setembro 16, 2006

Palavras de Papa...

Segundo o Papa, um imperador bizantino do século XIV terá firmado que Maomé trouxe ao mundo coisas "más e desumanas, como o direito a defender pela espada a fé que ele persegue".
Bento XVI, que se deve ter esquecido que era Papa, o representente máximo duma religião, seu embaixador, a sua voz, pronunciou-se, usando palavras de alguém, sobre uma outra religião. Em Setembro de 2006.
A estrema direita europeia e americana agradecem, reconhecidas. Os fundamentalistas islãmicos, também.

Publicado por Isabel Faria às 11:59 AM | Comentários (2)

setembro 08, 2006

Só incomoda. Que chato!!!

Na Quarta Feira, Bush, reconheceu a existência de prisões da CIA, fora dos Estados Unidos, onde são usados .métodos especiais nos interrogatórios
Ontem, Luís Amado, pressionado, reconheceu a passagem por Lisboa de aviões da CIA. Alguns deles para Guantamano. Os outros...na véspera Bush tinha confirmado prisões da CIA fora dos EUA, onde se usam "metodos especiais" para obrigar supostos envolvidos em actos de terrorismo a falar.
Às vezes, Bush devia estar calado...só incomoda.

Publicado por Isabel Faria às 11:16 AM | Comentários (8)

setembro 04, 2006

Um fim de semana

Um fim de semana em que estive fora. Fui ter com amigos a Pomares, uma aldeia quase no sopé da serra da Estrela, perto de Avó. Já conhecia a zona e por isso não me espantei com a beleza que ela nos oferece. São 3 aldeias, Avó, Pomares e Agroal dentro de um imenso vale verde, servido por várias nascentes de água onde a calma e a tranquilidade imperam. Todas estas aldeias têm a sua piscina fluvial, embora a de Avó esteja um pouco imprópria, por causa das águas paradas. A de Pomares, onde estive desta vez está linda. Bem arranjada, com bar a fazer serventia, espaço para os chapéus de sol e uma água tão límpida que se podia ver tudo o que se passava no fundo da água. A temperatura da água, estava para o frescote mas não estava insuportável e uma vez lá dentro não apetecia saír.
Ainda deu para assistir à procissão e honra de uma nossa senhora qualquer (desculpa Susana mas sabes que eu e os santos não combinamos) e achei giro que 95% da população da aldeia devia ir na procissão. Afinal estas questões de fé ainda estão enraizadas nalguns pontos do país.
Depois há umas coisas por ali que eu adoro. Chamam-se comissões de melhoramentos e cada terra tem a sua. São estas comissões de melhoramentos que se substituem muitas vezes ao poder político no que à conservação da sua terra diz respeito, porque muitas vezes as Juntas de Freguesia mal têm dinheiro para ter a sede aberta quanto mais para investir. Neste caso até parece que o Presidente da Junta trabalha bem com os parcos meios que tem. Nota-se que há trabalho feito e em colaboração com a sociedade a aldeia tem evoluido. Ainda não falei do Parque de Campismo, à beira rio. Pequeno, é certo, talvez caibam lá 40 tendas, mas bem feito, com as condições necessárias e não apenas as mínimas.
Cada vez que passeio por Portugal descubro mais um pedaço de magia, mais um sítio onde me apaixono. Não sou dos que digo que não vou ao estrangeiro porque não conheço Portugal todo, mas fico cada vez mais danado quando oiço, lá fora é assim, é assado. Lá fora é diferente mas beleza essa, há em muito lado e cá também.

Susana, Geninho, fico à espera do próximo convite para ir desfrutar dessa beleza. Acho que ficámos todos, especialmente o André.

Publicado por Daniel Arruda às 07:59 AM

setembro 03, 2006

E as outras vidas?

Claro que uma vida humana é única. A sua perda é sempre uma perda ireparável. Para os seus familiares, para os seus amigos será sempre a perda mais dolorosa.
Mas quando Tony Blair fala assim da morte de 14 militares ingleses na queda de um avião, é do mais puro desrespeito pela vida humana que se trata. Tony Blair é um dos responsáveis pela perda de milhares de vidas humanas no Iraque, numa guerra de mentira e de ocupação. É um dos principais responsáveis pelas perdas povocadas pelas forças ocupantes e pelas resultantes da guerra civil que a ocupação provocou.
Morreram 14 militares na queda de um avião. Cada um de nós lamenta a sua morte. Os seus familiares e amigos choram-na. A diferença é que nós temos o direito de a lamentar. E Tony Blair, não. Porque não lamenta as outras que causa, porque é da sua responsabilidade a presença destes militares no Iraque, porque é hipócrita e porque é desumano.

Publicado por Isabel Faria às 12:08 PM

agosto 26, 2006

Gosto de os imaginar como eu...ou eu como eles???

universo.jpg

Como que para repudiar a arbitrariedade com que se despromovem planetas, o Universo continua a sua viagem. Feita de encontros e de desencontros. Como todas as viagens. Amanhã, logo de manhã, Vénus e Saturno encontrar-se-ão num ponto qualquer do céu. Por momentos, Vénus quase tapará Saturno (ou será o contrário?). Não me parece que esses pormenores interessem a qualquer um deles. Nunca interessam quando há encontros. Depois, afastar-se-ão de novo. Vénus encontrará outros planetas. Saturno também. Mas nenhum deles se esquecerá deste encontro. Como nós nunca nos esquecemos. Algures, numa dessas viagens, encontrarão Plutão, e não lhes interessará minimamente o que uma votação arbitária e prepotente dele entendeu fazer. Será um encontro único. Como todos os que temos na nossa vida. Como todos os que têm na vida deles.
Os antigos diziam que quando os planetas se encontravam era um mau presságio...felizmente que com o tempo os desmentimos. Um encontro nunca pode ser um mau presságio ...apesar de sabermos que as partidas custam....
Gosto de imaginar que, no Céu azul escuro (ou será preto?) de uma qualquer noite, há sempre um Planeta ou qualquer outro corpo celeste a sorrir por um encontro. Ou a entristecer-se com um desencontro...acho que me sinto acompanhada.

Publicado por Isabel Faria às 11:09 AM | Comentários (3)

agosto 22, 2006

Mazen, o nosso amigo libanês

mazen.jpg

A Émièle, chamou a atenção neste post.
Eu fui espreitar.
Só me posso juntar à Emiéle e divulgá-lo.
É um hino á cor, ao humor, à Paz , à ternura, sobretudo, à Vida.
Vindo do Libano. Apenas me apetece dizer: Bem vindo Mazen. Obrigado.

Publicado por Isabel Faria às 12:33 PM | Comentários (2)

agosto 21, 2006

Srebrenica

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Nesta coisa de culpados e inocentes. E de carrascos e de vítimas, possivelmente, a única certeza que se pode ter, é que o homem deixa tantas vezes de ser Homem.

Publicado por Isabel Faria às 09:31 AM | Comentários (2)

agosto 19, 2006

Quem será o próximo?

Quem acusa Israel de agressão. De não respeitar os direitos dos palestinianos. Nem a sua vontade, livremente expressa, mente. Israel mostrou-o, de novo, esta manhã
Quando chegará a vez de Mahmoud Abbas ?

Entretanto, no Líbano, Israel volta a mostar a sua vontade em cumprir os compromissos que assume e aceita.

Publicado por Isabel Faria às 11:53 AM | Comentários (1)

agosto 18, 2006

O fundamentalismo bom e o mau

Não me considero detentora da verdade. Mas isto não é um retrocesso cultural e civilizacional? Não discuto fé, mas a posição que os EUA ocupam é a prova que não só os outros que são fundamentalistas, não é?

Publicado por Isabel Faria às 12:27 PM | Comentários (2)

agosto 17, 2006

Aziz Doweik continua detido em Israel

O Presidente do Parlamento palestiniano continua detido em Israel. O Hammas, de que é, dirigente ganhou as eleições na Palestina. Aziz Doweik, foi eleito pelo povo palestiniano em eleições que a Comunidade Internacional considerou livres e democráticas. Logo, Israel mantém sob prisão o Presidente do Parlamento Palestiniano, eleito em eleições livres e democráticas. Ao mesmo tempo, foram detidos mais ministros e deputados. Estes, se as eleições que a Comunidade internacional reconheceu funcionam da mesma forma que as nossas, também foram eleitos pelo povo palestiniano.
Segundo a notícia, o Presidente eleito contestou aos jornalistas a legitimidade de Israel prender representantes eleitos pelo povo palestiniano. Em eleições reconhecidas internacionalmente.
Se não tivermos uma mente muito tortuosa e se não tivermos dois pesos e duas medidas, se acharmos que a Democracia não pode ser um conceito oco e vazio, também temos que contestar. Ou não?

Publicado por Isabel Faria às 07:50 PM | Comentários (4)

Os cartoons

holocausto.jpg

Como aqui há uns meses me insurgi contra as reacções violentas aos cartoons de Maomé, e à pressão que os movimentos radicais muçulmanos tentaram fazer sobre o Governo Dinamarquês para que os proibisse e punisse os seus responsáveis, acharei hoje rídicula qualquer reacção aos que estão desde ontem expostos em Teerão e que pretendem "questionar" o Holocausto.
Como, aqui há uns meses, realcei o mau gosto dos primeiros e entendi a afronta que poderiam significar para os Muçulmanos, continuo hoje a realçar o mau gosto dos que por aí circulam e a entender a afronta que representam.
Não sou moralista. Mas não aceito que se reescreva a história a nosso gosto e conforme as nossas conveniências do momento. Não é por Israel ser hoje um Estado agressor, violento, qua impõe a guerra e ocupa um País, que deixo de nutrir um profundo respeito e pesar por todos os judeus que Hitler perseguiu e matou. E pelos comunistas. E pelos homossexuais. E um profundo repúdio por todas as tentativas, venham elas de onde vierem, de "branquear" crimes. Sejam eles feitos sobre quem for.
Se me viessem dizer, em nome de que conveniência politica fosse, que o Tarrafal e Caxias e o Aljube e a António Maria Cardosos não existiram. Se me viessem mostrar cartoons com os anti-fascistas mortos em Portugal, contestando a veracidade ou as razões da sua morte, claro que respeitaria a liberdade de quem professasse essas ideias, de quem fizese esses bonecos, mas manifestaria o meu total repúdio pela afronta. De mim, não esperem dois pesos e duas medidas. E já agora, de mim, não esperem que me esqueça que no Irão não se aceitaram os cartoons de Maomé. A difrerença entre a Liberdade e a falta dela, é que nós temos a obrigação de aceitar a publicação e a distribuição de bonecos de mau gosto. Mesmo que nos toquem em lugares que nos são caros, como a história da luta contra a barbárie e pela liberdade, por exemplo. Mas também temos a obrigação de não calar que o reescrever da história do Holocauto, é repugnante. É absurdo. É, no fundo, porque pretende calar e apagar crimes, profundamente desumano.
Acho rídicula qualquer reacção aos cartoons, agora publicados. Acho repugnante que se "brinque" com a vida humana. Coíbo-me de dizer que, para uma ateia como eu, muito mais repugnante do que com qualquer Deus. Mas sei que este juízo de valor, não tenho o direito de fazer.
Mas também não dou a ninguém o direito que, por mim, o faça.

Publicado por Isabel Faria às 01:41 PM | Comentários (6)

agosto 15, 2006

Temos um colega novo!!

Quem tem a culpa disto é o Fernando. Deixou um comentário a falar numa coisa qualquer sobre o Troll no DN, não consegui resistir à curiosidade (é um cadito do meu post sobre a esparança que os libaneses precisam de encontrar para se convencerem de que a guerra acabou...) , como precisava de comprar uvas Muscatel (estava a desejo...nada do que possam pensar corresponde a qualquer aproximação da realidade, asseguro-vos, era mesmo desejo de gulosice) aproveitei ir ao único lugar que conheço que tem uvas Muscateis (isto tem plural? e se tem, tem acento??? sei lá...), ali em frente à Casa do Alentejo (estou a receber uns cobres para a publicidade) e comprei o Diário de Notícias. Culpa do Fernando, repito (desculpa mas já não me apetece fazer o link...dá um trabalhão!!!).
E fiquei a saber que temos um colega novo. O Presidente do Irão criou um Blog. Possivelmente para mostrar que Liberdade de expressão é algo que não falta no Irão, meteu mãos à obra e aí está. Não faço ideia como se chama porque apesar de a notícia dizer que tem versões em farsi, árabe, inglês e francês, eu fiquei pela versão em árabe (ou será farsi?). E não entendi o nome, desculpem. De qualquer forma o DN traduz umas partes que me pareceram interessantes. Para além de falar da infãncia, fala na crescente importância, para ele, do pensamento e da filosofia do "chefe divino", Khomenini.
A partir de agora, portanto, e para seguirem as pegadas do Presidente, deverão aparecer por essa Net fora, centenas de Blogs de iranianos...mesmo dos que não se entusiasmem tanto com a divindade do "chefe". Se o DN der conta, eu prometo que vos conto...
Mas agora fiquei com uma dúvida. Com a liberdade toda de expressão que é apanágio de alguns países e que se comprova com esta proliferação de Blogs, será que Abdul Aziz e Kim Jong II, também são nossos colegas?

