agosto 26, 2006
Um grande som para o fim de semana
Já aqui falei nele, uma ou duas vezes. O melhor rapper português. Nuno Santos no BI e Chullage na cena artística. Um homem de bairro social ou Ghetto. Um homem que dá a cara pelo seu bairro, a Arrentela, no concelho do Seixal. Pelo seu povo. Este som que está aí em baixo é sobre a Arrentela. Podia ser sobre qualquer um dos bairros ditos degradados. Cova M, Miratejo, Colina do Sol, Vale da Amoreira, Pica Pau ou Chelas.
"National Ghettografik" é daqueles sons que tem tudo. Rima, conteúdo e música.
De perto ou de longe
Qualquer angulo, qualquer plano
Eu faço zoom
A realidade dos Ghettos que aqui se resume
Na escola não se lê
Não mostra na TV
Mas só quem não quer é que não vê
Publicado por Daniel Arruda às 03:39 PM
agosto 16, 2006
Como diria Gabriel o Pensador
Eu divirto-me á brava com estes palermas. Agora querem nos dizer que conseguiram desmantelar uma rede terrorista mas não conseguem impedir um miúdo de 12 anos de passar por todas as barreiras e sentar-se no avião e só ser detectado quando já comia a merenda. Isto depois de ter andado de comboio sem bilhete.
Se isto é o alerta vermelho quero ver o Verde, ou será que afinal eu tinha razão e o espectáculo da semana passada não passou mesmo disso. De um espectáculo bem montado para justificar outros fins.
Publicado por Daniel Arruda às 03:11 PM | Comentários (2)
agosto 07, 2006
Madonna
Foto:Portugal Diário
A habitual transgressão de Madonna, num concerto em Roma, sob o mote da paz e com as "rezinguices" habituais da Igreja.
Publicado por Isabel Faria às 07:43 PM | Comentários (4)
julho 23, 2006
Fados
Tou feita...ouvir a Amália a cantar as Tábuas do Meu Caixão mexe comigo. Sempre mexeu. Nunca me fez nenhuma confusão dizer que gostava da Amália. Porque sempre dissociei a Amália do que pretenderam (ou ela deixou) fazer com ela.
Agora, ligar a SIC e ouvir dizer que a Amalia nasceu a 23 de Julho na Freguesia da Pena...ver um cadito da Calçada de Santana e da Rua Martin Vaz e ficar aqui roídita de saudades de casa...quando estou de férias e a curtir as férias...só pode ser mesmo levar demasiado a sério esta história da saudade e afins Sempre achei que não devia gostar de fado...tenho ataques de fazer chorar as pedras da calçada. Lamechices, como diria um amigo meu...mas o que é que se pode fazer...se não for genético também já é defeito..Tenho o Mar...falta-me o Tejo. Tenho o Alentejo... falta-me o Castelo. Tenho o dia todo...falta-me a pressa. Tenho o pão alentejano... falta-me o Sr. do talho que é o único que sabe cortar os bifes como eu gosto...e isto tudo vice-versa...às vezes fico um cadito farta de fado...
Não sei onde meta este post...vou prpôr aos meus colegas que criem uma categoria chamada Lamechices...por enquanto, fica na música.
Ah agora vou ao Teatro. No Largo. Espero que aquilo não me venha falar em nostalgias, saudades, amores, paixões e desejos senão não respondo por mim...que fale em futebol...ou no Sócrates. Amen.
Publicado por Isabel Faria às 09:39 PM | Comentários (4)
julho 12, 2006
O passo

Syd Barret - 1945-2006
Lean out of the window,
Golden-hair,
I hear you singing
A merry air.
My book was closed;
I read no more,
Watching the fire dance
On the floor.
I have left my book,
I have left my room
For I heard you singing
Through the gloom,
Singing and singing
A merry air,
Lean out of the window,
Golden-hair
James Joyce
Publicado por Isabel Faria às 09:59 AM | Comentários (1)
julho 11, 2006
Porque me apeteceu
Não me lembro de quando ouvi este poema de António Gedeão a 1ª vez. Já foi há uns anitos. Não me lembro em que contexto ou em que ocasião. Lembro-me de o ouvir uns tempos depois declamado pela Odete Santos num programa de televisão. Falado ou cantado continuava lindo. O poema é antigo na data mas actual no conteudo. Como todas as obras de arte. Se calhar por isso continuo a acha-lo lindo.
Hoje não sei porque acordei a cantarolá-lo e lembrei-me. Porque não partilhá-lo com os meus amigos. Ainda para mais numa altura que se discute paridades na política mas muitas mulheres continuam sem o mínimo de direitos aos olhos da sociedade machista em que vivemos.
Luísa sobe, sobe a calçada,
sobe e não pode que vai cansada.
Sobe, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa, larga que larga,
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada,
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Publicado por Daniel Arruda às 09:37 AM | Comentários (1)
junho 28, 2006
Ney
Ney Matogrosso vai estar no Coliseu de Lisboa, dia 11 de Julho, para apresentar o seu espectáculo "Canto em Qualquer Canto".
Os bilhetes são carotes...mas perder a oportunidade de rever Ney Matogrosso, merece alguns sacrifícios.
Ontem Ney deu uma entrevista na RTP2. Não sei se o que me encanta mais em Ney é a força, a transgressão, a beleza, o prazer que ele transmite em palco:

Se a calma, a serenidade, a paz que ele nos transmite fora do palco:

Mas ouvir ontem Ney em entrevista, apenas me deu mais vontade dde fazer o tal sacrifício... e de estar no dia 11 nas Portas de Sto Antão.
Publicado por Isabel Faria às 05:14 PM | Comentários (5)
junho 10, 2006
Tatuagem

Abro a janela, deixo a aragem fresca entrar...
...Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço
(Tatuagem, Maria Bethãnia canta Chico Buarque e Ruy Guerra)
Publicado por Isabel Faria às 11:03 PM | Comentários (7)
junho 09, 2006
EDITORS
Desde que vim do Super Rock, que andava para fazer esta posta mas por falta de tempo não tive hipótese de ir à procura do site da banda.
Estes tipos, os editors, abriram as hostilidades no palco do Festival, numa altura em que ainda lá estava pouca gente. Pelo que percebi era a 1ª vez que vinham a Portugal.
Se calhar sou eu que tenho andado distraído mas por conversas que o pessoal foi tendo por lá não encontrei ninguém que já os conhecesse.
Gostei muito do som. Tipicamente britânico, estes não enganam ninguém. Fiéis à boa onda do Pop de Sua Majestade, a rainha. Acho que vou seguir esta banda com mais atenção. Boa onda, excelente presença em palco e bom som. Se quiserem no site deles têm 4 músicas para ouvir. Vale a pena.
Publicado por Daniel Arruda às 12:00 PM | Comentários (1)
maio 26, 2006
Quem vê, TV, sofre mais que no WC
A televisão de ontem e a televisão de hoje. Ainda sou do tempo em que havia um canal para o país todo e para o 2º Canal era precisa uma antena melhor e mesmo assim nem sempre se apanhava o sinal em condições. A televisão que se fazia em Portugal era má. Muito má. E ainda havia a taxa que se pagava todos os meses.
Nessa altura, os Taxi escreveram uma canção que falava disso. Havia o TV Rural do Sousa Veloso, os desenhos animados do Vasco Granja, a Maria de Lurdes Modesto com a sua culinária, as entrevistas da Margarida Marante, o "você decide" e aqueles concursos que "ai meu deus", para não falar da obrigatória transmissão de um jogo de futebol por jornada.
Hoje temos 4 canais em sinal aberto e muitos por cabo. Mas a canção continua actual, é que a qualidade continua a ser miserável. Não têm conta a quantidade de vezes que corro os meus 48 canais ( já ignoro os 3 canais generalistas que por norma não dão uma para a caixa) e não há um que esteja a dar uma coisa de jeito. Por isso e pela homenagem a essa banda tão à frente no tempo que conseguiu sem saber escrever coisas que em 2006 continuam actuais, hoje deixo aqui este clássico dos Taxi "quem vê TV". Para o fim de semana.
Publicado por Daniel Arruda às 10:55 AM | Comentários (6)
maio 10, 2006
Um grande som
Parece que hoje é o dia da Música no Troll. A Isabel mais abaixo deixou uma excelente sugestão musical e eu também tinha reservado para hoje uma musiquinha. É certo que o RAP tem sofrido enormes transformações ao longo dos anos, tornando-se uma coisa comercial e vendável. Há quem defenda que seja a morte do espírito. Felizmente que temos em Portugal alguns puristas. Onde a rima é o mais importante. Se juntarmos á rima um discurso verdadeiramente revolucionário, revoltado, revindicativo ou lá o que lhe que quiserem chamar e aquela batida, simples, da rua, temos "Rhythm and poetry". Há para mim em Portugal bons rappers, infelizmente são pouco conhecidos fora do meio porque não são comerciais.
Já há uns tempos atrás, um ano mais coisa menos coisa falei de Chullage, que para alem de bom conhecido (amigo é um termo forte, pelo menos para mim que não o emprego levianamente) e meu vizinho da Arrentela, é neste momento o melhor rapper português. Sem a menor dúvida. Tem tudo, mas especialmente uma rima de nos levar á loucura. Actual, acutilante e acertada. Esta é do 3º álbum, "Rapensar" de seu nome. Mas melhor que eu descrever é vocês ouvirem mesmo. Foi uma das canções que equacionei para me acompanhar na campanha autárquica, mas acabou por não acontecer. Não sairá da carteira ainda para as próximas. Pode ser que o/a candidato/a que venha a ser escolhido pelos militantes do Seixal tenha o mesmo gosto que eu.
Este RAP em particular fala das coisas com uma simplicidade brutal e não deixa de estar todo ele correcto na crítica que faz. Imigração, fundamentalismo, descrédito na política, ..... está lá tudo.
Publicado por Troll Urbano às 06:27 PM | Comentários (1)
Música contra Bush
Por: Isabel Faria

