava. Em todo lado há a festa da Caipirinha, da Sagres, Da Budweiser, .... tal como aliás há os Festivais populares que têm exclusivos de uma bebida e até das festas populares que muitas vezes são patrocinadas.
Continuemos com o exercício. Imaginemos que vamos a uma festa da Caipirinha por exemplo e o normal nessas festas é até se beber, imaginem, caipirinha. Imaginemos que o patrocinador da festa pretende oferecer uns brindes. Fitas, porta chaves, chapéus e bebidas. Sim, que pode ser normal especialmente se houver aquelas raspadinhas muito em moda. Uma bebida, uma raspadinha e logo vês qual o prémio.
Continuemos a imaginar que estamos numa festa assim, bem divertidos a ouvir um bom "sonoro". Até aqui é tudo normal, mas para dar um pouco de vida à coisa vamos imaginar que a polícia entra por ali adentro. Imaginamos uma rusga, não, melhor, imaginamos que eles vão apenas acabar com a festa porque as festas apesar de patrocinadas não podem ter incentivo ao consumo de alcool. Assim torna-se um pouco mais difícil o exercício de imaginação. Imaginemos que no meio desta confusão a festa é abruptamente terminada e os responsáveis que estão na festa são multados em 25000 Euros. Vejamos hipóteses para esta multa para tornar a história imaginária ainda mais intensa. Um Cartaz que dizia "Beba duas, Pague uma", um cartão de consumo que à 5ª bebida oferece uma grátis, a raspadinha que dá prémios, ... vou ver se me lembro de mais alguma, .... sim, .... Um Videowall que passe anuncios sugestivos da bebida ou uns (umas) manequins simpátic@s e bonit@s que destribuam as bebidas. Pior ainda seria se houvesse um patrocinador que ofereça bebidas para promover uma nova marca.
Bom a história já está mesmo no domínio da imaginação agora mas vamos pôr mais imaginação nisto que as histórias são boas é quando são completamente surreais. Imaginemos que esta "rusga" faz parte de uma grande investigação, com dezenas de efectivos das Brigadas de Investigação criminal envolvidos e que visa desmantelar toda uma rede de festas patrocinadas que há em Portugal, calculo que ao Fim de Semana haja em Portugal mais de 1000. Só no meu bairro são normalmente uma ou duas. Podiamos imaginar que esta investigação começa no Algarve, porque é onde há mais festas , mas para tornar o enredo mais "louco" vamos imaginar que o desmantelamento desta perigosa rede começa geograficamente pelo Norte seguindo para sul e por isso a 1ª zona a ser atacada é a praia do Furadouro em Ovar, conhecida pela sua vida nocturna intensa e em expansão.
O enredo já está a ficar bom. Bastante imaginativo não acham? Pois é. O problema é que eu não inventei isto. É real e passa-se em portugal em 2006. Vejam aqui e fiquem atónitos.
Só mesmo aqui. Será que quem manda na nossa polícia não tem mais nada que fazer? Não há nada mais importante neste país para fazer? Não há criminosos para apanhar? Será que vamos multar todas as discotecas, bares e até cafés deste país?
Eu não entendo isto. A sério que não entendo.
Publicado por Daniel Arruda às 10:05 AM | Comentários (1)
As caricas e o ciclismo
Por:Manuel Carvalho

Quando era miúdo um dos meus passatempos favoritos era jogar à carica.
A carica era, e é, a tampa da garrafa de cerveja ou do sumo. Recortava um papel redondo, pintava-o da cor do clube e escrevia nela o nome do ciclista favorito. Depois, com a mão, fazia uma estrada na terra. Um risco era a partida, outro a chegada.
A carica era impulsinada pelo dedo médio que agia numa espécie de mola com o polegar.
Era um jogo porreiro, talvez por ganhar muitas vezes. Os perdedores queriam desforra noutros jogos, como o pião. Mas aí perdia-se a habilidade toda. Cada vez que lançava o pião tocava a sirene de alerta de perigo e todos fugiam de pé de mim. Nunca se sabia bem o que ia acontecer ao pião. Fartos de correr perigo, os meus amigos desistiram de jogar ao pião comigo. E eu fiquei todo satisfeito.
No ciclismo, Joaquim Agostinho era o meu ídolo. Primeiro era sportinguista e depois ganhava que se fartava.
