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agosto 04, 2006

Será que era mesmo médico????

Eu ouvi as declarações do médico anteontem no notíciário das 20 Horas na televisão. Ouvi-o dizer claramente que se tratava de mais um caso de abuso, que a criança tinha queimaduras de cigarro e uma que parecia ser de um ferro de engomar. Foi um médico que disse isto.
Afinal o que podemos esperar de um médico que não destingue um problema dermatológico de uma queimadura deliberadamente provocada? Em que posição ficou a mãe de uma criança que viu o seu nome arrastado na lama? Quem se responsabiliza por isto? Quem investiga este médico para termos a certeza que ele não se engana e faz uma autópsia em vez de uma operação á apendicite?

Com toda esta fobia onde é que vamos parar. Vergonhoso.

Publicado por Daniel Arruda às agosto 4, 2006 10:04 AM

Comentários

Pois eu também ouvi...e também não sei a resposta. Mas deveria ter alguma, não??? Tipo responsabilização ou assim?
Afinal a acusação de maus tratos não é assim uma leviandade ou é? Para além de como frias, demonstrar uma total incompetência profissional. Para além de um processo judicial por difamação não era caso para processo disciplinar???

Publicado por: isabel faria às agosto 4, 2006 11:11 AM

São casos que resultam de uma paranóia instalada. Desde que nos últimos tempos, felizmente, se começou a dar voz e importância aos casos de maus tratos, gera-se na opinião pública (através dos exageros dos meios de comunicação) - e cá está o lado negativo - a ideia de que há muito mais maus tratos agora do que antes e de que todos os pais são um risco para as criancinhas.

E então aparecem casos destes.

Foi exactamente o mesmo que se passou em França com a pedofilia e o cado de Outreaux: um procurador maçarico, ouviu dizer a uns miúdos que tinham sido violados e nem foi ver mais nada. Apesar de todas as provas em contrário, apesar de todas as evidências, entrou em paranóia quando ouviu falar de pedofilia e perdeu a cabeça. Prendeu uma aldeia quase inteira, sem se lembrar que era muito estranho uma aldeia onde sempre cresceram crianças ter de repente enlouquecido junta!
Claro que sim, havia um fundo de verdade, nessa aldeia havia uma família (e não dezenas) onde isso acontecia ("apenas") com as crianças da casa. No entretanto, houve gente inocente que morreu na prisão, jovens adultos que ficaram manchados para o resto da vida, e crianças que ficaram com o trauma de terem causado tudo aquilo sem perceberem o que estavam a fazer (aqueles eram mesmo demasiado jovens para perceber, e foram manipulados pelos verdadeiros culpados).

O nosso caso foi menos grave, e de resolução mais curta, felizmente, mas é um aviso do que podem fazer as paranóias.

E sim, a puniçnao deve ser exemplar. As paranóias da opinião pública não deveriam existir. Mas ainda assim não podem nunca, em caso algum, contagiar a competência de um profissional treinado para lidar com as situações reais - as que confirmam as suspeitas e as outras, como esta.

Publicado por: Helena Romao [TypeKey Profile Page] às agosto 4, 2006 06:21 PM

São casos que resultam de uma paranóia instalada. Desde que nos últimos tempos, felizmente, se começou a dar voz e importância aos casos de maus tratos, gera-se na opinião pública (através dos exageros dos meios de comunicação) - e cá está o lado negativo - a ideia de que há muito mais maus tratos agora do que antes e de que todos os pais são um risco para as criancinhas.

E então aparecem casos destes.

Foi exactamente o mesmo que se passou em França com a pedofilia e o cado de Outreaux: um procurador maçarico, ouviu dizer a uns miúdos que tinham sido violados e nem foi ver mais nada. Apesar de todas as provas em contrário, apesar de todas as evidências, entrou em paranóia quando ouviu falar de pedofilia e perdeu a cabeça. Prendeu uma aldeia quase inteira, sem se lembrar que era muito estranho uma aldeia onde sempre cresceram crianças ter de repente enlouquecido junta!
Claro que sim, havia um fundo de verdade, nessa aldeia havia uma família (e não dezenas) onde isso acontecia ("apenas") com as crianças da casa. No entretanto, houve gente inocente que morreu na prisão, jovens adultos que ficaram manchados para o resto da vida, e crianças que ficaram com o trauma de terem causado tudo aquilo sem perceberem o que estavam a fazer (aqueles eram mesmo demasiado jovens para perceber, e foram manipulados pelos verdadeiros culpados).

O nosso caso foi menos grave, e de resolução mais curta, felizmente, mas é um aviso do que podem fazer as paranóias.

E sim, a puniçnao deve ser exemplar. As paranóias da opinião pública não deveriam existir. Mas ainda assim não podem nunca, em caso algum, contagiar a competência de um profissional treinado para lidar com as situações reais - as que confirmam as suspeitas e as outras, como esta.

Publicado por: Helena Romao [TypeKey Profile Page] às agosto 4, 2006 06:27 PM

Eu passei por aqui esta manhã, e nem tive tempo para comentar (além de que o que queria dizer era muito extenso; tanto que acbou em post, lá no Pópulo) mas agora quando voltei encontrei parte do que queria dizer, nas palavras da Helena Romão.
É claro que houve erros, mas não apenas do diagnóstico inicial. Esse foi mais um erro. Neste caso, como disse no meu post, o grave foi a ausência de diálogo entre as pessoas. E depois o empolamento da Comunicação Social. Para mim, a mãe deveria ter dito ao infantário que a menina estava com aquele problema. Se soube dizer quando foi da outra vez a tal queimadura, porque não o disse agora? Assim como a escola também deveria ter falado com a família. E se os sinais eram tão semelhantes a queimaduras, não é de escandalizar que o médico pensasse isso. Sobretudo se disse que «os sinais eram compatíveis com essa possibilidade» o que é diferente de uma afirmação taxativa.
Agora, o que se passa, e estou 100% de acordo com a Helena, é uma histeria gerada pela Comunicação Social. Como se tivessem de 'apresentar serviço' e aproveitasem tudo o que pode chamar a atenção.

Publicado por: Emiéle às agosto 4, 2006 06:37 PM

Eu passei por aqui esta manhã, e nem tive tempo para comentar (além de que o que queria dizer era muito extenso; tanto que acbou em post, lá no Pópulo) mas agora quando voltei encontrei parte do que queria dizer, nas palavras da Helena Romão.
É claro que houve erros, mas não apenas do diagnóstico inicial. Esse foi mais um erro. Neste caso, como disse no meu post, o grave foi a ausência de diálogo entre as pessoas. E depois o empolamento da Comunicação Social. Para mim, a mãe deveria ter dito ao infantário que a menina estava com aquele problema. Se soube dizer quando foi da outra vez a tal queimadura, porque não o disse agora? Assim como a escola também deveria ter falado com a família. E se os sinais eram tão semelhantes a queimaduras, não é de escandalizar que o médico pensasse isso. Sobretudo se disse que «os sinais eram compatíveis com essa possibilidade» o que é diferente de uma afirmação taxativa.
Agora, o que se passa, e estou 100% de acordo com a Helena, é uma histeria gerada pela Comunicação Social. Como se tivessem de 'apresentar serviço' e aproveitasem tudo o que pode chamar a atenção.

Publicado por: Emiéle às agosto 4, 2006 06:48 PM

lolol
Voltaram os ecos!!!

Publicado por: Emiéle às agosto 4, 2006 06:49 PM