Juntar a voz de Neil Young à campanha contra a Guerra. E passar uma tarde a ouvir boa música.
O novo disco, Living with War. Aqui fica o link.
Publicado por Troll Urbano às 01:24 PM | Comentários (1)
abril 28, 2006
Gabriel "o Pensador"
Por: Daniel Arruda
Que sou um fã do movimento Hip Hop já se sabe por estas bandas. Que sou também fã do experimentalismo e da conjugação dos sons não é espanto para ninguém. Mas o que eu gosto mesmo numa canção e no RAP em particular é de uma boa letra. Por isso andava aqui ao tempo a pensar fazer uma homenagem aqui no Troll áquele que para mim, actualmente o maior poeta de canções em língua portuguesa. Gabriel "o Pensador". Habituou-nos a uma rima acutilante, fácil mas ao mesmo tempo cheia de metáforas e críticas sociais. Críticas que sendo para o Brasil são facilmente aplicáveis a muitos países e sociedades actuais e muito especialmente para Portugal e ao "nosso povo".
Masturbação Mental é para mim um Hino, (quantas vezes também me sinto farto de andar em mastrubação mental) nem sequer é das músicas emblema do álbum mas é um exemplo da rima de Gabriel. Normalmente as canções são mais conhecidas são as mais comercializoides e essas são em regra as piores que os álbuns têm.
Publicado por Troll Urbano às 10:09 AM | Comentários (5)
abril 13, 2006
3 dias?!?!!?!? HUUURRRAAA
Por: Daniel Arruda
Aproxima-se um fim de semana de 3 dias. Ainda para mais Lisboa está quase deserta o que quer dizer que as praias da margem sul vão estar mais desimpedidas também. Deixo-vos por isso com uma canção alusiva à Páscoa, ou melhor, aos fim de semana de 3 dias.
Tá quase
Publicado por Troll Urbano às 09:01 PM | Comentários (2)
abril 04, 2006
Pirataria
Por: Daniel Arruda
Parece que está em marcha uma operação para apanhar quem faz downloads de música na net. Esta operação foi desencadeada pela Associação Fonográfica Portuguesa. Por outras palavras por aqueles que se sentem lesados. Sim porque não são os músicos os maiores lesados como querem fazer crer algumas opiniões que por aí oiço. Os músicos não ganham o seu dinheiro nos royalities que os discos dão, é nos espectáculos.
Os editores, que lançam discos a preços absurdos é que se sentem lesados. E quando se sentem lesados o que fazem? Correm atrás de quem faz downloads em vez de diminuirem as suas margens de lucro e porem os Cd's a preços mais convidativos. Correm atrás de quem faz downloads em vez de criarem um grupo de pressão que diminua o IVA dos CD's tal como acontece em outros produtos culturais. Correm atrás de quem faz downloads em vez de optimizarem as suas correntes de distribuição.
Só faço uma pergunta. Já alguém ouviu os músicos a queixarem-se da pirataria?!?!?!?!?!?
Publicado por Troll Urbano às 04:18 PM | Comentários (6)
março 14, 2006
O concerto do ano
Por: Daniel Arruda
Já que os assuntos rareiam e estamos numa de divulgações, não posso deixar de referir o Super, Mega, Ultra Concerto que vai ocorrer dia 13 de Abril na FIL. O Sapo Sound Bits. Não acreditam? Então vejam:
A primeira fase, mais dedicada ao hip-hop,(das 20.30 às 03.00) conta com as actuações das bandas Mind da Gap, Júnior e de Boss AC. Já a segunda parte,(das 03.00 às 08.00) de música dançante, tem a participação de Puff Daddy, Erick Morillo, Bob Sinclar e Chus & Ceballos.
A noite já valia a pena só para ver Puff Daddy e Erick Morillo, mas com uma abertura como a dos Mind da Gap e de Boss AC, é certeza de uma grande noite. Sempre a assapar.
Podem já pôr no vosso calendário. Dia 14 de Abril não há postas, pois duvido que depois de 12 horas a bombar violentamente, com o melhor que o Hip Hop tem para nos oferecer haja cabeça para pensar. 12 Horinhas a água para não desidratar, sim que não se pode correr o risco de perder meia festa só porque se bebeu uns copos.
Venha o dia 13. Uma Quinta Feira. A Abrir.
Publicado por Troll Urbano às 02:52 PM | Comentários (1)
março 06, 2006
Outras viagens
Por:Isabel Faria
Quando, aqui há pouco mais de uma semana, cantámos o Zeca, fiquei com uma enorme vontade de, assim que tivesse tempo, procurar este poema do Luís Cília, cantado pelo Adriano Correia de Oliveira - Sou barco. Não tinha que ser numa data. Seria num dia em que, ao olhar lá para fora, sentisse vontade de limpar a alma. Por isso, hoje, aqui fica.

Publicado por Troll Urbano às 04:13 PM | Comentários (3)
fevereiro 27, 2006
Closer
Por:Isabel Faria

Talvez não seja a musica que deva levar no barco...mas é a que vou levar no barco. Gosto sempre de fazer estas viagens com o Ian Curtis..até porque tenho sempre a certeza que eu volto delas. Gosto muito de viver. Apesar das rochas escarpadas. Mas preciso deste som nu. Quando elas se amontoam à volta.
Joy Division - Closer - Decades
Publicado por Troll Urbano às 10:55 PM | Comentários (3)
fevereiro 19, 2006
Um exercicio narcisista (ou um devaneio de pai babado)
Por: Daniel Arruda
Sei que sou um pai babado. Mas o que fazer, gosto das coisas que o meu filho faz e hoje apetece-me partilhar um pouco de mim. Na 6ª Feira chegou-me finalmente o CD com as músicas que o meu nino fez o ano passado para a escola, para a festa de Natal, para a festa de finalista (sim já há finalistas de infantário) e outras actividades que tiveram. Não resito a partilhar aqui com vocês os dotes vocais do rapaz.
Espero que consigam encontrar, assim como eu, uns traços a mandar a Alfredo Marceneiro, a afinação de um Carlos do Carmo e um timbre muito parecido ao do Luís Represas :)))
Afinal se o Zé Cabra edita CD's e ganha discos de ouro, vejo um futuro promissor para o rapaz no mundo da música.
Publicado por Troll Urbano às 10:58 PM | Comentários (6)
fevereiro 14, 2006
Zeca
Por:Isabel Faria

Ouvia-se o Zeca às escondidas. Um tio que tinha estado preso, ou outro que estudava em Santarém, falavam no Zeca. Depois, uma noite, iamos lá a casa e surgiam aquelas argolinhas pequeninas, mágicas. E delas a voz, e as palavras de encantar.Ouvia-se sempre baixinho. Na casa do tio que estudava em Santarem, só se ouvia quando o meu avô dormia. O meu tio dizia que ele tinha medo. Cedo entendi que era posível ter medo de ouvir aquelas palavras. Muito cedo. Creio que antes mesmo do primeiro dia que as ouvi. Em nossa casa não havia gira-discos. Mas acabei por descobrir que, tarde na noite, depois de muito procurar, o Zeca, também aparecia no rádio do meu pai. Devia pensar que era um segredo. A cara do meu pai era a cara dos segredos.
Mas o Zeca, a sério, e os ourtos, o Adriano, o Luís Cília, o Zé Mário, só ouvi mesmo quando fui para Santarém estudar. Já uma vez falei no Castela. Falarei sempre no Castela. Na livraria Apolo, conheci um maravilhoso mundo, até então quase desconhecido. Li o Redol e o Garcia Marquez, aos bocadinhos. Sentada nos bancos da discoteca. Horas a fio. Quando não havia aulas, ou quando havia, mas a vontade de sonhar era tanta, que uma dor de barriga aparecia por milagre. A gente dizia, se fizermos todas muita força para ir para a Apolo, dá a dor de barriga à professora de Inglês. E, zás...meninas, a professora está doente. Podem sair.
Sempre achei que o Castela tinha uma arca onde escondia as relíquias. Tipo gaveta das mesas alentejanas, mas em arca. E sempre achei que ele tinha o banco à entrada da porta para ter tempo, no caso de ver, ao longe, aproximarem-se intrusos, de esconder os tesouros. Saíamos a cantar o Zeca. Às vezes não baixinho. Olhávamos à volta. Ninguém em redor. A minha mãe dizia que as paredes tinham ouvidos, mas eu não acreditava. E cantávamos.
Havia uma, a balada do Bairro Negro. Eramos tão novinhas, mas todas nós que, naqueles anos, aprendiamos a sonhar na livraria Apolo, conheciamos aqueles meninos.
Nunca tive tempo de agradecer ao Castela. Assim, directamnete. Foi cedo, ele. Creio, no entanto, que lhe agradeço cada vez que ouço o Zeca. Ou que vejo um menino daqueles que ele guardava na arca dos segredos. Desde o dia em que o Zeca me cantou estas palavras que eu soube. Que queira ou não queira, o papão, o menino do bairro negro há-de um dia cantar.
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Se até dá gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti
Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Publicado por Troll Urbano às 08:45 PM
fevereiro 13, 2006
Zeca
Por:Isabel Faria

Até ao dia 23 de Fevereiro, decidi guardar um pedacinho deste espaço, para falar do Zeca. Para colocar fotos. Poemas. Algumas músicas. Por nenhuma razão especial, apesar de no dia 23 de Fevereiro se completarem 19 anos sobre a sua partida. Mas só nos apercebemos que o Zeca partiu porque teima en nos fazer muita falta. A altura escolhida não é, pois, importante. Apenas um pretexto. Para o ter aqui connosco. Mais visivelmente.
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver
uma praça de gente ma dura
e uma es tátua
e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vai
ninguém vai levantá-lo do chão
Cantares do Andarilho - 1968
Publicado por Troll Urbano às 09:48 PM | Comentários (5)
fevereiro 09, 2006
Grammy Awards
Por: Daniel Arruda
Não é á toa que os Grammys são o equivalente aos Óscars só que para a indústria discográfica. Tal como nos Óscars também aqui os interesses falam mais alto e os nomes vencem prémios. E quando falo de interesses incluo também os interesses políticos. Quando Kelly Clarkson ou Maroon 5 ganha um Grammy ou o albúm "Eletracustico" de Gilberto Gil recebe um prémio de World Music, ou mesmo quando U2, por muito respeito que tenha pela banda e gostando da sua música recebem 5 grammys com o "How to dismantle an atomic bomb" acho que está tudo dito. Continuo a achar que por muito pirosos que os achemos, os prémios MTV mantêm um pouco mais de coerencia nas escolhas, até porque são de eleição directa dos fãns e amantes de música.
Sei que os puristas de U2 se vão mandar aos ares com a heresia que eu acabei de cometer, para esses eles ganhavam as categorias todas, se houver teenagers a lerem o Troll vão-me chamar velho por não dar valor a Kelly Clarkson ou os saudosos da velha música brasileira vão dizer que a Bossa Nova ainda é um género musical actual.
Vai aí a lista dos vencedores deste ano. Tirem as vossas conclusões. Eu pela minha parte espero que esta fase acabe como acabou a de Eric Clapton, numa altura que até um "peido" deste artista era considerada uma obra de arte.
Álbum do ano - «How to dismantle an atomic bomb», U2
Single do ano - «Boulevard of broken dreams», Green Day
Canção do ano - «Sometimes you can´t make it on your own», U2
Interpretação por duo ou grupo, rock - «Sometimes you can´t make it on your own», U2
Interpretação masculina, pop - «From the bottom of my heart», Stevie Wonder
Interpretação feminina, pop - «Since U been gone», Kelly Clarkson
Revelação do ano - John Legend
Melhor álbum, rock - «How to dismantle an atomic bomb», U2
Melhor álbum vocal, pop - «Breakaway», Kelly Clarkson
Melhor álbum instrumental, pop - «At this time», Burt Bacharach
Interpretação vocal a solo, rock - «Devils & Dust», Bruce Sopringsteen
Interpretação hard rock - «B.Y.O.B.», System of a Down
Interpretação metal rock - «Before I forget», Slipknot
Interpretação rock instrumental - «69 Freedom Special», Les Paul and Friends
Canção rock - «City of blinding lights», U2
Interpretação feminina, rhythm and blues - «We belong together», Mariah Carey
Interpretação por duo ou grupo, rhythm and blues - «So amazing», Beyonce e Stevie Wonder
Canção rhythm and blues - «We belong together», Mariah Carey e outros
Álbum de rhythm and blues contemporâneo - «The Emancipation of Mimi», Mariah Carey
Interpretação por duo ou grupo, pop - «This love», Maroon 5
Álbum de World Music (Música do Mundo) contemporâneo - «Eletracustico», Gilberto Gil
Publicado por Troll Urbano às 10:02 AM | Comentários (1)
fevereiro 08, 2006
Pode ser que resulte...
Por:Isabel Faria

Já que insistem que tenho que ir trabalhar para pagar a casa ao banco e os bifes ao Belmiro, uma tentativazeca de tornar o pesadelo de sair de casa um bocadinho mais suportável.
Tenham um bom dia.
Publicado por Troll Urbano às 08:15 AM
fevereiro 03, 2006
Uma canção para o fim de semana
Por: Daniel Arruda
Sou fã da música de "Nuestros Hermanos". Acho que tal como a lingua portuguesa também o castelhano tem o seu encanto quando cantada. Tal como acontece com a lingua francesa, diga-se mas isso fica para outro dia. Serve isto para dizer que a música não se esgota no modelo anglo saxão. Monica Naranjo é daquelas vozes que me ficaram na memória desde a 1ª vez que a ouvi. Brutal, é a minha definição. Nem sequer é uma voz bonita, ou muito melodiosa, mas é uma voz que enche o espaço. que nos invade. "Empiezo a recordarte" é das minhas favoritas. Daquelas que eu quero que me acompanhe o fim de semana todo.
Gostaram?????? Espero que sim.
Publicado por Troll Urbano às 02:13 PM | Comentários (5)
janeiro 31, 2006
Tom Waits
Por:Isabel Faria