O ciclismo era um desporto muito popular. Já depois, em jovem, fazendo parte de um grupo da cidade, participei na organização durante alguns anos de uma prova de ciclismo, o grande prémio 1º de Maio, destinado a juniores. Aquilo dava trabalho mas também gozo. Era preciso recolher apoios financeiros, taças, arranjar voluntários, carros de apoio…
Quando esse grupo de jovens acabou, acabaram as provas de ciclismo. Tiveram o seu tempo, como as caricas.
O ciclismo perdeu apoio popular, talvez o profissionalismo e o domínio mercantil sobre a modalidade lhe tenham feito perder aquela “magia” que tinha. Talvez.
De qualquer modo, parabéns a David Blanco vencedor da Volta a Portugal.
Publicado por Troll Urbano às 09:56 AM | Comentários (2)
Portugal no seu melhor
Depois do caso das escutas ficámos a saber que as forças de segurança e protecção civil são escutadas assim como a segurança do PR e do 1º Ministro. Ficámos também a saber que o problema vai estr resolvido dentro de pouco tempo pois as comunicações em Lisboa vão passar a ser seguras. Não é em Portugal, é em Lisboa. Apenas e só. Ficámos também a saber que há quem perde tempo a escutar estas coisas, facto que eu julgava impensável dado o interesse da coisa.
Depois admiram-se que em Portugal nada se resolva. É se está meio mundo a escutar o outro meio pouco ou nada sobra para resolver. Mas não se pense que isto tráz só desvantagens. Eu acho que a Al-Qaeda esteve a ouvir as nossas comunicações e só por isso poupou o nosso país a uns atentados. É que depois de ouvirem o que se passa, de verificarem o desleixo acharam que até ficava mal no "curriculum vitae" de um bombista efectuar um ataque em Portugal.
- Então onde é que já fizeste uns atentados.
- Em Portugal.
- Epa, vai lá para a rua e volta quando tiveres uma coisa que se mostre e não essa brincadeira de crianças de fazer ataques em Portugal.
Publicado por Daniel Arruda às 08:09 AM | Comentários (1)
O preço do Futebol
António Salvado, presidente do Estrela da Amadora queixa-se que o Futebol está em crise por causa da fraca assistência no Estrela da Amadora - Benfica. Estavam lá cerca de 1000 pessoas (para ser simpático).
Não lhe ocorreu que os bilhetes a 25 Euros pudessem ter tido qualquer coisa ver com isso? É que eu para ver um jogo da Liga do Campeões (OK é a 3ª pré eliminatória) pago 12,5 Euros e um adepto não sócio paga pelo bilhete mais barato 20 Euros ou se quiserem outro exemplo um bilhete para a 1ª jornada do Campeonato Alemão podia ser adequirido a partir dos 10 Euros. (Na Alemanha os preços são tabelados pela Liga para não haver "esticanços" nos preços)
Em Portugal continua por vezes a exigir-se preços de bilhetes que são incomportáveis ás bolsas nacionais. Felizmente que Benfica e Sporting (falo destes dois que conheço) já abriram os olhos e têm bilhetes a preços acessíveis e isso viu-se na última época com médias de assistências que rondou os 40.000 espectadores por jogo se contabilizarmos apenas os da Liga pois no caso do Benfica para a Champions teve uma média de 55.000 espectadores. Para verem a diferença, a mim, cada jogo da liga sai a 10 Euros, sendo que o bilhete mas barato sai a 8 Euros por jogo. Outros exemplos , embora negativos se podem dar. O ano passado paguei 25 Euros no Bonfim, 20 Euros no Restelo sendo que houve jogos como em Paços de Ferreira em que os bilhetes atingiram os 30 Euros (felizmente que este não pus lá os pés).
É bom que os presidentes dos Clubes e já agora também a Liga vejam o que se passa porque senão vamos continuar a assistir a estádios vazios e quem gosta de Futebol sabe que isso é o pior que pode acontecer a um espectáculo destes.
Publicado por Daniel Arruda às 01:56 AM | Comentários (7)
agosto 15, 2006
Quanto tempo falta para as próximas autárquicas?
Há pouco menos de um ano, em Setembro de 2005, um mês antes das eleições autárquicas, no mesmo dia eram inauguradas cinco piscinas municipais, na cidade de Lisboa.
A campanha eleitoral estava já ali.
