setembro 16, 2006

Se...

Tudo parece indicar que o Referendo para a despenalização da IVG terá lugar em Janeiro.
Ontem foram entregues mais de 40000 assinaturas, requerendo a alteração da Lei, sem recorrer ao Referendo. Todos sabem a minha posição sobre isso. Assinei a Petição, claro. Seria o cenário ideal...se...
...se não tivesse havido um anterior Referendo...
...se a Direita nunca mais voltasse a ter maioria absoluta na Assembleia da República...
...se a Direita portuguesa, que um dia poderá voitar a ter maioria absoluta no Parlamento, não fosse um Direita revanchista, vingativa, conservadora e inculta...
...se o PS, apesar destes aspectos, tivesse vontade politica de avançar...
...se...
...se...
Há forças politicas que têm enorme dificuldade em saber que o parvo do Se, tem uma força do caraças na vida das pessoas e das sociedades...

Publicado por Isabel Faria às 11:30 AM | Comentários (2)

setembro 15, 2006

"Mas pode ser diferente..."

Muito á pressa, que a Marcha Pelo Emprego no Distrito de Setúbal está mesmo a começar, deixo aqui um link para um artigo meu no Esquerda.Net. Agora não há mesmo tempo para mais. A Marcha vai (re)começar.

Publicado por Daniel Arruda às 01:59 PM | Comentários (1)

setembro 08, 2006

Na casa de cada um manda cada qual

O Governo Colombiano através do seu embaixador está muito chateado. Não gostou que a Revista das FARC, Forças Armadas Revolucionarias Colombianas, fosse destribuida na Festa do Avante.

Não sou do PCP, mas reconheço todo o direito de eles poderem convidar as organizações que querem para a sua festa. Quanto muito será o povo a julgar nas eleições essas situações, mas nunca poderá haver ingerencia externa sobre quem se convida para a casa de dada um.
A direita anda perdida. Querem alterar as leis eleitorais e diminuir a democracia, querem decidir sobre as finanças partidárias, agora até querem interferir na linha política e com as alianças que cada partido tem. Uns podem ser terrorists, mas que PS, PSD e CDS, de democratas também têm muito pouco, ou melhor, o conceito de democraciade alguns é muito limitado. Só há uma. A democracia deles.

Publicado por Daniel Arruda às 07:45 AM | Comentários (5)

setembro 07, 2006

Alguém sabe como se chama uma pessoa que diz mentiras?

Aos poucos, os contornos menos claros das várias decisões da C.M. Seixal vão aparecendo à luz do dia. Foi assim com a questão da Quinta da Princesa, com a Flor da Mata e agora com a Quinta da Trindade. Promessas eleitorais assentes em mentiras e na má fé. Poderei, porventura, ser acusado por alguns de usar palavras que não se usam no léxico político mas que terão forçosamente de ser usadas com este executivo camarário. A história não são eleições de quatro em quatro anos. A história de um executivo municipal faz-se também das promessas não cumpridas, das frases que se disseram e atitudes que se tomaram.
Clique no texto para ler o resto do artigo

Publicado por Daniel Arruda às 11:51 PM

As contas das empresas municipalizadas de Lisboa

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Ontem na reunião da Câmara Municipal de Lisboa, a actual vereação informou que os administradores da EPUL e empresas associadas já tinham devolvido 12 400€, cada, do montante que tinham recebido em 2004 e 2005, como prémios de "produtividade".
Segundo o relatório de contas apresentado pela EPUL e pelas empresas associadas, nestes dois anos foram pagos como prémios de produtividade 180.741,23 €. Destes terão, então, sido devolvidos 62 mil euros (12.400 euros multiplicados pelos 5 administradores da EPUL). Faltam devolver, portanto, quase 120.000€..
Ninguém soube, na reunião de Câmara explicar onde anda o dinehiro em falta. E quando volta...
Claro que muito menos alguém soube explicar, como é que esse dinheiro foi recebido. Por decisão governamental em 2004 e 2005, nenhum administrador de empresas públicas (ah, ontem na televisão Gabriela Seara, interrogava-se se uma empresa municipalizada é uma empresa pública...parece que ainda não chegaram a nenhuma conclusão...) poderia ter recebido prémios de produtividade. Para além do facto de somenos importãncia que estes administradores não apresentaram resultados que os justificassem e nem os corpos sociais das empresas ou a tutela os aprovou.
Segundo parece, há outras empresas municipais em que ainda se deve estar na fase de descobrir se são públicas ou não...e que, entretanto, pagaram prémios de produtividade aos seus administradores. Só que a estas e outras questões, a Câmara de Lisboa continua sem responder...
Sá Fernandes, vai solicitar ao Tribunal de Contas que actue com urgência. Os municipes, que poderão ter visto os seus cofres defraudados em centenas de milhares de Euros, aguardam...

Publicado por Isabel Faria às 02:08 PM

Parque da cidade

O texto a seguir foi publicado no Notícias do Seixal. Diz pouco a a quem não é de Corroios, mas se calhar a temática dos receneaamentos e das promessa não cumpridas são comuns a muita gente, por isso não perdem nada em dar uma espreitadela.

As festas de Corroios já acabaram. Este ano não houve direito a 3 dias extra de Feira. Compreende-se. Não é ano de eleições. Mas quem como eu passou os 10 dias nas festas recorda muitas coisas. Especialmente as conversas que se foram tendo. Guardo uma delas com especial atenção, pois o tema foi algo que o tempo apagou.
Em 1995, quando comprei casa em Corroios, havia um “outdoor”, no sítio onde é agora o parque de estacionamento da Fertagus, que mostrava aquilo que iria ser o “Parque da Cidade”. Um espaço com circuito de manutenção, ringue de futsal, courts de ténis, árvores, bancos de jardim, um complexo de piscinas com três tanques para adultos e dois para crianças e até um heliporto em cima das piscinas. Confesso que já quase me tinha esquecido do dito “outdoor” apesar de ele ter sido, na altura, um dos responsáveis por acreditar na qualidade de vida que se iria ter naqueles bairros novos de Sta Marta e Quinta do Marialva. Pelos vistos não fui só eu pois, a meio da conversa, já éramos várias pessoas que discutíamos este tema e fazíamos as comparações com o que hoje existe. A começar pela própria denominação que se pode e deve dar ao espaço. Falar hoje num parque da cidade é, no mínimo, abusivo. A denominação correcta é a de recinto das feiras pois é para isso que o espaço serve oficialmente. O circuito de manutenção prometido não existe, embora o espaço seja usado por algumas pessoas para fazer a sua corridinha. O ringue de futsal continua igual ao que estava há 11 anos atrás, bem como os courts de ténis, ou, por outras palavras, não existem. Mantém-se ao fundo um campo de futebol arcaico, com duas balizas, piso irregular e muita erva daninha onde um qualquer jogo de futebol se torna uma lotaria no que a pés torcidos e pernas partidas diz respeito. Árvores, bancos e sombras são coisas que não existem naquele espaço, apesar de me parecerem fundamentais numa coisa que alguém em 1995 chamou de parque. Sobram as piscinas. Pelo menos estão feitas, sem heliporto, é certo, (afinal parece que vai ser construído na Ponta dos Corvos, pelo menos era o que constava do programa do PS e como o número dois da lista até é vereador com pelouro espera-se que cumpra alguma parte do seu programa, por muito disparatada que seja) mas será que as piscinas são aquilo que nos prometeram? Já lá fui várias vezes e não consigo encontrar os três tanques para adultos e mais dois para crianças. Aliás, e só a talho de foice sobre o tema piscinas, as piscinas de Corroios estão sub-dimensionadas desde a sua inauguração. Podemos achar que mais vale isto que nada mas é sabido por todos que custa tanto dinheiro fazer uma obra mal feita como bem feita. Qual a razão, então, porque não se faz bem à primeira? No entanto, existe um palco grande, que não estava em nenhum projecto ou promessa, e um morro que rodeia todo o palco que também não me lembro de ter visto em lado nenhum...
Depois da conversa e quando cheguei a casa resolvi ir ver a propaganda eleitoral (e não só, guardo muitos recortes dos boletins municipais) da altura e ver o que se prometia então. E sabem o que era? O actual recinto da Feira iria ser um pulmão para Corroios. Um espaço de lazer para todo o ano e para toda a família.
Detesto conjugar os verbos no passado. A vida é feita de futuro, mas mais me custa quando se conjugam mentiras no e do passado fazendo de conta que tudo o que se disse já não vale de nada. Que não há necessidade de se prestar contas. Corroios e, especialmente, Sta Marta e a Quinta do Marialva são locais de obra adiada. É a escola que é adiada, já se falou que seria 1,2 que seria C+S, que seria 1,2,3. É uma campanha de recenseamento séria e honesta (alguém acredita que morem ali menos de 3.000 eleitores? É esse o número oficial) que é adiada, que permitisse às pessoas que pudessem começar a contar e que com isso se pudesse reivindicar uma nova Farmácia, uma extensão do posto de saúde, um posto de GNR e um sem número de coisas que estão dependentes da quantidade de pessoas inscritas nos cadernos eleitorais.

Não podia deixar de deixar aqui uma nota final sobre as festas de Corroios. Os fogos de artifício são sempre bonitos, mas, infelizmente, não nos dão de comer. Os fogos de artifício também são, normalmente, caros. Numa altura em que o Presidente da Junta tem alertado, em sede de Assembleia de Freguesia, para algumas supostas dificuldades de tesouraria da Junta parece-me um abuso que se gaste dinheiro numa coisa que sendo bonito à vista não acrescenta valor à qualidade de vida da população. Esperarei para ver as contas das Festas. Aí terei, teremos todos, uma melhor percepção.

Publicado por Daniel Arruda às 12:46 PM

setembro 01, 2006

Marcha pelo Emprego

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Começa hoje. Não vou poder estar desde o ínício. Mas tenho a certeza que vai ser aquilo que se propõe. Dias de luta, de festa, de empenho e de resistência (também para os nossos pobres pezinhos!!!).
A gente vai levar isto a bom porto!!!!!

Publicado por Isabel Faria às 10:44 AM | Comentários (1)

Digam-me que é um de Abril ....

... ou uma piadinha de mau gosto.

Ora aí está uma decisão importante deste governo. Calculo que o José Sócrates tenha passado várias noites sem dormir a pensar em tão importante atitude.
Eu só tenho uma dúvida. O Conta Quilómetros do meu carro ainda é analógico. Como vou controlar esta diferença de 2 KM. Já agora tenho outra dúvida. Alguém vai cumprir esta medida

Publicado por Daniel Arruda às 09:39 AM | Comentários (1)

agosto 28, 2006

D. Duarte e a selecção

Por:Manuel Carvalho

Vivemos num país faz-de-conta. Só num país assim, um jornal, que se diz de referência, publica uma notícia de que um tipo que se diz reizinho condecora com medalhas da cortiça uma selecção de futebol.
Parece que estes 47 cidadãos que tiveram a responsabilidade de fazer um esforço pelo país, desportivo é certo, aceitaram esta patetice própria da uma inutilidade cor-de-rosa - mas necessária a um “folclore” faz-de-conta.
Cada qual faz figura por si. É o que vale. Ufa!

Publicado por Isabel Faria às 12:58 PM | Comentários (7)

Um caçador também não espanta a presa

Passou quase despercebida. Quase ninguém falou nela e o Governo com a frontalidade que se lhe conhece, tão ágil a mostrar a sua obra, resolveu também não a divulgar muito. Porque será se até se trata de uma medida acertada. Até agora ainda não disse do que se tratava e parece incompreensível não é?
Não o é. O tema é salas de injecção assistida, máquinas de troca de seringas e programas de metadona nas prisões. É que o governo sabe que esta medida era necessária mas ao divulgá-la ia afrontar a sua base de apoio e pior, ia afrontar a direita e isso é o que o PS não quer. O facto de governar á direita é o garante da reeleição nas próximas eleições pois esvazia o seu principal adversário. Esta é uma constatação de um facto. O Governo que foi rápido a divulgar o aumento da idade da reforma, o aumento do IRS e tantas outras coisas que são efectivamente más medidas e pior que isso, medidas de fazer inveja ao PSD e ao CDS desta vez resolve não fazer nenhum tipo de alarido.

Mas no fundo é normal. Um caçador também não espanta a presa. Porque é que o PS haveria de afugentar os seus eleitores. Mesmo que isso implique a incoerencia total.

Publicado por Daniel Arruda às 09:03 AM

agosto 27, 2006

"às vezes há a necessidade de fazer substituições"

Segundo o Público, Maria das Dores Meira, a próxima Presidente da Câmara de Setubal, visitou a Festa do Avante, congratulou-se com o facto do PSD ter desistido de pretender eleições antecipadas, chamou-lhe "recuo significativo" e respondeu de uma forma clara às perguntas dos jornalistas sobre qual a razão do afastamento de Carlos Sousa: "às vezes há a necessidade de fazer substituições".
Ficamos todos esclarecidos com a resposta e descansados com o "recuo significativo". Os amigos são para as ocasiões. E as alianças, afinal, funcionam, mesmo.

Publicado por Isabel Faria às 04:56 PM | Comentários (6)

agosto 26, 2006

Não acham melhor esperar um pouquito??????

Só aconselho é que não peçam uma resposta urgente porque o último que fez isso foi o então presidente Jorge Sampaio e até hoje, quando já lá vão meses desde o fim do seu mandato, ainda não obteve resposta.

Vendo bem, era melhor esperarem pelo novo procurador. Pelo menos era quase certo que receberiam uma resposta antes das próximas autárquicas.

Publicado por Daniel Arruda às 04:07 PM

O que são um milhão e 700 mil Euros?

Sabia que ontem de manhã Sá Fernandes daria uma conferência de imprensa sobre a Infante Santo.
Procurei ontem quando cheguei a casa. Nada. Não há jogo do Benfica. O Gil Vicente e o Belenenses…a Liga fez não sei o quê…voltei a procurar esta manhã…a Liga ainda continua a fazer não sei o quê e o Belenenses e o Gil Vicente…ah, entretanto, hoje também deu para saber que o Porto ganhou ao União de Leiria.
Agora, ao abrir o Email, já á pressa porque tenho que sair e vou ficar com menos acesso ao computador, tinham-me enviado uma noticia da RR on line (confesso que nunca abro a RR on line. Quem me manda ser preconceituosa?).
Sá Fernandes denunciou, ontem, que Carmona mentiu quando disse que Vitor santos já tinha pago a totalidade das dividas e que as obras poderiam continuar. Afinal, falta, para além de taxas, o pagamento do terreno que o condomínio ocupa e é terreno municipal. Os tais meia dúzia de centímetros de que fala Fontão de Carvalho. Que, segundo Sá Fernandes, valeriam cerca de um milhão e 700 mil Euros, se a Câmara quisesse vender…coisita pouca, portanto. Que dá para entender que a Autarquia perdoe a Vítor Santos, tipo gratificação por mérito, e que os jornais e rádios e televisões, pelo menos on line, omitam…o que são 1 milhão e 700 mil Euros que se devem ao munícipes de Lisboa comparados com o problema das despromoção do Gil Vicente ou do Belenenses? Ou a vitória do Porto? (desculpem-me os adeptos de futebol…isto nada tem a ver com eles. Apenas com as prioridades e as opções da nossa Comunicação Social).

Publicado por Isabel Faria às 12:14 PM | Comentários (3)

Por fim, a verdade no saneamento de Carlos Sousa

Por:Manuel Carvalho

Versão 1

Têm corrido rios de tinta mas até agora, apesar de aproximações, ainda ninguém tinha realmente descoberto porquê Carlos Sousa foi saneado.
O velho jarreta Carlos Sousa, fraco mas empedernido militante, cheio de cabelos brancos e dificuldades nas articulações já não era capaz de impor a direcção firme, consciente e esclarecida do partido (que se diz) da vanguarda da classe operária.
Aí interveio o jovem Jerónimo de Sousa. Pensou, pensou… rejuvenescer, renovar… rejuvenescer, renovar… e descobriu… vamos por a dirigente dos pioneiros a presidente.
E aí temos Maria das Dores, da Comissão Regional e Nacional dos Pioneiros de Portugal.
Realmente, mais jovem que os pioneiros não pode haver!

Versão 2

O segredo parece estar a fugir da até agora bem blindada organização do PCP.
Segundo fontes, geralmente bem informadas, a liderança distrital de Armindo Miranda terá estado em visita de estudo à China.
Aí, inspirados pelos novos ensinamentos do partido irmão chinês, e pelo grande educador da classe operária mundial Jiang Zemin, os educadores portugueses terão aprendido a teoria das três representações que faz a modernidade e o sucesso chinês.
Agora o PCC representa (1) os interesses da esmagadora maioria do povo, (2) a cultura avançada e (3) as forças produtivas mais desenvolvidas, ou sejam, os empresários.
Deng Xiaoping resume o assunto: “socialismo não é pobreza, enriquecer é glorioso”.
Talvez venha daí a ascensão revolucionária de Maria das Dores. É que a senhora é uma empresária. Ainda é uma pequena empresária – mas pode vir a ser grande. “Enriquecer é glorioso”!

Publicado por Troll Urbano às 10:50 AM

agosto 25, 2006

As Birras

Volto a dizer. Este gajo escreve p'ra caraças. Cada vez gosto mais de o ler. Desta vez é sobre birras e Festas Populares. Não tem nada a ver. Pois não. E isso é importante. Até parece que ele escreve coisas com nexo, normalmente e no dia a dia.

Divirtam-se

Publicado por Daniel Arruda às 06:55 PM | Comentários (2)

Estou no meu lugar

O PSD diz que dá o beníficio da dúvida. O PS, que seja o PSD a demitir-se e depois se verá.
Nos momentos decisivos, afinal, continuamos a marcar a diferença.
O Bloco de Esquerda, que não tem assento no Executivo (teve 5,1% nas últimas eleições), defendeu a realização de eleições intercalares. Albérico Afonso, da Comissão Concelhia de Setúbal do Bloco de Esquerda, disse em conferência de imprensa que a solução encontrada pelo PCP depois da renúncia de Carlos Sousa, «apesar de não ser ilegal é ilegítima do ponto de vista político e ético»..
E nos momentos decisivos em que o que está em causa é a transparência, a verdade, a Democracia e o respeito pela vontade popular, eu continuo a sentir-me muito bem no Bloco.

Publicado por Isabel Faria às 12:12 PM | Comentários (1)

agosto 24, 2006

Ainda Setúbal

Voltar ao tema tem a ver com o facto de eu pensar que o que se passa não se resume a uma mudança de nomes. Empacotada de que forma for. O que o PCP está a fazer em Setúbal, é uma questão de visão do papel do eleitor, do papel do candidato, do papel do autarca, do papel da Democracia, portanto. Melhor, não do papel, é da concepção que se tem de Democracia.
Conhecendo a Lai Eleitoral, não é dificil concordar que o PCP tem legitimidade para substituir os seus primeiros candidatos, pelo 3º e pelo 4º.
Como Sampaio teve quando nomeou Santana Lopes, após o abandono de Durão Barroso.
Não é, então, de legalidade que se trata. Como não era, então, de legalidade que se tratava.

As eleições autárquicas pela proximidade que o Poder Local tem com o eleitor, são, todos o sabemos, e para o bem e para o mal, eleições com enorme carácter e influência pessoal. O PCP soube-o, neste caso quando foi buscar Carlos de Sousa, apesar de não ser, seguramente, o candidato nem o Presidente de Câmara que queria ter em Setúbal. Numas eleições autárquicas, todos o sabemos, mais do que num programa, vota-se na pessoa em quem se confia para melhorar as condições de vida da sua terra. Sabendo isso, a Lei, permite candidaturas independentes. Sabendo isso, os caciques locais proliferam por esse país.
Se outra prova fosse necessária, da importãncia de quem se propõe executar o programa tem, bastaria ver os resultados das Legislativas de Fevereiro e das Autárquicas de Outubro, em Setúbal.
Em Fevereiro o PCP teve 9.733 (16.33%) votos no concelho de Setúbal. Nas Autárquicas, 19666 (40%). Partindo do principio que o PCP não acredita que cresceu para o dobro em 8 meses, o PCP sabe que grande parte desses votos foram votos de confiança dados ao candidato a Presidente.
E sabe, portanto, que está a fazer batota, quando finge ignorar isso.

Repito o que já escrevi muitas vezes. O voto não pertence ao eleito. Mas também não pertence ao Partido pelo qual foi eleito. E a única forma democrática de julgar alguém que se elege, é eleitoralmente. O que o PCP está
a fazer é sobrepôr-se aos eleitores. Como a Democracia que conhcemos, a única afinal, que mal ou bem vai funcionando, se baseia em eleições e nos seus resultados, em eleitos e nas contas que têm que prestar ao seu eleitorado, o PCP está a desvirtuar a Democracia. E está a fazê-lo de uma forma cobarde, como ontem se escrevia aqui num comentário. Deteurpando, fingindo, fazendo jogos baixos, permitindo "fugas de informação" (num partido como o PCP, imaginar que Carlos Sousa soube pela comunicação social da intenção do Partido, antes de saber pelo próprio Partido se deveu a uma fuga de informação, chega a ser cómico).

Se o PCP está tão seguro que a população de Setúbal votou num programa e que a melhor pessoa para o executar será a pessoa agora indicada para o subsituir ou qualquer outra que o Partido entenda, então porque tem medo de eleições?
Não era para ouvir os eleitores que o PCP, como toda a Esquerda, se insurgiu contra a nomeação de Santana?
Ou para o PCP manter o Poder é mais importante do que ser coerente? Ou para o PCP, o Poder, à semlhança do que se passa nos lugares em que se aliou à Direita, a fim de o manter, se sobrepõe à ética? E á vergonha?

Publicado por Isabel Faria às 07:24 PM | Comentários (12)

A limpeza

limpeza.jpg
Foto gentilmente roubada ao Arrastão

Daniel Oliveira, desculpa mas é mais forte que eu...e então, depois das declarações de Jerónimo de Sousa, ontem, não há volta a dar-lhe (a forma como trata os seus ex-camaradas, é um mimo...). Não resisto. Sou uma roubadona, mas consciente.

Publicado por Isabel Faria às 12:03 PM

agosto 23, 2006

A renovação do PCP

O PCP diz que Carlos de Sousa foi afastado da Câmara Municipal de Setúbal, a fim de permitir a "renovação e o rejuvenescimento" dos quadros autárquicos do Partido.
Ficam-me algumas perguntas e outras tantas preocupações:
As perguntas:
Como é que uma pessoa em 2005 ainda não precisa de ser "renovada e rejuvenescida" e em 2006, já?
Não será arriscado para o Partido usar a palavra "renovação" assim por dá cá aquela palha?
As preocupações:
Assim, numa consulta rápida vi que Alfredo Monteiro, por exemplo, e só para não sair do distrito de Setubal, ainda se pode aguentar mais seis anos para ser rejuvenescido, mas que a mesma sorte não tem Maria Emília Neto de Sousa, que já está atrasada sete anos e que seguramente não vai sobreviver a este ano de balanço.
Partindo do princípio que a renovação e o rejuvenescimento também se vão alargar aos outros orgãos e sectores da vida do Partido, a Odete Santos, que já leva dez anos de atraso, não se safa e duvido sinceramente que o Secretário Geral chegue ao próximo Congresso. Não é por nada, mas já vai, se a memória não me falha nos 59... na melhor das hipóteses está a dever quatro anos à renovação...
Se alargarmos este raciocínio aos outros Presidentes de Câmara CDU, ao Grupo Parlamentar, ao Comité Central...não estará o Partido a levar isto muito a sério?

Se esta onda rejuvenescedora chega ao Bloco, já não tenho sequer dez anos para continuar na AF da Pena...ok, nas próximas autárquica ainda sou capaz de me safar, mas depois bye, bye Isabel.

Publicado por Isabel Faria às 07:10 PM | Comentários (9)

agosto 22, 2006

STOP co-incineração

Hoje ouvi um governante (não me lembro do nome) dizer que não é um interesse local que vai fazer parar o interesse nacional e mais, que não é um sinal de STOP que vai impedir a co-incineração em Souselas e que se tiver de ser os camiões desrespeitarão esses sinais.
Impressão minha ou o nosso governante acabou de dizer que devemos desrespeitar as regras. Confesso que não sou defensor da linha política de Carlos Encarnação mas que esta ideia de colocar num percurso de alguns metros a proibição de transportes de resíduos perigosos e mostrou-nos que o nosso governo para cumprir com a teimosia de levar a c-incineração para a frente é capaz de tudo. A partir de hoje qual a autoridade que a polícia tem para multar alguém que diz que é imprescindível aquela infracção. Em Setúbal, se o executivo não estiver tão morto como parece, ou se o PCP deixar, e por se tratar de um parque natural poderia adoptar a mesma medida.

Soberanceria a mais nunca foi boa escolha. Mas o que esperar deste governo.

STOP

Acho que mais que um sinal de Stop, e por isso a imagem, é um favor que fazemos ás gerações futuras.

Publicado por Daniel Arruda às 03:06 PM | Comentários (1)

São os militares no terreno que o dizem

É que já nem os militares no terreno estão com a operação militar levada a cabo por Israel, reclamando até por uma comissão de inquérito que investigasse até o 1º Minístro.

Se assim é, pergunto eu. Não será a prova provada de que eu e todos os que condenámos as atitudes estavamos certos e por arrasto que os fazedores de opinião de serviço estávam mal. E por isso não deveriam os Luís Delgado e César das Neves deste país vir escrever que estavam mal e que afinal também se enganam.

Já aqui uma vez mas é a verdade. Há alturas em que detesto ter razão.

Publicado por Daniel Arruda às 07:01 AM

agosto 21, 2006

Inglaterra esse perigoso estado islamico.

Acabei de ouvir na TSF (citando The Times) que foi encontrado material de visão nocturna num bunker do Hezbolah "made in Britain". Se Bush e amigos quiserem ser coerentes vão ter de incluír a Inglaterra nos países do eixo do mal. Porque afinal não é só a Síria e o Irão que fornecem material ao Hezbolah.
É assim esta política global. Joga-se em todos os tabuleiros para se ganhar sempre. Infelizmente quem tem perdiddo até agora tem sido o Mundo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:59 AM | Comentários (3)

Marques Mendes

Marques Mendes de férias no estrangeiro não vai á reentreé política do PSD.
Título no jornal das 2 da manhã na SIC Notícias

Bem, ou ele está-se mesmo a borrifar para o partido ou já percebeu que realmente é um líder a prazo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:30 AM

agosto 20, 2006

Representamos os Partidos ou os eleitores?

O Público publicava hoje esta notícia. Sempre que vejo qualquer notícia no Público, desde há muito que a minha primeira reacção é de desconfiança. ...mas a ser verdade...
Confesso a minha ignorância, àcerca do trabalho realizado por Carlos de Sousa e pelo seu vereador (talvez algum colega meu de Blog, aí da Margem Sul, me possa elucidar...podem?).
Compreendo que se pode ser eleito por um Partido para um cargo politico e fazer-se uma politica que esse Partido não subscreva. Que critique. Que não considere coerente com o programa que foi apresentado ao eleiitorado .
Mas, em última análise, quando se é eleito para um cargo político continua-se a representar o Partido ou Organização, pelo qual se foi eleito, ou os eleitores que nos elegeram? Isto é, é ao Partido que cabe pedir aos eleitos que se afastem, eufemismo, creio, para lhes dizer vão-se embora, ou aos eleitores que os elegeram que cabe sancionar ou não o trabalho desenvolvido, democrática e livremente no próximo acto eleitoral?

Publicado por Isabel Faria às 11:22 AM

agosto 19, 2006

Abaixo as amas burguesas ! Vivam os engenheiros proletários!

Por:Manuel Carvalho
A vida dá muitas voltas. Toda a gente sabe que as profissões já não são o que eram. Ser engenheiro, arquitecto ou economista já não é sinónimo de emprego assegurado e muito menos de emprego seguro. Os jovens que o digam.
Mas que ainda são profissões com maior acessibilidade ao trabalho são. Pelo menos por enquanto.
O que é estranho é saber-se que os engenheiros pagaram em sede de IRS, em 2005, 707 EUR, os arquitectos 724 e os economistas 1410. Pelo contrário as amas 2163EUR.
Nada me move contra os engenheiros, arquitectos ou economistas. Mas estes dados demonstram duas coisas:
- Que a fuga ao fisco continua em grande e que muitas receitas, nomeadamente de profissionais liberais, não é declarada. Os cidadãos pressionados por um acréscimo de 21EUR de IVA acabam por aceitar a ausência de facturação.
- Que muita gente recebe valores reais acima dos valores em folha de ordenado. Ora isso significa que, além de fugirem ao fisco, estas pessoas estão ainda mais subordinadas à repressão patronal pois se dão um "pé em falso" lá vai a metade do ordenado que é "ganha por fora". Além disso se metem baixa ou se depois ficam no desemprego só ganham pelo valor declarado - a metade.
Em nome da moral e da justiça o PS tem feito grande campanha. Ora aqui têm um trabalhinho para fazerem. Só tem um problema: Belmiro, e outros que tais, não vão gostar. (aqui para nós que ninguém nos ouve: já se sabe disto tudo há muito tempo, mas a gente finge que só agora descobriu)
Ah, que admiração! Vai já nomear-se uma comissão!

Publicado por Troll Urbano às 06:27 PM

agosto 18, 2006

O que atrapalha, as mulheres ou os voos da CIA?

Por: Manuel Carvalho

Ana Gomes propôs no Parlamento Europeu a audição de altos responsáveis portugueses por causa da utilização da base das Lages pelos aviões da CIA.
Estes voos da CIA estão relacionados com actividade muito dignificantes e defensores da liberdade com tortura, rapto, violação de espaço aéreo e outras coisas só possíveis para o eixo do bem.
Esta atitude de Ana Gomes deixou Sócrates muito chateado, é o que diz o DN. O facto de isto ser notícia obrigou o governo a dar mais um saltinho atrás. Segundo a LUSA, Pedro Silva Pereira afirmou hoje que o Governo está disponível para avaliar "os termos" do pedido de colaboração dos eurodeputados na investigação aos voos secretos da CIA, recusando "antecipar cenários".
Parece que o PS atrapalha-se com as mulheres. Atrapalha-se com Helena Roseta, atrapalha-se com Maria de Belém, atrapalha-se com Ana Gomes...
Ou será que as mulheres se atrapalham com esta política do PS?
Ora aí está um caso para deslindar.

Publicado por Troll Urbano às 04:23 PM | Comentários (2)

agosto 17, 2006

Tarde de mais???

Não contesto a liberdade do jornalista que fez este texto com este título: Marcelo chegou tarde de mais (Isto é um ponto prévio para não haver confusões).
Como se, apenas, de tempo ou de falta dele se tivesse tratado. Esta tentativa constante de branquear e de distorcer a história, de que este título e este texto é, apenas, um inocente exemplo entre as que por aí proliream, não me parece que não se deva denunciar. A chamada Primavera marcelista não encontrou uma solução para a Guera Colonial e continuou-se a morrer em nome da Pátria. Não pôs fim à censura. E a PIDE continuou a matar:
" 1968, Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;
1969, Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um atentado organizado pela PIDE;
1972, José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE Coelha da Rocha, viria a escapar-se na "fuga-libertação" de Alcoentre, em Junho de 1975;
1973, Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim Galvão".

Quando ali em baixo falava em afronta era isto que queria significar. Na história que eu conheci e vivi, nos últimos anos do Regime continuou-se a morrer e a matar. Continuou a haver censura e a haver perseguições por delito de opinião. Continuou a haver fome e continuou a sair-se do País para poder sobreviver.
Façam-me um boneco a dizer que o Marcelo era um santo, cheio de boa vontade, com uma argolinha na cabeça, pobrezinho que só não fez mais porque não o deixaram, e esperem sentados que eu não venha para qui chamar uma porrada de nomes a quem o fizer. Mentiroso, por exemplo. Para ficar com um meiguinho, dado o adiantado da hora.

Publicado por Isabel Faria às 05:10 PM | Comentários (7)

Posso saber ???????

Posso saber o porquê de um investimento de 107 Milhões de Euros, se não houver derrapagem orçamental, numa obra que só irá esta pronta daqui a 4 anos que vai fazer a ligação entre a Gare do Oriente e o Aeroporto da Portela quando daqui a 7 anos o Aeroporto da Portela já não vai estar ali?????

Não há nada mais importante onde investir o nosso dinheiro?

Publicado por Daniel Arruda às 03:29 PM

O quejo e o rato

No dia em que Marcelo Caetano faria 100 anos se fosse vivo o governo Português reescreve a frase do orgulhosamente sós. Essa frase que foi imortalizada no Estado Novo e que há muito tinha sido banida do nosso vocabulário.
Poderá pensar-se que se trata de uma coincidência infeliz se não fosse o espelho de um país e de uma Europa cada vez mais de costas voltadas uns para os outros e onde alguns apenas olham para o mar em busca de algo que possa vir do outro lado do Atlântico. Sabemos todos e de há muito tempo que Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros é um firme defensor de Bush e companhia. Sabemos também que ele era um defensor da guerra do Iraque. Soubemos há menos tempo que era um apoiante de Israel a ponto de autorizar escalas de aviões militares israelitas em solo português.
O que não sabiamos é que a cobertura dada pelo 1º Ministro era assim tão ilimitada a ponto de nos fazer pensar que afinal até que nem defere no posicionamento estratégico de Luís Amado. O que nós sabiamos era que José Sócrates deputado era incisivo e violento no ataque à política dos Governos Durão/Santana quando estes tomavam exactamente as mesmas posições que ele e o seu ministro tomam agora. O quejo faz milagres. Provoca esquecimentos e eu acredito que o PS deva ter toneladas de stock na sua sede do Largo do Rato. Afinal tem tudo a ver. O quejo só podia estar no Rato. Mas a questão do rato permite-nos ainda outra analogia. É que os ratos são cobardes por natureza. São animais que se movimentam preferencialmente no escuro, como alguns dirigentes do PS. E não gostam da luz do dia nem da clarificação. Só assim se explica a recusa em prestar esclarecimentos ao Parlamento Europeu no ambito da investigação sobre os alegados voos da CIA transportando presos.
Este governo mais uma vez presta um mau serviço ao país. Descridibilizando-o e retirando-lhe autoridade, tudo por umas migalhas de protagonismo junto dos seus amigos americanos.
Dizia no outro dia um socialista referindo-se aos que recusam a guerra como solução que se o Ocidente, esse paraíso perfeito e justo (palavras minhas), perdesse esta guerra, recuariamos mil anos. Hoje este governo PS não recuou mil anos mas recuou o suficiente para nos lembrarmos de Marcelo Caetano e António Salazar, e essa não é certamente uma boa lembrança nem um cartão de visita que se recomende.

Publicado por Daniel Arruda às 08:18 AM | Comentários (16)

agosto 16, 2006

Assim sinto-me menos sozinho

Fico feliz por não ser o único a pensar assim. O insuspeito Courrier Internacional publicou este cartoon.

Pinóquio

Obrigado ao Desvaneios desintéricos por ter me ter revelado esta pérola.

Publicado por Daniel Arruda às 11:05 PM | Comentários (8)

As caricas e o ciclismo

Por:Manuel Carvalho

jagostinho.jpg

Quando era miúdo um dos meus passatempos favoritos era jogar à carica.
A carica era, e é, a tampa da garrafa de cerveja ou do sumo. Recortava um papel redondo, pintava-o da cor do clube e escrevia nela o nome do ciclista favorito. Depois, com a mão, fazia uma estrada na terra. Um risco era a partida, outro a chegada.
A carica era impulsinada pelo dedo médio que agia numa espécie de mola com o polegar.
Era um jogo porreiro, talvez por ganhar muitas vezes. Os perdedores queriam desforra noutros jogos, como o pião. Mas aí perdia-se a habilidade toda. Cada vez que lançava o pião tocava a sirene de alerta de perigo e todos fugiam de pé de mim. Nunca se sabia bem o que ia acontecer ao pião. Fartos de correr perigo, os meus amigos desistiram de jogar ao pião comigo. E eu fiquei todo satisfeito.
No ciclismo, Joaquim Agostinho era o meu ídolo. Primeiro era sportinguista e depois ganhava que se fartava.
O ciclismo era um desporto muito popular. Já depois, em jovem, fazendo parte de um grupo da cidade, participei na organização durante alguns anos de uma prova de ciclismo, o grande prémio 1º de Maio, destinado a juniores. Aquilo dava trabalho mas também gozo. Era preciso recolher apoios financeiros, taças, arranjar voluntários, carros de apoio…
Quando esse grupo de jovens acabou, acabaram as provas de ciclismo. Tiveram o seu tempo, como as caricas.
O ciclismo perdeu apoio popular, talvez o profissionalismo e o domínio mercantil sobre a modalidade lhe tenham feito perder aquela “magia” que tinha. Talvez.
De qualquer modo, parabéns a David Blanco vencedor da Volta a Portugal.

Publicado por Troll Urbano às 09:56 AM | Comentários (2)

agosto 15, 2006

Quanto tempo falta para as próximas autárquicas?

Há pouco menos de um ano, em Setembro de 2005, um mês antes das eleições autárquicas, no mesmo dia eram inauguradas cinco piscinas municipais, na cidade de Lisboa.
A campanha eleitoral estava já ali.
Hoje, menos de um ano depois da inauguração, quando as próximas eleições ainda vêm longe, no primeiro Verão, em bairros onde muitos habitantes não deverão ter hipótese de ter outras férias e outros banhos senão os das piscinas que Carmona Roderigues, então, inaugurou com pompa e circunstãncia, três delas - Ameixoeira, Vale Fundão e Oriente estão encerradas por falta de cloro.
A situação há muito que tem sido denunciada. Sá Fernandes esteve lá ontem e enviou uma mensagem urgente a Pedro Feist. Agora resta esperar pela resposta. Sem piscina. Porque a CML só se lembra dos moradores de Marvila, da Ameixoiera, dos Olivais...em alturas de campanha eleitoral? Ou porque não tem dinheiro para comprar o cloro necessário? Ou por desleixo puro e simples?
Eu, na minha vontade de ajudar, sugeria que a CML usasse algum do dinheiro que Vitor Santos, uma semana depois do embargo, já deve ter sido obrifgado a pagar do alvará do condomínio da Infante Santo. Ou será que ainda não pagou?

Publicado por Isabel Faria às 09:05 PM | Comentários (6)

agosto 14, 2006

Será?!?!?!

Inflacção

Será que a inflação subir é um daqueles claros sinais de retoma que o José Sócrates tanto nos fala?!?!?!?

Publicado por Daniel Arruda às 05:33 PM | Comentários (2)

Puro masoquismo

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Só podia ter ficado neste estado (presumo que num qualquer momento devo ter passado por alguns dos outros). Quem é que me manda abrir o DN on Line à Segunda-Feira??? e ver isto e mais isto !!!

Publicado por Isabel Faria às 11:00 AM | Comentários (5)

agosto 13, 2006

Os intestinos dos militantes do PS

Por: Manuel Carvalho

feijões

Manuel Alegre, de tempos a tempos, vem dar um ar da sua graça. Quer dizer, vem dar um ar de esquerda. E faz bem.
O mais recente caso espelha bem a incomodidade que qualquer socialista - que o queira ser – deve sentir com a autorização dada à utilização da Base das Lages pelo avião israelita. O descaramento direitista a que chega o actual governo – em particular o novo MNE – é tal que ultrapassa pela direita, e em grande velocidade, o anterior ministro Freitas do Amaral. Aliás, parece fazer questão de mostrar isso com muita nitidez!
De facto, a autorização dada à utilização da Base, sinalizou uma posição política de apoio ao beligerante Israel. Alguém acredita que se o Hezbollah precisasse de aterrar um avião seu nas Lages o governo autorizaria?
O facto da autorização ter sido dada sem o conhecimento do Presidente da República aumenta a gravidade do assunto.
Se houvesse um pingo de decoro neste governo havia “cabeças” que tinham que rolar. Mas o governo faz do silêncio o seu jogo – um jogo que satisfaz uma democracia pouco exigente.
Os socialistas estão habituados à política do feijão-frade. Mas a verdade é que eles provocam gazes. E sempre feijão, sempre feijão, sempre feijão, sem nunca a celulose produzir efeito é de admirar. Ou será que os estômagos e os intestinos dos militantes do PS já aguentam tudo

Publicado por Troll Urbano às 01:57 PM | Comentários (46)

agosto 11, 2006

Tudo em nome de um fetiche

Agora que já consigo escrever umas coisas maiores, porque já posso usar as duas mãos, vou partilhar com vocês as peripécias de um domingo à noite nos Centros de Saúde do Seixal.
Por volta da hora do jantar as dores no cotovelo aumentaram e eu achei que por uma dor de cotovelo não era necessário ir entupir o já de si caótico SNS. As mezinhas e os tratamentos do costume, os normais nestas alturas, Gelo, pomadas e repouso haveriam de fazer o seu caminho normal até a dor estar debelada. Mas quando chegou a hora de deitar já não havia posição para estar. Nem de braço ao peito, nem esticado, pois cada movimento doía, e não era pouco. Dado que cá em casa sou o único com carta de condução telefonei a um amigo (os amigos tb servem para isto não é?) para me levar ao centro de saúde da minha área de residência, o centro do Miratejo, a fim de saber o que se passava. Assim fizemos. Chegados lá batemos com o nariz na porta. Sem sucesso procurámos o horário da coisa até que uma vizinha ao ver-nos ali ás voltas nos disse que aos sábados, domingos e feriados aquele centro estava fechado. Decidimos ir ao CS da Amora, um edifício novo, de dois andares inflizmente sub aproveitado. Tão sub aproveitado que também se encontrava fechado. Seguimos para o CS do Seixal. O da sede do concelho, que sendo aquele que serve menor número de utentes, pois é a freguesia mais pequena do concelho, é o designado para estar sempre de serviço. Ficámos a saber que o sempre não inclui domingos à noite. Já não fomos a Fernão Ferro pois felizmente encontrámos no Seixal umas pessoas que já tinham vindo de lá e que nos informaram que estava fechado.
Sobrava o Hospital de Almada, o tal que está a trabalhar acima das suas capacidades. Fomos para lá já cientes que uma longa espera nos aguardava. Afinal se não há centros de saúde para fazer uma triagem é normal que tudo vá ali parar, tenha ou não necessidade de ser atendido num hospital.

Pergunto-me eu. Tanto se tem falado no hospital do Seixal para desbloquear o Hospital Garcia da Orta em Almada (HGO) e ainda ninguém se lembrou de fazer aquilo que eu enquanto candidato defendi em toda a campanha autárquica, ou seja, de dotar os centros de saúde de meios efectivos para que as pessoas possam ser tratadas ali, sem terem de recorrer aos hospitais, deixando estes única e exclusivamente para aquilo que não pode nem deve ser tratado nos CS.
É que eu fui apenas um dos que foi entupir o HGO sem necessidade nenhuma. Eu só precisava de um diagonóstico e da medicação correspondente que me poderia ter sido dada, se eles tivessem abertos num CS. Mas não, fui ao HGO fazer com que uma pessoa, que estava com os dois braços e uma perna partidos demorasse mais um pouco a ser atendida porque na Traumatologia só havia um médico que achou que me deveria atender 1º salvando-me assim mais 1 hora de seca enquanto ele fazia os gessos à senhora.

Ninguém duvida que quantos mais hospitais melhor. Melhor será o atendimento, mas se no futuro haverá médicos para um hospital, porque não usá-los agora nos CS dando às pessoas uma assistência de proximidade e que ao mesmo tempo libertava o HGO de pessoas como eu, que, na realidade, só foram entupir pois o seu caso não era, de todo, para umas urgências de um hospital.

Já sei que vai haver quem use isto no futuro para dizer que sou contra um hospital no Seixal. Dessas mentiras já estou habituado, mas não me consigo calar quando em nome de um fetiche se criam condições para que as pessoas sejam mal atendidas só para justificar aquilo que há anos se promete.
O responsável tem um nome e chama-se Alfredo Monteiro, presidente da Camara do Seixal, que é capaz de organizar cordões humanos para o seu fetiche mas que não sabe ou não quer, dar um passo para que os CS do Seixal funcionem como deveriam.

Publicado por Daniel Arruda às 05:49 PM | Comentários (2)

A isto chama-se uma não notícia

Porque será que isto não é novidade. Não é o que andamos (nós trabalhadores) a dizer ao tempo. Que é preciso investimento no trabalho, a começar desde logo no nosso sistema educacional.

E o estudo é feito a 15 mas se fosse feito a 25 não me acredito que os resultados fossem muito diferentes. Provavelmente o que alteraria é que tinhamos mais 10 à nossa frente.

Espanta-me é que isto seja dado como notícia. Como se ninguém soubesse.

Publicado por Daniel Arruda às 05:31 PM

Que comunismo é este?

Por:Manuel Carvalho

O Avante desta semana conta-nos dos partidos presentes na sua festa. É difícil compreender os princípios e critérios de tais presenças.
O critério é ter a palavra comunista no nome do partido? Talvez assim se compreenda juntar o Partido Comunista da China com o Partido Comunista do Chile. Mas parece ser difícil perceber como se pode juntar um partido que se fundiu com o Estado, que exerce uma ditadura muito violenta e conservadora sobre o seu povo - que é referência pelos piores exemplos do capitalismo - com um partido que luta pela democracia como o Partido Comunista do Chile!
O critério é ter a palavra trabalho? Talvez por isso se compreenda a presença de um partido com uma sucessão monárquica do poder, que exerce também uma feroz ditadura sobre o seu povo, o Partido do Trabalho da Coreia!
E que dizer da permanente presença do MPLA? O critério é a presença de representações dos PALOPs? Mas subscreverá o PCP a política da clique dirigente do MPLA de enriquecimento pessoal, de rapina das riquezas do país, e de desprezo pelo povo como tem demonstrado a epidemia de cólera?
Esta festa de referência, que é a festa do Avante, pode trazer uma qualidade cultural assinalável. Mas também traz uma assinalável miscelânea ideológica. Esta miscelânea não é a marca do futuro.
A miscelânea do comunismo do futuro traz a liberdade, a democracia, os direitos individuais e colectivos... como marcas indeléveis. Não a ditadura e a ausência de princípios!

Publicado por Troll Urbano às 11:29 AM | Comentários (5)

agosto 10, 2006

Ontem, hoje e amanhã os setubalenses saberão dar a resposta

Aqui vai mais uma artigo de opinião deste sujeito que por aqui escreve.

Já começa a ser normal que os sucessivos governos aproveitem a época de férias para lançarem medidas altamente estúpidas e de graves consequências cá para fora. Há sempre a esperança de que o assunto passe ao lado ou que as pessoas não liguem. Felizmente não é o caso. A população de Setúbal está sobremaneira de aviso contra estas coisas, e preparada para travar mais esta batalha em nome da serra que é de todos mas particularmente sua. O seu ex-libris, a Serra da Arrábida.

Publicado por Daniel Arruda às 07:06 PM | Comentários (1)

Burgueses, homens e agiotas

Por:Manuel Carvalho

O Diário Económico divulgou ontem, dia 9, a lista das 20 maiores empresas portuguesas no Brasil.
Do turismo às telecomunicações, da energia à construção civil, passando pela banca, as 20 maiores são todas lideradas por homens.
Pergunta-se: a burguesia não tem mulheres? Claro que sim. Mas às mulheres reserva o papel de gestora de uma loja de esquina. Não há mulheres com valor na burguesia? Há, a burguesia masculina é que não lhe reconhece esse valor. Na política, como nas empresas, às mulheres é reservado o papel secundário. O valor que a sociedade patriarcal mais reporta às mulheres é o que se espelha na Caras e a Lux. Mulheres bonitas, adornos de homens...
Eis porque eles não querem quotas e paridade, porque isso significaria assumir a partilha do poder e assumir que existem dois géneros humanos que devem ser tratados com paridade.
A burguesia continua a transpor para os nossos dias o sistema patriarcal e conservador que a tem caracterizado. O que espanta é ver gente de esquerda alinhar no conservadorismo.
Outros dados revelam os contínuos aumentos de lucros da banca. Enquanto nos sobrecarregam com juros e taxas, enquanto pagam percentualmente menos impostos do que eu, os agiotas vão-se abotoando na inversa proporção do aumento da pobreza popular.

Aqui estamos no fundo da Europa, no capitalismo conservador com a burguesia a que já nos habituámos.

Publicado por Troll Urbano às 03:14 PM | Comentários (2)

Afinal, houve embargo...

Seja qual for o desfecho, valeu a pena denunciar. Teimar.
A decisão peca por tardia e demonstra que há muito a fazer para combater as ligações perigosas e promiscuas entre as Autarquias e as enpresas de construção civil.
Afinal, quando o vereador das Finanças e mais directo coloborador de Carmona, Fontão de Carvalho, acusava Sá Fernandes de ter sido eleito para "embargar" obras, estava a ser provocador, incompetente e mal educado.
Mas também imprudente. E injusto. Mas vinda de quem vem, esta injustiça parece-me ser um elogio à actuação de Sá Fernandes.

Publicado por Isabel Faria às 11:36 AM | Comentários (3)

agosto 07, 2006

Não nos tirem a dignidade

Por: Manuel Carvalho

A fotografia, no Público, é elucidativa: Uma manifestação dos trabalhadores da OPEL em manifestação contra o encerramento da empresa, com um cartaz: "não nos tirem a dignidade".
Por baixo da fotografia a notícia: os dois programas, lançados em 1998, para uma "assistência intensiva na procura de emprego", Inserjovem e Reage, fracassaram. Quando muito contribuíram para a redução em menos um mês do tempo de desemprego dos apoiados.
Este governo, que deve ser assessorado por um advinho, deverá ter sabido as conclusões antes do tempo. Talvez por isso, depois de acordo na concertação social (com apoio da CGTP!?) fez publicar novas formas de pagamento do subsídio de desemprego que diminuem o tempo em que os jovens recebem subsídio.
É assim. Primeiro as empresas despedem-nos, depois o governo tira-lhes o subsídio.

Publicado por Troll Urbano às 09:38 PM

Lei da Paridade

Cavaco aprovou a Lei da Paridade.
Não é a minha Lei. É a Lei que sai daquele centrão balofo que agora engloba Cavaco e o Governo. No entanto, sempre achei que a Lei da Paridade seria um passo na luta pela igualdade de oportunidades das mulheres portuguesas. Já tive estas discussões vezes sem conta. Continuo a pensar que o ideal seria que as mulheres, tal como os homens, ocupassem lugares públicos por competência e por opção. Continuo a pensar que se, por opção, o quiserem fazer terão sempre o entrave das máquinas partidárias, dominadas por homens, seguramente nem sequer competentes ( basta ver a lista dos nossos deputados, nomeadamente dos maiores Partidos e as listas para as Autarquias de muitos deles), que lhes tornam os caminhos e os acessos muito mais complicados do que a eles próprios. O acesso é feito no momento da escolha das listas. Quem escolhe é quem detém o Poder. Em Partidos com maiorias esmagodoras de homens, o Poder é, por estes, inevitavelmente, exercido. E é o circulo vicioso que não tem tido fim...
Milito num Partido onde a Lei da Paridade há muito é cumprida. Não precisamos de multas. Mas tenho a consciência que o Bloco é, nesta matéria, a excepção que confirma a regra.
Como já disse outras vezes, seria óptimo que o patronato tivese sozinho concluído que era justo trabalhar 40 horas semanais. Nunca teria sido necessário lutar, nem impô-lo legislativamente. Mas foi. Os direitos adquirem-se com luta. Mas têm que ser salvaguardados com leis. Para que as mulheres chegassem aqui foram necessárias muitas lutas. Esta Lei é a sua passagerm a papel, que a conjuntura politica, torna, neste momento possível. Coxa. Mas, ainda assim, menos má do que ausente.

Não é a minha Lei. As penalizações são insuficientes e haverá muitos que preferirão pagá-las a abrir mão dos seus "tachos" e dos seus preconceitos.
Mas é o mal menor possivel com este PS e este Presidente. E repito. Entre uma perna e perna nenhuma...não me parece que alguém opte por ficar sem as duas.

Publicado por Isabel Faria às 07:03 PM | Comentários (3)

agosto 06, 2006

Obrigado CDS

Gracias

É só o que posso dizer á direcção do CDS-PP. Aqueles 15 dias, os 1os de Agosto, costumam ser uma seca por causa daquilo a que alguns chamam de silly season e que em bom portugues quer dizer que a classe política está virada de papo para o ar, ao sol, algures por aí.
Este ano Ribeiro e Castro e seus muchachos, Nuno Melo, Pires de Lima e o ausente mais presente do país Paulo Portas, resolveram alterar o estado de coisas. Eles são reuniões com Manuel Monteiro, eles são declarações políticas a pedir explicações, eles são 1ª página do Expresso, eles são dívidas a funcionários, eles são escandalos, bem, ... um sem número de coisas que nos vão alegrando as notícias.

Até agora não tinha ainda falado neles mas isto começa a ser demais, ou será ainda de menos (ihihihihihi). Pode ser que aprendam agora o que custa elegerem um líder por desistencia dos outros e ainda por cima uma vitória que não assentava em nada de relevante e que deriva apenas de um, um só, discurso mais feliz.

Publicado por Daniel Arruda às 03:58 PM | Comentários (1)

agosto 05, 2006

Maria de Lurdes Rodrigues

Em dia de juramento de bandeira do filho e quando os recrutas todos marchavam na parada diz a mãe para o pai.