De Tom Waits, podia escolher outras. Muitas outras. Umas que ainda doem, porque me acompanharam em momentos mais ou menos doridos da minha vida - Tha piano has been drinking, outras que me apetece guardar numa caixinha, para ir saboreando aos poucos - Fish & Bird e deixando-me cativar.
The Jersey Girl, é, então, a mais publicável e a mais partilhável, neste momento. Com ela entrei no Plateau, depois dum bacalhau com natas no Viúva. Com ela descobri um ritual esquisito qualquer, na Serra de Sintra, noite escura e fria duma qualquer passagem de ano, com ela ainda hoje me delicio quando me apetece ouvir o Tom Waits sem buscar calor nem encontrar nostalgia. Nem mágoa.
Não me é possivel ficar indiferente a Tom Waits. Para o bem e para o mal, nunca foi.
Aqui fica, portanto. Um dia prometo voltar a ele.
"Don’t you know that all my dreams come true, when I’m walkin’ down the street With you, sing sha la la la la la sha la la la."
(Extracto do Jersey Girl, acrescentado ao post, manhãzinha cedo, ao acordar, frio lá fora e um calor qualquer cá dentro. Som no máximo. Pobres vizinhos.)
Publicado por Troll Urbano às 11:13 PM | Comentários (5)
janeiro 27, 2006
A tale from the american civil war
Por:Isabel Faria

Já falei deste álbum muitas vezes. Nunca tinha conseguido deixar uma música. Fica hoje. Uma história da História da América. Da Guerra Civil. White Mansions.
A partir deste álbum que um amigo que já partiu me ofereceu há muitos anos, descobri a paixão pela música celta. Ele costumava dizer que eu tinha a mania de começar tudo pelo fim. Chamava-me apressada. Todas as pessoas que começam as coisas pelo fim, o são. Assegurava. Nunca lhe consegui explicar...talvez ele tenha razão. E eu seja mesmo apressda, por natureza e feitio.
Nunca me interessei muito pelas origens e os caminhos da música. Limito-me a ouvi-la. A maioria das vezes apressadamente.Ou não me conhecesem bem os meus amigos.
Espero que gostem.
Publicado por Troll Urbano às 09:46 PM | Comentários (2)
Mozart
Por:Isabel Faria

1756-2006 - 250 anos
Publicado por Troll Urbano às 03:18 PM | Comentários (2)
janeiro 26, 2006
Bullet in a Bible
Por: Daniel Arruda
Acabei de ver o DVD daquela que é para mim a melhor banda do mundo, das que estão em actividade, pois das infelizmente desaparecidas, desmembradas ou desventradas, há algumas poucas que eu punha ao nível desta. "Bullet in a Bible" dos Green Day. Este DVD, da digressão "Americam Idiot" gravado em Milton Keynes é o resultado de 2 concertos nos arredores de Londres onde estiveram mais de 65 000 pessoas cada dia. É o resultado do maior concerto de Punk Rock de sempre. Billy Joe, Tré Cool e Mike Dirnt fizeram aquilo que nunca se supôs. Alcançaram o patamar dos grandes. Já tive o prazer de os ver ao vivo quando estiveram no Coliseu em Lisboa mas nada se compara a esta atmosfera fabulosa que se viveu em Inglaterra.
Se conseguirem ver, aproveitem, são duas horas de puro extase, de orgasmos continuos e inenterruptos. Deixo-vos aqui a última parte do "Holiday" que como disse Billy Joe não é anti americana, é anti guerra.
Zieg Heil to the president gasman
Bombs away is your punishment
Pulverize the Eiffel towers
Who criticize your government
Bang bang goes the broken glass and
Kill all the fags that don't agree
Trials by fire, setting fire
Is not a way that's meant for me
Just cause, just cause, because we're outlaws yeah!
Publicado por Troll Urbano às 10:46 PM | Comentários (7)
janeiro 25, 2006
Um Homem na Cidade
Por: Daniel Arruda
Marcio Melo 1999
Há coisas que eu adoro e não me canso delas. Coisas que não sendo do meu tempo, são intemporais. Ary dos Santos é dessas coisas. Sei que já várias vezes aqui falei dele mas tenho a ideia queo que é bom é para se recordar. As letras dele mais que poesia são ideologia, são lições de vida. Foi o homem que melhor que ninguém descreveu a Liberdade e como ninguém deu cheiro a Lisboa. Escreveu sobre aquilo que toda a gente conhece mas a que poucos dão valor. Em poucas poesias resumiu tão bem o misto de sentimentos como o desespero e a felicidade, a liberdade e a prisão, a água e a terra, a noite e o dia. Descreveu tudo para descrever um homem, um homem na cidade. Ainda lhe juntou o tempo, essa coisa que todos usamos mas que não sabemos definir.
Uma nota para quem não gosta do género. Nem sempre se pode agradar a toda a gente. Há alturas em que penso em mim e só em mim e por volta das 4 da manhã costumo ter este hábito narcisista. As desculpas, mas o botão de off da canção está sempre disponível.
Publicado por Troll Urbano às 03:31 AM | Comentários (6)
janeiro 23, 2006
L'amitié
Por:Isabel Faria
Depois de muitas ajudas...depois de muitas tentativas...depois de ter que reconhecer que sou mesmo, mesmo azelha...aqui fica.
Uma promessa de há muito. Herbert Pagani, "L'amitié". Porque não havia nenhuma hipótese de a escolha hoje ser outra.

