setembro 16, 2006

Se...

Tudo parece indicar que o Referendo para a despenalização da IVG terá lugar em Janeiro.
Ontem foram entregues mais de 40000 assinaturas, requerendo a alteração da Lei, sem recorrer ao Referendo. Todos sabem a minha posição sobre isso. Assinei a Petição, claro. Seria o cenário ideal...se...
...se não tivesse havido um anterior Referendo...
...se a Direita nunca mais voltasse a ter maioria absoluta na Assembleia da República...
...se a Direita portuguesa, que um dia poderá voitar a ter maioria absoluta no Parlamento, não fosse um Direita revanchista, vingativa, conservadora e inculta...
...se o PS, apesar destes aspectos, tivesse vontade politica de avançar...
...se...
...se...
Há forças politicas que têm enorme dificuldade em saber que o parvo do Se, tem uma força do caraças na vida das pessoas e das sociedades...

Publicado por Isabel Faria às 11:30 AM | Comentários (2)

setembro 15, 2006

"Mas pode ser diferente..."

Muito á pressa, que a Marcha Pelo Emprego no Distrito de Setúbal está mesmo a começar, deixo aqui um link para um artigo meu no Esquerda.Net. Agora não há mesmo tempo para mais. A Marcha vai (re)começar.

Publicado por Daniel Arruda às 01:59 PM | Comentários (1)

setembro 08, 2006

Na casa de cada um manda cada qual

O Governo Colombiano através do seu embaixador está muito chateado. Não gostou que a Revista das FARC, Forças Armadas Revolucionarias Colombianas, fosse destribuida na Festa do Avante.

Não sou do PCP, mas reconheço todo o direito de eles poderem convidar as organizações que querem para a sua festa. Quanto muito será o povo a julgar nas eleições essas situações, mas nunca poderá haver ingerencia externa sobre quem se convida para a casa de dada um.
A direita anda perdida. Querem alterar as leis eleitorais e diminuir a democracia, querem decidir sobre as finanças partidárias, agora até querem interferir na linha política e com as alianças que cada partido tem. Uns podem ser terrorists, mas que PS, PSD e CDS, de democratas também têm muito pouco, ou melhor, o conceito de democraciade alguns é muito limitado. Só há uma. A democracia deles.

Publicado por Daniel Arruda às 07:45 AM | Comentários (5)

setembro 07, 2006

Alguém sabe como se chama uma pessoa que diz mentiras?

Aos poucos, os contornos menos claros das várias decisões da C.M. Seixal vão aparecendo à luz do dia. Foi assim com a questão da Quinta da Princesa, com a Flor da Mata e agora com a Quinta da Trindade. Promessas eleitorais assentes em mentiras e na má fé. Poderei, porventura, ser acusado por alguns de usar palavras que não se usam no léxico político mas que terão forçosamente de ser usadas com este executivo camarário. A história não são eleições de quatro em quatro anos. A história de um executivo municipal faz-se também das promessas não cumpridas, das frases que se disseram e atitudes que se tomaram.
Clique no texto para ler o resto do artigo

Publicado por Daniel Arruda às 11:51 PM

As contas das empresas municipalizadas de Lisboa

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Ontem na reunião da Câmara Municipal de Lisboa, a actual vereação informou que os administradores da EPUL e empresas associadas já tinham devolvido 12 400€, cada, do montante que tinham recebido em 2004 e 2005, como prémios de "produtividade".
Segundo o relatório de contas apresentado pela EPUL e pelas empresas associadas, nestes dois anos foram pagos como prémios de produtividade 180.741,23 €. Destes terão, então, sido devolvidos 62 mil euros (12.400 euros multiplicados pelos 5 administradores da EPUL). Faltam devolver, portanto, quase 120.000€..
Ninguém soube, na reunião de Câmara explicar onde anda o dinehiro em falta. E quando volta...
Claro que muito menos alguém soube explicar, como é que esse dinheiro foi recebido. Por decisão governamental em 2004 e 2005, nenhum administrador de empresas públicas (ah, ontem na televisão Gabriela Seara, interrogava-se se uma empresa municipalizada é uma empresa pública...parece que ainda não chegaram a nenhuma conclusão...) poderia ter recebido prémios de produtividade. Para além do facto de somenos importãncia que estes administradores não apresentaram resultados que os justificassem e nem os corpos sociais das empresas ou a tutela os aprovou.
Segundo parece, há outras empresas municipais em que ainda se deve estar na fase de descobrir se são públicas ou não...e que, entretanto, pagaram prémios de produtividade aos seus administradores. Só que a estas e outras questões, a Câmara de Lisboa continua sem responder...
Sá Fernandes, vai solicitar ao Tribunal de Contas que actue com urgência. Os municipes, que poderão ter visto os seus cofres defraudados em centenas de milhares de Euros, aguardam...