Já viste que no meio de tantos, o nosso filho é o único que vai a marchar bem?

Publicado por Daniel Arruda às 06:32 PM

agosto 04, 2006

António Vitorino e o queijo

Por:Manuel Carvalho

O queijo só traz problemas às pessoas. Há uma grande variedade de queijos, pelo que as pessoas também têm uma grande variedade de problemas.

Fontes geralmente bem informadas dizem que uma das pessoas que mais parece sofrer com isso é António Vitorino (AV). As mesmas fontes, citando especialistas credenciados, dizem que o dirigente do PS mostra bem o seu sofrimento no seu artigo de 4 de Agosto no DN sobre "os europeus e a guerra".

Um dos problemas é o esquecimento, o tão famoso esquecimento. Será por isso que AV lembra-se que há uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar o Hezbollah mas esquece-se de tantas outras sobre Israel e sobre a Palestina favoráveis aos direitos humanos, à paz e ao povo palestiniano?

As citadas fontes dizem que AV pode ter também um problema de coluna. Esta coisa de andar sempre com os EUA às costas, mesmo comendo muito queijo, parece dar muitas dores na coluna. Com consequências na posição vertical.

As citadas fontes dizem que AV pode ter um problema de cabeça; não, não estou a dizer que o homem sofre de demência - antes pelo contrário revela-se um homem que sabe bem o que faz. O problema também não é da calvície... mas o homem dá voltas e voltas à cabeça para nos dizer que é preciso uma força de "interposição" com "capacidade de fogo... de 15 a 20 mil homens", "numa missão de alto risco... com possibilidade de as forças europeias sofrerem baixas"... com certeza para fazer o trabalho sujo dos EUA e Israel. Ou será para envolver a Europa numa guerra em larga escala abrangendo a Síria e o Irão?

As fontes dizem que AV pode ter um problema de tacto. Diz não há cessar-fogo porque "as coisas ainda não estão maduras". Não sei o que ele está a apalpar, mas talvez não haja cessar fogo porque o agressor não quer parar de agredir.

Há quem diga que o queijo em excesso também provoca dupla personalidade. Não sei, de medicina não percebo nada. O que me parece difícil é um cidadão dizer-se socialista e ter um discurso completamente alinhado com o neoconservadorismo.

Será de eu comer pouco queijo...

Publicado por Troll Urbano às 09:59 PM | Comentários (1)

Não me ocorreu nada melhor para escrever sobre este tema

ou então como exprimir estupefacção numas simples linhas

Como cidadão estou muito mais descansado.

Descansado porque é sabido que um inspector com subsidios e despesas em atraso não é coruptível.
Descansado porque um inspector sem dinheiro trabalha melhor pois não lhe ocorre perder tempo a gastar dinheiro tornando-se mais produtivo.
Descansado porque se não há viagens para estar com a família não se distrai e passa a estar sempre de serviço.
Em suma, descansado porque vejo que a PJ em Portugal funciona bem.

dassssse, Portugal no seu melhor

Publicado por Daniel Arruda às 03:22 PM

A mulher de César

Há mais de uma semana que a Procuradoria de Justiça publicou um relatório sobre o condomínio da Infante Santos, em que dadas as irregularidades verificadas, dizia que os trabalhos deveriam parar.
Depois disso, numa sessão da Câmara, ficaram sem resposta as perguntas colocadas pela oposição. Ninguém sabia se a obra tinha alvará, ninguém sabia se a permuta de terrenos, pelo facto de a obra ocupar terrenos municipais, se tinha efectuado, se tinha sido autorizada. Ninguém sabia onde andavam os mais de 600.000€ que o construtor devia aos lisboetas.
Na passada Quarta Feira, Sá Fernandes em entrevista a Mário Crespo na SIC Notícias, reafirnmava que anda há meses a fazer as mesmas perguntas ao Executivo e que nunca tinha obtido respostas. Entretanto, confirmava que a obra não tem, de facto, alvará, que o dinheiro devido á Câmara nunca foi pago, para além das outras coisas mais “corriqueiras”: que viola claramente o PDM.
Mário Crespo apresentou, na altura, umas fotos da obra em que se vê uma varanda de um dos edifícios calmamente inclinada sobre o...Aqueduto das Águas Livres.
Para além da responsabilidade dos vários executivos municipais (como Sá Fernandes lembrou esta é uma obra que vem desde o tempo de João Soares), há uma clara desresponsabilização do IPPAR. Entre desleixes, interesses, negócios mais ou menos obscuros, incompetências, a obra lá vai continuando...com as respectivas varandas.
Pela primeira vez não concordei com Sá Fernandes quando ele frisou que considerava Carmona Rodrigues uma pessoa séria e honesta e que não era essa seriedade e honestidade que estava em causa.. Possivelmente penso o mesmo...mas a questão é mais grave: quando se ocupam cargos públicos, ainda por cima para os quais se foi eleito e nos quais se lida com o dineheiro e os interesses dos cidadãos, tornamo-nos todos Mulheres de César. Não nos basta sermos sérios. Temos que o parecer. A incúria com que se desbarata dinheiros publicos, não os recebendo nem exigindo, a injustiça com se tratam cidadãos que necessitam de fazer uma marquise no quintal ou construtores que pretendem fazer condomínios de luxo em Lisboa, se não não mostra desosnetidade, mostra um total alheamento do interesse público. E aí, quando se é eleito para um cargo público, quando se faz campanha eleitoral comprometendo-nos a zelar por esse interesse e não se cumpre...pode ser-se pessolamente honesto, sério, o que se quiser acreditar, mas está-se a cometer um acto de desosnestidade política que tem que ser denunciado como tal.
Como Sá Fernandes salientava na entrevista o seu papel como vereador e já que os lisboetas apenas o elegeram como vereador é, antes de mais, denunciar as situações. Para que nas próximas autárquicas ninguém possa dizer, eu não sabia.
Mas o papel de quem tem nas mãos os destinos do Munícipio é o de ser por isso responsabilizado. Politicamente. Mas também pessoalmente.
À pergunta se via a cor partidária nesta questão, Sá Fernandes respondeu que via a cor do dinheiro. A côr do dinheiro tem que ser denunciada. E mais uma vez me vem à memória a mulher do dito...

Publicado por Isabel Faria às 10:05 AM | Comentários (6)

E assim se desvia a atenção do que é importante

Estudo de impacto ambiental?!?!?!?!?!

O que é que é isso???
Para que serve?????
Não me digam que estão preocupados com uns residuozinhos tóxicos numa cimenteira que apenas está no meio de um parque natural, que com as suas pedreiras esventra a serra da Arrábida e que com os seu camiões e gases "normais" é o responsável por grande parte da poluição da região.

Amigos, será que não entendem que o problema não está na co-incineração na Secil da Arrábida??? Esta discussão apenas serve para desviar o problema da questão de fundo que é a existencia da própria cimenteira e do alargamento da concessão por mais uma série de anos. Por muito que custe ouvir isto o problema não é a co-incineração. O que é preciso é acabar com a cimenteira ali naquele sítio.

JÀ!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 08:49 AM

agosto 03, 2006

Férias ou tortura

Eu gostava de saber escrever como este gajo. Uma escrita fluída, ao género de férias, ou para quem preferir num estilo Margarida Rebelo Pinto, ou ainda num estilo Melhoral, que não faz bem nem faz mal.
Mas divagações á parte. Este gajo escreve bem "comó caraças". São para mim umas crónicas imperdíveis. Leio-as todas. Do princípio ao fim.

Desculpem-lá mas de vez em quando dá-me estes ataques de narcisismo.

Publicado por Daniel Arruda às 12:47 PM | Comentários (3)

agosto 02, 2006

Sócrates está á espera de quê?

Já passaram 24 Horas sobre o anuncio de que a lei que permitiu a muitos alunos fazerem a 2º prova dos exames de física e química era ilegal. Já passaram muitos dias sobre a constatação de que o exame continha erros pelo menos de forma e ainda passaram mais dias sobre a constatação do facto de que a prova estava mal feita e mal dimensionada para os alunos.

Para mim já passou tempo a mais para que o governo se mantenha calado e não demita de vez o secretário de estado Valter Lemos. Um homem que já provou que a incompetencia é o seu principal atributo. As escolas estão de férias. A altura ideal para que ele seja demitido e se evite que as trapalhadas continuem para o ano lectivo que vem.
A menos que a ministra ainda seja pior do que se pensa e acha o trabalho deste ser como um trabalho de valor e então o melhor é mesmo mudar o ministério todo de vez.

Publicado por Daniel Arruda às 02:12 PM | Comentários (3)

Notas do Prof. Marcelo - Vasco Graça Moura - 2 valores

Pois é amigos, ficámos hoje a saber que segundo Vasco Graça Moura os governos europeus e o próprio Parlamento Europeu não são necessários. Porque os EUA é que são o garante da liberdade europeia, porque somos incapazes. Mas esta incapacidade tem culpados. A esquerda obviamente. Esses seres que nas palavras de Graça Moura são todos seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. Esquece-se no entanto de um pequeno pormenor. É que a maioria dos governos da Europa para não dizer todos, (não me quero enganar) são de direita, centro direita e centro esquerda. Será que Graça Moura inclui Blair, Merkel, Sócrates, Zapatero ou Vilpain nesse perigoso grupo de seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot? E esquece-se também que o GUE, o grupo parlamentar das esquerdas europeias é ainda minoritário no parlamento europeu pelo que se há aprovação de algo apenas se fôr por vontade de liberais, sociais democratas ou socialistas. Será que para Graça Moura nesses grupos parlamentares só existem seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. Sobra a Comissão Europeia de Durão Barroso com comissários indicados por diversos governos que sendo como já disse atrás, de direita, centro direita e centro esquerda. Será que esses governos indicaram num exercicio de masoquismo colectivo seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot?

Mas diz ainda mais o nosso amigo Graça Moura. Diz ele que "Não há qualquer indício de torturas infligidas a suspeitos...". Claro que não há. Os relatórios da Human Watch, da Cruz Vermelha e de mais um sem numero de instituições privadas foram todos inventados porque esta instituições são minadas de seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. São elas que lançam cá para fora as mentiras que todos sabemos. Como é possível dizer que Guantanamo é um campo de concentração? Má lingua certamente.

A esquerda mistura as situações normais da vida política, social e económica, em que se compreende e exige a transparência, e as situações excepcionais, como o caso do terrorismo, em que, ressalvados os direitos humanos, a transparência tomada à letra pode tornar-se no principal ingrediente da derrota.
Na "mouche". A bem do American style os life o que importa é atropelar os direitos humanos, os direitos sociais, as regalias, ... Se preciso for cria-se um patriotic act para os europeus de modo a que se possa prender sem culpa formada todos os que se oponham aos governos. Se for preciso retira-se todos os direitos á privacidade dos europeus para poderem ser investigados á vontade e escutados e acompanhados como se a vida se tratasse de um enorme Big Brother. Se preciso for cria-se uma raça europeia e proibe-se todo e qualquer não europeu a entrar em Portugal. Tudo para que não se chegue á derrota tanto temida por Graça Moura. Porque para ele não existe a via do diálogo e da paz.

Graça Moura quer explicar o inexplicável. A falência do modelo que ele defende não é culpa do sistema. É culpa dos outros, da esquerda obviamente esses terríves monstros que pretendem levar o mundo para um inferno. Não se lhe ocorre de culpar o próprio modelo destes males. Da besta por ele criada que agora se volta contra o dono.

Há pessoas que não se aprecebem do ridículo em que caiem ao quererem arranjar bodes expiatórios recorrendo a mentiras, meias verdades e relatos deturpados. Um artigo ao estilo de João Delgado ou de outra forma ao pior estilo possível.

Publicado por Daniel Arruda às 07:45 AM | Comentários (1)

julho 31, 2006

A falta de vergonha continua...

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"O Governo da República está a servir-se do tema da economia para distrair os portugueses e quando os senhores menos derem por isso vamos ter a destruição dos valores da sociedade portuguesa, inclusivamente, vamos assistir a casamentos dos homossexuais".
..."Apesar deles (no Continente) serem antifacistas, sem nunca terem pegado numa espingarda , quem fez durante 29 dias a revolução contra Salazar (em 1934) foram os madeirenses e não aqueles maricas".
..."os chamados colaboracionistas, gente (natural da ilha) que está sem calças e de rabo para o ar virado para Lisboa... políticos locais que andam a defender o garrote económico"

Quando é que os madeirenses tomam nas suas mãos o fim da falta de vergonha e da falta de educação, das injúrias, das difamações e das ofensas , da arrogância, do desrespeito e da imbecilidade ?

Publicado por Isabel Faria às 11:49 AM | Comentários (11)

julho 29, 2006

Um texto deste vosso escriba

Sempre achei que durante as férias não se deveriam escrever artigos de opinião. A nossa mente por muito que não queiramos está absorvida por um relax que não é próprio à análise política. Mas desta vez teve de ser Directamente de Lamego para o meu distrito.

Publicado por Daniel Arruda às 10:29 AM

julho 27, 2006

E isso tem alguma importância?????

As perguntas da oposição ficaram sem resposta: O Condomínio da Infante de Santos está ou não a ser construída sem licença municipal; a taxa de 600.000 Euros, que o construtor teria que pagar foi ou não foi paga e a obra está ou não a ser construída em terrenos camarários.
A única coisa em que o Vice-Presidente e vereador das Finanças, Fontão de Carvalho, foi claro e não hesitou por um momento foi na acusação de que Sá Fernandes desde que foi eleito não pára de criar problemas ao Executivo Municipal. Ah, e também foi mais ou menos veemente no tom ameaçador com que deu ordens para que ficasse em acta quando Sá Fernandes decidiu abandonar a reunião depois dos insultos...tudo o resto ficou para responder, para apurar, para pensar mais tarde. Isto, depois de há meses Sá Fernandes, ter solicitado por escrito estas respostas...isto, depois de parece já ha muito ser do domínio público que a Provedoria da Justiça andava a investigar o processo...
Calculo que a acusação de “criar problemas” à Câmara e a ameaça de que fica em acta o abandono da reunião devem ter tirado o sono a Sá Fernandes a noite passada...em contrapartida, os lisboetas e os amantes de Lisboa tiveram um sono muito mais tranquilo. Carmona Rodrigues garantiu que nunca faria de forma consciente qualquer coisa que lesasse o interesse público ou de qualquer instituição...a minha única dúvida para poder mesmo, mesmo, dormir descansada é se uma empresa de Construção Cívil é uma instituição...claro que me arrisco a, se colocar a questão aos responsáveis do Executivo, levar como resposta...Estas questões não são de simples resposta...não faço ideia se tem ou não alvará (deduzo que talvez isso me pudesse dar um bocadinho da resposta sem que o Sr. Vice Presidente e o Sr. Presidente se tivessem que cansar muito)...e não tenho ainda a resposta.
Ok, resta-nos esperar...afinal a obra ainda não está concluída...e o Presidente assegura que não comprou nenhum prédio...parece que deu autorização para que se comprasse, substituindo-se à Câmara e à Assembleia Municipal, mas isso tem alguma importância?...a gente até se comoveu com aquele tom pungente com que ele manifestou a sua tristeza pela forma como o assunto tem sido tratado. Os jornalistas, a Provedoria e a oposição são todos uns ingratos, é o que é. E maus. Que eu tenha que ter licença para arranjar o telhado da minha casa porque está a chover lá dentro e pagar por isso, vá que não vá...agora para fazer um condomínio, qual é a lógica?

Publicado por Isabel Faria às 05:51 PM | Comentários (2)

A justiça ás vezes funciona

O tribunal deu razão aos jornalistas do 24 Horas e mandou suspender a abertura dos computadores dos ditos jornalistas. Fez muito benm a meu ver.

Mas nesta caso há uma coisa que ainda me intriga. Onde para o inquérito urgente que foi pedido por Samapio??????? Haja vergonha.

Publicado por Daniel Arruda às 11:12 AM | Comentários (1)

julho 25, 2006

Ou será que quem fez a lei não se rege por ela????

... "Outros há, como Paulo Portas, que apresentam um elevado número de faltas, além de um ainda mais elevado número de chegadas tardias às reuniões do plenário. De acordo com os dados da Assembleia da República, ontem divulgados pela agência Lusa, o ex-líder popular e actual deputado na bancada liderada por Nuno Melo, chegou atrasado mais de uma hora a cerca de um terço das reuniões no hemiciclo de São Bento"...
DN, ontem

Segundo o Código de Trabalho de Bagão Félix, esse ex ministro de um governo PSD-CDS na altura liderados por Durão/Santana e Paulo Portas o trabalhador deve "Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade" (secção VII; subsecção I; artigo 121; 1c) e diz muito mais no capítulo faltas (SubsecçãoXI do artigo 224 a 232).

Depois disto e sabendo que o acumular de atrasos são também faltas só me resta dizer uma coisa.

Está despedido Senhor Paulo Portas, com justa causa.

Publicado por Daniel Arruda às 07:55 PM

Absentismo

A palavra competitividade está muito em moda hoje em dia. Alguém se acredita que uma empresa qualquer que seja conseguiria ser competitiva se tivesse um indíce de absentismo a rondar os 15%?????? Poderia ser viavel uma empresa que dividida em 5 secções tivesse duas delas a trabalhar a cerca de 58% o ano todo (42% de absentismo).

Posso dar de barato que o Parlamento não é uma empresa. Posso até concordar que os partidos com assento parlamentar não são secções ou departamentos de nada, mas que é uma falta de vergonha que numa sessão legislativa haja 1900 faltas disso não há dúvidas. Numa altura que se fala tanto em competitividade não fazia mal a nossa Assembleia rever as atitudes e começar por dar o exemplo.

Publicado por Daniel Arruda às 07:41 PM

O paladino da verdade afinal nãopassa de um chupista

Foi há poucos meses que Manuel Alegre em plena campanha das presidenciais clamava pela dignificação das instituições. Apresentava-se então o poeta como o justo, o tal que não tem medo de nada. O honrado que nada tem a esconder ou ainda como o tal do passado limpo, sem telhados de vidro.

Afinal Manuel Alegre é um homem do sistema como tantos outros. "Chupa" o estado como pode e quando pode. Não se nega a uma reforma de 3000 euros a que tem direito, sabe-se lá porquê, devido a 3 meses de trabalho na RDP. E diz mais. Não vê razão para a rejeitar. Eu também não pelo simples facto de não ver razão para lhe ser atribuida a reforma.

Defende-se o sistema dizendo que ele só pode receber 1/3 dessa reforma pois ainda recebe o ordenado de deputado. Mas não é isso que está em causa. O que está em causa é como é que ele tem direito á pensão, mas mesmo que nos detivessemos no 1/3 como explicar aos pensionistas que sobrevivem com 200 euros ou menos e que trabalharam uma vida inteira que o poeta por 3 meses de trabalho recebe 1000 e que esses 1000 são "só" um terço do valor total.

Depois de tantas trapalhadas do espírito independente só apetece dizer. Faça de conta que tem uma cólica, peça liccença para ir á casa de banho e saía de vez da vida política. Era um favor que fazia.

Publicado por Daniel Arruda às 01:48 PM | Comentários (7)

Lá tem que ser...

Como o Daniel vai partir para a sua segunda semana de férias e, creio, ficar com um pouco de menos tempo para escrever sobre coisas sérias e chatas...e, apesar de contar com a pedalada do Manuel e do Chora, decidi, assim como quem não quer a coisa, voltar a ler jornais.
Entre uma noticia de que Rui Rio se prepara para “privatizar” o Rivoli porque dá prejuízo (a demagogia de comparar os números com o que gastou nas Escolas ou na acção social é constrangedora e repugnante) e um artigo que nos dá conta que o Presidente da Assembleia Regional da Madeira com o apoio de Alberto João criou um código de como se vestir para entrar nas instalações da Assembleia, que proíbe os repórteres e os operadores de imagem, por exemplo, de trabalharem de Tshirt e de ténis, fiquei, pelo menos, a saber que foram recolhidas as assinaturas suficientes para obrigar o Parlamento a legislar sobre a preservação da memória do que foi o fascismo em Portugal.
Por qualquer associação de ideias que poderá, eventualmente, apenas ter a ver com o Sol, a mercantilização da cultura, a demagogia aberrante de pretender que ela dê lucro e de justificar a falta de investimento e de preocupações sociais com o que nela se gasta, o atentado à memória colectiva que é alienar a história do Rivoli e o atentado à liberdade individual que constitui a criação do tal Dress Code de que falava José Victor Malheiros no Público (claro que, como o autor referia, todas as actividades têm as sua regras, incluindo as de indumentária...mas daí a um código escrito a ser usado por “trabalhadores externos” – nem só ao Deputados se refere - vai uma distância considerável...) , tornam para mim essencial a tal petição e a tal necessidade de legislar e de preservar a nossa memória colectiva sobre os crimes do regime fascista em Portugal.
Nos pequenos gestos da Direita em Portugal seja ela Rui Rio ou Miguel Mendonça, tenham eles a ver com a uniformização da cultura ou da imagem, vislumbram-se demasiados pontos comuns com um passado que importa recordar...a Petição Não Apague a Memória será entregue no início da próxima sessão legislativa.
Ciclicamente e a bem da Democracia convém não esquecer que no Porto ou no Funchal ainda existem demasiados aprendizes de feiticeiros. Todos, presume-se, com a memória muito curta. Ou talvez não. Talvez apenas com alguma nostalgia .

Publicado por Isabel Faria às 12:32 PM | Comentários (2)

julho 24, 2006

Os amigos e os hospitais

Por: Manuel Carvalho

Venho de um hospital, tenho um familiar cuja saúde está em fase de degradação prolongada e irreversível. Das frequentes vezes que necessitou do serviço público de saúde este correspondeu bem. Tem sido graças a esse sistema público de saúde que a pessoa se tem aguentado com a qualidade possível à situação clínica.

Outros familiares e conhecidos tiveram problemas sérios de saúde mas, do que conheço, são positivos os exemplos que tenho para apresentar.

Por todas estas situações conheço vários hospitais, mais hospitais do que centros de saúde. É, essencialmente, sobre os hospitais e sobre o serviço que actualmente prestam que me debruço.

Quase todos os profissionais com quem tenho contactado têm mostrado uma atitude positiva e responsável.

As situações mais negativas que encontrei prendem-se com os momentos de dar as refeições aos doentes, muitos comem refeições já frias, e com a falta de animação que lhes ajude a passar o tempo.

As virtudes que ainda se mantêm no serviço público de saúde têm salvado vidas e diminuído sofrimentos. Mas estas virtudes têm diminuído perante o plano neoliberal. Os direitos dos trabalhadores têm estado sob ataque condição fundamental para atacar o próprio serviço público.

Por isso, é com gosto que vejo nos placards de corredores de algumas enfermarias cartas de utentes e de familiares que agradecem o apoio dado nos momentos da doença.

Os cidadãos até nem têm que agradecer é um direito deles, mas é bom ler que os cidadãos têm como amigos aqueles trabalhadores da saúde. É no hospital e na prisão que se conhecem os amigos.

Sabemos, que há muitos anos, os fazedores de opinião conservadores têm injectado doses constantes de ódio ao serviço público e aos seus trabalhadores. Sabemos porquê: são defensores da sua privatização. São defensores do primado do negócio do lucro de alguns à custa de muitos.

Em muitos países, nos EUA por exemplo, quando se entra num hospital perguntam-lhe logo pelo cartão do seguro. É isso que querem em Portugal.

Esse é o antagonismo que está em luta acesa e permanente. O serviço ou o lucro!

Publicado por Troll Urbano às 08:30 PM | Comentários (1)

Mesquinhês e tacanhês

O jogo é produzido por uma das empresas de George Lucas – a Pandemic Bioware Studios, financiada em 300 milhões de dólares por uma outra, a Elevation Partners, que tem como sócio Bono Vox, o caridoso vocalista dos U2. Bono é conhecido nos últimos anos pelas suas encenações de contra-poder, participando em concertos pela abolição da dívida aos países africanos e reunindo depois com os senhores do G8. E assim cai mais uma máscara de falso pacifista e humanizador do capitalismo.

Este é um pedaço de texto, descontextualizado, certamente mas serve para explicar uma coisa que me parece ridícula. O texto foi escrito por uma tal de Margarida Botelho, uma senhora que se diz anti globalização e que por causa de um jogo de video, mau como tantos outros, políticamente incorrecto como tantos outros se insurge comtra George Lucas e especialmente contra Bono Vox, uma das pessoas que mais tem feito por causas que acha justas. Bono nunca se assumiu como uma pessoa de esquerda. Não precisa. Bono é uma pessoa que luta por causas que ele acha justas. Ele e já agora muitos milhões de pessoas. Nunca se assumiu de esquerda porque as causas que ele defende são de senso comum. São coisas (causas) que todos nós deveriamos abraçar e para isso falar com quem tiver de falar denunciando e embaraçando sempre que necessário.
Todos menos esta senhora e o que ela representa. Para ela não há bons e maus. Há os puros e os impuros. Os puros não bebem Coca-Cola, não comem no Mc Donalds, não usam ténis da Reebok ou da Nike, não escrevem em canetas BIC, não compram electodomésticos feitos na Tailandia, não vestem roupa feita com mão de obra escrava na China, ou seja, vivem nas Berlengas e comem o que cultivam. Os impuros esses fazem isto tudo e pior. Abraçam causas gobais mesmo que sejam sem pureza ideológica só pelo simples prazer de fazer bem ao próximo.

Sem dúvida que a mesquinhez é o pior dos defeitos que o ser humano pode ter e esta senhora provou ser dona de uma boa dose.

Ah, se quiserem ler o artigo todo está aqui.

Publicado por Daniel Arruda às 07:23 PM | Comentários (1)

Um artigo a ler e reler

O texto que podem ler a seguir é da autoria de um senhor que assina como João Alfredo (Alex)e foi publicado na imprensa regional aqui da Margem Sul mais propriamente no jornal "O Rio".
Há várias conclusões que se podem tirar daqui e elas estão no final do texto pois é importante que o leiam 1º.


Como é do conhecimento geral, o Bloco de Esquerda resultou da fusão de diversos partidos políticos, com a adesão de independentes. Sabia-se que dada a irrelevância da força política dos independentes, do partido “Política XXI” e do inventivo Miguel Portas, os partidos relevantes no BE eram a UDP e o PSR, velho feudo de Francisco Louçã.
Nesta contraditória fusão, todos, inclusive a comunicação social burguesa que apadrinhava o novo fenómeno político, se interrogavam sobre o futuro político do recém-nascido: o PSR apelidava a UDP de organização estalinista e burocrática; a UDP, de cariz marxista-leninista, admiradora de Estaline e Enver Hoxha, depois de expurgar o maoísmo nos finais da década de setenta, apodava os partidários de Louça de contra-revolucionários – não esquecendo talvez a actividade teórica e prática de Leon Trotsky esse grande sabotador do movimento operário internacional.
Como foi possível concretizar-se esta fusão contra-natura? Do meu ponto de vista, só existe uma resposta: aparentemente, ambas as formações que lhe deram origem comprometeram-se prescindindo dos seus princípios fundamentais e fundadores.
Em consequência, o BE é uma formação política sem ideologia definida, como frequentemente acusa Jerónimo de Sousa?
Digo ‘aparentemente’ porque na entrevista que Francisco Louça deu ao Diário de Notícias, de 16 de Junho último, tudo ficou mais claro. Além de atacar, inutilmente, o PCP, presumivelmente porque este “…não tem ideologia” (sic), o verdadeiro alvo de Louçã foram os seus camaradas da ex-UDP, quando afirma “… na sequência da tragédia que foi o estalinismo…” (sic).
Perante tal afirmação, onde estão, Eduardo Pires, Carlos Marques, Carlos Santos, Luís Fazenda, Mário Tomé, Pisco, Manuel Martins, entre muitos outros, auto-denominados de marxistas-leninistas e admiradores do legado ideológico, político e histórico de Estaline?
Emudeceram, porquê? Têm receio de afrontar, politicamente, esse presunçoso títere da dita esquerda “alternativa e moderna”?
Renegarão, hoje, um passado de esperança e luta em que uma figura tutelar das mesmas foi um dos maiores defensores da emancipação dos povos e da construção do socialismo?
Não descortinam que a afirmação de Louça, só, tem este significado:
a ideologia do Bloco de Esquerda é o pensamento de Trotsky, da qual ele, Francisco Louça, é um dos herdeiros e os ex-UDP não são mais do que seus subalternos servis, ideológica e politicamente, isto é, simples colaboradores na gloriosa tentativa de reescrever a história, mas agora de um ponto de vista anti-operário. Pergunto: irão submeter-se os ex-UDP, agora, a semelhante criatura e renegar os seus desejos altruístas e, porque não, utópicos? Pretendem continuar a servir um BE de interesses e vaidades pessoais, de propostas parcelares risíveis, de tiques europeístas burgueses, de derivas ideológicas gelatinosas, de acções simbólicas de efeitos inconsequentes?
Ou querem regressar aos propósitos iniciais, tendo como apanágio a solidez e a clarividência ideológicas ao serviço dos explorados, contra os exploradores?
Será que querem mesmo este ‘Bloco de Interesses’?

1ª conclusão: Fica claro que para o PCP que o apanágio a solidez e a clarividência ideológicas ao serviço dos explorados, contra os exploradores é o Stalinismo. O mesmo que é negado por todos os seus dirigentes e que Joseph Stalin foi "uma figura tutelar das mesmas foi um dos maiores defensores da emancipação dos povos e da construção do socialismo"

2ª Conclusão: Fica claro neste artigo quem ataca quem e de que forma quando se chama ao coordenador de um partido esse presunçoso títere da dita esquerda (títere para quem não sabe quer dizer boneco que se faz mover por meio de cordelinhos ou engonços, para imitar os gestos humanos; fantoche; palhaço.)

3ª conclusão: Que a ausência de argumentos políticos levam ao descalabro de se atacar pessoalmente pessoas e de tentar fomentar divisionismos, que são de todo descabidos e que só podm ser explicados por um total alheamento da realidade e uma paragem no tempo, pois só alguém que parou no tempo pode defender o Estalinismo como via política e mais chamar-lhe marxistas-leninistas e admiradores do legado ideológico, político e histórico de Estaline.

4ª Conclusão: A confirmação daquilo que não é dito publicamente mas que internamente deve ser comentado de que Jerónimo de Sousa acusa o BE de não ter ideologia. So assim se explica a frase:
Em consequência, o BE é uma formação política sem ideologia definida, como frequentemente acusa Jerónimo de Sousa
Gostei do frequentemente pois indica claramente que nas reuniões internas o tema de discussão deve ser o BE , já que para o exterior Jerónimo diz normalmente que não comenta nada sobre o BE.

5ª conclusão: É que há pessoas que décadas após o assassínio de Trotsky continuam a querer branquear um assasinato dando a entender que acham que políticamente o assassinato de pessoas de ideia contrária é justificável concordando assim ainda que de uma forma encapotada com o assassinio do General Humberto Delgado cometido exactamente pelos mesmos motivos, o que nos poderia levar em última análise a aplidar alguns supostos defensores da esquerda como este tal de Alex de nacionais socialistas ou fascistas.

6ª Conclusão: São estes porta vozes do PCP, por sinal com reponsabilidades que se afirmam defensores de uma sociedade melhor, plural e democrática, mas que concordam com assassinatos, achincalhamentos em praça pública e outras barbaridades.

Publicado por Daniel Arruda às 12:39 AM | Comentários (10)

julho 23, 2006

Ofensas

A ditadura já lá vai há mais de 30 anos mas o ano de 2006 há-de ficar para a história de Portugal como o ano em que dois cidadãos foram condenados pelo poder político por emitirem opinião, por um secretário de Estado que diz "tranquilo" pois a actividade sindical impõe "regras de decoro e dignidade" e que "ninguém se pode dirigir a um órgão de soberania com ofensa". .

Numa democracia o principal órgão de soberania é o povo e o 1º dever de não ofender deve vir de parte daqueles que sendo eleitos pelo povo deveriam servir o povo. Mas não. Os eleitos ofendem o povo quando consideram ofensivas duas constatações de factos emitidas por dirigentes sindicais. Nem mais nem menos.
Mas a questão de fundo aqui nem é tanto a atitude de José Magalhães em nome dos eleitos. É qu enão sei se deverei ficar ofendido com a atitude ou com a passividade com que nós povo aceitamos este atropelo á mais elementar liberdade que é a de nos podermos exprimir livremente.

Publicado por Daniel Arruda às 01:38 AM | Comentários (4)

julho 22, 2006

O PS e o salto mortal

Por: Manuel Carvalho

O debate parlamentar sobre o chamado diploma da mobilidade foi bem elucidativo das cambalhotas dos acrobatas socialistas.

O jornal Público trouxe-nos, a 20 de Julho, o salto mortal do PS. Em Novembro de 2002, o PS criticou violentamente as intenções do então executivo acusando-o de querer criar excedentes, questionando o “princípio da dignidade humana”, a “violação do artigo 52º da Constituição”, a passagem de trabalhadores “ao quadro de supranumerários por simples alteração do quadro de pessoal”…

Agora o PS não nos trouxe o resultado das prometidas auditorias, não apresentou um único estudo sobre serviços públicos, sua distribuição e necessidades à escala nacional, sua política orientadora em função das necessidades das pessoas, da correcção das assimetrias regionais ou do despovoamento do interior.

O ministro veio falar em nome da competitividade. Competitividade é o novo nome de um Deus Maior.

O ministro trouxe-nos ainda a reafirmação de que não hesitaria em recorrer ao outsourcing para executar serviços que devem ser feitos por trabalhadores do Estado. Vergonhosamente, demagogicamente, em nome da diminuição de impostos aos contribuintes.

O PS não quer dar só um simples salto mortal, quer dar um duplo salto mortal.

Hoje o PS ultrapassou o PSD e o CDS pela direita. Sócrates, o profeta da nova religião, e os seus obedientes pastores (ou será cordeirinhos?) , impõem uma lei em que os supranumerários, ao fim de um ano, recebem ainda menos do que se fossem despedidos e estivessem no subsídio de desemprego. Assim não vai ser preciso despedi-los, vai vencê-los pela “fome”. Pela “fome” eles serão obrigados a rumar a outras paragens.

Publicado por Troll Urbano às 11:10 AM | Comentários (2)

julho 21, 2006

O Ataque

O PCP intensificou o ataque ao BE, e tem razões para isso.
É necessário e nunca é demais, recordar aos seus militantes, que o BE é um perigo na esquerda portuguesa, não vão eles descuidar a guarda e começarem a perceber o que é verdadeiramente ser de esquerda no século XXI.
Continua este partido sem entender que à esquerda, todos somos poucos para derrotar o avanço do neo-liberalismo e de uma globalização, que em vez de melhorar as condições de vida dos povos, está a tentar tabelar essas mesmas condições pelo mínimo dos mínimos, pretendendo distribuir o que não está nas mãos do capitalismo, ou seja, pretende distribuir um valor aproximado do zero.
José Casavelha, desculpem Casanova (por fora) homem muito experiente nos milagres da multiplicação, contesta no Avante, a entrevista do Francisco Louça ao jornal Expresso, mas espantem-se as almas, não a contesta em termos ideológicos, apenas pretende fazer um jogo de Sudoku , com o total de militantes do BE, cuja revelação e muito bem foi feita na entrevista.
Esqueceu-se (será?), de explicar como é que durante anos apresentou um número de militantes do seu partido com variações de mais um ou menos um, independentemente de ter tido 45 deputados e agora estar reduzido a 12 (é verdade que é uma vitória, já foram 10), o que como todos sabemos corresponde não só à perca de eleitorado mas também de militância, veja-se a festa do Avante que cada vez mais é feita por profissionais com claros resultados na qualidade da mesma, pois o dinheiro não dá para tudo, mas à qual diga-se, apenas faltei uma vez por razões de saúde, na década de 80.
Mas voltemos ao Avante e ao Casanova, quando um ideólogo desta estripe, analisa uma entrevista de um dirigente politico de esuqerda e apenas se debruça sobre os números de militntes, das duas uma, ou o homem não percebeu nada da entrevista, (e isso seria normal pois o marxismo não é dogmático ) ou ficou boquiaberto de admiração com a qualidade da mesma, e só lhe restou jogar com os números.
Mas não nos iludamos, quanto mais justas forem as iniciativas e ou propostas do BE, na assembleia da republica, autarquias, nos sindicatos e nas CTs, maior serão as influencias junto da comunicação social para evitar as suas divulgações e maiores serão os ataques da direita e infelizmente (ou talvez não) do PCP.

PS: Eu sei que esperavam qualquer coisa sobre a selvajaria do ataque sionista ao Líbano, país que pretende seguir uma via independente e tenta ser uma democracia na região e com o qual devemos neste momento estar solidários, mas …que há quem em tudo veja coincidências há.

Publicado por António Chora às 09:56 AM | Comentários (15)

Viagra ou estado de alma?

O blog do comentador politico Pacheco Pereira, sofreu um ataque de piratas informáticos segundo o próprio anunciou.
Ao que parece, a página principal foi substituída por anúncios de Viagra.
Cá para mim, aquilo foi conselho e não ataque. È que o homem anda um pouco “murcho” nos seus comentários políticos, principalmente no que se refere à politica do eng. Sócrates.
È claro que todos sabemos que esse estado físico ou de espírito, se deve a estar o eng. a fazer a politica que ele (Pacheco Pereira) sempre desejou ver o seu PSD fazer tais como:
Ataques desenfreados aos trabalhadores função publica;
Ataques aos serviços públicos para permitir a privatização dos mesmos;
Ataques aos bolsos de todos com o aumento cego do IVA que sendo inicialmente temporário que agora é para manter.
Ataque ás pensões de reforma presente e futuras (presentes com aumento de impostos);
Anúncios de possível participação de forças militares portuguesas em todas as zonas de conflito mundiais (qual anão em bicos de pés);
A verdade é que esta é uma politica neo-liberal que Pacheco Pereira subscreve de todo em todo, mas com o inconveniente de lhe murchar o espírito pelo menos, pois o homem alimenta o ego através dos conselhos de direita que simultaneamente dá aos governos, porque para ele não há governo de direita que baste.
Já agora, que tem a dizer os arautos da desgraça dos nossos serviços públicos, bem como os que se deixaram embalar por eles de que havia funcionários públicos a mais, sobre a revelação de que afinal o total de funcionários públicos é de aproximadamente 580 000 e que tal numero não representa mais de 6% da população e pouco mais de 10% do total de empregados do país?

Publicado por António Chora às 07:49 AM | Comentários (2)

julho 20, 2006

O Avante e o Jornal do Benfica

Hoje estive a ler o Avante em versão papel. Isto é um luxo que só tenho nas férias porque no resto do ano leio a edição on-line e só no fim de semana dou uma vista de olhos á edição de papel. Não me condenem já. Eu também leio o jornal do Benfica à 6ª Feira que por outras palavras que dizer que sou um adepto de jornais tendenciosos. Gosto de os ler. O bem que me faz ao ego ler que o meu Benfica fez uma grande exibição no fim de semana quando e vi exactamente o contrário. Mas não deixa de ser verdade que se ler o artigo da crónica do jogo umas 20 vezes eu já me acredito que aquilo foi verdade e que eu é que estava a ver mal o jogo.
Mas voltando ao Avante desta semana. Para não variar dou uma vista de olhos na diagonal, assim a modos que a elimimar tudo o que diga respeito a organização interna do partido pois dessa nada sei e também não me interessa. Acredito que interesse aos militantes e é para eles que o jornal é feito, pelo menos calculo que sejam estes a maioria dos leitores. Depois numa segunda passagem vou ler os artigos político propriamente ditos, os que têm opinião e substancia. Normalmente não os encontro. Encontro ataques ao PS, muitos deles justificados e ataques ao BE. Só nesta semana foram 4 os que faziam referencia ao Bloco. Eu compreendo. No Jornal do Benfica é a mesma coisa. Tem os artigos para os sócios sobre iniciativas do clube e depois debruça-se sobre os adversários, normalmente Sporting e Porto e normalmente também em ataques mais ou menos injustificados que têm como única missão elevar ao máximo o sentimento de raiva contra os adversários.
Seguindo esta lógica posso concluir que os adversários do PCP são os outros partidos da esquerda tal como os do Benfica são o SCP e o FCP, pois também no Avante não há referencias ao PSD e oa CDS tal como no jornal do Benfica não há referencias ao Estrela da Amadora nem ao Rio Ave.

Eu gosto de quando os clubes ou partidos não se enganam nos adversários. É sinal que fizeram a opção correcta e elegeram os mais fortes como alvos a abater. Por isso defendo que o Benfica considere seriamente o Braga nesta época. Mas isso não obriga a que os adversários tenham a mesma ideia. Se calhar no jornal do Braga o adversário a abater é o Boavista ou o Nacional porque podem ser concorrentes com eles á Europa, da mesma maneira que o Bloco pode achar que os adversários deles são o PSD, o CDS e todos os que promovam políticas de direita.

Enfim, cada um lê o que quer e eu vou continuar a ler estes dois. Não sei se por masoquismo ou mero exercicio de auto-flagelação.

Publicado por Daniel Arruda às 10:08 PM | Comentários (3)

Eles são cada vez mais parecidos

15 meses depois de tomar posse o Executivo PS queixa-se no parlamento da pesada herança deixada pelo executivo PSD-PP.

Será que já vi este filme noutro lado ou é mesmo estupidez natural.

Publicado por Daniel Arruda às 09:00 PM

Lista plural derrota ortodoxia no SINTTAV

Por: Manuel Carvalho

As eleições para a direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Áudio Visuais deram a vitória à lista A, uma lista plural de esquerda, com 75% dos votos. A lista da ortodoxia teve cerca de 25% dos votos e venceu apenas no distrito de Aveiro. Trata-se da segunda derrota da linha Jerónimo de Sousa no movimento sindical.

O SINTTAV, que representa maioritariamente os trabalhadores da PT, tem vindo a crescer através de um esforço de apoio e sindicalização dos trabalhadores das empresas empreiteiras, de call-centers e de trabalho temporário. Empresas onde a exploração é brutal e o emprego de jovens é dominante.

Vários dirigentes deste sindicato têm-se destacado na luta contra a precariedade com resultados positivos conseguindo que muitas centenas de jovens tenham passado de precários a efectivos. Talvez tenha sido este trabalho que propiciou a expressiva vitória.

Acima de tudo é interessante verificar que há sindicalistas, em particular jovens, que têm espírito aberto para enfrentar a luta de classes, que acreditam nos trabalhadores e nas suas energias e que, por fim, não se remetem ao estatuto de “pessoa importante” sentada no seu cadeirão cumprindo [às vezes] burocraticamente o horário sindical. Sindicalistas que entendem o sindicato como órgão dos trabalhadores, que vão aos locais de trabalho e compreendem a importância de apoiar os que – nos locais de trabalho – dão a cara e assumem a luta. Estes serão o futuro do sindicalismo.

Publicado por Troll Urbano às 12:08 AM | Comentários (4)

julho 19, 2006

Um silêncio elucidativo

Neste blog falou-se várias vezes das eleições do SPGL. Porque houve quem tivesse um mau perder terrível e muito pouco democrático.

Depois de dezenas de ameaças, de calúnias, de difamações, parece afinal que a montanha pariu um rato. Não se passou nada, não aconteceu nada e a viola foi metida no saco.

Pessoalmente acho que um pedido público de desculpas de todos aqules que fomentam as divisões quando os resultados não lhes agradam não ficava mal, mas como isso é improvável fico com o silêncio que é bem elucidativo do que se passou. Só espero é que não estejam na sombra a criar um sindicato amarelo como é normal quando perdem umas eleições.

Publicado por Daniel Arruda às 01:16 PM | Comentários (6)

julho 18, 2006

Espero poder acreditar na democracia

Sou considerado por quem me conhece um liberal no que às liberdades diz respeito. Demasiado liberal até, segundo alguns. Se calhar têm razão mas é uma forma de estar.

Mas não consigo aceitar que um partido como o PNVD na Holanda tenha o direito a ser legalizado nuns dados presupostos. Porque a liberdade sendo individual não pode chocar com a do próximo. Defender "a cidadania completa aos 12 anos, o que inclui não só ter relações sexuais como poder votar, jogar, viver sozinho ou usar drogas leves."

Há limites para tudo. Até para a liberdade, neste caso. Mas como acredito na democracia espero que os holandeses dêem uma resposta à altura.

Publicado por Daniel Arruda às 01:05 PM | Comentários (7)

julho 17, 2006

Universidade de Verão do Partido das Esquerdas Europeias.

Como sabem estive em Tavira na Universidade de Verão das esquerdas europeias ou se se quiser do Partidos das Esquerdas Europeias.
Já aqui deixei uma pequena crónica e a Isabel, que em boa hora se junto ao debate no sábado, fez um excelente resumo do debate da Palestina e Israel, que foi juntamente com as questões do Mediterraneo o tema de Domingo, com a presença de um representante do partido curdo turco. Os debates foram variados e vivos. Uma conferência por dia, uma mesa redonda e diversos Workshops sobre as mais diversas temáticas. Democracia no seculo XXI, ligado ás questões de género, imigração, trabalho e sociedade de informação. As relações entra a Europa e o Médio Oriente e o Mediterraneo, ligando a guerra, políticas de imigração e cultura. Ambiente, Constituição europeia, CPI, Estado Social e Rendimento Mínimo Garantido, e muitos outros temas.

Mas o que fica mais desta Universidade de Verão são as experiências que se viveu ou as trocas de experiências, porque se na génese os problemas são idênticos as especificidades de cada país levam a que se tenham de adaptar as soluções de modo diferente. Afinal estavam presentes activistas sindicais Ingleses, Franceses, Alemãos Luxemburgueses, .... e Partidos políticos de toda a Europa. Desde a LCF, aos alemãoes do Die linke, Refundação comunista Italiana.
Esta experiência foi importante porque se ouviram experiencias na 1ª pessoa o que nos levou por vezes a questionar a intrepretação que nos é dada pelos media. Esta situação ficou clara nas conversas por causa do CPI francês.

Já aqui disse noutra posta que estava agradávelmente surpreendido com a média de idades e não só porque demonstra vitalidade mas porque mostra que existe uma esquerda que não está oprimida pelo seu passado mas que o conhece, que o respeita e bebe dele o que se deve, numa clara experiencia empírica sem espartilhos históricos. Porque assim é possível discutir e reinventar Marx sem o desvirtuar. Por fim porque assim se vê que o mundo está entregue, ou poderá estar, a uma nova geração diferente que não quer partir com um passado mas sim fazer as pontes para um novo tempo. O tempo globalizado e para o qual há uma ideia de Alter globalização.

Uma nota para Fausto Bertinoti, presidente (ou chairman se preferirem) do partido das esquerdas europeias. É capaz de fazer melhor. Foi um discurso muito virado para fora. Para a situação da guerra onde aquilo que se diz de manhã pode ser desmentido pelos factos à tarde para ser confirmado de novo à noite. A única desilusão dos trabalhos.

Em resumo posso dizer que foi uma experiência para repetir, pelo que faço questão de estar presente para o ano que vem, só faltando saber onde ela se vai realizar.
Mesmo uma última nota para dizer que saí de Tavira com o ego elevado por saber que faço parte de um projecto que tem uma ideia para a Europa e por consequência para todos os países que a compõem.

Publicado por Daniel Arruda às 04:27 PM | Comentários (6)

Começa bem.

Pedro Nuno Santos, ontem reeleito Secretário Geral da Juventude Socialista admite "alguma precariedade" quando os jovens se iniciam na actividade laboral, mas não aceita o "recurso abusivo aos recibos verdes", impondo, frequentemente, os empregadores esta situação "cinco, seis, sete e nove anos" aos jovens trabalhadores. E para resolver isso, alerta, "não é preciso sequer alterar a lei", basta fazê-la cumprir.

Mas é claro que sim. E é este sujeito deputado. Ele não sabe as leis que aprovou??????????? A lei permite muito mais que isso e infelizmente com esse cumprimento das leis a esmagadora maioria dos jovens em Portugal é precária.
O que fazer, é o novo conceito de esquerda socrática.

Publicado por Daniel Arruda às 12:23 PM | Comentários (1)

julho 15, 2006

Em directo de Tavira

Aqui estou eu em Tavira, aproveitando o facto de os trabalhos hoje começarem ao meio dia com o Almoço. Grande organização. Excelentes debates, especialmente os Workshops em que já participei e de onde destaco o de ontem sobre a precariedade. Uma discussão de nos encher de orgulho.

Mas há um facto que é de louvar nesta Universidade de Verão. A média de idade dos participantes. Atendendo ao facto de toda a Europa estar aqui representada com sindicatos e partidos de esquerda ( que se revêem neste projecto de esquerda europeia) da Grécia, Inglaterra, Áustria, Alemanha, etc, etc, etc e de estarem aqui quadros com responsabilidade nos seus partidos, organizações e sindicatos não esperava uma média de idades tão baixa a rondar os 30/35 anos. Mas deixa-me feliz porque prova a vitalidade do movimento e acima de tudo mostra que é um movimento que pode ser diferente liberto dos espartilhos e dogmas do passado.

Provavelmente quando acabar a minha estada aqui farei uma coisa com mais pés e cabeça e acima de tudo com conteúdo, mas por agora fico-me por aqui pois tão ou mais importante que os debates são as conversas informais. As trocas de experiências e as diferentes visões que se adequirem.

Ah!!!!!!! Isabel. Não te queixes do franguinho. O calor toca a todos.

Publicado por Daniel Arruda às 11:11 AM

julho 14, 2006

Só agora???

Cavaco mostrou-se, esta semana, chocado e envergonhado com os números da violência doméstica em Portugal.
Alguém faz ideia em que País é que Cavaco viveu antes de ser eleito Presidente da República!!??

Publicado por Isabel Faria às 06:13 PM | Comentários (3)

julho 13, 2006

Veio tarde

O PSD foi recauchutar o o Bagão
O único problema do PSD é que agora o patronato já tem um novo e mais útil aliado...o projecto de Sócrates já foi aprovado em sede de Concertação Social pelos representantes patronais e claro pela "central sindical que assina tudo o que os Governos querem".
O PSD ainda não se deve ter convencido que com este PS no Governo tem que correr muito...para não ser ultrapassado pela Direita.

Publicado por Isabel Faria às 01:35 PM

O debate da nação

Ontem no debate da nação no parlamento comecei por ouvir José Sócrates. Ouvi 10 min, ouvi 20, ouvi 30 e já que tinha chegado a esse ponto ouvi os 45 min da intervenção. Como até me interesso e normalmente gosto de ver estes debates continuei a ouvir as intervenções de todos os partidos, até dos Verdes. E ouvi as respostas do 1º Ministro José Sócrates. Mesmo descontando o facto de á direita não haver oposição, pois foi notória a dificuldade de Marques Mendes e não passou despercebido a ninguém a repetição por 3 vezes de Nuno Melo da expressão " a ser verdade o que vem na comunicação social" o que denota mais que fragilidade, o debate foi fraco pela simples razão de que Sócrates é um mestre da demagogia. Se com as perguntas da direita estava como peixe na água á esquerda não respondeu a praticamente nada preferindo ensaios de retórica, falando muito e nada dizendo. Sempre que era confrontado com uma questão mais difícil refugiava-se e não respondia.

No final fiquei com a sensação de que Sócrates vive noutro país que não o meu. Que no país dele há retoma em vez de crise, há criação de emprego em vez de despedimentos, há investimento em vez de deslocalizações, há confiança em vez de desconfiança, ...
Eu adorava viver no país de Sócrates, mas esse é tão real como o planeta Sarios da série "espaço 1999". Vivo num Portugal com outros 10 milhões de pessoas que não reconhecem o país descrito por Sócrates e numa Europa de muitos milhões onde as desigualdades são cada vez maiores com cada vez mais pobres, mais desempregados, mais excluidos.

Em suma, ele falou, falou, falou. Usou as expressões que gosta como choque tecnológico, simplex, inglês, retoma ... mas no fim nada disse. Mais uma vez perdeu o país. Mas pelos vistos ninguém se importa.

Publicado por Daniel Arruda às 08:08 AM | Comentários (2)

julho 10, 2006

Uma dúvida

Sou eu que tenho andado distraído ou aqueles que em Portugal tanto defenderam a Coreia e o seu regime andam muito calados agora?

Publicado por Daniel Arruda às 06:40 AM | Comentários (1)

julho 09, 2006

Um texto muito simplista

Este texto não está assinado. Pelo menos na versão on-line, mas levanta algumas questões interessantes. Se concordo com a ideia geral penso que é errado resumir os problemas do sindicalismo a uma análise tão simplista. As questões como a eficácia da greve ou os Sindicatos como correia de transmissão dos Partidos é de facto verdadeira mas mais uma vez não é apenas assim explicado, pois desta forma tão simplista até parece que tudo é fácil de resolver. O mal é que nem patrões nem os Partidos que controlam os Sindicatos querem discutir isto porque lhes convem a actual situação e é aí que se tem de aprofundar o debate. Sobre os porquês dessa situação.

Publicado por Daniel Arruda às 12:25 PM | Comentários (2)

julho 07, 2006

Vejam lá ....

Muppets

... se reconhecem estes personagens neste texto.