Hoje, menos de um ano depois da inauguração, quando as próximas eleições ainda vêm longe, no primeiro Verão, em bairros onde muitos habitantes não deverão ter hipótese de ter outras férias e outros banhos senão os das piscinas que Carmona Roderigues, então, inaugurou com pompa e circunstãncia, três delas - Ameixoeira, Vale Fundão e Oriente estão encerradas por falta de cloro.
A situação há muito que tem sido denunciada. Sá Fernandes esteve lá ontem e enviou uma mensagem urgente a Pedro Feist. Agora resta esperar pela resposta. Sem piscina. Porque a CML só se lembra dos moradores de Marvila, da Ameixoiera, dos Olivais...em alturas de campanha eleitoral? Ou porque não tem dinheiro para comprar o cloro necessário? Ou por desleixo puro e simples?
Eu, na minha vontade de ajudar, sugeria que a CML usasse algum do dinheiro que Vitor Santos, uma semana depois do embargo, já deve ter sido obrifgado a pagar do alvará do condomínio da Infante Santo. Ou será que ainda não pagou?
Publicado por Isabel Faria às 09:05 PM | Comentários (6)
Eu sou saloio
Hoje é um dia especial. Comemora-se hoje um pouco por toda a região saloia o dia do Saloio e que tem especial destaque na praia de Santa Cruz. Para quem não sabe a zona saloia é toda aquela que vai do Olival Basto (ao fundo da Calçada de Carriche, às portas de Lisboa) até Torres Vedras.
Há por aí quem use este termo de uma forma que se pretende de ofensiva, assim do género, "És mesmo saloio", mas o que essas pessoas não sabem é que nós saloios temos orgulho no que somos. Eu digo sempre e repito sempre que posso, que tenho gosto de ser saloio.
Apesar de ter nascido longe, na "estranja", fui criado em Loures e fico feliz por hoje poder comemorar aquele que também é o meu dia.
Um grande bem haja á região saloia e aos seus habitantes.
Publicado por Daniel Arruda às 04:37 PM | Comentários (7)
Temos um colega novo!!
Quem tem a culpa disto é o Fernando. Deixou um comentário a falar numa coisa qualquer sobre o Troll no DN, não consegui resistir à curiosidade (é um cadito do meu post sobre a esparança que os libaneses precisam de encontrar para se convencerem de que a guerra acabou...) , como precisava de comprar uvas Muscatel (estava a desejo...nada do que possam pensar corresponde a qualquer aproximação da realidade, asseguro-vos, era mesmo desejo de gulosice) aproveitei ir ao único lugar que conheço que tem uvas Muscateis (isto tem plural? e se tem, tem acento??? sei lá...), ali em frente à Casa do Alentejo (estou a receber uns cobres para a publicidade) e comprei o Diário de Notícias. Culpa do Fernando, repito (desculpa mas já não me apetece fazer o link...dá um trabalhão!!!).
E fiquei a saber que temos um colega novo. O Presidente do Irão criou um Blog. Possivelmente para mostrar que Liberdade de expressão é algo que não falta no Irão, meteu mãos à obra e aí está. Não faço ideia como se chama porque apesar de a notícia dizer que tem versões em farsi, árabe, inglês e francês, eu fiquei pela versão em árabe (ou será farsi?). E não entendi o nome, desculpem. De qualquer forma o DN traduz umas partes que me pareceram interessantes. Para além de falar da infãncia, fala na crescente importância, para ele, do pensamento e da filosofia do "chefe divino", Khomenini.
A partir de agora, portanto, e para seguirem as pegadas do Presidente, deverão aparecer por essa Net fora, centenas de Blogs de iranianos...mesmo dos que não se entusiasmem tanto com a divindade do "chefe". Se o DN der conta, eu prometo que vos conto...
Mas agora fiquei com uma dúvida. Com a liberdade toda de expressão que é apanágio de alguns países e que se comprova com esta proliferação de Blogs, será que Abdul Aziz e Kim Jong II, também são nossos colegas?
Publicado por Isabel Faria às 04:25 PM | Comentários (1)
Os Planetas não se medem aos palmos!!!!

Ora aqui está uma notícia que me põe mal disposta logo de manhã...ok, não é manhã, mas fica bem no texto.