Publicado por Troll Urbano às 10:55 PM | Comentários (13)
janeiro 22, 2006
É hoje o dia de se tomar decisões
Por: Daniel Arruda
É a música que me apetece ouvir hoje, é a música que quero a plenos pulmões cantar logo á noite, é a música que gostava que muitos cantassem comigo mais logo, mas acima de tudo é a música que gostaria que muitos tivessem hoje no pensamento. Porque há ideais, porque há vontades, porque há desejos, porque acima de tudo há uma força na certeza de que é preciso mudar.
Hoje é o dia de se tomar decisões. Eu dou a minha, agora e sempre. Vamos dar todos a nossa opinião.
De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Terra sem amos
A Internacional.
Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Terra sem amos
A Internacional.
Publicado por Troll Urbano às 07:46 AM | Comentários (2)
janeiro 19, 2006
O prometido é devido.
Por: Daniel Arruda
Há uns tempos postei um poema de José Carlos Ary dos Santos de seu nome "Roseira, botão de gente" e ficou a promessa que assim que eu pudesse poria aqui a sua versão musicada. Aqui vai. Acreditem que aqui trata-se mesmo de uma partilha, pelo que já descrevi aqui. Esta versão é cantada pelo quarteto "Entre Vozes" Lenita Gentil, Alexandra, Maria de Fé e A.Pires, e que deram uma roupagem de 4 vozes a fados clássicos.
Publicado por Troll Urbano às 05:25 PM | Comentários (14)
janeiro 17, 2006
40 graus à sombra
Por: Daniel Arruda
O meu último problema com as músicas no blog ficou resolvido graças à ajuda da nossa amiga Hipatia, que me indicou aquilo que me faltava. Um alojamento para os meus MP3. Sei que para muitos de vós isto parece básico mas para mim era uma complicação de todo o tamanho. Agora já posso postar o que me apetece e como me apetece.
Apeteceu-me deixar aqui uma canção antiga. Do tempo em que eu ainda não tinha barba mas que eu acho um piadão enorme e que me traz gratas recordações. Espero que gostem desta recordação dos Radar Kadhafi.
Nota: Não te respondi ao E-mail. Fica a posta. A música do poema do Ary é o próximo. Isto é que vai ser um "vê se te avias" de música que não se aguenta. Mais uma vez Obrigado.
Publicado por Troll Urbano às 02:06 PM | Comentários (4)
janeiro 14, 2006
Roseira, botão de gente
Por: Daniel Arruda
Ainda não tinha vindo hoje ao Troll. Aliás ainda não tinha vindo a casa hoje mas parece que aqui a assoalhada não sentiu a minha falta. A Isabel e o Lobo estiveram em grande. Mas não foi por isso que queria escrever uma posta.
Hoje ouvi novamente o 1º fado que me lembro de ter ouvido. Um poema fantástico que mais tarde vim a saber ser de Ary dos Santos. Um daqueles poemas que só ele poderia escrever como apenas muito mais tarde compreendi.(desculpem por falar tanta vez do Ary dos Santos mas ele era, foi e será dos mais belos poetas para musicar) Era o fado favorito do meu pai e é também dos meus.
Possivelmente este nome que vou aqui escrever não diz muito à maioria das pessoas e não está disponível na Net. O poema tem como nome "Roseira, botão de gente" e lembro-me de o ter ouvido deveria ter para aí os meus 12/13 anos cantado pelo meu pai, que não querendo ser vaidoso tinha muito jeito para a coisa. Logicamente que não compreendi o poema na sua plenitude mas o impacto ficou até porque foi cantado para mim. As coisas belas deixam sempre marcas não é?
Fica o poema pois não consigo encontrar a música em lado nenhum, a não ser naquele CD que vou preservar.
A força que tive no momento
Tecendo o teu corpo a 1ª vez
Está agora no teu ventre em movimento
No Filho que a gente fez
Depois irá pouco a pouco,
ficando maior, por dentro de ti
E o teu corpo que me segreda quando toco
Que o meu filho está ali
Eu fui a semente
Tu és o canteiro
Dum cravo de carne
que tem o meu cheiro
Eu fui o arado
Tu é a seara
Seara de trigo sem fim
Seara lavrada por mim
O que um homem sente
Quando a companheira
Dá flor no presente
Para vida inteira
É como se o sangue
Fosse uma fogueira
Roseira, botão de gente
Rosa da minha roseira
A vida que tece outra vida
É vida parida, é vida maior
Tens agora a palpitar a minha vida
No teu ventre meu amor
Depois o sangue dos dois
Será vida nova, será uma flor
Flor de carne a despontar da primavera
Do teu ventre meu amor
Para ti.
Publicado por Troll Urbano às 02:03 AM | Comentários (3)
janeiro 11, 2006
Música Portuguesa
Por: Daniel Arruda
A partir de hoje está em vigor a nova Lei da Rádio que "obriga" as estações de rádio públicas e privadas a passar entre 25 e 40% de música portuguesa.
Em tese a lei a óptima, e é pena que o seja mesmo apenas em tese. Eu sou um defensor da música portuguesa, ou melhor sou um defensor de alguma música portuguesa, aquela que eu gosto, e isto tem tudo de subjectivo, porque não sou eu, e já agora ninguém é, que defino qual é que é a música com qualidade e qual não a tem. Há coisas que eu gostava de ouvir na rádio que provavelmente mais ninguém quer ouvir, mas se calhar há dentro daquilo que passa nas rádios coisas que eu não gosto e que se calhar a maioria das pessoas gostam.
Porugal deve ser dos países da Europa que tem mais rádios por habitante. Não há localidade que não tenha a sua rádio local e eu confeso que até hoje nunca tive dificuldade de encontrar uma rádio que no momento estava a dar o género musical que na altura me apetecia ouvir. Se me apetece ouvir musica comercial tenho as emissoras nacinais como a RFM, Antena3 ou a Comercial, se me apetece ouvir êxitos antigos tenho o Rádio Clube Português ou a Antena1, se me apetece música electrónica do género "ao metro" tenho a Orbital, Se me apetece música clássica tenho a Antena2, Se me apetece um electrónico mais apurado tenho a MIX, se me apetece música africana tenho a RDP Africa, e por aí fora. Ainda tenho a oferta de todas as rádios locais e devo dizer que nestas se ouve muita música portuguesa.
O problema que se põe é que se vamos obrigar as rádios a passar música portuguesa terão de contemplar todos os géneros, incluindo o Pimba entre outros e, meus amigos, estão a ver a RFM a passar Ágata ou Emanuel? Se contemplarem todos os géneros terão de passar Fados. O problema é que para estes géneros músicais já existem rádios e, convenhamos, a oferta em Portugal não é assim tão grande que dê programação para um dia. Basta ver o Natal dos Hospitais para ver o que lá aparece.
O que se podia pôr em causa e, aí sim, talvez se aumentasse a qualidade eram as "Play Lists" que são dominadas pelas editoras e que moldam e adaptam ao sabor ds suas vontades os formatos das rádios, agora impor quotas para a música portuguesa não me parece solução.
Já agora, e não tendo a ver com o tema música, o próprio Estado deveria dar o exemplo e nas quootas para o acompanhamento das campanhas eleitorais deveria dar tratamento igual a todas as candidaturas e isso o estado não quer ou não sabe fazer.
Publicado por Troll Urbano às 11:33 AM | Comentários (7)
janeiro 10, 2006
É bonita?????
Por:Isabel Faria
Hoje tenho tido pouco tempo para vir ao Troll. Usei a hora de almoço para ir à arruada na Morais Soares (comi um pastel de bacalhau e bebi um sumo de laranja e estou, aqui, um bocadito p'ró esfomeado) e decidi dedicar-me ao arquivo que é sempre uma tarefa deveras interessante.
Entretanto, trouxe um material de propaganda com a minha cara, assim tipo miniatura de pastel de nata ou de bolo de coco e com uma frase toda giraça (se vocês insistirem muito, sou mulher para a deixar aqui...mas têm que insistir, prontjj...).
Ainda não tive tempo, portanto, de agradecer a ajuda do Bin para a musiquita aqui ao lado, nem para vos perguntar se gostaram da musiquita aqui ao lado (não me venham dizer que não deram por nada, senão não me responsabilizo pelos meus actos!!!).
A música é também uma prenda para o meu camarada Daniel. Tinha-me prometido que a primeira que aparecesse no Troll, assim de ladecos, era para o Daniel. (Amigo, espero que gostes e não penses que é todos os dias que isto dá um trabalhão do caraças...ao Bin).
Depois, não a escolhi ao acaso. Todos os dias me faço esta pergunta. Que força é esta que nos põe de bem com outros e de mal coonosco. Porque quero acreditar que ainda nos põe de mal connosco.
Publicado por Troll Urbano às 04:03 PM | Comentários (11)
janeiro 04, 2006
Creep
Por: Daniel Arruda
Agora que descobri como isto se faz, não quero outra coisa. Hoje vai aqui uma canção que me tem acompanhado ao longo da vida. Por aquilo que fui, aquilo que ás vezes sou, por aquilo que eu tento não ser e se for que seja conscientemente e com uma razão forte.
Para mim uma das mais belas canções de sempre, dos Radiohead, "Creep", e porque sei que o Troll Lobo também tem um fraquinho por este som e espero que pela letra também que é das coisas mais bem escritas que eu li até hoje, a canção também é por e com ele. Façam de conta que é uma posta a 4 mãos.
Os Radiohead até são uma banda que eu não considero das minhas favoritas embora tenham muita coisa muito boa e nem sei o porquê desta canção me bater tanto. Se calhar ouvi-a o momento certo e na hora exacta da minha vida em que a devia ter ouvido. Se eu pudesse escolher uma música para acompanhar o meu funeral, esta seria certamente a escolhida. Porque eu acho, embora tudo possa mudar de um momento para o outro, o espelho mais fiel da minha existência.
Como ainda não sei colocar videos se quiserem ver o teledisco da versão acústica cliquem aqui.
Publicado por Troll Urbano às 10:25 PM | Comentários (4)
dezembro 31, 2005
Só por este motivo é que voltava cá (Este ano claro).
Por: Daniel Arruda
Porque foi a 1ª vez que consegui colar uma música e porque há para aí um comentário que faz referência às papoilas saltitantes, e porque há pessoas neste blog que não sabem de onde vem essa expressão aqui vai a minha 1ª música no Troll.
Publicado por Troll Urbano às 12:23 AM | Comentários (4)
dezembro 27, 2005
O meu álbum do ano
Por: Daniel Arruda
Já que nos aproximamos a passos largos do fim do ano vou começar com os meus destaques de 2005. Hoje na música. O ano passado foi muito mais fácil para mim encontrar aquele que foi o álbum do ano. "American Idiot" dos Green Day não deixava margem para dúvidas. Este ano foi muito mais difícil porque houve várias coisas com qualidade. (no meu critério obviamente) "confessions on a dance floor" da Madona era um candidato, Il Divo, obviamente era outro, mas a minha escolha vai para o álbum "Transparente" da Marisa.
E porquê? Porque quando alguém nos habitua a um patamar elevado achamos sempre que não se pode fazer melhor. Depois do "Fado Curvo" achei que aquele era o limite. Um álbum grandioso. Com este álbum Marisa consegue ir um pouco mais além. Sem descaracterizar o fado, Marisa reinventa-o. Dá-lhe novas sonoridades que no entanto nos parecem que estiveram sempre ali. Por outro lado este é o 1º álbum de Marisa em que não aparecem as comparações com Amália e isso tem uma razão. Não se comparam divas. Amália foi uma, tal como foi Cidália Moreira e nunca foram comparadas. Marisa é de facto uma diva do Fado.
Só um promenor. Como sabe bem ouvir Pessoa e Espanca musicados desta forma. Para o reportório de Marisa ficar completo, só falta mesmo é ela cantar Rosa Lobato Faria. (acho que ainda nunca o fez).
Deste álbum é quase impossível destacar músicas mas se tivesse de escolher duas seria "Há uma música do Povo" e "Recusa"
Publicado por Troll Urbano às 10:37 AM | Comentários (10)
dezembro 26, 2005
Ummagumma Sessions - Londres, 1969
Por: zOinGo
Dedicado à ML, que gosta deles mais novinhos! =)
Continuação de *BOAS FESTAS* a todos!
Publicado por Troll Urbano às 03:12 PM | Comentários (2)
Pink Floyd
Por:Isabel Faria

Quando se coloca só o poema fica a faltar o som. Aquele som. E falta qualquer coisa.
Mas, rapidamente, ao colocar o poema, o som vem. Por si. E já não falta nada.
Por teimosia, junta-se a fotografia. A de agora. E ao som e ao poema, junta-se o encanto reencontrado e sempre redescoberto.
Os Pink Floyd fazem parte de mim. O "Wish you were here" também. De todos os discos que publicaram fiquei sempre com o Dark side of the Moon, guardado num cantinho especial. Aquele onde guardo as joias.
Ontem, ao ouvir a notícia de que tinham sido eleitos como o melhor Grupo de Rock de sempre por 58 000 pessoas, o meu filho dizia que se tivesse votado os teria escolhido. Eu também. Como nos separam uns anitos...presumo que temos uma caixita onde guardamos os nossos tesouros com alguns pontos comuns. Esta manhã, li o post ML no Pópulo e confirmei...gosto de partilhar caixinhas com os meus amigos...
Sou imparcial a falar dos Pink Floyd. De todas as bandas, de todas as músicas que vou ouvindo, que fui ouvindo, nem sempre as ouvi. Escolhi-as (ou são os sons que nos escolhem a nós?) em momentos e em lugares.
Os Pink Floyd não ouço/ouvi em momentos e lugares. Nem os escolhi. São os Pink Floyd, é tudo.
Engraçado...há instituições curtidas. Lá se me vai outra certeza pela cano abaixo.
So, so you think you can tell
Heaven from hell
Blue skies from pain
Can you tell a green field
>From a cold steel rail?
Smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade?Your heroes for ghosts
Hot ashes for trees
Hot air for a cool breeze
Cold comfort for change
And did you exchange?
A walk on part in the war
For a lead role in the cage
How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls swimming in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here
Publicado por Troll Urbano às 12:07 PM | Comentários (7)
dezembro 22, 2005
A minha primeira prenda
Por:Isabel Faria

