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agosto 03, 2006
Brincadeira ................. de crianças

Foi assim que foi classificada a morte de Gisberta. Uma brincadeira, de crianças certamente, pois as idades a isso obrigam.
Acho que deveriamos ajudar a que as nossas crianças brinquem. Vamos levá-las a sitios públicos onde parem muitas pessoas para que haja variedade. Vamos incitá-las a brincar a este novo jogo que os tribunais portugueses inventaram. Chama-se o espanca o próximo e como prémio para aquele que conseguir ser mais original na forma como bater e especialmente na forma como oculta o cadáver tem o direito a 13 meses de férias com saídas ao fim de semana. Estou até tentado a introduzir uma nova regra no jogo. Quem conseguir profanar o cadaver de forma original e criativa terá ainda um bónus de poder saír da instituição para receber uma vez por semana tratamento psiquiátrico.
Por acaso foi um transsexual que por azar ainda por cima era imigrante e pessoas com estas duas caracteristicas em Portugal valem zero. Mas vejamos as coisa pelo lado positivo. Em Portugal uma vida humana tem preço e está sujeita às flutuações de mercado e da concorrência. É que ficámos a saber que em Portugal as vidas não têm todas o mesmo valor. Há umas que para o estado não valem nada a ponto de poderem ser sacrificadas por uma brincadeira, de crianças .... certamente
Publicado por Daniel Arruda às agosto 3, 2006 11:10 AM
Comentários
Sabes Daniel, este é daqueles casos em que, de facto, só nos resta o humor negro...
Há alguns dias que andava a tentar pegar no caso...acho que tu o fizeste da forma mais...certa...certamente.Seria cómico se não se tratasse de uma vida...seria uma vida??? è isto o humor negro, não é????
Publicado por: isabel faria às agosto 3, 2006 11:56 AM
Sobre este caso, para além do que dizes, só me resta chamar a atenção para um artigo de opinião, inserto na edição do Público de hoje, a páginas sete, da autoria de Madalena Barbosa, intitulado "Culpa, eu?
Publicado por: josé palmeiro às agosto 3, 2006 12:30 PM
Esta é uma história tão sinistra que entendo que a isabel nem soubesse por onde lhe pegar. Os miúdos, lá por serem miúdos não deixam de ser delinquentes. E graves. E gravíssimos! Além de que me chocou o facto de ser referido de vez em quando que, com uma ou outra excepção, nem sequer mostraram grande arrependimento. Aparentemente o que pensavam é que se tivessem enterrado melhor o desgraçado aquilo nunca se sabia e estavam safos.
Mas a pena («pena»??????) parece (passe a gracinha, descabida) leve como uma pena. Um ano? E nas condições descritas? É um pouco como se levantassem um dedo e dissessem: "Mau, mau, mau! Isso não se faz!"
A falta de respeito que tudo isto indica pela vítima arrepia-me. E envergonha-me como portuguesa.
Publicado por: Joaninha às agosto 3, 2006 12:43 PM
Quase que venho repetir as palavras da Joaninha.
Se não fosse aquele desgraçado a vítima, como é que a história teria acabado..? É evidente que temos de ajudar quem é jovem, mas ajudar é exactamente orientar para os valores correctos, não é 'branquear' um crime gratuito daquela gravidade!!!
Um escândalo, e uma vergonha.
Publicado por: Emiéle às agosto 3, 2006 01:13 PM
Mais de uma dezena de adolescentes problemáticos, praticam um crime com requintes de crueldade e sadismo.
O juiz entendeu que foi só um acto da malfadez, tal como tirar os olhos a um gato ou partir pernas aos cães vadios á pedrada.
O juiz esqueceu uma verdade comezinha, ao ter desvalorizado o crime, deu um sinal negativo a todos os jovens problemáticos.
Matem e esfolem á vontade, que nós somos compreensivos.
Só espero que este juiz seja vitima de um desses ataques, para provar na pratica a sua pseudo justiça.
Publicado por: a.pacheco às agosto 3, 2006 01:19 PM