Publicado por Daniel Arruda às 05:31 PM | Comentários (2)

julho 04, 2006

Os velhos do Restelo

Há uns anos quando fui eleita para o Comité de Empresa Europeu, para representar os trabalhadores de Portugal, tive chamadas telefónicas até duas horas antes de partir, para me tentar demover...aquilo eram fretes ao patronato, não seriviria para nada, os problemas dos trabalhadores resolvem-se aqui, na empresa, na rua...mas cá dentro. Ainda me lembro de lhes perguntar em que cantinho tinham colocado o tal de Internacionalismo Proletário, de outras eras, mas sem sucesso. Claro que, já na altura, se tivesse sido alguém de "confiança" o escolhido, quem sabe se teria sido menos radical...mas essa é outra parte da história.
Muitos anos depois, afinal, parece que os Comités de Empresa podem servir para alguma coisa. Com os anos, tenho vindo a aprender que a melhor forma de ensinar alguma coisa aos velhos do Restelo, apareçam eles disfarçados do que for, é esperar que o tempo se encarregue disso...mas lá que demora, demora...

Publicado por Isabel Faria às 09:47 AM | Comentários (2)

julho 03, 2006

Esquerda. net

Nasceu o esquerda.net.
Um projecto cheio de vontade e com todas as pernas para andar. Sobretudo com a "perna" que nos diz que todos temos o dever de criar alternativas á informação parcial, vazia e manupulada que nos querem dar.
É assumidamente um projecto ligado ao Bloco. Creio que toda a Esquerda ganha com ele.

Publicado por Isabel Faria às 02:09 PM | Comentários (4)

Afinal...

Hoje é esta notícia. Há dias tinha sido esta.
Será que a Sra. Ministra vai medir as palavras quando quiser voltar a acusar os professores de todos os males na Educação?

Publicado por Isabel Faria às 01:59 PM | Comentários (2)

junho 30, 2006

A fruta da Zezinha

fruteira.jpg
A fruteira segura, segundo a Zezinha...

fruteira2.jpg
..e a explosiva. Reparem no ar agressivo das bananas.

"Iisto não é uma fruteira onde se possam meter bananas, maçãs e laranjas e dizer que está tudo bem." disse a Zezinha a Sá Fernandes para justificar que só os cidadãos nacionais possam ter acesso a um empreendimento cooperativo no Casalinho da Ajuda, num regulamento que tentou fazer aprovar na Câmara Municipal de Lisboa.
Por acaso, não faço ideia do que se espantam .É óbvio que misturar uma banana com uma maçã só pode dar uma "mistura explosiva".Aliás, eu acrecentaria que a Zezinha é bem capaz de achar que misturar uma banana com uma mísera e insignificante cereja, já não augura nada de bom....cada um na sua fruteira. Ou no seu gheto, falando em coisas menos comestíveis.

Publicado por Isabel Faria às 07:56 PM | Comentários (5)

Bom senso

Queres ser subsidiado? Queres que a tua instituição seja subsidiada? Precisas de dinheiro? Vais candidatar-te a uma ajudita? Então, abstem-te de fazer críticas, não podes dizer mal e faxavor de não te armares em distraído que vai escrito no contrato e tudo.
Não tem nada de esquisito. E não venhas com essa treta da liberdade de opinião...se tens direito a subsidio não tens direito a opinião. É apenas uma questão de bom senso.
Rui Rio dixit.

Publicado por Isabel Faria às 12:49 PM | Comentários (1)

junho 28, 2006

Nada como um bom conselho

Fernando Ruas incita a "correr fiscais à pedrada"

E se não der à pedrada há um menancial de alternativas...caçadeiras, rasteiras, G3, espadas, revólveres, chicotes, misseis, chapada, óleo a ferver...há alguém que se lembre de mais qualquer coisita a que se possa recorrer???

Publicado por Isabel Faria às 11:52 AM | Comentários (5)

junho 23, 2006

Eu apoio

Parece que o CDS desafiou no Parlamento o PS a "levar a laicidade do Estado até às últimas consequências e acabar com o Bispo das Forças Armadas, com a bênção em inaugurações e com os feriados religiosos"
Tava a ver que não. Cada religião deveria ter o espaço para gozar os seus próprios feriados. A mim por exemplo só sobrava o Carnaval que é a única festividade não religiosa, mas não era por isso que eu ia contra a lei. Só o prazer de ver acabar o Natal compensava isso tudo. Quanto aos Bispos da Tropa que venha a extinção desse posto. Pode ser quer assim aquilo tenha menos ar de cruzada. Quanto à benção. Se alguém me explicar para o que é que serve haver um gajo que vai espalhar água nas paredes de um edíficio, barco ou qualquer outra coisa acabada de construir que me explique. Para mim aquilo só dá em humidades.

Em suma. Eu apoio. Afinal do CDS até saiem boas ideias, especialmente quando tentam ser irónicos e ter piada. É que eles não têm mesmo piada nenhuma.

Publicado por Daniel Arruda às 03:56 PM

Hoje apetece-me dar um conselho

Hoje apetece-me dar um conselho a Cavaco Silva. Se mais motivos não houvesse para publicar a lei da paridade tal e qual como ela está encontrei um de peso.

Caro Sr. Presidente
Sei que na sua forma de estar não existe espaço para ouvir outros e muito menos os de esquerda. Por isso vá ver por si próprio esta página da net. Vou apenas dar uma dica sobre o que deverá procurar pois sei que seu precioso tempo está quase esgotado entre viagens e roteiros de convergência com o governo do seu Partido, desculpe do PS.
Veja quantas mulheres existem nos orgãos dirigentes do PNR. Verá que esse grupelho neo-fascista apenas existem duas mulheres na direcção o que não me parece indicar que as listas possam ter a representatividade exigida, pelo que o S Presidente Silva faria um favor à sociedade ao promulgar essa lei.
Não está a ver porquê? Eu explico. O fascismo ou o nacional socialismo é como uma praga. Certamente se lembrará da última de gafanhotos que assolou o norte de África. Já percebeu, Ainda bem. As pragas ou o nacional socialismo aparecem de vez em quando para dar um ar da sua graça e sempre com resultados desastrosos para a sociedade. Pensando bem, até são mais parecidos com as baratas, pois tal como as baratas esses individuos (hoje estou a ser simpático, normalmente chamo-lhes coisas ou aberrações) vão sobrevivendo às guerras, ditaduras e às convulsões que eles próprio provocam.
Comparações à parte que eu tal como Carvalhas no Parlamento "não quis ofender os pobres dos animais", pedia desta forma ao Sr Silva que com a promulgação dessa lei evitasse que a sigla da chama fosse no próximo acto eleitoral conspurcar os boletins de voto e melhor que tudo evitava tanto voto nulo, pois evitava-se que tanta gente escrevesse palhaços, Filhos da ...., cabrões e outros impropérios nos boletins de voto.

Espero que tenha em consideração este pedido, cumprimentos à Sra Silva, (diga-lhe que o último penteado não combinava com o vestido, está bem) e se vir a tal de Rita Vaz e Lina Monteiro, numa qualquer reunião, não se esqueça de lhes perguntar se elas não se sentem mal no meio de tantos homens. Sim porque a sua (a do partido) ideologia não permite festas tão alargadas.

Publicado por Daniel Arruda às 11:32 AM | Comentários (1)

junho 22, 2006

Mais um artigo deste vosso escriba

Já não partilhava aqui as minhas crónica há algum tempo. Porque apesar de a minha filiação partidária ser conhecida achava que não devia abusar do Troll, que sendo a minha (nossa) casa, como ferrmenta de divulgação das ideias que desenvolvo em nome do Bloco, como é o caso desta crónica. Mas não há regra que não se quebre e resolvi a voltar a publicitar um artigo.
Porque, quando escrevi este texto lembrei-me de uma frase de um camarada meu que diz e com razão, não se pode ter o socialismo sem socialistas, sob pena de se ter um sistema contra natura. Muitas vezes, ( a quem nunca aconteceu isto que atire a 1ª pedra) achamos que neste estado semi democrático se resolvem as questões apenas com iniciativas legislativas, os diferenos e as disordancias se resolvem nos tribunais e que a envolvencia das pessoas, das massas nos projectos é acessória. Cada vez mais chego á conclusão que não é assim.

Por isso escrevi este artigo desta forma. já agora queria saber a vossa opinião.

Publicado por Daniel Arruda às 11:02 PM

Não é que o Alfredo Monteiro já faz espectáculo com obra que não é sua.....

.....ou será que o munícipio não é dos Seixalenses mas sim do PCP

Animar o centro histórico e promover estilos de vida saudáveis são as duas grandes apostas da câmara do Seixal para este Verão. Um Verão que começa com o S.Pedro, termina com a Festa do Avante e que é, para o presidente Alfredo Monteiro, “o melhor do país”.

Eu também gosto da Festa do Avante, nem é isso que está em causa mas este artigo é bem elucidativo de que o executivo camarário do Seixal já perdeu a noção da diferença entre o partido e a autarquia. Onde começa um e acaba o outro. Seixal já teve a maior manifestação cultural do Sul do país e uma das melhores de Portugal inteiro, as Cantigas de Maio, para agora ser o executivo no seu programinha municipal fazer divulgação de uma festa partidária.

A quem nada faz tudo serve para mostrar. A desorientação naquela Camara é cada vez maior. Agora a té a vergonha perderam.

Publicado por Daniel Arruda às 02:51 PM | Comentários (3)

Trabalho Precário

Trabalho temporário é mesmo assim. Uma sátira espectacular sobre o Trabalho Temporário e as ETT's.

"Benvindo ao mundo das ETT, assinas um contrato e não conservarás o emprego".

Publicado por Daniel Arruda às 09:30 AM | Comentários (1)

junho 21, 2006

Não são coincidencias meus senhores

Há coisas levadas da breca. Coincidencias certamente.
Numa altura de convulsão para a Indústria automóvel nacional, com o eminente fecho da fábrica da GM na Azambuja, aparecem em todos os orgãos de comunicação social notícias "novas" sobre a produção em Portugal, mais concretamente na Autoeuropa, do novo desportivo da marca alemã. Até se dá destaque ao facto de já se saber o nome. Como se isso fosse novidade. Mas o factor comum a todas as notícias é a exaltação qeu se faz ao ministro Manuel Pinho na condução do processo negocial na VW. Coincidência ou não este artigo surge numa altura em que Manuel Pinho mais uma vez demonstra a sua incapacidade no dossier GM. E digo mais uma vez porque no caso da VW a intervenção do ministro não passa de uma mentira. Os grandes e únicos responsáveis pela negociação na Autoeuropa foram os trabalhadores. O ministro quando abriu a boca fez asneira.
Mas há mais pontos comuns das notícias. O enaltecer da atitude dos trabalhadores da VW com o claro intuito de no caso da GM pôr a culpa em cima dos trabalhadores da GM. A velha técnica de dividir para reinar. Não vou repetir a minha opinião sobre a posição de algumas ORT's da GM mas isso não retira em nada à questão fundamental. A GM vai saír de Portugal porque quer e não porque não tem condições ou porque os trabalhadores não colaboram. O problema não está na mão de obra. Está na falta de vontade de se resolver o problema. Está na vontade de se deslocalizar para países do centro da Europa onde quase não há custos logisticos, onde a legislação laboral é mais permissiva ao capitalismo selvagem e onde os benefícios fiscais são maiores.

Estas revelações encomendadas por alguém á nossa imprensa não são coincidencias. São manobras claras que querem virar a opinião pública contra os trabalhadores e limpar assim a imagem de um ministro claramente incompetente. É claro para todos que o Governo neste momento domina os media. A ideia de uma imprensa livre em Portugal é cada vez mais uma miragem. Sócrates aprendeu que o melhor a fazer era ter um governo repartido entre S.Bento e as redacções dos jornais. Soube na altura certa seduzir as pessoas certas para fazerem a propaganda do regime.

Mas que é vergonhoso é. Um país livre e democrático como Portugal cada vez mais aferrolhado, aregimentado, preso aos e pelos orgãos de comunicação social. Será que já não há jornalistas críticos? Não há jornalistas livres em Portugal?
Estamos no limiar da Vergonha Total.

Publicado por Daniel Arruda às 09:17 AM | Comentários (2)

junho 19, 2006

Unidade e Unicidade

UNIDADE
do Lat. unitate
s. f.,
grandeza tomada por uso ou por convenção para servir de termo de comparação entre grandezas da mesma espécie;
o número um;
a base da numeração;
qualidade do que é uno;
objecto único;
união;
mónada (na filosofia de Leibniz);
coordenação das partes de um todo (trabalho literário ou artístico, etc. );
uniformidade, conformidade de sentimentos, de opiniões, etc. ;
acção colectiva tendente a um fim único;
corpo de soldados destinados a manobrar juntos;
cada navio na marinha de guerra;

fig.,
profissão da mesma fé e obediência aos mesmos chefes.

UNICIDADE
s. f.,
qualidade de único.

Estas definições vêm num dicionário on-line e servem para explicar o paradoxo que grassa no movimento sindical português. Toda a gente apregoa a unidade mas como ficou óbvio, e para pegar apenas no exemplo mais recente do SPGL, o que se quer mesmo é a unicidade. Este defeito de formação não é de hoje, tem 3 décadas mas pelos vistos ninguém quer saber.

Ainda a semana que passou deu na RTP2 um documentário sobre Álvaro Cunhal, sobre a sua vida, obra e com muitas passagens e imagens de discursos, entrevistas do próprio. O espantoso é que é o mesmo discurso usado actualmente pelas mais diversas pessoas com responsabilidade no movimento sindical. Nos anos 70 não raras as vezes se ouviu defender a central sindical única que seria controlada pelo PCP. Unidade de pensamento? Não!!!!!!!! unicidade. Unidade dos trabalhadores no respeito pelas diferenças??? Não !!!!!!! Unicidade em torno das bandeiras de alguns.
Leiam as definições de unidade e unicidade e vejam o que se aplica á CGTP. Vejam as atitudes nas recentes eleições do SPGL e vejam em que espírito se enquadra. As eleições perdem-se e ganham-se. A comissão eleitoral não deu provimento ás queixas. A impugnação não parece fazer efeito pelo que se ameaça convocar plenário escolares que se sobreponham a um acto eleitoral livre e democrático.

Isto não é um apelo á unidade. É uma exercício para se chegar á Unicidade.

E vocês ainda me perguntam porque sou crítico?

Publicado por Daniel Arruda às 10:14 AM | Comentários (10)

Isto é mesmo de quem nada tem para dizer

Marques Mendes quer «bom senso» para impedir fecho

Dito assim até parece fácil.
Bom senso? como? de quem? de que forma?

Que pequenez de espírito!!!!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 06:59 AM

junho 18, 2006

Não é tudo farinha do mesmo saco

Hoje ao folhear o DN deparei-me com este artigo e não posso deixar de me escandalizar com as onclusões tiradas no mesmo.

Se obviamente estou de acordo com a análise da direitização do PS, até porque já o escrevi aqui várias vezes e porque é claro a toda a gente que a diferença entre o PS e o PSD é apenas o D, não posso admitir que uma vez "educada" a opinião pública para essa fatalidade se queira agora começar a introduzir na opinião pública que o BE e o PCP são farinha do mesmo saco, do saco do PS, entenda-se.
É no mínimo abusivo dizer que "O abrandamento do frenesim oposicionista do Bloco de Esquerda é admitido mesmo por alguns dos seus dirigentes, que o atribuem à "crise dos sete anos", à dificuldade de "estar sempre a inovar" e à inexistência de actos eleitorais no futuro próximo." pois isso será o mesmo que admitir que afinal no espectro político português é tudo igual, quando não é. Pôr em causa os valores de esquerda por via de se pôr em causa os partidos da esquerda e a existencia deles enquanto tal é no mínimo bizarro.

É certo que alguma dita esquerda contribui para isso mas é bom que se separe as águas. Eu até compreendo o porquê. Os nossos "opinion makers" têm andado de batalha em batalha com um objectivo claro. Esvaziar ao máximo os conteúdos ideológicos de modo a que dessa forma se esvazie a particiação popoular nas decisões. Cabe á esquerda lutar contra isso.

Publicado por Daniel Arruda às 12:23 PM | Comentários (5)

junho 17, 2006

Solidariedade ACTIVA

Não sei se a Administração da Autoeuropa vai aceitar. As últimas notícias parecem indicar que não.
Também não sei se haveria vontade política da Administração da GM de encontrar uma solução. Nem se haverá vontade política do Governo da a "forçar".
Mas é a isto que se deve poder chamar consciência de classe, solidariedade efectiva e disponibilidade de encontrar soluções para os problemas.
Que sirva de lição para aqueles que querem ver em cada trabalhador que, eventualmente, não pense ou não aja como ele, um inimigo.
E que sirva de lição para quem diariamente se esquece que estamos no ano de 2006, que as deslocalizações existem, que a Globalização nos entra diariamente em casa, que há que ter a capacidade de encontrar respostas...ou, apenas, que está na hora de aprender a "negociar"? Com as armas de hoje.

Publicado por Isabel Faria às 11:44 AM | Comentários (12)

junho 16, 2006

Louçã ao "DN"

Queremos provar que o desemprego não é uma fatalidade, mas uma escolha essencial da democracia, e que pode ser concretizado um programa de respostas.

Publicado por Isabel Faria às 10:10 AM | Comentários (4)

junho 14, 2006

Aleluia

Hoje estamos de uma de artigos contra corrente.

Este é o 1º que leio em que se questiona aberta e frontalmente o Presidente da República. Já não era sem tempo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:33 AM | Comentários (1)

Toyotismo

Gosto de ler artigos que vão em contra corrente. Numa altura em que o Toyotismo puro como filosofia de base é abandonado pelos empresários a nível mundial eis que surge um artigo sobre o tema.
Sou dos que acho que o Toyotismo não é impeditivo para que nós trabalhadores possamos ter uma melhor qualidade de vida e também acho que é o melhor de todos os sistemas produtivos que entretanto foram inventados. Porque tem conceitos muito bons como os do KVP2, o Kaizen, os 5 S's, o just in time. Conceitos que se forem usados pelos trabalhadores poderão ser úteis quer para a melhoria dos trabalhos quer para a defesa dos mesmos.

Tenho andado a passar para o papel alguns pensamentos sobre estes temas. Ainda não está terminado mas deixo aqui a 1ª parte desta "diarreia mental". As outras seguirão de acordo com o meu tempo.

Vá lá agora batam-me. Afinal isto de defender o Toyotismo como filosofia base de pensamento produtivo tem os seus custos.

Muito se tem falado nos últimos tempos de precariedade, de crise no movimento sindical, de Toyotismo, Fordismo e Taylorismo. Penso, no entanto, e desculpem a sinceridade que esta discussão tem sido um pouco vazia, baseada em leituras de textos de outrém, sem a referência critica que qualquer análise digna deve ter.
Este texto como muitas outras baboseiras que por vezes escrevo, poderá em muitos casos ser discutivel e refutado em discussão sobre o tema, e se isso vier a acontecer penso que o objectivo está cumprido. Como ficou implicito mais atrás, as posições que neste texto assumo são tão só resultantes de uma análise minha e de uma série de interrogações que eu próprio me coloco.
Por outro lado sou daqueles que defende uma mudança na estratégia e atitude do movimento sindical ,mas não concordo, de todo, que essa estratégia deva ser alicerçada em “feelings” ou em suposições mais ou menos vagas do que mudou com o neoliberalismo para que se possa adaptar o sindicalismo aos novos tempos.


Evolução industrial e capitalista e as respostas do movimento sindical

Os vários estádios por que a indústria e consequentemente o capitalismo passaram até aos nossos dias e até chegarem ao que é consensualmente chamado de neoliberalismo são, a meu ver, fundamentais para podermos estudar a evolução do movimento sindical e o seu continuo decréscimo de influência e chegarmos à sobejamente conhecida crise que o movimento sindical atravessa nos dias de hoje. É também minha opinião que um capitulo dedicado a este tema deve ter uma especial atenção aos contextos socio- económicos e territoriais em que se deram as grandes ofensivas capitalistas, pois essas caracteristicas são fundamentais para se poder discutir as nuances e derivações que o Toyotismo assume, consoante o lugar do Planeta em que é aplicado ou o porquê da decisão da não aplicação do Toyotismo noutros lugares. Penso que esta reflexão também é necessária para percebermos o Toyotismo e decifrarmos a solução do problema que a meu ver tem afectado e afectará nos próximos anos o movimento sindical, que é o da falta de novas respostas para novas provocações do neoliberalismo.

Da revolução industrial aos dias de hoje

A 1ª revolução industrial tecnológica vem com a máquina a vapor, os caminhos de ferro e com o tear mecânico.
A 2º e responsável por um novo salto no desenvolvimento do capitalismo veio com a electricidade o petróleo e o aço.
A 3º tem como base a energia nuclear, a informática e a biotecnologia. Ora o traço comum são, a grosso modo, as fontes de energia, as vias de comunicação e os equipamentos . Mas a sequência e interligação vão muito além da adopção de novos padrões. A revolução industrial surge em Manchester por volta da década de 80 do sec.XVIII. e surge na Inglaterra que, mesmo antes de se tornar no berço do capitalismo, já era uma das regiões mais ricas e desenvolvidas do planeta., ou seja a condição sócio económica de um País, como condição de referência no salto qualitativo da ideologia capitalista. A 2º revolução vai ocorrer nos Estados Unidos da América, quando Ford resolveu pegar e aplicar as ideias de “organização cientifica” do trabalho (divisão do trabalho manual e intelectual - pesquisa e desenvolvimento, engenharia e organização racional do trabalho / execução desqualificada ) de Taylor na produção automóvel.
Os EUA eram a potência emergente da época, ponto de destino de mais de 33 milhões de emigrantes no fim do sec. XIX inicio do sec. XX e que acabaria por ultrapassar a Inglaterra como potência do ponto de vista económico. Os emigrantes foram o combustivel que o Fordismo necessitava para produzir em massa e para as massas.
O Fordismo era, no entanto, um conceito limitado como o tempo o veio a provar. A primeira contradição do sistema Fordista é exactamente o conceito da produção de massas para um consumo de massas (aliás a relação entre trabalhador e consumidor será abordada num ponto independente mais adiante). A idéia que uma linha de montagem automatica facilitaria o aumento da produtividade, do lazer e consequentemente do consumo. O que não era previsto no sistema fordista eram as crises ciclicas que se abatem sobre o sistema capitalista. Várias foram as razões para o colapso do sistema fordiano, entre os quais o facto de quer a Europa quer o Japão começarem a recuperar da guerra mundial e começarem, especialmente a Europa, a criar excedentes de produção, diminuindo de sobre maneira as importações vindas dos EUA e também devido ao aumento do poder de compra e consequente baixa do juro nos EUA, mas o último e. se calhar. o mais importante foi o choque petrolifero da decada de 70 do sec. passado.
Na terceira revolução industrial dá-se a viragem da era industrial e também do capitalismo. Ao contrário do que aconteceu nas duas primeiras revoluções ou estádios do capitalismo, a 3ª revolução dá-se não num país desenvolvido ou emergente mas sim num país devastado e derrotado na segunda guerra mundial. O Japão, ao contrário do que tinha acontecido nos EUA que tinha visto o seu país “engordar” com remessas e mais remessas de emigrantes, é na altura um país que tinha perdido 1,2 milhões de pessoas consequência da guerra. É, ao contrário da Inglaterra da 1º revolução, um país que mais uma vez devido á 2ª Guerra Mundial e aos 5 anos de ocupação americana, perdeu a quase totalidade do seu parque industrial.

É nesta diferença que se dá a grande viragem do capitalismo, em grande parte devido às necessidades sde um país destruido, sem matéria humana e sem matérias primas em muitos casos. Estas condicionantes são à escala planetária.
Mas nem só de questões sociais se faz a diferença deste estádio para os outros. Também a nivel geográfico o Japão estava nos antipodas de ser uma referência. Um país com cerca de 378.000m2 ( pouco menos que a Alemanha ou a Finlandia) mas onde cerca de 80% do solo é montanhoso e praticamente imprestável nos mais diversos sentidos. Também culturalmente o Japão é um país diferente e isso é faz alguma diferença no implementar de uma filosofia.
É nesta conjuntura que se começa a desenhar o Toyotismo. Perante uma indústria arrasada, os japoneses reergueram-na em moldes mais actuais. Para contornar a escassez de matéria prima cortaram o desoperdicio até quase zero, eliminando-o e criando o conceito de produção magra. Devido ao reduzido espaço fisico reduziram ao máximo os stocks de produtos e matéria prima criando o conceito de Just in Time (JIT). Devido a concorrência das grandes empresas Norte Americanas, o Japão mobilizou o estado e o patriotismo do povo. Cortaram custos éde planos preventivos e o tempo produtivo do operador fazendo-o operar ao mesmo tempo diversas máquinas e ao mesmo tempo zelando pelo qualidade limpeza e manutenção do produto e da máquina criando assim o conceito de felxibilidade e polivalência. Mas o Toyotismo não é só isso.É todo um conjunto de conceitos e práticas que no seu conjunto são a essência do sistema.
Mas se o sistema capitalista mudou e evoluiu, criando anticorpos aos movimentos de trabalhadores “refinando” chantagens e movimentos de bloqueio, o que fez o mundo sindical?

O caminho do sindicalismo, do esplendor á crise


Os movimentos de trabalhadores andam históricamente em contra-ciclo com os momentos industrialmente marcantes ou de outra forma, por cada momento de acção do capitalismo corresponde um momento de reacção por parte dos sindicatos sendo que têm a particularidade de em cada novo ciclo a acção do capital ser mais forte e a reacção do movimento sindical mais fraca, até ao marasmo que os movimentos de defesa dos trabalhadores estão hoje.
Sabendo que estou a usar um chavão, acho que é importante e até necessário que se conheça o nosso passado para saber onde estamos e podermos projectar um futuro. Numa época de mudanças no nosso movimento sindical, umas forçadas, outras devido ao curso natural da história é importante sabermos como chegámos até aqui.
Este texto é composto de várias partes não ordenadas temporalmente. Pretendo focar vários temas que, embora relacionados e possiveis de ocorrer no mesmo tempo, representam estágios diferentes. O texto começa no ano de 1830, com o inicio da internacionalização da luta dos trabalhadores.


O inicio da internacionalização da luta dos trabalhadores
É por volta de 1830 que os trabalhadores, especialmente os europeus começam a tomar consciência da sua situação de assalariados e explorados e nasce a sua conciência de classe. Esta tomada de consciência aparece ou é acompanhada de uma agitação crescente onde também já fazem parte algumas manifestações públicas e as primeiras reevindicaçoes sociais e politicas. Estas primeiras manifestações de consciência de classe surgem em Lion e são como que um sentido orientador para as tentativas de internacionalização da luta dos trabalhadores que se seguiram.
Não se pense que o conceito das Internacionais tem inico em Karl Marx e Friederich Engels.Os primeiros passos na luta revolucionária foram dados num país propicio a ser um laboratório de experiências sociais, a Bélgica, cuja formação enquanto país remonta a 1830. A Belgica de então vivia um forte crescimento industrial e uma diversidade enorme de pessoas e condições sociais exactamente devido ao crescimento aí verificado. È neste senário que nasce Sociedade de Fraternização que lança o primeiro jornal virado para os trabalhadores, neste caso os Flamengos, “O amigo sincero dos Trabalhadores” . Este movimento é visto por muita gente como o primeiro passo para a internacionalização das lutas já que esta experiência belga é baseada em várias outras, especialmente inglesas, o berço da 1º revolução industrial. Mas é em Junho de 1836, em Londres que nasce a London Working Men Association e com ela o primeiro grupo politico de consciência revolucionária e que verdadeiramente dá a luta revolucionária o carácter internacionalista que ela necessitava. Este carácter é reforçado pelo manifesto Working Men Association destinado aos trabalhadores Polacos.
Já nessa altura, 24 de Outubro de 1871 esta associação de Trabalhadores declarava as questões ligadas ao trabalho não como um problema local ou nacional mas sim social, “That the emancipation of labor is neither a local nor a national, but a social problem……..” e, mais, consideravam a luta dos trabalhadores e a sua emancipação económica como um imperativo politico “That the economical subjection of the man of labor to the monopolizer of the means of labor — that is, the source of life — lies at the bottom of servitude in all its forms, of all social misery, mental degradation, and political dependence;
That the economical emancipation of the working classes is therefore the great end to which every political movement ought to be subordinate as a means”.
Exactamente aquilo que o movimento sindical perdeu ao longo de cerca de 150 anos. A interacção entre o social e politico como forma de revindicação. Existiram, é facto, condições para que assim acontecesse, e daí eu atrás referir que a luta anti-capital foi uma luta de acção / reacção em que o capital aprendeu sempre algo após cada embate e o usasse. O sindicalismo, esse ficou, utilizando uma expressão do boxe, cada vez mais encostado às cordas.
Neste periodo pré e imediatamente pós Marxista houve outros factores dos quais destaco dois pela importância que têm e pela repetição que sofrem na história com outros protagonistas. Em 1º lugar a divisão existente entre os diversos grupos, de pensamento divergente no seio do movimento anti-capitalista e que mais do que uma frente de combate para fora consumiam-se em lutas e guerrilhas uns contra os outros. São aliás conhecidas as zangas e desaguisagos que Marx frequentemente provocava nas publicações onde escrevia. O outro factor que penso que seja de ressalvar é a oposição feroz que os pensadores Saint-Simonistas faziam ás teses social-libertadoras de então. Então, como hoje, o capital já tinha percebido a importância dos fazedores de opinião, não na escala actual devido a expanção dos media, mas numa escala reduzida , para uma pequena burguesia emergente.
àá fase Fordista onde vamos parar a seguir, pois penso que será mais útil focalizar-mos a interpretação dos factos aos grandes momentos da história. Poderiamos comparar estes momentos a uma erupção vulcânica que tem o seu ”boom” e depois é seguido de réplicas de intensidade variável mas que também provocam estragos. Até ao “boom” seguinte.
Uma nota prévia a descrição seguinte. Os exemplos que vão ser referidos são Americanos e é sabido que o Fordismo foi aplicado de formas ligeiramente diferentes nos EUA e Europa e como tal também com realidades sociais e politicas diferentes. No entanto, a experiência sindical norte americana demonstra bem o caminho geral que o sindicalismo mundial leva a partir de então.
O Fordismo como já atrás foi referido dependia de uma grande massa de trabalhadores para a execução das tarefas rotineiras que lhes era destinada. Ora o Fordismo rapidamente percebeu que tal situação facilitava os sindicatos pois era propícia a um aumento do poder de classe. A primeira medida para eliminar tal possibilidade foi o direccionar ataques ao movimento sindical sob o argumento do “aparelhamento Comunista” dos sindicatos.
Com a lei Wagner de 1933 os sindicatos haviam adquirnido o poder da negociação colectiva mas no auge da Histeria Mcarthista os sindicatos sucumbiram à lei Taft-Hartley em 1947. No entanto, esta “derrota” não retirou tudo aos sindicatos. Estes mantiveram um relativo poder nas indústrias de produção de massa mas tal como foi referido atrás este poder deixou de ser um poder nas questões poiticas para passar a ser um poder nas quetões meramente sociais. Como é facil de reparar o sindicalismo que nasceu no sec XIX e que tinha as vertentes social e politica já deixava pelo caminho um dos seus pilares fundamentais.
A Lei Wagner basicamente consistia na criação de regulamentação de uma série de institutos e formas de organização cuja missão é basicamente a mesma só que para diferentes ramos: ajudar os investigadores de trabalho a achar trabalhos e formas de trabalho e empregadores achando os trabalhadores qualificados. Regulou também os planos de formação quer ao nivel de frequência quer ao nivel da duração anual. Os serviços oferecidos aos empregadores,para além de indicações de investigadores de trabalho para criação de locais de trabalho, incluem ajuda em desenvolvimento, ajuda aos empregadores com necessidades de recrutamento especiais, organizando Feiras de Trabalho. São também os institutos regulamentados por esta lei que vão ajudar na formação e requalificação de trabalhadores quando o seu “tempo” num dado posto de trabalho chega ao fim.
Para termos uma ideia desta lei posso dizer que as primeiras Comissões de Higiene e Segurança no Trabalho são criadas pelos sindicatos juntamente com as identidades patronais ao abrigo desta lei.
Em 1998 e já em plena época neoliberal esta lei sofre uma emenda e é alterada substancialmente a letra da lei e a esvasiada das suas funções sociais. Mas na realidade esta lei já era quase letra morta pois a lei Taft-Hartley em 1947 já tinha na realidade anulado grande parte do acordo laboral anterior. A grande novidade desta lei é, no entanto, a limitação do direito à greve e a outros direitos dos trabalhadores como o da limitação do direito de associação.
É minha opinião que esta lei de 47 deve ser enquadrada para não parecer apenas mais uma lei capitalista. O Fordismo preveligiava a produção para consumo interno. No periodo antes da 2ª Guerra Mundial os EUA já produziam exedentes enormes e era com esses exedentes que inundavam o mercado Europeu incorporando o continente europeu no sistema Fordista. Ora ,em 1947 a Europa estava em plena Guerra e o consumo claramente diminuiu, como é normal, da mesma forma que o consumo de material de guerra aumentou no mundo todo. Tudo isto provocou grandes alterações do outro lado do Atlântico, empresas tiveram de ser reconvertidas pois não eram viáveis nos produtos que produziam, outras tiveram que despedir empregados e outras ainda pura e simplesmente fecharam. Neste contexto a lei de 33 era um empecilho que urgia eliminar. Mais que isso, era importante eliminar à nascença os focos de contestação que a população trabalhadora poderia iniciar.
Pondo as questões de outra forma, é nesta altura que se dá verdadeiramente o inicio da precarização das relações laborais. O inicio das subcontratações, dos vinculos precários, o inicio do fim das regalias sociais.
Para nos situar no tempo estamos na América, no inicio da decada de 50. Inicio também da era neoliberal. Na Europa por outro lado estamos a começar a era social liberal do pós guerra. Um mundo a dois tempos que não serve os interesses do capital. Esse mundo a dois tempos iria acabar com a 3ª revolução industrial e irá ter a sua unificação com o fim do estado social europeu no fim do século.
Como sairam os sindicatos de mais este “boom”? Como já vimos atrás nos EUA os sindicatos perderam a sua capacidade politica e ficaram apenas com a vertente social. Mesmo essa foi sendo esvaziada ao longo do tempo pelo que no inicio dos anos 80 os sindicatos americanos eram algo muito facilmente confundivel com associações patronais. Na Europa e como será facil de advinhar pelo atrás descrito, a situação era diferente pois o continente devastado do pós guerra apostou numa politica de cariz social. Mas será que os sindicatos se fortaleceram nesta situação? É meu entendimento que não. Envolto no clima do pós guerra e das politicas, os sindicatos de referência europeus, em muitos casos, social democratizaram-se. Ao contrário do exemplo americano, onde os sindicatos foram reprimidos, na Europa o sindicalismo foi em muitos casos absorvido e, debaixo de uma capa de influência politica, foi entrando no jogo do poder e das classes dominantes. Devido à conjuntura, a meu ver, os sindicatos europeus tiveram o mesmo destino dos americanos. Ao deixarem de ser diferença politicamente, apenas continuaram a ter influência social e mesmo essa era regulada / influenciada pelo que o Estado achava ser a linha correcta.
Outro factor de grande influência no sindicalismo europeu foi mais uma vez e a exemplo do que já se tinha passado em 1870 a guerra interna nas esquerdas que de uma forma geral continuaram a perder mais tempo em se afirmarem no seu espaço que a combater e conquistar o espaço ao capital.

Chegamos a ¾ do sec XX e o que nos resta de que originalmento foi concebido para ser a arma de uma luta de classes que previa a emancipação da classe trabalhadora e a conquista do poder. Restava ao movimento dos trabalhadores a sua vertente social com especial concentração na agitação que deveria obrigar o poder Politico a reflectir e a mudar. Tarefa dificil essa quando a Influencia politica é nula e a consiência de classe é algo há muito esquecido.


Toyotismo, apenas laboral ou estrutura social?

Confesso que esta parte me custou a escrever. Não sabia por onde começar tal a quantidade de factores que estão interligados. Até pensei em mudar o titulo. Será que tudo isto é toyotismo? Ou será que isto é educação? Ou será que é imigração? Ou ainda movimentos sociais? Ainda não sei mas como o objectivo final destas linhas é fazer debate sobre movimento sindical e as suas respostaa à crescente precarieização das relações laborais vou deixar o titulo assim e vou iniciar a minha divagação.

Como já atrás foi referido o Toyotismo nasce numa situação social, demográfica e cultural especifica. O Japão do meio do século XX é uma sociedade do “nós” e não do “eu”. É uma sociedade que êna solidariedade social um factor de mais valia. Exactamente o contrário do que se assiste hoje. É esta contradição de fundo que, a meu ver, explica em grande medida o actual estadio das coisas. É uma forma simplista de ver as coisas, é correcto mas é, no entanto, uma enorme diferença. Se calhar é a diferença que marca uma Esquerda politica e social em antitese ao neoliberalismo. É esta diferença que me vou propôr explicar, se calhar de uma forma confusa, pois a ideia de escrever sobre este tema nasce exactamente das idéias pouco claras que existem.

Continua.....

Publicado por Daniel Arruda às 08:17 AM | Comentários (5)

junho 10, 2006

SPGL

Como lembrava hoje a Émiéle no Pópulo tudo na vida tem sempre duas leituras.
Poder-se-ia falar na primeira derrota da corrente sectária, autista e conservadora do Movimento Sindical Unitário. Infelizmente seria uma análise tardia. Esta corrente e, com ela, o movimento sindical e a luta dos trabalhadores têm vindo a acumular derrotas, a maior das quais, a desmobilização, que é visível na afluência às urnas.
Assim, prefiro falar na primeira vitória da corrente democrática, aberta, moderna, que aposta no futuro sem negar o passado, mes recriando-o à luz da nova realidade do movimento sindical e das lutas dos trabalhadores, no Movimento Sindical Unitário.

A Lista A venceu as eleições para o SPGL A luta dos professores tem agora um futuro novo à sua frente.
Lutando por causas, por direitos, sem obrigações de calendário, nem imposições externas.
Os começos são sempre estimulantes. Assim os saibamos aproveitar e merecer.

Aqui ficam os resultados

Publicado por Isabel Faria às 02:31 PM | Comentários (51)

junho 09, 2006

Sem título

Portugal, Junho de 2006

Incrível, no mínimo incrível.

Publicado por Daniel Arruda às 08:58 AM | Comentários (2)

junho 08, 2006

O que os Juízes nos ensinam....

Mário Machado anunciou na televisão que ele e os seus amigos possuem armas suficientes para tomar as ruas e impedir "o que se passou em França".
Mário Machado fez-se acompanhar de uma arma, segundo ele, legalizada.
Mário Machado esteve implicado na morte de um cidadão cabo-verdiano, tendo, portanto, antecedentes criminais.
Mário Machado fez num meio de comunicação a apologia de ideais racistas e segundo parece é ilegal a apologia e a transmissão de ideais racistas e xenófobos.
A Polícia encontrou armas ilegais em casa de Mário Machado.
Mário Machado foi apresentado ao Juíz e saiu com termo de residência e identidade.
Mário Machado saiu a tempo de ir dar o seu apoio à manifestação dos Policias, que acabaram por se demarcar publicamente dese apoio, chegando a anunciar que a manifestação não se efectuaria, mas acabando por a realizar acompanhados de tão ilustre criatura.
O Juíz foi célere e permitiu-lhe chegar a horas à manifestação.
Afinal, de vez em quando, a Justiça funciona rapidamente.
A medida mínima aplicada, para um leigo como eu, deve significar que ter armas ilegais em casa, apelar publicamente à violência e dizer-se disponível e preparado para ela, não constitue, legalmente, motivo para mais do que termo de identidade e residência. Não conheço nada do Código Cívil, mas isto não significa apenas mostrar o BI e dizer onde mora?
Há alguém que entenda de leis que esclareça um leigo ignorante como eu?

Actualização: Faltava-me ter lido esta notícia para juntar ao post...

Publicado por Isabel Faria às 10:08 AM | Comentários (6)

junho 07, 2006

Estupidez ou jogada política?

Mário Machado foi ontem preso na sequência de uma reportagem da RTP. Não se sabe o porquê mas podemos assumir que terá sido por causa das armas que tinha em casa e do uso que disse pretender dar-lhes. É que uma coisa é ter-se licença para uso e porte de arma para a caça, como o que ele disse que tinha, outra coisa é dizer-se em bom português que se está a contornar a lei para se poder ter armas em casa para " não se repetir o que se passou em França".
Mário Machado é o que na minha rua se chamava um cagarolas. Muita garganta mas dentro da cabeça só tem merda. Já o tinha provado nas "manifestações" do Verão passado e voltou a demonstrá-lo agora.

Mas pode também ser uma jogada de marketing magnífica. Uma prisão de um dirigente da FN pelas forças policiais ontem. Hoje a participação do PNR na manifestação das Associações de classe da polícia. Tem tudo a ver. Exposição mediatismo e "violência" quanto baste para tornar alguns dirigentes do PNR e FN em figuras públicas com tempo de antena.

Vamos ver o que isto vai dar nos próximos episódios para ver qual das duas hipóteses é realmente a certa. Uma coisa parece evidente neste momento. Quem achava que estes sujeitos se combatem com silêncio estava enganado. Eles não estão parados e sabem ao que vão e em que tabuleiro jogam. Por isso não contem com o meu silêncio.

Publicado por Daniel Arruda às 08:49 AM | Comentários (12)

junho 06, 2006

A greve dos professores

Há uns anos, creio que durante a Expo 98, fizemos uma greve na minha empresa. Na altura, a Comissão de Trabalhadores de que fazia parte, propôs em Plenário que a greve fosse de dois dias e que fosse marcada para Domingo e Segunda-Feira (trabalho numa empresa de laboração contínua, mas onde aos fins-de-semana está um muito menor número de trabalhadores). Na altura, tivemos a relutância do Sindicato em optar por esses dias, mas foi essa a decisão do Plenário e a greve foi um êxito. Desde há muito tempo, depois de uma greve desastrosa de mais de uma semana, uns anos antes, que não conseguiamos fazer uma greve na empresa. Os trabalhadores administrativos, os que normalmente são mais relutantes em aderir, não trabalham ao Domingo e daí o primeiro dia ter tido uma altíssima percentagem de adesão. Na Segunda-Feira, ao verem-nos na rua, a grande maioria dos nossos colegas que habitualmente não fariam greve, acabaram por se juntar a nós.
Confirmei, na altura, que as lutas para serem vitoriosas têm que ter lógica, têm que ser inteligentes, têm que ser inesperadas para as entidades patronais e não podem correr o risco da banalização, do "sempre a mesma coisa", sobretudo, do isolamento. E têm que ter a capacidade de saber sair da "cartilha".

A greve dos professores marcada para dia 14 de Junho não me parece reunir nenhum destes requisitos. As lutas por mais justas que sejam não são necessariamente lutas vitoriosas.
Marcar uma greve para uma "ponte" (pelo menos nalguns concelhos significativos) seguindo a táctica de marcar greves à Sexta-Feira, não me parece que seja entendível nem que provoque solidariedade. Para isso era necessário um esclarecimento que as Direcções Sindicais não se dão ao trabalho de fazer. As greves de sector são, quando têm mobilização para isso, apenas, greves de sector. Não despertam solidariedade, acabam por despertar incompreensão e fazer o tal favor ao Governo de virar todos contra todos. A banalização, a escolha da data, a falta de imaginação e de esclarecimento serão sempre mais um passo para a derrota... e a derrota nada tem a ver com o número de professores que aderirem à greve. Tem a ver com os resultados.

Naquela altura, na empresa conseguimos o "milagre" de pôr a fazer greve trabalhadores que nunca na vida o tinham feito. Para além disso, provámos que há greves que podem ser vitoriosas, quebrando o enguiço do desastre da uns anos antes e conseguimos o que reivindicávamos. A mobilização, a imaginação e o risco assumido de inovar valeram a pena, os resultados comprovaram-no. Dia 15 se verá o que fica de mais uma luta para cumprir calendário. E uma luta para cumprir calendário não tem que ser uma luta injusta. Apenas é, normalmente, uma luta não vencedora.

Publicado por Isabel Faria às 09:51 PM | Comentários (11)

Um principio constitucional.

O Ministro vai mesmo avante com a proibição de fumar em locais públicos. A única diferença é que passam a ser as pessoas penalizadas pois são os frequentadores dos sítios que vão pagar as multas e não os donos do estabelecimento.
Continuo a achar esta medida uma estupidez e uma hipocrisia mas acho "espectacular" o argumento do minístro da Saúde pois invoca "a Constituição da República e argumentando que todos os cidadãos têm o direito à protecção da saúde." Se assim é e por uma questão de igualdade de direitos gostaria de pedir ao Sr. Ministro que retire das estradas todos os veículos movidos a energias poluentes pois em nome da minha saúde não quero estar exposto ao monócido de carbono e aos restantes gases emitidos pelos escapes dos carros. É um direito que me assiste no cumprimento da constituição. Quero ainda que o Ministro acabe com essa ideia de co-incinerar residuos perigosos nas cimenteiras porque em nome da constituição e do direito de todos á protecção da saúde não posso estar sujeito a ainalar na área onde moro as particula perigosas que vêm desse processo de queima.

Poderia aplicar o princípio constitucional a muita coisa. Ao facto de haver milhares de pessoas sem médico de família, ao aumento das taxas moderadoras que excluem algumas pessoas do direito constitucional invocado. Poderia falar da falta de centros de saúde ou da falta de saneamento básico em muitos sítios factor potenciador de doença. Podiamos falar das ribeiras poluídas e que representam uma grve ameaça á saúde pública. Neste principio constitucional cabe tudo, e ainda bem que cabe, por isso está lá e por isso deve ser aplicado, mas não se pode usar esse princípio constitucional porque senão chegamos á conclusão que tanto falta fazer para que essa princípio seja cumprido que ficamos com a sensação que começámos a casa pelo telhado.

Publicado por Daniel Arruda às 09:15 AM

junho 05, 2006

Arrepiei-me

Como alguns sabem, não nasci em Portugal. Sou filho de dois imigrantes. Do meu pai imigrante na Alemanha e de mãe agora imigrante em Portugal. Vivi fora até aos 8 anos. Coisa pouca dirão alguns, mas 8 anos são o suficiente para ajudar a compreender o espírito de imigrante, até porque pelas amizades familiares que ficaram desse tempo é uma realidade que nunca me abandonou.

Por isso, foi ontem para mim especialmente arrepiante a recepção que a selecção foi alvo aquando da sua chegada à Alemanha para disputar o Campeonato do Mundo. Aquela terra onde a selecção estagia fica a menos de 100KM da terra onde nasci e ontem pela televisão tive o prazer de ver algumas caras conhecidas. Pessoas que se recusam a vir morar para Portugal, (já são reformados) porque ao fim de 40 anos já não se habituam à nossa desorganização, porque têm lá os seus filhos, porque estão bem integrados e porque afinal já sentem aquela terra como também sendo sua. Mas nada disso os impede de amar os "simbolos" da nação neste caso a sua selecção.

Aquilo a que assistimos ontem foi uma demonstração de que quem está longe não esquece. Para mim foi lindo. Arrepiante mas acredito que eu sinta esta questão, por ser naquele lugar, de forma diferente. Foi a prova provada que o futebol pode mover mundos, unir pessoas, projectar o país. Pode fazer aqulio que os nossos governos têm tido o cuidado de destruir. A imagem de Portugal lá fora.

Publicado por Daniel Arruda às 08:51 AM | Comentários (3)

junho 03, 2006

E eu que achava a minha máquina grande

Curioso é verificar, na alínea respeitante aos custos com pessoal, o peso das respectivas máquinas partidárias: aqui, o PCP fica à frente, gastando 4,5 milhões de euros com funcionários. Mais do dobro do que qualquer dos outros partidos.
DN, Hoje

Está explicado porque é que algumas pessoas tÊm todo o tempo do mundo para nos vir atazanar a cabeça aqui no Blog.

Ou será que isto faz parte da estratégia para distribuir equitativamente por todos os militantes o dinheiro do partido visando logo aí uma sociedade sem classes.

Publicado por Daniel Arruda às 11:56 PM | Comentários (30)

junho 02, 2006

Um presidente da direita e extrema direita

Cavaco vetou a lei da paridade. Não vou aqui apresentar mais argumentos sobre esta lei. Já disse sobre ela o que achava que devia dizer mas registo com agrado que Cavaco não repetiu nenhum dos meus argumentos sobre esta lei. Assim não preciso de fazer a figura triste do Bernadino Soares que a medo veio dizer que neste caso e pontualmente eles defendem o mesmo ponto de vista (conservador digo eu) que Cavaco Silva. Também a direita e a extrema direita defendem esta atitude do Presidente Cavaco. Compreende-se. Não foi Marques Mendes que disse na noite das eleições que a direita finalmente tinha um Presidente? Está bom de ver que este não é um Presidente de Portugal, é o Presidente da direita e extrema direita portuguesa.

Há um promenor que eu gostaria de voltar a alertar. Já viram que os partidos que são contra esta lei são aqueles que exluem as mulheres dos lugares elegíveis? O CDS com uma deputada, o PCP com duas e o PSD que tem algumas, porque o grupo parlamentar é grande mas cuja percentagem não chega sequer aos 20%. É giro ver como os homens lutam e defendem os seus tachos.
Esperemos pelos próximos capítuilos que é como quem diz pelas leis que estão á espera de aprovação do Presidente. A mim parece-me que vamos ter em portugal dois governos. Um em S.Bento e e outro em Belém. Para uma sã convivência Sócrates só precisa de continuar a governar á direita. Se fizer isso nunca mais terá de enfrentar Cavaco.

Nota posterior: O PSD tem menos de 10% de mulheres na sua bancada. 8,3% para ser mais exacto.

Publicado por Daniel Arruda às 05:06 PM | Comentários (18)

Mas o que é que é isto?!?!?!?!?!

Há cerca de 2 anos o CDS tentou fazer aprovar no Parlamento o dia nacional da criança por nascer. Na altura só não foi motivo de chacota porque o objectivo político estava bem defenido e visava muito mais que apenas um dia nacional de qualquer coisa.
Hoje o PSD sai com a proposta da criação do dia nacional do cão, nosso fiel amigo. Confesso a minha capacidade de brincar com isto. Estou a rir enquanto escrevo e para além da estupefacção nada mais me sai. Alguém consegue imaginar um debate parlamentar sobre a criação ao não de um dia do cão. Se ainda fosse para acabar com os dias de cão que a população portuguesa diariamente vive, ainda se compreendia mas assim...

Enfim, vamos nos ter de aguentar com estas coisas. Haja paciência.

Publicado por Daniel Arruda às 10:50 AM | Comentários (9)

junho 01, 2006

Olha se não fosse da "ala esquerda"????

Acabei de ler na Visão a divisão do Governo em famílias. Segundo a revista há os pragmáticos, a "ala esquerda", os tecnocráticos e o "democrata cristão" .
Lendo os nomes, relembrando as definições de cada uma das famílias...tá bem....para não vos roubar muito tempo... o Vieira da Silva é da "ala esquerda". O do não cumprimento das promessas eleitorais de rever o Código de Trabalho, do aumento da idade da reforma, das pretensões de aniquiliamento da Segurança Social pública..."ala esquerda"? Cum caraças pá, se nos tivessse calhado um "pragmático", um "tecnocrata" ou um "democrata cristão" no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, estavamos feitos ao bife, não?
Para além do mais acho engraçado catalogar as pessoas pelos lugares de onde vêm e não pelas políticas que adoptam, que preconizam ou que não denunciam....ninguém considera Vieira da Silva, diz a Revista, um "perigosso direitista" e relembra a sua passagem pelo MES e a sua ligação a Ferro Rodrigues. Ficamos, portanto, muito mais descansados. Daqui a uns tempos (que o Governo quer muito curtos), quando chegarmos à idade da reforma e contar para o cálculo da mesma o salário que usufruímos há 40 anos quando começámos a trabalhar...podemos pensar sempre que se ele fosse um pragmático, como o Correia de Campos ou o próprio Sócrates, por exemplo, começaria a contar desde o primeiro biberon. Sabe-se lá se não teriamos que acabar por pagar, dados os primeiros anos de completa, abusadora, assumida e indigente inactividade???!!!i

Publicado por Isabel Faria às 09:38 PM | Comentários (5)

maio 31, 2006

Independencia para a Madeira, JÁ!!!!!!!!!!!!!

Com alguns milhares de assinaturas se faz uma petição para exigir ao Parlamento que discuta um possível referendo sobre a Independência da Madeira. Acho que chegou a altura de deixarmos de nos lamúriar ou indignar com as sucessivas trapalhadas, provocações e faltas de respeito do Alberto João Jardim. Chegou a hora de se fazer algo.

Eu sozinho nada posso fazer, mas fica aqui o repto a quem quiser juntar-se. Pode ser que até sejamos mais do que aqeiles que pensamos ser. Pela minha parte fartei-me dos desvarios do sujeito. Sabemos que o Parlamento não vai fazer nada que ponha em causa a unidade do território mas pelo menos puxávamos para as primeiras páginas dos jornais a discussão que a meu ver é inadiável e mostrávamos ao Alberto João que já há quem se esteja a fartar dele. Até na Madeira.
Depois, sempre quero ver se a Madeira é auto-sustentável.

Bora lá a isto.