Acho de um mau gosto incrível pensarem sequer em tirar-me o Plutão. Ou em passá-lo para a 2ª divisão dos Planetas. Eu tenho 1,60m de altura, há gente muito mais pequenina que eu...não somos gente por causa do tamanho, é? Porque carga de água é que aquela de que os homens não se medem aos palmos não se pode aplicar aos planetas? Eu aprendi aquela ladaínha toda...Mercúrio, Vénus....Urano, Neptuno e Plutão. O e estava ali. Ninguém me vai obrigar a mudar o gajo de sítio.
E depois eu tenho outro problema grave. Há uns anos fizeram-me uma Carta do Céu. Disseram-me que tinha ascendente em Leão e puseram lá os Planetas todos...até o Plutão. E, pasme-se, disseram-me que tinha o Plutão em conjunção com o Ascendente. Não sabia o que isso significava...explicaram-me que não era muito bom...levei anos a habituar-me a esse facto incontornável, mas agora não abdico dele, assim do pé para a mão. Quero a minha conjunção. Na altura, disseram-me que teria sempre assim uns fins violentos...por causa do canochito estar naquele local. Perguntei, assustada, mortes e assim??' não, isso só morres uma vez...nas relações, por exemplo. Confesso que depois do choque inicial veio a esperança: ainda hei-de ver um homem a fazer um duelo por mim...ou a ameaçar mandar-se ou mandar-me da Ponte...ou a passar-me rasteiras...ou a ameaçar que mete a mão na tomada enquanto toma banho...até me cheguei a lembrar do Império da Paixão, acho que até do dos Sentdos...tudo coisas que o Plutão permitiria e que se mo tiram, perco, definitivamente, a hipótese de, algum dia, presenciar.
Para além de denunciar esta situação este post tem outro fim. Peço-vos que se juntem a mim e que façamos um movimento de defesa do Plutão. Tipo, abaixo assinado, manifestações de rua, envio de Emails (para os cientistas...parece que os planetas não aprenderam a ler...), etc, etc, etc..
Já agora juntamos a isso a nossa reivindicação que Xena também passe a contar como Planeta. Parece-me um atentado à paridade e aos direitos das mulheres que em 9 planetas, 7 sejam masculinos. Só admitirei mudar o e de lugar se fôr para meter lá a Xena.
Contra a despromoção de Plutão!!!!
Pelo reconhecimento de Xena!!!
Pelo fim da descriminação sexual dos Planetas!!!!
Os Planetas não se medem aos palmos!!!!
Publicado por Isabel Faria às 12:56 PM | Comentários (4)
agosto 14, 2006
Vou ver o Fu e mais o Ho
Quando o meu filho nasceu, muitas vezes, sentia falta de ter com quem partilhar os medos. Assim, altas horas da madrugada, quando, de repente, por uns minutos ele parecia ter parado de respirar…abanava-o docemente ( o docemente sou eu a dizer...o medo era tanto que não tenho nada a certeza que fosse docemente...) e já sabia. O João Pedro, que só tinha um sono pesado durante o dia, acordava de imediato. Eu tinha uma noite sem dormir pela frente, mas ele respirava…o não dormir não era assim tão importante.
Um dia tinha lido, numa das dezenas de livros e de revistas que me ensinavam que aos dois meses levantavam a cabeça, aos quatro faziam isto e aos quatro e duas semanas aquilo, um artigo sobre o sindroma da morte súbita…e o João Pedro nunca mais pôde dormir uma noite descansado, sem um abanão pelo meio. Nessas alturas, creio que teria sabido muito bem ter alguém que me ajudasse a dar o abanão…tipo dividir o resultado do dito, mesmo. E nada tinha a ver com partilhar a noite sem dormir…era mesmo só para aguentar os segundos até o abanão resultar…
Depois, ao longo dos anos, essa necessidade foi-se atenuando. Aprendeu a andar, a ficar em casa sozinho, a ir para a escola de autocarro…cada primeira vez era sempre um drama, as outras todas a seguir uma dramazinho mais miniatura, mas, a necessidade de partilhar isso, de pedir conselhos ou, apenas, que me ouvissem, atenuou-se de tal maneira que pensei mesmo que me tinha tornado autosuficientemente mãe.
O pior é agora. Usando uma linguagem popular, agora é que porca torce o rabo.
Passados estes anos todos, quem é que ia imaginar que voltava a precisar que me ajudassem a dar o abanão? E mais grave ainda, quem é que ia imaginar que quem tinha que levar o abanão seria eu?
