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agosto 18, 2006

Haverá algum xarope ou comprimido?

Há alguns tipo atitudes que me fazem passar da cabeça. Ok, quando são atitudes, isoladas que alguém num dia mau tem, ou que me encontram num dia mau e eu faço uma tempestade...grito, faço birra, estrabucho, encolho os ombros e vou-me embora (o mais habitual) ou, na pior das hipóteses, faço algumas coisas que a seguir me ficam aqui a moer, uma quantidade de tempo, a moer de remorso e de vergonha, mesmo...como aconteceu ontem. Mas não é disso que me apetece falar...
Mas há casos em que não são atitudes. São formas de estar. É feitio, mesmo..
Não suporto pessoas que não me olham quando falam comigo ou quando eu lhes falo. Que me obrigam a parar dezenas de vezes para confirmar se me estão a ouvir, que me obrigam, mesmo, a perguntar se me estão a ouvir, falo e estão a olhar para o monitor, ou para a janela, ou para a folha A4, ou para a omeleta ou para antes de ontem...acho de uma falta de cortesia, de educação e sobretudo de uma frieza que me enerva e me dá vontade de acabar não aquela, mas todas as conversas...
Para além deste mau feitio que me faz passar das estribeiras quando tenho a sensação que me estão claramente a mostrar que estou a falar para as paredes, estou cada vez mais intolerante com a mentira. A sério. Não suporto a sensação que me tomam por parva...e depois não suporto a sensação que a mentira pode ser uma doença. Acho que há pessoas que já nem mentem, que elas próprias se convencem que estão a dizer a verdade, a sua verdade passa a ser a verdade...e a gente que pensa que estamos vacinados contra estas pragas, acabamos por nos deixar ir e acabamos por deixar que nos levem na mentira delas...mesmo sabendo, que nos estão a mentir. E para nos libertarmos completamente da teia, vimo-nos à rasquinha...

A propósito de que é que isto vem?
Olhem, tenho tido o azar de nos últimos tempos conviver com pessoas assim. De uma e outra espécie. Felizmente nenhuma tem a falta de gosto de ter as duas coisas ao mesmo tempo...mentir-me sem olhar para mim. Seria o fim da macacada.
Mas apetecia-me mandá-las dar uma volta ao bilhar grande...as que são assim, por doença ou por gene. Sou uma insensivel. Pronto. Afinal, são umas coitadinhas. Precisam da mentira para viver e têm problemas de pescoço...gostava de ser mais tolerante. Ou de encontrar algum medicamento...assim ajudava-as, tipo boa acção, e desempaavam-me a loja. Alguém conhece?
Ah e depois, já agora ajudem-me a levá-las de ao pé de mim...isto é pior que a tortura do chinês...

Publicado por Isabel Faria às agosto 18, 2006 03:19 PM

Comentários

Isabel, parece-me que estás na situação de encarar de frente que há gente, que nem um olhar merece. O que descreves é típico de uma certa gente, que o melhor, mesmo, é passar-lhes a arreata pelas orelhas, e deixá-los ir, sem mais conversa ou sentimento. Tudo isto a bem da nossa saúde mental. Não duvides, vamo-nos tornando selectivos, o que é bom, pois para o peditório, já demos.

Publicado por: josé palmeiro às agosto 19, 2006 10:07 AM

Acerca do post sobre o fumdamentalismo do mau e do bom.

Essa história da detenção da verdade deveria merecer uns momentos de atenção. Quanto ao resto concordo inteiramente contigo.
Eu sei que o Troll não é um Blog de filosofia (nem sei se haverá), mas nada nos impede de filosofar sobre o assunto. E quando digo filosofar não quero dizer especular, nem arrotar postas de pescada, quero dizer raciocinar com clareza, com isenção, com intenção de encontrar a solução do problema, por amor da verdade e da inteligência. Certo? Claro que este filosofar impede logo muitas coisas de serem ditas (isto para quem tem acima de tudo amor pela verdade) mas eu acredito que se ele há alguma possibilidade de encontrar essa "megera" (a verdade) então essa possibilidade é característica do ser humano. Claro que ser humano não é aquela coisa que tem um bilhete de identidade. Tem que ser mais que isso. tem que ser humano! E não cretino! E não uma besta! E não um animal!
Bem a verdade pode naturalmente ser conquistada, alcançada. Mas ela não se oferece a qualquer um. Há que merecê-la. Há que haver esforço, trabalho, paixão mesmo. Senão nicles! Fica-se assim como os gajos do PS e do PSD. Que quero dizer com isso? Fica-se disponível para quem pague mais já que a verdade e a razão e a isenção estão de costas voltadas para eles como é óbvio.

Publicado por: Chico Zé às agosto 19, 2006 01:33 PM

Isabel, por favor tira-me dali aquele "va-mo-nos" e substituiu pelo certo "vamo-no".
Obrigado, pela correcção.
Bom fim de semana!

Publicado por: josé palmeiro às agosto 19, 2006 03:41 PM

Isabel, por favor tira-me dali aquele "va-mo-nos" e substituiu pelo certo "vamo-nos".
Obrigado, pela correcção.
Bom fim de semana!

Publicado por: josé palmeiro às agosto 19, 2006 03:41 PM

Já está, José. Para ti também.

Publicado por: isabel faria às agosto 19, 2006 04:44 PM