Publicado por Isabel Faria às 04:25 PM | Comentários (1)

agosto 14, 2006

Até ao lavar dos cestos...

Na minha terra usa-se a expressão até ao lavar dos cestos é vindima...Mas é uma expressão muito soft para falar de guerra e de morte. Até porque, me parece, que é uma expressão que fala de esperança...nunca se deve deisistir, há sempre uma saída.
Infelizmente a "saída" de Israel já a conhecemos há décadas. E por uma teimosia qualquer da memória, não me parece convincente que a Guerra no Líbano tenha terminado às 8 horas da manhã de hoje. Na minha terra também se diz, não me digas que ainda acreditas no Pai Natal??? E não, já não consigo acreditar no Pai Natal.
Quinze minutos antes do cessar-fogo, Israel ainda bombardeava Tiro e matava civis. Não sei qual é a expressão que se usa no Libano para dizer que até ao lavar dos cestos é vindima. Mas parece-me que os libaneses têm que fazer um esforço muito grande nos próximos tempos, para acreditar nela.

Publicado por Isabel Faria às 10:14 AM

agosto 13, 2006

Gunter Grass

gunter.jpg

É um processo doloroso o que temos que percorrer para conseguir lidar com as nossas nódoas.
Sejam elas nódoas destas ou outras mais frequentes. Com os nossos "pecados", que mais do que medo que os outros não aceitem, não somos nós capazes de enfrentar o olhar dos outros...aceitando-os. Ou o nosso.
Mas acaba por ser libertador. Pelo que conheço da natureza humana (e da pessoa e da obra do escritor) creio que Gunter Grass precisava desta confissão para se libertar do peso dela. Não belisca em nada a ideia que tenho dele. Pelo contrário, engrandece-o. Como ele diz, talvez peque por tardia, talvez tenha "desperdiçado o momento oportuno"...mas nisto de coisas cá de dentro, o tempo só é tempo, quando o tempo quer. Acabamos por ser meros executores da sua vontade. O papel principal é dele. O oportunidade não é criada por nós. É-nos imposta. A maioria das vezes por aquela parte de nós que foge ao noso controle a à nossa vontade. Por aquela parte de nós que o tempo comanda. Algumas, poucas vezes, pelos outros. E pelo tempo dos outros.

PS: Só uma nota de rodapé. Que vergonha abrir um site de uma televisão como a SIC e ver escrito no título de uma notícia : confição. Assim mesmo. Não é novidade. As notícias de rodapé que vão aparecendo nos telejornais das televisões portuguesas são um atentado à lingua de Camões...não existe a função de revisor ortográfico nas televisões e nos seus sites?

Publicado por Isabel Faria às 12:55 PM | Comentários (8)

agosto 12, 2006

Madonna

Por vezes para se saber do que se fala convem ter visto. Tenho lido por aí barbaridades sobre a performance de Madonna nesta sua digressão aquando da música "live to tell". Se calhar quem fala mal nunca viu o que se passa, apenas ouve que ela usou a cruz católica. Se calhar nunca viu a imagem no seu conjunto nomeadamente as imagens que passam no video wall. Se calhar nunca se deu ao trabalho de ouvir a canção e perceber a letra. Se calhar nunca se preocupou com o flagelo da SIDA e muito menos em saber quem são os grandes responsáveis pelo alastramento especialmente em África
Mas porque acredito que quem lê o Troll é gente que não fala por falar e que sabe ser informado e depois formar opinião deixo aqui o video (uma ilegalidade que espero não ser punido por ela) e a letra da canção. Depois disto cada um que tire as suas conclusões.

Espero que me desculpem de eu ser fã da grande diva. Da única e verdadeira diva da música pop e já agora por me preocupar com esse flagelo que é a SIDA. Quem visita o Troll há mais tempo tem visto as publicidades e os alertas que aqui têm sido colocados. Para mim enquanto houver um infectado por desinformação a luta continuará.

I have a tale to tell
Sometimes it gets so hard to hide it well
I was not ready for the fall
Too blind to see the writing on the wall

A man can tell a thousand lies
Ive learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, till then
It will burn inside of me

I know where beauty lives
Ive seen it once, I know the warm she gives
The light that you could never see
It shines inside, you cant take that from me

A man can tell a thousand lies
Ive learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, till then
It will burn inside of me

The truth is never far behind
You kept it hidden well
If I live to tell
The secret I knew then
Will I ever have the chance again

If I ran away, Id never have the strength
To go very far
How would they hear the beating of my heart
Will it grow cold
The secret that I hide, will I grow old
How will they hear
When will they learn
How will they know

A man can tell a thousand lies
Ive learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, till then
It will burn inside of me

The truth is never far behind
You kept it hidden well
If I live to tell
The secret I knew then
Will I ever have the chance again

Publicado por Daniel Arruda às 12:54 AM | Comentários (9)

agosto 10, 2006

O dia-a-dia da mentira

Dia a dia, as notícias encarregam-se de desmontar o que resta da mentira de Bush, Blair e Durão Barroso ( então, como agora, as Lajes serviam para caucionar o apoio cego ao EUA e aos seua aliados). A invasão do Iraque não tornou o Mundo mais seguro.

Publicado por Isabel Faria às 11:06 AM | Comentários (1)

agosto 09, 2006

Ladrão que rouba a ladrão

Por: Manuel Carvalho

BM.jpg

O Banco Mundial anunciou, pela voz do seu presidente Paul Wolfowitz, "uma amnistia para todas as empresas, ONGs e indivíduos que, no passado, tenham defraudado a instituição".
Segundo o Jornal de Negócios "o perdão é concedido mediante mea culpa e a promessa de não voltar a vacilar". Os arrependidos poderão, assim, voltar a trabalhar com a instituição.
Compreende-se o drama do presidente do Banco Mundial. Envolvido em corruptos, o BM já não tinha ninguém honesto com quem negociar. Se o provérbio "ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão" tem aqui pertinência, também não fica mal aquele que diz "má galinha, mau ovo".

Publicado por Troll Urbano às 02:41 PM | Comentários (2)

Claro que só podia ser "bélico não ofensivo"

Um avião militar israelita fez escala nas Lajes. O Governo Português autorizou. Segundo fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros sempre que há um conflito e é pedida autorização para escala ou aterragem, esta carece de uma atenção especial. Portanto, se o Governo autoriza, se Israel está em conflito aberto, agora já não com o Hizbollah, como nos querem continuar a "vender" , mas com o Governo do Libano, partindo do principio que o Governo português lê as notícias e sabe do conflito e da fase em que se encontra é porque deu uma autorização com essa tal atenção especial, que estes momentos obrigam. Fez, portanto, uma análise cuidada da situação e optou. Tomou partido por uma das partes em confronto, Israel. Contra outra, o Libano.
Entretanto, ficaram por esclarecer o que é "material bélico não ofensivo" e quem fiscalizou o que o avião tranportava. Se bem que, no fundo, também não havia nada a fiscalizar. Todo o material que Israel usa no Libano, as bombas que destroem cidades e já mataram mais de 1000 pessoas, a grande maoiria das quais civis, é todo material "bélico não ofensivo", ou não fosse a missão de Israel uma missão "bélica defensiva".
Para nos sossegar o MNE assegura que só foi dada uma autorização para um único vôo. Esqueceu-se de acrescentar quantos pedidos já lhe tinham sido feitos por Israel...pois se, como tudo indica, houve apenas um pedido, só poderá ter havido uma autorização. E significa que o Governo Português, até agora, no conflito que opõe Israel ao Libano, respondeu positivamente a 100% dos pedidos de uma das partes em confronto.

Publicado por Isabel Faria às 10:13 AM | Comentários (8)

agosto 08, 2006

No Iraque, como que para confirmar...

...e para provar que a guerra, que a invasão, que a ocupação nunca são solução. Que apenas levam a novos radicalismos, que apenas acirram ódios, que são uma espiral que nunca traz segurança nem nunca resolve os problemas, continuam a morrer civis inocentes, que apenas são culpados de ter nascido no lugar errado, na época errada. E de estarem no lugar errado no momento errado. Mais dez pessoas morreram ontem num mercado de Al-Shurja em Bagdad, vitimadas por duas bombas. A guerra civil impõe-se agora, na sequência duma invasão baseada na mentira e de décadas de repressão do regime de Sadam. E nela, diariamente, segundo a BBC, 100 pessoas perdem a vida.
Israel diz que se prepara para ocupar o Sul do Libano. Os EUA como sempre apoiarão Israel. A História continua a não lhes ensinar nada.

iraque.bmp


Publicado por Isabel Faria às 10:46 AM

agosto 06, 2006

O valor da vida ( e da coerência)

Tal como no Líbano, Israel continua a ter em Gaza, a falta de pontaria habitual:
Um oficial israelita é raptado e mais de 150 palestinianos são, desde então assassinados. A grande maioria civis. Os de ontem, um jovem adolescente e a sua pequena irmã.
A história de que a vida de uma criança israelita vale mais do que a de uma criança palestiniana ou libanesa, de que uma bomba terrorista dum grupo fundamentalista islãmco é um crime e que os crimes do terrorismo de Estado de Israel são actos de defesa, podem descansar algumas consciências tortuosas mas não contribuem para a Paz nem para a segurança no Mundo.

Não me irão nunca convencer que estas crianças:
libano6.jpg

São diferentes destas:
israel.jpg

Ou destas:
palestina2.jpg

Apesar de saber que na origem de muitos actos terroristas esá a situação nunca resolvida da Palestina, ninguém me ouviu clamar contra Israel nos actos bárbaros de Madrid, de Londres, de Bali ou de Nova York. Assim como ninguém me ouvirá calar os actos bárbaros de Israel quando invade, mata, destrói e, mais do que isso, se torna mais uma vez responsável pelo crescendo de apoio popular e de justificação dos actos daqueles que diz combater.

Israel mata no Libano e mata em Gaza. Não me calarei contra estas mortes. Como , em nome de que causa for, devem esperar que me cale quando uma bomba qualquer matar inocentes em um lugar qualquer.

Nestas ocasiões, relembro sempre a frase de Jorge de Sena, que há anos, guardo, num pequeno quadro à entrada da minha porta. Diariamente o olho à entrada e à saída. Digamos, que me serve de luzinha que se acende para que nunca ouse esquecer algo que considero fundamental no ser humano. A coerência.

" Acreditai que nenhum Mundo, que nada nem ninguém vale mais do que uma vida ou alegria de tê-la.".
Preciso de coerência como do ar que respiro, para viver.

Publicado por Isabel Faria às 02:35 PM | Comentários (1)

agosto 05, 2006

"Carta a Frank"

Esta carta do Boaventura Sousa Santos, foi publicada na revista Visão, do passado dia 27 de Julho. Hoje recebi-a por Email. No dia em que se contabilizaram os mortos e feridos ( as feridas, ainda não se descobriu a medida a usar), aqui fica:

Escrevo-te esta carta com o coração apertado. Deixo a análise fria para a razão cínica que domina o comentário político ocidental. És um dos intelectuais judeus israelitas — como te costumas classificar, para não esquecer que um quinto dos cidadãos de Israel é árabe — mais progressistas que conheço. Aceitei com gosto o convite que me fizeste para participar no Congresso que estás a organizar na Universidade de Telavive. Sensibilizou-me sobretudo o entusiasmo com que acolheste a minha sugestão de realizarmos algumas sessões do Congresso em Ramallah.

Escrevo-te hoje para te dizer que, em consciência, não poderei participar no congresso. Defendo, como sabes, que Israel tem direito a existir como país livre e democrático, o mesmo que defendo para o povo palestiniano.

Esqueço, com alguma má consciência, que a Resolução 181 da ONU, de 1947, decidiu a partilha da Palestina entre um Estado judaico (55% do território) e um Estado palestiniano (44%) e uma zona internacional (os lugares santos: Jerusalém e Belém) para que os europeus expiassem o crime hediondo que tinham cometido contra o povo judaico.