Não têm sido dias fáceis. Há alturas em que sinto o meu filho ficar longe. Há coisas que deixou de partilhar. Fecha a porta da casa de banho para fazer a barba… Dou comigo a pensar que me trocou pela namorada e a ver-me já naquele papel das anedotas portuguesas em que há sempre uma sogra megera e rezingona que faz a vida negra às pobrezinhas das noras (normalmente é aos genros, mas aqui não dá…). Esta tarde dizia a um amigo que sinto que estou a perder o meu bebé.
Acabámos de ir buscar dois filmes ao clube de vídeo. Olha tu és uma chata, mas ainda bem que não me deixaste lá ficar mais um dia…tá bem que namoro um dia a menos, mas já tinha cá umas saudades duma cama a sério…e de te obrigar a ver um filme de artes marciais…
A pessoa onde ele passou o fim-de-semana, dizia-me, há pouco, ao telefone que o João Pedro era um miúdo tão arrumadinho…tão calmo…tão prestável…tão atento…
Cum caraças eu, às vezes, posso barafustar por ele cá não fazer a cama, e por eu o estar a chamar e não vir a correr…e por não me falar da namorada…e…por ter crescido. Mas uma pessoa gosta sempre de ouvir…já desde o primeiro ano que saía sempre inchada da escola…agora saio inchada do telefonema com a tia da namorada, que parece que já não foi e agora já é...pronto, apenas tenho que me habituar à mudança das fontes de….inchaço.
Nestes dias, difíceis porque tenho teimado em deles fazer um drama quase tão grande como a história do Sindroma da morte súbita e respectivo abanão, tenho sentido o bem que sabe poder colher informações abalizadas sobre o que é ser um puto e ter 16 anos…só conhecia a versão feminina da coisa e, confesso, essa lacuna tem sido das coisas mais complicadas de gerir… talvez nunca seja capaz de dizer como têm sido importantes e quanto me têm ajudado essas “informações”. Sobretudo porque são dadas sempre com aquilo que mais preciso de recuperar. A leveza das coisas simples. Como crescer, é. Ou ter um filho. E criá-lo.
Talvez nunca consiga dizer…Mas se algum dia conseguir terá que ser qualquer coisa como: porra pá, tenho dormido algumas noites à tua pala. E contrariamente àquelas alturas em que mais noite menos noite sem dormir, não vinha mal ao mundo…agora, a idade não perdoa. Cada vez que ouço o que se faz aos 16 anos, quando se é puto e se tem 16 anos…e comparo e sossego com a comparação…é mais uma hora de sono. O que equivale a menos uma ruga…Obrigado. Se algum dia conseguir dizer como me tem (me tens) feito bem, não me posso esquecer de agradecer as rugas…a menos.
Mãe, vens ou não vens???
Yap...
Vou ver um filme que presumo deva ter alguém com um nome Fu ou Ho...para desanuviar, diz ele..Para adormecer, receio eu. Mas seja para o que fõr...cabemos os dois no sofá novo. Viva!!!
Publicado por Isabel Faria às 11:42 PM | Comentários (6)
Será?!?!?!

Será que a inflação subir é um daqueles claros sinais de retoma que o José Sócrates tanto nos fala?!?!?!?
Publicado por Daniel Arruda às 05:33 PM | Comentários (2)
Uma boa (muito boa) prestação
Acabaram os campeonatos da Europa de Atletismo e Portugal teve uma boa prestação com 4 medalhas, duas de ouro por Obikuelo (ainda não aprendi a escrever o nome dele), uma de bronze por João Vieira na Marcha e uma de prata ontem por Naide Gomes no salto em comprimento. Para além disso tivemos uma medalha de prata na Taça da Europa da Maratona por equipas que se correu em simultaneo e 4 menções honrrosas que são de classificações até ao 8º lugar.
O que é espantoso é que agora que começámos a ganhar medalhas nas disciplinas técnicas deixamos de as ganhar no fundo e meio fundo. Não será altura da Federação Portuguesa de Atletismo rever as suas prioridades e formas de trabalho? É que já provámos que com treino podemos ser iguais a qualquer selecção europeia e no entanto parece que continuamos a gostar do nosso amadorismo.
O país tem de ver que o desporto não é só futebol.
Publicado por Daniel Arruda às 12:58 PM | Comentários (2)
Puro masoquismo

Só podia ter ficado neste estado (presumo que num qualquer momento devo ter passado por alguns dos outros). Quem é que me manda abrir o DN on Line à Segunda-Feira??? e ver