Ontem recebi a minha primeira prenda de Natal. Eu quero lá saber que me irrite a história das prendas de Natal. Ontem recebi a minha primeira prenda de Natal e desde ontem que não faço outra coisa, em todos os bocadinhos livres, se não ouvir a minha primeira prenda de Natal. Cinco. Inteirinhos. Com faixas que já não ouvia há décadas. Com outras que mal começam a correr no CD me trazem cheiros e peles e olhares e lágrimas e beijos e medos e...sei lá, me trazem.
Os cinco discos do Herbert Pagani que ontem um amigo me enviou pelo correio (obrigado, Mário. Pelo calor. Chegou a horas. O nosso Herbert chegaria sempre a horas, fosse a que horas chegasse) têm-me enchido os dias, os ouvidos e a alma. Há coisas que nós não sabemos como pudemos passar sem elas. Eu não sei como pude passar tanto tempo sem este som. E estas palavras. Se soubesse colocar música nesta geringóia encher-vos-ia de Herbert Pagani. Não vou desistir. Prometo. Vou conseguir aqui colocar uma música. De todas, a que é absolutamente impossível não colocar aqui.
Promessa de escuteira.
Publicado por Troll Urbano às 10:06 PM | Comentários (4)
dezembro 19, 2005
Mais uma das minhas canções
Por: Daniel Arruda
Ontem redescobri um CD que andava perdido nas minhas gavetas e hoje aqui nos comentários vi dois que falavam de um concerto marcante. O que tem isto em comum? O concerto de Chris the Burg em Lisboa, na praça de Toiros do Campo Pequeno e um conjunto de músicas que me marcaram pela história que em si trazem. Chris the Burg não é um cantor. É um contador de histórias musicadas. Aqui em baixo podem ler uma dessas letras. Simples á 1ª leitura, dada a 20 interpretações numa leitura mais cuidada. Actual em 1980 e hoje.
Ainda não estou tão avançado como a minha colega e amiga Isabel a colar musicas nas postas. Se ela o conseguir fazer agradeço-lhe. Com música ainda é mais lindo.
Spanish Train
There's a Spanish train that runs between
Quadalquivir and old Saville,
And at dead of night the whistle blows,
And people hear she's running still...
And then they hush their children back to sleep,
Lock the doors, upstairs they creep,
For it is said that the souls of the dead
Fill that train ten thousand deep!!
Well a railwayman lay dying with his people by his side,
His family were crying, knelt in prayer before he died,
But above his head just a-waiting for the dead,
Was the Devil with a twinkle in his eye,
"Well God's not around and look what I've found, this one's mine!!"
Just then the Lord himself appeared in a blinding flash of light,
And shouted at the devil, "Get thee hence to endless night!!"
But the Devil just grinned and said "I may have sinned,
But there's no need to push me around,
I got him first so you can do your worst,
He's going underground!!"
"But I think I'll give you one more chance"
Said the Devil with a smile,
"So throw away that stupid lance,
It's really not your style",
"Joker is the name, Poker is the game,
We'll play right here on this bed,
And then we'll bet for the biggest stakes yet,
The souls of the dead!!"
And I said "Look out, Lord, he's going to win,
The sun is down and the night is riding in,
That train is dead on time, many souls are on the line,
Oh Lord, he's going to win!.."
Well the railwayman he cut the cards
and he dealt them each a hand of five
And for the Lord he was praying hard
Or that train he'd have to drive...
Well the Devil he had three aces and a king,
And the Lord, he was running for a straight,
He had the queen and the knave and the nine and ten of spades,
All he needed was the eight...
And then the Lord he called for one more card,
But he drew the diamond eight,
And the Devil said to the son of God,
"I believe you've got it straight,
So deal me one for the time has come
To see who'll be the king of this place,
But as he spoke, from beneath his cloak,
He slipped another ace...
Ten thousand souls was the opening bid,
And it soon went up to fifty-nine,
But the Lord didn't see what the Devil did,
and he said "that suits me fine",
"I'll raise you high to hundred and five,
And forever put an end to your sin",
But the Devil let out a mighty shout, "My hand wins!!"
And I said "Lord, oh Lord, you let him win,
The sun is down and the night is riding in,
That train is dead on time, many souls are on the line,
Oh Lord, don't let him win...
"Well that Spanish train still runs between,
Quadalquivir and old Saville,
And at dead of night the whistle blows,
And people fear she's running still...
And far away in some recess
The Lord and the Devil are now playing chess,
The Devil still cheats and wins more souls,
And as for the Lord, well, he's just doing his best...
And I said "Lord, oh Lord, you've got to win,
The Sun is down and the night is riding in,
That train is still on time,
Oh my soul is on the line,
Oh Lord, you've got to win..."
Publicado por Troll Urbano às 03:52 PM | Comentários (1)
dezembro 17, 2005
Posta que não dá para adiar mais.
Por: The
Fish, sim é peixe em Inglês, mas desta vez quer tão somente dizer o nome porque é conhecido um dos maiores musicos de sempre.
Marillion; falando neles todos associamos, no entanto Fish não é só Marillion mas Marillion era só Fish.
Indecisão total para escolher uma letra das muitas e fantásticas que este grande senhor da musica escreveu, optei por:
"Script for a Jester's Tear"
So here I am once more in the playground of the broken hearts
One more experience, one more entry in a diary, self-penned
Yet another emotional suicide overdosed on sentiment and pride
Too late to say I love you, too late to re-stage the play
Abandoning the relics in my playground of yesterday
I'm losing on the swings, I'm losing on the roundabouts
I'm losing on the swings, I'm losing on the roundabouts
Too much, too soon, too far to go, too late to play, the game is over
The game is over
So here I am once more in the playground of the broken heart
I'm losing on the swings, losing on the roundabouts, the game is over, over
Yet another emotional suicide overdosed on sentiment and pride
I'm losing on the swings, losing on the roundabouts, the game is over
Too late to say I love you, too late to re-stage the play
The game is over
I act the role in classic style of a martyr carved with twisted smile
To bleed the lyric for this song to write the rites to right my wrongs
An epitaph to a broken dream to exorcise this silent scream
A scream that's borne from sorrow
I never did write that love song, the words just never seemed to flow
Now sad in reflection did I gaze through perfection
And examine the shadows on the other side of the morning
And examine the shadows on the other side of mourning
Promised wedding now a wake
The fool escaped from paradise will look over his shoulder and cry
Sit and chew on daffodils and struggle to answer why?
As you grow up and leave the playground
Where you kissed your prince and found your frog
Remember the jester that showed you tears, the script for tears
So I'll hold our peace forever when you wear your bridal gown
In the silence of my shame the mute that sang the sirens' song
Has gone solo in the game, I've gone solo in the game
But the game is over
Can you still say you love me
Acreditem que depois de um dia de trabalho extenuante em que nada corre bem, em que os problemas se sucedem, é muito bom para a alma ouvir este enorme senhor da musica, e a frase abaixo extraida do seu site oficial que podem visitar aqui diz bem o que Fish representa para a musica do mundo.
Passo a citar:
"His career, spanning over 20 years of the entertainment industry, is notable for is charismatic stage performences and uncompromising lyrics"
Por isso a minha sugestão musical do momento é Fish...
Publicado por Troll Urbano às 07:09 PM | Comentários (87)
novembro 21, 2005
A minha banda de culto
Por: Daniel Arruda
Recebi hoje a minha prenda de Natal. Pareço um miudo de 5 ou 6 anos com um brinquedo novo. Estão a achar esquisito. Que achem!!!! Não me importa!!!!!!
Tenho agora em meu poder toda a discografia daquela que para mim é a melhor banda espanhola de sempre e para mim uma das melhores do mundo. MECANO, de seu nome. Acho que já falei deles por aqui, a propósito de uma canção. "Mujer contra Mujer". Hoje ouvi o álbum "Descanso Dominical" pelo menos 3 vezes para desconsolo dos meus colegas. Ao todo são 9 álbuns. A minha mulher vai-se passar em casa. Acho que hoje a televisão não vai poder ser ligada, para não estragar o som que vai vir da aparelhagem.
Vai ser sentar no sofá e recordar toda uma época em que descobri esta banda e que coincidiu com o facto de me descobrir a mim, o amor, o caminho e o rumo. Acho que a música ajudou. Acho que faz a minha cara. Ou então fui eu que me fiz à música, mas não será que isso é uma e a mesma coisa. Acho que a "nossa" música diz muito do que somos. Do género, diz-me o que ouves que eu dirte-ei quem és.
Pareço um miudo, eu sei. Mas que se lixe. Quem nunca teve uma banda de culto que atire a 1ª pedra. só tenho pena é que entretanto já se tenham separado e saber que nunca vou ter a hipótese de os ver ao vivo.
Quem quiser ouvir é só mandar um mail para o Troll. Acho que deve dar para mandar umas coisas por mail para vocês ouvirem. Uma selecção pessoal, cá do "je"
Publicado por Troll Urbano às 04:16 PM | Comentários (3)
outubro 31, 2005
Passion, Grace and Fire
Por:Isabel Faria

Da minha viagem ontem a Sintra, trouxe uma prenda. Aos anos que tinha perdido o rasto a este CD. Parece que tinha sido emprestado para gravar e foi ficando, possivelmente encantado com a Serra e a Pena.
Ontem voltou para esta Pena. Esta manhã, enquanto me arranjava para vir trabalhar (há quem trabalhe esta Segunda Feira...), ia passando. Tenho o som aqui dentro. Também tenho memórias, mas dessas, hoje, não quero falar. Quero guardar o som. Apenas o som.
Publicado por Troll Urbano às 10:34 AM | Comentários (12)
outubro 27, 2005
Imprevistos
Por:Isabel Faria

Eu vinha aqui escrever um post sobre o Cavaco, mas começou a tocar o "Psycho Killer" dos Talking Heads. Sou mulher para voltar um bocado mais tarde. Até já.
Publicado por Troll Urbano às 08:58 PM | Comentários (1)
outubro 25, 2005
Mais uma canção
Por: Daniel Arruda
Já há muito tempo que andava para postar esta canção mas hoje finalmente encontrei a letra.
Mujer contra mujer daquela que para mim foi a voz mais bonita do Estado Espanhol, Ana Torroja vocalista dos Mecano, uma banda que tanto quanto julgo saber já não está junta.Para além da vocalista compunham a banda Nacho Cano e José María Cano.
Nada tienen de especial
dos mujeres que se dan la mano
el matiz viene despues
cuando lo hacen por debajo del mantel
Luego a solas,
sin nada que perder
tras las manos
va el resto de la piel
Un amor por ocultar,
aunque en cueros no hay donde esconderlo
lo disfrazan de amistad
cuando sale a pasear por la ciudad
Una opina que aquello no está bien
la otra opina que que se le va a hacer?
Y lo que opinen los demás está de más
Quien detiene palomas al vuelo
volando al ras del suelo,
mujer contra mujer
No estoy yo por la labor
de tirales la primera piedra,
si equivoco la ocasión
y las hallo labio a labio en el salón.
Ni siquiera me atrevería a toser,
si no gusto,
ya sé lo que hay que hacer
Y con mis piedras hacen ellas su pared
Quien detiene palomas al vuelo,
volando al ras del suelo,
mujer contra mujer
Se gostaram desta, aqui podem ver mais letras desta fabulosa banda e talvez vos dê o gosto por tentar ouvir. Se experimentarem nunca mais deixarão de o fazer.
Publicado por Troll Urbano às 02:06 AM
outubro 22, 2005
"La Solitude"
Por:Isabel Faria