Publicado por Daniel Arruda às 10:26 PM | Comentários (6)

Para mim é uma afronta.

Não deve haver pessoa que goste mais de futebol do que eu. Muito em particular do meu clube e da minha selecção, mas daí até isso me tolher o pensamento ainda vai um bom bocado, como se costuma dizer.

Eu trabalho numa empresa onde se pára a produção para ver os jogos das selecções nas grandes competições. Foi assim no Euro e será assim no Mundial. Neste momento, tanto quanto sei apenas falta acordar com os trabalhadores a forma de se pagar esse tempo de paragem. No Euro o que se fez foi no dia a seguir prolongar-se o tempo que se tinha estado parado a ver o jogo. Não deverá diferir muito desta vez. Mas sei perfeitamente que isto é um caso raro. A maioria dos trabalhadores não vai ter esta possibilidade. A maioria não, mas os políticos podem. Podem alterar a sessão plenária de tarde para de manhã para poderem assistir ao jogo de cadeirão. Podem, porque é disso que se trata, trabalhar apenas meio dia decidindo eles próprios sobre a sua folga à tarde. Mas se a sessão passa para de manhã, será que podemos depreender que de manhã os nossos deputados não tinham nada para fazer? Não havia audições, comissões ou qualquer uma das outras coisas que se devem fazer no Parlamento????

Será que é assim que se quer credibilizar a política. Não sei quem foi ou foram os partidos favoráveis a esta alteração, não sei se foram todos ou apenas a maioria, se foi o PS com partidos à esquerda ou à direita. O que me parece certo é que esta situação demonstra bem o profundo desrespeito que a classe política tem pelos trabalhadores que nesse dia, por muito que gostassem de ver o jogo, vão ter de estar nos seus trabalhos.

Sinceramente esperava que alguém se tivesse demarcado desta coisa. Mas ninguém o fez, pelo menos que eu tivesse ouvido.
Em nome daquilo que represento, dos valores que defendo e do Partido onde milito e sou dirigente só posso mesmo é pedir desculpa a todos os que sentiram esta alteração como uma afronta, tal como eu a senti.

Publicado por Daniel Arruda às 08:33 PM | Comentários (3)

maio 29, 2006

Políticos, futebol e construtores

Porque será que nos últimos dias os jornais resolvem dizer coisas que já todos sabemos.

Hoje o DN vem com uma entrevista de Paulo Morais que foi alegadamente afastado das listas do PSD á Camara do Porto por pressões de alguns construtores civís.
Nesta entrevista e no seu livro vem falar dos interesses obscuros que minam o poder, especialmente o poder local. Nada de novo portanto. Mas nós cidadãos continuamos a abrir a boca de espanto a cada frase deste género. Até parece que no nosso dia a dia não nos deparamos com este tipo de questões. Quando vemos construções em cima de cursos de água, as zonas verdes a serem destruídas, quando vemos grandes superfícies a nascerem como cogumelos, urbanizações sem nexo nem suporte, enfim um sem número de situações que seria fastiodio enumerá-las aqui todas.

Não quero aqui tecer juízos de valor sobre este ex vereador. Não sei os porquês do afastamento dele. Ainda para mais numa camara como a do Porto que como sabemos não é um modelo de competencia, governada na última sessão por uma coligação contranatura com um vereador comunista aliado aos socias democratas de Rui Rio. Muita coisa veio a lume nesta autarquia como desde logo as guerras do futebol no controle do poder local. Quem não se lembra da Luta Boavista / F.C. Porto e do plano de promenor das Antas. Ou do Tunel do Metro e a ligação á Gondomar do major Valentim.
Uma coisa é certa. São precisas mais que palavras para denunciar as estranhas ligações perigosas do poder local com os construtores e os clubes de futebol. É urgente e necessário para que não sejam meia dúzia a comer á mesa do orçamento porque isso implica que as pessoas hão-de continuar a ser mal servidas. É preciso transparência nos concursos públicos, nas exposições de motivos e nas contas. Tudo coisas que actualmente nos faltam.

Publicado por Daniel Arruda às 03:30 PM

maio 26, 2006

B...(não sou capaz...) móveis para vender. Aceitam-se propostas.

Segundo o Público, José Sócrates disse, hoje, na AR que está a pensar em vender algum património do Estado, mas que isso não vai constituir uma receita extraordinária, por se tratar de "imóveis inúteis e que apenas causam despesa"
Ok, então mas aproveitando a onda não se poderia alargar a coisa a "móveis inúteis que apenas causam despesa"?
Eu tenho uma dúzia de nomes, assim já de repente, para enviar para o Sr. Primeiro Ministro para que ele tente incluir no pacote. Serve este post para pedir a amável coloboração e boa vontade de tod@s para o ajudar. Sempre me ensinaram, nas poucas noções de economia que tenho (eh pá se não é economia, é contabilidade, finanças, gestão...sei lá, coisas com números e assim), que vender por grosso é mais barato...deve ser tão difícil arranjar comprador que o preço baixo deve ajudar...vá lá, au travail, mes enfants!!!! Tratem de arranjar uns móveis (eu queria dizer "bens" mas custa-me juntar o termo aos nomes que me estou a lembrar) móveis, isto é, que mexam, creio que é a única condição, para o Governo se ver livre de despesas inúteis...e até ajudava a melhorar a imagem do País...hoje apareceu aí um guru qualquer norte-americano (acho sempre giro chamar guru a alguém...sobretudo se tiver guita...) a dizer que a imagem de Portugal lá fora é de arrepiar os cabelos do peito de quaquer pessoa (sim meninas, o nosso também...procurem bem faxavor!!!).O Mira Amaral estava impressionadíssimo...parecia que nunca tinha tido nada a ver com nada e que acabava de chegar de Júpiter...

Publicado por Isabel Faria às 07:52 PM

Também vão acabar???

Há meses, quando o Miguel Vale de Almeida anunciou que iria abandonar a vida partidária, toda a gente, nomeadamente ligada ao PCP, viu divisões graves no Bloco, o desmoramento do Bloco, o fim do Bloco...
Agora, depois de já no ano passado não ter concorrido pelo Partido nas Eleições Legislativas, Isabel de Castro, para muitos a "cara" dos Verdes, anunciou que iria sair do Partido, decepcionada com a vida partidária. Será que vai já tudo a correr, nomeadamente os mesmos que viram na saída do Miguel o fim do BE, ver o fim dos Verdes e já agora da CDU e por arrasto do PCP?

Publicado por Isabel Faria às 09:25 AM | Comentários (10)

maio 22, 2006

Pinóquio

Pinóquio

O pinóquio, depois não queres que o grilo ralhe contigo. Desatas para aí a dizer bacoradas destas e ainda por cima consegues mentir sem sorrir. Francamente. 2009?!?!?!?! ´
Olha, só aqui para a gente que ninguém nos ouve. Tu acreditas mesmo naquilo que dizes??????

Publicado por Daniel Arruda às 02:47 PM | Comentários (2)

Rede Natura no Seixal

Hoje é o dia Internacional da Biodiversidade. Já várias vezes aqui deixei escrito que achava este tipo de dias uma treta. Aquilo que se está a passar hoje não podia ir mais ao encontro daquilo que tenho dito. Em Portugal este dia é "comemorado" com o reforço da mensagem que pretende vingar este ano que é o da defesa e preservação da Rede Natura.

Para mim que moro num concelho onde existe uma parcela da rede natura e onde o executivo camarário foi insensível a um abaixo assinado de 4000 assinaturas para não se destruir parte desse terreno a construir habitação social, passando o projecto depois de um curtíssimo periodo de discussão pública para a fase de concurso. Mas o que se espera de quem autoriza uma piscicultura intensiva no Sapal de Corroios, no coração da Reserva Ecológica Natura, o abate ilegal de Sobreiros que são espécie protegida para receber contrapartidas financeiras ou de quem tem as lamas ácidas da Sidurgia Nacional há anos sem tratamento ou destino.
Mas ainda voltando à Rede Natura, todos sabemos que este bairro social (já agora discordo deste conceito de bairro, mas isso ficará para outras núpcias), é apenas uma porta que se quer abrir, para destruir toda a parcela da Rede Natura, pois o Novo PDM , que ainda não está aprovado, já quer redefinir aqueles terrenos para terrenos urbanizáveis. Todos no Seixal sabemos o que está previsto para a zona do Fogueteiro. Para além do Hospital, este espaço está também destinado á escola de polícia, para não falar da cintura viária da Peninsula de Setúbal que também terá um dos seus nós principais nessa zona. Mas quem pensa que a zona é virgem engana-se. Uma empresa já se instalou ali. Uma empresa de cimentos.
Será que o concelho está tão saturado que é preciso destruir o pouco que nos resta para construir mais e mais? Não é o que o executivo diz, mas se não é mostrem-no e passem estes projectos para outro lado, onde não seja proíbido construir, ou que pelo menos não seja preciso atropelar a lei para o fazer.

Por isto já não me espanta que se venha defender campanhas para no terreno se fazer exactamente o contrário. Fica-lhes bem.

Publicado por Daniel Arruda às 08:59 AM | Comentários (10)

maio 20, 2006

As escolhas de Marques Mendes

Há posições que são políticas e as escolhas para uma equipa que queiramos liderar não podem ser afectivas. Por isso é que estas mesmas escolhas são assim tão importantes, nos sinais que damos para fora, para credibilizar os projectos que queremos apresentar.

Quando alguém, neste caso o líder do PSD, apresenta Alberto João Jardim como número 1 da lista ao Conselho Nacional o que é que nos terá a dizer? Que o suporta, que o apoia, que é aquele o estilo que quer para o país, ...
Assim sendo Marques Mendes apoia a afronta que AJJ fez ao Parlamento e ao Presidente da República que ele tão generosamente trata por Sr. Silva. Pelos vistos também acha que o Governo irá enviar navios de guerra para o arquipélago para poder tomar conta da Madeira.

Já sabiamos que a capacidade de liderança de Mendes não era forte. O que ficámos agora a saber é que afinal ele não manda mesmo no Partido. É manobrado, usado e daqui a dois anos terá um fim marcado para dar lugar a um verdadeiro líder que discuta as eleições legislativas.

Publicado por Daniel Arruda às 08:14 AM

maio 19, 2006

Carrilho e os Media

Aquando da publicação do livro de Manuel Maria Carrilho, deixei aqui um post em que falava do exagero da autovitimização e do tamanho do umbigo. No entanto, nem uma coisa nem outra devem servir para desviar a atenção dum dado fundamental: a comunicação social não é isenta. A Comunicação Social faz campamhas eleitorais, vende candidatos, manipula opiniões, faz fretes a Partidos e está completamente dependente do Poder económico. Claro que tudo isto vem nos livros que lemos há décadas e que não é novidade. Mas assim como creio que o problema do ego é real, também me parece correcto que se peçam responsabilidades e se analisem as realidades.

Publicado por Isabel Faria às 01:27 PM | Comentários (9)

Não adianta criticar se não somos capazes de fazer melhor.

"Que solução? O que “Os Verdes” entendem é que para além de uma estratégia absolutamente necessária tendente a diminuir os nossos gastos energéticos, seja no sector dos transportes, como no sector doméstico, como no sector industrial como noutros sectores, é fundamental que Portugal desenvolva uma forte aposta no aumento do uso de um leque variado de fontes de energia renováveis endógenas, nomeadamente as eólica, solar, de marés, geotérmica e biomassa, garantindo a promoção destas fontes de energia por forma a torná-las competitivas e acessíveis. Os incentivos fiscais e a canalização de uma fracção do imposto sobre os produtos petrolíferos nestas vertentes são mecanismos importantes a implementar."
Artigo de opinião de Heloisa Apolónia Deputada dos Verdes na AR
In Setúbal na Rede

Subscrevo na totalidade. É a triste realidade do nosso país que tem potencialidades enormes para o uso de energias limpas da mais diversa origem e estar tão dependente de energias não renováveis que ainda por cima são importadas. Mas o que me leva a estranhar este artigo de opinião é uma coisa caricata. Se é verdade que “Os Verdes” são um partido ecologista, vocacionado por definição para este tipo de temas (embora pense que nenhum partido de esquerda se pode demitir desta responsabilidade), não deixa de ser verdade que estes concorreram a câmaras municipais coligados com outro partido tendo por isso, ou deveriam ter responsabilidades autárquicas, especialmente naquelas que co-governam. (não pretende esta alusão retirar nenhuma responsabilidade ao poder central nesta matéria)
Não quero, embora pudesse, extrapolar para outras Câmaras e por isso vou-me cingir àquela onde moro. A do Seixal. O Poder autárquico tem imensas potencialidade de ser um exemplo para o uso das energias alternativas, mas mais que uma obrigação perante a sociedade é neste momento uma necessidade dado peso que a factura energética tem nos orçamentos municipais. Os exemplos a apontar poderiam ser vários, desde veículos da câmara movidos a combustíveis limpos até aos edifícios públicos a utilizar energia solar passando pela inclusão nos contratos das empresas a instalar nos diversos parques industriais de benefícios aquando do uso de fontes de energia renováveis. Por outras palavras o poder autárquico pode e deve ser potenciador de uma nova mentalidade com grandes benefícios quer económicos quer ambientais a médio/longo prazo.
Mas sabemos por experiências várias que as câmaras estão mais viradas para a destruição ambiental que para a construção, muito em culpa, embora não exclusiva, da legislação que atira grande parte das receitas dos municípios para as taxas que vêm da construção e venda de imobiliário e para o imposto de circulação automóvel. Grandes exemplos disso no Seixal são por exemplo o abate ilegal de Sobreiros na Quinta da Princesa para a instalação de um hipermercado e da urbanização da única parcela da Rede Natura que existe no concelho, para habitação social e outras infra-estruturas.
Mas no fundo até se compreende o porquê de se falar de energias renováveis sem nada se fazer por elas. Porque é bonito, é in, e fica bem em qualquer discurso. Não importa se temos responsabilidades e podíamos pôr o que propomos em prática. Isso não interessa nada. O que importa é falar mal dos outros ou como dizia a Pacman dos “Da Weazel” numa das suas rimas: (mais ou menos isto, pode me faltar uma palavra) Não adianta dar concelhos a outros enquanto não limparmos a merda dos nossos quintais


Publicado por Daniel Arruda às 11:48 AM | Comentários (3)

maio 18, 2006

A Taxa de desemprego

Por: Daniel Arruda

Segundo dados do IEFP o desemprego caíu na sua taxa homologa cerca de 2 pontos percentuais. É apresentado assim como um facto. Mas é de uma má fé terrível não apresentarem os dados completos de modo a se poder aferir da implicação destes dados.
Não é apresentado por exemplo que o més de Abril de 2005 foi dos que registaram uma maior subida pelo que o valor do desemprego nesta variante a Homologa reflecte isso mesmo. Por outro lado refere quantas pessoas deixaram de receber subsidio de desemprego o que não é forçosamente sinónimo de arranjar emprego. Seria por isso bom que divulgassem os números das pessoas que efectivamente aranjaram emprego, pois pode-se dar o absurdo de a taxa descer e ninguém arranjar trabalho, deixando apenas de receber subsidio de desemprego, passando a receber um subsídio social.

Os números são todos eles manipuláveis, mas nós cidadãos temos de exigir que nos forneçam os dados todos e não apenas partes que enviesam qualquer debate sério sobre um tema tão importante como o desemprego. É que quem anda todos os dias na rua sabe que as ofertas de emprego não têm aumentado, muito antes pelo contrário.

Publicado por Troll Urbano às 11:41 AM

Palavras para quê? É um magistrado português...

Por:Isabel Faria

"O Estado não pode tratar da mesma maneira casais heterossexuais e casais homossexuais".
"O casamento é o ponto de partida para a família"; “é preferencialmente no seio do casamento que deve ser feita a procriação"; "só através do casamento de pessoas de sexo diferente é que o Estado consegue o objectivo de preservação da espécie e da socialização das crianças".

Alegações de magistrado do Ministério Público no recurso que Teresa e Helena interpuseram contra a recusa da Consevatória de lhes celebrar o casamento.

Palavras para quê? Há quantos anos foi aprovada a Constituição da República Portuguesa? E quem é que precisa de fazer uma peregrinação a Fátima para ouvir falar em família?

Publicado por Troll Urbano às 10:15 AM | Comentários (4)

E se mandassem o envolope 9 por Correio Azul

Por:Daniel Arruda

Correio Azul

Não sou um leitor assiduo do Abrupto. Nada me move a tal e acho o blog francamente mau mas ontem Pacheco Pereira chamava á atenção para uma coisa que me parece importante. O que é feito do caso do Envelope 9????

Se bem nos lembramos o Presidente da República de então, Jorge Sampaio tinha pedido um inquérito urgente, com respostas também urgentes. Quantos meses já se passaram? Alguém sabe? Quantos meses faltarão??? Será que se sabe???? Mas dado que se trata de um envelope já alguém se lembrou de usar o Correio Azul???? Dizem que é rápido. Pelo menos mais rápido que o inquérito de Souto Moura será certamente.

Acho que é altura de a sociedade reclamar por respostas. E já.

Publicado por Troll Urbano às 09:47 AM | Comentários (2)

maio 17, 2006

Madeira do Jardim

Por: Daniel Arruda

Aos poucos pode ser que nos vamos acredirtando que a Madeira poderá ser parte integrante de Portugal. Com procedimentos iguais, leis iguais e onde de uma vez por todas acabe o regabofe que se tem vivido em que lei é atropelada, em que os negócios são cada vez mais obscuros, onde se fazem fortunas a partir do nada.

Ainda sobre o tema Madeira espero que ontem o país tenha visto as declarações de Alberto João Jardim a seguir á inauguração do Novo Campo Pequeno. Quando achincalhou Otelo Saraiva de Carvalho e aproveitou para deixar mais umas alfinetadas no país que lhe dá de comer. A ele e á sua corja. Só tenho pena é que Silvia Alberto, a reporter de serviço em vez do sorriso amarelo que as declarações lhe causaram não tivesse dito o que toda a gente viu que lhe ia na alma. Há expressões que não enganam.

Publicado por Troll Urbano às 10:12 AM | Comentários (6)

maio 16, 2006

João Proença

Por: Daniel Arruda

João Proença secretário geral da UGT fez hoje por merecer o prémio para a frase mais estúpida do ano, ao acusar os trabalhadores da GM Portugal, nomeadamente através da sua Comissão de Trabalhadores de ter esticado demais a corda durante as últimas negociações, para justificar o possível fecho da Fábrica da Azambuja.

Só quem nunca esteve num processo negocial é que pode proferir uma afirmação destas. Há sempre erros que se cometem, é um facto, (quem não os comete) mas daí a justificar a posição da administração com esse facto vai um mundo. Tenho por norma defender nas questões laborais que quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro, e é muito fácil estar de fora e dizer-se que se fazia assim ou assado. Eu acompanhei o processo com alguma proximidade, por razões que parecem óbvias dado que estou no mesmo ramo e tenho amigos e camaradas (do meu partido e de outros) que lá trabalham. Sei o qeu os trabalhadores fizeram para levar as coisas a bom porto no quadro que se oferecia. Possivelmente poderia ter-se feito diferente, mas será que era melhor. Não sei, tal como ninguém sabe. Desde o ínício do anos de 2005 que esta ameaça pairava e possívelmente o desfecho seria este fosse feito de uma forma ou de outra.

Uma coisa é certa. A afirmação de João Proença é de uma estupidez sem limites. e levar-nos ia a outras discussões que prefiro deixar para outras núpcias, como a discussão sobre contratação colectiva, sindicatos do sector da construção automóvel ou contartos de empresa. Ficará para outra oportunidade já que estas não nos irão faltar.
Mas fica desde já aqui um alerta. Não me venham com a questão da competitividade pois esta sem dúvida que não é uma questão que seja para aqui chamada. Podem ser muitas mas essa não.

Publicado por Troll Urbano às 11:10 PM | Comentários (15)

maio 15, 2006

Digam que é mentira

Por: Daniel Arruda

Avenida da República vai ter prédios mais altos

Digam-me que eu ainda não acordei e que isto é um sonho mau. Manhattan em Lisboa. Uma Avenida que já poucas vezes vê o Sol ao longo do dia vai agora ser tapumada. Digam-me que isto não é real. Em vez de recuperarem o que de bom existe na cidade e que está abandonado, vazio e triste querem construir em altura na Av. da Republica? Querem atrair moradores. Será que vão fazer habitação a preço acessivel ou vão apenas querer combater a fuga das empresas que estão a largar os seus escritórios da Baixa porque já nem para isso a Baixa é boa. Sim porque o que vai acontecer é isso. Está mais que provado que quando se faz habitação a preços sociais elas são ocupadas por casais jovens. A prova é que há mais procura que oferta em bairros como Alfama, Mouraria ou Bica.

Pelso vistos nem as sucessivas derrotas neste tipo de projectos demovem Carmona Rodrigues de fazer mal à nossa cidade.

Publicado por Troll Urbano às 09:25 AM | Comentários (2)

maio 14, 2006

As "metamorfoses"

Por:Isabel Faria

Numa versão, diz-se que as famílias brasileiras vieram para uma unidade hoteleira privada a construir na vila. Depois, também se fala em caciquismo.Que toda a gente na terra depende da Presidente da Câmara e do vice-presidente, para viver e para comer.
Na outra versão, a Presidente encontrou forma de combater a desertificação e fez uma parceria com uma cidade brasileira superlotada para trazer gente para uma localidade portuguesa quase vazia.
Aproveitando os contornos não definidos, meia dúzia de "nacionalistas" da extrema direita resolveram rumar a Vila de Rei. O aparato militar que os esperava não foi necessário e passaram quase despercebidos entre a indiferença da população.
Seria, apenas, uma viagem de fim-de-semana de quem tem ódios e intolerâncias para dar e vender, se...
...este caso fosse islodado e não houvesse, quem por aí nos cafés, e também nos da Vila, não misturasse repúdios ao possível caciquismo com tiradas contra a " !invasão" de quem lhes "rouba" postos de trabalho...
...o PNR e a sua meia dúzia de seguidores não começasse a mostrar uma perigosa capacidade de adoptar linguagens que "vendem" em lugares onde elas "vendem". Ontem, em Vila de Rei, não falaram sobre invasões (disso falava-se nos cartazes). Os discursos foram contra o "capitalismo desenfreado" , a "escravatura da mão-de-obra barata" e a desertificação do Interior.
Talvez seja um erro descurá-los. Eles são poucos, mas têm capacidades de se tornarem perigosos...novas capacidades. Algumas vezes, já conseguem não espancar africanos, nem matar militantes de Esquerda, nem perseguir homossexuais. Algumas vezes, já conseguem usar linguagem de gente. E como não somos ingénuos e acreditamos que eles mudem, temos que estar preparados para as "metamorfoses".

Publicado por Troll Urbano às 12:41 PM | Comentários (5)

maio 13, 2006

Maternidades

Por: Daniel Arruda

Já sei que depois desta posta não vão faltar calhaus a serem arremessados á minha pessoa, mas não me importo. Prefiro a coerencia que o populismo.

A questão das Maternidades está na ordem do dia. Fecha, não fecha. Será que é correcto ou não é correcto. Há ou não há condições. Acho piada quando há comentadores da nossa praça que emitem opinão sem conhecerem a realidade falando de forma meramente empírica sobre as coisas como se o fecho ou não de uma maternidade fosse apenas ideologia. Não vou por isso emitir opinião sobre o que não conheço, mas dou de barato que não admito o argumento de que a Maternidade mais próxima fica a 30KM e isso é muito longe. Esse argumento não cola. No entanto tenho tentado socorrer-me dos testemunhos de quem está no terreno para formar uma opinião por isso apenas dou valor ás opiniões de médicos e enfermeiros. Eu compreendo que toda a gente gostava de ter uma maternidade na sua rua mas isso não é possível pelo que deve ser a opinião técnica a prevalecer e não a sentimental pois esses argumentos podem ser muito bons "sound bites" mas não acrescentam em nada e muitas vezes são contraproducentes para a própria luta que pode ser até justa.

Mas gostava de me referir a um caso específico que conheço e porque roça o absurdo. A Maternidade de Elvas. Concordo com o seu fecho. Porque não faz sentido manter aquele bloco de partos a funcionar. Se mais não fosse porque 50% das pessoas já vão fazer o parto a Espanha porque o serviço é melhor. Se tal acontece porque não dar a hipotese a todos de o fazerem sem discriminar os que tem dinheiro e os que não têm. O facto de alguém nascer em Badajoz torna o menos Português? A mim não me parece, mas mesmo nesse caso pode sempre ir nascer a Evora ou Portalegre.

Nada disto tira o direito ás pessoas de protestarem ou de se indignarem. O que eu acho vergonhoso é o aproveitamento político que localmente se tem feito para alguns caciques locais se auto promoverem. As pessoas têm o direito de se indignarem, porque até podem ter razão, não falo sem conhecer a realidade mas sempre com argumentos tecnicos e não entimentais como, não podmos nascer em Espanha, toda a minha família nasceu ali, não quero nascer fora do meu concelho, ......

O caso de Lamego é paradgmático. Ali a razão era a falta de médicos. O problema pode estar resolvido e a maternidade fica. Fantástico para todos, mas a pergunta fica, se quem de direito tivesse ficado de braços cruzados a esgrimir sentimentos em vez de usar a razão prática qual teria sido o desfecho deset caso?

Pronto, podem bater agora.

Publicado por Troll Urbano às 03:19 PM | Comentários (79)

maio 12, 2006

Eles agradecem, reconhecidos!!!!!

Por:Isabel Faria

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Obrigadinho....ao PS e à Direita...a gente sabe que pode sempre contar com vocês !!!!!!!!!!

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Publicado por Troll Urbano às 01:27 PM | Comentários (8)

maio 11, 2006

A imprensa de Cuba (por Margarida)

Por: Daniel Arruda

Nota Prévia: Ponderei antes de publicar esta posta mas não resisti. A estupidez e a vontade de defender o indefensável tem de ser denunciada. Aceito que haja quem goste de ditaduras. Em Portugal existem saudosos de Salazar, na Alemanha de Hitler e na Russia de Stallin. Mas gosto que as pessoas assumam que são pró ditaduras. regimes antidemocráticos, ainda para mais quando me enchem a caixa de comentários com a Moral e boas práticas.

Lá para baixo, numa outra posta está uma discussão interessante sobre Cuba e houve alguém que publicou uma lista com os orgãos de comunicação social de Cuba. Porque foi questionada sobre o facto de a dita pessoa só ter citado o Gramma, orgão oficial do regime.

Transcrevi para aqui alguns dos exemplos que a pessoa apontou para que vocês se possam rir tanto como eu.


http://www.cubaweb.cu/ (quando quiser viajar para Cuba já sei onde vou marcar a viagem)

http://www.cubana.cu/ (agencia de aviação????? Um Jornal????)

http://www.playagiron.cu/ (este está lá duas vezes)

http://www.latincuba.com/ (Maggy, isto é um Jornal????)

http://www.proyectoweb.cubaweb.cu/ (um webcedário, últimas da NET, informações técnicas)

http://www.jrebelde.cu/ (nota-se que é plural)

http://www.cubasocialista.cu/ (pluralissimo)

http://www.prensa-latina.cu/ (órgão de comunicação de toda a América latina)

http://www.lajiribilla.cu/ (Só sobre cultura, política nada)

http://www.eleconomista.cubaweb.cu/ (adorei as reflexões sobre Marx e Guevara mas não me pareça que seja algo normal num periodico)

Publicado por Troll Urbano às 11:21 PM | Comentários (59)

É para rir ou para chorar.

Por: Daniel Arruda

Parece que esta época balnear quem for á agua com a bandeira vermelha pode dar levar com uma multa de 55 Euros até 1000 Euros.

Eu não sei se deva rir ou chorar com esta iniciativa do Ministério da Defesa Nacional. É que ela só por si é de tal modo ridicula que a vontade é de rir a bandeiras despegadas, mas da mesma forma é tão ridícula que pensar que tal iniciativa vem de um nosso governante até assusta. Eu sou dos que quando está bandeira vermelha não entro na água, no sentido de me ir banhar, mas vou molhar os pés até á altura do meio da canela, mais coisa menos coisa. Quantas multas vou eu pagar este ano?!?!?!?!
Não quero com isto desculpabilizar a inconsciência de algumas pessoas que estão na praias e que se aventuram em dia de mar revolto, quando muitas vezes nem nadar como deve de ser sabem. Nem as pessoas que sabendo que não podem ir á água ainda insultam os banheiros., mas o sentido desta lei é de uma coisa que não se entende. Se é para moralizar não moraliza, se é para prevenir não previne, se á para criar receita não cria, pois sóvai servir para entupir tribunais com coimas não pagas.

Provavelmente o melhor será não ir á praia. mas voltando á lei e ás coimas em particular. O Secretário de Estado no alto da sua estupidez sabe o que são 1000 Euros? Uma coima na praia de 1000 Euros?!?!?!? Por ir á água com bandeira Vermelha ou por nadar com bandeira Amarela?

Continuo sem saber. É para rir ou para chorar.

Publicado por Troll Urbano às 06:49 PM | Comentários (3)

Também não exageremos!!!

Por:Isabel Faria

carrilho.jpg

Eh pá, a gente até sabe a Comunicação Social que tem. Conhece as análises isentas do Professor Marcelo e os ódiozitos de estimação do Miguel Sousa Tavares. Até se lembra das vezes em que a SIC passaou a famosa cena de "pugilato" entre o Carmona e o Carrilho, até sabe o que a SIC é capaz quando quer fazer campanhas eleitorais e eleger os seus candidatos...mas daí à «mais brutal campanha negativa feita no Portugal democrático». também vai uma distanciazeca...o Carrilho ou nunca viu nenhuma reportagem das Presidenciais, por exemplo, ou, então, não está, mesmo, melhor do problema do umbigo...

Publicado por Troll Urbano às 03:35 PM | Comentários (3)

maio 09, 2006

Grande novidade

Por: Daniel Arruda

Bruxelas não acredita nos défices de 2006 e 2007
DN, hoje

Não sei qual o espanto. Cá em Portugal já ninguém acreditava mesmo.

Publicado por Troll Urbano às 11:26 AM | Comentários (2)

Ei-la. A Lista de Setúbal.

Por: Daniel Arruda

Apesar de algumas impaciências que por aí andavam, certamente que nunca ouviram o ditado popular que "as cadelas apressadas têm as crias doidas", já estive a ver a lista dos deputados faltosos e a compará-la com os deputados eleitpos pelo distrito de Setúbal e, no mínimo, podemos dizer que o resultado é estranho. Não nos números pois até pensava que estes eram piores. Faltaram 6 deputados do meu distrito dos 17 eleitos. 4 do PS (António Vitorino, Maria Teresa Diniz, Vitor Ramalho e Alberto Antunes), um do PCP (Fransisco Lopes) e um do PSD (Luís Rodrigues).
Os deputados dos Verdes, BE e CDS estiveram presentes na totalidade.

Mas quando digo que os resultados são estranhos, faço-o especialmente por dois nomes. Vitor Ramalho, actual líder da Federação Distrital de Setúbal do PS e que costuma adoptar um discurso de moralização da vida política e Luís Rodrigues, pessoa do meu concelho, durante 12 anos vereador, e líder da concelhia do PSD Seixal. Estamos a falar de duas pessoas que por maioria de razão deveriam ser os 1ºs a dar os exemplos pelos cargos que ocupam nas estruturas distritais dos seus partidos.

Não há por aí quem falte que tem dito que ao empolar-se esta situação se está a fazer um favor à Direita. Não acho isso. Acho que os Políticos e os Partidos não são todos iguais. Acho que quem não deve não teme e como tal deve valorizar a sua postura de responsabilidade. Os cidadãos têm o direito de saber o que andam a fazer os deputados que elegeram para que possam fazer a sua própria avaliação se o voto foi bem entregue, ou dito de uma forma mais correcta, se a confiança foi bem atribuída. Não pretendo com isto dizer que a assiduidade é o factor único e essencial, mas da mesma maneira que se não fosse este triste episódio não se saberia que temos deputados reincidentemente "baldas", os cidadãos raramente chegam a saber o que cada um deles faz lá dentro. Qual o seu grau de intrevenção, intervenção em quê, de que forma, ...

Não é com silêncios e desculpas mais ou menos esfarrapadas que se moraliza a política em Portugal.

Publicado por Troll Urbano às 10:36 AM | Comentários (38)

maio 06, 2006

Freitas II

Por: Daniel Arruda

As diversas viagens são dolorosas para alguém que como Freitas sofre de problemas de coluna
Expresso hoje

Como o compreendemos. Se ele trabalhasse de pé todos os dias, numa linha de produção por exemplo, ao ritmo que o partonato exige, não lhe doiam só as costas. Ficava a saber o que era doer o corpo todo. Isto de ser ministro é muito cansativo.

Publicado por Troll Urbano às 09:30 AM

Freitas I

Por: Daniel Arruda

Um dia de trabalho no ministério deixa-me de rastos
Freitas do Amaral

Se isto não é uma afronta a todos aqueles que todos, repito, todos os dias trabalham no duro nos seus empregos, que têm de enfrentar o transito, levar e ir buscar os seus filhos aos infantários e escolas, tratar do jantar, não sei o que será.

Eu também estou muito cansado. De rastos. Só que não me posso retirar quando me apetece.

Publicado por Troll Urbano às 09:23 AM | Comentários (3)

maio 05, 2006

Volto a insistir

Por: Daniel Arruda

A Posta a seguir é do nosso Amigo Fernando e, por isso, a nossa caixa de comentários estará fechada. Acho que deve ser comentada no seu local de origem. Eu publico-a porque estou de acordo com ela e acho que a questão deve ser levada até ao fim, por muito que os políticos da nossa praça escrevam e digam para aí que não se deve mexer mais no assunto porque descredibiliza a política. Porque estou farto de ler artigos e ouvir declarações de faltosos que ainda querem ter razão. O País merece melhor e por isso me bato.

Volto a insistir.

Não podemos ficar quietos, calados e deixar esquecer, o que se passou na sessão da Assembleia da República na sessão antes da Páscoa.

Como foi tornado público e não foi desmentido, houve uma fraude, de vinte e oito deputados, que assinaram o registo de presenças e não compareceram, em nenhum momento da sessão.

Isto significa que no dia anterior, assinaram a presença do dia seguinte. Estamos perante uma ilegalidade; a assinatura antecipada do livro de registo de presenças.

Mas, tudo indica que ao registarem uma presença antecipada, não o fizeram inocentemente, mas sim, com a intenção de ludibriar e manter os benefícios, de uma ausência prevista.

A ser verdade e não diviso outra explicação quanto a outro motivo, os deputados em causa, pretenderam enganar o Estado e receber todos os benefícios constituídos, através da mentira e da fraude, de uma presença/ausência.

À luz dos princípios da honestidade, da rectidão e confiança, que são devidos aos cidadãos e eleitores, não podemos aceitar esta tentativa de apropriação fraudulenta de benefícios que lhes é garantida, no exercício pleno das suas funções.

Este acto não pode desculpabilizar a debandada de outros deputados, mas não pode esconder a gravidade desta atitude, só pode merecer o mais profundo repúdio e nojo.

Em nome dos altos valores da democracia os deputados em causa, deveriam ser demitidos dos seus partidos e se tivessem vergonha, deveriam solicitar a recusa do lugar de deputado.

Deixo aqui um apelo a toda a blogosfera: não deixem cair esta aldrabice, denunciem-na, façam-na circular, estabeleçam uma corrente de denúncia por todo o sítio. Exigimos acções e saber a lista dos nomes dos deputados que assinaram a presença e não puseram lá os pés.

"Entre os que faltaram à votação (79) - assinaram o livro de presença, mas não estiveram no hemiciclo até ao final da sessão - ou os que nem passaram pelo Parlamento (2 e aqueles que estiveram em Missão ao Estrangeiro (13), os serviços da Assembleia registaram a ausência de 120 parlamentares, menos dos que os 116 necessários para que possa existir deliberação. "(PD)

Publicado por Troll Urbano às 10:20 PM

Pequeno em tudo

Por: Daniel Arruda

O PSD vai hoje a votos, nas 1as directas daquele partido. Não vai haver surpresas, só há um candidato que será o líder para os próximos dois anos (acho que no PSD são 2 anos, de mandato, se não for corrijam-me).

O que é giro é a hipocrisia destas coisas. Nesta fase sem eleições ninguém quer ser líder do PSD, pois só isso explica que aquele que vai hoje ser reconduzido no cargo seja o 5º preferido pelos sociais democratas, com valores de preferênca muito perto do intragável Pedro Santana Lopes. Será que Marques Mendes se sente bem sabendo que é líder só pela desistência de todos os outros? Qual a autoridade deste personagem perante o País sabendo que é um líder a prazo? Aquele que vai desempenhar o "papel" até ao próximo ciclo eleitoral?

Quem se está agora a rir é o Sócrates. Com a desistência de todos os putativos candidatos do PSD acabou também a oposição à direita. Esperemos que a Esquerda saiba ser aquilo que tem de ser. A verdadeira e única oposição a este (des)Governo.

Publicado por Troll Urbano às 05:10 PM | Comentários (74)

maio 04, 2006

Mais uma opinião deste vosso escriba

Por: Daniel Arruda

Costuma-se dizer que o Natal é quando um Homem quiser. Não sei, pois não é época que aprecie, mas é certo que o ditado não se aplica ao 1º de Maio. Não pode ser 1º de Maio quando o Homem quiser. 1º de Maio tem de ser todos os dias do ano, 24 horas por dia. Porque o Mundo globalizado não dorme, ou melhor, a banca, o capital e o patronato não dormem. Investem às 9Horas da manhã no mercado bolsista de Londres, às 14 em Paris, às 20 em Nova Iorque e às 4 da manhã em Tóquio.

Publicado por Troll Urbano às 04:15 PM | Comentários (11)

Temas de 1ª e de 2º

Por:Isabel Faria

Segundo o DN on line, o deputado do PSD, Henrique de Freitas, acusou ontem o Bloco de ser um Partido imbuído de "um trotskismo messiânico" (acho o termo giro!!!) e que leva à AR, temas que vão desde a "freguesia de Sta. Engrácia" até à "Lua e Marte". Sinceramente, não sei a que temas se refere o Sr. Deputado do PSD. Não conheço todos os temos que o Bloco leva à Assembleia da República. No entanto, reconheço que me sabe bem saber que um deputado dum Partido de Direita ache que há temas de primeira e de segunda, e que uns merecem ser tratados pelos nossos ilustres representantes e outros não merecem tal honra. E que me sabe, ainda melhor, que os deputados que eu elegi, achem tão importante levar à Assembleia os problemas de uma Freguesia como a Lua (seja lá o que for que se tenha tratado da Lua...). Ou para ser mais clara, que considerem que não há temas de primeira, de segunda e de terceira conforme decisão unilateral dos Srs. Deputados.

Publicado por Troll Urbano às 11:19 AM | Comentários (48)

maio 03, 2006

Entre fazer e não fazer vai uma hora de caminho

Por:Daniel Arruda

Seixal

A imagem que veem aí em cima é do Google Earth. Essa grande invenção do motor de busca Google. Só é pena é estar com cerca de 5 meses de atraso, mais coisa menos coisa. Mas não está atrasado ao ponto de identificar naquele lugar uma ponte que já existiu. A ponte dos Inglesinhos. Esta ponte foi destruída em tempos dizem uns por acidente e outros dizem que foi por interesses da Sidurgia e por isso foi premeditado. O que é certo é que um barco embateu contra ela distruindo-a para nunca mais ser reactivada.

Os traços a amarelo e a vermelho são meus. Os amarelos indicam o caminho que agora as pessoas do Seixal têm de fazer quando querem ir ao Barreiro. Não é muito tempo mas com um transito normal de manhã ou de Tarde são cerca de 50 min a 1 Hora. A vermelho está uma hipotética travessia pela baía do Seixal. A localização é aleatória. Ser ali ou não tanto faz. Os engenheiros e arquitectos que escolham o que fôr melhor, na certeza que se a nado aquele pedaço demora 20 minutos atravessar, de carro ou mesmo a pé não demoraria mais de 5 minutos.

Esta discussão, sobre a ponte já tem barbas. Da última vez que foi discutida foi por causa do projecto metro sul do Tejo, na perspectiva de refazer a travessia para as carruagens e também para os peões. Mas também não foi avante. Porque o Metro ficou em Corroios, a muitos Km dali, e a sua extensão está dependente da viabilidade económica do projecto. Estamos mesmo a ver que com um investimento destes (numa ponte) a viabilidade ou a que prazo, o projecto seria viável. As camaras Municipais não se mexem. Nem a do Barreiro nem a do Seixal e ciclicamente de 4 em 4 anos lá volta a ponte a tema da agenda nas eleições autárquicas.

E assim vamos cantando e rindo, pegando no nosso carrinho, fazer 29Km, gastar dinheiro em combustível e poluir o ambiente, como podem ver aqui. (não acho correcto o gasto em gasolina mas não sei qual o preço referencia para os calculos. Penso que seja o preço do galão nos EUA e esse é muito mais barato)

As soluções muitas vezes não são difíceis. O que há é uma enorme falta de vontade de fazer as coisas.

Publicado por Troll Urbano às 09:41 PM | Comentários (6)

De faca e alguidar

Por: Daniel Arruda

Parece um filme de Gangsters mas não é. São as eleições directas no PSD. O caso já vai na PJ. Ele são assinaturas falsas, de mortos até, são acusações, são processos em tribunal. Acho que Martin Scorcese não encontrará no mundo, do Vietname ao Turkemenistão, do Cambodja ao Nepal, passando pela América Latina melhor argumento para um filme de faca e alguidar como este que o PSD está a proporcinar agora. No mínimo estas situações são terceiro mundistas mas que revelam bem ao ponto a que chegou a política em Portugal especialmente nos partidos, chamados de poder. Só pode ser a sensação de impunidade que os começa a invadir de uma tal maneira que já nada lhes é demais. É o grau 0 da política.

No rol das pessoas que cometem fraudes não estão apenas militantes anónimos, está a nata, a "creme de la creme" do PSD. Ex-secretários de Estado como o candidato a líder, José Alberto Pereira Coelho.

A pergunta que se poe é se estes sujeitos são assim no seu partido o que terão feito enquanto governantes?

Publicado por Troll Urbano às 01:45 PM | Comentários (9)

maio 02, 2006

Deportações do Canadá

Por: Daniel Arruda

Este filme chegou-me por mail. Não podia deixar de o pôr aqui. Cada um qu pense o que quiser. Isto é de um programa canadiano da estação CBC. Eu achei-o bem feito.



Publicado por Troll Urbano às 06:13 PM | Comentários (31)

abril 28, 2006

Eu não me queria acreditar no que lia

Por: Daniel Arruda

É por estas e por outras que organizações caiem em descrédito. A mim, custa-me que no ano de 2006 se defenda o que está num documento cujas partes vou transcrever a seguir, pois para mim são posições indefensáveis.
Defender o sistema vigente na China, onde o mais bárbaro do Capitalismo se une ao mais bárbaro do Socialismo Real. Onde a exploração de mão de obra infantil é uma realidade indesmentível. Onde o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior e onde há milhões de pessoas na miséria. Reduzir isto tudo a "as suas variadissimas particularidades".
Defender o regime cubano dizendo dizendo que este é credor de toda a solidariedade do mundo.

1 .....
2 .....
3 ..... Mas Cuba resiste e persiste e os Cubanos e os seus dirigentes, trabalham todos os dias para melhorar a vida do seu povo, merecedor e credor de toda a solidariedade do mundo
4 Ou a situação da China, com o seu original modelo"um país dosi Sistemas" que independentemente dos juízos de valor sobre as suas variadissimas particularidades, não deixa de apresentar indíces de crescimento económico absolutamente fantásticos, acmpanhados de uma redistribuição do rendimento mais equitativa e mais justa que noutros polos de desenvolvimento económicos pese embora o surgimento (que afirmam controlado) de uma classe previligiada na ordem dos 300 milhões de pessoas, prontos a consumirem todos os produtos topos de gama que o sistema produtivo possa desenvolver seja no interior ou no exterior do seu país.
5 ..... Recem aderida á OMC, concentrou as atenções do mundo quando, na sequencia da liberalização das cotas texteis, inundou os mercados com os seus produtos, o que provocou uma reação geral de defesa com contornos altamente contraditórios á luz dos princípios e regras liberais instituidas por muitos dos próprios queixosos.
6 .....
7.....
.....
.....
.....
....

Estes excertos são retirados de um documento de discussão sobre a situação internacional na CGTP. Depois perguntam-me porque não me revejo nesta forma de se fazer sindicalismo. Porque não posso subscrever o agrado pelo trabalho infantil, pela falta de democracia, pela exploração, pela falta de condições de vida.
Podia seguir o caminho mais fácil e abandonar o sindicato aos abutres. Mas há um princípio do qual não abdico. Se me quiserem comer vão ter primeiro de me aturar. Farei o que estiver ao meu alcance para mudar as coisas. Porque me acredito que é possível.

Publicado por Troll Urbano às 02:16 PM | Comentários (44)

abril 27, 2006

Uma opinião deste vosso escriba

Por: Daniel Arruda

Tema do dia: Não há. Nem pode haver. O País vive num “cinzentismo” em que tudo parece normal. Sócrates tem nisto algum mérito. Aquilo que eu muitas vezes apontei ao governo de Durão e depois de Santana era o de não entender o funcionamento dos media, é exactamente o mérito de Sócrates. Mas será mérito neste caso específico bom? Não. De todo. É como se tivéssemos de defender o trabalho de um vendedor de banha da cobra. Pode ter muito jeito para vender o que não presta mas o produto não deixa de ser mau por causa disso.

Publicado por Troll Urbano às 02:46 PM

abril 26, 2006

Mais uma intervenção no Parlamento

Por: António Chora

Para memória futura deixo aqui a minha intervenção na AR no dia 21 último.

Sr.º Presidente
Sr.ªs e Sr.ºs Deputados
Sr.º Ministro

Hoje, com as regras actuais, 172 mil desempregados, dos quais mais de 34 mil são jovens, não recebem subsídio de desemprego.
Com as novas regras aprovadas em sede de concertação social, mais desempregados serão excluídos e outros verão os períodos de concessão do subsídio reduzidos.
Os jovens com menos de 30 anos, verão reduzidos em 3 meses o direito ao subsídio, os trabalhadores entre os 30 e os 40 anos verão reduzidos em 6 meses, entre os 40 e os 45 anos poderão ver reduzidos até 190 dias e os com idade superior a 45 anos caso não tenham uma carreira contributiva superior a 72 meses, poderão ver reduzidos em 3 meses o seu subsídio.
Precisamente no momento em que 71% do emprego criado em 2004 e 2005 é precário, é quando o governo centra a sua acção na penalização dos desempregados.
Os “suspeitos do costume” em relação à fraude mantém-se, as consequências são fortemente penalizadoras para os trabalhadores e brandas e de principio de «boa fé» para as empresas.
Com a redefinição de Emprego conveniente em que o trabalhador pode desempenhar tarefas diferentes das suas, podendo ganhar menos do que no seu último trabalho e por ser distante pode lesar-se a si e à sua família, pretende o Governo a tudo sujeitar o desempregado, sob a ameaça de lhe retirar o subsídio.

Sr.º Presidente
Sr.ªs e Sr.ºs Deputados
Sr.º Ministro
Medidas como estas não estimulam o emprego, antes agravam ainda mais, as já difíceis condições dos desempregados e revelam uma profunda incompreensão das características da crise em que está mergulhada a Economia Portuguesa.
Para se poder compreender as características do desemprego, e porque razão constitui o problema mais grave que Portugal enfrenta nesta altura, é preciso ter presente a reduzida formação e as características da população empregada.

No último trimestre de 2005, cerca de 72% da população empregada portuguesa tinha o ensino básico ou menos. Esta baixa escolaridade, está também associada a uma formação profissional de banda estreita.
O acordo que obriga as empresas a realizarem anualmente, pelo menos 35 horas de formação certificada para todos os seus trabalhadores, não é cumprido, como tem denunciado os Sindicatos e Comissões de Trabalhadores.
No período 2000-2004, a União Europeia disponibilizou 3.134 milhões de euros para “Elevar o nível de Qualificação dos Portugueses” ou seja, para modernizar a nossa economia, mas Portugal só utilizou 2.053 milhões de euros ficando por utilizar 1.036,4 milhões de euros.
Muito deste dinheiro foi utilizado sem qualquer interligação entre as necessidades das empresas e as escolas certificadas de formação, o que originou e origina, que 3 em cada 4 trabalhadores em formação, não consigam emprego.
Para terminar Sr. Ministro

Não poderia deixar de falar na GM Portugal, mais conhecida por OPEL, que atravessa uma situação que preocupa os seus trabalhadores, que já solicitaram audiências a várias instâncias governamentais e a V. Exa. em particular.

O modelo Combo tem produção garantida em Portugal apenas até 2008, não estando assegurado nenhum novo produto e logicamente a permanência da fábrica na Azambuja para além dessa data.

O vice-presidente da GM Europa em conferência telefónica com os representantes dos trabalhadores, não tranquilizou os mesmos e assegurou, que … cito "foram iniciados contactos com o Governo português, faltando estabelecer uma data para uma reunião ".

O Sr. Ministro da Economia referindo-se ao assunto diz, que as notícias sobre um possível encerramento não passam de rumores, mas simultaneamente afirma cito " temos vindo, desde há meses, a seguir de muito perto a situação, reunindo inclusivamente com a administração da fábrica da Azambuja". A sensação que fica é que são mais do que rumores, o que se pode vir a passar é sério e como tal deve ser encarado.

O encerramento de uma empresa que se apetrechou com tecnologia de ponta entre 1999 e 2001, recorrendo a subsídios governamentais seria dramático para os envolvidos, para a região e para a economia nacional e
lançaria no desemprego milhares de trabalhadores directos e indirectos, podendo ter um efeito de dominó sobre o sector em Portugal.

Por tudo isto Sr. Ministro pergunto:

1º Mantém a sua determinação em relação ao fundo de Desemprego de penalizar os mais penalizados?

2º O que vai fazer para contribuir para uma nova cultura de formação e de inclusão, para melhor combater o desemprego estrutural e exclusão social?

3º Em relação à GM Azambuja, pergunto-lhe, o que vai fazer o Sr. ministro e o seu governo, perante a possibilidade de milhares de postos de trabalho serem postos em causa?

Publicado por Troll Urbano às 11:27 AM | Comentários (5)

abril 25, 2006

Notas soltas sobre esta manhã

Por: Daniel Arruda

Eu compreendo que a Madeira não queira ser Portugal. Ou melhor, que Alberto João Jardim gostava de ser o Rei Sol da Madeira. Mas a triste realidade para esse senhor é que efectivamente Madeira é Portugal. Que haja pessoas saudosas do antigo regime entendo. Que haja quem acasse o Estado Novo bom, é lá com elas. Que haja quem suspire por Salazar, cada um é livre de suspirar pelo que quiser, mas que institucionalmente há regras e em Portugal festeja-se o 25 de Abril.

Numa altura em que até Marco de Canavezes festeja a Revolução as atitudes de AJJ são cada vez mais um oásis sem vegetação. Saúde-se por isso o regresso á normalidade em Marco e para que ninguém se esqueça isto só foi possível porque Avelino Ferreira Torres já não está no poder autárquico.

Sobre o discurso de Cavaco já que foi o único que ouvi, só me apetece parafrasear os Gatos Fedorentos.
"OK, foi um discurso razoável, bem na verdade foi assim-assim, ou seja, foi mau, bem na realidade foi uma merda"
Depois de exprimido fica apenas uma ideia que me pareceu evidente. A constituição não é para mexer. Ainda bem que se pode aproveitar uma coisa deste discurso.
Já agora alguém explicou ao Cavaco que é de bom tom e de mais elementar ética discursar com o simbolo de Abril na lapela. A menos que seja um sinal que ele nãos e revê em Abril. Pelo menos um cravo. Só um.

Última nota para o Hino Nacional. Já lhe vi mudar tanta coisa, mas na AR hoje para além de mal cantado era preciso mudarem-lhe a métrica?!?!?!?!?!??!
Haja paciência.

Publicado por Troll Urbano às 12:07 PM | Comentários (54)

Não há alternativa ao respeito, ao afecto e à Justiça

Por: Isabel Faria

Com muito afecto e respeito. Até sempre, Armando.
fleurs.jpg

Com a promessa que fiz na primeira Assembleia de Freguesia. Serei oposição sempre que achar que não estão a ser defendidos os interesses da Pena e de quem cá vive. Apoiarei, sempre que achar que é para o bem da Freguesia. Sem cedências. Nem sectarismos. Até sempre, Presidente.
pena.jpg

Com a certeza que a Justiça exige que a justiça seja feita. Continuarei a lutar por ela.

Publicado por Troll Urbano às 11:13 AM | Comentários (13)

abril 24, 2006

O meu 25 de Abril

Por: Daniel Arruda

Faz hoje, a esta hora, mais coisa, menos coisa 32 anos que o meu pai foi preso. Nada teve a ver com o 25 de Abril, embora o último episódio desta odisseia o tivesse anunciado.