Esqueço também que, logo em 1948, a parcela do Estado árabe diminuiu quando 700 mil palestinianos foram expulsos das suas terras e casas (levando consigo as chaves que muitos ainda conservam) e continuou a diminuir nas décadas seguintes, não sendo hoje mais de 20% do território.

Ao longo dos anos tenho vindo a acumular dúvidas de que Israel aceite, de facto, a solução dos dois Estados: a proliferação dos colonatos, a construção de infra-estruturas (estradas, redes de água e de electricidade), retalhando o território palestiniano para servir os colonatos, os “check points” e, finalmente, a construção do Muro de Sharon a partir de 2002 (desenhado para roubar mais território aos palestinianos, os privar do acesso à água e, de facto, os meter num vasto campo de concentração). As dúvidas estão agora dissipadas depois dos mais recentes ataques na faixa de Gaza e da invasão do Líbano. E agora tudo faz sentido.

A invasão e destruição do Líbano, em 1982, ocorreu no momento em que Arafat dava sinais de querer iniciar negociações, tal como a de agora ocorre pouco depois do Hamas e da Fatah terem acordado em propor negociações. Tal como então, foram forjados os pretextos para a guerra. Para além de haver milhares de palestinianos raptados por Israel (incluindo ministros de um governo democraticamente eleito), quantas vezes no passado se negociou a troca de prisioneiros?

Meu Caro Frank, o teu país não quer a paz, quer a guerra porque não quer dois Estados. Quer a destruição do povo palestiniano ou, o que é o mesmo, quer reduzi-lo a grupos dispersos de servos politicamente desarticulados, vagueando como apátridas desenraizados em quadrículos de terreno bem vigiados. Para isso dá-se ao luxo de destruir, pela segunda vez, um país inteiro e cometer impunemente crimes de guerra contra populações civis. Depois do Líbano, seguir-se-á a Síria e o Irão. E depois, fatalmente, virar-se-á o feitiço contra o feiticeiro e será a vez do teu Israel.

Por agora, o teu país é o novo Estado pária, exímio em terrorismo de Estado, apoiado por um imenso lóbi comunicacional — que, sufocantemente, domina os jornais do meu país — com a bênção dos neoconservadores de Washington e a vergonhosa passividade da UE. Sei que partilhas muito do que penso e espero compreendas que a minha solidariedade para com a tua luta passa pelo boicote ao teu país. Não é uma decisão fácil. Mas crê-me que, ao pisar a terra de Israel, sentiria o sangue das crianças de Gaza e do Líbano (um terço das vítimas) enlamear os meus passos e embargar-me a voz.

Publicado por Isabel Faria às 10:59 AM | Comentários (12)

agosto 04, 2006

Do céu...

A guerra, dia a dia

Depois de, do céu, terem vindo as bombas israelitas que lhe tiraram a casa e levaram a famíla

libano2.bmp

Ainda será capaz de esperar que, do céu, chegue a ajuda?

libano1.bmp

Publicado por Isabel Faria às 10:08 PM | Comentários (2)

agosto 03, 2006

Fuga e abandono

A guerra, dia a dia

libano4.bmp
Segundo o Primeiro-Ministro libanês, a agressão israelita já provocou mais de um milhão de desalojados: Cana, Baalbek, Tyre são apenas alguns dos noems que nos vão ficando no ouvido.

libano5.bmp
No mercado de Tyre, resta agora um gato abandonado.

Publicado por Isabel Faria às 10:25 PM | Comentários (5)

agosto 02, 2006

A cegueira de Israel

Imagens da guerra dia-a-dia

Baalbek, Libano
libano.jpg
Israel, afirma que as vitimas foram guerrilheiros do Hezbollah. Na foto um pai tem nos braços o seu filho morto pela artilharia israelita.

Baalbek, Libano
libano3.jpg
No Telejornal da TVI, perguntava-se ao enviado especial, qual a opinião dos libaneses sobre o Hezbollah.
A resposta vinha pronta. O apoio cresce a cada ataque e a cada massacre israelita. Cada dia, se ouve menos falar em Hezbollah e se ouve mais falar na resitência. O Governo Libanês, entretanto, realçou que, apesar das diferenças, ajudará o Movimento a lutar contra os invasores.

Publicado por Isabel Faria às 08:50 PM | Comentários (4)

Vai-te foder Deus!

Hoje roubei um post com título e tudo. Só não trouxe as fotografias. podem vê-las no local de origem. Mas avisei o dono, o que me reduz um pouco a culpa. Fernando, espero que não te importes, mas como deixei num comentário lá na tua casa, há coisas que merecem ser o mais partilhadas e divulgadas possível.

Homens, mulheres e crianças mortas
E Deus existe
Corpos estropiados
E Deus existe

Mães sem lágrimas para verter
E Deus existe

Edifícios em cacos
E Deus existe

Pessoas em fuga
E Deus existe

Bombardeamentos em barda
E Deus existe

Um país devastado a ferro e fogo
E Deus existe

Está tudo aqui, Deus.

Para veres melhor

Vai-te foder, Deus!
Vão-se foder Todos os Deuses.
… mais as Vossas teorias.

Filhos da puta!

Publicado por Daniel Arruda às 01:08 PM | Comentários (4)

julho 31, 2006

Deixem-nas brincar

crianças.jpg

"A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito."

"A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro."

"A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes".
Da Declaração dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia das Nações Unidas em 1959.

Publicado por Isabel Faria às 10:40 AM | Comentários (3)

Um incidente

Ontem, Israel matou mais 57 civis, dos quais 34 crianças em Cana, no Sul do Libano. Os adultos assassinados, certamnete, ainda se lembravam dum outro massacre, em Abril de 1996, feito pelo exército israelita, na sua terra.
As crianças, possivelmente, não...só passaram dez anos mas Israel não deu a muitas delas a hipótese de viverem dez anos...
Entretanto, Israel reconheceu o ataque, depois de o ter desmentido e de ter inventado umas tantas desculpas, e chamou-lhe cinicamente de "incidente". Assim como dar um encontrão à saída do autocarro e trocarem-se umas palavras azedas ou cometer um lapso de linguagem. Incidente. Coisa pouca, que só provocou a morte a 57 pessoas inocentes a juntar às outras mais de 600 que já morreram desde que Israel decidiu obrigar o Líbano a voltar à dor e ao luto, aproveitando o pretexto do rapto de dois soldados.
Entretanto, como se a condizer com "incidente", os EUA pediram a Israel para ter "mais cuidado". Afinal, podia ter sido pior...havia 63 pessoas na casa ontem bombardeada...ainda se salvaram 6, portanto.

Israel continua a recusar o cessar-fogo. Hoje abriu uma excepção, interrompeu os bombardeamentos por 48 horas para fazer o inquérito ao tal "incidente". Que concluirá seguramente que o Hezbollah colocou ali as pessoas para serem massacradas ou que havia uma base qualquer escondida na cave. As 48 horas acabam já na próxima Quarta Feira. De madrugada. Quarta Feira, durante o dia, com o apoio de Bush e de Blair, Israel pode voltar aos incidentes. Entretanto, deve pensar se pode ou não dar ouvidos aos EUA e ter "mais cuidado". Posivelmente não vai ter. Seja lá o que isso for, com ou sem cuidado, Telaviv continuará a contar com a conivência e o apoio de Washington na sua escalada de morte e de destruição. Há quantos anos é assim?

Publicado por Isabel Faria às 10:14 AM | Comentários (6)

julho 29, 2006

Há dúvidas???????

Bush e Blair não querem a paz. Querem, como disse Blair na conferencia de imprensa, aproveitar o momento para impor o american way of life em toda a zona.
Eles não querem a paz. Querem ajudar israel e atacar tudoo que se oponha.
Eles não querem saber de que lado está razão.

Eles querem a guerra. A continuação da guerra que começaram no Iraque. A guerra do "ou estão conosco ou estão com eles".

Eu só tenho um lado onde posso estar. Do lado da razão. Do lado dos povos que são mortos, chacinados e proibidos de viver como querem.

Há uma frase da Madona no seu album Americam life, a propósito do modo de vida americano que lhe deu toda a fama e projecção que tem e que explica bem o que se passa.

I'm not a cristien and i'm not a Jewish, but i realize that nothing it was it seems

Publicado por Daniel Arruda às 11:08 AM

julho 26, 2006

Afinal há paraísos na terra

Pois é amigos. Encontrei por aqui um ciber e resolvi vir matar o vício.
Estou em Lamego, a descansar nesta última semana de férias antes de voltar ao "lufa-lufa" de todos os dias. Para além de estar num sítio onde tenho pouca rede de telemóvel, o que é óptimo diga-se, acordo com uma vista sobre a Régua e sobre o Douro que é impossível de descrever. Só visto. Se olhar á volta vejo vinhas, árvores de fruto, vinhas, couves, vinhas, árvores, vinhas e vinhas e mais vinhas. E sabem o que dão as vinhas. Sabem mesmo? Dão uvas e dessas uvas faz-se vinho. Licoroso e de mesa. Pois é. Estão a imaginar bem. Aqui o vosso escriba vai-se deliciando com os nectares da região. Ontem á chegada um Porto de 1962. Um néctar dos deuses. Hoje ao Almoço um vinho branco corrente que parecia mel. Mas nem só de bebida se faz a vida de um homem. A gastronomia não fica atrás do vinho. Ontem á chegada fomos a um restaurante, que também é loja de artesanato e que me delicia a cada passagem. Nem sei o que está escrito na ementa. Quando chego já sei que vou comer salpicão cozido com arroz de feijão acompanhado de pão caseiro em forno de lenha. Para quem quiser experimentar é só ir ao Mesio. Se forem pela A24 encontram-no de certeza. É o único restaurante ali. Na sua inauguração teve honras de presidente da Répública, Sampaio na altura. E tem outra grande vantagem. É barato. Com 7 Euros por pessoa comem e bebem até caír.

Por acaso hoje comprei os jornais do dia. Mas só li o desportivo. Confesso que nestas alturas em que estou de bem com a natureza e com o meu estomago opto sempre por não estragar o momento a ler notícias desagradáveis e pelo aspecto da capa dos jornais o interior não deveria trazer rosas. Egoísta??? Claro. Mas acho que mereço.

Vou passear mais um bocado. Pode ser que amanhã faça uma coisa mais séria sobre o desenvolvimento da região ou por outras palavras de algumas selvas de betão que vão aparecendo, mas hoje não. Portem-se bem, se puderem... claro.

Publicado por Daniel Arruda às 04:30 PM | Comentários (7)

O Vasco sem Graça… Moura

Ou a graça que tem o Vasco da Moura no artigo de opinião que hoje escreve no DN, onde tenta justificar todos os ataques sionistas aos povos da Palestina e restantes países do Médio Oriente.
Nos malabarismos que todos lhe conhecemos, acusa o Hamas e o Hezbollah de organizações terroristas, esquecendo que a sua origem está na ocupação pelo estado sionista dos seus territórios, na expulsão dos povos, no envenenamento dos poços de água para obrigar á retirada dos palestinianos, com a subsequente ocupação dos terrenos por colonos judeus.
Na sua eterna paranóia anti-soviética, continua quase duas décadas depois da queda desse regime (que não deixou saudades), a fazer análise baseada na história desse regime, e nas suas posições face ao Estado de Israel.
Mas é preciso dizer que em 1948 quando todo o mundo se uniu para a criação desse estado, estavam muito longe de adivinhar, que um povo que tão mal tratado foi ao longo da história em toda a Europa, mas principalmente durante a ditadura nazi, se viria a tornar num Estado opressor sobre os seus vizinhos.
Mas tem Graça o Vasco quanto pretende deturpar a história e afirma ..”è verdade que por parte de Israel à excessos condenáreis”….”desde há décadas se deve ao mundo árabe ….uma tremenda sucessão de ataques” quando se pretende desvirtuar a história recorre-se á asneira a torto e a direito.
Que fique claro que eu reconheço o direito à existência do Estado de Israel, nos princípios e nos terrenos que lhe foram concedidos em 1948.
Que fique claro que eu entendo que muitas das acções da resistência palestiniana e árabe são acções terroristas e como tal devem ser travadas e condenadas por todo o mundo.
Mas também é necessário ficar claro que o sionismo que governa Israel, começou a ser um estado terrorista quando desencadeou acções terroristas, no inicio da década de 50 do século passado e nunca mais parou, (como mostra o ataque a civis agora no Líbano, o uso de armas proibidas etc.), o próprio Vasco sem graça afirma que aos críticos do sionismo e passo a citar…#nunca lhes fizeram mossa a componente civil dos ataques..” omite mais uma vez que o exercito sionista sempre atacou civis pois o povo da palestina nunca teve exercito.
Depois também sem Graça, mostra o que entende por democracia, ao insinuar que apenas é democrático eleger quem a administração Busch ou a EU pretendem ver no poder.
Vasco, com graça, termina numa enchurrada de diabrites anti esquerda confundido esquerda com Estalinismo, e mais grave ainda Estalinismo com nazismo no que aos judeus diz respeito, passando pelo Irão (como ele gostava do Xá da Pérsia digníssimo ditador pró-americano), e pela Síria (ditadura que só não ama por ser anti-americana) ou seja tenta fazer uma espécie de caldeirada à fragateira, para justificar o injustificável, que O Estado de Israel, governado por sionistas é um dos poucos (felizmente) Estados terroristas ao qual outros grupos terroristas respondem (a diferença é que os sionistas praticam o terrorismo com aviões tanques e helicópteros e os refugiados palestinianos o praticam com suicidas, mas as vitimas são sempre as populações.
O que tinha Graça era o parlamento europeu obrigar ao cumprimento de todas as decisões da ONU sobre aquela parte do mundo e acima de tudo obrigar ao regresso do estado sionista ás fronteiras que a comunidade internacional lhe cedeu em 1948.