Aceitei a proposta do Mário e fui visitar a categoria de Música no Retorta Blog.
Para além de ficar siderada com tudo o que lá cabe e que eu ainda não tinha tido tempo de descobrir, para além de ver lá tantos dos meus discos - deve entrar aqui aquela história dos Beaux Esprits, não??? :):) - , para além de me recordar que já tínhamos descoberto, algum tempo atrás, no Afixe, que tínhamos uma paixão comum pelo Herbert Pagani, encontrei este poema e não resisti. Roubei-o. Em dois dias é a segunda vez que roubo uma coisa ao Mário e não tenho a certeza se estou segura por aqui...estou?
Na viagem que acabei de fazer ao recordar este poema, voltei ao Coliseu dos Recreios, há muitos anos.
Nos meus ouvidos soaram os acordes de "La solitude" e a raiva com que gritava "je suis un chien". Aos meus olhos surgiu a cabeleira branca e farta que enchia o palco (a imagem que tenho é a imagem da fotografia.Talvez estivesse vestido de negro...cerio que estava vestido de negro). Na minha alma, surgiu uma grande saudade. Daquelas que doem muito por serem definitivas.
Aqui fica o poema. Obrigado ao Mário. Espero que ele me perdoe, andar a roubar-lhe coisas. Prometo que não torno (brevemente).
Je suis d'un autre pays que le vôtre, d'une autre quartier, d'une autre solitude.
Je m'invente aujourd'hui des chemins de traverse. Je ne suis plus de chez vous.
J'attends des mutants. Biologiquement je m'arrange avec l'idée que je me fais de la biologie: je pisse, j'éjacule, je pleure. Il est de toute première instance que nous façonnions nos idées comme s'il s'agissait d'objets manufacturés.
Je suis prêt à vous procurer les moules. Mais...
la solitude...
Les moules sont d'une texture nouvelle, je vous avertis. Ils ont été coulés demain matin. Si vous n'avez pas, dès ce jour, le sentiment relatif de votre durée, il est inutile de vous transmettre, il est inutile de regarder devant vous car devant c'est derrière, la nuit c'est le jour. Et...
la solitude...
Il est de toute première instance que les laveries automatiques, au coin des rues, soient aussi imperturbables que les feux d'arrêt ou de voie libre. Les flics du détersif vous indiqueront la case où il vous sera loisible de laver ce que vous croyez être votre conscience et qui n'est qu'une dépendance de l'ordinateur neurophile qui vous sert de cerveau. Et pourtant...
la solitude...
Le désespoir est une forme supérieure de la critique. Pour le moment, nous l'appellerons "bonheur", les mots que vous employez n'étant plus " les mots" mais une sorte de conduit à travers lequel les analphabètes se font bonne conscience. Mais...
la solitude...
Le Code civil nous en parlerons plus tard. Pour le moment, je voudrais codifier l'incodifiable. Je voudrais mesurer vos danaïdes démocraties.
Je voudrais m'insérer dans le vide absolu et devenir le non-dit, le non-avenu, le non-vierge par manque de lucidité. La lucidité se tient dans mon froc.
Publicado por Troll Urbano às 10:36 PM | Comentários (12)
outubro 21, 2005
17 anos depois
Por: Daniel Arruda
Hoje de manhã devo ter tido para cima de 50 orgasmos. Não se assustem, foram apenas psicológicos. Enquanto engolia umas coisas que substituiram o meu almoço fiz um Zapping (já vos tinha dito que era um fã do zapping e do mapling?) pelos diversos canais que temos em casa.
Ao passar pelo RTP Memória, já agora e a talhe de foice, dizer que adoro esse canal, estava a dar o concerto do Xutos e Pontapés. E digo o concerto e não um concerto porque aquele foi por acaso o 1º concerto que fui ver na minha vida. O último da digressão do álbum 88. Um concerto memorável no Pavilhão do Restelo, onde se ouviram temas como Remar, Remar, Longa se torna a espera, Sémem, Esquadrão da Morte, Sou Bom, entre tantas outras. Músicas do 78, do circo de feras e do 88.
Foi giro ver os Xutos, assim, novos, o Tim e o Zé Pedro mais magros, o Kalú já a caminho do granda maluco (e para mim melhor baterista português) que é hoje. O Gui muito compenetrado e nada solto e o Cabeleira, bem o Cabeleira continua igual. Quieto no seu canto, a falar com a guitarra e a dar solos divinais.
Ainda tentei encontrar-me no meio do público cada vez que davam um grande plano, mas ou não me reconheci ou então a camara já nessa altura não queria nada comigo.
Agora estou de rastos, 50 sejam eles psicológicos ou não atiram qualquer um abaixo e eu não sou um super-homem, mas foi bom. Aliás é sempre bom poder reviver os momentos mágicos da nossa adolescência. Hoje sim. A RTP foi serviço público.
Publicado por Troll Urbano às 04:47 PM | Comentários (8)
outubro 17, 2005
Adeus Tristeza
Por: Daniel Arruda
Hoje ouvi esta canção que já não ouvia há muito tempo. Uma canção com música e letra de Fernando Tordo. De 1983. Voltei a relembrá-la, a senti-la e a entender. Curioso como passados tantos anos sobre a 1ª vez que a ouvi, continuo a dar-lhe o mesmo sentido, a interpretá-la como forma de vida, como uma lição da qual não nos podemos esquecer.
Depois de ver o última posta da Isabel, resolvi fazer desta letra uma posta. Não sei se terá alguma coisa a ver, se era esse o sentimento ou não, e também sei que a letra assim a seco perde a força que tem quando musicada. Nesta canção como em tantas outras de Fernando Tordo a música não é um acessório, é uma extensão e parte integrante de um conjunto. Aquilo que dá a força que as palavras às vezes por si só não sabem dizer. Para aqueles que se lembram da canção espero que lhes traga boas memórias, para os que nunca ouviram vão à procura. Vale a pena.
Na minha vida tive palmas e fracassos
Fui amargura feita notas e compassos
Aconteceu-me estar no palco atrás do pano
Tive a promessa de um contrato por um ano
A entrevista que era boa
E o meu futuro foi aquilo que se viu
Na minha vida tive beijos e empurrões
Esqueci a fome num banquete de ilusões
Não entendi a maior parte dos amores
Só percebi que alguns deixaram muitas dores
Fiz as cantigas que afinal ninguém ouviu
E o meu futuro foi aquilo que se viu
Adeus tristeza, até depois
Chamo-te triste por sentir que entre os dois
Não há mais nada pra fazer ou conversar
Chegou a hora de acabar
Na minha vida fiz viagens de ida e volta
Cantei de tudo por ser um cantor à solta
Devagarinho num couplé pra começar
Com muita força no refrão que é popular
Mas outra vez a triste sorte não sorriu
E o meu futuro foi aquilo que se viu
Na minha vida fui sempre um outro qualquer
Era tão fácil, bastava apenas escolher
Escolher-me a mim, pensei que isso era vaidade
Mas já passou, não sou melhor mas sou verdade
Não ando cá para sofrer mas para viver
E o meu futuro há-de ser o que eu quiser
Adeus tristeza, até depois
Chamo-te triste por sentir que entre os dois
Não há mais nada pra fazer ou conversar
Chegou a hora de acabar
Publicado por Troll Urbano às 12:56 AM | Comentários (6)
outubro 01, 2005
Já não fazia isto ao tempo
Por: Daniel Arruda
Já há muito tempo que não punha os meus poemas musicados favoritos aqui no Troll. Vou voltr a fazé-lo hoje porque acordei com ela. Porque não me sai da cabeça, porque quanto mais anos passam por mim mais sentido esta canção faz para mim. Uma letra linda de quem haveria de ser se não do José Carlos Ary dos Santos e música de Fernando Tordo. Um cavalo à solta.
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
Publicado por Troll Urbano às 01:48 PM | Comentários (3)
setembro 24, 2005
A minha sugestão musical de hoje.
Por: The
A minha sugestão de hoje vai para uma banda com um som irreverente, não no sentido agressivo mas sim puramente original e muito inovador na minha opinião.
Parecem 3 miudos acabados de sair do conservatório mas com uma maturidade muito acima da média. Afirmo sem duvida que este é um trio perfeito.
Matthew Bellamy na voz ( voz poderosa e que chega a hipnotizar ), guitarra ( que toca magistralmente ) e teclas ( encanta a sua maneira de tocar ), Chris Wolstenholme no baixo e guitarra ( um louco com instrumentos! ), e, Dominic Howard na bateria e percursões ( toca bateria ao mesmo que tempo que toca por exemplo xilofone, sem duvida a ver é simplesmente fabuloso ), estes são os 3 elementos que compõem os MUSE.
Como o nome indica, são sem duvida fonte de inspiração para muitas bandas pela originalidade que demonstram nas suas composições onde é frequente apreciar as qualidades de cada um com os instrumentos.
Os MUSE já editaram 3 albuns de originais, a ver:
- Showbiz
- Origin of symmetry
- Absolution
São os 3 uma mescla de originalidade com muita melodia acompanhados de um fervoroso gosto pela musica.
Não será certamente um estilo para todos mas no entanto não quiz deixar de apontar uma das bandas que muito me seduz.
"Hullabaloo" é o nome do dvd que lançaram com o concert no "Le Zenith" em Paris, aconcelho a quem tiver possibilidades a visionar do principio ao fim, é excelente no misturar de som, luzes, e paixão pela musica...
Publicado por Troll Urbano às 07:26 PM | Comentários (14)
setembro 09, 2005
A minha sugestão musical
Por: The
Os Holandeses
A minha sugestão desta vez abrange um pouco mais do que o universo de música por mim preferida, resolvi alargar um pouco mais o meu leque de escolha para apresentação no Troll e escolhi os Holandeses Within Temptation.
A sua formação consiste nos seguintes elementos:
Robert Westerholt (guit.)
Jeroen Van Veen (bass)
Stephen van Haestregt (dr.)
Martijn Spierenburg (keyb.)
Ruud Jolie (guit.)
e, aquela que, para mim, é uma das mais sublimes vozes que apareceram, de seu nome:
Sharon den Adel
Com um estilo musical muito melódico os WT roçam o dito metal gótico e conseguem encantar com a sua originalidade.
Para mim, uma das grandes bandas do momento, e, aconselho vivamente a todos a escutar um pouco destes senhores.
N:B:- Som recomendado para toda a familia. :)
Publicado por Troll Urbano às 11:13 AM | Comentários (4)
setembro 06, 2005
Estou roidinho de inveja ......
Por: Daniel Arruda
... de quem vai poder estar hoje á noite na Torre de Belém a assistir a um concerto único de Mariza.
Para alem dela vão estar em palco os músicos que normalmente a acompanham mais a Sinfonieta de Lisboa e Jaques Morelenbaum que para além de produtor do último álbum "transparente" vai também tocar hoje á noite com Mariza num fado que se prevê extasiante "Duas lágrimas de orvalho". Só ela e o violoncelo de Jaques Morelenbaum.
Para quem não sabe Jaques Morelenbaum é dos mais conceituados músicos/produtores do mundo responsável por 2 grammys, de Caetano Veloso e de Tom Jobim, tendo já trabalhado com gente tão desconhecida como Sting, Egberto Gismonti, Ryuichi Sakamoto, Madredeus, Gal Costa e Carlinhos Brown.
Vai ser certamente um concerto monumental e a mim resta-me a consolação de ter sido este o escolhido para gravar o seu 1º CD ao vivo e o seu DVD. Vou ter que esperar que este saia para me desforrar de não o poder ter visto ao vivo.
Ah!, importante para quem quiser ir ver. A entrada é livre, ás 22H.
Publicado por Troll Urbano às 07:24 PM | Comentários (2)
setembro 01, 2005
Cecilia Bartoli
Por: Daniel Arruda
Estava para aqui a fazer umas coisas no PC quando me lembrei de pegar num CD que me ofereceram vai para algum tempo e que por motivos vários nunca tinha posto a girar no leitor.
E fi-lo hoje porque a propósito do lançamento do novo CD desta artista ouvi umas coisas na rádio enquanto vinha para casa. A voz causou-me uma profunda impressão. Limpa e clara de uma forma pouco vulgar.
Falo de Cecilia Bartoli, uma soprano italiana de um talento fora do comum. Tenho pena de não ter descoberto esta voz mais cedo. Pelos vistos já é uma musa. Uma mulher consagrada nos 4 cantos do Mundo. Problema meu. Tivesse estado mais atento.
Para quem já conhece esta posta não é novidade nenhuma. Para quem ainda não teve esse prazer pode comprar o disco que sai no mês que vem. Acreditem que vale a pena.
Publicado por Troll Urbano às 10:10 PM
agosto 29, 2005
Podem bater no ceguinho agora
Por: Daniel Arruda