No dia 24 da Abril de 1974 o Sporting jogava em Magdeburgo, na RDA, para a Taça das Taças. O meu pai apesar de ser benfiquista fervoroso foi imbuido do espírito de imigrante apoiar a equipa Portuguesa que ia jogar mesmo ali ao lado. A menos de 400 Km. Como moravamos perto da fronteira da RFA com a RDA era um saltito e nem precisavam de dormida. Parece que chegados à fronteira os guardas fronteiriços os informaram que para entrar na RDA era precso um visto que poderia ser comprado na fronteira a menos que fossem em transito para Berlim Ocidental pois nesse caso não seria preciso visto. Dado o preço do documento e como o meu pai e os amigos não pretendiam ficar lá a dormir optaram por dizer que iam para Berlim. Mais á frente logo fariam o desvio para Magdeburgo. Escusado dizer que a STASI (polícia política alemã) não brincava em serviço e quando os 4 amigos chegaram ao estádio prontinhos para entrar foram abordados pela polícia que lhes perguntou pelos vistos. De nada valeu dizerem que iam para Berlim quando ouviram na rádio dizer que jogava ali o Sporting e que eles como portugueses aproveitaram para ver o jogo. Passear na RDA sem autorização não era permitido dizia o Polícia.

Passaram a noite na esquadra e quando acabou o jogo, perto das 22 Horas foram libertados e escoltados até à fronteira. Chegados aí um políca da RDA apenas lhes disse. Agora vão para casa e oiçam as notícias da vossa terra. Amanhã terão boas notícias.

Não foi preciso esperar por de manhã. Ás 4 da manhã o telefone tocou. Era o meu padrinho a dizer que o país ia ser libertado. O movimento estava na rua.

Publicado por Troll Urbano às 07:10 PM | Comentários (10)

abril 21, 2006

Será mesmo serviço público?

Por: Daniel Arruda

É suposto os serviços públicos prestarem isso mesmo. Serviço público. Mas os sucessivos governos na ansia de acabarem com eles mais não têm feito que não seja torná-los "serviços privados prestados pelo Estado."

Vem esta constatação pelo preçário do ATL da Escola Primária nº1 de Corroios que ontem estive a ler. Vem no dito preçário que o preço base da mensalidade do ATL é de 100 Euros, ao que se deve juntar o preço da refeição contratada com uma firma pela Câmara Municipal, a inscrição que é de 25 Euros mais as despesas inerentes a visitas, actividades e passeios, sendo que a escola não fornece serviço de transporte e o Hórário é das 8Horas ás 19Horas
Para o meu filho, pelas mais diversas razões, que vão da confiança no pessoal, na satisfação com o serviço e na proximidade de casa, (afinal é só atravessar a rua), nunca pus a hipotese de o tirar da instituição privada onde ele anda. mas depois de ver o preçário com menos vontade fiquei, é que eu pago menos 3 Euros de mensalidade no privado do que pagaria no Estado, o meu filho tem transporte para a escola, a refeição tem uma diferença de cêntimos (para mais) daquilo que pagaria no ATL da escola, o horário é das 7Horas às 20Horas e ainda tenho se quiser pois é extra curricular Educação Musical, Natação ou Mad Cience. Sim porque a Ginástica e o Inglês estão tal como na escola incluidos nas actividades regulares.

Posto isto, qual a vantagem que eu teria em ter o meu filho no Estado? Que serviço é que este me presta? Se um operador privado consegue fornecer um serviço mais completo e a mais baixo custo é porque algo vai mal no nosso Serviço Público. Mais que urgente é necessário resolver isto. É preciso credibilizar o Serviço Público dando-lhe a dignidade e a dimensão que ele merece, ou melhor, que nós contribuintes merecemos.

Publicado por Troll Urbano às 09:09 AM | Comentários (3)

abril 20, 2006

Triste

Por:Isabel Faria

Muitas vezes querem-me convencer que eu sou intolerante. Não creio que seja. Apenas tenho memória. E senti, na pele, este tipo de actuação, vezes sem conta. Além disso, tenho presente e reservo-me o direito de nele intervir. E, então, continuo a sentir, na pele, este tipo de actuação, vezes sem conta.
Às vezes, digo que o tipo de linguagem que passa pelas nossas Caixas de Comentários não é isolada, nem é tão diferente assim da "oficial" e olham para mim com ar desconfiado...
Não resisto a deixar estes links. Nem sequer a dizer que gostaria que, mais de trinta anos depois do 25 de Abril, o PCP que tanto lutou contra o fascismo, já tivesse aprendido a viver em Democracia e a respeitar os que pensam de forma diferente. Sem sectarismos nem golpes baixos.
Aqui fica o link para um artigo do Diário do Barreiro e um outro para a resposta do António Chora.
Que se tirem as conclusões. Eu vou continuar a acreditar que, um dia, talvez, no PCP se aprenda alguma coisa.A respeitar os outros, os que pensam duma forma diferente, por exemplo. E que há uma diferença entre adversário e inimigo. Em tudo na vida. Politica, incluída.

Publicado por Troll Urbano às 10:58 AM | Comentários (62)

Há que mudar o estado das coisas

Por: Daniel Arruda

Já sabiamos pelas notícias dos jornais que Deputado Manuel Maria Carrilho era dos mais faltosos da Assembleia da República. Ficámos a saber hoje que uma proposta do PCP que visava a passagem ao quadro de 1600 trabalhadores a recibo verde ou a contrato a prazo foi chumbada pela maioria PSD porque o Vereador Manuel Maria Carrilho resolveu faltar à votação.

Se o distinto Sr. não vai ao Parlamento nem às reuniões de Câmara, por que carga de água concorreu às eleições. Vaidade? Protagonismo? Narcisismo?

Publicado por Troll Urbano às 10:17 AM | Comentários (7)

abril 19, 2006

Leite Escolar

Por: Daniel Arruda

Hoje tive reunião de pais na escola do meu nino. Sobre as avaliações não vou aqui fazer comentários, acho que com estas idades não há alnos maus. Há uns mais rápidos que outros, uns que têm uma boa pré primária e outros que estão ali em contacto pela 1ª vez com um livro ou mesmo uma letra. Mas alunos maus na 1ª classe é coisa que não há.

Mas a razão da posta não era essa. É por causa do Leite Escolar. Acho que já aqui uma vez referi que o meu filho não gosta dele, pudera, ainda é o mesmo o meu tempo e aquilo é intragável. Mas intragável ou não há miúdos que gostam e que o bebem. Mais há miúdos que não levam lanche de casa ou do ATL.
Hoje fomos, (nós pais) avisados pela professora que as crianças têm de começar a trazer lanche de casa porque o Ministério da Educação, ou seja o Estado, ainda não enviou o Leite Escolar e que devido a isso a escola não tem meios para fornecer o pouco que dava ás crianças. Um pacote de leite no intervalo. Sim porque para o Estado o lanche de uma criança de 6 anos se resume a um pacote de leite. Quando perguntei para quando estava previsto o fornecimento do leite a professora respondeu-me que não se sabia. Por vezes os atrasos eram de 3 semanas, mas poderiam ser menos.

Que raio de Estado é este que nem um simples pacote de leite consegue garantir a uma criança?

Publicado por Troll Urbano às 11:09 PM | Comentários (3)

abril 16, 2006

Em Portugal em 2006

Por: Daniel Arruda

4 carros de polícia e um carro da polícia de choque para 150 grevistas???

Esta cena não se passou na América Latina. Passou-se em Portugal. Poderia no entanto ser, pois pelos vistos a mentalidade dos patrões portugueses e os do Tivoli em particular ainda não saiu do sec XIX. Nem mesmo o argumento usado por estes serve de atenuante. Se os trabalhadores em greve não estavam a deixar os outros entrarem, a única coisa a fazer era apresentarem queixa às autoridades e estes levá-los-iam lá para dentro. Que se saiba não houve nehuma queixa pelo que o argumento cai por terra. Se os que estavam a querer entrar não eram funcionários então só se pode deduzir que a administração estava a querer violar a lei ao proceder á substituição de trabalhadores em greve.

A meu ver este caso só pode ter um desfecho. É nos tribunais. Calculo que o Sindicato já tenha entreposto a causa ou como é Pàscoa, esteja a tratar de a meter logo na 2ª Feira. Num estado de direito essa vai ser a única forma de fazer pagar este patrão e tentar que sirva de exemplo a outros que tenham a veleidade de fazer a mesma coisa.
E já agora e como se trata de uma multinacional não me parece descabido que se leve este caso às instancias europeias de preferência pelo Comitê europeu de empresa que neste caso existe.

Publicado por Troll Urbano às 12:28 AM | Comentários (3)

abril 14, 2006

O Troll com Abril - X

Por: Daniel Arruda

Sta Maria

Apesar da idade e de não te vivido o 25 de Abril não queria deixar de me associar a esta iniciativa. Como é óbvio o que sei é do que li e ouvi e não do que vivi.
Uma das histórias que sempre achei mais deliciosa foi a do sequestro do Navio Sta Maria, rebatizado para Sta Liberdade pelo Henrique Galvão. O 1º contacto que tive com este acontecimento foi através de uma colectanea de textos de um dos maiores jornalistas do mundo, Dominique Lapierre, que na época trabalhava para o "Paris Match" e que foi editada em Portugal sob o título "um milhar de sois". O título deste texto despertou a minha atenção, quandoa ainda não sabia do que falava o texto. "O sonho grandioso e louco de um D.Quixote do Sec.XX". Ora Dominique Lapierre foi tão só o homem que consegui tirar Henrique Galvão do navio a fim de o entrevistar e este texto relata aquelas 24 horas em que Henrique Galvão contou as suas motivações e como tudo se processou e "fracassou" na 1ª pessoa. Como ele teve de optar entre salvar uma vida ou abortar o plano. Acho que realmente ele era um D.Quixote, um sonhador, mas não serão todas as revoluções fruto de um ou mais sonhadores. Quanto mais naão seja por sonharem que um dia terão um país, uma vida, um Mundo melhor?

Publicado por Troll Urbano às 05:09 PM | Comentários (10)

abril 13, 2006

Haverá termo pior que vergonha

Por: Daniel Arrruda

Contas feitas, quase todos os deputados do PS assinaram o livro de presenças (114 em 121), tal como a maioria dos sociais-democratas (52 em 75), dos comunistas (dez em 12), dos democratas-cristãos (nove em 12), dos bloquistas (sete em oito) e a totalidade de "Os Verdes" (dois em dois).
Contudo, no final da sessão estavam presentes apenas 66 socialistas, 21 sociais-democratas, oito comunistas, seis democratas-cristãos e os sete bloquistas e os dois ecologistas que assinaram o livro.

Esta é parte da notícia que refere que ontem quando se foi para votar no plenário da Assembleia da República se reparou que não havia quórum. A piada é que todos foram lá para assinar o livro, ou melhor, quase todas. Calculo que os que não foram sequer ao Parlamento já tinham justificado a sua ausência. Não consigo conceber que um deputado se desloca à Assembleia para assinar o livro e se vá embora logo de seguida. É a mesma coisa que eu vir ao trabalho picar o ponto e ir-me embora a seguir. E o problema é que não foi um nem dois o que fizeram isso foram 48 do PS, 31 do PSD, 3 do CDS-PP e 2 do PCP. Penso que os jornalistas não deviam deixar caír o tema e durante o resto da legislatura fazerem o levantamento diário de quem cumpre e quem não. Se calhar descobria-se que muitos têm como único trabalho assinar o ponto e "bazar" de seguida.
Já agora e a talho de foice posso dizer que a deputada do BE em falta estava devidamente justificada por estar em trabalho político, facto aliás referido na notícia não indicando é de que partido eram os deputados cuja ausência era justificada e dfizer que fico feliz por nenhum dos meus camaradas assinou e bazou. Tirando o BE só "Os Verdes" podem dizer isso.

Será que há termo pior que vergonha. Pela minha parte e como sou de Setúbal vou tentar saber quem foram os deputados que bazaram. Se foi algum do meu circulo eleitoral pode ter a certeza que não haverá cão nem gato que não vai saber que votaram em alguém que tem atitudes destas.

Publicado por Troll Urbano às 04:51 PM | Comentários (83)

abril 12, 2006

Ainda o CPE mas não só

Por: António Chora

A retirada do CPE da legislação francesa, vem mostrar como uma luta sindical bem conduzido, pode ter sucesso, numa época em que o avanço do liberalismo é uma condição de retrocesso nos direitos dos trabalhadores.
Mas, tal retirada, fruto da luta travada pelo povo francês, deve ser analisada e talvez ainda seja cedo para o fazermos, no entanto, quero referir que a aliança dos sindicatos com os estudantes, é uma indicação de como lutas futuras devem ser travadas, para deter e fazer retroceder os avanços da globalização liberal.
Só uma luta bem conduzida pode ter sucesso, as lutas fraccionadas, as greves calendarizadas, (as que só se travam durante períodos eleitorais, vésperas de datas comemorativas etc.,) estão condenadas ao insucesso.
Vejamos o que sucedeu com a luta travada contra o chamado Código do Trabalho, depois de algumas greves sectoriais, veio tardiamente uma greve que se propôs ser geral, mas que efectivamente terá rondado uma adesão na casa dos 60% (na Autoeuropa ultrapassou os 80%) entre os filiados da CGTP que serão mais ou menos 800 000, quer isto dizer que terá envolvido cerca de 480 000 trabalhadores, dos mais de 5 milhões existentes e dos mais de 3 milhões que o fazem por conta de outrem. ( a UGT como sempre saltou fora à ultima da hora ou talvez nunca tenha estado dentro).
Em resultado disso o Governo de Durão Barroso fez aprovar a lei na Assembleia da Republica com os votos contrários das restantes bancadas.
Há muito que sou um defensor de que as lutas que isolam os seus actores da população em geral, estão condenadas ao fracasso, ou a semi-vitórias, veja-se o caso das lutas dos transportes, em que os trabalhadores são o principal alvo da ira dos utentes, também trabalhadores.
Para quando a calendarização de todos os acordos colectivos ou acordos de empresa dos transportes para a mesma data, para evitar os chamados alternativos e obrigar assim as empresas à negociação?
Para quando, a unidade na luta dos pequenos e médios comerciantes, também vitimas das reduções salariais, dos despedimentos ou do trabalho precário nas empresas dos seus concelhos ou distritos.
Porque não foram os estudantes, mobilizados para a luta contra o código sendo eles os principais visados neste Código com o alargamento da possibilidade dos contratos de trabalho até aos 6 anos, o que origina uma vida adiada durante anos?

Passado tempo, menos que o que esperavam e mais do que nós queríamos, o Governo, Durão/Santana, foi destituído pelo Presidente da Republica, tendo obrigado à realização de eleições legislativas em que as esquerdas (eu sei que o Arruda não gosta desta terminologia), obtiveram a maior vitória eleitoral das ultimas décadas em Portugal.
Todos esperávamos que o PS, grande opositor parlamentar do Código do Trabalho, chegado ao Governo, mandasse rever de imediato, tal Código, (mas afinal não o fez, dando alguma razão ao Arruda).
Mesmo provando-se que este Código, que prometiam os arautos da burguesia, iria criar empregos, afinal, tem colaborado para o aumento do desemprego, contando-se já mais 200 mil desempregados desde a sua entrada em vigor, não se vislumbra quando o Governo do PS o quer rever, para além de uma operação de cosmética feita à pouco tempo e que ainda veio piorar o mesmo no que respeita à caducidade dos contratos colectivos de trabalho.
Agora, como se tal não bastasse, vemos a celebração de um acordo na concertação social em que mais uma vez os jovens (estudantes de hoje trabalhadores de amanhã) se vem espoliados de direitos, no que concerne ao Fundo de Desemprego, situação sobre a qual sou muito critico, esperando conhecer a totalidade do projecto para me debruçar sobre o mesmo, no entanto, a passagem da duração do fundo de desemprego depender do tempo de descontos, vai penalizar claramente os jovens, mas esperemos para conhecer melhor o que lá está escrito.

Publicado por Troll Urbano às 10:16 PM | Comentários (34)

Entendemos perfeitamente

Por: Daniel Arruda

o sistema de financiamento do SNS não pode evoluir de tal forma que «um doente crónico que seja rico empobreça devido à sua doença».
Ribeiro e Castro, líder do CDS-PP, em declarações na visita ao Instituto Gama Pinto, em Lisboa, in DiárioDigital, hoje

Confesso quer estou muito mais preocupado com as pessoas que morrem por não terem dinheiro para pagar o preço a que a Saúde chegou em Portugal. Mas cada um defende o que quer. Mas que nós podemos tirar as conclusões, isso podemos.

É caso para dizer. Entendemos perfeitamente.

Publicado por Troll Urbano às 07:38 PM | Comentários (2)

Não havia necessidade desta posta.....

Por: Daniel Arruda

Mafioso mais procurado de Itália foi capturado após 42 anos em fuga
DN, hoje

Que diferença para este nosso Portugal. Cá e após 10 anos escondido o melhor que podes almejar é ser Presidente da República.

Publicado por Troll Urbano às 03:15 AM | Comentários (5)

abril 11, 2006

Uma dupla estreia

Por: António Chora

Como o Daniel aqui escreveu aceitei o desafio de integrar o Troll. Durante a minha estada no Parlamento, de um modo mais intermitente e depois espero que de uma forma mais consistente. Este texto para além de ser um momento marcante para mim pois foi a minha 1ª intervenção no Parlamento é também um tema actual. Se o texto tiver laivos de discurso é porque foi tirado disso mesmo, de um discurso na Assembleia da República.

As últimas semanas têm sido marcadas por uma das mais impressionantes mobilizações populares dos últimos anos na luta contra as políticas liberais na Europa. Na Terça-Feira, milhões de jovens, trabalhadores e estudantes voltaram a encher as ruas de França num protesto contra o chamado “Contrato Primeiro Emprego”, CPE.
O que através do CPE se impõe aos jovens é um período de dois anos de trabalho totalmente desprovido de direitos, em que o jovem está permanentemente ameaçado de despedimento sem justa causa. Sempre que o despedimento acontecesse, caberia, não ao patrão provar a justa causa, mas ao trabalhador provar o contrário, o que constitui um absurdo, um benefício ao infractor e uma entorse em todo o sentido do Direito do Trabalho.
Os argumentos são os do costume. O discurso que é moderno há cento e cinquenta anos, cultiva a precariedade para colher dedicação, cultiva a insegurança para colher competências, cultiva o desemprego para colher motivação. É o absurdo transformado em política.
Estes argumentos bizarros contradizem, inclusive, as modernas teorias de gestão que enfatizam a importância da estabilidade e da formação no trabalho. O discurso de modernidade associado a estas medidas é uma mentira, mil vezes desmascarada por inúmeros casos de sucesso assentes em pressupostos opostos.
A eventual aprovação de uma medida com estas características constituiria a divisão do mercado de trabalho em dois segmentos distintos, introduzindo aos poucos novas gerações de trabalhadores sem direitos e sem perspectivas e ameaçando permanentemente todos aqueles que se vejam na necessidade de encontrar novo trabalho.
É este o futuro que constroem os governos liberais de todas as cores: Jovens trabalhadores descartáveis, a quem é negada a possibilidade de desenvolver capacidades e competências especializadas. Jovens trabalhadores isolados, privados de relações de trabalho duradouras e das relações de camaradagem e amizade a elas associadas. Jovens trabalhadores explorados, cuja vida, autonomia e independência é adiada para um futuro nebuloso. Temos consciência de que a França é o primeiro laboratório de uma modificação civilizacional que se está a anunciar:
depois da imposição de um desemprego permanente de mais de 20 milhões de homens e mulheres na Europa, o que o CPE nos anuncia com fanfarra é o fim de qualquer forma de vínculo laboral, mesmo precário. A empresa passa a ser um território extra-contratual e extra-judicial onde só vigora a lei da vontade do patrão ou do seu capataz. Esse é um mundo novo sem direitos. É uma utopia reaccionária, é um mundo assustador.
Contra essa desumanização do mundo do trabalho, juntaram-se sindicatos e estudantes, trabalhadores de todas as gerações, em nome da recusa desta política. Essa luta é também a nossa. O CPE é a expressão francesa de um política europeia, que chegou já em força a muitos países e se anuncia noutros, como a Alemanha. A Comunidade Europeia aprovou recentemente na sua Cimeira da Primavera o programa «despedir com segurança», flexibilité-securité.
Como de costume, a eliminação de todo e qualquer factor de estabilidade no trabalho é camuflada sob um discurso de sensibilidade social: precariza-se o emprego em nome do emprego, destroem-se direitos sociais em nome do estado social, invoca-se os miseráveis para tirar direitos aos remediados.
Mas são cada vez mais as vozes que se levantam contra esta suposta inevitabilidade e a hipocrisia do discurso piedoso dos políticos neo-liberais europeus. Como escreve um autor francês:
“Esta precariedade é, evidentemente, o fruto da mutação profunda que vem sofrendo o capitalismo desde há trinta anos. Intervenção massiva dos accionistas, reagrupados em Fundos de Investimento, exigência de receitas bolsistas desmesuradas, sub-contratação generalizada permitindo explorar mais brutalmente a mão-de-obra, frenesim para arrancar novas zonas de lucro, tanto aos serviços públicos, quanto à protecção social – tais são as características mundiais do capitalismo contemporâneo. Elas fazem do trabalho uma mercadoria cujo custo é preciso baixar e dos trabalhadores objectos comercializáveis cuja necessidade de segurança é apenas um obstáculo à realização de lucros”
Acabei de citar Michel Rocard, histórico militante do Partido Socialista Francês. É pena que seja tão difícil encontrar no poder socialistas que subscrevam esta análise e com ela sejam consequentes. Em Portugal, como em França, a opção tem sido a de copiar as piores receitas do neo-liberalismo. Se, em França, foi a direita a avançar com o CPE, em Portugal são os socialistas que mantêm o Código do Trabalho da maioria de direita.
Em Portugal, o cenário é, aliás, muito difícil. O Código do Trabalho, que esta maioria socialista aceitou com retoques permite situações em que um jovem ou qualquer outro trabalhador pode estar até seis anos a trabalhar com contratos a prazo ou com contratos a tempo incerto sem limite de tempo, podendo estar-se a assim precário uma vida inteira.
Os trabalhadores activos atingiram no último trimestre de 2005 os cinco milhões, cento e trinta e três mil, sendo três milhões, oitocentos e treze mil trabalhadores por conta de outrem. Destes:
- oitocentos e noventa nove mil trabalham por conta própria, o que muitas das vezes serve para ocultar falsos recibos verdes e outras situações precárias;
- quinhentos e oitenta e dois mil estão com contratos a prazo.
São um milhão e meio de trabalhadores precários ou sem garantias, vítimas de um sistema que os explora e abusa, que não sabem o que vai ser o dia de amanhã. Empresa por empresa, é esta realidade que encontramos:
Deputados Socialistas: é por vossa vontade, complacência e cumplicidade que esta situação se mantém. Temos insistido no desafio para que o Código do Trabalho seja revogado e substituído por uma legislação moderna assente nos direitos sociais. Terão alguma justificação, os e as senhoras e senhores deputados socialistas, para que se continue a perder tempo aceitando a lei do desemprego, da precariedade e do ataque à contratação colectiva?
A luta dos franceses inscreve-se na melhor tradição de solidariedade e luta pela democracia. O seu resultado afecta-nos a todos e dará um sinal aos poderes da Europa sobre o que podem esperar da continuação destas políticas.
Hoje, somos todos jovens franceses.

Publicado por Troll Urbano às 05:26 PM | Comentários (32)

abril 10, 2006

Una Vittoria

Por: Daniel Arruda

È allineare che il diference è piccolo, ma contro Berlusconi tutta la vittoria è una vittoria grande per Europa.
Fran, I nessuna che questa vittoria ha avuta inoltre qualcosa da voi.

PS: Se o Italiano não estiver correcto peço que respeitem o esforço. :))))

Publicado por Troll Urbano às 03:56 PM | Comentários (2)

Será que restam dúvidas?

Por: Daniel Arruda

Dominique de Villepin recuou com o CPE. Foi uma vitória dos estudantes e trabalhadores. A prova provada que uma luta bem conduzida pode, mesmo num mundo capitalista e neo conservador, ser bem sucedida. Pelos franceses mas acima de tudo pelo movimento anti capitalista, os parabéns ao povo de França.

Será que restam dúvidas que esta foi uma vitória em toda a frente??????

Publicado por Troll Urbano às 01:10 PM | Comentários (38)

abril 04, 2006

O Parlamento ficou mais rico

Por: Daniel Arruda

Ontem foi um dia particularmente feliz na minha carreira política. A razão é simples. Vi reconhecido o valor de alguém que para mim é um dos grandes pensadores de questões laborais nos tempos actuais. Pois é, um operário, conhecedor da matéria ocupou o seu lugar no Parlamento. Será por 90 dias, (até ver) que António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, irá ser deputado.
Mas mais razões haveria para estar satisfeito. É do meu circulo eleitoral e foi uma pessoa com quem convivi diariamente ao longo de 8 anos. Durante este tempo foram muitas as divergencias que tivemos e foi sempre com saudável discussão e debate de ideias que as resolvemos. Foi através dessas discussões que muito aprendi. Mas acima de tudo aprendi uma coisa. Que só com uma visão abrangente se pode alcançar os objectivos e esses terão de ser sempre numa perspectiva de um representante dos trabalhadores a defesa dos postos de trabalho e dos direitos. Aprendi que um recuo faz parte de uma caminhada em frente. Aprendi que as lutas têm de ser integradas e que têm de ser de todos. Não de uns quantos iluminados burocratas. O Chora ganhou a minha admiração porque tinha tudo para ser um burocrata e sempre o rejeitou. Sabe estar do lado certo.
Só esta última razão seria garantia que irá fazer um bom trabalho na AR, sabendo que 90 dias não são nada, mas como tenho a certeza que num futuro próximo ele terá uma legislatura inteira pela frente vejo isto apenas como um periodo de adaptação e de estudo.
O Parlamento ficou mais rico, certamente.

Publicado por Troll Urbano às 12:43 PM | Comentários (44)

abril 01, 2006

Mais vale tarde...

Por:Isabel Faria

Sou crédula por natureza. Há, até, quem me chame ingénua, mas isso são más línguas. Sempre soube que um dia iria acontecer. Aí está:
Ontem, em declarações ao Publico, José Sócrates, pediu desculpa a todos os Portugueses em geral, e ao eleitorado do PS, em particular, por um ano de Governo. "O PS é um Partido de Esquerda. Não pode estar no Governo a fazer a política da Direiita. Não somos o PSD, não vamos continuar a fazer a política do PSD", disse, logo no início, da entrevista.
"Quero pedir publicamente desculpa a todos os que confiaram no PS, há um ano. Tenho a certeza que ainda vamos a tempo de arrepiar caminho e de sermos fiéis aos nossos compromissos eleitorais", declarou.
Mais á frente, o Primeiro-Ministro anuncia que a primeira medida a tomar por este "novo PS", como lhe chamou, será a apresentação à Assembleia da República, já na próxima Terça Feira -"gostariamos que fosse já na Segunda, mas têm que entender que se mete o fim-de-semana", disse - da proposta de revogação do Código de Trabalho "Este é um ponto de honra do novo PS. Fazer uma politica de Esquerda passa por respeitar e garantir os direitos dos trabalhadores".
À pergunta do jornalista, de qual a causa de tal mudança, Sócrates, afirmou " Somos um Partido de Esquerda. A nossa base social é de Esquerda. Sabemos fazer autocríticas...e arrepiar caminho. Esta é uma decisão muito "fracturante, mas o novo PS não tem medo das decisões fracturantes. A manutenção das injustiças e o seu agravar, cabe à Direita conservadora. A nós cabe a mudança...".

Eu sabia. Sempre esperei por este dia. Bem haja, Sr. Primeiro-Ministro.

Publicado por Troll Urbano às 01:01 PM | Comentários (6)

março 30, 2006

Gostei dos argumentos

Por: Daniel Arruda

Foi hoje votado no parlamento a lei da paridade. Não vou aqui gastar mais latim com esta lei, até porque não concordo com ela, não pelos motivos mas porque devia ser normal e natural, mas não posso deixar de achar piada aos argumentos usados por quem votou contra.

A saber: (de cor pelo que pode haver uma ou outra palavra que não foi bem assim mas fica o sentido)

CDS-PP (Teresa Caeiro)- Pergunto-vos (às mulheres da bancada do PS) se se sentem confortaveis se soubessem que estão aí não por mérito mas sim por uma imposição legal.É bom saber que a Teggy é a única mulher capaz no CDS, já que não há mais deputadas.

PSD (Zita Seabra)- A minha 1ª luta foi no Liceu Carolina Micaelis para as raparigas poderem usar calças.
Oh Zita, acho que foi a 1ª e última e deve ter sido numa altura em que já era moda a mini saia.

PCP (Odete Santos)- Não importa uma quota mas sim o passado e presente de lutas.
Deve ter sido por isso que a Zita saíu do PCP. Com duas deputadas parece-me que há poucas mulheres a lutar no PCP.

Publicado por Troll Urbano às 07:05 PM | Comentários (4)

Agora que se analisam as medidas começam a trazer ao de cima as verdadeiras razões.

Por: Daniel Arruda

...até agora a Reserva Ecológica Nacional tem sido estritamente non edificandi. Isso é excessivo.
Nunes Correia, Ministro do Ambiente, na apresentação das 333 medidas que visam desburocratizar o Estado por causa das alterações no território REN deixará de exigir uma decisão política e passará a ter apenas um parecer administrativo.

Claro, que tem sido, por isso mesmo é que é a Reserva Ecológica Nacional. Afinal o homem é Minístro do Ambiente o o representante do lobby da Construção civil no governo.

Publicado por Troll Urbano às 12:07 AM

março 28, 2006

diga lá 333

Por: Daniel Arruda

Foram ontem apresentadas 333 medidas contra a burocracia da qual o 1º Ministro destacou o facto de deixar de haver edição em papel do Diário da Répública, sendo que este passa a estar apenas disponível em formato digital.
Em 32 anos eu lembro-me de ter consultado uma vez o Diário da República, não fazendo parte das minhas leituras diárias, mas dado o enfase dado pelo 1º Ministro a esta medida calculo que devo ser a excepção e que todo o país lê o do dito diário e por isso deixo aqui para todos vocês o endereço para onde devem direccionar a vossa leitura agora.

É aqui.

Bom, agora vou ler o Diário da República. Pode ser que comece a fazer parte dos meus hábitos. Ah, e se alguém conhecer as outras 332 medidas não mas diga. É que se a mais emblemática é esta acho que não vou querer saber as outras.

Publicado por Troll Urbano às 08:15 AM | Comentários (4)

março 27, 2006

Vidas Precárias

Por: Daniel Arruda

Apareceu um novo blog. Diferente do habitual. Um blog sem escribas onde todos são convidados a escrever. Um blog sobre o tema precariedade onde se propõe a interactividade e a divulgação de uma petição a apresentar na Assembleia da República o mais rapidamente possível. Vidas Precárias é mais uma forma de se explorar a blogosfera para se ter trabalho social. Vão lá e dêem o vosso contributo. Acho que tem tudo para ter sucesso.

Publicado por Troll Urbano às 09:43 AM | Comentários (2)

março 26, 2006

Ser de Esquerda

Por:Isabel Faria

Andava a fazer dar uma volta rápida pela casa dos vizinhos (a semana passada foi tarefa quase impossível) e encontrei no Aspirina B, um post sobre o afegão condenado à morte por se ter convertido ao cristianismo. Não é, no entanto, sobre o post que queria escrever. Para o lerem convido-vos a passar pelo Aspirina.
Estas linhas são apenas uma pequena reflexão. Não é complicado definir o que é ser de Esquerda. Quando, às vezes, nos perguntam que raio é isso de ser de Esquerda, nos afirmam que essas distinções passaram à história, que a ideologia está definitivamente na arca das recordações, talvez devessemos, para facilitar a compreensão de quem parece ter tantas certezas, usar casos concretos. Dar exemplos.

Neste caso por, exemplo.
Ser de Esquerda só pode ser, para mim:
1º Ser contra a pena de morte.
2º Ser contra a pena de morte sob que pretexto e em que latitude for.
3º Ser contra a ocupação de paises soberanos, sob que pretexto for.
4º Aceitar que uma intervenção externa num país em Guerra só pode ser feita com o aval das Nações Unidas e ser uma força de paz e não um exército de ocupação.
5º Não aceitar que a religião possa interferir nas questões politicas. Um estado clerical nunca poderá ser um Estado democrático. Um país onde a religião se impõe à Democracia nunca poderá ser um País livre.
6º Não poder pactuar, calar, aceitar, ignorar que num qualquer País do Mundo, usando que pretexto for, se condene alguém à morte por questões religiosas. Ou ideológicas. Ou em nome delas se persiga. Ou se prenda. Ou se torture. Ou se mate.
7º Considerar que este ponto 6 se tornaria desnecessário, face ao dito no nº1, não fosse haver quem queira distinguir entre fundamentalismos bons, maus e assim assim.
8º Considerar que o fundamentalismo, seja ele qual for, seja onde for, em nome de que religião, doutrina ou ideologia for, será sempre um atentado contra a liberdade, a justiça, a civilização, a cultura e a vida.

Posto isto, explicar que a arca ainda está para durar antes de lá se colocar o que separa a Esquerda da Direita, até não se torna muito complicado.

PS: E concluir, ainda, que tampouco se torna complicado dintinguir a Esquerda democrática, tolerante e plural da outra que também se diz Esquerda.

Publicado por Troll Urbano às 04:17 PM | Comentários (6)

Pontinha, é terno

Por:Isabel Faria

ciume.jpg

Sócrates afirmou que Marques Mendes tem uma «pontinha de ciúme pela linha reformista do Governo".
Gosto desta linguagem de telenovela da TVI.
Agora o meu problema maior foi tentar ararnjar uma foto para isto. Andei para aqui no Google e todas as fotos para Ciúme, que tenham os três protagonistas do dito, são sempre de duas mulheres e um homem. E por causa do Sócrates andar a ver telenovelas fiquei comigo a pensar que os homens não têm ciúmes, o que retiraria a credibilidade à afirmação...mas, depois, lembrei-me daquelas histórias que a gente lê nas capas do 24 horas enquanto espera pelo troco...ainda bem que é só uma pontinha. A não ser que isto do "inha" tenha alguma mensagem subliminar que tenha a ver com tamanho...nã...deve mesmo ser só porque as medidas do Sócrates não são assim tão diferentes das que Marques Mendes gostaria de tomar. Sócrates sabe que ele sabe e usa o temo, assim, meio carinhoso. Pontinha de ciúme é ternurento. É como diferençazinha...apesar desta ainda ser mais complicada de encontrar. No Google e no PS.

Publicado por Troll Urbano às 01:57 PM

Hospitais e serviços de Saúde

Por: Augusto (da caixa de comentários)

Resolvi passar este comentário a posta, porque de certa maneira espelha o qe penso sobre o tema. Nada tenho contra um hospital novo. "seja bem vindo quem vier por bem" mas não me parece que essa seja a questão fundamental para resolver os problemas da saúde. Numa altura em que os médicos falam de saúde regenerativa, fase posterior à saúde preventiva, há quem ache que é apenas com saúde curativa que se resolvem os problemas. Acho isto um retrocesso civilizacional. Já agora, deixo aqui uma pequena pergunta. Se um hospital novo no Seixal começasse a ser construido agora estaria pronto daqui a 6 anos e até lá? Como ficam os 50000 utentes sem médico de família, como se organizam os postos de saúde para dar respostas, qual o modelo de gestão, publico ou privado?

"Também quero um hospital para mim, aqui, da Moita ao Barreiro, é um inferno, do Rosário ao Barreiro é outro inferno etc. cada um deve ter um hospital para si mais nada, é assim que se ganha votos, mobilizando as pessoas, com uma reivindicação que até parece justa, mas que é de difícil resolução, mas podemos tê-los na mão, controlá-los, manipulá-los.
Viva esta gente que vai a todas, que está em todas.
Mas tirando a demagogia que lhes é própria, porque não lutam antes por unidades de retaguarda?
Porque não lutam antes para que cada um tenha um médico de família? Porque não lutam antes por unidades de atendimento permanente, abertas 24 horas por dias nos actuais postos médicos?
Porque isso é possível mas não dá votos.
Então há que reivindicar aquilo que se eles tivessem no governo nunca deixariam fazer, pois todos sabem que uma unidade hospitalar como o Garcia da Horta, bem equipada em tecnologia e pessoal é muito mais útil que várias unidades dispersas.
Porque não exigem exclusividade, cumprimento de horários, atendimento humano nos hospitais?
Porque tem uma visão sindicalista de todas as lutas, porque o culpado de eu ter uma má resposta num hospital não é da funcionário que não o devia ser mas do Governo que a abriga a trabalhar 35 horas por semana.
Porque existem listas de espera para a maioria das especialidades?
Porque os médicos especialistas não querem trabalhar, ou porque são poucos?
Não acredito que não queiram trabalhar, então são poucos e se são poucos, vamos fazer mais hospitais e arranjar especialistas onde?
Recordo, aqui no concelho, quando fechou aquela imundice a que chamavam Hospital de Alhos Vedros, um edifício em ruínas, onde a maioria dos médicos tinha já medo de trabalhar, também os mesmos do costume se mobilizaram contra o fecho, argumentavam que isso ia trazer graves problemas para as pessoas, e a verdade, é que hoje a população está muito melhor.
Temos atendimento permanente até as 22.00 horas na Moita, em Alhos Vedros e parece-me que até na Baixa da Banheira.
Antes tínhamos que ir da Moita, de Sarilhos Pequenos, de toda a parte do concelho para as filas de espera do dito edifício a que chamavam Hospital.
Felizmente que fechou.
Termino como comecei, quero um hospital só para mim, que se lixe o serviço que preste, que se lixe as listas de espera e o mau serviço que possa prestar, que se lixe tudo eu quero é um hospital aqui já.
E se o Governo recusar, vou lutar por um cordão humano da população deste concelho de Sarilhos Pequenos ao Seixal, do Seixal à Assembleia da Republica, passando pelo Hotel Vitória, pela Soeiro Pereira Gomes, (mas antes passo pela quinta da Atalaia para beber um copo.
PS: Daniel, já agora conto contigo para este cordão, e não me venhas com desculpas de Mesas nacionais do Bloco, que ao que parece e vi nas noticias só servem para discutir essa estúpida coisa de querer um socialismo através do voto maioritário da população, porque isso não se usa, já é tempo de entenderes que isso de socialismo já tem receita vê a china e Cuba, estuda a Coreia do Norte, países democráticos e socialistas."

Publicado por Troll Urbano às 01:48 PM | Comentários (7)

março 25, 2006

Joana Amaral Dias

Por: Daniel Arruda

É incontornável. Hoje foi dia de reunião da direcção nacional do Bloco, vulgo Mesa Nacional, e há um facto que tem de ser salientado. Joana Amaral Dias voltou ao nosso convívio. Sem ressentimentos, sem ressabiamentos. Foi ao contrário daquilo que alguns profetas da desgraça escreveram por aí na comunicação social. Diziam até que se estaria perante um processo de expulsão do Bloco, o 1º da sua história. Confundiram-nos com o partido errado. Foi, é e será, pelo menos até ao final do mandato desta direcção, pois não sei antecipar o resultado da próxima votação em congresso, uma dirigente inteira do BE.

Confesso que é nestas alturas que me sinto mais feliz de estar a militar onde a pluralidade é verdadeiramente permitida e levada a sério.

Publicado por Troll Urbano às 06:49 PM | Comentários (11)

março 24, 2006

Tempos novos, Ideias velhas

Por: Daniel Arruda

Isto é que é democracia. Para Luís Delgado só existe direita em Portugal. Faz-me lembrar alguma esquerda que também não vê para além dela.

Com tantas palas na política será que é possível fazer um debate sério?

Publicado por Troll Urbano às 10:39 AM | Comentários (3)

março 23, 2006

Desburocratizar a burocracia

Por: Daniel Arruda

Burocracia

Foto roubada na Planície Heróica

Parece que o Governo vai propor na 2ª Feira 400 medidas para desburocratizar os serviços públicos. A mim parece-me uma boa ideia até porque liberta recursos para outras funções para que nós contribuintes possamos ser mais bem servidos e não penso como alguns que esta medida vise a privatização de serviços. Fiquei no entanto preocupado porque uma questão fundamental não foi ainda respondida. Será que vamos deixar de pagar as somas astronómicas que pagamos actualmente derivado dessa simplificação de processos?

Publicado por Troll Urbano às 04:11 PM | Comentários (2)

O desemprego é fracturante?

Por:Isabel Faria

Segundo o DN, o Governo e o PS travam temas fracturantes.
Entretanto o JN diz que em Portugal, na Indústria Textil se perdem quarenta empregos por dia.
Estou aqui a tentar concluir se o Desemprego é um tema fracturante...
A revisão do Código de Trabalho, que o PS prometeu já se viu que sim...o aumento do IVA, por exemplo, viu-se que não...estou baralhada.
O que é um tema fracturante?

Publicado por Troll Urbano às 11:30 AM | Comentários (2)

março 22, 2006

Já chegámos à Madeira?????

Por: Daniel Arruda

Ontem ouvi esta notícia na rádio e a princípio não me queria acreditar. Depois no mesmo noticiário ouvi as declarações do vice presidente do PSD Madeira, o inanarrável Jaime Ramos e de incré,dulo passei a estupefacto, banzado mesmo. Hoje pensei nisto de manhã e achei para comigo mesmo que deveria ter sido um mal entendido da minha parte mas ao abrir o jornal, tive a certeza que era verdade.

Penso que para o Alberto João o próximo passo seja o de celebrar na Madeira o 8 de Maio (data da anexação da Austria pelos Nazis e consequente deflagrar da 2ª Guerra Mundial). Espero quie as oposições saibam este ano comemorar Abril de uma forma que com ou sem sessão solene fique na memória de tod@s os madeirenses.

Publicado por Troll Urbano às 09:31 AM | Comentários (3)

março 20, 2006

E esta hein !!!!!!!!!!!!!

Por: Daniel Arruda

Então não é que desta vez concordo com ele. Só pode haver uma conclusão lógica. É que este texto contem uma mensagem subliminar que eu não atingi.

Só pode. É que não tendo eu nada ver com o PSD ou com o PP faço a mesma leitura que ele. Há no entanto uma diferença que eu tenho de registar. Enquanto ele comenta porque quer frisar a dificuldade que o PSD e PP vão ter para chegar ao Poder, pois não conseguem demarcar-se das políticas do governo que em bom rigor são as da direita eu constato isto como um facto. É que a menos que o centro direita e a direita pura e dura virem à extrema direita não há espaço para dois partidos iguais no espectro político português.

Publicado por Troll Urbano às 07:23 AM | Comentários (2)

março 19, 2006

Uma posta a correr

Por: Daniel Arruda

Vou escrever esta posta a correr porque o meu filho está-me a chamar porque parece que tem uma prenda que fez na escola para me dar. Não posso desiludi-lo e não ir lá apesar de não ligar a estes dias internacionais do pai, da mãe, da avó, ... Depois tenho de ir almoçr ao CDS, sim leram bem CDS. Casa Da Sogra para quem já está aí a pensar mal. Afinal é dia do Pai e o meu sogro gosta destas coisas.
De qualquer forma já tive a minha prenda ontem. O meu filho foi a um bar pela 1ª vez e a família chegou a casa à uma e meia da manhã. Pelos vistos ele gostou e se ele gosta eu também gosto.

Já agora só uma coisa que não tem nada a ver com a posta mas que não me apetece dar-lhe o destaque de uma posta própria. Ontem depois da discussão que por aqui houve sobre as eleições da CT na Autoueropa li o Avante com curosidade para ver qual era a opinião dos "camaradas". Uma vitória daquelas (as palavras não são minhas, foram retiradas da caixa de comentários) merecia um artigo. Mas qual o meu espanto quando nem uma linha dedicada a isso. Parece que aqui no blogue temos pessoas que são mais papistas que o próprio papa.

Publicado por Troll Urbano às 11:33 AM | Comentários (7)

março 18, 2006

Eles não mudam...mas eu também não!!!

Por:Isabel Faria

Tinha ficado decidido que, no palco, estariam actores, cantores, referências culturais que dessem a Concentração o carácter também cultural que tem que ter. Uma iniciativa contra a guerra é também uma vitória da cultura contra a barbárie. Os nomes escolhidos e convidados, davam à iniciativa o carácter independente que a luta pela Paz tem que ter.
No palco a jovem speaker de serviço que ninguém decidira nem escolhera, em qualquer reunião da organização da iniciativa, substituía as personalidades que todos tinham acordado. Não foi dada qualquer justificação. Nem para a ausência nem para a escolha da presença.
Para o Palco, em vez das personalidades acordadas e cuja ausência ninguém justificou, foram chamados representantes das organizações que tiveram, segundo a speaker que ninguém acordou nem apresentou, a iniciativa da Concentração. Foram chamados, se a memória não me engana, representantes de cinco organizações, das mais de cinquenta que aderiram à iniciativa. Nas reuniões havidas tinha ficado decidido que não haveria presença no Palco de ninguém que desse conotação partidária à concentração que se queria popular e independente. A menina que apresentou a concentração chamou candidamente o representante do PCP e da JCP…a escolha foi puramente involuntária. Tipo rifa. Ninguém dos presentes teve nenhuma dúvida disso…até porque também ninguém tem dúvidas do carácter independente dos representantes do PCP e da JCP…
No Chiado, na Brasileira, os transeuntes de Sábado alhearam-se do que se passava meia dúzia de metros mais acima. Entre aqueles que aderiram viam-se bandeiras do PCP, bandeiras dos Verdes, do MDM e cartazes com frases contra a guerra, com o simbolo do Bloco, pequenino. Porque estavamos ali para passar a mensagem. contra a Guerra e contra Bush. Nós, os que empunhávamos os cartazes do Bloco, fomos ao Camões manifestarmo-nos contra a Guerra. E cumprir o que democraticamente tinha sido estabelecido nas reuniões que prepararam a Concentração. Mais uma vez, como em todas as iniciativas que se querem independentes e não fechadas, o PCP jogou o seu jogo desleal.
Os dirigentes do meu Partido presentes, dizem que não há muito a fazer. Eles são assim, acrescentam. Nestas alturas, não ser dirigente do meu Partido, dá-me uma liberdade enorme. Eles são assim, mas sob pena de pactuarmos com eles, temos que exigir que não o sejam. À falta de respeito pelas regras democráticas temos que responder com firmeza. Não com indiferença.
O mais importante foi feito. Estivemos no Camões a lutar pela Paz. Mas o alheamento de quem, metros abaixo sobe o Chiado e se senta a beber café na Brasileira, também é resultado destes tipo de comportamentos de décadas. De certeza que há muito mais portugueses contra a Guerra sem fim no Iraque, contra a Guerra que se avizinha no Irão, contra a politica imperialista de Bush. Possivelmente há é muita gente que perdeu a paciência para golpes baixos. Vou continuar a estar lá…mesmo com manobras, vão levar comigo. Mas calá-las não. Seja em que nome do que for. Calá-las não. Sob pena de pactuar com o alheamento cada vez maior de quem sobe o Chiado ou toma a bica na Brasileira.
Durante a concentração foram cumpridos dois pontos do que tinha sido anteriormente aprovado. Maria do Céu Guerra leu um texto sobre a Paz e José Mário Branco um poema palestiniano. Soube bem encontrá-los ali. Este era o espírito. Que todos os organizadores tinham acordado.Que mais uma vez os mesmos de sempre com a mesma atitude de sempre tentaram desvirtuar.

Publicado por Troll Urbano às 08:08 PM | Comentários (16)

março 17, 2006

O primeiro encontro

Por:Isabel Faria

No primeiro encontro ambos vestiam fatos cinzentos. Nenhum falou aos jornalistas. Parece que havia mais seguranças no Palácio e que o sofá foi substituído por duas cadeiras e uma mesa redonda. O encontro demorou mais que o previsto.
Sempre achei o Sr. Presidente coerente. Findo o intervalo da campanha, tudo voltaria à imagem de antes.
A imagem de antes tem muito mais que uma mesa de trabalho redonda e um fato cinzento. Continuo a achar o Sr. Presidente coerente. E sei que a campanha acabou.

Publicado por Troll Urbano às 11:31 AM | Comentários (3)

março 15, 2006

Miguel Vale de Almeida

Por:Isabel Faria

miguel.jpg

Miguel Vale de Almeida anunciou nos Tempos que correm a sua desvinculação da actividade partidária.
Muito antes de eu entrar para o Bloco, depois de anos de afastamento de qualquer actividade partidária, o Miguel era, para mim, dentro do BE, uma das referências mais marcantes. Durante estes anos, desde que me tornei militante, não sei se alguma vez nos falámos. Mas a referência manteve-se. Não preciso, neste momento, de nehuma explicação para além das que ele dá no seu post em que anuncia a saída.
O Bloco de Esquerda fica mais pobre sem o Miguel Vale de Almeida. Eu fico mais pobre sem o Miguel Vale de Almeida no meu Partido. O "meu" Bloco continua a passar por aquele que o Miguel ajudou a construir. Mesmo que ele lá não esteja. Tenho a certeza que nos iremos encontrar em muitos "casos" e em muitas "causas".
Até já, companheiro.

Publicado por Troll Urbano às 09:07 PM | Comentários (11)

As escolhas do Sr. Silva

Por: Daniel Arruda

Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite, Anacoreta Correia, Dias Loureiro e João Lobo Antunes. São estes os nomes dos novos Conselheiros de Estado. Os 5 nomes escolhidos por Aníbal Silva são de um peso político extremo. Pessoas de reconhecida competência.

Só fiquei com uma dúvida. Depois destas escolhas ainda alguém duvida que o que Cavaco está a preparar
é verdadeiramente um governo sombra ao executivo, goste-se ou não, legitimamente eleito para o efeito?
E isto é só o início de um calvário que vamos ter de viver durante pelo menos 3 anos. Ter o Governo Sócrates em S.Bento e o Governo Silva em Belém.

Publicado por Troll Urbano às 03:07 PM | Comentários (2)

março 13, 2006

Mais uma investida

Por: Daniel Arruda

Salários sobem acima da produtividade e da inflação
DN, hoje

No texto que acompanha este título vem a explicação de como se chega a esta conclusão, mas eu confesso que me sinto incapaz de compreender estes cálculos. Ou melhor, eu compreendo-os, acho é de mau tom. Se alguém quer lançar para cima da mesa novamente o tema da redução dos salários em nome da competividade que o faça, para poder ser combatio e refutado.

Quando é que o nosso Governo percebe que os governos que estão a seguir esta política, e mal a meu ver, têm salários superiores aos nossos, jornadas de trabalho mais curtas e condições sociais totalmente distintas das nossas. Estas medidas em Portugal não levam a nada que não seja ao aumento da precariedade e à diminuição de emprego.

Publicado por Troll Urbano às 10:23 AM

março 12, 2006

Um ano que me pareceram dez

Por: Daniel Arruda

Faz um ano que Sócrates tomou posse. Ainda faltam 3. Adoraria dizer que o país está melhor, mas não está. Há mais desempregados, há mais pobres, há mais sem abrigo, há mais precários, o código de trabalho mantém-se inalterado, os impostos aumentaram, a saúde piorou, as finanças públicas continuam descontroladas, ...

Ainda faltam 3 anos para que possamos correr com a incompetência de S. Bento. Longo martirio.

Publicado por Troll Urbano às 11:28 PM | Comentários (8)

março 11, 2006

Por atacado, é mais barato

Por:Isabel Faria

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Ontem vi, enquanto passava, num título dum jornal (não faço ideia qual, como habitualmente ia a correr para o emprego...), que Paulo Portas ia antecipar o seu regresso ao PP, para Outubro. Não li o artigo e não faço ideia se isto é uma antecipação grande, caninita ou assim-assim. Confeso que nos últimos tempos tenho dado pouca importância ao PP. Coisa feia de que terei que, rapidamente, me redimir.
Os jornais continuam a dar notícias de umas guerras lá no Partido, porque Ribeiro e Castro chamou Banda aos deputados (não percebo muito bem. Uma banda é uma coisa girissima, com umas fardas e uns instrumentos e um maestro, e que normalmente, até toca...mas fico feliz por eles, no PP, não acharem graça às mesmas coisas que eu...). Tudo leva a crer, portanto, que o homem acabe mesmo por antecipar a coisa.
Possivelmente, tal como nas laranjas, nas sardinhas ou nas sacas de cimento, os Dons Sebastiões ficam mais baratos se forem comprados por atacado. Quer-me parecer que, possivelmente, do lote, também poderá fazer parte um DS para o antigo parceiro de coligação. Por enquanto, eles vão-se remediando com o geral, mas, lá para mais perto das legislativas, devem acabar por sentir necessidade de um mais pequeno, assim, mesmo só deles. E, claro que eles sabem que três Dons Sebastiões fica mais barato que dois e aí por diante...o departamento de compras das empresas, por exemplo, às vezes por necessidade de reduzir despesas e de cumprir orçamentos e assim, também pedem aos fornecedores, para dividirem as encomendas. Encomenda-se 100 resmas de papel A4. Faxavor de dividir a entrega em quatro vezes, para a gente meter isto em quatro meses diferentes. Deve ser, portanto, possivel fazer o mesmo com os DSs. Com a vantagem que, com ao passar do tempo e o esquecimento da história, agora nem precisam de esperar por dias de nevoeiro para trazer o material.