Publicado por Isabel Faria às 02:08 PM

Parque da cidade

O texto a seguir foi publicado no Notícias do Seixal. Diz pouco a a quem não é de Corroios, mas se calhar a temática dos receneaamentos e das promessa não cumpridas são comuns a muita gente, por isso não perdem nada em dar uma espreitadela.

As festas de Corroios já acabaram. Este ano não houve direito a 3 dias extra de Feira. Compreende-se. Não é ano de eleições. Mas quem como eu passou os 10 dias nas festas recorda muitas coisas. Especialmente as conversas que se foram tendo. Guardo uma delas com especial atenção, pois o tema foi algo que o tempo apagou.
Em 1995, quando comprei casa em Corroios, havia um “outdoor”, no sítio onde é agora o parque de estacionamento da Fertagus, que mostrava aquilo que iria ser o “Parque da Cidade”. Um espaço com circuito de manutenção, ringue de futsal, courts de ténis, árvores, bancos de jardim, um complexo de piscinas com três tanques para adultos e dois para crianças e até um heliporto em cima das piscinas. Confesso que já quase me tinha esquecido do dito “outdoor” apesar de ele ter sido, na altura, um dos responsáveis por acreditar na qualidade de vida que se iria ter naqueles bairros novos de Sta Marta e Quinta do Marialva. Pelos vistos não fui só eu pois, a meio da conversa, já éramos várias pessoas que discutíamos este tema e fazíamos as comparações com o que hoje existe. A começar pela própria denominação que se pode e deve dar ao espaço. Falar hoje num parque da cidade é, no mínimo, abusivo. A denominação correcta é a de recinto das feiras pois é para isso que o espaço serve oficialmente. O circuito de manutenção prometido não existe, embora o espaço seja usado por algumas pessoas para fazer a sua corridinha. O ringue de futsal continua igual ao que estava há 11 anos atrás, bem como os courts de ténis, ou, por outras palavras, não existem. Mantém-se ao fundo um campo de futebol arcaico, com duas balizas, piso irregular e muita erva daninha onde um qualquer jogo de futebol se torna uma lotaria no que a pés torcidos e pernas partidas diz respeito. Árvores, bancos e sombras são coisas que não existem naquele espaço, apesar de me parecerem fundamentais numa coisa que alguém em 1995 chamou de parque. Sobram as piscinas. Pelo menos estão feitas, sem heliporto, é certo, (afinal parece que vai ser construído na Ponta dos Corvos, pelo menos era o que constava do programa do PS e como o número dois da lista até é vereador com pelouro espera-se que cumpra alguma parte do seu programa, por muito disparatada que seja) mas será que as piscinas são aquilo que nos prometeram? Já lá fui várias vezes e não consigo encontrar os três tanques para adultos e mais dois para crianças. Aliás, e só a talho de foice sobre o tema piscinas, as piscinas de Corroios estão sub-dimensionadas desde a sua inauguração. Podemos achar que mais vale isto que nada mas é sabido por todos que custa tanto dinheiro fazer uma obra mal feita como bem feita. Qual a razão, então, porque não se faz bem à primeira? No entanto, existe um palco grande, que não estava em nenhum projecto ou promessa, e um morro que rodeia todo o palco que também não me lembro de ter visto em lado nenhum...
Depois da conversa e quando cheguei a casa resolvi ir ver a propaganda eleitoral (e não só, guardo muitos recortes dos boletins municipais) da altura e ver o que se prometia então. E sabem o que era? O actual recinto da Feira iria ser um pulmão para Corroios. Um espaço de lazer para todo o ano e para toda a família.
Detesto conjugar os verbos no passado. A vida é feita de futuro, mas mais me custa quando se conjugam mentiras no e do passado fazendo de conta que tudo o que se disse já não vale de nada. Que não há necessidade de se prestar contas. Corroios e, especialmente, Sta Marta e a Quinta do Marialva são locais de obra adiada. É a escola que é adiada, já se falou que seria 1,2 que seria C+S, que seria 1,2,3. É uma campanha de recenseamento séria e honesta (alguém acredita que morem ali menos de 3.000 eleitores? É esse o número oficial) que é adiada, que permitisse às pessoas que pudessem começar a contar e que com isso se pudesse reivindicar uma nova Farmácia, uma extensão do posto de saúde, um posto de GNR e um sem número de coisas que estão dependentes da quantidade de pessoas inscritas nos cadernos eleitorais.