Publicado por António Chora às 01:02 PM | Comentários (3)

julho 24, 2006

Está-se mesmo a ver

Hoje ouvi um comentador na rádio dizer que a luta entre Israel e o Libano e a Palestina era desigual pois se do lado israelita havia um exercito conhecido, com rosto do outro lado havia um exercito sem rosto e que por isso a luta era desigual e desfavorável aos israelitas. Lembrei-me por isso de um cartoon que foi lançado aquando da guerra do Iraque e que mostra bem a desigualdade. Não haveria retrato mais fiel ao potencial balístico do Hezbolah ou do Hammas que este que foi retratado para o Iraque.

Será que estes pseudo comentadores contratados pelo sistema não se enxergam das "brutidades" que dizem? O pior é que são estes sujeitos que fazem opinião.

Misseis

Publicado por Daniel Arruda às 11:36 PM | Comentários (2)

julho 23, 2006

Eu já assinei

Na vida emos sempre duas hipóteses. Ou ficar de braços cruzados ou agir. Por vezes se somarmos muitos pequenos gestos conseguimos algo maior.

Assina aqui uma petição a favor do povo libanes. Não é contra ninguém. É por alguém.

Publicado por Daniel Arruda às 12:51 PM | Comentários (4)

julho 18, 2006

Sem título

crianças palestinianas.jpg

Algures, na Palestina, com a o presente ali tão perto, dois miúdos palestinianos jogam à bola. É um sorriso igual ao dos nossos filhos. Este imagem que descobri no Google, num Blog chamado Abrangente, está num post de 2003.
Três anos depois, estas crianças cujo presente era, para além da bola, o resto que a imagem retrata, onde estarão agora? Quantas vezes terão perdido o sorriso? Ainda jogarão à bola? Ainda jogarão?

Publicado por Isabel Faria às 01:14 PM | Comentários (7)

Médio Oriente

Israel continua a fazer ouvidos de mercador aos apelos de moderação e continua a matar civis no Libano. Numa resposta desproporcionada ao Hezbollah, o Primeiro Ministro israelita promete intensificar os ataques. Contra todas as “infra-estruturas” terroristas, disse. Claro que, para Israel, há sempre o azar de haver civis à volta destas infra-estruturas…
Entretanto, do lado israelita, em Haifa, ontem morreram 24 israelitas mortos pelos mísseis do Hezbollah. Lá mais em baixo, alguém, daquelas pessoas que teimam em ver o Mundo a preto e branco, discordava da minha afirmação de que Israel não quer a paz. Enquanto o povo judeu não for capaz de obrigar os seus dirigentes a procurar o caminho da paz em vez do recurso sistemático à guerra, à agressão e à repressão, Israel, para mim, continuará a não querer a paz. Era bom se se pudesse ver um País só pelo seu povo. Ou pelos movimentos que lá dentro se batem contra os seus dirigentes. Mas um País é, sobretudo, a politica dos seus dirigentes. É a opção deles pela Guerra ou pela Paz, é a recusa ou a disponibilidade em negociar, é a muleta do imperialismo americano ou a vontade de andar com os seus próprios pés. Enquanto o povo judeu não tomar nas suas mãos o destino das suas vidas, Israel é um País que não quer a Paz.
O mesmo é, para mim, claro do outro lado da barricada. Enquanto o povo do Irão, enquanto o povo da Síria, enquanto os sauditas não tiverem forças e vontades para viver em Liberdade e em justiça, os seus países serão sempre, apenas, inimigos de Israel. Não serão nunca para mim, aliados ou representantes dos seus povos nem da sua vontade. O fundamentalismo e o terrorismo não passam a ser aceitáveis quando deixam de ser de um Estado e passam a ser de outro Estado. Ou quando deixam de ser de Estado e passam a ser de grupo. A resposta de Israel ao rapto de soldados israelitas é desproporcionada. Mas seguramente que o movimento libanês sabia que assim seria. Israel é perito em aproveitar pretextos. Aos anos que a Guerra dura, todos o sabem.
A guerra não é solução. Nem é caminho, aqui. Porque se o fosse já deveria ter levado a algum lugar, aos anos que se percorre. Mas a guerra só terá fim quando os povos de todo o Mundo, a começar pelos dos países em guerra se levantarem contra ela. A diplomacia parece mais uma vez não funcionar. Israel não aceita o envio de mais forças para a UNIFIL. E o próprio Conselho de Segurança da ONU não chega a acordo quanto a essa necessidade. Nem, sequer, quanto a um comunicado. Aceitar que, se a diplomacia falha, a resposta está na força dos mísseis ou das bombas, no rapto de soldados ou nos assassinatos selectivos, pode servir a Israel, à Síria, ao Irão, aos EUA, não serve ao povo israelita, iraniano, sírio. Não serve a causa palestiniana. Nem serve ao Mundo.

Publicado por Isabel Faria às 12:48 PM | Comentários (3)

julho 17, 2006

Com muros não há paz

Ontem em Tavira, o representante da Autoridade Palestiniana junto do Parlamento Europeu, Abdel Athie, resumia nalgumas frases a estratégia de Israel para prolongar a guerra. Israel ao negar a existência, no lado palestianiano, de interlocutores, prolonga e alarga a guera infinita. Para se construir a paz é necessário falar. Israel teima em fazer passar a imagem de que não tem com quem falar.
Para Israel, Arafat, segundo as palavras de Abdel Athie, tinha poder mas não tinha vontade. Mahmud Abbas tem vontade mas não tem Poder, dada a vitória do Hammas. E com o Hammas não é possivel negociar, acrescenta. Israel esquece-se que o Hammas ganhou as eleições. Está democraticamente no Poder. Pode-se não concordar com ele, como reconhecia, Abdel Athie dizendo que não era o seu Partido, mas é legitimamente o representante do Povo Palestiniano..
Eleito em eleições que a Europa pagou. O representante da Autoridade palestiniana diria a dada altura da sua intervenção, que a Europa tem o dever de pressionar Israel a negociar a paz com os representantes eleitos, em eleições que a Europa pagou. Talvez seja esta junção de ideologia e de pragmatismo que ajuda a tornar as coisas claras...e a não cruzar os braços. Israel não quer a Paz. A Paz no Médio Oriente passa pela paz na Palestina. Tudo o resto, só virá depois. E o resto é, neste momemnto, tudo. O Irão, o Paquistão, o terrosrismo, o Libano, o Iraque, as ditaduras do Médio Oriente, a paz no Mundo.
Não vale muito a pena clamar pela Paz e permitir que continuem sem resposta os que só vivem da Guerra. E que têm nomes.
No Sábado à noite, numa jornada pala paz em Tavira, com uma frase de George Lennon como lema: Give peace a chance, esteve também presente a Presidente do Partido de Esquerda israeleita, Meretz, que interveio ao lado de
Abdel Athie. Esta não é uma guerra entre povos.
Na noite quente de Tavira, longe de Gaza, do barulho das bombas e das lágrimas - "a vossa música é bonita, infelizmente na nossa terra só temos direito a uma nota, ao barulho das bombas e dos bombardeamentos".diria Abdel Athie, no inicio de sua intervenção e depois da música dos Kumpania Algazarra - a certeza de que esta não é uma guerra entre dois povos que querem ter o direito de existir. E a certeza de que para a Esquerda, a Guerra nunca pode ser a solução. Às vezes, foi um caminho. Nunca será a solução. E que os Muros nunca trarão a paz. Seja em que lugar e sob que justificação forem edificados.

Publicado por Isabel Faria às 01:15 PM | Comentários (8)

julho 12, 2006

It must be a joke

Ahahahahahahahahahahahaah!!!!!!!!!

Se não fosse por ser triste atribuia desde já o prémio de piada do ano!!!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 02:22 PM | Comentários (1)

julho 11, 2006

Até quando?????

Depois de Londres, Madrid e Nova York os atentados continuam. Curiosamente novamente num dia 11. Só Londres falhou este dia do calendário.

Não vou emitir mais nenhuma opinião, por enquanto, a não ser dizer que estou triste. Demasiado triste para escrever o que quer que seja. Talvez pudesse juntar incompreensão, perplexidade...mas nestas ocasiões parece que as palavras nunca transmitem o que deveras se sente. Resuma-se, portanto, a tristeza e junte-se a crueza dos números:
160 mortos, mais de 400 feridos e muitos desaparecidos.

Até quando esta barbárie ???!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 09:33 PM | Comentários (2)

julho 10, 2006

Porque ela existe

Muitos se calhar já viram este video de uma campanha de prevenção anti Sida. Mas não posso passar sem o deixar aqui.
É referente a África mas poderia ser a qualquer parte do globo.

Publicado por Daniel Arruda às 10:03 AM

julho 09, 2006

Passo a Passo

Xanana está a conseguir levar a água ao seu caminho. Depois de forçar a demissão de Alkatiri conseguiu levar a sua proposta de Ramos Horta à vitória. A Australia está feliz, ou como disse um membro do governo australiano, agora está no governo de Timor um amigo da Austrália. Elucidativo, sem dúvida.

Mas ou muito eu me engane ou isto não vai ficar por aqui. Agora vamos assistir às pressões para correr com o Chefe das Forças Armadar Mata Ruak. Acho que por vontade de Xanana até o governo já tinha sido mudado para Camberra.

Publicado por Daniel Arruda às 12:15 PM | Comentários (2)

junho 29, 2006

Guantanamo

A notícia de que o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, considera ilegaiis os tribunais de excepção criados em Guantanamo, é a confirmação do que todos os que acreditam na Justiça já sabiam.
Agora, quais vão ser os resultados politicos e práticos deste Parecer?

Publicado por Isabel Faria às 08:24 PM | Comentários (2)

junho 26, 2006

Ainda Timor

Mário Alkatiri apresentou a sua demissão para evitar a demissão de Xanana. O Presidente aceitou a demissão.
Talvez pudesse pensar que estamos a um passo de uma solução, não fosse lembrar-me da forma como começava o tal programa de televisão que provocou a carta de Xanana Gusmão.
O programa apresentou Alkatiri como "comunista, terrorista e muçulmano".
Se forem estes os "crimes" de que Alkatiri é acusado num programa de televisão e que levaram à perda de confiança do Presidente, será que a sua demissão e consequente substituição, serão suficientes para trazer a paz a Timor?

Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (6)

junho 22, 2006

Timor

Já escrevi muitas vezes que não entendo o que se passa em Timor Leste. Não entendo, de facto. Mas há algumas coisas que quer se passem em Timor Leste quer em qualquer outro lugar não me parecem lógicas.
Há um Presidente eleito e há um Partido que ganhou as eleições. Esse Partido escolheu uma Direcção. Pode-se discutir se a eleição por braço no ar é democrática ou não. Não considero que seja. Mas A Fretilin usou-a, escolheu uma Direcção. Não faço ideia se o Presidente podia ter feito alguma coisa ou não. Não conheço a Constituição de Timor nem a Lei dos Partidos. Mas não fez. A Fretilin tem um Lider, a quem o Presidente deu posse como Primeiro-Ministro. Então como pode agora o Presidente vir dizer que o Primeiro Ministro se deve demitir porque a eleição da Direcção da Fretilin não foi democrática, por não ser por voto secreto?
Depois, Xanana, vem escrever uma carta e publicá-la em que diz que Alkatiri se deve demitir por causa das declarações que fez a um programa de televisão australiana. Então mas o Presidente deve pedir a demissão de um Primeiro-Ministro, em Timor Leste, ou onde quer que seja, através de uma carta publicada nos meios de Comunicação Social?
Deixo aqui um artigo publicado hoje no DN, da autoria de Eduardo Dâmaso. Receio que tenha que dizer que concordo inteiramente com ele. E receio admiti-lo dado o respeito que tenho (tinha?) pelo papel, pelo passado e pela pessoa de Xanana Gusmão.