Publicado por Troll Urbano às 12:35 PM | Comentários (3)

março 10, 2006

Fundamentais

Por: Daniel Arruda

Cem mil portugueses estão classificados como «fundamentais para o país», dado os cargos que ocupam, e por isso irão receber anti-virais em caso de pandemia provocada pelo vírus da gripe das aves, anunciou a sub-directora geral da Saúde.
in diariodigital

Isto é brincadeira???? É que se sim é de um terível mau gosto. Nunca ninguém tinha dito publicamente que havia portugueses de 1ª e de 2ª categoria.

Por favor digam-me que foi uma piada de mau gosto.

Publicado por Troll Urbano às 04:44 PM | Comentários (6)

março 09, 2006

Porque sabemos

Por: Daniel Arruda

Nada tenho contra que empresas privadas dêm lucro. Nada me move contra as empresas públicas que têm lucros. Mas 2,1 mil milhões de euros de lucros dos 5 maiores bancos portugueses é um abuso. Não pelo valor em si. Mas porque sabemos que estes lucros são conseguidos porque os bancos têm um regime fiscal especial que os põe a pagar uma ninharia de impostos. Porque sabemos que são conseguidos porque os bancários trabalham 12 e 13 horas diárias sem remuneração extra. Porque sabemos que á conta dos multibancos e dos serviços net os seus quadros de pessoal foram emagrecidos drasticamente o que torna uma ida ao banco para tratar de algo banal como uma troca de caderneta num inferno de 1 hora ou mais de espera. Porque sabemos que os circuitos do dinheiro são tão escuros que há efectivamente lavagens de dinheiro. Porque sabemos que ninguém fiscaliza os bancos como ainda hoje ficou provado ao tornar-se público que apesar do aumento de juros no crédito o mesmo não se verificou com os juro dos depósitos.

É vergonhoso e acima de tudo é imoral. Nós que por cada 1000 euros ganhos descontamos no mínimo 310 euros de impostos para em grande medida sustentar o estado assistimos a que por cada 1000 euros de lucros nos banco apenas são transferidos 50 euros para o erário público. É imoral porque é isto que é considerado o motor da economia e não quem trabalha e cria riqueza para o país.

Publicado por Troll Urbano às 05:31 PM

Então e a minha medalhinha

Por: Daniel Arruda

Até hoje tive a esperança de não ser o único portugues que não foi condecorado com uma medalhita qualquer por Jorge Sampaio.

Hoje ele dá por findo o seu mandato e a minha medalhinha nada. Estou triste. Muito triste. A minha esperança numa condecoração, nem que fosse a da "cruz de chabregas" acabou.

Publicado por Troll Urbano às 03:43 PM | Comentários (2)

Só podia estar aqui

Por:Isabel Faria

Protocolo: cerimonial, formalidades a observar nas recepções de soberanos, nas questões diplomáticas, etc;
formulário que regula os actos públicos;

Aplauso: acto ou efeito de aplaudir; louvor; aclamação festiva;

Não há dúvida que sendo de Esquerda e considerando a coerência um valor fundamental, eu só podia estar no Bloco de Esquerda.


Publicado por Troll Urbano às 02:54 PM | Comentários (16)

9 de Março de 2006

Por:Isabel Faria

cinzento.bmp
Desengane-se quem pensar que elas vergam perante a nuvem cinzenta. Têm anos de prática em se manterem de pé. E ficam sempre de pé, até ao fim.


Publicado por Troll Urbano às 08:39 AM | Comentários (3)

março 08, 2006

Jorge Sampaio

Por:Isabel Faria

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Sinto que devia fazer um post. Não me apetece nada escrever muito. Muito menos fazer análises ou revisitar a História recente. Estou demasiado cansada. Por isso, não me apetece falar das divergências, dos adiamentos, das hesitações. Ou melhor, das hesitações é capaz de ser o que me apetece falar. Não das que fomos falando ao longo dos anos. Das concretas. Mas do acto de hesitar. Porque é humano. Não me apetece agora falar muito nisso, mas presumo que vou ter saudades das hesitações de Sampaio. Porque só os seres superiores, os Messias, os donos da verdade, não hesitam e não têm dúvidas. Os homens têm-nas. Mesmo quando, na altura, não nos conformamos com elas.
Só para dizer, portanto, isto: apesar de todas as vezes em que não foi o Presidente que eu elegi ( e foram muitas) , foi bom ter um homem na Presidência. Receio que amanhã se passe para a outra dimensão. Aquela em que não se hesita. Porque não se sente. Os donos da verdade não sentem. Estão muito ocupados em alimentá-la.

Publicado por Troll Urbano às 09:15 PM | Comentários (3)

março 07, 2006

23% Sr. Ministro? Já fui assaltado de forma menos descarada.

Por: Daniel Arruda

O ministro Correia de Campos anunciou ontem que vão aumentar as taxas moderadoras da saúde. "Os utentes vão pagar mais pelos cuidados de saúde já em Abril. O Governo vai aumentar as taxas moderadoras nas urgências em 23% - passam de 6,90 para 8,50 euros nos hospitais centrais e de 2 para 3,30 euros nos centros de saúde. Nos restantes serviços, a actualização é feita ao nível da inflação (2%).".
Segundo o ministro este aumento visa a vontade de racionalizar o acesso a estes serviços - principalmente nos hospitais - e evitar a sua utilização abusiva..
Não posso deixar de achar piada ao argumento. Se aumentam as taxas moderadoras em todos os serviços como se vai fazer a triagem do que é realmente urgência. Mais se as consultas também são aumentadas e o seu serviço não melhorado, como se vai querer que as pessoas usem a consulta externa.

Vamos por exemplos. Eu na minha área de residência não tenho médico de familia. Eu e mais 40 mil na minha região. Por isso tenho de me deslocar ao posto de saúde e sou considerado uma urgência. Não seria mais lógico melhorarem o serviço de saúde usando o dinheiro dos nossos impostos em vez de tornarem o serviço inacessível ao comum cidadão. É que são 23% de aumento.
Já nem vou falar que a nossa constituição diz que os serviços de saúde são tendencialmente gratuitos e não tendencialmente pagos como se verifica

Podiamos aqui fazer imensas teorias, mas acho que numa altura em que se discutem novos investimentos em novos hospitais deixando detiorar os nossos centros de saúde este anuncio ganha ainda maior relevancia.

Publicado por Troll Urbano às 11:23 AM | Comentários (1)

A gente não avisou????

Por:Isabel Faria

"Posse de Cavaco Silva é uma "operação de risco elevado"
, título do JN, on line.
Ok, então, mas se só aqui no Troll, a gente anda a dizer isso desde o dia daquele jantar de aniversário do casamento que passou despercebidissimo, o que não teve a Sic a andar de mota em directo ao lado do carro do casalinho, nem levou os aniversariantes ao restaurante, nem filmou a entrada no dito, nem esperou pela saída, toda a gente avisou durante a campanha e mesmo assim houve 50% e mais umas décimas que não nos ouviram, agora querem que a gente faça o quê???? Nunca ouviram aquele ditado popular de quem vos avisa vosso amigo é???? O pior é que vamos ter que levar todos com o risco... Comecem a ouvir os conselhos que a gente dá, caraças!!!!!

Publicado por Troll Urbano às 09:21 AM | Comentários (6)

março 06, 2006

Copiem os bons exemplos

Por: Daniel Arruda

José Socrates mostrou-se impressionado com o sistema de ensino na Finlandia gabando o sistema implementado. Realmente, já começa a ser fastidoso ouvir a cada visista a um país desenvolvido as referências ao que estes têm de bom. É que quem ouvir falar os nossos governantes até nem parece que há 30 anos que são eles que andam no Poder. Se os outros estão bem organizados não será também altura de pensar que são os mesmos que gabam, os responsáveis por nós não estarmos naquele nível de desenvolvimento?

Já agora, começava por deixar uma deixa. Comecem por seguir exemplos que nos melhorem o nível de vida. É que os finlandeses há mais de 20 anos que não perdem poder de compra nas actualizações salariais, muito antes pelo contrário. São dos que mais impostos pagam na Europa e são os que mais serviços públicos têm na Europa. Não privatizam nem entregam à iniciativa privada. São os que têm em toda a Europa a legislação laboral mais favorável ao trabalhador.

Copiem os bons exemplos que nós agradecemos e deixem-se de aventureirismos.

Publicado por Troll Urbano às 03:31 PM | Comentários (8)

Marques Mendes, o incoerente

Por: Daniel Arruda

Marques Mendes há uns meses atrás crtiticou fortemente a hipótese de um grupo empresarial espanhol comprar a TVI porque, segundo Marques Mendes, isso iria ser traduzido numa perca de identidade e de menor divulgação da lingua e cultura portuguesa.
Marques Mendes foi ontem ao congresso do PP espanhol. Normal para quem é o líder do PSD em Portugal.. O que não se compreende é que com tanta defesa da lingua portuguesa Marques Mendes vá para lá falar castelhano e ainda por cima, mal.

Mas já há muito que compreendemos que com Marques Mendes é mais " nem façam o que digo, nem façam o que faço"

Publicado por Troll Urbano às 08:26 AM | Comentários (1)

março 04, 2006

Reflexões

Por:Isabel Faria

A propósito de alguns comentários no Troll e noutros Blogs, de militantes ou pseudo-militantes do PCP, creio que devemos meditar um pouco.
A tentativa que o Bloco sempre fez e que os seus militantes fazem, diariamente, na base, nas empresas, nos Sindicatos ou na rua, no Parlamente ou nos movimentos sociais de não transformar o PCP em inimigo, tira-nos, algumas vezes, capacidade para chamar as coisas pelos nomes. A unidade com os militantes do PCP é um aspecto fundamental na luta politica de Esquerda em Portugal, mas é necessário ser claro, mesmo perante esses militantes, sobre quais os pontos que nos separam.
Os comentários, mais ou menos sem sentido e escabrosos que proliferam por essa Blogosfera fora, não podem ser vistos de forma isolada. O PCP também é isto. E, à custa de não querermos misturar inimigos com adversários, não podemos deixar de salientar que esta politica dogmática, fechada, baseada em história que se reinventa, não é o futuro, não passa por aí o Futuro. Do Socialismo e da luta por uma sociedade justa em Portugal.
O PCP, não é só o Jerónimo de Sousa a dançar a valsa em alturas de campanha eleitoral. O PCP é a tentativa diária de controlar os movimentos sociais, de os fazer seus veículos de transmissão e o que essa atitude fez para o retrocesso, o isolamento e as derrotas dos movimentos dos trabalhadores. O PCP não é só, os ataques mais ou menos folclóricos ao Bloco de Esquerda, que estes comentários que por aqui vão passando, mostra. O PCP é também e, sobretudo, as alianças constantes com a Direita a nível autárquico e a inviabilização de qualquer maioria de esquerda, em que o Partido não estivesse em posição de conseguir controlar e dominar.
O medo de sermos acusados de divisionistas, não nos pode coibir de afirmar categoricamente que a agenda, a politica do PCP a nível sindical, contribui tanto para o retrocesso das lutas e dos direitos dos trabalhadores como as repressões patronais ou as ofensivas do(s) Governo(s). E isto, está bem de ver, nada tem em diabolizar. Tem em dizer bem alto que o modelo de sindicalismo como correia de transmissão dum Partido, está definitivamente moribundo em Portugal. E, assim, continuaria, se, alguma vez, passasse pela cabeça do Bloco, “disputar” hegemonias.
A maneira afável e gentil com que os neo-conservadores trazem o PCP ao colo, nomeadamente em tempo de eleições, é a prova de que o Partido deixou de representar perigo. O PCP passou, por eles, a ser usado, com bonomia, como memória, a partir do momento em que deixou de ser perigoso como futuro. Eles, os neo-consevadores, tipo JMF, sabem que da memória, por mais que se tenha o dever de preservar, não vem mal ao mundo. Ao seu Mundo. Mal ao Mundo, ao seu Mundo, vem das propostas alternativas, da capacidade de juntar as chamadas causas fracturantes, que não são mais, afinal, do que a luta pela igualdade de direitos e a denuncia dos atentados a essa igualdade, à luta diária contra o desemprego e a precariedade, à denúncia diária da guerra e dos seus mentores ou silenciadores, à aposta na globalização das lutas dos trabalhadores como única forma de vencer a globalização do capital.
O problema da Direita em Portugal, tão bem demonstrada nas últimas presidenciais, está no crescimento dum movimentos social que lute por uma sociedade mais justa, mais livre e mais igualitária. E que denuncie os atropelos a essa luta. O problema da Direita conservadora não está, num Partido que usa a memória das lutas passadas, mas que, à primeira oportunidade, se alia ás forças mais reaccionárias, na tentativa desesperada de guardar umas migalhitas do Poder. De Poder.
Parece-me, portanto, um erro, achar que as vozes que por aqui vão passando, e descontando a insanidade que todos lhes reconhecemos, sejam completamente alheias ao Partido. Claro que há gente séria, bem intencionada, coerente, que acredita nos seus ideais e nos seus valores. Mas a linha do PCP, a arrogância, a difamação, os fretes à Direita, nomeadamente nas Autarquias, a partidarização do Movimento sindical, com tudo o que isso implica a nível de afastamento e de desmobilização dos trabalhadores, não é tão diferente assim, desses comentários que por aí proliferam.
Não me parece que a atitude correcta seja calar divergências. Não se pode calar ou fingir que não se dá por Cuba ou pela Coreia. E pelo apoio, ou silêncio, do PCP, a estes regimes. Não se pode fingir que os deputados do PCP não receberam o Primeiro Ministro Chinês na sua visita a Portugal e não se pode pensar, que estes exemplos são de somenos importância. Um Partido, é um todo. O PCP é Jerónimo de Sousa a dançar a valsa em tempo de eleições, é o colo de JMF e da outra imprensa neo-liberal e conservadora, é a partidarização das lutas dos trabalhadores e o seu esvaziamento, é os homens sérios que lá militam, é as alianças que se devem e podem procurar nos locais de trabalho com os seus militantes, é a memória de um passado de luta, é a falta de abertura para procurar alternativas, é as alianças diárias com a Direita.
Afastarmo-nos claramente desta politica autofágica do PCP, não é uma maneira de tentar crescer à custa do seu esvaziamento, como eles nos querem fazer crer, mas a maneira de afirmar categoricamente que o modelo de Partido, de Sociedade e de lutas do PCP está esgotado e é perfeitamente conservador. O Partido até pode crescer eleitoralmente um ou dois pontos, mas, como dizia alguém, é como se estivesse fechado dentro duma caixa, a caixa ainda tivesse um pouco de espaço livre e o Partido, eleitoralmente, ainda pudesse ocupar esse espaço. O da Caixa. E, de caixas, a Direita não tem medo. Até porque é a primeira a conhecer-lhes o tamanho. A Direita tem medo é dos espaços abertos. Porque aí cabe sempre mais uma pessoa, uma ideia nova, uma luta nova, um futuro novo. Há muito que o PCP deixou de constituir perigo. Desde o momento em que, há muitos anos, boicotou, traiu e sabotou, à custa de querer controlar, os movimentos populares de base, o chamado Poder Popular, que em 1975, tanto terror lhe causou..

Publicado por Troll Urbano às 01:11 PM | Comentários (30)

Faz hoje 5 anos

Por: Daniel Arruda

Entre os rios

Parece que foi ontem mas não. Já passaram 5 anos desde que a ponte de Entre-os-Rios caíu. 5 anos para que nada se fizesse. Ainda não há responsáveis, não há culpados. Mas há vítimas. E há familiares das vítimas. Há agregados familiares desfeitos.
Descobriu-se por causa deste caso que havia em Portugal muitos viadutos e pontes em estado crítico. À beira da ruína. Foram identificados mais de 500 casos que necessitavam de obras. Dessas mais de 250 eram obras urgentes. Hoje passados 5 anos 60% dessas obras ainda não saíram do papel.

Será que em Portugal ninguém entende o sentido da palavra urgente. De Souto Moura a Sampaio, de Guterres a Sócrates. Urgente é uma coisa para ontem, não para amanhã. Será que tem de haver mais tragédias em Portugal para preceberem o que quer dizer urgente e já agora prevenção. Mas também o que esperar de um país cuja capital não tem um plano de emergencia em caso de catastrofe.

Publicado por Troll Urbano às 11:30 AM | Comentários (6)

Um desabafo

Por: Daniel Arruda

En ano de contenção salarial, em que foram pedidos sacrifícios aos trabalhadores, em que o imposto mais cego, que é o IVA, foi aumentado, em foram pedidos inumeros sacrifícios áqueles que são a esmagadora maioria da população portuguesa, ou seja os trabalhadores por conta de outrem, somos confrontados com notícias como esta?

Apetece-me reinventar um slogan muito em voga há uns anos atrás

"Votem nas mães que dos filhos estamos fartos"

Publicado por Troll Urbano às 09:30 AM | Comentários (7)

março 03, 2006

Entendi-o perfeitamente Sr. Ministro

Por: Daniel Arruda

Nicolas Sarkozy António Costa Cavaco Silva

Nicolas Sarkozy encontrou-se hoje com António Costa e a conclusão que se pode tirar para não ser maçudo é que ambos estão de acordo que se tem de limitar a imigração, ambos defendem a Europa fortaleza, ambos defendem uma guarda fronteiriça mediterranica, ambos defendem a agenda neo liberal da Europa que temos.
Sabemos que António Costa é um Socialista (Coff!!!!! Coff!!!!!) ou pelo menos quer parecer tal e que o outro é o elemento mais de direita do governo Francês, o tal que apelidou os jovens de Paris de escumalha da sociedade. Um diz-se de esquerda e o outro assume-se como neo conservador. Porque será que têm tanta coisa em comum. Porque o PS em Portugal há muito deixou de ser de esquerda.

Amanhã Nicolas Sarkozy vai-se encontrar com Cavaco Silva. Prevejo que Cavaco tenha dificuldade em assumir que é da mesma família política de Nicolas Sarkozy. Ou será que é o princípio da convergencia emtre Belem e S.Bento. Pelo que me toca estamos conversados. Numa visita que deveria trazer nojo a Portugal criam-se convergências por isso apenas posso dizer ....

.... "Entendi-o perfeitamente Sr. Ministro"

Publicado por Troll Urbano às 08:03 PM | Comentários (3)

março 01, 2006

Ainda sou do tempo em que se nascia em casa

Por: Daniel Arruda

Dizia-me um senhor hoje no café, que os governos descobriram a forma de baixar a taxa de natalidade em Portugal. Dizia ele que era baixando cada vez mais o poder de compra. Não deixa de ter razão, mas o que o senhor não devia saber é que o Governo estava a dar mais uma facada nas pessoas, o que à natalidade diz respeito. É que pelos vistos vão fechar umas quantas maternidades ou serviços de obstetricia de hospitais portugueses. Dizem que é por falta de profissionais. Pelos vistos o pessol do INEM dentro das ambulancias ou as já extintas mas recuperáveis parteiras têm melhores condições.

Sr. Socrates, está no bom caminho, invista nas tecnologias e não invista na formação de médicos pois daqui a uns anos os partos vão ser feitos via Internet. Para quê investir na saúde se os privados prestam tão bom serviço. E a preços em conta, claro.

Publicado por Troll Urbano às 06:13 PM | Comentários (3)

fevereiro 28, 2006

Sou solidário com o 24 Horas

Por: Daniel Arruda

Ponto prévio - Não gosto do jornal 24 Horas

Posto isto posso escrever a posta.
O 24 Horas é um tabloíde, um género jornalístico que se goste ou não existe em todos os países. Jornais sensacionalistas que fazem do escandalo a notícia. Metem-se com figuras públicas, divertem por vezes a opinião pública "desmascarando alguns podres" do nosso jet set, metem-se onde não são chamados. Mas fazem uma coisa que já caiu em desuso no nosso jornalismo. Investigação. Vasculham, vão à procura, e normalmente encontram.

No outro dia meteram-se com o Poder, neste caso o ministério público e "Ai meu Deus, que cai o Carmo e a Trindade". Quem pensava que o Poder se ficava a rir enganou-se e vai de retaliar, usando o que o próprio poder lhes confere, a imunidade de fazerem o que querem sem que ninguém os fiscalize. Não importa para isso que um dos pilares da democracia e civilização caia. O da imprensa livre. Vai de ordenar buscas e apreender o material informático dos jornalistas onde devem estar muitas informações, algumas mesmo relativas a fontes que usam e que têm de estar protegidas. Mas não se pense que esta acção da (in)justiça portuguesa visa apenas os jornalistas do 24 Horas. Não. Visa todos os jornalistas a quem alguma vez tenha passado pela mente enfrentar o Poder, sim porque para o Poder imprensa livre significa carneirada. Os do "sim Senhor" e "Amen". Os que não afrontam o poder. Os do políticamente correcto.
Espanta-me por isso que a classe profissional dos jornalistas ainda não tenha tomado uma posição clara sobre o assunto com excepção de alguns reconhecidos "outsiders" como o caso de Miguel Sousa Tavares ou Pacheco Pereira, sendo que estes são mais colunistas que jornalistas.

Hoje foi conhecida a decisão do Juíz de deixar que o Ministério Público abra o material confiscado e vasculhe nos pertences dos jornalistas. Mais espantoso ainda é quando a veracidade da notícia do 24 Horas não é posta em causa, ou seja, o Ministério Público agiu mal, mas isso agora não é importante. O que interessa é castigar quem fez a sua função de jornalista e contou aos contribuintes as argoladas da nossa Justiça. Mais, interessa saber quem colaborou com os jornalistas prestando assim serviço público.
As respostas urgentes, ou para ser correcto na citação do Presidente da República, respostas num curtissimo espaço de tempo, já foram para a gaveta, pois o que interesa agora é encontrar bodes expiatórios e que de preferência sirvam de exemplo para outros jornalistas que tentem ousar afrontar o Poder. Abrimos os jornais e espantoso como nem uma referência se faz ao assunto, nas televisões idem e nas rádios a excepção fica-se pela tímida tentativa da TSF em falar sobre o assunto.

Eu sinto-me revoltado por esta situação. Que Estado de direito é este em que não há liberdade de expressão. Que Estado é este que em vez de reconhecer e emendar um ero se preocupa em castigar quem o denuncia. Que Estado é este em que a incompetência é poder.
Desculpem-me o desabafo mas por vezes acho que a censura voltou, ainda que encapotada e que o só pode ser órgão de comunicação aquele que for conivente com os poderes instalados.

Publicado por Troll Urbano às 10:37 PM | Comentários (23)

fevereiro 25, 2006

Afinal, não era difamação...

Por:Isabel Faria

Segundo o Expresso de hoje, Domingos Névoa, o sócio da Bragaparques que na passada semana tinha ameaçado processar Sá Fernandes por difamação, descobriu agora que , afinal, sempre houve tentativa de “negócio” e que só o seu outro sócio estava ao corrente dele. Manuel Rodrigues, o sócio, é, portanto, também constituído arguido no processo.
Domingos Névoa, declarou , no entanto, que não se tratou de uma tentativa de corrupção, mas tão só uma “negociação” com vista ao financiamento do Bloco. O que parece lógico. Mesmo que não existissem gravações, pareceria lógico e perfeitamente normal a qualquer um que a Bragaparques financiasse o Bloco de Esquerda e que escolhesse Sá Fernandes, para acertar os detalhes. Aliás, quem melhor que ele, eleito independente pelo Bloco, vereador na Câmara de Lisboa, com um processo judicial contra a Bragaparques e uma denuncia constante dos negócios que a empresa protagoniza, poderia ser escolhido como o interlocutor ideal para levar a bom termo a “negociação”?
Entretanto, na Câmara de Lisboa, Sá Fernandes propôs, esta semana, que fosse elaborada uma listagem de todos os negócios da Bragaparques na cidade. A proposta foi recusada com os votos contra do PSD e do PP, a abstenção do PS e de um vereador do PSD e os votos a favor do BE e da CDU. A Câmara acabaria por aprovar uma moção apresentada pela maioria PSD/PP de solidariedade com Sá Fernandes e de repúdio pela tentativa de suborno. Agora a maioria de Direita na Câmara, descansa em paz, porque a Zezinha até curte a palavra solidariedade e ficam garantidos os anteriores, actuais e futuros “contactos informais” entre empresas e possíveis “negociadores”. Nesta votação não me parece nada surpreendente a votação do PS. Afinal, com tantos anos de Poder Autárquico com tantos casos que se conhecem, também deve ser conveniente não levantar muitas ondas.
Entretanto, Sà Fernandes continua a fazer aquilo para que foi eleito. A trabalhar para fazer uma cidade melhor. Como dizia o Daniel Oliveira esta semana no Expresso, felizmente que eles, às vezes, são atrevidos, talvez perdendo a cautela à custa de tantos “sucessos” e felizmente que, às vezes, há homens que não têm preço.

Publicado por Troll Urbano às 03:54 PM | Comentários (35)

fevereiro 24, 2006

Provisório

Por: Daniel Arruda

A ministra admitiu que para já, na maioria dos casos, as crianças serão encaminhadas para "escolas de acolhimento". Uma solução "temporária", pois o objectivo passa por ter construídos, "dentro de três a quatro anos", centros escolares integrados suficientes para receberem os alunos.
DN, hoje

Claro, a solução é temporária. Mas será que é mesmo? Não a solução é definitiva, pelo menos para as crianças agora abrangidas. Quando, se os prazos forem cumpridos, os centros escolares estiverem concluidos as crianças agora abrangidas por esta situação já terão acabado o 1º ciclo. Mas reforço a ressalva das situações provisórias na educação portuguesa. Quem não conhece uma escola provisória que esteja nessa situação há decadas, quem não conhece os refeitórios escolares provisórios ou as instalações desportivas provisórias. Tudo na educação portuguesa é provisório, tudo menos uma coisa. A estupidez de quem nos governa. Essa parece ser definitiva.

Publicado por Troll Urbano às 09:55 AM | Comentários (5)

O Anão no seu circo

Por: Daniel Arruda

Perguntava um amigo no outro dia qual a razão de eu não falar aqui mais do PSD, de Marques Mendes e da direita em geral. A resposta é simples. Não há nenhuma razão em particular. O que acontece é que o PSD e o seu líder nada fazem, nada dizem, nenhuma opinião têm. Podia criticar os principios ideológicos, mas nem essa é a função de um blog, pelo menos deste blog, e muito sinceramente não me apetece discutir modelos em que não acredito. Combater sim, agora discutir a essencia da social democracia, embora no PSD não seja na essencia social democrata, esse papel cabe em Portugal ao PS, não está nos meus planos mais próximos.

Nesta vida blogueira, e só nesta entenda-se, confesso que tenho saudades de Santana Lopes. O homem dava uma notícia por dia, ou mais. Não tinha definitivamente nada a ver com o anão. Acho que a estratégia de Marques Mendes é clara. Quer minorar os estragos das últimas legislativas, não dando nas vistas, deixar que as pessoas se esqueçam e daqui a dois anos voltar com um chorrilho de críticas sem que lhe possa ser apontada a "pesada Herança" que o seu partido deixou. É típico de um partido que sabe que quando o povo se fartar do seu irmão, o PS, lhe vai oferecer o poder de novo, sem qualquer critério. Sabe que não é preciso ser sério, basta parece-lo.

Deviamos desmascarar isto com mais veemencia? Talvez, mas falar de alguém que nada diz e nada faz não é fácil.

Publicado por Troll Urbano às 09:47 AM | Comentários (3)

fevereiro 23, 2006

Gulag americano

Se é Jack Straw que o diz quem somos nós para o desmentir.

"Guantánamo não deve ser o 'gulag' americano"

Já agora podem ler aqui a declaração política de Fernando Rosas no parlamento sobre esta questão. Deixa um pergunta no ar, mesmo no fim da intervenção á qual eu também gostava de ter uma resposta "É preciso saber de que lado se posicionam o Governo português e esta Assembleia quando o essencial, os direitos humanos, se coloca como questão.".
Para mim é óbvia qual a posição mas como mais ninguém se pronunciou fiquei sem saber o que pensam os outros. Em particular o governo.

Publicado por Troll Urbano às 10:33 AM

fevereiro 22, 2006

Uma opinião da Caixa de Comentários

Por:Daniel Arruda

Porque muitas das últimas postas do Troll, têm sido sobre o Mundo do Trabalho, a precariedade, o desemprego, o papel das Organizações Representativas dos Trabalhadores e as novas opções e caminhos que se nos colocam, fica aqui um comentário, a esta posta que acho que merece mais visibilidade e no qual me revejo totalmente.
Este comentário é uma resposta a uma nossa comentadora habitual, daí a 1ª frase lhe ser dirigida.

Esta guidinha é um espanto, consegue colocar aqui a cassete que tem na cabeça e até parece que pensa.

Vamos ver, primeiro o tal Américo Nunes sindicalista profissional que há mais de 25 anos que não entra numa empresa para executar qualquer trabalho manual, ou ouvir os trabalhadores no seu dia a dia. Limita-se a reunir com os camaradas (sim camaradas porque na direcção da União 3 em cada 4 tem que ter cartão do PC ou não entram) e a lançar bitoques, a falar do que nem sequer sabe, numa visita à Autoeuropa, em tempos confrontado com as condições de trabalho e as condições sociais, dizia a um seu camarada “ é pá nunca vi nada assim, mas temos que dizer ao pessoal que isto não presta, temos que os mobilizar para a luta” é este tipo de sindicalismo que se pratica neste país, utilizar os trabalhadores como arma de arremesso contra politicas governamentais esquecendo os verdadeiros interesses dos trabalhadores.

É claro que o artigo que escreve no tal Militante, bem como o que escreveu o camarada Eugénio Rosa, onde se misturam gatos com sapatos, onde as coisas são analisadas no plano ideológico esquecendo o concreto da luta do dia a dia dos trabalhadores pela sobrevivência dos postos de trabalho, só são escritos por pessoas cuja visão do mundo não vai além daquilo que os rodeia, por muito mais que queiram fazer os outros pensar que são inteligentes.

Apetece colocar a esses senhores a pergunta que Lula da Silva fez (depois de ter sido eleito presidente do Brasil) aos seus camaradas dirigentes da CUT.” Dos mais de 500 dirigentes sindicais aqui presentes qual de vocês tem o sue posto de Trabalho em risco? Qual de vocês pode não receber salário amanhã? Nenhum, todos são sindicalistas profissionais o vosso emprego e salário está dependente não de um patrão, mas dos trabalhadores,” com estes dois autores dos artigos que a guidinha coloca, passa-se exactamente a mesma coisa, para eles o sindicalismo resume-se a coisas muito bonitas escritas no manual da luta de classes, cujos cursos lideram na Quinta da Atalaia (Festa do Avante) e que éramos obrigados a frequentar.
Vejamos as intenções de unidade saídas das conferencias ibéricas de sindicatos, tudo não passou de uma mão cheia de coisas escritas que, nunca foram levadas á pratica, nas reuniões de direcção sindical o que ouvimos é a critica aos camaradas dos sindicados espanhóis, por cederem de mais, por serem colaboracionistas, por embarcarem nas politicas de informação das empresas, por etc. etc., (se quiserem saber mais acusações que são feias aos camaradas sindicalistas espanhóis leia o artigo do Américo Nunes e do Eugénio Rosa, são cópias dessas criticas.
Mas o que não obtemos depois é a resposta ás seguintes perguntas: Porque existe maior crescimento económico em Espanha, porque ganham os trabalhadores espanhóis mais dinheiro, porque tem mais dias de férias, porque tem menos horário de trabalho, porque existe menos desemprego, porque existe melhor saúde, melhores reformas, maior salário mínimo?
Há já sei, os capitalistas são bonzinhos em Espanha!

Deixem-se de tolices, a verdade é que em Espanha, os sindicatos discutem e fazem acordos com os governos sejam eles quais forem, os sindicatos e os sindicalistas fazem greves justas, sabem o que é uma greve geral que impediu a Legislação laboral de ser alterada, porque foi mesmo geral, estão sempre dispostos a negociar todos os temas laborais, flexibilidade, polivalência, formação salários, horários etc. desde que daí advenham ganhos para os trabalhadores e em prejuízo claro da revolução operária .
A luta politica fazem-na apoiando os partidos em que são filiados nas alturas das campanhas eleitorais, o resto estão apenas ao serviço dos que representam.
Aqui continuamos a ser treinados com os cursos de luta de classes, o patrão como o grande inimigo da classe, quanto mais prejuízo lhe causarmos mais revulcionários somos. Que imbecilidade.
Eu quero que a empresa onde trabalho tenha, o máximo lucro possível, que seja o mais viável possível e luto por isso, tenho claro o direito a exigir que esse lucro seja distribuído nos anos bons e nos anos maus pelos trabalhadores e exijo daqueles que me representam que se preocupem com isso.
Sou defensor de uma sociedade mais justa, defendo que o capitalismo não é o fim da história, que temos que lutar todos por mudar as injustiças da sociedade, alcançar o socialismo claro, mas um socialismo plural democrático tendo por base os partidos políticos independentemente da sua ideologia, não aquele socialismo que andaram e andam a vender por aí os pseudo herdeiros da revolução de 1917.

Augusto

Publicado por Troll Urbano às 04:37 PM | Comentários (27)

fevereiro 21, 2006

Os trabalhadores, as lutas e o movimento sindical - post repescado - II

Por:Isabel Faria

O Governo está em funções há menos de quatro meses. As medidas, por ele, anunciadas são merecedoras de todas as dúvidas, de todos os desacordos, de todas as lutas. Mas, e depois? A seguir à greve dos professores, os professores, fazem o quê? E a seguir à dos enfermeiros? E dos funcionários públicos? E o a seguir, com um Governo com maioria absoluta, são, pelo menos, mais três anos e meio.
E quem é que se convence, dos trabalhadores que não estão em luta, da justeza da luta dos outros, se nos entra pela casa adentro um dirigente sindical a dizer, que uma greve de professores na altura dos exames não faz mal nenhum aos estudantes, até lhes dá mais tempo para estudar?
A seguir vem o quê? Uma greve geral? Com quem? Onde está o apoio dos pequenos comerciantes, dos trabalhadores por conta própria, onde está a mobilização dos contratados a prazo, quem já alguma vez falou com os milhares de “extras” que representam, muitas vezes, percentagens elevadíssimas dos trabalhadores duma empresa? Qual o dirigente sindical que se deslocou à porta do Colombo, à saída dos turnos? Ou entrou num Call Center? Ou tentou falar com um imigrante?
Os nossos Sindicatos não têm imaginação. Não têm criatividade. Têm, a maioria das vezes, a agenda politica do PC para cumprir. E a imaginação do PC já passou por melhores dias. Assim como a mobilização. Só que, quando derem por isso será tarde de mais. Terão desaparecido. Porque para sobreviverem precisam de quem pague as quotas. Para isso é preciso trabalhar, ir às empresas, mobilizar, recrutar. É preciso abrir as portas a novas pessoas e a pessoas novas, é preciso abandonar o sectarismo, a desconfiança, a falta de democracia interna. E, isso, dá muito mais trabalho do que fazer um pré aviso de greve.
Os grandes responsáveis pela perda de influência dos Sindicatos não são só as entidades patronais ou quaisquer medidas governamentais, por mais à direita que seja a maioria que as aprove. Os grandes responsáveis são também, eu atrever-me-ia a dizer, são sobretudo, o autismo dos seus dirigentes e a sua incapacidade em olhar para o calendário e ver lá escrito: Ano de 2005.

(Para além dos meses de Governo...já estamos em 2006...afinal, acabei por descobrir duas diferenças.)

Publicado por Troll Urbano às 12:19 PM | Comentários (8)

Os trabalhadores, as lutas e o movimento sindical - post repescado - I

Por:Isabel Faria

manif.jpg

No dia 30 de Junho de 2005, publiquei este e o post que se segue, no Afixe.
Hesito sempre em me "roubar" posts. Mas, creio que todos compreendem, qua apesar de me ter juntado um nome, eu sou a mesma Isabel. E que há coisas que não mudam. Nem opiniões.
Depois do post de ontem sobre a greve dos professores, achei que estes posts poderiam trazer à discussão, de novo à discussão, o futuro das lutas dos trabalhadores e das suas organizações de classe. Claro que, entretanto, o Governo não tomou posse há quatro meses...passaram-se mais oito...mas foi só o que mudou, não foi?

O movimento sindical não tem vindo, apenas, a perder força, em Portugal. Tem vindo, cada dia, a perder discernimento, capacidade de analisar as situações, capacidade de encontrar novas respostas.
As direcções dos Sindicatos vão–se perpetuando, teimam em recusar o método de Hondt como método eleitoral, com medo de perderem influência e poder e, com isso, vão-se afastando cada dia mais das empresas, dos trabalhadores e dos seus problemas reais.
A maioria dos dirigentes sindicais (seja dos Sindicatos afectos à CGTP ou não), não vai à sua empresa há anos. E, quando por lá passa, passa, não respira o ar pesado que por lá se vai respirando, não tem tempo para ver os jovens contratados, os imigrantes ou os “extras”. E, quando volta às estruturas, volta sem ter aprendido nem apreendido nada da realidade do mundo do trabalho em 2005.
Cada vez que a agenda politica o impõe, os Sindicatos, apelam a manifestações. Todos os trabalhadores descontentes com o rumo dos País e dos seus direitos o deveria entender. Mas os Sindicatos não explicam, não vão aos locais de trabalho. Os trabalhadores sabem das manifestações pela comunicação social.
Cada vez que a agenda politica o impõe os Sindicatos decretam uma Greve. Aliás, nem é preciso haver uma greve para que os Sindicatos decidam enviar pré avisos de greve para as empresas. Como se algum trabalhador se declarasse em greve para ir a uma manifestação. É a falta total de conhecimento do que é a vida dos trabalhadores. Numa empresa privada seria bem mais fácil, arranjar uma desculpa ao chefe para participar na manifestação, do que declarar-se em greve, perder o salário desse dia, sofrer as retaliações de um acto, quase sempre isolado, para participar.
Há meses, propuz ao meu Sindicato, uma pequena nota informativa para os trabalhadores mais jovens, em que se lhes explicasse quais os direitos que efectivamente perderão se o Contrato Colectivo caducar, como é intenção das Associações Patronais. Há meses que estou à espera. Que esses jovens trabalhadores, não sindicalizados, que não fazem ideia o que era o Contrato Colectivo, não fazem ideia do que está efectivamente em causa, esperam por esse papelito de 20 ou 30 linhas.
Desde então, a empresa recebeu dezenas de pré avisos de greves, que ninguém conhece. A entidade patronal dá-lhes a importância que têm as coisas inúteis e inócuas, mete-os no dossier onde estão as comunicações do Sindicato. Para ali, ficarem guardados para a posteridade. Para a recordação de mais uma Greve que ninguém fez, ninguém soube. Que nem greve, afinal, foi. Ali fica na prateleira dos monos. Sem que, na maioria dos casos, os trabalhadores tivessem sabido que tal comunicação foi feita.

Publicado por Troll Urbano às 12:14 PM | Comentários (6)

Stop precariedade

Por: Daniel Arruda

stop

Que comentários fazer a esta notícia? Nem sequer é novidade, é um facto que já todos sabemos mas que no entanto não nos deixa indiferentes.
Reconheço que falo de barriga cheia, sou efectivo e nos meus 16 anos que levo de vida activa apenas durante 1 ano estive a contato. Falo sem saber o que é o drama de não se poder planear a vida, porque se é precário. Falo sem saber o que é querer comprar uma casa e não poder recorrer a um empréstimo porque se está a contrato. Mas tenho olhos na cara. Sei olhar á minha volta. Sei ver a expressão quando vou de comboio de manhã para Lisboa e sei ver que ali há imensa angústia. 6 em cada 10 pessoas vão hoje para o trabalho sem saber se amanhã irão apanhar aquele comboio de novo. dessas pessoas muitas não sabem a que horas vão voltar para casa pois não se podem recusar a trabalhar mais horas pois se o fizerem perdem a ilusão de que no fim do contrato podem passar ao quadro, mesmo que isso implique não ir buscar o filho, não ter tempo para brincar ou simplesmente ver a telenovela.

Sei qeu falo de barriga cheia porque onde trabalho olho á minha volta e vejo emprego estável. Vejo uma unidade fabril com 99,7% (falo de 3000) empregados) de trabalhadores efectivos e mesmo nas empresas de apoio que por ali andam existe uma grande taxa de efectivos. Falo de barriga cheia mas isso não me deixa de dar algum orgulho, porque pertenço ás ORT?s da empresa, porque este é o exemplo de que se pode resistir. A minha esperança aumenta quando vejo que um grupo bancário como o Santander teve de passar ao quadro dezenas de precários porque estes ousaram lutar e tiveram ao lado deles uma CT que lhes foi fiel.

Ser precário é mau. É tão mau ou pior que ser desempregado. Mas é possível rebentar com os muros da prisão que nos querem impôr. Lutemos. Todos juntos pela luta toda.

Publicado por Troll Urbano às 08:50 AM | Comentários (15)

fevereiro 20, 2006

As greves

Por: Daniel Arruda

Se há coisa que me irrita é uma greve mal feita. A sério, porque uma greve mal feita é dar trunfos ao partronato. Felizmente que na minha história sindicalista apelei por duas vezes à greve e em ambas o resultado foi esmagador, mais de 80% de adesão. Foram greves bem explicadas e decididas em plenário geral de trabalhadores.
Vem isto a propósito da greve de hoje dos professores às aulas de substituição. O motivo é mais que justo e merecia que as associações de pais se juntassem também ao protesto (não sei se foram convocadas ou consultadas , mas isso seria tema para outra posta), porque realmente os moldes em que se processam as aulas de substituição não ajudam ninguém. Eu fiz parte do ensino na Alemanha onde esta metodologoia é usada desde a primária e confesso que não dei por mal empregue nenhuma aula de substituição, e tive várias porque os professores lá também faltam, como em todo o lado. Porque estavamos na realidade a falar de aulas, onde se aprendia algo. O que se passa em Portugal é que os alunos ficam na sala de aula a fazerem o que bem lhes apetece porque o professor está lá apenas para que eles não fiquem na rua ou no recreio. e não é assim porque os professores querem, é assim porque o sistema está mal montado. porque faltam profesores para implementar este sistema eficazmente.

Mas porque é que eu digo que esta greve foi mal feita? Porque se perguntarmos aos pais o porquê da greve poucos saberão responder e se o motivo da greve não chegar à população o que ficará para a história é que os professores fizeram mais uma greve. Porque se os motivos não forem bem explicados permite-se ao patrão, neste caso o estado, fazer demagogia e ainda passar por competente. Porque se a greve não for bem explicada os malandros serão os trabalhadores e não os patrões.

Este princípio vale para todas as greves, porque só quando se conseguir explicar às pessoas todas, que somos todos trabalhadores, é que se pode fazer uma luta plena. A quem é que não custa fazer uma greve, da Carris por exemplo, e ouvir as pessoas em vez de se queixarem do mau serviço e de estarem do lado dos trabalhadores, falarem mal de quem trabalha e dizerem "esses malandros que estão em greve".

Volto a dizer, a greve é mais que justa, é pena é que coo tantas outras não consiga fazer passar a mensagem para a população.

Publicado por Troll Urbano às 08:52 PM | Comentários (3)

Moral ou legal

Por: Daniel Arruda

PSD e CDU pedem a suspensão de mandato de Isaltino Morais em Oeiras porque este já foi formalmente acusado dos crimes de corrupção no exercicio das suas funções. Há no entanto aqui duas questões que se têm de levantar.

Será que moralmente Isaltino deve continuar à frente da camara de Oeiras? Se fosse eu certamente que não o faria. Há que ter dignidade e dar dignidade ao cargo e como tal a única solução é demitir-se das suas funções até o processo em tribunal estar julgado.
Será que legalmente ele é obrigado a isso? Não me parece. Felizmente que em Portugal até decisão transitada em julgado existe a presunção de inocência, pelo que Isaltino é formalmente inocente.

Neste caso o que me espanta é que sejam os próprios partidos políticos a embarcarem em julgamentos na praça pública. Aquando da campanha eleitoral o BE fez da transparência o seu tema fundamental, evocando grandemente os casos de Oeiras, Felgueiras, Gondomar e Leiria. No entanto o povo escolheu, bem ou mal, (certamente bem, que o povo é soberano), apesar das dúvidas que legitimamente pairavam sobre alguns candidatos. Neste momento não me parece que seja altura de se questionar a legalidade das situações. Quanto muito a moralidade de alguns, mas essa ficou patente pelo simples facto de se candidatarem. Se tiivessem um pouco de vergonha não o teriam feito e esperavam pela decisão dos tribunais.

Com tanta coisa política para ser questionada por este país fora, não há necessidade de embarcar em "fait divers". A menos que não se tenha outro tema.

Publicado por Troll Urbano às 11:20 AM | Comentários (4)

fevereiro 18, 2006

Temos mais 1400 dias, Zé!!!

Por:Isabel Faria

sa fernandes1.jpg

Questiono-me sempre. Durante a campanha para as Autárquicas, algumas vezes me questionei se Sá Fernandes seria o candidato ideal. Faltava-lhe “tarimba”. E talvez isso pudesse ser importante para ganhar campanhas. Nunca tive dúvidas, porém, que ele seria muito melhor vereador do que candidato. E que era uma pessoa inteira. Integra. Capaz. Honesta. Humilde. Entusiasmada. Com uma capacidade de entrega e de trabalho invejáveis. Recordo as ruas calcorreadas em conjunto, os bairros visitados em conjunto, as pessoas com quem falámos, os problemas que conhecemos, os problemas que nos transmitiram e as esperanças que em nós depositaram. Mas recordo, também, o desencanto. E a desconfiança. E tive muitas vezes receio que não estivéssemos à altura de lutar para os vencer. Ao desencanto e à desconfiança. Sabíamos que a máquina era / é infernal. E que não seríamos muitos. Tenho a certeza que não vencemos nenhuma guerra. Mas tenho a certeza que valeu a pena. Cada vez que vejo notícias como esta.
Este é um post muito mais emotivo / afectivo que politico ou racional. Obrigado Zé, por seres quem és. Valeu a pena o cansaço. Valeu a pena ter-te encontrado. Restam-nos 1400 dias para trabalhar. E para mostrar a todos os que duvidaram que valeu a pena. Que vale a pena.
Vamos a eles. Aos corruptos e aos corruptores. Vamos a eles, aos que desistiram da honestidade e da integridade. Vamos a eles, aos que controem alianças contra natura, sob o pretexto que só é possível trabalhar se estivermos com eles. Vamos a eles, aos que abdicam de principios em nome de objectivos, como se os objectivos valessem de alguma coisa se não tivermos principios. Vamos a eles, aos que desistiram de sonhar por uma cidade mais bonita, mais solidária e mais justa. Daqui a 1400 dias a gente volta a calcorrear ruas e bairros. Mas a gente mostrou-lhes, entretanto, que não somos todos iguais. Lisboa ficou a ganhar por te ter como vereador. Eu fiquei a ganhar por te ter conhecido. E sabe bem.


Publicado por Troll Urbano às 03:27 PM | Comentários (17)

fevereiro 16, 2006

Fazem merda e ainda a publicam no orgão oficial

Por: Daniel Arruda

Como temos aí uma comentadora que não se cansa de nos pôr comentários copiados do Avante aqui vai um que ela se esqueceu de colocar. COmo eu gosto das coisas bem explicadas aqui vai para ela me explicar tamanha estupidez.

Entre os 15 problemas destacados pelo estudo contam-se as «inúmeras» barreiras arquitectónicas nos acessos a edifícios públicos (escolas, repartições de finanças, correios, entre outros), a desinserção social dos realojados em bairros de habitação económica e dos imigrantes e a falta de equipamentos para crianças, jovens, idosos e toxicodependentes.
Segundo dados da autarquia CDU, um dos parceiros do CLAS, o concelho tem apenas um lar da rede pública para idosos e necessita, entre outros equipamentos do ensino pré-escolar, de duas escolas do 1.º ciclo nas freguesias do Seixal e Fernão Ferro e um jardim-de-infância em Arrentela.
O município carece também de um centro de apoio a toxicodependentes.
O diagnóstico assinala ainda como fragilidades a insuficiente cobertura do apoio domiciliário, a escassez de respostas de formação profissional e de currículos alternativos para os alunos com insucesso escolar e a falta de técnicos sociais e de saúde.
«É preciso encontrar soluções, mas há muitos problemas que vamos ter dificuldade em resolver», reconheceu aos jornalistas, à margem do plenário, a vereadora da Acção Social da Câmara do Seixal, Corália Loureiro, lembrando os constrangimentos orçamentais do município e as responsabilidades do Governo nesta matéria.

«inúmeras» barreiras arquitectónicas nos acessos a edifícios públicos (escolas, repartições de finanças, correios, entre outros) que eu saiba é uma responsabilidade do executivo municipal.

a desinserção social dos realojados em bairros de habitação económica e dos imigrantes Querem que eu vá buscar o programa eleitoral de há 12 anos onde se dizia que este problema estava irradicado ou uma entrevista dada ao Notícias do Seixal onde se diz que isso é um não problema? Mas de qualquer forma é responsabilidade municipal.

o concelho tem apenas um lar da rede pública para idosos e necessita, entre outros equipamentos do ensino pré-escolar, de duas escolas do 1.º ciclo nas freguesias do Seixal e Fernão Ferro e um jardim-de-infância em Arrentela. Não é isto, rede primária e pré escolar uma competencia camarária. Mais então os protocolos com privados que tanta campanha fizeram afinal não valem nada. Já agora onde anda o dinheiro entregue para a escola de Sta Marta do Pinhal que está prometida há 8 anos e que não passa do papel.

O diagnóstico assinala ainda como fragilidades a insuficiente cobertura do apoio domiciliário Deve ser por isso que não há apoio à maior instituição de apoio ao domicilio a idosos do concelho e que tem sede no Seixal e a apresentação por parte dos grupos parlamentares para a construção de um novo Lar está na gaveta da CDU, há mais de 5 anos.

Podia continuar mas fico-me por aqui. E ainda publicam isto no Avante. Uma Camara que segundo Alfredo Monteiro Presidente da Camara goza de uma invejável saúde financeira.

Publicado por Troll Urbano às 08:27 PM | Comentários (19)

Manobras de diversão ou pura incompetência?

Por: Daniel Arruda

O governo vai no ambito do conselho Superior de Magistratura criar uma comissão para controle das escutas telefónicas, anunciou ontem Alberto Costa, Ministro da justiça. Isto numa altura onde já pasam 2 meses (60 dias) sobre o pedido do Presidente para que o Procurador Geral Souto Moura desse uma resposta rápida sobre um inquérito que deveria ser imediatamente instaurado.
Ainda ontem, foram constituidos arguidos o director do tabloide "24 Horas" e dois jornalistas envolvidos na denuncia do denominado caso do envelope 9 assim como foi efectuada a apreensão do material informático destes 3 jornalistas. Tudo num caso em que o o Presidente pediu ao Procurador Geral Souto Moura desse uma resposta rápida sobre um inquérito que deveria ser imediatamente instaurado.
Já antes disto o Procurador Geral Souto Moura tinha sido ouvido no parlamento por causa do inquérito que o Presidente pediu para ser instaurado para que se tivesse uma resposta rápida sobre este caso. Depois de pedir um adiamento o que levou a audição parlamentar para 15 dias depois do pedido do Presidente para que o Procurador Geral Souto Moura desse uma resposta rápida sobre o inquérito o Procurador Geral foi lá dizer que nada tinha a dizer.

Ainda alguém se lembra do que era o objectivo do inquérito? Saber quem tinha autorizado a requisição da listagem à PT e porquê. Passaram 60 dias e nada. 60 dias depois do pedido do Presidente para que o Procurador Geral Souto Moura desse uma resposta rápida sobre o inquérito.

Manobras de diversão ou pura incompetência?????????????????????? É que nós cidadãos continuamos á espera da resposta do Sr Procurador Geral da República Portuguesa, o Exmo Sr. Dr. Souto Moura, tal como o Presidente da República Portuguesa.

Publicado por Troll Urbano às 09:58 AM

fevereiro 15, 2006

Nestas ocasiões, é costume calarmo-nos?

Por:Isabel Faria

holocausto1.jpg

Quando os muçulmanos reagem violentamente aos cartoons, lembramo-nos da história, lembramo-nos das humilhações. Não podemos aceitar a violência. Mas entendemos a revolta.
Mas quando um Embaixador põe am causa a história, afronta a memória, renega o respeito pelas vitimas do Holocausto Nazi com estas palavras: "Para incinerar seis milhões de pessoas seriam precisos 15 anos, por isso há muito que explicar e contar" , não seria normal exigir que o Governo do País onde o embaixador as profere dissesse alguma coisa? Fizesse qualquer coisa?

Publicado por Troll Urbano às 08:02 PM | Comentários (12)

Sou muito invejoso

Por: Daniel Arruda

Eu também quero ir para o Brasl com mais de 3000 Euros de reforma e queixar-me estou com problemas financeiros

Publicado por Troll Urbano às 11:45 AM | Comentários (1)

Um atol político

Por: Daniel Arruda

Silvio Berlusconi diz que vai editar os cartoons da discórdia em T-Shirt's e que a partir de amanhã vai já usar uma delas. Isto já nada tem a ver com liberdade de expressão. Agora sim, entra no campo da provocação desnecessária e diria mesmo ridícula.

