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agosto 22, 2006

A guerra no Ocidente

A Guerra está a fazer o seu caminho. Sim que a Guerra não se faz só no Médio Oriente. Faz-se e muito nas nossas mentalidades e na formatação que querem fazer ás nossas cabeças. O racismo, terror, medo ou fobia ou como lhe quiserem chamar faz o seu caminho a ponto de haver pessoas ocidentais, "superiores", com medo de embarcar num voo só porque havia pessoas com tom de cor ou fisionomia diferente.
Há cerca de 5 semanas brinquei com o facto de no avião onde eu ia estarem muçulmanos e já me arrependi de o ter feito. É que brincadeira é uma coisa mas nunca pensei que a mente de alguns fosse tão tacanha que uma situação destas fosse real.

A Guerra vai andando. A Europa fortaleza também. Cada vez mais isolados do mundo mas próximos dos EUA. Cabe a cada um de nós pensar se isso é correcto. Se este medo leva a algum lado. A mim não me parece mas quem sou eu?

Publicado por Daniel Arruda às agosto 22, 2006 07:52 AM

Comentários

"Sim que a Guerra não se faz só no Médio Oriente. Faz-se e muito nas nossas mentalidades e na formatação que querem fazer ás nossas cabeças."

A este propósito, parafraseando-me a mim próprio e ao meu blog (altermundo.blogs.sapo.pt), cito por sua vez um artigo de Fernando Belo que lá coloquei, aparecido no Público a 7 de Agosto, que diz tudo:

"(...) só quando as sociedades árabes chegarem à modernidade é que poderá desaparecer o síndroma do 'choque das civilizações' (o qual só tem sentido do ponto de vista da impotência deles, da raiva que esta dá)...
A contradição deste tipo de guerras é visível a qualquer espectador de telejornais, quer a mortandade absurda de gente civil, quer a destruição de estruturas civis de modernidade de todo o género que haverá em seguida que reconstruir, sabendo-se que os meios para tal faltam cruelmente. Isto é, estas guerras matam gente inocente, geram jovens com ódio e impedem a modernidade dos países que não podem contar ainda com gente suficientemente escolarizada. Enquanto a estratégia for de guerra, esta eternizar-se-á. A questão do fim da contradição do Médio Oriente pode colocar-se, em termos teóricos, da seguinte maneira, difícil, senão utópica: que Israel colabore decididamente na construção da modernidade palestiniana, crie uma rede de instituições e práticas de tal maneira forte que nenhuma das partes, capital e empregos, possa querer guerra. (...) Utopia hoje, é certo, mas estrita condição de possibilidade da paz. (...)"

Publicado por: António Rufino às agosto 22, 2006 02:15 PM

António, não conhecia este texto mas subscrevo na integra o que está aí escrito, com um pequeno acrescente.
Que nunca se queira impor nada. QUe o processo se faça da forma mais natural possível para não se perder tudo o que a cultura islamica tem de bom.

Publicado por: Daniel Arruda às agosto 22, 2006 03:20 PM