Não podia deixar de deixar aqui uma nota final sobre as festas de Corroios. Os fogos de artifício são sempre bonitos, mas, infelizmente, não nos dão de comer. Os fogos de artifício também são, normalmente, caros. Numa altura em que o Presidente da Junta tem alertado, em sede de Assembleia de Freguesia, para algumas supostas dificuldades de tesouraria da Junta parece-me um abuso que se gaste dinheiro numa coisa que sendo bonito à vista não acrescenta valor à qualidade de vida da população. Esperarei para ver as contas das Festas. Aí terei, teremos todos, uma melhor percepção.

Publicado por Daniel Arruda às 12:46 PM

setembro 01, 2006

Marcha pelo Emprego

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Começa hoje. Não vou poder estar desde o ínício. Mas tenho a certeza que vai ser aquilo que se propõe. Dias de luta, de festa, de empenho e de resistência (também para os nossos pobres pezinhos!!!).
A gente vai levar isto a bom porto!!!!!

Publicado por Isabel Faria às 10:44 AM | Comentários (1)

Digam-me que é um de Abril ....

... ou uma piadinha de mau gosto.

Ora aí está uma decisão importante deste governo. Calculo que o José Sócrates tenha passado várias noites sem dormir a pensar em tão importante atitude.
Eu só tenho uma dúvida. O Conta Quilómetros do meu carro ainda é analógico. Como vou controlar esta diferença de 2 KM. Já agora tenho outra dúvida. Alguém vai cumprir esta medida

Publicado por Daniel Arruda às 09:39 AM | Comentários (1)

agosto 28, 2006

D. Duarte e a selecção

Por:Manuel Carvalho

Vivemos num país faz-de-conta. Só num país assim, um jornal, que se diz de referência, publica uma notícia de que um tipo que se diz reizinho condecora com medalhas da cortiça uma selecção de futebol.
Parece que estes 47 cidadãos que tiveram a responsabilidade de fazer um esforço pelo país, desportivo é certo, aceitaram esta patetice própria da uma inutilidade cor-de-rosa - mas necessária a um “folclore” faz-de-conta.
Cada qual faz figura por si. É o que vale. Ufa!

Publicado por Isabel Faria às 12:58 PM | Comentários (7)

Um caçador também não espanta a presa

Passou quase despercebida. Quase ninguém falou nela e o Governo com a frontalidade que se lhe conhece, tão ágil a mostrar a sua obra, resolveu também não a divulgar muito. Porque será se até se trata de uma medida acertada. Até agora ainda não disse do que se tratava e parece incompreensível não é?
Não o é. O tema é salas de injecção assistida, máquinas de troca de seringas e programas de metadona nas prisões. É que o governo sabe que esta medida era necessária mas ao divulgá-la ia afrontar a sua base de apoio e pior, ia afrontar a direita e isso é o que o PS não quer. O facto de governar á direita é o garante da reeleição nas próximas eleições pois esvazia o seu principal adversário. Esta é uma constatação de um facto. O Governo que foi rápido a divulgar o aumento da idade da reforma, o aumento do IRS e tantas outras coisas que são efectivamente más medidas e pior que isso, medidas de fazer inveja ao PSD e ao CDS desta vez resolve não fazer nenhum tipo de alarido.

Mas no fundo é normal. Um caçador também não espanta a presa. Porque é que o PS haveria de afugentar os seus eleitores. Mesmo que isso implique a incoerencia total.

Publicado por Daniel Arruda às 09:03 AM

agosto 27, 2006

"às vezes há a necessidade de fazer substituições"

Segundo o Público, Maria das Dores Meira, a próxima Presidente da Câmara de Setubal, visitou a Festa do Avante, congratulou-se com o facto do PSD ter desistido de pretender eleições antecipadas, chamou-lhe "recuo significativo" e respondeu de uma forma clara às perguntas dos jornalistas sobre qual a razão do afastamento de Carlos Sousa: "às vezes há a necessidade de fazer substituições".
Ficamos todos esclarecidos com a resposta e descansados com o "recuo significativo". Os amigos são para as ocasiões. E as alianças, afinal, funcionam, mesmo.