Publicado por Isabel Faria às 12:55 PM | Comentários (9)

junho 19, 2006

Catalunha

Há quem diga que a votação de ontem abre caminho a que a Espanha se torne em breve num estado federal. Há quem veja a votação como um passo para a independencia. Há quem a veja como um retrocesso de anos.
Não vivo lá. Sei o que amigos e comunicação social me têm transmitido.

Fiquei satisfeito com o resultado do referendo. O povo catalão escolheu o que achou melhor. E tudo o que contribua para que o processo decisório esteja mais longe de Madrid é bem vindo.

catalunha

Publicado por Daniel Arruda às 07:34 AM | Comentários (1)

junho 18, 2006

Torturas incorrectas

Segundo o relatório que o Pentágono, por pressão da Associação para Defesa das Liberdades Cívicas, publicou, os EUA mantiveram, em 2003 e 2004, detidos durante 17 dias, prisioneiros, a pão e água, usaram técnicas de interrogatório proíbidas (eufemismo para torturas), como a privação de sono, música muito alta e olhos tapados com adesivos. Segundo o relatório que o JN, hoje, publica, pelo menos um dos detidos foi mantido nu, por tempo não determinado e todos se encontravam encarcerados em celas minisculas, do tamanho de gaiolas.

Apesar de considerar que tais métodos não se enquadram no espírito da Convenção de Genebra, o Pentágono não as considera ilegais, mas, apenas, incorrectas. Reflectem, ainda, segundo o relatório, falta de vigilancia e não abusos deliberados. Omite o nome dos militares envolvidos bem como os lugares onde as "incorrecções" se verificaram. E como é sabido ninguém foi condenado pela prática de tais "incorreções" e "faltas de vigilancia".

Entretanto, segundo a mesma notícia, George Bush, declarou ontem que é vital que os Iraquianos saibam que a América não os abandonará depois de ter ido tão longe. Presume-se que os iraquianos devam ficar descansados.

Publicado por Isabel Faria às 12:51 PM | Comentários (2)

junho 12, 2006

Guantanamo

Parece que o Presidente americano pediu para que as 3 pessoas que se suicidaram este fim de semana no campo de concentração de Guantanamo sejam "tratados de forma humana e com sensibilidade cultural".

Não me parece mal. Mas o que eu gostava mesmo era que as pessoas fossem tratados de forma humana em vida e de preferência fora dos muros do campo de concentração.

Publicado por Daniel Arruda às 08:05 AM | Comentários (3)

junho 06, 2006

Timor

Continuo sem entender o que se passa em Timor. Nunca entendi, tirando aquelas alturas em que tudo parecia claro. Havia um País ocupado que lutava pela Liberdade e contra a repressão.
Depois, ciclicamente acontecem factos que nos deixam a todos surpreendidos. Da violência dos últimos dias já me tentaram explicar imensas vezes as causas, os protagonistas, os interesses mais ou menos obscuros...talvez porque ainda guardo a imagem daquels dias de entrega e de luta pela Liberdade, não entendo. Mas preocupa-me. Um País em que se fazem manifestações e se entregam abaixo-assinados a exigir a demissão de um Primeiro-Ministro democraticamente eleito...não é facilmente entendível. Nem a liberdade de movimentos que Xanana permite aos revoltosos, nem a forma como foram dispensados um tão grande número de militares, nem as declarações da mulher de Xanana, nem a actuação com laivos de imperialismo das forças australianas...acabo como comecei. Continuo sem entender o que passa na Terra do Sol Nascente.

Publicado por Isabel Faria às 09:56 AM | Comentários (11)

maio 28, 2006

Uma posta que não sei que nome lhe hei-de dar

Ontem colei aqui um post com o título hipocrisia. Hoje apetecia-me fazer o mesmo mas isto de repetir títulos a torto e a direito não é muito recomendável. Por isso não sei que nome lhe hei-de dar. Se calhar vai ser mesmo esse.

O Papa Bento XVI pelos vistos já se esqueceu quem foi Ratzinger. Ratzinger antes de ser Cardeal, Bispo e essas coisas todas foi um modesto padre. Um padre do Exercito Alemão. Do exercito do III Reich. Do exército de Adolfo Hitler, das SS ... Do exército que matava com prazer centenas de judeus por dia. Ratzinger já se esqueceu das fotografias que felizmente existem em que ele confraternizava em amena cavaqueira e visível boa disposição com assassínos. Das festas e ocasiões solenes que ele partilhou e deu a benção juntamente com os carrascos da humanidade.

Mas certamente que o Papa Bento XVI nada tem a ver com este padre alemão, pois sem uma ponta de mágoa ou arrependimento esteve ontem a homenagear as vítimas de Auchwitz. É sempre interessante de se ver que um carrasco ao fim de tantos anos homenageia aqueles que com o seu silêncio cumplice foram mortos, mas mais interessante de se ver é a forma como o passado é lavado e reapresentado.

Se houvesse um prémio para a cara de pau do ano este já estaria ganho pelo Padre Ratzinger. Ou será que devo dizer pelo Papa Bento XVI? É que não podem certamente ser uma e a mesma pessoa.

Publicado por Daniel Arruda às 10:51 PM | Comentários (4)

maio 26, 2006

Brasil, essa é a sua cara!

Mandaram-me isto por mail. é o vencedor do 1º Festival Livre de Animação na America Latina . Vejam a animação (é rapidinha) que mostra a inversão de valores que estamos vivendo...

Não há mais palavras. Vejam e pensem.

Publicado por Daniel Arruda às 03:25 PM | Comentários (2)

maio 25, 2006

Timor

Não sabia bem o que escrever sobre este tema porque as razões não me são claras. Uma guerra de poder? Um conflito económico? Um ajuste de contas antigo?

O que é certo é que Timor está à beira da Guerra Civil e espanta-me a forma como desde o início da tensão este problema tem estado a ser gerido. Parece-me evidente que ninguém está com pre-disposição para o diálogo. O governo que está às turras com a presidência. Os revoltosos que cada vez mais são uma amalgama de interesses mas cuja motivação principal ainda não está conhecida, embora eu aposte em interesses ocultos de uma série de empresas petrolíferas que gostariam de ter interesses em Timor numa altura de instabilidade no Médio Oriente e já agora na Venezuela (embora esta seja diferente). A Igreja normalmente tão expedita a apaziguar os ânimos desta vez nada faz, talvez melindrada com alguma perca de regalias que o governo de Alkatiri a brindou há uns tempos atrás.
Com isto tudo é complicado fazer um juízo concreto das coisas que se estão a passar mas estou certo que a comunidade internacional deve saber muito sobre isto, sobre os bastidores da coisa, pelo menos a julgar pelas declarações do presidente da Ass. Geral da ONU, do envio ultra rápido das forças Australianas e da ausência de uma explicação que seja do nosso Minístro dos Negócios Estrangeiros no Parlamento. Pelos vistos todos sabem muito bem o que se passa e já o deveriam saber antes de isto estalar de vez.

Acho que como cidadãos de um Mundo em que as armas falam cada vez mais alto que os esforços de paz nos devemos todos interrogar sobre este caso que se não é sui geniris para lá caminha

Publicado por Daniel Arruda às 10:57 PM | Comentários (3)

maio 02, 2006

A Guerra acabou há 3 anos....

Por:Isabel Faria

No dia 1 de Maio de 2003, George Bush, vestiu o fato de aviador e subiu a um porta aviões, para anunciar que as forças aliadas tinham vencido a guerra e começava, então, a reconstrução do Iraque.Segundo o JN, hoje, só 9% dos americanos acreditam que os EUA, atingiram os objectivos.
Estas foram as palavras da vitória anunciada "Meus companheiros americanos, as grandes operações de combate no Iraque terminaram. Na batalha do Iraque, os Estados Unidos e os nossos aliados prevaleceram, e a nossa coligação está, agora, empenhada na segurança e reconstrução do país"
Três anos depois ainda há 9% dos americanos que acreditam nestas palavras...ok. Cada qual vive no Mundo que quer...
Se não fosse trágico, seria cómico, estes anos depois recordar o show e as palavras, afinal ele é conhecido palas anedotas...mas é trágico.Cabem muitas vidas, na anedota que Bush contou há 3 anos.

Publicado por Troll Urbano às 12:38 PM | Comentários (82)

abril 22, 2006

Nuclear? Não! Obrigado

Por:Daniel Arruda

Chernobyl
Chernobyl

Sócrates quer "debate racional" sobre o nuclear

Há questões em que não me incomodo que me chamem de fundamentalista. Sobre alguns temas não quero discussão. Este é um deles. O Planeta Terra oferece-nos tantas energias que não precisamos de inventar mais.


Publicado por Troll Urbano às 07:25 PM | Comentários (3)

abril 19, 2006

A Exterma Direita na Grã-Bretanha

Por:Isabel Faria

A linguagem é a conhecida.O racismo, a xenofobia, a intolerãncia, o apelo aos sentimentos de medo e de insegurança.
O PNB defende "uma paragem imediata à entrada de imigrantes não brancos" e a "reposição voluntária dos elementos de cor aos seus países de origem". (reposição voluntária, quando se trata de imigrantes, é um termo, por si só, assustador).
A supremacia da raça, qualquer membro do Partido tem que ser britãnco ou ter ascendência de "etnia europeia", e as lutas contra as leis de imigração e contra a comunidade muçulmana, são as faces da moeda da Direita nazi, em Inglaterra.
O assustador é que, segundo as sondagens mais recentes, o Partido poderá alcançar os votos de mais de um quarto do eleitorado britânico, nas eleições locais do inicio de Maio, segundo informa hoje o JN.
A Extrema Direita usa o medo, apela ao ódio e acena com a insegurança. Em inglaterra com Griffin, em França com Le Pen ou em Portugal com quem, ainda há pouco, inventou um "arrastão" para acirrar ódios e perseguir cidadãos.
A questão não está essencialmente na linguagem. Essa é a da Direita de sempre. Com mais ou menos ódio. Mais ou menos disfarçadamete racista. A questão está em quem o desemprego, o medo, a insegurança, a falta de prespectivas torna terreno cada vez mais fértil para essa linguagem. Bem pode agora o Partido Trabalhista vir avisar do perigo...como se o medo , a frustração e o desencanto se tratassem com avisos mais ou menos assustados.


Publicado por Troll Urbano às 12:41 PM | Comentários (1)

abril 15, 2006

Jet lag é...

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Por: Paulo M. de Sousa


... Acordar às 4 da manhã (quando são 10 da manhã em Portugal) num motel algures nos Estados Unidos, ir à rua comprar Thai Fried Rice e estar a escrever posts no Troll Urbano!

=)

Publicado por Troll Urbano às 03:38 PM | Comentários (9)

Nous sommes à Paris - Jour 1 =)

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Fotos: Paulo M. de Sousa


É, de facto, uma cidade muito bonita... Só é pena estar cheia de Franceses!




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Igreja junto à Porte du Jour e da qual já não me recordo do nome... Talvez a "Estagiária" possa ajudar!


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Viela em Montmartre


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Montmartre


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Rue du Louvre


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Palácio do Louvre (vista sul)


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Museu do Louvre - Entrada
Ao fundo, as famosas pirâmides de vidro, mencionadas no Código Da Vinci (Dan Brown)


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Jardins do Louvre


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Librarie des Jardins


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Jardins do Louvre - Estátuas
(não faço puto quem são esta cambada)


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Pont Neuf


seine_bateaux

Vista do Rio Sena


seine_pont

Outra ponte sobre o Sena, da qual não sei o nome... Achei fixe e fotografei-a! =)


arc_etoile

Arco do Triunfo


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Torre Eiffel
(fotografada detrás de umas árvores. Assim parece menos banal... Digo eu! =)


fountain

Fonte junto aos Jardins do Louvre
(detalhe de gajo, estrangulando selvaticamente um peixe)


av_champselysees

Avenue des Champs-Élysees

Publicado por Troll Urbano às 03:23 PM | Comentários (7)

abril 11, 2006

O tiro pela culatra?