Pois é. Resolvi postar mais uma letra de canção que eu adoro. A letra é de José Mário Branco e acho que (é a minha opinião) que nunca os últimos 50 anos de Lisboa foram tão bem vincados e sintetizados numa canção. Se calhar, nem era essa a intenção do autor, mas hei-de perguntar assim que tiver oportunidade. Uma canção política com a subtileza que o José Mário Branco tem quando quer. Uma canção sobre uma Lisboa fustigada há tanto tempo por incompetentes, muitas vezes o espelho de um país.
Só uma nota que nada tem a ver com a letra. Adoro na canção as partes em que a música se funde nas marchas populares antigas quase imperceptível. Torna a canção mais cidade, mais Lisboa.
Ah, e quem a canta magistralmente é o Camané.
A cantar é que te deixas levar
Se quiserem ouvir enquanto lêm a letra ela esta disponível neste site
A cantar - Tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti
Lenço branco
Perdeste-te no cais
Pensaste "nunca mais"
Disseram-te "até quando"?
A cantar
Fizeram-te calar
A dor que, para dentro, ias chorando
Tanta vez
Quiseste desistir
E vimos te partir
Sem norte
A cantar
Fizeram-te rimar
A sorte que te davam com má sorte
A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti
Tanta vez
Para te enganar a fome
Usaram o teu nome
Nas marchas da Avenida
A cantar
Puseram-te a marchar
Enquanto ias cantando distraída
A cantar
Deixaram-te sonhar
Enquanto foi sonhar à toa
A meu ver
Fizeram-te esquecer
A verdadeira marcha de Lisboa
A cantar, a cantar é que te deixas levar
A cantar tantas vezes enganada te vi
Ai Lisboa, quem te dera estar segura
Que o teu canto é sem mistura
E nasce mesmo de ti
Publicado por Troll Urbano às 02:13 AM | Comentários (5)
agosto 22, 2005
Lá por ser estangeiro, não é obrigatóriamente melhor.
Por: Daniel Arruda
Tou fart de ouvir falar de letras da música portuguesa. Longe de mim dizer que a qualidade é boa, mas não suporto ouvir dizer que o que os estrangeiros fazem é que é bom, que isto , que aquilo.
Como exemplo vou por aqui uma das letras do Bryan Adams (podia por da Anastasia, do Tom Jones ou outro qualquer do género) em inglês e depois traduzidas para português. Se alguém descobrir diferenças para qualquer letra do Tony Carreira, dos Anjos ou do Miguel e André façam favor de dizer. Não vou aqui discutir a qualidade, apenas quer ver se acabo com a história de que o que é estrangeiro é bom, só porque é estrangeiro.
Em Inglês ....
Look into my eyes - you will see
What you mean to me
Search your heart - search your soul
And when you find me there you'll search no more
Don't tell me it's not worth tryin' for
You can't tell me it's not worth dyin' for
You know it's true
Everything I do - I do it for you
Look into my heart - you will find
There's nothin' there to hide
Take me as I am - take my life
I would give it all - I would sacrifice
Don't tell me it's not worth fightin' for
I can't help it - there's nothin' I want more
Ya know it's true
Everything I do - I do it for you
There's no love - like your love
And no other - could give more love
There's nowhere - unless you're there
All the time - all the way
Oh - you can't tell me it's not worth tryin' for
I can't help it - there's nothin' I want more
I would fight for you - I'd lie for you
Walk the wire for you
ya I'd die for you
Ya know it's true
Everything I do - I do it for you
... e agora em português
Olhe dentro dos meus olhos - você vai ver
O que você significa para mim.
Procure em seu coração - Procure em sua alma
E quando você me encontrar, não vai procurar mais nada.
Não me diga que não vale a pena tentar,
Você não pode me dizer que não vale a pena batalhar.
Você sabe que é verdade,
Tudo que eu faço - eu faço por você.
Olhe dentro do meu coração - você vai encontrar,
Não existe nada lá para esconder.
Me aceite como sou - fique com minha vida,
Eu entregaria ela totalmente - eu a sacrificaria.
Não me diga que não vale a pena lutar,
Eu não consigo evitar - não há nada que eu deseje mais [queisso].
Você sabe que é verdade,
Tudo que eu faço - eu faço por você.
Não existe amor - como o seu amor
E nenhuma outra - poderia oferecer mais amor.
Não existe lugar - se você não estiver lá
Todo o tempo - até o fim.
Oh - você não pode me dizer que não vale a pena tentar,
Eu não consigo evitar - não há nada que eu deseje mais.
Eu lutaria por você - eu mentiria por você,
Caminharia em brasas por você.
Sim, eu morreria por você
Você sabe que é verdade,
Tudo que eu faço - eu faço por você...
Encontre você as diferenças
Publicado por Troll Urbano às 10:39 PM | Comentários (6)
agosto 04, 2005
Sudoeste
Por: Daniel Arruda
Começa hoje, mas infelizmente não se pode estar em todo o lado
Tou que nem posso de pena, mas o puto ainda não está preparado para a tenda, o pó da quinta, as superbockes e a alimentação totalmente desregrada.
Publicado por Troll Urbano às 03:04 PM | Comentários (1)
julho 29, 2005
A minha sugestão musical do momento
Por: The
O 1º contacto com um album destes senhores foi mais ou menos no ano de 2001, eles chamam-se:
São Suecos e para mim um dos melhores sons que apareceram no mercado, são detentores de letras simplesmente divinas acompanhadas por uma voz simplesmente magistral.
Compostos de 5 elementos estes Suecos teem passado um pouco ao lado do estrelato por razões por mim desconhecidas.
Aconcelho vivamente a escutarem por exemplo "Recreation Day" o 1º album que ouvi de Evergrey depois se sentirem seduzidos adquiram os outros.
The Dark - 1998
Solitude-Dominance-Tragedy - 1999
In Search of Truth - 2001
Recreation Day (Já falado) - 2003
The Dark Discovery (special Edition) - 2004
Solitude-Dominance-Tragedy - 2004
The Inner Circle - 2004
Ouvir boa musica ajuda a enfrentar os problemas...
N.B - Este não é um som para metalicos é um som para todos e como tal convido a senhoras a ouvirem a canção "I´m Sorry" , encontra-se no album Recreation Day.
Publicado por Troll Urbano às 04:06 PM | Comentários (4)
julho 28, 2005
Para mim (e friso, para mim) um grande álbum
Por: Daniel Arruda
Hoje comprei um álbum que já estava há algum tempo para adequirir, só que tinha algumas resistencias pois como tinha os álbuns anteriores achei que o álbum ao vivo nada iria acrescentar ao que já tinha ouvido.
Puro engano, o duplo ao vivo dos Kraftwerk está espectacular. Na sua maioria composto pelos sons do álbum "Tour de France" contem também alguns arranjos novas para temas com alguns aninhos.
A sensação com que fiquei ao ouvir o duplo ao vivo é que entramos num estado de pré orgasmo, e continuamos sempre á espera daquele climax, que não vem, tornando o prazer mais intenso. Estes longos momentos são muito bem alternados com momentos de descanso, em baixa, para se poder voltar e delirar com sons fantásticos.
É caso para dizer que os dinossauros da música electrónica estão aí para lavar e durar. Ao vivo ainda melhor que em disco.
Nota de rodapé:
zOinGo, estou a contar contigo para debitares a tua sapiência sobre o meu gosto musical. Reparaste bem? Gosto musical.
Wolf, sei que não é o teu género de música, mas prometo que to levo aí para dares uma "escutadela".
Publicado por Troll Urbano às 07:55 PM | Comentários (4)
julho 26, 2005
Um esclarecimento
Por: Daniel Arruda
Para que não restem dúvidas, se clicarem aqui vão ter ao arquivo do Troll Música e podem ler o que tenho escrito sobre música e músicas, sobre artistas que gosto, gostei ou que fizeram parte da minha adolescência.
Se depois disto continuarem a achar que sou formatado ou que tenho um estilo musical uniforme, avisem. É que eu não o encontro.
Repito novamente. Nunca me refiro a qualidade mas sim a gosto musical
Publicado por Troll Urbano às 09:06 PM | Comentários (1)
10 Mil para ver Tony Carreira em Loures
Por: Daniel Arruda
Já sei que vai haver gente que depois deste post vai estar escandalizada comigo. Antes isso que uma imagem de mentira que ninguém quer.
Os meus gostos musicais são díspares e variados. Vão da Ópera ao Metal embora tenham o seu ponto alto no Punk e no RAP, e excluem o Trash e black metal e o Pimba. Esta introdução serve para em parte justificar o que vou escrever a seguir porque isto não é novidade para quem tem seguido o Troll desde o seu início, pois tanto posto letras de Green Day, Mafalda Veiga ou Fausto ou ainda falo da admiração por Carlos Paredes.
Hoje fui finalmente ás festas da minha terra de adopção, Loures, e o motivo para além de ir passear e ver a feira, era também ver Tony Carreira (agora começa o espanto), sim, porque gosto deste cantor e do género musical dele. Romantico, lamechas e todas essas coisas. Cheguei ao recinto onde decorrem os espectáculos já um pouco em cima da hora e qual o meu espanto quando vejo que já há pessoas na rua nas varandas sem entrarem no parque da cidade. O recinto é grande, pensei eu, devem estar por aqui porque se vê melhor dado estarem num sítio mais alto, e entrei no parque. Fiquei-me pela entrada. O recinto estava cheio, mais de 10 mil pessoas. (contas feitas por baixo).
Sobre o concerto em si não vou falar, mas vou falar daquilo que eu acho que é a falta de respeito com que alguns artistas são tratados em Portugal. Alguém que enche Coliseus (obrigando a datas extra), enche o Atlantico e onde quer que vá tem plateias mais que numerosas, merecia por parte da sociedade em geral e dos media em particular uma outra atenção. O género musical é tão discutível como todos os outros e tem público, coisa que muitos destaques de 1ª página em Portugal não têm. Quando vejo a nossa televisão invadida por produtos de duvidosa qualidade sob argumentos ridiculos e ainda o de, “o povo gosta é disto”, só posso ficar a pensar se aquilo que vi hoje foi real ou uma encenação. Nas nossas revistas dá-se destaque aos jovens promissores musicos ingleses e norte americnos de quem ninguém ouvio falar e nunca mais se ouvirá, apenas porque têm um marketing e uma máquina de propaganda mais eficaz. Nas nossas rádios as “play list” ditam leis e só passam o que as editoras querem, mesmo que não se cumpra a cota legalmente estabelecida para a música portuguesa.
Já agora, não me venhm com a história que Tony Carreira, é Pimba e popularucho. Então até o Julio Eglésias é pimba.
Publicado por Troll Urbano às 01:48 AM | Comentários (16)
julho 23, 2005
Carlos Paredes
Por: Daniel Arruda
Faz hoje um ano que morreu Carlos Paredes. Figura maior do panorama musical português. O seu virtuosismo, entrega e paixão pela música e pela guitarra portuguesa em particular ainda hoje fascinam quem se lembra.
Guardo especialmente na memória um espectáculo no Coliseu. Um momento único. Um arrepio constante com o trinar daquela guitarra da qual ele foi o principal divulgador por esse mundo fora.
Muito se poderia escrever deste homem mágico, mas hoje fica só aqui a minha homenagem a essa figura impar da nossa cultura que faz hoje um ano que deixou o nosso convivio.
Publicado por Troll Urbano às 10:06 AM | Comentários (3)
julho 21, 2005
Hoje deu-me para o revivalismo
Por: Daniel Arruda
Hoje era daqueles dias que me apetecia pegar no carro e estaciona-lo num lugar bonito e por a tocar os CD's de duas das minhas bandas favoritas. Os mais novos vão perguntar quem? e dos mais velhos há os que vão censurar o gosto musical. Eurythmics e Pet Shop Boys.
Não sei porque hoje deu-me para o revivalismo.
Não sei se é da proximidade das férias, se é do facto de me estar a preocupar um pouco mais comigo do que era normal ou se é apenas "panca" do momento. Pode ser qualquer coisa, mas da vontade não me livro.
Pode ser que mais lá para a tarde arranje um pouquito para fazer o que me apetece. Até lá vou ter de mudar o rádio no trabalho de estação em estação para apanhar algo do mais parecido possível para ver se me consolo.
Publicado por Troll Urbano às 11:20 AM
julho 18, 2005
A vida
Por: Daniel Arruda
Uma canção que fala de amor. Podia falar da vida com as mesmas palavras porque afinal o que é a vida senão uma paixão continua no tempo. Vivemos com paixão, entregamo-nos com paixão, amamos com paixão. Fragilidades é das canções da Mafalda Veiga das que eu mais gosto. Simples, directa como a vida e a paixão deve ser.
Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera
Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar
E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve
Publicado por Troll Urbano às 07:14 PM | Comentários (1)
julho 01, 2005
Marisa no Live8