Mas é o mundo que temos. De um lado e de outro se tenta tirar dividendos políticos de uma questão que se não tivesse sido tão mal conduzida teria sido reduzido a um punhado de nada. Sou adepto da ideia que os nossos filhos ainda se vão rir um dia do ridiculo que esta situação representa.
Volto a dizer Aquilo que era um problema de liberdade de expressão, ou do uso dela, está a ser aproveitado por TODOS para fazer guerrrilha política. Pelo povo islamico, pelas democracias europeias, por ditadorezecos como Berlusconi, enfim aquilo que era simples tornou-se num atol político. Porque houve quem quisesse, diga-se a bem da verdade. Porque havia alguém que queria lucrar políticamente com isso.

Publicado por Troll Urbano às 08:55 AM | Comentários (6)

fevereiro 14, 2006

Isto está a atingir limites do absurdo

Por: Daniel Arruda

Ekmeleddin Ihsanoglun, secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica, manifestou o desejo de ver a UE combater "a islamofobia" através de legislação específica a aprovar pelo Parlamento Europeu.

Não sei porquê mas cheira-me que esta vai ser a oportunidade para se por a religião definitivamente na agenda do Parlamento Europeu. Depois da discussão sobre se deveria ou não haver referência á tradição judaico-cristã na constituição europeia agora são os islamitas que reclamam a sua parte. Os lobbys mexem-se e não brincam. Eu não acredito em bruxas mas que as há, certamente que há.

Publicado por Troll Urbano às 04:03 PM | Comentários (3)

Estamos quase nos 150 000 empregos criados

Por: Daniel Arruda

Obviamente a retoma está ai, ou como diria Bagão Félix "o desemprego até pode ser profilático", ou ainda Daniel Bessa, " a bem da ecónomia o desemprego terá de subir mais".

Publicado por Troll Urbano às 03:39 PM

fevereiro 10, 2006

Futebol, Construção e Política

Por: Daniel Arruda

O caso apito Dourado tem 15000 horas de escutas validadas. Isto dá qualquer coisa como 625 dias de escutas aceites pelo tribunal. Quase de dois anos de escutas validadas.

O pessoal acusado não fazia mais nada que não fosse falar ao telefone?

Ainda o caso apito dourado. Ao ler o qeu vinha no DN de hoje fiquei assustado. Aquilo é digno de um filme, um mau filme. Corrupção, compadrio que chegou a Durão Barroso. Mas fiquei também triste pois não me parece que esta corrupção se resuma á 3ª ou 2ª divisão. Porque não investigar mais acima. É que de partos inacabados estamos nós. Lembram-se do caso dos quinhentinhos, do off the record, do caso Guimaro, do caso Xico Silva, das viagens dos irmãos Calheiros, as ligações da Agência Cosmos, ...... Todos têm um denominador comum. F.C.Porto e Pinto da Costa. Quem não se lembra dos casos de meninas nos hotéis dos árbitros e nos estágios de detreminadas equipas, ou dos jantares de acompanhantes. Também todos esses casos têm duas coisas em comum. Reinaldo Teles e F.C.Porto. E o que têm estes casos todos em comum. É que envolvem o F.C.Porto.

A bem da credibilidade esperava que muito disto fosse investigado e tornado público, porque isto não é o fenómeno de futebol, é o principal vertice do triangulo sujo e corrupto que é composto pelos interesses de construção civil, o Futebol e a política. Como estão os processos de Isabel Damasceno ou Fátima Felgueiras? Sim que não é só Valentim Loureiro, há mais e ser houver vontade muitos mais aparcerão. Lembram-se do caso do plano de promenor das Antas e de Nuno Cardoso, o plano que depois foi abortado e censurado por Rui Rio, que preferiu favorecer com outro plano de promenor na zona do estádio do Bessa o Boavista F.C. Muitos outros casos se poderiam relatar, como o de Fernando Barata em tempos presidente do S.C. Farense que ameaçou contar o que sabia de viagens a África de dirigentes políticos e desportivos se o seu projecto imobiliário/desportivo, fosse vetado. Certo é que o projecto foi vetado e a pessoa em questão bafejado com 3 empreendimentos que estavam pendentes e tudo se ficou por ali.

Aqui não se trata de futebol embora esteja envolvido. Trata-se como já disse acima de um cancro que mina Portugal e que passa pelos dirigentes desportivos mas que não se esgota aí. Haja vontade de se resolver isto.

Publicado por Troll Urbano às 10:02 AM | Comentários (1)

fevereiro 09, 2006

Eles falam, falam, mas não dizem nada

Por: Daniel Arruda

Mais um artigo aqui do vosso escriba. Aberto á discussão como sempre.

Dizia-me ontem um amigo que Portugal é um país de opereta. Não podia estar mais de acordo. O país do faz de conta. Faz-de-conta que há retoma, Faz-de-conta que o desemprego diminui, Faz-de-conta que o investimento aumenta, Faz-de-conta que não há conflituosidade laboral, Faz-de-conta que se tomam medidas, Faz-de-conta que as medidas são justas e eficazes, Faz-de-conta a justiça funciona, Faz-de-conta que se resolvem os problemas da saúde, Faz-de-conta que se educam as nossas crianças, Faz-de-conta, Faz-de-conta, Faz-de-conta.

Publicado por Troll Urbano às 12:44 PM | Comentários (7)

fevereiro 08, 2006

Delirios de um ditador

Por: Daniel Arruda

Estamos em Portugal, mais propriamente na Madeira. Ou melhor, vou aplicar na plenitude a expressão "Jà chegámos á Madeira, ou quê".

Hoje no parlamento regional um deputado do PS fez uma intervenção sobre a constante subordinação do ministério público da região ao poder político. Discutível, aceitável, inapropriada ou não, podemos fazer as conjecturas que quisermos sobre a intervenção, mas o caricato da questão é que o grupo parlamentar do PSD entregou uma moção á mesa do parlamento regional para que fosse votada um exame psicológico ao dito deputado regional. O que fez a intervenção. Mais caricato é o facto da mesa ter aceite o pedido. Acto continuo toda a oposição abandonou a sala pelo que à hora que escrevo este post tão bizarro, o requerimento ainda não foi votado.

Isto não é invenção. Não se passou na Madeira. Está-se a passar na Madeira.

Publicado por Troll Urbano às 01:03 PM | Comentários (1)

fevereiro 06, 2006

Está mesmo a pedi-las....

Por:Isabel Faria

Ponto 1 - Quando eu for grande quero ser o Daniel Oliveira e fazer um post com quase 100 comentários. (O Eixo do Mal, dispenso...).
Ponto 2 - O meu colega Daniel esta tarde portou-se mal, lá no post do outro Daniel e sugeriu que se fizessem umas trocas quaisquer (claro que um post com quase 100 comentários, também tem a desvantagem de começar a falar no Maomé e acabar a falar no Fidel, mas isso tem a ver com aquela treta de não haver mundos perfeitos e assim).
Ponto 3 - Cada vez que penso que nunca me apeteceu inscrever nalguns Partidos, democráticos, abertos e tolerantes, sinto um orgulhito maroto. Cum caraças, também não posso passar a vida a fazer asneiras.
Ponto 4 - Vou continuar a esperar que o Daniel, o meu (salvo seja...este aqui do Troll) me apareça de orelhas vermelhas poque o outro, que não é meu, salvo seja, outra vez, o do Aspirina B, cumpriu a sua missão de dirigente.
Ponto 5 - Até lá, vou telefonar ao Daniel, o meu, salvo seja, para lhe dar umas sugestões de nomes...

Publicado por Troll Urbano às 07:50 PM | Comentários (7)

Aproximações...

Por:Isabel Faria

fatima.jpg

A Fátima vai em peregrinação a Fátima. E o PS chama paroquiano a Marques Mendes. Tá bem que não são exactamente os cartoons, mas parece-me bem.

Publicado por Troll Urbano às 04:01 PM | Comentários (2)

Vão ser 3 anos divertidos.

Por: Daniel Arruda

Adoro as incongruencias do PSD. O PSD foi contra a regionalização porque na altura dava jeito, ou porque o então líder Fernando Nogueira e depois Durão Barroso eram contra. Pelos viostos as estruturas regionais eram favoráveis, a fazer fé nas notícias que agora vêm a público e onde algumas estruturas reclamam a reabertura do processo, especialmente a do PSD Porto. Obviamente que os motivos que levam a esta votade por parte do PSD não são as mesmas da minha parte, pois não defendo o bairrismo e o caciquismo político e é disso que se trata na argumentação do PSD. Mas curioso é a expressão de Pedro Duarte que defende para a regionalização o contrário do que defende para o Aborto. Diz Pedro Duarte que 8 anos são muito tempo e que há condições para reabrir o debate. No entanto o mesmo deputado disse na Assembleia em declarações aos orgãos de Comunicação Social que era prematuro referendar novamente a questão do Aborto, que tinham passado 10 anos.

Há lideranças que não foram feitas para vingar. A de Marques Mendes é desse tipo. Ele foi eleito para fazer a travessia do deserto e não são vitóriazinhas nas autárquicas e pseudo vitórias nas presidenciais que lhe vão mudar esse estatuto. Marques Mendes está a prazo. Para as próximas eleições legislativas não será ele o líder certamente. Pedro Duarte, Luis Filipe Menezes, António Preto ou António Monteiro, um deles estará nessa corrida. Ou mais do que um.

Publicado por Troll Urbano às 08:22 AM

fevereiro 03, 2006

Estou tão cansado

Por: Daniel Arruda

Alegre diz que ainda não tinha regressado ao Parlamento porque esteve a "descansar"

Acho que também vou meter uma baixa no meu trabalho e se alguém me perguntar porque é que eu estive de baixa durante 15 dias digo ao meu patrão. Estive a descansar que eu andava muito cansado.

É cá uma moralidade. E o erário público a pagar.

Publicado por Troll Urbano às 02:57 PM | Comentários (3)

fevereiro 02, 2006

O regresso

Por:Isabel Faria

Já me têm acusado imensas vezes de ser muita primária nas análises que faço. Também me têm repetido que as diferenças entre Esquerda e Direita, no que respeita a comportamentos, não existe. Encolho os ombros, assobio para o lado (não sei assobiar, mas é como se...) e continuo na minha.
Se alguém de Direita há menos de um mês tivesse andado a fazer campanha eleitoral, baseado em premissas que, menos de um mês depois, ignora totalmente, eu recorria logo àquele meu lugar comunzinho de estimação e dizia, pois deeses gajos o que é que se espera? Coerência? E antes que alguém me respondesse lá mandava o tal assobio de faz de conta.
Manuel Alegre, deve voltar amanhã ao Parlamento, como Deputado do PS e vice presidente da Assembleia da República.
Já tinha mais do que idade de ter aprendido. Coerência e coluna vertebral ou falta de uma e de outra, não tem nada a ver com ser de Esquerda ou de Direita. Dizem-me. OK,podem ter razão. Mas uns chateiam-me e os outros dão-me vontade de chorar...e pronto, nada a fazer. Já não devo mudar. Por causa daquela treta do burro e das línguas.
Mas, e talvez quando chegar a altura da votação da lei eleitoral, por exemplo...quem sabe...ainda me tento convencer, assim, antes de avançar a toda a força para o primeiro soluço...só que aqui surge aquela do porco e da bicicleta. E lá vou eu...O meu maior mal, ainda são as fábulas, afinal. Dão mesmo cabo de mim.
Ah, é verdade nestas alturas também há sempre um vozinha ajuizada que me segreda que há outra Esquerda. Se não fosse a pobrezinha da voz andava sempre com o nariz vermelho. Safa.

Publicado por Troll Urbano às 10:50 PM | Comentários (1)

Um artigo de opinião deste vosso escriba

Por: Daniel Arruda

Dizia no editorial do jornal “Público” na sua edição de 2ª Feira, dia 30 de Janeiro, para justificar a existência das escutas que certo tipo de crimes não teria forma de ser provado se não fosse desta forma e deu como exemplo o caso do Carrefour do Seixal. Ora não sei eu, e penso que nenhum munícipe do Seixal sabe, com excepção dos envolvidos que tipo de crime houve ali, se é que se confirma a existência de crime, que justificasse um sistema de escutas, mas o que sabemos agora é que o caso não é exactamente como foi descrito pelo Presidente de Câmara Alfredo Monteiro, ou seja um caso sem importância que seria resolvido com o tempo.

Continue a ler este artigo.

Publicado por Troll Urbano às 12:58 PM | Comentários (2)

Adoro ouvir falar de minorias.

Por: Daniel Arruda

Adoro a expressão minorias. Especialmente quando andam nas bocas de certos tipos, como o Nuno Melo, do PP, por exemplo. Ele que está nm grupo parlamentar eleito com cerca de 415000 mil votos, mais coisa, menos coisa. Este senhor chama a si a responsabilidade de falar de minoria quando ele é uma minoria dentro das minorias.

Disse o dito senhor que não se vai mudar os costumes de uma população por causa de uma minoria de pessoas que até querem ter direitos. Ora o que é verdade, e fazendo fé num estudo do DN e outro da Visão 1 em cada 9 portugueses/as têm tendências homosexuais incluindo nesse grupo os bisexuais, obviamente. Partindo o princípio que toda a gente foi honesta ao responder, o que duvido porque há pessoas que nem na confidencia admitem uma coisa destas, podemos concluir que há em Portugal cerca de 1500000 (um milhão e quinhentos mil) cidadãos com tendências homosexuais, ou seja, mais do dobro das pessoas que o elegeram a ele e ás ideias que representa. ou ainda de outra forma 1500000 pessoas que podem querer celebrar o contrato de casamento

A dúvida que eu coloco aqui é tão somente esta:
Quem é este senhor Melo para vir dar lições de minorias ou maiorias? Ainda gostava que um jornalista lhe colocasse esta pergunta.

Desculpem voltar ao tema mas hoje esta discussão de outros sobre as decisões que cabem a cada um irritaram-me.

Publicado por Troll Urbano às 12:25 AM | Comentários (14)

janeiro 30, 2006

Estou um bocadinho menos azul...

Por:Isabel Faria

Estava eu, mais ou menos azul, com este título do Público on line "Cavaco Silva e Jorge Sampaio iniciam transição de poder presidencial", quando encontrei este "Astrónomos identificam planeta com características “semelhantes” à Terra". Parece que me safei...apesar do "semelhantes" me deixar um bocadito preocupada. Mas olhei-me agora ao espelho e já não estou mais ou menos azul. Semelhantes não é bem iguais, deve ter pensado a côr.

Publicado por Troll Urbano às 12:19 PM | Comentários (6)

janeiro 29, 2006

Ao fim de 3 décadas, fez-se luz

Por: Daniel Arruda

Querem ver que lhe deu um ataque de coerencia??? Bem, nunca é tarde para corrigir um erro pelo que só posso aplaudir. É que está claro que este PS de Socialista tem pouco, muito pouco.

Vamos então esperar os 3 meses da praxe para que Alegre tome um decisão.

Publicado por Troll Urbano às 11:01 PM | Comentários (4)

janeiro 27, 2006

Prémio "vamos ver quem diz mais asneiras por artigo de opinião".

Por: Daniel Arruda

Maria José Nogueira Pinto, adiante tratada por Zézinha, que é mais tio, concorre este ano em grande estilo para o prémio "vamos ver quem diz mais asneiras por artigo de opinião". Depois de nas duas semanas anteriores nos ter brindado com artigos que visavam a destruição de um passado recente do qual tem vergonha vem agora, nesta semana fazer uma análise "séria" das repercurssões desta campanha. Diz então Zézinha a dada altura do texto e falando sobre o seu CDS "Finalmente, mas não menos importante, o CDS-PP cujo apoio à candidatura de Cavaco Silva, em detrimento de um candidato próprio, é facilmente quantificável, traduzindo-se na vitória à primeira volta, mostrou ter optado por uma estratégia avisada, que não só não obstou como foi decisiva para colocar em Belém,..." Isto vindo de alguém com responsabilidades no PP é fantástico. Curioso, não é? Também a forma como ela coloca a questão do contributo do PP para a eleição de Cavaco Silva é extraordinária. Depois de escorraçados da campanha, quem não se lembra da frase do comício de Braga, proferida por Cavaco a propósito de ser suprapartidário, "recebi á posteriorio apoio do PSD e de outro partido", sem que o seu líder fosse convidado para o que quer que fosse, depois de fazer a figura ridícula da prenda na noite de dia 22, vem Zézinha agora falar de contributo Claro que ao não apresentarem candidato o seu eleitorado votou Cavaco. Óbvio, esperávam o quê? Que votassem Jerónimo?
Mas o artigo não se fica por aqui, tem de falar dos outros, como se a casa dela não lhe desse trabalho. Ela que é dirigente de um partido á beira da extinção, quase tão insignificante para a vida política em Portugal como os seus amigos do PNR, (que tal uma coligação, afinal não são assim tão dferentes), um partido que segundo estudos recentes, não tem mais que uma votação residual, que tem vindo a descer de eleição em eleição e que segundo ainda os mesmos estudos é a 5ª força política em Portugal. Sei que já várias vezes aqui falei de sondagens e mal, mas para a Zézinha que sempre acreditou nelas ficava mal agora ignorá-las.
Aliás, Zézinha deve andar tão ocupada em pôr ordem no PP, onde a bancada parlamentar não se entende com o líder, têm agendas diferentes, onde a contestação a Ribeiro e Castro é cada vez maior, que não deve ter ouvido os analistas políticos da esquerda Á direita a dizerem exactamente o contrário, chamando á atenção para o facto, como dizia Ricardo Costa da SIC, " desengane-se quem pensar que o BE é um epifenómeno, veio para ficar e tem espaço para crescer".

Por fim deixava um recado para o caso de ela passar por aqui. Dedique-se ás misericórdias, ás caridadezinhas, aos eventos sociais e deixe-se destas coisas. A menos que lhe paguem para ser o bobo da corte, então sim vale a pena, presta-se bem a esse papel.

Publicado por Troll Urbano às 11:24 PM | Comentários (2)

Portugal no Espaço

Por: Daniel Arruda

Eu sou feliz. Moro num distrito que é o melhor do país, onde não há desemprego nem poluição, onde há serviços públicos de qualidade. Este distrito é Setúbal e fica num país chamado Portugal. País esse que atingiu um sonho antigo de haver um Governo, uma Maioria e um Presidente. Um país onde a inflação está controlada, onde o poder de compra aumenta cada ano que passa. Um país onde se vê cada vez mais investimento, especialmente o estrangeiro. Um país onde todos temos acesso á saúde, educação e à justiça. Um país onde não há burocracia e onde não há desempregados e onde os licenciados têm todos colocação. Moro em Portugal, onde consecutivas reformas acabaram com a burocracia do estado. Um país onde nos reformamos aos 65 anos com vontade de trabalhar por mais anos apesar do sistema de segurança Social ser dos mais avançados da europa e onde não h´areformados a receberem menos de um salário mínimo nacional. Foram precisos diversos choques para chegarmos aqui. Foi o choque na educação, o choque fiscal e mais recentemente o choque tecnológico, aliado ao choque que as grandes fortunas e os especuladores bolsistas e imobiliários levaram ao saberem que tinham de pagar impostos sobre tudo o que recebiam. Moro em Portugal, onde as Universidades públicas formam profissionais que abdicam das suas carreiras privadas para se dedicarem a 200% á causa pública, como os médicos por exemplo. Um país onde o investimento é controlado e pensado, de modo a que derivas faraónicas como no passado não se repitam. Por isso os nossos serviços publicos e obras deixaram de ter derrapagens na execução o que poupa milhões de Euros aos cofres do Estado, sendo que esse dinheiro é depois investidos no ensino para construir pavilhões, refeitórios e para compensar a propina que foi entretanto abolida. Vivo aqui, onde os direitos dos trabalhadores são respeitados, onde a taxa de mortes e invalidezes por acidentes de trabalho é a menor da Europa, devido a uma legislação abrangente e unificadora como é o código de trabalho aliada a uma concertação social que funciona. Vejo o meu país a ser anualmente invadido por estrangeiras que vêm aqui praticar o aborto, proibido nos seus países e que se juntam aos milhões de turistas que enchem os nossos milhares de resorts de qualidade, para jogarem golfe com os seus "amigos" Portugueses, pois desde que o golfe foi introduzido nos curriculuns escolares não se pratica outra coisa sendo já o desporto nacional destronando o futebol e para a seguir ao desporto se poderem banhar nas praias calmas, longe dos emprendimentos de torres de 30 andares colados ás praias como vemos noutros países. Mais mas muito mais razões haveria para preferir Portugal mas não quero ser fastidioso.
No outro dia ao viajar por um desses países pobres do centro da europa, vi aquilo que me faltava para ser completamente realizado como portugues. Uma bandeira portuguesa no espaço. Meus amigos. Somos a potência do mundo, a locomotiva da Europa, já tinhamos tudo, menos a bandeira no espaço. Agora já temos. Se não se acredita, clique aqui.

Não vos disse. Quem manda não se acreditarem em mim.

Publicado por Troll Urbano às 07:32 PM | Comentários (2)

Um episódio

Por: Isabel Faria

Há uns anos, quando o marido era Primeiro Ministro, tinha sempre à porta um polícia. Como manda o protocolo o polícia estava sempre do lado de fora da porta. Num dia de chuva e de frio, a porteira decidiu dizer ao policia de serviço para entrar para dentro. Doía-lhe o coração vê-lo molhado e a tiritar de frio. O polícia entrou.
Já noite, a senhora entrou no prédio. No dia seguinte aquele polícia já não voltou. À porteira valeu-lhe a intervenção decidida dos outros condóminos.
Horas depois duma vizinha de então me contar este episódio, a senhora transformava-se na futura Primeira Dama, de um pequeno País sem memória.
Ontem, alguém me lançou o repto de fazer um post sobre ela. Não me surge mais nada para dizer. Há vidas, em que os pequenos episódios valem por elas. Para mim, é o caso desta senhora, que em breve será primeira dama dum pequeno País que eternamente adia a solidariedade. Poderia também falar do olhar...não me parece, no entanto, necessário.

Publicado por Troll Urbano às 11:34 AM | Comentários (7)

janeiro 26, 2006

O Poder Popular de Alegre

Por:Isabel Faria

revolução2.jpg

Os apoiantes de Manuel Alegre concluiram que há vida para além dos Partidos e vão-se reunir.
Como muitos deles são militantes e dirigentes do Partido Socialista, nos próximos dias devem começar a chegar ao Largo do Rato, os cartões. Não me parece lógico que quem chega a esta conclusão continue a militar, a dirigir, a ser deputado, a ser vice-presidente da Assembleia da República.
Ao ler a notícia, também fiquei a pensar onde é que eles andariam em 1974 e 1975, quando em Portugal se ensaiaram passos para a criação de verdadeiras alternativas populares e de base, aos Partidos. O tal Poder Popular, de que eles devem ter ouvido, vagamente, falar. Não há dúvida que mais vale tarde do que nunca.
Ainda guardo alguns exemplares, tipo relíquia, de jornais da época. Do jornal do MES, do Revolução, do Combate, do Página Um...como ainda não fiz nenhuma boa acção esta semana, amanhã farei chegar cópias (a da foto, por exemplo) aos estudiosos da outra vida. Não vá acontecer que tenham algumas dúvidas ou que precisem de alguma inspiração. Fica-me também uma sensação de orgulho. Quando eles andavam entretidos e ligeiramente incomodados na Alameda, sempre achei que ainda lhes havia de ensinar alguma coisa...

Publicado por Troll Urbano às 11:35 AM | Comentários (12)

janeiro 25, 2006

As contas dos partidos

Por: Daniel Arruda

É bom saber as contas de cada partido. Acho até que as contas nacionais deveriam ser publicadas num jornal nacional e as distritais e locais em jornais locais, concelhia a concelhia. Era bom para a transparência. Ficavamos a saber quem paga a quem, quais os interesses de A, B ou C neste ou naquele partido, para onde vai o dinheiro entre muitas outras coisas que se vêem nos orçamentos.

Hoje saíu uma notícia sobre as contas dos 5 pincipais partidos ou os que têm representação parlamentar se quiserem. Só por ali vê se um pouco do que é rigor orçamental O CDS, um partido que neste momento não é mais que um residuo gastou 2 Milhões de euros e tem saldo negativa. O PSD goza com o povo ao apresentar um orçamento e 7 Milhões de Euros. Será que são estas as vacas magras que nos falaram? O PS nem a casa dele gere bem, mas acredito que no final dos 4 anos de governo esta situação se altere. Não há como uma passagem pelo governo para equilibrar as contas, o PSD que o diga. O PCP faz-me lembrar o Vaticano fala de pobreza, de desigualdade, de capitalismo mas apresenta um orçamento de 10,7 Milhões de Euros, viram bem 10,7 Milhões de Euros, e mesmo assim dá prejuízo. Ganha o prémio de partido mais capitalista de Porugal. E ainda o Tribunal não fez o cruzamento das contas da CGTP com as do PCP. Acredito que teriam surpresas engraçadas. O BE, bem o BE é o parente pobre, que pouco tem, que nada deve, que tem saldo positivo. Com um orçamento que pouco passa dos 300 mil Euros geriu este dinheiro, não deixou de fazer campanhas, e boas. Isto é mais ou menos como em casa. Onde pouco há aprende-se a gerir bem. Com competência e rigor.

Não é preciso ser economista para se ver de que lado se está bem e onde se está mal. O que me incomoda é que o Apito Dourado ainda não tenha chegado à política. Tirando uns pequenos sacos azuis, ainda ninguém quis ver o que estava depaixo dos alçapões que escondem as relações perigosas entre finança e política.

Publicado por Troll Urbano às 12:43 PM | Comentários (7)

Que pequenez

Por: Daniel Arruda

Ser pequeno não é sinónimo de altura, ser pequeno está na alma de cada um.

Uma pessoa grande impõe-se naturalmente, uma pessoa grande vale por si mesmo, uma pessoa grande não precisa de ir em modas para dizer presente, uma pessoa grande tem convicções nas ideias. Marques Mendes não é pequeno. É minúsculo.

Publicado por Troll Urbano às 12:09 PM | Comentários (1)

janeiro 24, 2006

Sabem o que o puto está a pensar?

Por: Daniel Arruda

Não é que vocês votaram mesmo nele!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Chinoca

Publicado por Troll Urbano às 11:34 PM | Comentários (2)

Isto é que são amigos

ºPor: Daniel Arruda

Depois de Alberto Joao Jardim e de Lula da Silva, foi a vez de Nino Vieira, presidente Guiniense a dar os parabéns a Cavaco Silva pela vitória.

É caso para dizer, "diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és", aliás o Troll já soube de fonte segura que Cavaco estranhou a ausência de mensagens do seu homólogo Iraniano e do 1º ministro israelita. Ao saber que o segundo ainda está hospitalizado terá respondido com um lacónico, "isso não é da competência de um presidente, pelo que não comento"

Publicado por Troll Urbano às 05:12 PM | Comentários (7)

Juízes mendigam à porta da Boa Hora

Por: Daniel Arruda

Mendigo

O défice, eternamente o défice.
O Troll adianta aqui o título e a fotografia de capa de um qualquer jornal num dia que não estará longe. A fazer fé nas notícias de hoje, já não há dinheiro para a água, luz e telefone, foram admitidos tarefeiros que correm o risco de não cumprir a sua função por falta de tonner e de papel. A execução corre risco porque não há meios físicos.
A culpa, essa é do défice e do seu combate. A cegueira essa parece que não tem limites. Grande Estado este que tem por hábito não combater as pragas mas sim minar os alicerces que suportam o próprio Estado.

Viva a República. Vivam as Bananas. Viva Portugal.

Publicado por Troll Urbano às 03:52 PM | Comentários (3)

Angústia

Por: Daniel Arruda

Angústia

Costuma-se dizer que a vida é feita de pequenos nadas. Que esses pequenos nadas somados são tudo. E eu não sei viver sem tudo, sem esses nadas que me preenchem e que me realizam. Não sei viver sem projectos embora tudo na minha vida tenha sido uma nuvem. Não gosto de ponderar. Se o faço sai asneira, embora quando não o faço aconteça por vezes o mesmo. Mas vivo feliz quando me realizo. Não vivo a vida a 99%. Acho que ela só é saboreável quando vivida a 101%. Por isso não formulo desejos com as 12 passas da passagem de ano. Vivo cada dia como se fosse aquele o tal, não o último, mas aquele.

De há 15 dias para cá dei por mim numa angústia de não saber viver o dia seguinte. Como não acredito no destino tenho de encontrar uma razão para tal sentimento. Ou melhor dito, não tenho de encontrar a razão que essa eu sei, tenho é de me convencer que essa razão existe por muito que eu a negue. A razão é simples e óbvia. Tenho tanta coisa na cabeça, tantos projectos, tantos pequenos nadas mas ao mesmo tempo estou farto. Estou cansado. A mente atingiu um estado de saturação que não vão lá com 3 semanas de férias que sendo retemperadoras não são suficientes. Estou fisicamente cansado de uma vida que é vivida depressa demais, como se os ponteiros do relógio não acompanhassem o meu ciclo de vida estando constantemente atrasados em relação a ela. Estou cansado de enganar-me a mim mesmo adiando aulas de natação ou de ginástica, dizendo que o corpo é o que queremos fazer dele e que não será ele que me comanda. Estou cansado de adiar a faculdade. Estou cansado da frase de que eu sou insensível, que tenho uma couraça impenetrável para depois de um convívio mais cuidado vir a constatação que não sou assim. Estou cansado de ser moldado pela vida e não ser eu a moldá-la como gostaria. Estou cansado das refeições tomadas à pressa, dos jantares na roulote do Júlio, das noites mal dormidas, dos sonos que não aparecem. Mas também, à semelhança de não acreditar no destino não acredito no "eu" desfazado, desligado do meio envolvente e por isso estou cansado ou desiludido com o que me rodeia, do meu país, da minha europa, do meu mundo.

Tenho tanta coisa para fazer e tão pouca vontade de lhes pegar. Tenho tanta vontade de lhes pegar e tão pouca motivação para o fazer. Tenho tanta motivação e ao mesmo tempo um sentimento de inutilidade do que faço ou deveria fazer. Dou por mim a falar de revolução e deparo-me com o facto de não saber fazer a revolução dentro de mim, do meu quintal. Dou por mim a pensar nos outros e não tenho a capacidade de reflectir e agir sobre mim. Sentimentos ambiguos estes, não é? Mas são os sentimentos que me invadem numa angústia que se torna preocupante para mim que sempre fui senhor da minha situação, do meu estar.

Sei que amanhã vou continuar igual, que a angústia irá passar para voltar noutro momento, sei que não vou mudar, burro velho não aprende linguas diz a sabedoria popular, e di-lo muito bem. Talvez no fundo apenas queira tempo, para viver e ser vivido.

Deculpem lá o desabafo mas acho que se há coisa onde este blog me tem feito bem é no poder compartilhar com outros, sentimentos, estes pequenos nadas que no fundo são tudo.

Publicado por Troll Urbano às 01:01 PM | Comentários (11)

janeiro 23, 2006

Rescaldos - II

Por:Isabel Faria

Não tenho jeito para meias tintas. Meias palavras. Meias vitórias ou meias derrotas. Ontem sofri uma derrota. A Esquerda sofreu uma derrota e o País com que eu sonho e pelo qual luto sofreu uma derrota.
Há uns meses, na campanha autárquica, nos bairros degradados ou nas ruas de Lisboa, deparava-me em cada esquina com olhares de desencanto, de desistência, de rancor e de raiva incontida. Era como se em cada palavra me quisessem dizer tu também tens culpa. E se em cada palavra acrescentassem não nos preocupa saber que culpa tens, mas de certeza, que tens. Nem que seja culpa de me vires preocupar...
Creio que foi este o espírito que ontem ganhou as eleições. E foi esse espírito que ganhou as eleições à Esquerda e à Direita.
Cavaco ganha estas eleições baseado nesta desistência do Povo Português. Não podemos fazer nada, que alguém faça. Dizem que ele é capaz de fazer. Ele que faça.
Mas lembram-se de quando lá esteve, ripostamos??? Que interessa isso, dizem, encolhendo os ombros. A falta de memória, o viver o momento, a não preocupação com o futuro, a não preocupação, tout court, é o estado de espírito de quem desiste, cruza os braços e espera por salvadores. O fast food na politica e na vida. Consumir, deitar fora, não ter muito trabalho, não ter que escolher, entregarmo-nos. Nas mãos de um homem ou no hamburger do McDonalds. A publicidade ajuda e nós compramos.
Manuel Alegre tem o resultado que teve nestas eleições, baseado, também, creio, neste espírito vencedor nestas eleições. Alegre não teve nunca um discurso mobilizador de Esquerda. Não apresentou alternativas. Não se demarcou de politicas. Não falou no que faria, que poderes constitucionais usaria se fosse eleito. Alegre alcançou o resultado que alcançou porque se apresentou como o não culpado. Não esteve no Governo, portanto não tem responsabilidades no Governo. Foi derrotado no Congresso do PS portanto, não tem responsabilidades na linha de Direita que o PS persegue. E, suprema vantagem, aparece com uma linguagem contra os Partidos, distancia-se deles. E o Povo Português, que eu conheci nas esquinas de Lisboa e que culpa os Partidos pelo estado do País, como se não fosse esse mesmo povo que neles vota, como se não fossem os Partidos o garante do Regime Democrático (o único, neste momento, sim. Não será o único? Nós que deixámos cair as organizações de base, as CTs, as C. Moradores, as Associações de Bairro, que não nos reunimos para resolver o problema da escola ou do Centro de Saúde porque dá trabalho e nos obriga a pensar, que outros meios, que outras ferramentas temos para exercer o nosso direito de intervenção do que os Partidos Políticos?), o Povo Português que habitualmente vota à Esquerda, agarra-se a outro salvador, a outro que pensa que fará o que ele, não quer ter o trabalho de fazer e vota.
Manuel Alegre representa à sua maneira, a outra face da mesma moeda. A moeda da desistência e da entrega do futuro. Não nas mãos de convicções ou de causas. Mas nas mãos de homens.
Nada do que possa aparecer para nos questionar, preocupar, fazer pensar, acordar é, portanto, bem visto, bem vindo. Não queremos que nos chateiem. Nem que nos preocupem. Queremos lá saber da Segurança Social, ou do Desemprego, ou das desigualdades, temos o futebol, a TVI, as novelas, o Euro Milhões. Podemos portanto dormir descansados. O País não avança, somos a cauda da Europa, e isso interessa? Vocês sabem quem matou o não sei quantos na telenovela das nove??? Não sabem? Claro, é essa mania de ser diferentes que vos faz perder as eleições.
Da minha derrota pessoal de ontem, falarei num outro Post. Mais logo ou amanhã. E em sede própria. No Bloco. Da minha derrota pessoal de ontem, para além das lágrimas, retirei muita, muita convicção que não me enganei no caminho. Vai ali na rua a passar o sem abrigo de que já vos falei algumas vezes. Decididamente não quero dormir descansada.

Publicado por Troll Urbano às 02:29 PM | Comentários (16)

Presidenciais na RTP1 - No Reino de Dumbo

presd2006

Por: Paulo M. de Sousa


"Francisco Louçã, não deverá atingir os 5% de votação, que eram o seu obectivo!" (José Rodrigues dos Santos, sobre Francisco Louçã logo após projecções iniciais, de sorriso estampado no rosto e olhos esbugalhados, não se coibindo de mostrar a sua satisfação pela quase certeza da vitória de Cavaco, à 1ª volta").


... Louçã obteve 5,3% da votação nestas presidenciais! =)

Publicado por Troll Urbano às 01:23 PM | Comentários (2)

Presidenciais na TVI - O Esplendor do Tele-Lixo

presd2006

Por: Paulo M. de Sousa


Manuela Moura Guedes -no seu estilo patético- a dada altura, pede a opinião da convidada, Inês Pedrosa (porta-voz de Manuel Alegre), sobre o progresso dos resultados eleitorais, da seguinte forma:

"Inês Pereira, qual o seu comentário a estes resutados?!", (confundindo o nome da convidada, com o da modelo e ex-concorrente do mega hit saloio da TVI, 1ª Companhia).

Esta gaffe da grande Manuela, origina gargalhadas do restante painel de comentadores. Inês Pedrosa, meio p'ró indignado, dispara:

"Será isto também uma farsa?!" (numa alusão directa ao pseudo reality show exibido pelo canal de Queluz).

Publicado por Troll Urbano às 01:03 PM

5 razões para uma vitória à 1ª

presd2006

Por: Paulo M. de Sousa


1. A já histórica "ignorância saloia, bi-partidária e de memória curta" da uma larga faixa do eleitorado Português que, engoliu todas as patranhas de Cavaco Silva e se deixou embriagar por utopias económicas e cenários de saída de crise irrealizáveis, propalados pelo "Pai do Monstro" durante toda a sua campanha. Com este resultado, a maioria do povo Português, deu mais uma prova cabal do seu desconhecimento absoluto sobre as competências do Presidente da República no nosso sistema político.


2. A gritante falta de visão do PS, ao ter dado o seu apoio incondicional à figura errada, no tempo errado e à hora
errada, o que fraccionou fatalmente o eleitorado de esquerda e dispersou os votos tradicionalmente socialistas por quase todos os outros candidatos (Cavaco incluído).


3. As políticas impopulares (e desnecessárias) levadas a cabo pelo PS ao longo de toda a campanha eleitoral. Um péssimo erro de estratégia, que minou de vez as já parcas esperanças que os candidatos associados -oficialmente ou não- ao Partido Socialista tinham, de poder levar as Presidenciais a uma eventual 2ª volta.


4. A vergonhosa parcialidade dos órgãos da comunicação de maior impacto ao longo de toda a campanha, que levaram Cavaco Silva, em ombros, até à Presidência da República.


5. A campanha a espaços quase "pró-cavaquista" de Jerónimo e Louçã. Os dois candidatos presidenciais, dedicaram muito tempo das suas campanhas eleitorais a atacar o governo PS, quando poderiam ter aproveitado esse mesmo tempo para "apontar baterias" contra a vitória do candidato presidencial da direita, esse sim, o principal objectivo.

Publicado por Troll Urbano às 11:22 AM | Comentários (5)

Rescaldos

Por:Isabel Faria

Não poderia deixar de escrever este post. O Daniel tem tido a capacidade que eu ainda não encontrei de falar da noite de hoje. Obrigado, amigo, por o teres feito. Eu ainda não consegui. Vivo as vitórias e as derrotas duma forma apaixonada. Choro e rio. Esta noite chorei. Não tenho vergonha de chorar com as derrotas. Sempre fui buscar às lágrimas as sementes para continuar. Sei que amanhã continuarei. Sei que continuaremos. Como se gritava esta noite no Forum Lisboa, "Louçã, a gente cá está amanhã". E estaremos.
Tive tantas derrotas na minha vida. Nunca me derrotaram a esperança. Não é alguém como Cavaco que o vai conseguir fazer agora.
Amanhã, depois dumas horas de sono, cá estarei. O dia foi cansativo. E ensinou-me algumas coisas. E, por isso mesmo, foi estimulante. Só aos fracos as derrotas não estimulam. E desses não reza a história.
Apenas dois pontos:
1 - Obrigado, Daniel, por aguentares o barco. É nestas ocasiões que me dou conta da sorte que tenho em partilhar esta casa contigo.
2 - Verifiquei nos posts em baixo que alguns comentadores (chamam-se assim, esta espécie de gente?) habituais, têm decidido agir como sempre fazem, mostrando o nível que nunca têm.. Raramente perco tempo com esse tipo de pessoas. Mas, às vezes, dou-me ao trabalho de me armar em dona do meu nariz e da minha casa...apagarei, portanto, todos os comentários rascas que me aparecerem neste post. Para rasca já me basta o que basta. Não abdico do meu direito de fechar as portas à má educação, à falta de nível e à injúria. Se não acharem que eu tenho esse direito, estão no vosso. Batam a outra porta. Pela minha parte agradeço. Ah, e não, não é censura. A vida é um jogo. Tem regras. Nunca jogo ténis com tacos de hóquei. Não sei fazer batota. Se me entrarem no meu court de ténis de taco na mão, podem crer que vos expulso de lá. Batotas fazem em vossas casas. Não na minha. Não admito batota, nem nos jogos, nem na política. Nem na vida. Só aceito parceiros leais. E adversàrios leais.Com os outros, simplesmente, me recuso a jogar. E aviso. Como é o caso.

Agora vou a um sono merecido e reparador. Quando o Sol nascer, nem imaginam o trabalho que tenho a fazer.

Publicado por Troll Urbano às 12:52 AM | Comentários (11)

janeiro 22, 2006

Reflexões de uma noite eleitoral VI

Por: Daniel Arruda

Nenhuma destas reflexões foi feita com olhar cuidado aos números finais, por distrito ou concelho. Isso vai ficar para amanhã. Por isso e para que fique claro, as reflexões não acabaram aqui. Isso não me impede de fazer aqui 3 considerações que são óbvias. Os resultados de Louçã na Madeira, Açores e Setúbal são bons resultados eleitorais que mostram consolidação e fixação de eleitorado o que é um facto que me agrada.

Publicado por Troll Urbano às 11:28 PM | Comentários (11)

Reflexões de uma noite eleitoral V

Por: Daniel Arruda

A estratégia de Cavaco de não falar, de não exprimir opinião surtiu efeito. Aliado a uma comunicação social favorável soube gerir a campanha. Passou de 61% numa 1ª sondagem para um resultado eleitoral de 50,6%. Urge pensar como à esquerda não existe um órgão de comunicação social em Portugal e como os de centro mesmo que de esquerda funcionam. Esta é para mim outra das reflexões fundamentais que se devem ter neste periodo sem eleições. Neste sentido a esquerda deve perceber a importância de se sentar e ver o que pode ser feito para combater esta deriva unionista e totalitária das direitas pois tudo indica que a convergência à direita visa já as novas leis eleitorais que estão na gaveta

Publicado por Troll Urbano às 11:22 PM | Comentários (5)

Reflexões de uma noite eleitoral IV

Por: Daniel Arruda

O eleitorado de esquerda que tem votado BE mostrou que é volátil e derivado de muitas convicções diferenciadas a acreditar na transferência de voto para Manuel Alegre. Consequência de uma abertura à sociedade civil parece-me que o resultado de Louçã não pode ser visto como uma derrota do movimento mas sim reflexo de uma pluralidade saudável que poderá ter destas flutuações.

Publicado por Troll Urbano às 11:11 PM | Comentários (10)

Reflexões de uma noite eleitoral III

Por: Daniel Arruda

Segundo todos as análises indicam que a candidatura de Manuel Alegre não acrescentou esquerda à esquerda. Dividiu o PS e tirou cerca de 2% ao eleitorado do BE. Ainda neste raciocinio provou-se que não aumentando de eleitorado. Jerónimo de Sousa consegui estancar a hemorregia e manter em duas eleições nacionas seguidas o número absoluto de votantes em listas patrocinadas pelo PCP.

Publicado por Troll Urbano às 11:04 PM | Comentários (2)

Reflexões de uma noite eleitoral II

Por: Daniel Arruda

O PS claramente perdeu nestas eleições. Perdeu a reserva moral de esquerda, perdeu na aposta em Mário Soares e foi sem dúvida o principal responsável pela vitória de Cavaco Silva nas eleições

Publicado por Troll Urbano às 10:47 PM | Comentários (5)

Reflexões de uma noite eleitoral I

Por: Daniel Arruda

Sob o risco de fazer uma reflexão demasiado grande vou aqui deixar as minhas reflexões em versão tópico nas versões I, II, III, IV, .... o resto ficará para a caixa de comentários porque acho que é o que faz falta à esquerda. Há ilações a tirar destas eleições e uma delas é que o centro esquerda e a esquerda perderam. Queixar-me única e exclusivamente de uma comunicação social tendenciosa que fez campanha por um só candidato parece-me a mesma desculpa que uma equipa que perde e vem se queixar do árbitro. Um país à beira do colapso social onde uma esquerda socialista e comunista só consegue somada 15% dos votos tem de pensar onde falhou a mensagem.

Publicado por Troll Urbano às 10:42 PM | Comentários (2)

janeiro 21, 2006

FORÇA

Por: Daniel Arruda

Estive a ver a nossa lei e não encontrei sitio nenhum onde diga que não é possível falar de actos ou acontecimentos ou ainda personalidades relevantes durante o dia de reflexão. Mesmo que isso tenha alguma coisa a ver com esta campanha eleitoral. Vou por isso falar de um sentimento de dever cumprido, meu e de muitos como eu. Ontem ao estar na sala da Estufa Fria e ao ver toda aquela gente, mais de 1600, a festejarem, a conviverem a acrediarem num ideal, a acreditarem que uma nova Esquerda é possível, convictas que mais que possível ela é necessária tive um momento de felicidade. Aquilo que apareceu e que foi rotulado de novo PRD afinal cresceu, consolidou-se. Trabalhou-se muito ao longo de 6 anos mas agora digo que valeu a pena. Ver uma sala que gritava ser exigente e por isso apoiava o Franscisco. Brindei, brindámos a isso porque exigência é o fundamental para a dignidade humana. Temos de ser exigentes conosco e com os outros. Temos de exigir dos outros isso, por isso os nomeamos.

Ontem foi mais um sinal que algo está mudar. Não foram precisos autocarros de distritos vizinhos, não se vazaram lares de 3ª idade, não se pagou jantares a figurantes, havia um ideal. Fomos exigentes e as pessoas corresponderam porque acreditam na exigência. Foram pessoas que tomaram uma decisão. "Eu quero estar lá porque acredito, e vou lutar pelo que acredito".

É por isso que ontem me deitei feliz porque se em 1999 começámos de novo, nesta esquerda moderna, pegando nas raízes da tradição da esquerda, ontem mudamos de um vaso que já era pequeno para as nossas raízes e demos o passo que precisávamos, para ir para o campo aberto, onde tudo é possível, basta que sejamos fortes para o conseguir. Fortes nas ideias, nas convicções mas especialmente nas exigências de nós mesmos, para nós mesmos.

Houve uma palavra que acompanhou toda a campanha e que hoje quero deixar para acabar porque foi aquilo pelo qual esperei anos, aquilo que fazia falta em Portugal e que nesta campanha foi central. FORÇA, Tanta FORÇA que se sentiu nestes dias e ontem especialmente.

Publicado por Troll Urbano às 01:20 PM | Comentários (3)

janeiro 20, 2006

O cavalo manco do Poder

Por:Isabel Faria

Ao vir para casa chamou-me a atenção a capa do Independente. Em letras garrafais, o título "Portugal a seus pés" . Por cima uma fotografia de Cavaco, sobre o capot de um carro. Em baixo, o povo. O tal Portugal de que, fala o título.
Parece-me importante este título. Esta é a noção de Poder da nossa Direita. Os ilumindos (o iluminado), os pré-destindos (o pré-destinado), os salvadores (o salvador). Lá em cima. Depois em baixo, o Povo a que eles, enfaticamente, chamam de o País. A seus pés...
Gostei do titulo. Louçã falava esta semana em Almada deste entendimento que a Direita faz do Poder. Como herança. Como pertença. Como inevitabilidade. Como pré-destinação.
Em cima do capot do carro, rodeado de formiguinhas , como lhe chamava, a nossa amiga Rita, num comentário, ali em baixo...o ser superior prepara-se para assumir a herança.
Acontecem percalços nas heranças. A Direita deste País, apesar de todas as vitórias que tem acumulado ao longo de décadas, já deveria ter entendido, se fosse um pouco mais inteligente e um pouco menos arrogante, que, de quando em vez, há percalços nas heranças. E que , às vezes, os D. Sebastiôes, apanham um cavalo manco e acabam por cá não chegar.

Publicado por Troll Urbano às 04:35 PM | Comentários (6)

Em Fevereiro a gente vê-se

Por:Isabel Faria

O Daniel já publicou, ali em baixo, um post sobre as sondagens. E já lá disse tudo. Que os indecisos podem alterar tudo o que foi a estratégia da Direita nestas eleições.
A perda de intenções de voto em Cavaco, que estas sondagens mostram são a certeza que tudo é ainda possivel.
E depois, as sondagens valem o que valem. A certeza que eu tenho é que os portugueses têm memória. E têm vontade de não abdicar do seu futuro entregando-o a um qualquer D. Sebastião. Arrogante, intolerante e que desperdiçou a maior oportunidade deste País em o tornar um País viável, aberto, desenvolvido e justo.
Cavaco repersenta o passado. Representa a falta de ar. A pequenez. O desbaratar da esperança. Os 2% ou 3 % com que aparece a ultrapassar a Primeira Volta é a certeza que, Domingo, a Direita não alcançará o seu sonho de sempre, de ocupar a Presidência da Reoública. E a certeza de que é posivel ultrapassar o poder económico que detém os meios de Comunicação Social e que desde o inicio o apresentou como vencedor antecipado, a batota, a mentira, a deturpação de imagens, a desigualdade de tratamento
Está tudo em aberto para Domingo. Está, ainda, aberta a porta para o Futuro. Tenho a certeza que quem há anos a tenta desesperadamente fechar vai voltar a ter uma desagradável surpresa.
Em Fevereiro a gente vê-se.

PS: Hoe vai ser um dia complicado para dar atenção ao Troll. Ao meio dia há uma daquelas reuniões em que nos apresentam números quando sabemos que o que efectivamente falam é de interesses, depois há uma arruada a partir das 17.00 com saída do Martim Moniz, e, finalmente, às 19.30h o jantar de encerramento da campanha, na Estufa Fria.
Há, portanto, dias em que vale a pena não ter muito tempo para o Troll...até já.

Publicado por Troll Urbano às 11:17 AM | Comentários (9)

Tanto tempo????

Por:Daniel Arruda

Parece que Souto Moura demorou 25 minutos a explicar o caso do "envelope 9" a Jorge Sampaio. Nunca pensei que se demorasse tanto tempo a dizer:

Sr Presidente, por favor demita-me que eu não saio pelo meu pé mas sou demasiado incompetente para o lugar

Publicado por Troll Urbano às 10:47 AM

Incoerencias e mentiras

Por: Daniel Arruda

Cavaco Silva personaliza muitos destes sentimentos. O seu Governo está associado a um tempo de progresso e modernidade. Mas, sobretudo, a um tempo em que a auto-estima nacional cresceu e o País se achou capaz para atingir metas, obter resultados. É essa a mensagem de "Portugal Maior".
Artigo de opinião de Maria José Nogueira Pinto

Isto é que é uma reviravolta. Maria José Nogueira Pinto que pertence a um partido chamado CDS-PP, é sua dirigente, e segundo me lembro já era deputada na segunda metade da decada de 80 no início do consulado de Cavaco Silva. É a mesma política que combateu Cavaco Silva enquanto 1º minístro recusando-se a votar favoravelmente uma moção de confiança apresentada pelo PSD. É a mesma política que hoje vem falar de progresso e modernidade. O que será que a fez mudar de opinião. Será que ela também foi atacada pelo mesmo virus que quis fazer de Cavaco algo que ele não é?!?!?!??!
São estas pessoas que dão mau nome á política. Eu já nem lhe peço par amudar de opinião porque cada um tem a que tem mas pelo menos peço-lhe para não ser incoerente. Esse é o pior defeito que alguém pode ter na política, porque a incoerencia leva á mentira, ao engano e isso é grave para quem se quer recto e responsável.

Nota: Não sei como está no vosso PC mas no meu a fotografia estar na horizontal dá um ar , ......., bem , ........... deitado á pessoa. Será que querem insinuar algo."Sim porque eu sei , que o senhor sabe que eu sei o que você sabe"

Publicado por Troll Urbano às 10:43 AM | Comentários (3)

Indecisos

Por: Daniel Arruda

Os indecisos são neste momento 11,5% dos eleitores. Um valor que pouco se alterou ao longo da campanha eleitoral, sendo, contudo, hoje, com 11,5%, superior ao valore registado no início da campanha eleitoral. No dia 9, as respostas "não sabe" totalizavam apenas 10%.
In DN, hoje

Acho que este é o dado mais importante das sondagens ao qual deveria vir assiociado um outro que diz respeito ao facto de estes indecisos se registarem na esmagadora maioria à esquerda. Estamos a falar de um milhão de indecisos que podem decidir estas eleições. Para se ter uma noção do que isto representa basta dizer que se os 11% de indecisos votassem Alegre este quase passaria à frente de Cavaco. Se votassem Louçã tornariam este o candidato mais votado à esquerda passando à 2ª volta.

Por isso dia 22 não se inibam e expressem a vossa opinião Votem. Em consciencia, com noção do passado e com perspectiva de futuro. Esta é sem dúvida uma Geração de Mudança que nos vai influenciar a todos.

Publicado por Troll Urbano às 10:03 AM

janeiro 19, 2006

Geração de Mudança

Por: Daniel Arruda

Faltam apenas 3 dias para elegermos um novo Presidente da República. É pois chegada a hora de fazer escolhas, tomar decisões, escolhas importantes que por si só nos obrigam a uma coisa. A não faltar à votação. O futuro do nosso país é demasiado importante para nos demitirmos de ter opinião.
Mas é chegada a hora de tomar outras decisões. Uma escolha entre mais do mesmo. De termos um Presidente da Republica que vai dar continuidade ás más políticas dos governos, funcionando na realidade como reserva moral ou pior ainda como acontece com o candidato das direitas que vai querer fazer um ajuste de contas. O derradeiro ajuste de contas que as direitas e a finança tem com a constituição emanada da Revolução de Abril.

