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agosto 21, 2006
Não se mata nem se morre por amor
Há títulos que me fazem alguma confusão.
Portugueses continuam a matar e morrer por amor.
Não se mata nem se morre por amor. Por mais romãntico que isso nos apareça. Ou por mais cruel. Mata-se e morre-se por egoísmo, por rancor, porque não se suporta o fim do amor, por ciume doentio, por medo, porque não se suporta o espelho, o da alma ou o outro, mas por amor, não.
A única coisa que admito que se faça por amor, é amar. Claro que admito que entrem aqui uma porrada de verbos, chatos e foleiros: às vezes, sofre-se, outras magoamo-nos, outras aimda choramos.
Mas morrer ou matar por amor, não me venham com histórias. Quando se quer morrer ou matar, já há muito que se matou o amor. Em Portugal, na China ou em Marte.
Publicado por Isabel Faria às agosto 21, 2006 11:58 AM
Comentários
Concordo, sem qualquer dúvida nem comentários.
Publicado por: josé palmeiro às agosto 21, 2006 12:25 PM
Não sei se é por amor ou não; Mas é um dado tambem corioso, que é o de que os homens se suicidam muito mais que as mulheres após um divorcio...(é verdade ainda há coisas assim) e a taxa tem vindo a aumentar de ano para ano.
Publicado por: Antonio L às agosto 21, 2006 12:37 PM
António, talvez porque culturalmente a fidelidade é algo muito mais imposto às mulheres que aos homens...e a mudança cultural que se deu no direito à escolha, ao fim de um casamento, por se ter encontrado outra pessoa,seja, hoje em dia, algo de muito maas assumido ( e aceite) por elas do que por eles. Daí ser algo de muito mais insuportável para os homens que para as mulheres o aceitarem que foram "substituidos", trocados. E também são mais eles que matam...as estatisticas também mostram que são, sobretudo, elas, que acabam casamentos potr terem encontrado outra pessoa.
Creio que ao homem é muito mais dificil aceitar que perdeu as rédeas da relação e o que isso ainda significa para o seu amor próprio, para a imagem perante os outros (o machismo ainda está vivo...).
Para além de que o papel tradicional da mulher, no casal, creio que continua a existir. Ainda hoje um homem deve ter muito mais dificuldades em imaginar-se sozinho, com a comida por fazer, a roupa para passar, a casa para manter do que a mulher, que é isso que, tradicionalmente, ainda faz.Para além do suicidio também as estatisticas mostram que os homens ficam muito menos tempo sozinhos depois dum divórcio. E não me parece que seja por amarem mais...
Mas continuo a dizer pode-se matar ou morrer por dependência ou orgulho ou preconceito,ou por ciume, mas que isso (ainda) seja amor, aí é que não chego.
Publicado por: isabel faria às agosto 21, 2006 12:56 PM
Estou de acordo ..no enanto esta expressão e´que não entendi bem...."são, sobretudo, elas, que acabam casamentos por terem encontrado outra pessoa."
Quererá isto dizer o quê..?? Eles são mais compreensivos pacientes, tolerantes e zeladores das suas promessas que elas??..Estavam mais conscienets da escolha... mais disponiveis para suportar as dificuldades das relações..e não abandonarem o "barco" .. é isso? ..e depois; a estatistica diz que elas acabam uma coisa quando ja esta mal ..ou só quando e porque aparece/encontram melhor...? não sei ..fica a duvida.
Publicado por: Antonio L às agosto 21, 2006 01:36 PM
António, eu creio que aqui a tradição ainda é o que era. Em muitos caso. E seja pela tradição ou pelo genes, ou porque quer que seja...creio que é mais complicado a uma mulher manter uma situação "dupla" do que a um homem...até por aquela parte das tarefas, né? Estar em casa é uma tarefa tradicional "dela" (estamos a falar em Portugal...e Portugal não é só Lisboa e arredores...), para manter uma ralação dupla é preciso no mínimo um bocadinho de tempo...e de espaço.
Não me parece que eles sejam mais isso tudo...mas, hoje em dia, parece-me que são um pouco mais comodistas...ou acomodados?
Ah, quanto a essa estatistica não sei...
quando já está mal...ou só quando aparece outro... mas será que quando está bem, aparece outro???? Não sei...
Publicado por: isabel faria às agosto 21, 2006 02:07 PM
bem, figiu-me a boca (o teclado) para a verdade...
"para manter uma ralação dupla"...cum caraças valha-me S. Freud!!!!
Publicado por: isabel faria às agosto 21, 2006 02:15 PM
Desta vez não acertamos na data mas acetamos no tema e no modo do encarar.
Já há uns ...( 15 dias? ) tinha escrito exactamente sobre este tema.
http://populo.weblog.com.pt/arquivo/2006/08/amor_orgulho_ou.html
Escuso dizer que estou inteira e completamente de acordo. Amor????
Publicado por: Emiéle às agosto 21, 2006 02:47 PM
Com que então "ralação"?. Tens toda a razão é mesmo uma ralação, essas relações. Há tanto caminho para andar!
Publicado por: josé palmeiro às agosto 21, 2006 04:16 PM
Palavras para quê? Tiveste a capacidade de dizer o que havia para dizer sobre o assunto. Desassombradamente e sem verbos de encher. Escorreitamente. Limpinho.
Muito bem.
É para que muito aprendam
Publicado por: ChicoZé às agosto 22, 2006 06:51 PM
Palavras para quê? Tiveste a capacidade de dizer o que havia para dizer sobre o assunto. Desassombradamente e sem verbos de encher. Escorreitamente. Limpinho.
Muito bem.
É para que muito aprendam
Publicado por: ChicoZé às agosto 22, 2006 06:53 PM