Publicado por Isabel Faria às 04:56 PM | Comentários (6)

agosto 26, 2006

Não acham melhor esperar um pouquito??????

Só aconselho é que não peçam uma resposta urgente porque o último que fez isso foi o então presidente Jorge Sampaio e até hoje, quando já lá vão meses desde o fim do seu mandato, ainda não obteve resposta.

Vendo bem, era melhor esperarem pelo novo procurador. Pelo menos era quase certo que receberiam uma resposta antes das próximas autárquicas.

Publicado por Daniel Arruda às 04:07 PM

O que são um milhão e 700 mil Euros?

Sabia que ontem de manhã Sá Fernandes daria uma conferência de imprensa sobre a Infante Santo.
Procurei ontem quando cheguei a casa. Nada. Não há jogo do Benfica. O Gil Vicente e o Belenenses…a Liga fez não sei o quê…voltei a procurar esta manhã…a Liga ainda continua a fazer não sei o quê e o Belenenses e o Gil Vicente…ah, entretanto, hoje também deu para saber que o Porto ganhou ao União de Leiria.
Agora, ao abrir o Email, já á pressa porque tenho que sair e vou ficar com menos acesso ao computador, tinham-me enviado uma noticia da RR on line (confesso que nunca abro a RR on line. Quem me manda ser preconceituosa?).
Sá Fernandes denunciou, ontem, que Carmona mentiu quando disse que Vitor santos já tinha pago a totalidade das dividas e que as obras poderiam continuar. Afinal, falta, para além de taxas, o pagamento do terreno que o condomínio ocupa e é terreno municipal. Os tais meia dúzia de centímetros de que fala Fontão de Carvalho. Que, segundo Sá Fernandes, valeriam cerca de um milhão e 700 mil Euros, se a Câmara quisesse vender…coisita pouca, portanto. Que dá para entender que a Autarquia perdoe a Vítor Santos, tipo gratificação por mérito, e que os jornais e rádios e televisões, pelo menos on line, omitam…o que são 1 milhão e 700 mil Euros que se devem ao munícipes de Lisboa comparados com o problema das despromoção do Gil Vicente ou do Belenenses? Ou a vitória do Porto? (desculpem-me os adeptos de futebol…isto nada tem a ver com eles. Apenas com as prioridades e as opções da nossa Comunicação Social).

Publicado por Isabel Faria às 12:14 PM | Comentários (3)

Por fim, a verdade no saneamento de Carlos Sousa

Por:Manuel Carvalho

Versão 1

Têm corrido rios de tinta mas até agora, apesar de aproximações, ainda ninguém tinha realmente descoberto porquê Carlos Sousa foi saneado.
O velho jarreta Carlos Sousa, fraco mas empedernido militante, cheio de cabelos brancos e dificuldades nas articulações já não era capaz de impor a direcção firme, consciente e esclarecida do partido (que se diz) da vanguarda da classe operária.
Aí interveio o jovem Jerónimo de Sousa. Pensou, pensou… rejuvenescer, renovar… rejuvenescer, renovar… e descobriu… vamos por a dirigente dos pioneiros a presidente.
E aí temos Maria das Dores, da Comissão Regional e Nacional dos Pioneiros de Portugal.
Realmente, mais jovem que os pioneiros não pode haver!

Versão 2

O segredo parece estar a fugir da até agora bem blindada organização do PCP.
Segundo fontes, geralmente bem informadas, a liderança distrital de Armindo Miranda terá estado em visita de estudo à China.
Aí, inspirados pelos novos ensinamentos do partido irmão chinês, e pelo grande educador da classe operária mundial Jiang Zemin, os educadores portugueses terão aprendido a teoria das três representações que faz a modernidade e o sucesso chinês.
Agora o PCC representa (1) os interesses da esmagadora maioria do povo, (2) a cultura avançada e (3) as forças produtivas mais desenvolvidas, ou sejam, os empresários.
Deng Xiaoping resume o assunto: “socialismo não é pobreza, enriquecer é glorioso”.
Talvez venha daí a ascensão revolucionária de Maria das Dores. É que a senhora é uma empresária. Ainda é uma pequena empresária – mas pode vir a ser grande. “Enriquecer é glorioso”!

