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setembro 16, 2006

Palavras de Papa...

Segundo o Papa, um imperador bizantino do século XIV terá firmado que Maomé trouxe ao mundo coisas "más e desumanas, como o direito a defender pela espada a fé que ele persegue".
Bento XVI, que se deve ter esquecido que era Papa, o representente máximo duma religião, seu embaixador, a sua voz, pronunciou-se, usando palavras de alguém, sobre uma outra religião. Em Setembro de 2006.
A estrema direita europeia e americana agradecem, reconhecidas. Os fundamentalistas islãmicos, também.

Publicado por Isabel Faria às setembro 16, 2006 11:59 AM

Comentários

Boa tarde Isabel,
Para que serve este seu maniqueismo ?
Leu o texto todo da intervenção do Papa ?
Qual a sua relutância e a do BE em criticarem o islamismo enquanto ideologia religiosa de estado.
Já se esqueceu de quem disse : " A religião é o ópio do povo"? Ou está como alguns bloquistas que quando aqui chegam até dizem : " Mas eu nem sou marxista " ?
Cumprimentos

Publicado por: António P. às setembro 16, 2006 05:18 PM

António, tinha-lhe respondido esta tarde, mas com os amoques do Troll (a propósito esperamos por si na nova casa) o comentário desapareceu.

O António, creio, já me tem lido. Nunca me viu ter medo de criticar o islamismo como ideologia religiosa. Nunca me viu usar aquela célebre treta da descriminação positiva para justificar apelos á violência ou justificar crimes. Creio que sempre fui clara (se não o fui, foi por mera incapacidade) em não aceitar que em nome de que religião seja (ou de que ideologia seja, se preferir)) se persiga, se mate, se torture, se difame. Sou, e creio que sempre o deixei claro, intolerante, completa e definitivamente intolerante, com a intolerãncia. As intolerãncias todas.

O meu post falava de uma frase do Papa, de uma citação, mais propriamente. Reconheço que não li o resto do discurso, mas não creio que fosse necessário para o caso. Esta citação, em nome da razão que deve estar por detrás de toda a negação do todos os fundamentalismos, o Papa não poderia ter usado. Foi apenas o que eu disse...se eu uma ateia, vulgar cidadã, me puser a mandar bocas sobre a violência de Maomé ou a Inquisição da Igreja católica...serei sempre apenas uma vulgar e ateia cidadã. Daí não virá grande mal ao mundo...mas as palavras do represenntante máximo da Igreja católica são mais do que as dum vulgar cidadão. E não é linear que delas não possa vir mal ao mundo.

Quanto ao resto...acredito que um Partido de Esquerda, tem que ser marxista. Eu sou marxista. E estou no Bloco por ser marxista.. Se há camaradas meus que assim o não entendem, discuti-lo-ei com eles. Com a certeza que mesmo com opiniões diferentes só poderemos saber para onde vamos se soubermos de onde vimos...
E quanto ao ópio..ok, tal como em muitas outras coisas ser marxista implica não esquecer que estamos em 2006...Marx não podia fazer ideia dos ópios do Povo que entretanto por aí nos cercam ...

Publicado por: isabel faria às setembro 17, 2006 01:11 AM