Para ler o texto completo clique em cima

Publicado por Troll Urbano às 06:13 PM | Comentários (2)

janeiro 18, 2006

Naturalmente, Louçã

Por:Isabel Faria

Quando tinha três anos, a uns toques na porta, fortes, numa noite fria e chuvosa, dormia eu no quarto pequenino que tinha sido, durante tanto tempo de avó Emília, ouvi vozes de homens e vi o meu pai entrar no quarto. Lembro-o calmo. Mais tarde haveria de recordar que tinha lágrimas nos olhos quando saiu à porta do quarto. Mas quando entrou não. Quando entrou é a sua calma que recordo. Na noite em que me tiraram o meu pai, devo ter sentido (claro que não se entendem estas coisas aos três anos) que só podia ser de Esquerda. Já antes, numa manhã fria, tinha visto o olhar preocupado do meu pai, quando me levantei mais cedo e vi um estranho em nossa casa. Pelo olhar, senti (não se podem entender estas coisas aos três anos) que não deveria perguntar quem era aquele senhor. Nunca perguntei. Mas sempre senti que, talvez, os homens que levaram o meu pai, pudessem ter sabido que aquele homem que se barbeava e que eu não perguntei o nome, estivera lá em casa. Nunca me zanguei com o homem que lá estivera em minha casa, mesmo quando pensava que ele poderia ter sido a causa de me tirarem o meu pai.
Depois, fui crescendo e vendo as praças de jorna, lá ao pé do mercado. A minha mãe explicava-me que aqueles homens e mulheres esperavam que alguém lhes desse trabalho. Na altura, já mais velhinha, talvez já tivesse entendido que não era justa aquela espera, tantas vezes infrutífera. Também ali, perante os rostos crispados daqueles homens e mulheres, deverei ter voltado a sentir que só poderia ser de Esquerda.
Cresci, portanto, naturalmente de Esquerda.
Mais tarde, em 1975, recordo os sonhos de que tudo era possível. Recordo o Zeca a cantar lá na vila, recordo as RGEs no Liceu de Santarém, recordo as ocupações das terras e recordo os soldados e os operários da Lisnave que, de braço dado percorriam as ruas. Naquele ano, acreditei. E naquele ano entendi e senti (naquela idade já deve ser possível fazer as duas coisas) que a minha Esquerda, aquela onde eu naturalmente me tinha feito, não podia ser a que enchia a Alameda a gritar contra a unidade. A que tratava, os trabalhadores que acreditavam na Revolução e os soldados que achavam que o seu dever era fazê-la, como inimigos. Como inimigos a silenciar. E que, em 25 de Novembro, silenciou. Nesse ano, devo ter sentido e entendido que a minha Esquerda não é a Esquerda que me matou o sonho. E com ele a hipótese de aqui fazer um Mundo Novo.
Em 74 percorria as ruas da minha vila, com o meu pai e um amigo que anos antes se tinha afastado do PCP. Vínhamos de um curso de Materialismo Dialéctico (pensar hoje, o que foram esses tempos, é quase tarefa impossível…) e sentíamos sempre uns passos, nem sequer disfarçados, que nos acompanhavam a casa. O meu pai e o nosso amigo, viam os seus camaradas de sempre de caçadeira em punho. Eles tinham ousado afastar-se. E pagavam com a desconfiança e com a intolerância que sentiam na pele, esse afastamento. Que se manteve sempre. Há uns meses, poucos meses, como para me provar que, apesar da imagem que se quer nova, a actuação é a de sempre, muitos anos depois da morte do amigo do meu pai, um artigo torpe, baixo, da organização local do PCP no Jornal da terra, apresentava o amigo do meu pai que há muito deixara de se poder defender, como um traidor que falara na Pide.
Desde esse tempo que me parece, portanto, natural, tão natural como o ser de Esquerda, que essa não é, não pode ser a minha Esquerda.
Não sei, portanto, em qual destes momentos, naturalmente, a minha Esquerda começou a ser a da luta pela Igualdade e pela Solidariedade. A que não abdica da Liberdade. A que não é sectária. Nem aceita a intolerância. A que não esquece os homens que levaram o meu pai de casa, nem os soldados de braço dado com os trabalhadores de 1975, que não abdica da discussão de ideias, do confronto de opiniões, da alternativa ao silêncio, seja que côr e que forma esse silêncio tenha.
Não sei em que altura entendi que, naturalmente, este é o meu lugar. Deve ter sido há muito tempo. Deve ter sido há muito tempo que me fiz o que sou. E que entendi e senti que hoje, Janeiro de 2006, em nome dos sonhos, dos pesadelos, dos desencantos, das perseguições e em nome dum futuro livre, fraterno, solidário, justo, tolerante que quero para o meu filho, só podia estar com Francisco Louçã.
Nem sei a altura em que entendi que, no entanto, entre quem me matou o sonho ou me fez duvidar de que os homens são sempre tão puros como as suas ideias e quem me pretende fazer esquecer os homens que me levaram o meu pai ou que acredita que o Mundo deve continuar a ter praças de jornas de homens, de vidas descartávies, eu senti e entendi que definitivammente os meus inimigos são os segundos. Deve, calculo, ter sido ligo ali, quando aos três anos, no quarto da avó Emília senti que só podia ser de Esquerda . Quando se sente e se entende que se é de Esquerda passa a ser impossível pactuar com o branqueamento da tortura e da repressão, com a arrogância e com a perpetuação das desigualdades.
Aconteça o que acontecer no próximo Domingo, o meu lugar é aqui. Não se muda de lugar depois de tanto tempo. Sob pena de não ser mudança, ser morte.

Publicado por Troll Urbano às 11:58 PM | Comentários (15)

O pai do Cherne

Por: Daniel Arruda

Sei que hoje estive calão aqui para estes lados, mas há uma justificação, o meu nino estava meio adoentado e então entre médicos e alguma atenção não me deu para estas coisas, mas vou-me redimir agora. A Isabel já tinha feito referência à imagem mas agora enviaram-me a versão animada pelo que não resisti a postar.

Será que queremos mesmo esta figura para presidente???????
Cá granda cromo

Opai

Publicado por Troll Urbano às 06:47 PM | Comentários (5)

EU VOTO LOUÇÃ II

Por: Daniel Arruda

Foi sem sombra de dúvida o melhor Louçã desta campanha, pelo menos daqueles momentos a que assisti. Um Louçã brilhante na palavra, perante uma sala cheia na Incrível Almadense. Um Louçã que não teve medo de se assumir como o candidato para derrotar Cavaco perante a evidente fraqueza que os seus adversários à esquerda teimam em demonstrar cada vez mais. Um Louçã que não teve medo das palavras duras, mas justas, quando se referiu ao conflito de interesses entre sectores da governação e os sectores privados. Um Louçã que fez o que um socialista deve fazer. Falar claro, das decisões que aí vêm no próximo dia 22. Não o fez em contarponto a ninguém. Fé-lo recorrendo a si mesmo e à força que o acompanha. Às pessoas da rua, à massa anónima deste país, tal como já tinha feito na Aula Magna quando reconheceu que se tinha enganado ao pensar que este ia ser o combate mais difícil da sua vida quando na realidade estava a ser o mais forte que já tinha travado, porque sentia uma corrente de força que o estava empurrar cada dia que passava.
Se a Isabel escreveu lá em baixo sobre a força e as lágrimas posso dizer que hoje tive mais este alento para acreditar que a luta pode ser longa mas quando justa vale a pena travar todas as batalhas. Mesmo aquelas que são difíceis porque, vencidas essas, estamos prontos para todas as outras.

Publicado por Troll Urbano às 01:16 AM | Comentários (4)

janeiro 17, 2006

Deus nos livre

Por: Daniel Arruda

Ainda me perguntam porque VOTO LOUÇÃ?????????????????

D'zrt

Publicado por Troll Urbano às 07:34 AM | Comentários (3)

Triste

Por: Daniel Arruda

"O Mário Soares já mamou muito, não vai mamar mais"
Feirante no mercado grande de Espinho

Triste vai o país em que os votos são destribuídos em função do que já se mamou ou não. Queixamo-nos que isto está mau mas não queremos mudar o sistema, mudamos apenas o dono da têta.

Publicado por Troll Urbano às 06:59 AM | Comentários (4)

EU VOTO LOUÇÃ

Por: Daniel Arruda

Acho que a poucos dias das eleições é preciso fazer aqui um ponto de ordem. Porque se está a generalizar a ideia que eu devo ser contra Cavaco Silva e que por isso só e apenas este posso atacar ou combater. Por isso gostava de vos relembrar uma ou duas postas onde eu e a propóstito das eleições legislativas escrevia não acreditar no voto útil. A minha opinião mantêm-se. Nunca votei nem votarei útil. Defendo uma ideia que li num mural do PSR há muitos anos atrás que dizia, “voto útil, deputado inútil”. Relembrar também que sou um socialista convicto, Marxista no ideário. Posto isto vou passar a explicar porque é que VOTO LOUÇÃ e não voto nesta 1ª volta noutros candidatos e também o porquê de numa 2ª volta votar ou não votar nesses mesmos candidatos.
Cavaco Silva é a antitese do que quero para Portugal. É um homem que defendeu sempre o grande capital borrifando-se para quem trabalha. Porque acha que “quanto menos Estado, melhor Estado”. Porque acha que é atravês da repressão que se controla o povo, aliás acha que essa deve ser a única função do Estado, o de proteger os interesses da burguesia desses vandalos que acham que a revolução Francesa continua actual e que defendem ideias subversivos como os ideais socialistas. Sobre Cavaco muito se poderia dizer mas não me quero alongar porque não me passa pela cabeça que vocês acreditem que eu apoiaria Cavaco em que circnstância for.
Não voto nem votarei Soares, nem agora nem numa 2ª volta porque Soares representa tudo o que me levou a abandonar o PS há mais ou menos 10 anos. A ausência de ideais de esquerda. O liberalismo de rosto social, a política da caridadezinha, da pseudo preocupação com aqueles que sendo minorias quando somados são a esmagadora maioria da nossa sociedade. O homem que se vende a troco de migalhas ao FMI, conivente com a ordem política estabelecida, o homem que enquanto 1º Minístro foi reponsável pelo não sancionamento dos crimes cometidos pelo antigo regime, pelo limpar o nome a antigos governantes, pela fractura do movimento sindical, etc, etc, etc. Não voto Alegre, logo eu que ainda há pouco tempo achava que não sendo o candidato ideal era uma das poucas reservas de esquerda que o PS tinha, porque Alegre mostrou nesta campanha que não passa de uma Madalena ofendida. Teve uma birrinha com Sócrates por causa da co-incineração e quis afrontá-lo no congresso. Ainda não refeito chateia-se porque queria ser candidato e Sócrates não e vai disto candidata-se. E para quê? Para negar o seu passado de dirigente, governante e deputado do PS fazendo uma evocação da pátria e dos valores que pelos vistos não são os dele ou pior ainda se o são é um claro sinal que parou no tempo. Todos adoramos o 25 de Abril, mas a história é para ser estudada e aprovitada para os novos tempos. Não me passa a mim pela cabeça riscar nomes da história mas o que se passa é que do que ele fala é disso mesmo, História e eu quero é Presente e Futuro.
Não voto nem votarei Soares nem Alegre (não incluo aqui Cavaco porque mesmo assim há maus mais ruins que outros e se fossemos para esse cenário Cavaco já tinha ultrapassado o assassínio enquante estes ainda estavam na fase dos raptos), porque eu acredito que outro mundo é possível, socialista, porque não? Justo, fraterno onde o poder seria repartido entre todos, cientistas, doutores e trabalhadores. Onde as desigualdades não existissem, onde todos seriamos cidadãos de todos os países do mundo. Isto para dizer que não acredito neste sistema neo liberal. Ora se não acredito para quê votar nos homens que o representam. Será que eu ainda tenho idade para acreditar que o sistema capitalista é reformável? Que se nós nos portarmos bem o sistema ainda nos dá uma fatia do seu bolo. Pois eu não quero uma fatia, quero o bolo, para distribuir as fatias de forma justa o que em linguagem socialista quer dizer igual para todos.
Não voto Jerónimo nesta 1ª volta mas seria de todos os candidatos que não o meu aquele em quem votaria na 2ª , com um sorriso nos lábios. Porque apesar do muito que nos separa em matéria ideológica, há muito mais onde estamos de acordo. Não concordo com a sua posição sobre o posicionamento de Portugal na Europa já que sou um europeista convicto, não defendo por isso o seu nacionalismo, não partilho os seus ideais de que a luta pelo emprego se deve 1º fazer cá dentro e depois no panorama internacional. Acho que devemos estar “todos pela luta toda”. Não partilho o seu agrado pelo ditadura chinesa, mas há uma coisa que nunca poderei pôr em causa. É o seu caracter e a sua luta pelos ideais de uma esquerda que não é a minha, mas que inequivocamente se situa à esquerda e é anti liberal. Como disse, sou socialista e não comunista.
Não voto Garcia Pereira porque acho que o MRPP é uam coisa tão esquerdalha que se confunde em larga medida com a extrema direita. Decididamente não é o meu ideário de mundo.

Sei que não faltará mesmo pessoas do meu partido que discordarão de mim, como haverá certamente comunistas que discordarão de mim, mas é isso que eu gosto nesta esquerda nova e moderna que o meu candidato representa. É a ausência de tabus na discussão, a ausência de centralismo democrático para eu poder dizer aquilo que acho sem ser censurado por isso. Já o disse nos locais próprios e digo-o aqui outra vez. O sistema não contará com o meu voto.
A reflexão vai longa e muito ficou por dizer mas acho que o essencial vai aqui.

Eu voto consciente, Voto Louçã

Publicado por Troll Urbano às 12:09 AM | Comentários (3)

janeiro 16, 2006

O Presidente da República

Por:Isabel Faria

"Eu não sou o presidente da câmara, sou o Presidente da República", esclareceu Manuel Alegre, esta tarde, em Aveiro, depois de colocar mais uma coroa de flores numa estátua. Segundo as notícias a colocação da dita foi, como habitualmente, feita em silêncio. Seguiu-se-lhe um pezinho de dança com duas senhoras, ao som duma música animada, ali mesmo na Praça, onde agora descansa a coroa correspondente ao dia 16 de Janeiro. Manuel Alegre quer que a juventude possa dançar a vida, daí ter aceitado o convite. Bem haja. E obrigado, também, pelo oportuno esclarecimento.

Publicado por Troll Urbano às 08:03 PM | Comentários (1)

O que se parece com Cavaco é Cavaco

Por: Daniel Arruda

Hoje ao ler o DN reparei nesta frase de Mariano Rajoy a propósito de Zapatero e do congresso do Batasuna.

Zapatero não se convence que se algo anda como um pato, tem a forma de pato, cor de pato e bico de pato, é porque é um pato"

Não podia deixar de me lembrar da nossa campanha presidencial é que por muito que nos queiram enganar que se algo anda como um Cavaco Silva, tem a forma de Cavaco Silva, cor de Cavaco Silva e bico de Cavaco Silva, é porque é um Cavaco Silva, o sujeito não mudou. É o mesmo de sempre.

Obrigado Rajoy. Afinal do país vizinho ainda vêm boas coisas.

Publicado por Troll Urbano às 07:23 PM | Comentários (2)

Michelle Bachelet

Por: Daniel Arruda

Michelle Bachelet

É ela a 1ª mulher presidente do Chile. Foi a mulher que se predispôs a derrotar os conformismos e a ordem vigente. Não quero saber se ela é de esquerda ou de direita, porque ela é a prova provada de que vale a pena lutar para derrotar o poder instalado, os costumes e as piores tradições.

É para mim o alento que faltava para acreditar que vale a pena lutar até dia 22 de Janeiro, lá como cá o que é preciso é lutar e acreditar que é possível.

Publicado por Troll Urbano às 01:25 PM | Comentários (3)

janeiro 15, 2006

Maré Alta

Por:Isabel Faria

cravo08_vermelho.jpg

"Nas próximas semanas, Dr. Cavaco Silva, marque na sua agenda alguma noite, porque ainda nos vamos encontrar para um debate fundamental"
Francisco Louçã, Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, 15 de Janeiro de 2006.

Aprende a nadar companheiro
aprende a nadar companheiro
que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar

que a Liberdade está a passar por aqui
que a Liberdade está a passar por aqui
que a Liberdade está a passar por aqui


maré alta
maré alta
maré alta

Publicado por Troll Urbano às 08:05 PM | Comentários (17)

Campanha eleitoral

Por:Isabel Faria

Nos termos da lei nº ...
A máquina:

escavadora.jpg

Há um termo nas campanhas eleitorais que me assusta. A máquina. A máquina do PS começou hoje a funcionar. A máquina do PSD enche as praças antes de Cavaco chegar. A máquina do PC encheu o Pavilhão Atlantico.
Os jornalistas ficam entusiasmados com a máquina, as pessoas ficam sideradas com a força da máquina, até há quem se convença que a máquina traz votos.
Eh, pá...camaradas, ajudem-me lá a ultrapassar isto, a gente, quer dizer o Bloco, o meu Bloquito não tem máquina pois não???? A gente, o Bloco, o meu Bloquito tem convicções, vontade, projectos, pessoas, afectos, passado, futuro...mas a gente não quer nem vai ter uma máquina destas com muitas camionetas pagas, jovens pagos, lares de Terceira Idade esvaziados...gente que faz número, porque nos querem convencer que se ganham eleições e se criam alternativas com praças cheias e comícios gigantes??? A gente, mesmo se crescer mais um cadito e se contribuir para criar aquela tal esquerda nova em que a gente acredita, vai continuar a achar que a politica não é, nem pode ser espectáculo, não vai???
Vá lá, por favor, sosseguem-me.

Publicado por Troll Urbano às 01:36 AM | Comentários (2)

janeiro 14, 2006

Uma sugestões ao "camarada Alegre"

Por: Daniel Arruda

Salazar Marcelo D.Afonso Henriques Soldado desconhecido

Padeira de Aljubarrota Pastorinhos de Fátima Cão da vizinha

Caro Poeta,

Como acho que a campanha do "camarada" Alegre deve ter mais vivacidade que até agora e como faltam 6 dias para o fim da campanha deixo aqui umas quantas sugestões para que possa ir enchendo o seu calendário.
Começava com uma visita à campa de Salazar para demonstrar que foi um militante anti fascista, seguia para a de Marcelo com o simbolismo que você foi um dos obreiros que de Argel ajudou a derrubar o regime. Proponho ainda uma passagem pelo túmulo de Afonso Henriques, pai da nossa pátria seguindo logo de seguida para uma estátua ao soldado desconhecido em homenagem ao bravo português que combateu nas duas Grandes Guerras. Como evocação do heroísmo português e do amor pátrio homenageava a Padeira de Aljubarrota e de caminho prestava uma homenagem nas sepulturas dos 3 Pastorinhos de Fátima, porque afinal somos um país maioritariamente católico e devemos agradar ás maiorias e por fim vá dar banho ao cão ou se peferir manter o estilo da campanha faça um favor á Associação Animal e vá homenagear os canideos no cemitério do Zoológico de Lisboa.

Atenciosamente
Um votante em Francisco Louçã

Publicado por Troll Urbano às 11:02 PM | Comentários (10)

Que saudades do poeta!!!!

Por:Isabel Faria

alegre2.jpg

Manuel Alegre abespinhou-se com as declarações de Louçã e vai daí, tal virgem ofendida, diz que Louçã devia ter sido padre, é um Cavaco do avesso e que era capaz de convidar todos os candidatos para beber um copo menos Louçã. Para além daquelas frases mais ou menos em moda, de que Francisco Louçã se quer armar em director espiritual e moral dos outros.
As declarações de Louçã, diziam, tão só, que as campanhas eleitorais não se deviam fazer em cemitérios nem para se ter saudades daquilo que se foi.
As palavras de Alegre não me chocam nada. Não são novidade, a história do padre e do garante moral é comum a tudo o que considera que o Bloco e FL podem constituir perigo para as suas posições e para os seus interesses.
Louçã fez bem em criticar alguém que usa nomes de figuras da nossa história mais ou menos recente para fins eleitoralistas
Alegre desceu a Alameda juntamente com Soares e outros, e o seu principal inimigo de então, chamava-se Álvaro Cunhal.
Alegre foi contra a inclusão de Sousa Franco nas listas do PS ao Parlamento Europeu, em cuja campanha Sousa Franco haveria de falecer.
Se denunciar estas hipocrisias e estes oportunismos nos torna Cavacos ao avesso (seja lá o que isso em linguagem politica queira dizer) ainda bem que Louçã o é.
Quero até convencer-me que Louçã dispensa perfeitamente o convite para em plena campanha eleitoral beber um copo com Cavaco. Talvez com o frenesim da campanha não tenha tempo para agradecer a Alegre não o convidar para tais companhias. No caso de Alegre passar pelo Troll, no intervalo entre mais duas homenagens póstumas, aqui fica o obrigado duma apoiante de Louçã. Seria um sapo muito duro de engolir essa cavaqueira nesta altura do campeonato.
Só para terminar a evocação do nosso poeta, aqui fica mais uma frase de uma ética a toda a prova: «Eu não ando aqui à procura de tostões e de uns votinhos para disputar depois outras campanhas. Estou nesta campanha para ganhar». Contrariamente a Francisco Louçã, entenda-se. Para quem acusa os outros de arrogância…eis uma frase duma tocante humildade.

Publicado por Troll Urbano às 09:13 PM | Comentários (6)

Era uma vez um Professor e mais a sua boca...

Por:Isabel Faria

Hoje o Diário de Notícias trazia um artigo de opinião de Fernanda Câncio, intitulado: Sr.Professor, não abra a boca. Aqui fica.
Aqui fica também a boca em questão.

cavaco1.jpg

(Ver a continuação da Boca do Professor, aqui)

Publicado por Troll Urbano às 02:05 PM | Comentários (7)

Vamos a isto

Por: Daniel Arruda

Vá se lá compreender as sondagens. Hoje o professor desceu duas décimas e Alegre distanciou-se de Soares. Louçã também descola de Jerónimo e ultrapassa a barreira dos 9%.
Nesta altura eu deveria aproveitar a onda e dizer que a campanha de Louçã está em crescendo, que agora é que as sondagens estão correctas, mas infelizmente quero manter-me coerente. Estas sondagens não conseguem ser credíveis. Jerónimo por exemplo vale mais que os 6% que lhe dão. Cavaco não vale os 56% que lhe dão.
É certo que a campanha de Louçã está a crescer, isso nota-se na rua, mas não me acredito e porque tenho olhos na cara é que numa campanha dividida à esquerda por 5 candidatos o candidato apoiado pelo BE tenha perto de 10% dos votos. Se tal acontecer e espero sinceramente que sim é sinal que algo está a mudar na sociedade portuguesa e que eu tenho de rever uma data de conceitos e opiniões.

Para termos certezas só há uma solução. É dar o máximo até dia 22 para derrotarmos Cavaco e o que ele representa e depois logo se farão as contas e as análises. Porque é possível derrotar a direita e neste momento com estas contardições todas pode ser que esteja mais em jogo que uma eleição. Pode ser uma alteração no equilibrio de forças como o conhecemos até aqui.
Vamos a isso.

Publicado por Troll Urbano às 01:30 PM | Comentários (4)

janeiro 13, 2006

O filtro e nós

Por:Isabel Faria

A Procuradoria da República diz que pediu à PT a facturação de apenas um telefone, o de Paulo Pedroso. O "24 Horas" publica a facturação detalhada de telefones de várias pessoas e diz que possui a facturação detalhada de 208 telefones, que consta do Processo da Casa Pia.
A Procuradoria diz que a notícia é falsa. Mas a facturação está lá , no jornal, e ainda ninguém a contestou. O que se contesta, discute e o que se desmente, parece, é quem a pediu, quem a juntou ao processo, se foi anexada ao processo e como a ela teve acesso o 24 Horas.
Entretanto, o Presidente da República exige um inquério rápido. Mas não diz quando tem que estar pronto. Não se sabe se rápido é numa semana, num mês ou num ano. Só se conhecem os tempos dos inquéritos rápidos, feitos em Portugal. Entretanto, o Governo diz que o Presidente tem razão, mas tal como ele, não fala em prazos. Entretanto também não nos é dito quem faz o inquérito. A PGR vai investigar a PGR?
Entretanto há, parece, um problema de filtro. Mais dia, menos dia, talvez fiquemos a saber que o problema foi do filtro. E até se pode chegar a demitir o filtro. O PGR, esse é intocável e necessário para fazer os próximos inquéritos à PGR.
Entretanto, resta-nos a esperança que não haja nunca nenhuma individualidade perto de nossa casa. E que a PGR não precise de pedir a facturação do telefone de algum vizinho, por este ser suspeito em algum inquérito. Assim, mesmo que o filtro não funcione, o 24 Horas não publica a lista e nós nunca ficamos a saber. E como coração que não vê é coração que não sente...
Esperemos pelos resultados do inquério, e já agora, se não fosse pedir muito, que nos digam quem o vai fazer.
E a gente até já se acostumou a que a Justiça em Portugal seja feita de entretantos. Já pouco, muito pouco, nos espanta.

Publicado por Troll Urbano às 11:07 PM | Comentários (1)

Os minutos, as televisões e os candidatos

Por:Isabel Faria


Afinal as diferenças contabilizam-se em números. Em minutos, para ser mais precisa. Claro que em números, em minutos para ser mais precisa, não se contabilizam as palavras usadas nem as imagens escolhidas, mas os números, os minutos para ser mais precisa, contabilizam-se e são assim:

SIC: (acumulado – campanha)
Cavaco Silva: 31m 02s
Francisco Louçã: 08m 13s
Garcia Pereira: 05m 58s
Jerónimo de Sousa: 09m 29s
Manuel Alegre: 23m 47s
Mário Soares: 26m 45s

TVI: (acumulado – campanha)
Cavaco Silva: 29m 13s
Francisco Louçã: 17m 34s
Garcia Pereira: 07m 40s
Jerónimo de Sousa: 20m 51s
Manuel Alegre: 22m 47s
Mário Soares: 28m 37s

RTP 1: (acumulado – campanha)
Cavaco Silva: 31m 47s
Francisco Louçã: 15m 10s
Garcia Pereira: 07m 30
Jerónimo de Sousa: 21m 25s
Manuel Alegre: 25m 05
Mário Soares: 26m 32s

Informação: Diário de Notícias

Nota breve 1: A RTP é televisão pública.
Nota breve 2 : Até prova em contrário cada candidato tem assegurado 1 voto, o seu.

Publicado por Troll Urbano às 12:36 PM | Comentários (3)

janeiro 12, 2006

Será????? Não me quero acreditar

Por: Daniel Arruda

O DN hoje não publica hoje a sondagem diária na sua edição online.

Será que tem alguma coisa a ver com o facto de Cavaco ter perdido quase 3% em 3 dias e ter ficado com um resultado inferior da barreira psicológica dos 60%?

A normalidade volta à campanha. Daqui para a frente e com o desaparecimento progressivo dos indecisos será sempre a descer.
Pessoal, vamos acordar deste torpor. Vale a pena LUTAR.

Publicado por Troll Urbano às 05:59 PM | Comentários (2)

janeiro 11, 2006

Ou há moral ou comem todos

Por: Daniel Arruda
´
Sócrates depois de se aleijar a fazer "Sku" chegou a Portugal e como qualquer cidadão fez logo uma artroscopia e uma ressonância magnética e também como qualquer português deslocou-se ao hospital da Força Aerea para o efeito. Como qualquer português não esteve á espera da sua vez e foi logo atendido. Como qualquer português não pagou taxa moderadora. Como qualquer português Jonas foi atendido com simpatia por um dos melhores ortopedistas portugueses, o dr Henrique Jonas.

Lembram-se de Socrates ter dito há pouco tempo atrás que a protecção de saúde dele era a ADSE, para justificar o fim dos regimes de exepção de magistrados e juízes. Ora o meu também é, (da ADSE) como o da maioria da população portuguesa.
Por isso pessoal. Se o sistema é o mesmo, vamos todos usufruir destas condições. Ou há moral ou comem todos

Publicado por Troll Urbano às 11:00 PM

O assobio

Por:Isabel Faria

Quando se vêem imagens da campanhas para as presidenciais e quando já se assistiu a muitas outras campanhas.
Ou quando se fala com os colegas de trabalho, mesmo os que votam diferente de nós. Sobretudo estes.
Ou quando se sai à rua e não se vê um autocolante numa lapela.
Ou quando numa acção de campanha quase não se ouvem vozes dissonantes.
Sente-se, eu sinto um arrepio. Isto não quer dizer que ache que se tenha que andar à pancada, que se tenha que apupar...mas falta calor. Não estou a falar dos candidatos, agora. Falta discussão. Falta convicção. Falta empenho. Em nós, que temos uma opção feita. Falta empenho nos outros dias do ano, da vida, em que não há campanha eleitoral.
Cada vez mais, nas pequenas coisas do dia a dia, como numa campanha eleitoral, como no parque desportivo do bairro que se vê desaparecer, como na escola dos nossos filhos que se vê degradada...passamos ao lado. Fingimos que não é nada connosco.Que não vemos, que não ouvimos, que se há-de resolver e se não se resolver paciência. Nós passamos ao lado. Sempre. Cada vez mais passamos ao lado. De tudo na vida. E a campanha, o encolher de ombros perante a escola degradada, ou perante as promessas não cumpridas, não são excepção à regra do que se está a tornar este País.
Pergunto-me se num País que vibra com o José Castelo Branco ou com a Segunda Companhia, que é capaz de se entregar de alma e coração à selecção ( e não, não tenho nada contra o futebol..) , mas que nas coisas, nos momentos importantes, naqueles de que depende a sua vida, o futuro dos seus filhos, assobia para o lado, não age, não discute, não pensa, o Cavaco, claro que me lembro, mas e então...já está eleito, porque é que me vou chatear...o Governo aumenta a idade da reforma...quero lá saber não sou funcionário público...pergunto-me se num País assim, não são normais as sondagens?
E não. Não se trata de um post amargo ou desiludido. Não desisto. Continuo a vir de autocolante para a rua. Continuo a comer um pastel de bacalhau à pressa. E venho duas horas mais cedo, para poder ter tempo para falar com os meus colegas. Mas não vale a pena esconder a cabeça na areia. Não basta não eleger Cavaco. Não basta não desistir de lutar contra o Governo e contra a sua politica. Temos que comprreender que com ou sem Cavaco, com este ou outro Governo, o que temos essencialmente de encontrar formas de combater é este estado de letargia, de encolher de ombros, de não é nada comigo. Porque é este estado de letargia que vai vencendo eleições. E é esse estado que poderá lá meter Cavaco. Que eterniza o Bloco Central no Poder. Que não reage contra a degradação da escola, o parque desportivo que é substituído pela agência bancária, que dá maiorias absolutas a Fátima Felgueiras ou a Isaltino de Morais.
Não se trata dum post derrotista. É, apenas, um alerta para mim. Se estou aqui num Blog. Se trabalho. Se educo um filho. Tenho o dever de, após o dia 22 de Janeiro, seja quais forem os resultados do dia 22 de Janeiro, não cruzar os braços contra o verdadeiro vencedor desta eleições. O assobio p’ró lado.

Publicado por Troll Urbano às 10:45 AM | Comentários (10)

janeiro 10, 2006

Palhaçadas ou será que devo dizer Jardinadas

Por: Daniel Arruda

Bom diaA dívida total dos municípios da Madeira ascendia a 161,9 milhões de euros em Dezembro de 2003, representando 95% da receita arrecadada naquele ano, segundo o relatório do Tribunal de Contas (TC), ontem divulgado. Entre 1998-2003 a dívida das câmaras madeirenses aumentou 144%.
DN, hoje

A gestão PSD no seu melhor. Foi esta administração que Cavaco foi recentemente elogiar ás "madeiras" terra do inanarrável Alberto João.

A esta altura ainda vocês não perceberam o porque do palhaço e da caixinha? Também não era assim tão difícil. Nunca ouviram falar na história do palhaço rico e do palhaço pobre. Não deixam de ser palhaços. A diferença está apenas no status.
Cavaco e Alberto João? Ambos na caixinha, nos votos. Palhaços????? Não. É uma profissão demasiado nobre para alguém dessa estirpe.

Publicado por Troll Urbano às 05:01 PM | Comentários (6)

Assim é fácil

Por: Daniel Arruda

Tenho corrido todos os jornais à procura da imagem que ontem passou na televisão em que Cavaco aparece rodeado de 5 seguranças e de 3 polícias, fardados e tudo. Para eles estarem naquele preparo das duas uma, ou estavam de serviço ou se não estavam, o que faziam ali fardados a rigor? Se estavam de serviço seria bom que o comando da PSP emitisse uma nota de quem estava a pagar aquilo. Se era um gratificado, se eles estavam ali porque queriam ou se foi o candidato que pediu protecção policial.

Parece que afinal a mobilização de Cavaco para além da comitiva de autocarro que o antecede em todo o lado, mais as maquinas locais do PSD que dão uma ajuda, ainda é composta de mais 8 a 10 seguranças. Assim é fácil chegar a qualquer lado e dizer que uma multidãio está à espera. Aliás provar isto que eu estou a dizer não é difícil. Basta que alguém da televisão se dê a esse trabalho ou então nos jornais comparar fotografias das mobilizações de rua de Braga e de Beja por exemplo.
Convenhamos que a pagando a figurantes é fácil fazer um ar de que a campanha tem uma grande mobilização. Ainda mais quando o povo não se pode chegar ao candidato a não ser que tenha sido previamente selecionado pelo staff da campanha de Cavaco e que vá lá dizer que ele é o maior que isto e que aquilo.

Uma campanha pode ser patrocinada por muita gente e mantida por outros que tendo o dever de informar não o fazem.

Publicado por Troll Urbano às 04:53 PM | Comentários (6)

janeiro 09, 2006

Assim sim

Por: Daniel Arruda

Há coisas que nos fazem acreditar que é possível um bom resultado eleitoral. Hoje a arruada na Rua 13 da Baixa da Banheira, concelho da Moita valeu a pena. Uma boa mobilização e uma recepção fantástica. Claro que se pode sempre argumentar que é um concelho de esquerda, tradicionalmente de esquerda mas não é certamente da esquerda e do partido que apoia Francisco Louçã. Pessoas que vieram ter com o candidato que só para se ter uma ideia demorou mais de 45 min para fazer apenas 500m de rua tal foram as solicitações que teve.

Assim vale a pena. Faz bem à alma e dá aquele animo que é preciso para os dias que faltam de campanha. Não sei como tem sido a recepção no resto do país mas com esta recepção estou convencido que o desejo de Cavaco de ganhar no distrito de Setúbal não passa disso mesmo. De um desejo.

Publicado por Troll Urbano às 07:24 PM | Comentários (4)

Imagens de campanha

Por:Isabel Faria

Já ontem aqui coloquei um post sobre a "isenção" da nossa comunicação social. Esta manhã no DN, mais uma vez, essa "isenção" nos salta à vista. A escolha das fotografias que acompanham as crónicas de campanha, são elucidativas.

Cavaco aparece rodeado de pessoas, sentado num tablier dum carro, com ar calmo e sorridente. Quase se diria que aquele ar é genuíno, não fosse conhecermos o “personagem”.
cavaco.bmp

Soares tem mais uma foto escolhida a dedo, em que esconde a cara do Sol, incomodado, cansado. Velho.
soares.bmp

Jerónimo abraça um senhor idoso, assim como para demonstrar quem é o eleitorado do PCP.
(Não disponível on line)

Louçã, aparece sozinho a discursar. Não há pessoas. Como se falasse para o vazio.
louçã1.bmp

Alegre tem meia dúzia de pessoas à volta e não passa despercebido um certo ar “aristocrata”, na pose, na forma como a fotografia é tirada.
alegre.bmp

Garcia Pereira, não aparece. Simplesmente.
Nada é inocente nesta cobertura noticiosa. E não me parece acertado que se finja que não se dá por isso. Independentemente de vitórias e de derrotas, a liberdade de informação custou-nos demasiado a conquistar.
Como escrevia a ML, ontem num comentário, alguém dizia, há tempos, que se pode vender um Presidente como se vende um sabonete. Será que perdemos mesmo a capacidade de ver que há um diferençazita?

Publicado por Troll Urbano às 11:15 AM | Comentários (14)

Só lhe posso chamar aldrabão

Por: Daniel Arruda

O professor fala todos os dias na estabilidade, no facto de um governo eleito ser para os 4 anos de mandato, etc, etc, etc. A mim desde o princípio me cheira a uma crítica à actuação de Jorge Sampaio quando demitiu Santana Lopes. Mas se o é porque não o diz abertamente. É que ele sabe que o povo concorda.

É triste a vergonha de dizermos claramente as nossas opiniões e Cavaco se dissese o que pensa certamente que não ganha estas eleições.

Publicado por Troll Urbano às 06:56 AM

janeiro 08, 2006

A batota

Por:Isabel Faria

soares 1.jpg
Foto da capa do Expresso, acompanhada dum pequeno texto,em que sobressai, a frase em negrito: "É verdade. Arranquei tarde".

Soares denunciava esta semana que as televisões, nomeadamente a SIC, têm sido parciais no tratamento das candidaturas e das campanhas às eleições presidenciais.
Independentemente de se achar que Soares nunca se preocupou com essa parcialidade noutras ocasiões, de se pensar que esse tipo de comentário, sobretudo da forma como foi feito, recusando-se a dar à jornalista provas do que afirmava e entrando num tipo de diálogo, diria, incompatível com o facto de se tratar dum candidato à Presidência da República, acaba por ser contraproducente, ninguém passa ao lado e a ninguém passa despercebido esses constantes “colos” de que Cavaco goza na quase totalidade dos meios de Comunicação Social. A fotografia de Soares e a frase que a acompanha que apareceram, ontem, na capa do Expresso são uma autêntica tentativa de assassinato político e não podem não ser vistas como isso.
Soares não é o meu candidato, Soares representa para mim grande parte daquilo contra o que tenho lutado, nomeadamente, desde o Verão de 1975, mas não me parece que possa, em nome da dignidade na politica, deixar de denunciar a baixeza que está por trás duma fotografia como aquela, publicada na primeira página dum jornal como o Expresso.
A actuação dos meios de Comunicação Social não é de agora. Todos o sabemos. Soares não é o meu candidato e não está isento, por omissão e não só, de culpa em tantos outros episódios tristes da história da Comunicação Social em Portugal, pós 25 de Abril. Mas todos sabemos que este tipo de informação não o atinge só a ele e nem tem como objectivo fundamental atingi-lo a ele. O objectivo é levar Cavaco a Belém. Objectivo legítimo, tivessem os nossos órgãos de Comunicação Social privados a coragem de o assumir. Como se faz por esse mundo fora. Sem se disfarçarem de imparcialidade, de isenção. Afinal, vive-se num mundo capitalista. E as análises marxistas da detenção dos meios de informação, não estão, assim, tão desactualizadas.
Recordo a campanha de Sá Fernandes em Lisboa. E penso que, depois dela terminar, tínhamos tido a obrigação de denunciar, com provas, com datas, com nomes a falta de isenção com que foi tratada. Não teria trazido votos. Mas teria trazido à discussão a ética e a falta dela. E, para mim, não há bons resultados eleitorais que valham, se deixarmos a ética caída em qualquer esquina do percurso.
Espero que essa discussão se faça a seguir às eleições. Sob pena de estarmos a ser coniventes com a batota.

Publicado por Troll Urbano às 05:14 PM | Comentários (7)

Será que há neo liberalismo bom e outro não?!?!?!?!?!

Por: Daniel Arruda

Há um pergunta fundamental nestas eleições e em muitas outras anteriores que eu acho que me tem escapado.

Queremos mais do mesmo ou queremos mudar a sociedade?

É esta a pergunta que devemos fazer. Temos assistido de há anos para cá de uma política que independentemente dos governos tem sido neoliberal, capitalista e agravadora das desigualdades. É essa política que tem conduzido Portugal ao estado que está hoje. Essa política em Portugal tem tido rostos sobejamente conhecidos. Alguns, três, desses rostos concorrem a estas eleições presidenciais. Mário Soares, Anibal Cavaco Silva e Manuel Alegre. Homens do sistema. Que têm sido o garante do sistema.

Quando vejo sondagens que dão 89% dos votos a estas criaturas, por muito duvidosas que sejam, que o são, apenas posso deduzir que, ou as pessoas não pensam, ou então que temos o país que merecemos.

O problema do país e da Europa está no modelo, na política ideológica que tem sido seguida. É essa discusão que está por fazer e que o Poder não quer que se faça. Talvez se começarmos por desmascarar as pessoas isso mude, porque não há um neo liberalismo mau com Cavaco que se torna menos mau com Soares, ou será que a tese de "Capitalismo de rosto humano" tão apregoada durante a Guerra Fria nos tolheu tanto a mente que já não sabemos destinguir entre o bom e o mau.

Publicado por Troll Urbano às 03:14 PM | Comentários (2)

janeiro 07, 2006

Uma nova campanha

Por:Isabel Faria

Ao ver ontem e hoje os Telejornais, não é dificiil dar razão a Louçã. Parece que as sondagens de ontem deram uma nova força à campanha. Às vezes, há tiros que saem pela culatra. As televisões foram obrigadas a transmitir uma casa cheia em Barcelos, como já ontem à noite tinham transmitido o jantar no Funchal. Acredito que o perigo real de que Cavaco passe à primeira volta, nos faça ir buscar força, determinação e moblização a todos e a qualquer cantinho. E que nos dê alegria. Quantas vezes na nossa vida é ao perigo que vamos buscar alento. Para lutar contra o perigo.
Sempre achei as campanhas do Bloco em Lisboa com um tom calmo e morno que me chateia. Creio que muitos de nós sofremos de alguns tiques. O querermos distanciar-nos da Esquerda folclórica ou da Esquerda seguidista e panfletária, acaba, muitas vezes, por nos tornar distantes e pouco calorosos. Algumas vezes, quando estou num jantar ou num comício do Bloco me apetece correr tudo à alfinetada para acordarem e para darem um arzinho da sua graça. As convicções se trouxerem à mistura um toque de loucura e de alegria, não deixam de ser convicções e servem de substituto natural ao Prozac que todos precisamos para nos mantermos de coração, de cabeça e de alma escancarados.
Hoje, ao almoço, em Barcelos, Louçã teve alegria. Teve música. Teve ânimo. Para quem, anda há meses em campanha eleitoral, deve saber bem. Deve saber, mesmo, muito bem. Já ontem no Funchal, assim tinha sido. Espero que quando aqui chegar, no comício da Aula Magna, no Jantar da FIL ou nas arruadas planeadas, consigamos dar-lhe esse calor. Não é vergonha nehuma enfrentar o frio com uma manta ou com um botija de água quente. Vergonha é ficar a bater o dente com a manta e a botija ali ao lado. Até porque nos arriscamos a ficar constipados...
Algumas vezes tenho tido discussões sobre este tema. Cada vez me convenço mais que tenho razão.
Sem emoção e sem alegria não há convicções, projectos ou boas intenções que resistam. De tristezas está a vida cheia. Há que denunciar, que rir, que falar sério, que apresentar alternativas, que dançar e que gritar slogans. Nenhuma coisa impede a outra. Completam-se. E, quem sabe, todas juntas, esticam a manta e metem lá mais gente. E têm, ainda, a vantagem de obrigar aqueles que nos querem silenciar a meter a viola no saco...com o barulho todo que faziam hoje os meus camaradas em Barcelos, é impossivel dizer que a sala estava vazia e que o acolhimento foi pouco caloroso. Considerações que a SIC ( e não só) se pela por usar quando fala nas iniciativas do Bloco.

Publicado por Troll Urbano às 09:39 PM | Comentários (11)

janeiro 06, 2006

Os números são como os queremos ler.

Por: Daniel Arruda

A sondagem do Público, Antena1 e RTP dá a vitória a Cavaco logo à 1ª volta com 60% dos votos. Até aqui nada de novo. O que me espanta é que com honrosa exepção da Antena1 que fez uma reportagem grande sobre esta sondagem, mais ninguém referiu que o número de indecisos subui novamente nesta sondagem, ao contrário do que seria normal com o aproximar das eleições. O número de indecisos está em cerca de 30%. A quem estes números nada dizem posso referir que a 15 dias das eleições legislativas os indecisos situavam-se nos 7%.
Ou seja, o que isto quer dizer é que com 1/3 dos eleitores sem saberem no que vão votar tudo está em aberto para uma segunda volta ao contrário do que nos querem fazer crer, até porque os indecisos não são considerados nestes números. Os dados que são trabalhados são os de intenção directa de voto que depois são projectados para um todo nacional.

Outra coisa que eu gosto nestas sondagens são o facto de serem feitas por telefone fixo, quando se sabe que a camada de pessoas que têm menos de 28 anos raramente têm telefone fixo em casa sendo autoáticamente excluidos destas sondagens. É que as sondagens feitas em urna eleitoral simulada dão sempre resultados diferentes destas.

Alguém deve explicar aos jornalistas que para se compreender uma sondagem não basta publicar a ficha técnica. Há mais vida depois da ficha.

Publicado por Troll Urbano às 11:06 PM | Comentários (1)

Jerónimo nas Conversas Ribeirinhas

Por: Daniel Arruda

Hoje enquanto almoçava assisti ás conversas ribeirinhas, um programa da SIC radical onde Pedro Ribeiro entrevista um convidado. Pedro Ribeiro deve ser neste momento uma das melhores pessoas a conduzir entrevistas em Portugal. Bem preparado, solto e que foge a lugares e temas comuns. Hoje foi a entrevista com Jerónimo de Sousa e devo dizer que Jerónimo passou com destinção neste exame. Com um público alvo jovem, tradicionalmente abstencionistas ou então sem idade para votar Jerónimo esteve como devia, solto, descontraído, explicativo sem ser maçador. Eu fioquei espantado. Habituado a ver a o candidato apoiado pelo PCP sério, rígido e até mudo, foi para mim hoje uma agradável surpresa.
Sempre quero ver como Cavaco se safa neste cenário que é a antitese dele.

Publicado por Troll Urbano às 05:37 PM | Comentários (2)

Soares, Cavaco e o Calimero

Por: Daniel Arruda

Cavasor Calimero

Não há paciência para estes três.
Soares fala de Cavaco e das suas contas. Cavaco responde que isso não tem nada a ver com a campanha como se isso fosse irrelevante quando se gastam 2,4 milhões de Euros.
Cavaco acusa Soares de ser uma força de bloueio e de instabilidade. Soares responde que tem provas dadas e que os portugueses o conhecem
Soares acusa Cavaco de só perceber de economia. Cavaco diz que Soares nem isso.
Cavaco diz que com Soares o país retocedia. Soares diz que só ele pode unir os Portugueses.

E a campanha ainda não saíu da pré.

A juntar a este ramalhete temos um Calimero que passa a vida a queixar-se. 1º foi o partido que o tratou mal, depois foram os militantes que foram coagidos, passou pela comunicação social que não lhe ligava nehuma para acabar ontem a dizer que os restantes candidatos lhe andam a roubar as ideias.

Quando algum destes 3 se dignar a discutir política que interesse avisem, que eu vou de "férias" até lá. Sabem, discutir coisas como a Europa, a participação de Portugal em conflitos internacionais, compromissos palpáveis, ideias para Portugal sobre temas como Toxicodependencia, Aborto, Lei das rendas, Lei eleitoral, revisão constitucional, .....
O que vale é que eu não lhes dou Cavaco. Voto Louçã

Publicado por Troll Urbano às 03:30 AM | Comentários (4)

janeiro 05, 2006

Um contributo de um amigo do Troll

Por: Daniel Arruda

O texto a seguir não é meu mas dada a sua fonte (que obviamente não revelo) não tenho problema nenhum em publicar, pois merece-me toda a confiança. Obrigado Jorge pelo contributo ao Troll.

Em Abril houve uma greve na RTP, estão lembrados? Pois, durante essa greve, que durou 3 dias, a Administração usou um expediente ilegal para contornar a falta de trabalhadores indispensáveis para manter a emissão no ar sem problemas. Substituiu os trabalhadores em greve por pessoal estranho à empresa. A acção é ilegal e, por isso, a RTP-Meios de Produção SA (a empresa do Grupo RTP onde a ilegalidade se processou) foi multada, mais tarde, pela Inspecção Geral de Trabalho. Agora, a parte interessante, é que o director da RTP-Meios, um ex-comunista de nome António Borga, está na calha para ser nomeado (imaginem só!...) Director-Geral da RTP, o cargo desocupado desde que Emídio Rangel foi despedido pelo Ministro Morais Sarmento. Borga, o fura-greves, será assim recompensado pelo amigo e administrador Luís Marques, outro ex-esquerdista amigado com o capitalismo. Eu escrevi "amigado"? Acho que, na realidade, é um bocadinho mais que isso... sabem, por acaso, quanto ganha de salário o senhor Luís Marques? Sabem? Aposto que não... querem saber? Querem? Eu digo e garanto-vos que a informação me chegou da forma mais fidedigna possível. Só não vos digo como, para não "queimar" a fonte. Mas, então, eis o rol salarial dos 5 magníficos da administração da RTP:
1º Dr.Almerindo Marques, Presidente do C.A. - 15.945 euros de salário + 2.000 euros de despesas de representação + 30% do total por acumulação de funções em mais do que uma empresa do Grupo RTP.
2º Dr.Ponce Leão, Vice-Presidente do C.A. - 14.350 euros de salário base + 1.800 euros de despesas de representação + 30% do total, pelas mesmas razões do colega.
3º Sr.Luís Marques, Vogal (mas o verdadeiro manda-chuva) - 13.300 euros de salário base + 1.700 euros de despesas de representação + 30% porque também se farta de trabalhar...
4º Dr.Costa e Silva, Vogal, ilustre desconhecido, tem as mesmas mordomias do colega Vogal. 5º Dr.Gonçalo Albuquerque Reis, também Vogal, amiguinho do Durão Barroso, tem o mesmo salário dos mencionados em 3º e 4º lugar. Acresce que, todos, têm popós tipo BMW 525i ou Mercedes 200 K, gasolina e oficina à conta do orçamento... Este farto manjar dura desde que Durão Barroso foi nomeado Primeiro-Ministro. Já lá vão 4 anos.
Mas, estes ricos meninos só podem ser muito competentes e merecer cada cêntimo que sacam ao orçamento do Estado, ou não estariam lá... digo eu que, depois disto, já sei que me vão chamar invejoso...

Publicado por Troll Urbano às 03:56 PM | Comentários (2)

Não se pode desvirtuar a verdade

Por: Daniel Arruda

Morreu hoje Urbano Lazzaro, o homem que ficou conhecido por ter reconhecido e detido o "Duce" Mussolini no dia 26 de Abril do ano de 1946. Também hoje está entre a vida e a morte um homem de nome Ariel Sharon que foi, é, 1º Ministro de Israel.

Porque estou eu a fazer esta comparação. Porque há pessoas que têm esse hábito irritante de tornar os mortos em pessoas boas, por muito más que tivessem sido em vida. Urbano Lazaro foi um vulgar soldado, que teve essa boa acção e eu só lhe posso estar grato pelo que fez. Foi um gesto pequeno nos dias de hoje, mas enorme na época. É uma pessoa que deve ser recordada pela sua acção.
Ariel Sharon é a antitese de Urbano Lazaro. Um homem de grandes coisas raramente boas. Um homem actualmente odiado pela extrema direita Israelita porque era apenas um moderado, mas de direita entenda-se. Que durante anos orientou a sua política pela linha dura e ortodoxa do Likud onde era idolatrado nessa época. Foi o homem do corte de relações com Arafat. Foi o homem do endurecimento da luta armada contra a Palestina. Foi o homem do muro da vergonha, foi o homem que impediu Arafat de se desclocar ao estrangeiro para receber um prémio ou falar nas Nações Unidas, foi o homem que matou milhares de palestinianos, foi o homem que emperrou o processo de paz, foi o homem que recusou pedir desculpa pelo barbaro assassinato de Rachel Corrie, foi ....

Já hoje, e Sharon ainda não morreu todos os orgãos de comunicação social vêm tentar limpar a imagem de Sharon realçando o único facto positivo da sua governação. A retirada de 11 colonatos judeus. A retirada de 11 em centenas de colonatos. Escrevi aqui na altura que era uma jogada de marketing político. Mantenho a minha opinião. Tal como digo que Sharon não deixa saudades á política internacional, muito antes pelo contrário. Sei que não faltarão os comentadores de serviço, também aqui na blogosfera, que tudo farão para reescrever a história romanceando-a e recontando-a da forma que lhes der mais jeito. Para mim mantenho a ideia que a morte ou a doença não torna um tirano num heroi e nas minhas linhas tudo farei para que tal não aconteça.

Publicado por Troll Urbano às 10:20 AM | Comentários (3)

Campanha eleitoral - I

Por:Isabel Faria

Desculpem lá os leitores do Troll mas estamos a meia dúzia de dias do ínicio da campanha eleitoral. Desculpem lá, mais uma vez, o Troll é um serviço público, mas eu não sou isenta. Voto Francisco Louçã, sou militante do Bloco e acredito que a campanha de Louçã vai contribuir para impedir que Cavaco ganhe à primeira volta. Mas também e, sobretudo, para criar uma verdadeira alternativa de Esquerda. E falta-me, apenas dizer, que, para mim, ser de Esquerda também é não ter medo de tomar posições. Sobretudo, não te