Publicado por Troll Urbano às 10:50 AM

agosto 25, 2006

As Birras

Volto a dizer. Este gajo escreve p'ra caraças. Cada vez gosto mais de o ler. Desta vez é sobre birras e Festas Populares. Não tem nada a ver. Pois não. E isso é importante. Até parece que ele escreve coisas com nexo, normalmente e no dia a dia.

Divirtam-se

Publicado por Daniel Arruda às 06:55 PM | Comentários (2)

Estou no meu lugar

O PSD diz que dá o beníficio da dúvida. O PS, que seja o PSD a demitir-se e depois se verá.
Nos momentos decisivos, afinal, continuamos a marcar a diferença.
O Bloco de Esquerda, que não tem assento no Executivo (teve 5,1% nas últimas eleições), defendeu a realização de eleições intercalares. Albérico Afonso, da Comissão Concelhia de Setúbal do Bloco de Esquerda, disse em conferência de imprensa que a solução encontrada pelo PCP depois da renúncia de Carlos Sousa, «apesar de não ser ilegal é ilegítima do ponto de vista político e ético»..
E nos momentos decisivos em que o que está em causa é a transparência, a verdade, a Democracia e o respeito pela vontade popular, eu continuo a sentir-me muito bem no Bloco.

Publicado por Isabel Faria às 12:12 PM | Comentários (1)

agosto 24, 2006

Ainda Setúbal

Voltar ao tema tem a ver com o facto de eu pensar que o que se passa não se resume a uma mudança de nomes. Empacotada de que forma for. O que o PCP está a fazer em Setúbal, é uma questão de visão do papel do eleitor, do papel do candidato, do papel do autarca, do papel da Democracia, portanto. Melhor, não do papel, é da concepção que se tem de Democracia.
Conhecendo a Lai Eleitoral, não é dificil concordar que o PCP tem legitimidade para substituir os seus primeiros candidatos, pelo 3º e pelo 4º.
Como Sampaio teve quando nomeou Santana Lopes, após o abandono de Durão Barroso.
Não é, então, de legalidade que se trata. Como não era, então, de legalidade que se tratava.

As eleições autárquicas pela proximidade que o Poder Local tem com o eleitor, são, todos o sabemos, e para o bem e para o mal, eleições com enorme carácter e influência pessoal. O PCP soube-o, neste caso quando foi buscar Carlos de Sousa, apesar de não ser, seguramente, o candidato nem o Presidente de Câmara que queria ter em Setúbal. Numas eleições autárquicas, todos o sabemos, mais do que num programa, vota-se na pessoa em quem se confia para melhorar as condições de vida da sua terra. Sabendo isso, a Lei, permite candidaturas independentes. Sabendo isso, os caciques locais proliferam por esse país.
Se outra prova fosse necessária, da importãncia de quem se propõe executar o programa tem, bastaria ver os resultados das Legislativas de Fevereiro e das Autárquicas de Outubro, em Setúbal.
Em Fevereiro o PCP teve 9.733 (16.33%) votos no concelho de Setúbal. Nas Autárquicas, 19666 (40%). Partindo do principio que o PCP não acredita que cresceu para o dobro em 8 meses, o PCP sabe que grande parte desses votos foram votos de confiança dados ao candidato a Presidente.
E sabe, portanto, que está a fazer batota, quando finge ignorar isso.

Repito o que já escrevi muitas vezes. O voto não pertence ao eleito. Mas também não pertence ao Partido pelo qual foi eleito. E a única forma democrática de julgar alguém que se elege, é eleitoralmente. O que o PCP está
a fazer é sobrepôr-se aos eleitores. Como a Democracia que conhcemos, a única afinal, que mal ou bem vai funcionando, se baseia em eleições e nos seus resultados, em eleitos e nas contas que têm que prestar ao seu eleitorado, o PCP está a desvirtuar a Democracia. E está a fazê-lo de uma forma cobarde, como ontem se escrevia aqui num comentário. Deteurpando, fingindo, fazendo jogos baixos, permitindo "fugas de informação" (num partido como o PCP, imaginar que Carlos Sousa soube pela comunicação social da intenção do Partido, antes de saber pelo próprio Partido se deveu a uma fuga de informação, chega a ser cómico).