Por:Isabel Faria

Da vitória de Prodi nas eleições italianas, e sem grandes análises, que ficarão para entendidos fazerem, apetece-me dizer que, às vezes, o tiro sai pela culatra. A Lei Eleitoral que Berlusconi aprovou há seis meses, devolvendo a proporcionalidade, acabou por ser a garantia da sua derrota. Se, em Portugal o PS e o PSD aprenderem alguma coisa, quem sabe, possam pensar um bocadito no assunto...Algum dia, pode ser que aquela história de se escrever direito por linhas tortas...
Mas como não é seguro que os ditados populares entrem nas opções políticas, o melhor é não lhes dar muito crédito. Aos ditados populares. E lutar contra as alterações da Lei Eleitoral que, por cá, pretendem eternizar o Centrão no Poder.
E comemorar a vitória da Democracia que significa a derrota de Berlusconni. Mesmo que se avizinhe um período de instabilidade em Itália. Mas quanto a isso, os italianos já estão, mais ou menos, vacinados.

Publicado por Troll Urbano às 12:07 PM | Comentários (5)

abril 08, 2006

Sonho Geral

Por:Isabel Faria

helena.jpg

Independentemente do que vier a acontecer a seguir, em França, as lutas dos últimos dias têm sido uma lição. A mobilização, o facto de não ser uma mobilização localizada no espaço, de ser transversal a todo o País, a sua característica transgeracional e a sua persistência, são um exemplo, mas são, sobretudo, um estímulo.
O CPE, pretende impor em França, um período de dois anos totalmente desprovido de direitos, em que o jovem está permanentemente ameaçado de despedimento. Não caberia ao patronato justificar a justa causa do despedimento, caberia ao jovem trabalhador provar o que não havia motivo para o mesmo
Em Portugal, com o Código de Trabalho que o PS não quer substancialmente alterar, apesar das promessas eleitorais, pode-se estar até seis anos, a trabalhar em forma de CPE, se se tratar de contratos a termo certo. Ou eternamente se se tratar de contratos a termo incerto. Em Portugal, há muito que o CPE, na sua pior e mais imoral versão, entrou em vigor e condiciona vidas, altera relações de trabalho e adia, senão inviabiliza, futuros.
O neo-liberalismo que o Governo de Direita em França venera e que o Governo PS em Portugal não renega.
Dizia, esta semana, Miguel Portas, num debate sobre a situação francesa, que em Portugal, temos que vencer, para já, duas batalhas, para iniciar uma luta vitoriosa contra a precariedade. Reitero aqui algumas das suas ideias. A batalha da opinião pública. O desmontar diário, por todos os meios ao nosso alcance, da ideia que se quer passar de que a precariedade é garantia de emprego, que é melhor estar empregado com contratos a dias, a horas ou a meses, do que não ter emprego nenhum, como se fossem apenas estas as alternativas, a ideia de que direitos são privilégios e de que, em nome da “crise” é necessário, prescindir deles.
Em segundo lugar, a batalha da mobilização dos jovens. Nos liceus, nas Universidades, estão, hoje, os precários de amanhã. A consciencialização desses jovens de que a sua vida será uma vida a dias e a contratos, é a garantia de que os teremos connosco na luta contra o trabalho sem direitos. Por mais justas que sejam as lutas dos estudantes contra as propinas, por exemplo, não podem ficar por aí. Há que arranjar forma de os mobilizar na luta pelo seu futuro e não, apenas, por um presente, melhor.
A mobilização dos últimos dias em França, tem sido uma lição. Mas sobretudo, um estímulo. È possível travar batalhas em conjunto e travá-las para ganhar. Todos os Sindicatos franceses dos mais moderados aos de Esquerda, estão juntos nesta luta. Todos os estudantes, as organizações politicas da oposição, estão juntas nesta luta. É como se, de repente, como ciclicamente em França acontece, ali, no Pais do Astérix, se provasse mais uma vez que a poção mágica da mobilização, passa por, não abdicando de diferenças, encontrar consensos, é como se o Poder voltasse às ruas, o poder de mudar, de recusar, de resistir e de sonhar.
Fica aqui um cartaz "roubado" à Helena Romão. Rêve Général. Tem quase trinta e dois anos, o último que por aqui passou.

Publicado por Troll Urbano às 03:26 PM | Comentários (13)

Só por acaso....

Por: Daniel Arruda

Missil

Só uma pergunta inocente.
Não foi o Brasil o exemplo apontado aquando da apresentação do programa de entrega voluntária de armas ilegais??? É que se foi estou muito mais descansado.

Publicado por Troll Urbano às 03:20 AM

abril 06, 2006

Que rica companhia

Por: Daniel Arruda

Socrates está de visita a Angola e elogia José Eduardo dos Santos.
É caso para dizer:

Diz-me com quem andas que eu dir-te-ei quem és

Publicado por Troll Urbano às 06:54 PM | Comentários (5)

março 31, 2006

Será que algum dia se provará a verdade?

Por: Daniel Arruda

Na nossa caixa de comentários entrou o seguinte comentário que eu não podia deixar de promover a posta até porque nada podia acrescentar ao que estava escrito: (obrigado Biranta pelo comentário)

As televisões portuguesas (e os outros órgãos de comunicação social) têm vindo a censurar documentários e entrevistas passados na CNN e na Fox News. Porque é que as estações nacionais escondem aquilo que os cidadãos americanos têm vindo a saber?
Por isso, para furar este cerco de censura, absurdo, deixo-vos com este artigo, publicado em:
http://sociocracia.blogspot.com ou em:
http://paramimtantofaz.blogspot.com/ e em:
http://wwweditorial.blogspot.com/

(se outros houver outras reproduções, solicito que me informem)

Que confiança podemos ter nas "nossas" notícias, quando nos ocultam factos destes? Que crédito nos podem merecer os nossos meios de comunicação?
Ajudem a furar este cerco censório, que faz de nós um país atrasado, um país do terceiro mundo, sujeito a uma ditadura absurda, controlada por Washington... mais até do que a própria América, divulguem esta mensagem, por favor!

Na semana passada, o actor norte-americano Charlie Sheen (do filme Platoon – Os Bravos do Pelotão, Wall Street) colocou a carreira em risco ao dar duas entrevistas ao activista Alex Jones, nas quais pôs em causa a versão oficial dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

Foi desta forma que ele se juntou a um grupo de centenas de personalidades que, nos últimos quatro anos e meio, têm vindo a público afirmar que a versão oficial não só é implausível como impossível, chegando a violar as próprias Leis da Física.

Este grupo inclui Andreas Von Bülow, antigo ministro da Defesa e da Tecnologia da Alemanha e ex-director dos Serviços Secretos Alemães;

Michael Meacher, ex-ministro do Ambiente do governo britânico de Tony Blair;

Ray McGovern, antigo conselheiro presidencial e ex-analista da CIA;

Paul Craig Roberts, Secretário do Tesouro durante o mandato do ex-presidente norte-americano Ronald Reagan e pai da sua política económica;

Robert Bowman, antigo director do Programa de Defesa Espacial Star Wars e ex-coronel da Força Aérea dos EUA;

Steven Jones, Professor de Física da Universidade de Brigham;

David Shayler, ex-oficial do MI5, os serviços secretos britânicos;

Morgan Reynolds, Professor catedrático da Universidade A&M do Texas que integrou o governo do actual presidente norte-americano George W. Bush durante o seu primeiro mandato, e muitos, muitos outros.

No entanto Charlie Sheen fez na semana passada o que ilustres investigadores, professores catedráticos e ex-ministros não conseguiram durante quase cinco anos: furar a censura e conseguir algum tempo de antena num programa da CNN, que transmitiu as suas declarações e expôs milhões de pessoas a factos sobre o 11 de Setembro que têm sido permanentemente ocultados.

Para ler mais e aceder aos "links" consultar um dos blogues referidos.

Eu mais que recomendar peço-vos. Leiam os links e os links daí. Vale a pena.

Publicado por Troll Urbano às 01:31 PM | Comentários (3)

março 24, 2006

País Basco

Por: Daniel Arruda

Euskadi

Estranho a forma como o anuncio de tréguas por parte da ETA tem vindo a ser comentado e analisado por parte de alguns países e organizações. Pelos vistos há por aí muito fuundamentalista encapotado. Pessoas que querem meter o Rossio na rua da Betesga. Não se pode esperar que uma luta de muitas décadas fosse resolvida completamente e por decreto. Há que dar passos pequenos e seguros para que a situação se resolva. Acho por isso de extrema importancia o comunicado emitido pelo Sinn Fein em que reconhece a enormidade do passo dado agora e a hipótese de ouro que a Europa tem para resolver de forma eficaz e concertada os vários problemas de autodeterminação que se levantam. Hipotese de ouro não só pela período de paz que se vive, mas também pela própria conjuntura europeia que poderá permitir a verdadeira Europa dos povos, sem fronteiras e de todos, independentemente das suas diferenças, possa ter lugar.
Zapatero tem conduzido este e outros dossiers com mestria. As diferenças entre a política de Aznar e Zapatero são evidentes e os resultados também. Desde logo porque reconheceu que há culpas de ambos os lados o que levou ao reconhecimento de excessos por parte da ETA. Porque não foi autoritário e sectário mas sim aberto e ouvinte, não fechando à partida as hipóteses a nehuma hipótese. Teve a coragem de o ir defender às Cortes e conseguiu um mandato para negociar tréguas. Soube preparar o terreno às decisões. A negociação sobre o dossier Catalunha foram fundamentais para ter credibilidade nas negociações futuras.
Zapatero precebeu que não se trata o terrorismo, à bomba, embora a discussão sobre se a ETA é terrorista desse pano para mangas e como a minha posição é conhecida não a vou repetir.

Espero que esta negociação chegue a bom termo. Que finalmente tenhamos um estado Basco.

Publicado por Troll Urbano às 10:32 AM | Comentários (3)

março 21, 2006

Nuclear? Não!!!!!

Por: Daniel Arruda

Recebi isto por E-mail e não resisto a publicar. É para mim uma causa fundamental para as gerações vindouras.

Várias organizações europeias estão a procurar reunir um milhão de assinaturas contra o nuclear. Portugal, infelizmente, tem pouco mais de 100.
Na Europa, até agora, reuniram-se 280 000, pelo que ainda falta muito para o milhão. Como já sabem, os procedimentos são simples, pelo que não têm desculpa para não assinarem caso concordem com as exigências.

Publicado por Troll Urbano às 01:09 PM | Comentários (6)

março 20, 2006

Rapidinha

Por: Daniel Arruda

O que será que a comunidade internacional e os EUA e a União Europeia em particular têm a dizer sobre isto?

Eu acho que vão assobiar para o lado e depois condenam a Palestina por não estar a investir o suficiente na paz para a região.

Publicado por Troll Urbano às 12:56 PM | Comentários (1)

Lá que tem piada...

Por:Isabel Faria

hugo.jpg

O homem tem pancada. A gente sabe. Mas tem muita piada. Reparem só nos mimos com que ele presenteou George Bush:
«És um ignorante, és um burro, Mr. Danger. You are a donkey, Mr. Danger, you are a donkey, Mr. Bush».
E continuou, segundo o Portugal Diário: «Se algum dia lhe ocorrer invadir a Venezuela, estaremos à sua espera». Continuando com mais umas gentilezas:«cobarde», «assassino», «genocida», «alcoólico», «imoral».
E para terminar, ainda teve tempo de acrescentar:«Os teus soldados não são assassinos, és tu (o assassino).

Publicado por Troll Urbano às 11:26 AM | Comentários (8)

março 18, 2006

Três anos de mentira

Por:Isabel Faria

Três anos depois da invasão americana, o Iraque caminha a passos largos para a Guerra Civil. Bush invadiu o Iraque à procura de armas de destruição massiva que sabia nunca ir encontrar.
Trinta e oito mil mortos iraquianos depois e dois mil e trezentos soldados americanos mortos depois, a Guerra é o dia a dia do povo Iraquiano. O terrorismo aumentou e o Mundo ficou mais inseguro. As necessidades básicas do povo iraquiano nunca foram restabelecidas e garantidas.
À guerra rápida que Bush prometeu ao mundo, seguiu-se uma guerra sem fim à vista. À liberdade que Bush prometeu aos Iraquianos, seguiu-se a miséria e a destruição. Com o derrube de Sadam, os Iraquianos não viram a sua vida melhorar, a Liberdade ser restabelecida nem a paz alcançada.
Bush, em nome da defesa da segurança criou os Guantamanos. Em defesa da Paz, prepara-se agora para a próxima cruzada. O Irão está já ali ao virar da (sua) esquina
Entretanto, as imagens que nos aparecem do Iraque são estas:
iraque3.jpg
iraque7.jpg
iraque.jpg

Hospitais e ruas cheios de cadáveres, desespero e luto. Bush mentiu. O Povo Iraquiano que nestas fotos chora os seus mortos tem diariamente a prova da sua mentira. A seguir, em nome do petróleo e da luta pela segurança dos EUA, outros povos se seguirão. O Imperialismo americano não cruza os braços. A opinião pública também não tem o direito de o fazer. Não é o Iraque ou o Irão que estão em causa. É a Paz Mundial.
Encontramo-nos às 15h00, aqui em Lisboa. Para lhes cobrar as mentiras e lhes exigir a Paz.