Por: Daniel Arruda
Numa altura que se fala tanto em valores nacionais e em auto estima não percebo o pouco destaque dado à única presença portuguesa no Live8.
Marisa vai estar no palco World Music ao lado de nomes como Angelique Kidjo, Maryam Mursal, Ayub Ogada, Modou Diouf & O Fogum e Salif Keita.
Certamente que se fosse jogador de futebol e assinasse um contrato com um qualquer clube da 2ª divisão italiana certamente teria outro destaque, mas como é "apenas" a cantora portuguesa com mais projecção internacional que enche salas na escandinávia em 3 dias consecutivos, disco de platina na Alemanha e Reino Unido, Premio na categoria World Music da BBC, "and so one" não tem direito a nenhum tempo de antena.
Triste país o nosso que não valoriza o que tem preferindo importar o Tchan e venerar o Bicho que dar destaque a quem verdadeiramente o merece.
Publicado por Troll Urbano às 11:34 AM | Comentários (5)
junho 29, 2005
Hoje acordei a apetecer-me ouvir isto.
Por: Daniel Arruda
Hoje acordei a apetecer-me ouvir esta canção. Não pela música, que é muito boa, mas pela letra. Quem quiser optar pela letra já traduzida clique aqui embora eu acho que perde um pouco do impacto. Há expressões que fazem mais sentido na lingua nativa.
Uma canção que também fala de férias, figuradas é certo, mas serve para pensarmos nas mentira que se tornaram os nossos regimes que de democrático têm cada vez menos.
Hear the sound of the falling rain
Coming down like an Armageddon flame (Hey!)
The shame
The ones who died without a name
Hear the dogs howling out of key
To a hymn called "Faith and Misery" (Hey!)
And bleed, the company lost the war today
I beg to dream and differ from the hollow lies
This is the dawning of the rest of our lives
On holiday
Hear the drum pounding out of time
Another protestor has crossed the line (Hey!)
To find, the money's on the other side
Can I get another Amen? (Amen!)
There's a flag wrapped around the score of men (Hey!)
A gag, A plastic bag on a monument
I beg to dream and differ from the hollow lies
This is the dawning of the rest of our lives
On holiday
"The representative from California has the floor"
Sieg Heil to the president gasman
Bombs away is your punishment
Pulverize the Eiffel towers
Who criticize your government
Bang bang goes the broken glass and
Kill all the fags that don't agree
Trials by fire, setting fire
Is not a way that's meant for me
Just cause, just cause, because we're outlaws yeah!
I beg to dream and differ from the hollow lies
This is the dawning of the rest of our lives
I beg to dream and differ from the hollow lies
This is the dawning of the rest of our lives
This is our lives on holiday
Publicado por Troll Urbano às 07:42 PM | Comentários (3)
junho 25, 2005
Um dos mais belos poemas que foram musicados
Por: Daniel Arruda
Estava a ver o que se passava no mundo da net e a a ouvir os poemas de José Carlos Ary dos Santos cantados na sua maioria por Carlos do Carmo. Houve uma canção que ouvi 3 vezes seguidas. Das coisa mais bonitas que foram escritas, como só Ary dos Santos sabia escrever, e que tem uma música única de Fernado Tordo. A Estrela da Tarde.
Deixo aqui o poema, já que ainda não aprendi como se mete música nesta coisa.
ERA A TARDE MAIS LONGA DE TODAS AS TARDES
QUE ME ACONTECIA
EU ESPERAVA POR TI, TU NÃO VINHAS
TARDAVAS E EU ENTARDECIA
ERA TARDE, TÃO TARDE, QUE A BOCA,
TARDANDO-LHE O BEIJO, MORDIA
QUANDO À BOCA DA NOITE SURGISTE
NA TARDE TAL ROSA TARDIA
QUANDO NÓS NOS OLHÁMOS TARDÁMOS NO BEIJO
QUE A BOCA PEDIA
E NA TARDE FICÁMOS UNIDOS ARDENDO NA LUZ
QUE MORRIA
EM NÓS DOIS NESSA TARDE EM QUE TANTO
TARDASTE O SOL AMANHECIA
ERA TARDE DE MAIS PARA HAVER OUTRA NOITE,
PARA HAVER OUTRO DIA.
MEU AMOR, MEU AMOR
MINHA ESTRELA DA TARDE
QUE O LUAR TE AMANHEÇA E O MEU CORPO TE GUARDE.
MEU AMOR, MEU AMOR
EU NÃO TENHO A CERTEZA
SE TU ÉS A ALEGRIA OU SE ÉS A TRISTEZA.
MEU AMOR, MEU AMOR
EU NÃO TENHO A CERTEZA.
FOI A NOITE MAIS BELA DE TODAS AS NOITES
QUE ME ACONTECERAM
DOS NOCTURNOS SILÊNCIOS QUE À NOITE
DE AROMAS E BEIJOS SE ENCHERAM
FOI A NOITE EM QUE OS NOSSOS DOIS
CORPOS CANSADOS NÃO ADORMECERAM
E DA ESTRADA MAIS LINDA DA NOITE UMA FESTA
DE FOGO FIZERAM.
FORAM NOITES E NOITES QUE NUMA SÓ NOITE
NOS ACONTECERAM
ERA O DIA DA NOITE DE TODAS AS NOITES
QUE NOS PRECEDERAM
ERA A NOITE MAIS CLARA DAQUELES
QUE À NOITE AMANDO SE DERAM
E ENTRE OS BRAÇOS DA NOITE DE TANTO
SE AMAREM, VIVENDO MORRERAM.
EU NÃO SEI, MEU AMOR, SE O QUE DIGO
É TERNURA, SE É RISO, SE É PRANTO
É POR TI QUE ADORMEÇO E ACORDO
E ACORDADO RECORDO NO CANTO
ESSA TARDE EM QUE TARDE SURGISTE
DUM TRISTE E PROFUNDO RECANTO
ESSA NOITE EM QUE CEDO NASCESTE DESPIDA
DE MÁGOA E DE ESPANTO.
MEU AMOR, NUNCA É TARDE NEM CEDO
PARA QUEM SE QUER TANTO!
Publicado por Troll Urbano às 09:09 PM | Comentários (2)
junho 16, 2005
Os velhinhos mas sempre fantasticos...
Por: The
Não podia deixar passar em claro este dia sem fazer referencia ao concerto que se realiza hoje no Pavilhão Atlantico as 20h30m, vamos ter uma das bandas mais emblemáticas de sempre da cena metaleira e eu como apreciador deste estilo de música como sabem, nunca jamais em tempo algum podia deixar passar este dia sem fazer menção aos:
Banda que conta já com 23 álbuns editados entre eles grandes "malhas" do Heavy Metal como por exemplo "Rime of the ancient mariner" ou "Hallowed be thy name", estes senhores merecem vénias de todos os apreciadores de Metal, depois de algumas contrariedades como a saida de Bruce Dickinson (Um icon dos Maiden) que felizmente voltou a juntar-se á banda que muito lhe deve, e para quem nunca assistiu a um concerto destes senhores deixem que lhe diga que Bruce Dickinson é um espectáculo dentro do espectáculo.
Nicko Mcbrain, o mestre na bateria e a sua saudável loucura fazem-nos transpirar só de o ver a apreciar cada momento do evento.
Janick Gers, a ultima "aquisição" dos Maiden depois da saida de Adrian Smith (Felizmente voltou a casa), este senhor coloca-nos em perfeita sintonia com a musica, dotado de uma condição fisica de invejar muitos jovens ele salta e pula o tempo todo, sem duvida a ver e a prestar muita atenção.
Adrian Smith, é mais discreto, mantem sempre a mesma atitude que parece quase passiva e que passa ao lado de todo o concerto mas não é bem assim, Adrian tem uma maneira muito própia de estar que faz com que quando queiramos descansar olhemos para ele, elegante e um grande guitarrista.
Dave Murray, é dificil caracterizar o Dave, tem uns dedos dotados de uma destreza fantastica e acreditem que os coloca bem em uso nos concertos e chega a fazer-nos sonhar com os seus riffs de guitarra perfeitos, um grande senhor da musica.
Steve Harris, bem o Steve é tudo aquilo que os outros têm e muito mais, ele corre, ele pula, ele canta, ele vibra, o homem não é deste mundo, tenho visto muitos concertos e acreditem que não tenho encontrado muitos baixistas como ele.
Mantenho na memória uma situação que pude observar nun concerto deles no velhinho Pavilhão de Cascais, Steve Harris colocou o seu instrumento para traz nas costas, (isto meio de uma musica) e foi tocar na cabeça de um segurança que estava a bater numa pessoa que no meio dos moches tinha ido parar a chamada zona de segurança entre o palco e o gradeamento, depois de tocar no dito segurança consegui observar perfeitamente os gestos de Steve que dizia para colocar o jovem novamente no publico e para nunca mais bater em ninguem, assim foi feito e Steve regressou á sua musica e o mais agradável de observar foi o que fez depois com o seu baixo, apontou-o como uma espingarda a disparar para o dito segurança enquanto tocava, foi lindo...
Este é um senhor que só por ele merece que se vá ao Atlantico, eu não vou como muita pena minha.
Quanto a este senhor acima, ele chama-se Eddie e faz parte da vida dos Iron Maiden é como uma mascote, e é mais um grande motivo para se assistir a um concerto dos Maiden pois ele aparece sempre em palco.
Publicado por Troll Urbano às 07:03 PM | Comentários (2)
junho 14, 2005
Incontornável
Por: Daniel Arruda
Alguém me consegue explicar o porquê de eu ter ficado satisfeito com a decisão do tribunal de Santa Mónica em ter considerado o rei da pop inocente.
Sei que sou agarrado a algumas referências do meu passado expecialmente da infância. Fique satisfeito por esta absolvição da mesma forma que ficaria satisfeito por saber que Carlos Cruz nada tem a ver com aquele horrível processo, porque em ambos os casos são pessoas que fazem parte do meu imaginário infantil e de adolescencia.
Com Michael Jackson vi um dos meus 1os concertos ao vivo, fantástico por sinal, era o rei da pop que se imitava á frente do espelho quando se começou a ir para as discotecas da moda, para as matinés do Sky Lab ou da Visage na Costa, pois aos 13/14 anos não podia ir para as outras sessões, conhecia-se de cor as letras do Billy Jean, Thriller, Black & White ou o They dont care about us. Via-se o filme miserável que ele fez sem querer saber que era mau pois era do Michael Jackson.
Por tudo isto quero acreditar que a justiça funcionou e a dúvida razoável que o juri apresentou seja verdadeira. Já não sou uma criança, já vejo as coisas com outros olhos mas depois de tantas desilusões na vida, pelo menos as recordações de infância que se mantenham intactas.
Publicado por Troll Urbano às 08:45 AM
abril 21, 2005
Heavy Metal
Por: The
Ok, eu confesso que andava mortinho por o fazer, e embora sabendo que vou um pouco contra os gostos pessoais de quem diariamente nos visita eu não consegui resistir.
Não é minha pretensão influenciar ninguém com gostos que são bem pessoais, mas tão só fazer uma chamada de atenção ao que julgo ser um estilo de música em franco crescimento.
Odiado por uns, amado por outros, o chamado “Heavy Metal” nunca foi um estilo musical aceite pelas sociedades, relembro inclusive uma instituição chamada de PMRC, instituição criada pelas esposas dos Senadores Americanos que se dedicavam a censurar alguns álbuns editados que de alguma forma “fugiam” ao dito normal.
Bandas como WASP, Kreator, Sepultura, Onslaught entre muitas dezenas de outras, viram os seus álbuns serem carimbados de “Puras ofensas á moral e bons costumes”.
Houve inclusive algumas bandas de musica acusadas de fomentar a desordem, violência e inclusive instigar o suicídio.
A questão não estava em ser ou não verdade, a questão estava sim no, porquê?! Seria bem assim?!!!
Entretanto os tempos mudaram, as sociedades adaptaram-se á chamada evolução de mentalidades, conformando-se com uma situação para a qual não podem fazer absolutamente nada. “Free of mind” & “ Free of choice” duas máximas de qualquer país que se auto intitule de democrático.
Nos dias de hoje começamos cada vez mais a verificar que essas mesmas bandas voltam a ser extremamente “incómodas” pois também elas se adaptaram a uma realidade comum, e todas elas têm consciência no papel preponderante que podem representar nas sociedades actuais.
Adaptaram-se e conseguem nos nossos dias deter um papel cada vez mais activo nas sociedades, falando muito claramente nas suas letras dos problemas do nosso planeta.
Rotular o Heavy Metal de “barulho” é também não dar uma pequena hipótese que seja de ser entendido apenas como uma expressão musical diferente, nada mais.
Publicado por Troll Urbano às 06:17 PM | Comentários (3)
abril 15, 2005
Sugestão musical para os mais afoitos...
Por: The
Cacophony "Speed Metal Symphony"
Espero que a imagem consiga transmitir "Power", pois esta é a palavra certa para descrever o velhinho "Speed Metal Symphony", album editado por dois grandes mestres da guitarra, Marty Friedman & jason Backer, é certamente um album pesado efectivamente mas ao mesmo tempo muito melódico, canções como "Ninja" ou "Concerto" são verdadeiros hinos sobre o que é saber tocar guitarra electrica.
A ouvir.
Publicado por Troll Urbano às 07:23 PM | Comentários (8)
março 12, 2005
Reviver bons velhos tempos com os Queen
Por: The
Queen
A nova digressão europeia dos britânicos Queen, a primeira em 18 anos, vai passar por Lisboa a 2 de Julho e conta com um novo vocalista anunciou hoje a editora EMI Portugal.
Os bilhetes para