Se o PCP está tão seguro que a população de Setúbal votou num programa e que a melhor pessoa para o executar será a pessoa agora indicada para o subsituir ou qualquer outra que o Partido entenda, então porque tem medo de eleições?
Não era para ouvir os eleitores que o PCP, como toda a Esquerda, se insurgiu contra a nomeação de Santana?
Ou para o PCP manter o Poder é mais importante do que ser coerente? Ou para o PCP, o Poder, à semlhança do que se passa nos lugares em que se aliou à Direita, a fim de o manter, se sobrepõe à ética? E á vergonha?

Publicado por Isabel Faria às 07:24 PM | Comentários (12)

A limpeza

limpeza.jpg
Foto gentilmente roubada ao Arrastão

Daniel Oliveira, desculpa mas é mais forte que eu...e então, depois das declarações de Jerónimo de Sousa, ontem, não há volta a dar-lhe (a forma como trata os seus ex-camaradas, é um mimo...). Não resisto. Sou uma roubadona, mas consciente.

Publicado por Isabel Faria às 12:03 PM

agosto 23, 2006

A renovação do PCP

O PCP diz que Carlos de Sousa foi afastado da Câmara Municipal de Setúbal, a fim de permitir a "renovação e o rejuvenescimento" dos quadros autárquicos do Partido.
Ficam-me algumas perguntas e outras tantas preocupações:
As perguntas:
Como é que uma pessoa em 2005 ainda não precisa de ser "renovada e rejuvenescida" e em 2006, já?
Não será arriscado para o Partido usar a palavra "renovação" assim por dá cá aquela palha?
As preocupações:
Assim, numa consulta rápida vi que Alfredo Monteiro, por exemplo, e só para não sair do distrito de Setubal, ainda se pode aguentar mais seis anos para ser rejuvenescido, mas que a mesma sorte não tem Maria Emília Neto de Sousa, que já está atrasada sete anos e que seguramente não vai sobreviver a este ano de balanço.
Partindo do princípio que a renovação e o rejuvenescimento também se vão alargar aos outros orgãos e sectores da vida do Partido, a Odete Santos, que já leva dez anos de atraso, não se safa e duvido sinceramente que o Secretário Geral chegue ao próximo Congresso. Não é por nada, mas já vai, se a memória não me falha nos 59... na melhor das hipóteses está a dever quatro anos à renovação...
Se alargarmos este raciocínio aos outros Presidentes de Câmara CDU, ao Grupo Parlamentar, ao Comité Central...não estará o Partido a levar isto muito a sério?

Se esta onda rejuvenescedora chega ao Bloco, já não tenho sequer dez anos para continuar na AF da Pena...ok, nas próximas autárquica ainda sou capaz de me safar, mas depois bye, bye Isabel.

Publicado por Isabel Faria às 07:10 PM | Comentários (9)

agosto 22, 2006

STOP co-incineração

Hoje ouvi um governante (não me lembro do nome) dizer que não é um interesse local que vai fazer parar o interesse nacional e mais, que não é um sinal de STOP que vai impedir a co-incineração em Souselas e que se tiver de ser os camiões desrespeitarão esses sinais.
Impressão minha ou o nosso governante acabou de dizer que devemos desrespeitar as regras. Confesso que não sou defensor da linha política de Carlos Encarnação mas que esta ideia de colocar num percurso de alguns metros a proibição de transportes de resíduos perigosos e mostrou-nos que o nosso governo para cumprir com a teimosia de levar a c-incineração para a frente é capaz de tudo. A partir de hoje qual a autoridade que a polícia tem para multar alguém que diz que é imprescindível aquela infracção. Em Setúbal, se o executivo não estiver tão morto como parece, ou se o PCP deixar, e por se tratar de um parque natural poderia adoptar a mesma medida.

Soberanceria a mais nunca foi boa escolha. Mas o que esperar deste governo.

STOP

Acho que mais que um sinal de Stop, e por isso a imagem, é um favor que fazemos ás gerações futuras.

Publicado por Daniel Arruda às 03:06 PM | Comentários (1)

São os militares no terreno que o dizem

É que já nem os militares no terreno estão com a operação militar levada a cabo por Israel, reclamando até por uma comissão de inquérito que investigasse até o 1º Minístro.