Publicado por Troll Urbano às 02:06 PM | Comentários (5)

março 17, 2006

PELA PAZ

Por:Isabel Faria

concentração.jpg


Publicado por Troll Urbano às 10:03 AM | Comentários (1)

março 15, 2006

Israel, um estado terrorista

Por: Daniel Arruda

Já algumas vezes escrevi aqui sobre terrorismo e o repúdio que ele me causa. Já houve quem me "atacasse" por eu achar que a linhaque vai da auto-defesa, ao terrorismo ser muito curta e muitas vezes ser confundida e nesse caso eu defendi a luta armada. Mantenho a ideia.
Já algumas vezes escrevi aqui sobre o meu apoio, (que nada vale, é um estado de espírito) à luta do povo Palestiano pela sua liberdade e pelo seu estado. Neste contexto já muitos nomes me chamaram, mas não me importa. Há tempos atrás, após a vitória do Hamas, nas eleições palestinianas, escrevi aqui que tempos conturbados esperavam a região mas ao contrário dos analistas que por aí aparecem, a debitar opinião nos jornais achei que a questão não se resumia ao lado palestiniano. Estava e estou com medo do aproveitamento que Israel vai fazer deste facto.
Façamos um resumo muito breve do que se passou desde as eleições. O Hamas tomou posse e fez uma série de declarações em como não reconhecia o estado de Israel, coisa que está no pleno direito pois Israel também não reconhece o Estado Palestiniano. O novo governo Palestiniano fez ainda declarações sobre o facto de não abdicar da luta armada sempre que necessário e na defesa dos seus interesses. Friso que tudo não passou do plano das declarações. Nem uma atitude foi tomada. Realço que desde a tomada de posse do novo governo não houve atentados suicidas, embora a ameaça estivesse lá. Ou seja, nada foi feito pela novo governo palestiano contra os interesses de Israel.

Ontem recebemos a notícia que a prisão de Jericó, sob protecção britanica e americana foi assaltada por tropas especiais israelitas para ir buscar 5 presos que eram desejados para ser julgados em Israel e que as autoridades palestinianas não faziam menção de entregar. De salientar que os observadores britanicos se americanos abandonaram as instalações coniventes com o ataque israelita abrindo assim portas para a sua concretização.

Podemos agora voltar a discutir sobre o que é ou não terrorismo. Podemos voltar a discutir quem é que comete os erros. Podemos voltar a discutir de que lado está a razão. A questão aqui não é ideológica e não pode ser discutida como tal, por muito que alguns o queiram levar para esse campo. A minha simpatia política pela extrema direita israelita é igual á que nutro pelos fundamentalistas religiosos e que ideologicamente estão tão ou mais à direita que o regime israelita.

Haverá agora quem seja capaz de condenar uma resposta palestiniana a este barbaro ataque que provocou a morte a 2 pessoas e ferimentos a 26. Haverá agora quem seja capaz de condenar uma resposta palestiniana a este ataque terrorista que provocou a morte a 2 pessoas e ferimentos a 26.

Publicado por Troll Urbano às 08:23 AM | Comentários (1)

março 05, 2006

Tony Blair e as contas a Deus

Por:Isabel Faria

tony blair.bmp

Na mesma notícia a TSF relembra que o então primeiro - ministro palestiniano, Mahmud Abbas, declarou à BBC que George Bush lhe confessara que invadiu o o Afeganistão e depois o Iraque, comandado por uma ordem divina. A TSF dá, agora, conta duma entrevista de Tony Blair a um canal britânico, em que este declara que Deus o julgará pela decisão de apoiar a invasão do Iraque. A confissão de Bush, é um disparate à Bush que ninguém leva a sério. Mas estas declarações de Tony Blair, primeiro-ministro dum País, escolhido em eleições democráticas, falando duma decisão que provocou perdas de milhares de vidas, que desde sempre se soube, mas depois até oficialmente se confirmou, ter sido baseada numa mentira, que agravou consideravelmente a segurança no Mundo e que não restituiu a paz ao povo Iraquiano, pondo nas mãos de Deus o julgamento de uma decisão politica, soa como lavar as mãos, não soa?
Para além de numa democracia ser o povo quem julga as decisões dos seus dirigentes, esta recorrência ao Divino, para limpar consciências, para além de mostrar cobardia em assumir e justificar actos politico deve também significar muito medo dos mecanismos dos homens, que “antecedem” esse tal julgamento “divino”. Não há dúvida que há crentes que fazem muito mau uso dos Deuses em que acreditam.

Publicado por Troll Urbano às 04:07 PM | Comentários (2)

fevereiro 28, 2006

Serra da Arrábida

Por: Daniel Arruda

Alguém se lembra da Serra da Arrábida sem cimenteira?
Pois não.

Alguém se lembra da Serra da Arrábida sem as pedreiras a desventrarem o seu interior?
Pois não.

Alguém se lembra que Setúbal era conhecida pela cidade da Serra, do Rio e do Mar?
Poucos certamente.

Alguém que goste de Setúbal intoxicaria a serra e aumentava a quota das pedreiras, aumentando a sua exploração e contemplando-a até 2050?
Jamais

É vergonhoso que se vá fazer a co-incineração em Setúbal, tal como é vergonhoso no resto do país. A diferença é que aqui para além de todos os problemas do resto do país ainda há o facto de a cimenteira se situar no centro de um parque natural. Não me interessa se a Secil recebe um prémio ambiental por plantar árvores nos buracos com que destroi a floresta. Não me interessa porque não são meia dúzia de árvores que vão tapar escavações com 30 metros de profundidade que esventram a serra.
Que será de Setúbal daqui a uns anos, quando Troia vai ser destruida para dar lugar a um empreendimento de luxo para férias de senhores abastados, quando a Serra desaparecer por causa das pedreiras, quando a população que já hoje "leva" com o pó de cimento ainda tiver de "comer" as toxinas, quando os golfinhos forem novamente expulsos do Sado e quando a expansão urbanistica deitar por terra as últimas árvores do concelho?

Segundo notícia do JN o governo vai mesmo avançar para a co-incineração na cimenteira da Secil. Apetece-me por isso relembrar um proverbio Mohawk:

"Só quando o Homem abater a última árvore,
contaminar o último ribeiro e matar o último peixe
é que perceberá que o dinheiro não serve para comer."

Será que vamos assistir impávidos a mais este crime ambiental?
Espero e peço a todos que não. Por nós e pelas gerações futuras.

Publicado por Troll Urbano às 12:52 PM | Comentários (3)

fevereiro 25, 2006

Carnaval

Por: Daniel Arruda

Chegou o Fim de Semana do Ano. CARNAVAL. Mais um ano que passa e eu não vou passar esta época à Meca da folia. Rio de Janeiro. Mas não perdi a esperança. De passear no sambódromo, de ir ás festas na favela. Sonho mesmo era visitar a escola da Beija Flor de Nilópolis, para mim a maior escola de samba.

Vou ter de me contentar a ver na televisão. E a ouvir os sambas que por aqui moram no PC, embora não seja preciso ser carnaval para eu ouvir samba aqui em casa. Para apreciadores deixo aqui o link para os 14 sambas enredo do grupo especial. Aconselho vivamente que oiçam o da Mocidade Independente de Padre Miguel, Acadêmicos da Rocinha e a da Beija Flor de Nilópolis. Em relação á última estou com curiosidade para ver como a poderosissima bateria da Beija Flor vai entrar neste samba. Se entrar como de costume vai ser um samba fortissimo. O mesmo se pode dizer da Mocidade Independente de Padre Miguel. O samba enredo dos Acadêmicos da Rocinha é para mim o melhor de todos. Se calhar falta um pouco de força, mas está um enredo muito bom. Espero para ver como resulta no sambódromo pois esta escola não é das mais cotadas para o desfile. Acho que é até um dos candidatos á descida de escalão.
No Rio já deve estar tudo a postos, Porta bandeira, baianas, bateria, carros, .... para entrar na Avenida. Por cá também estamos prontos para a folia. Diferentes claro, com as nossas tradições. Vou dando notícias e ver se consigo trazer umas fotografias do enterro do Rei do Carnaval, pois cada vez que falo nesta tradição saloia, olham de lado com ar espantado. Pois bem vão na 4ª Feira fcar o que é o enterro e leitura do testamento do Rei Ocarario, o grande Rei Momo que morre no última volta do corso de 3ª Feira.

Até lá fiquem com o samba.

Publicado por Troll Urbano às 01:34 AM | Comentários (1)

fevereiro 20, 2006

Uma simples questão

Por: Daniel Arruda

Se for lavar as mãos numa casa de banho pública, e se deparar com um secador de mãos a ar e um compartimento com toalhetes de papel, qual é que usa.

Lembre-se que é com pequenos gestos que se evita a destruição da floresta.

Publicado por Troll Urbano às 01:24 PM | Comentários (10)

fevereiro 15, 2006

Abu Ghraib

Por:Isabel Faria

Entretanto, como que para provar que o Holocausto é sempre que o homem quiser, a televisão Australiana, divulgou hoje novas e chocantes imagens de sevícias, abusos, humilhações e tortura de prisioneiros iraquianos, por soldados americanos, na prisão de Abu Ghraib, em 2003. Recorde-se que, na posse de todas estas imagens (o Governo americano tem exercido pressões para que não fossem divulgadas pelos méda) , nenhum comandante americano foi por elas condenado.

Publicado por Troll Urbano às 08:48 PM | Comentários (3)

fevereiro 13, 2006

Não tenho título para isto

Por: Daniel Arruda

Muitas vezes a volta matinal pela blogosfera vale mais que a ida aos jornais. A informação realmente relevante está lá toda e já foi filtrado o lixo que só nos faz perder tempo e todos sabemos que isso é um bem precioso.

O Camandro tinha (tem) uma notícia que nos deve chocar a todos. Soldados britanicos divertem-se enquanto espancam 4 jovens iraquianos. O divertimento está bem patente na expressão "Sim! Sim! Vais apanhar. Sim, rapazinhos marotos. Cabrõezinhos, cabrõezinhos. Morram".

Já tudo foi dito desta guerra. Mas parece que as coisas não são levadas a sério pelo que se se quiserem chocar vão ao post do amigo Farpas e vejam o video. Não é à toa que se diz que uma imagem vle mais que mil palavras.

Publicado por Troll Urbano às 07:42 AM | Comentários (3)

fevereiro 07, 2006

Parece que, afinal, eu lamento e discordo...

Por:Isabel Faria

Portugal lamenta e discorda da publicação dos cartoons sobre Maomé. Quem o diz é o Governo, em declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros, assinada por Freitas do Amaral.
Até aqui tudo bem. Eu por acaso ainda não tinha comunicado a minha posição final ao Sr. Ministro, mas ele não tem culpa de eu andar sempre atrasada.
O comunicado, num evidente e meritório esforço de nos cultivar, refere que: “Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa – que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa”. Não sei se vocês sabiam isto, eu confesso que nunca tal me tinha passado pela cabeça.
Mais à frente o comunicado do Sr. Professor / Ministro, afirma que : “a liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade”. Aqui tive que ir confirmar se isto tinha a ver com licença de caçador ou de obras em casa, mas não. Significa libertinagem, em linguagem assim um cadito mais chique de Professores barra Ministros.
Mais à frente ainda, reafirma-se a nossa obrigação de respeitar todos os símbolos de todas as religiões e os símbolos dos que não têm religião, presumo. Mas aí o comunicado não me dá muita confiança e manda-me pentear macacos.
Para terminar, afirma que a dita publicação com que eu não concordo e que lamento, pode provocar uma “guerra de religiões”. Que Portugal (cá tou eu, outra vez…) considera lamentável “ ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão".
Este “ainda por cima” torna bem mais clara a minha posição – e a de vocês todos, não pensem que se safam. Se as religiões não descendessem todas de Abraão, a coisa até podia mudar de figura. Agora assim, nem pensar. Nós não somos licenciosos.
Porque um comunicado não é elástico, o Governo não tem tempo de explicar se fosse cá que tivessem aparecido os tais cartoons, o que significaria não concordar com a publicação. Não se pode ter uma aula de história das religiões e ainda estar à espera destes pormenores sem importância.

