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agosto 25, 2006

Um sabor qualquer

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Agosto de 2006, abro os jornais on line, procuro palavras que ainda não se tenham esgotado, e apenas me recordo do refrão do Sérgio, de há trinta e dois anos.

Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir

E não sei o que chamo ao sabor amargo que me fica cá dentro. Desencanto? Impotência?
Procuro uma foto, qualquer uma que possa tornar um pouco mais tolerável o sabor e só descubro a de um sorriso triste de criança.
Imagino os sorrisos tristes de crianças que permitimos nestes 32 anos, em Portugal, e o sabor amargo adquire uma outra dimensão. Culpa.

Publicado por Isabel Faria às agosto 25, 2006 11:25 AM

Comentários

Isabel, o que é isso...? Até te estranho, mulher.
É claro que uma coisa é aceitar-se os alibis vários que têm surgido para explicar as oportunidades perdidas, e isso não se deve fazer. É importante chamar quem teve responsabilidades no curso da História, que podia agir e não o fez. Mas não é o teu caso, não é o nosso. temos lutado sempre que se pode. Tem-se chamado as coisas pelos seus nomes. E há 33 anos havia mais meninos tristes, para já aqueles que não voltavam a ver os pais que tinham ido para a guerra.

Publicado por: Emiéle às agosto 25, 2006 12:46 PM