Se assim é, pergunto eu. Não será a prova provada de que eu e todos os que condenámos as atitudes estavamos certos e por arrasto que os fazedores de opinião de serviço estávam mal. E por isso não deveriam os Luís Delgado e César das Neves deste país vir escrever que estavam mal e que afinal também se enganam.

Já aqui uma vez mas é a verdade. Há alturas em que detesto ter razão.

Publicado por Daniel Arruda às 07:01 AM

agosto 21, 2006

Inglaterra esse perigoso estado islamico.

Acabei de ouvir na TSF (citando The Times) que foi encontrado material de visão nocturna num bunker do Hezbolah "made in Britain". Se Bush e amigos quiserem ser coerentes vão ter de incluír a Inglaterra nos países do eixo do mal. Porque afinal não é só a Síria e o Irão que fornecem material ao Hezbolah.
É assim esta política global. Joga-se em todos os tabuleiros para se ganhar sempre. Infelizmente quem tem perdiddo até agora tem sido o Mundo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:59 AM | Comentários (3)

Marques Mendes

Marques Mendes de férias no estrangeiro não vai á reentreé política do PSD.
Título no jornal das 2 da manhã na SIC Notícias

Bem, ou ele está-se mesmo a borrifar para o partido ou já percebeu que realmente é um líder a prazo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:30 AM

agosto 20, 2006

Representamos os Partidos ou os eleitores?

O Público publicava hoje esta notícia. Sempre que vejo qualquer notícia no Público, desde há muito que a minha primeira reacção é de desconfiança. ...mas a ser verdade...
Confesso a minha ignorância, àcerca do trabalho realizado por Carlos de Sousa e pelo seu vereador (talvez algum colega meu de Blog, aí da Margem Sul, me possa elucidar...podem?).
Compreendo que se pode ser eleito por um Partido para um cargo politico e fazer-se uma politica que esse Partido não subscreva. Que critique. Que não considere coerente com o programa que foi apresentado ao eleiitorado .
Mas, em última análise, quando se é eleito para um cargo político continua-se a representar o Partido ou Organização, pelo qual se foi eleito, ou os eleitores que nos elegeram? Isto é, é ao Partido que cabe pedir aos eleitos que se afastem, eufemismo, creio, para lhes dizer vão-se embora, ou aos eleitores que os elegeram que cabe sancionar ou não o trabalho desenvolvido, democrática e livremente no próximo acto eleitoral?

Publicado por Isabel Faria às 11:22 AM

agosto 19, 2006

Abaixo as amas burguesas ! Vivam os engenheiros proletários!

Por:Manuel Carvalho
A vida dá muitas voltas. Toda a gente sabe que as profissões já não são o que eram. Ser engenheiro, arquitecto ou economista já não é sinónimo de emprego assegurado e muito menos de emprego seguro. Os jovens que o digam.
Mas que ainda são profissões com maior acessibilidade ao trabalho são. Pelo menos por enquanto.
O que é estranho é saber-se que os engenheiros pagaram em sede de IRS, em 2005, 707 EUR, os arquitectos 724 e os economistas 1410. Pelo contrário as amas 2163EUR.
Nada me move contra os engenheiros, arquitectos ou economistas. Mas estes dados demonstram duas coisas:
- Que a fuga ao fisco continua em grande e que muitas receitas, nomeadamente de profissionais liberais, não é declarada. Os cidadãos pressionados por um acréscimo de 21EUR de IVA acabam por aceitar a ausência de facturação.
- Que muita gente recebe valores reais acima dos valores em folha de ordenado. Ora isso significa que, além de fugirem ao fisco, estas pessoas estão ainda mais subordinadas à repressão patronal pois se dão um "pé em falso" lá vai a metade do ordenado que é "ganha por fora". Além disso se metem baixa ou se depois ficam no desemprego só ganham pelo valor declarado - a metade.
Em nome da moral e da justiça o PS tem feito grande campanha. Ora aqui têm um trabalhinho para fazerem. Só tem um problema: Belmiro, e outros que tais, não vão gostar. (aqui para nós que ninguém nos ouve: já se sabe disto tudo há muito tempo, mas a gente finge que só agora descobriu)
Ah, que admiração! Vai já nomear-se uma comissão!

Publicado por Troll Urbano às 06:27 PM

agosto 18, 2006

O que atrapalha, as mulheres ou os voos da CIA?