Publicado por Troll Urbano às 09:39 PM | Comentários (4)

Nuclear, Não Obrigado

Por: Daniel Arruda

No domingo, devido ao facto de ter passado o dia deitado a ver televisão, vi a reposição do programa que assinalou os 25 anos da "Febre de Sábado de manhã". Nao me lembro deste programa, tinha 7 anos na altura mas ouvir hoje muitas das canções com as quais cresci foi bom, tal como foi bom ver a recepção que canções como Chiclete, Latin'America, Cairo, Portugal Portugal ou Chamem a polícia tiveram. Mas houve uma canção que me deu um prazer especial ouvir porque não a ouvia há muito tempo, ao contrária de outras que fui colecionando em MP3 ou comprando reposições discográficas. Foi o "Nuclear, Não Obrigado" da Lena d'Água, canção de 1982, que poderia ter sido escrita hoje. O tema não podia ser mais actual, com uma diferença. É que decididamente o mundo está muito mais doente que estava em 82, muito, mas mesmo muito mais doente. E cada vez mais cheio de pessoas sem vontade de o curarem, pelo menos das pessoas que deveriam ter essa preocupação. Não sou daqueles optimistas que a questão iraniana vai pôr o Nuclear na agenda novamente. O que vai é fazer voltar a discussão sobre quem deve ou não deve ter armamento nuclear e não a discussão sobre a essência do fabrico de energia nuclear, os seus lixos e detritos.

Deixo-vos com esta recordação.

Ó papão mau vai-te embora
lá de cima do telhado
Deixa dormir o menino
um soninho descansado

Deixa de ficar à espreita
com vontade de assombrar
Os que vivem nesta terra
com o pesadelo nuclear

No olhar de uma criança
pode ver-se a luz do mundo
Não lhe vamos deixar como herança
um planeta moribundo

Nuclear não, obrigado
Antes ser activo hoje
do que radioactivo amanhã
Nuclear não, obrigado

Se queremos energia
sem envenenar o ar
Temos o calor do sol
o vento e a força do mar

Publicado por Troll Urbano às 09:31 AM

fevereiro 06, 2006

Adoro estas imagens

Por: Daniel Arruda

AV Alm. Reis 1940

Lisboa 1940, Avenida Almirante Reis. Alguém consegue ter a certeza de onde é este sítio?

Eu estou inclinado para dizer que é a actual Praça do Chile, ainda sem a estátua. Embora tenha estado com dúvidas com aquilo que hoje é a entrada para o Mercado de Arroios.

Obrigado Tretas pelas fotos, vou publicando algumas. Estão lindas.

Publicado por Troll Urbano às 07:42 AM | Comentários (6)

fevereiro 04, 2006

Cartoons 2

Por:Isabel Faria

Com a questão dos cartoons vem a velha discussão de sempre. A da responsabilidade que a liberdade de expressão implica.
Entre os cartoons que se publicaram, o de Maomé como o mentor da violência, por exemplo, terá que entrar numa falta de bom-senso e de capacidade de análise da situação mundial constrangedores, se não foi calculada, ou estupidamente provocatória, se o foi. O despoletar de violência que se verifica, a contra violência dos sectores da Extrema-Direita Europeia que aproveitam a onda para gritar pelos ideais da pureza da raça e de cruzada cristã que levam à frente todos, sobretudo os imigrantes muçulmanos, como se de fundamentalistas se tratasse, está a entrar em momentos particularmente explosivos.
Quando algo assim acontece, creio que ficamos todos com aquela sensação esquisita, que já sabíamos que um dia iria acontecer. Que se vive sobre um barril de pólvora, sempre à espera da ponta do rastilho. E, quem tem nas suas mãos, o poder da informação, por exemplo, terá, por muito que custe, por muito que isso obrigue a fazer contas de cabeça de ter noção que o rastilho pode estar mesmo ali. No cartoon, no artigo, na imagem. Não é tarefa fácil. Mas não parece que possa ser tarefa que se possa ter a inconsciência de descurar.

Publicado por Troll Urbano às 08:58 PM | Comentários (8)

Os cartoons

Por:Isabel Faria

Se um jornal português publicasse qualquer cartoon sobre o Deus católico, sobre a Virgem Maria, os santos ou o Papa, os católicos portugueses se sentissem ofendidos na sua fé e ameaçassem matar o jornalista e invadir o jornal e matar uns quantos que, eventualmente, colaboraram na blasfémia, comprando e lendo o jornal, eu indignar-me-ia. Falaria em perseguição. Em intolerância. Acenaria com a liberdade de expressão. E repudiaria que, em nome duma fé que não é a minha, e que não seria a dos jornalistas que publicaram os cartoons se incentivasse a violência, a intolerância, se acalentasse o fundamentalismo.
Neste caso, com a publicação dos cartoons sobre Maomé num jornal dinamarquês, e posterior publicação noutros jornais ocidentais, só me resta, para ser coerente, fazer o mesmo. Não aceito que, em nome duma cultura e de uma fé, se imponham proibições a quem as não perfilha. Não aceitaria que católicos o fizessem, não aceito que muçulmanos o façam. E não podemos, a não ser à luz dum paternalismo que me parece perigoso e reaccionário, “desculpar” essas reacções violentas e irracionais, em nome de qualquer outro valor e de quaisquer outras realidades. Que conhecemos e contra as quais ou pelas quais lutamos. Que podem, aqui, servir de explicação mas nunca de desculpa.
E claro que se pode sempre discutir o bom-gosto e o bom senso de alguns dos cartoons agora publicados. Mas discutir não pode, não podemos aceitar que seja ameaçar. Nem perseguir. Seja por quem for, em nome do que for.

Publicado por Troll Urbano às 04:51 PM | Comentários (6)

Fuga de quê?

Por:Isabel Faria

Ficam-nos perguntas duras. E sabemos que nos esperam respostas ainda mais duras, quando se vêem notícias destas.
Nunca se sabe porque começa o pãnico. Onde começa. Quem o despoleta. Instala-se e morre-se por ele. Ninguém, como diz a notícia, sabe explicar o que realmente se passou. Ninguém soube, portanto, a razão da morte de ninguém. Nenhuma das, sobretudo mulheres, que se esmagaram contra o portão, soube a forma que teve o pânico, nem que motivo teve a morte. A sua.
Mas o que mais choca é a (não) importância da vida. Tudo continuou na mesma, procurando um lugar para entrar no concurso, enquanto, cá fora, enrolados em jornais e em sacos de plástico, os corpos repousavam do medo não se sabe, nem nunca se saberá de quê. À entrada do estádio, os que lhe sobreviveram continuaram à espera de salvação. Em forma de alguns milhares de euros.
Quando leio este tipo de notícias, vem-me sempre à memória, aquela velha questão de que há povos que não entendemos, culturas que não entendemos, em que pessoas morrem, bomba atada à cintura, em nome duma qualquer salvação. Ali, foi em nome de alguns euros. Lá, em nome da libertação ou da fé. Quando não se tem nada, a vida não tem importância por aí além. E acaba-se, afinal, como se viveu. Na rua, ignorado e embrulhado em roupas velhas.

Publicado por Troll Urbano às 12:48 PM | Comentários (4)

fevereiro 01, 2006

Olho por olho torna o mundo cego

Por: Daniel Arruda

O mundo ficou muito mais perigoso, se ao Hamas juntarmos o Irão e a Coreia do Norte.
Luís Delgado, diariodigital, hoje

Grande verdade essa. O mundo esta mais perigoso desde que fanáticos e extremistas tomaram o poder em países importantes. Nunca estivemos tão inseguros como desde que George W. Bush tomou o poder e com ele o fundamentalismo e a intolerância. A discussão que não é feita pelos carneirinhos dos americanos é porque é que o mundo está mais perigoso. Porque é possível que fundamentalistas religiosos tomem o poder no Irão, ou como uma facção terrorista ganha eleições na Palestina, ou como o processo norte-sul coreano sofreu os reveses que evidentemente sofreu.
Eles, os carneirinhos, não se acreditam em coincidências, mas querem-nos fazer crer que as há nestas coisas. Querem nos fazer crer que a ausência de avanços no processo Israelo-palestiniano não tem nada a ver com isto. Que a crescente tensão no Iraque e a ausência de soluções para o Afeganistão não têm a sua quota parte neste clima.

A conclusão do Luís Delgado é fantástica. Toda a gente concorda. O que ele não nos quer ou sabe dizer é porque é que as coisas são assim. Alguém disse no início das guerras preventivas "olho por olho torna o mundo cego". Esta é daquelas profecias que eu tenho pena que se cumpram, como me parece evidente que está a acontecer.

Publicado por Troll Urbano às 09:15 AM

janeiro 29, 2006

Devo ser eu que estou mal

Por: Daniel Arruda

Confesso que adoro neve, cresci no meio dela a ponto de ela ser mais alta que eu, na estrada, nos campos, mas isso não me impede de não partilhar a euforia que se vive em Portugal com este fenómeno de norte a sul.

Depois das estações anormalmente longas que levarm á ausência de Primavera e Outono há dois anos, da seca extrema vivida o ano passado, só faltava a neve este Inverno. Será que ninguém repara ou se preocupa com o facto de estarmos a virar o mundo de pantanas. De estarmos a destruir o que temos.

Confesso que com cada de gota de chuva solidificada que cai em Portugal, fico mais triste. Mas devo ser eu que estou demasiado pessimista, por isso Portugueses, continuem a disfrutar da neve, afinal é só mais um fenómeno da globalização e da uniformização dos estados europeus. O Clima Temperado Atlântico está "demodé" e já ninguém o usa.

Publicado por Troll Urbano às 04:15 PM | Comentários (9)

janeiro 27, 2006

Quando a Natureza tropeça nas latas de tinta...

naturepaint

Por: Paulo M. de Sousa

Publicado por Troll Urbano às 10:30 PM | Comentários (4)

janeiro 26, 2006

Vitória inesperada na Palestina

Por: Daniel Arruda

Até parece impossível, ainda ninguém escreveu sobre isto. Acordei hoje com uma notícia da maior importância. O Hamas ganhou as eleições na Palestina. Desde que ouvi a notícia tenho estado a pensar se isto é uma boa ou uma má notícia. Por um lado é má. Representa uma vitória do islamismo retrógrado, da ortodoxia, do fundamentalismo, cuja comparação mais fiel é a de uma vitória da extrema direita num qualquer país europeu. Por outro lado é boa pois é sinal que algo se vai mexer no Médio Oriente, embora os resultados destas mexidas sejam à data completamente imprevisíveis.

Neste momento e para não caír em expeculações vamos ter de nos resumir aos factos. Esta vitória do Hamas representa o endurecimento da Fatwa e representa também um crescimento impressionante dos partidos religiosos fundamentalistas. Na Turquia e no Irão são governo e agora também na Palestina. Facto é também que estes dois possíveis aliados da Palestina jogam em vários tabuleiros. A Turquia por exemplo na UE e nas parcerias com os EUA, e o Irão devido ao seu programa nuclear. É também facto que nenhum destes países sente especial, ou alguma, simpatia por Israel. Facto é que Israel vai a eleições debaixo de um cenário completamente diferente daquele que Sharon previu quando convocou estas eleições, pois é certo que a comunidade internacional e não me acredito que Israel fosse diferente, não previa este cenário. Perante este cenário é possível que a extrema direita israelita venha a ganhar um maior protagonismo. Facto também é a ONU. Sabe-se que a ONU não vive por estes dias a sua melhor fase e está a passar por uma fase de reconstrução e neste cenário o pior que lhe podia acontecer era ser posto perante nova crise mundial, para a qual manifestamente não está preparada. Outro facto é a diversidade de apoios que cada um tem no espaço geográfico do Médio Oriente. Sabemos que a contestação aos EUA e a Israel embora muito surda tem sentido um crescente na população mas também ao nível de algumas elites governativas. Facto é que Israel se quiser "risca" a Palestina do mapa em menos de uma semana tal o poderio militar deste país e tal a impreparação do lado oposto.

Por tudo isto referi no início que não queria caír em expeculações, as variáveis são mais que muitas mas podemos expecular com um elevado g