Por: Manuel Carvalho

Ana Gomes propôs no Parlamento Europeu a audição de altos responsáveis portugueses por causa da utilização da base das Lages pelos aviões da CIA.
Estes voos da CIA estão relacionados com actividade muito dignificantes e defensores da liberdade com tortura, rapto, violação de espaço aéreo e outras coisas só possíveis para o eixo do bem.
Esta atitude de Ana Gomes deixou Sócrates muito chateado, é o que diz o DN. O facto de isto ser notícia obrigou o governo a dar mais um saltinho atrás. Segundo a LUSA, Pedro Silva Pereira afirmou hoje que o Governo está disponível para avaliar "os termos" do pedido de colaboração dos eurodeputados na investigação aos voos secretos da CIA, recusando "antecipar cenários".
Parece que o PS atrapalha-se com as mulheres. Atrapalha-se com Helena Roseta, atrapalha-se com Maria de Belém, atrapalha-se com Ana Gomes...
Ou será que as mulheres se atrapalham com esta política do PS?
Ora aí está um caso para deslindar.

Publicado por Troll Urbano às 04:23 PM | Comentários (2)

agosto 17, 2006

Tarde de mais???

Não contesto a liberdade do jornalista que fez este texto com este título: Marcelo chegou tarde de mais (Isto é um ponto prévio para não haver confusões).
Como se, apenas, de tempo ou de falta dele se tivesse tratado. Esta tentativa constante de branquear e de distorcer a história, de que este título e este texto é, apenas, um inocente exemplo entre as que por aí proliream, não me parece que não se deva denunciar. A chamada Primavera marcelista não encontrou uma solução para a Guera Colonial e continuou-se a morrer em nome da Pátria. Não pôs fim à censura. E a PIDE continuou a matar:
" 1968, Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;
1969, Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um atentado organizado pela PIDE;
1972, José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE Coelha da Rocha, viria a escapar-se na "fuga-libertação" de Alcoentre, em Junho de 1975;
1973, Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim Galvão".

Quando ali em baixo falava em afronta era isto que queria significar. Na história que eu conheci e vivi, nos últimos anos do Regime continuou-se a morrer e a matar. Continuou a haver censura e a haver perseguições por delito de opinião. Continuou a haver fome e continuou a sair-se do País para poder sobreviver.
Façam-me um boneco a dizer que o Marcelo era um santo, cheio de boa vontade, com uma argolinha na cabeça, pobrezinho que só não fez mais porque não o deixaram, e esperem sentados que eu não venha para qui chamar uma porrada de nomes a quem o fizer. Mentiroso, por exemplo. Para ficar com um meiguinho, dado o adiantado da hora.

Publicado por Isabel Faria às 05:10 PM | Comentários (7)

Posso saber ???????

Posso saber o porquê de um investimento de 107 Milhões de Euros, se não houver derrapagem orçamental, numa obra que só irá esta pronta daqui a 4 anos que vai fazer a ligação entre a Gare do Oriente e o Aeroporto da Portela quando daqui a 7 anos o Aeroporto da Portela já não vai estar ali?????

Não há nada mais importante onde investir o nosso dinheiro?

Publicado por Daniel Arruda às 03:29 PM

O quejo e o rato

No dia em que Marcelo Caetano faria 100 anos se fosse vivo o governo Português reescreve a frase do orgulhosamente sós. Essa frase que foi imortalizada no Estado Novo e que há muito tinha sido banida do nosso vocabulário.
Poderá pensar-se que se trata de uma coincidência infeliz se não fosse o espelho de um país e de uma Europa cada vez mais de costas voltadas uns para os outros e onde alguns apenas olham para o mar em busca de algo que possa vir do outro lado do Atlântico. Sabemos todos e de há muito tempo que Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros é um firme defensor de Bush e companhia. Sabemos também que ele era um defensor da guerra do Iraque. Soubemos há menos tempo que era um apoiante de Israel a ponto de autorizar escalas de aviões militares israelitas em solo português.
O que não sabiamos é que a cobertura dada pelo 1º Ministro era assim tão ilimitada a ponto de nos fazer pensar que afinal até que nem defere no posicionamento estratégico de Luís Amado. O que nós sabiamos era que José Sócrates deputado era incisivo e violento no ataque à política dos Governos Durão/Santana quando estes tomavam exactamente as mesmas posições que ele e o seu ministro tomam agora. O quejo faz milagres. Provoca esquecimentos e eu acredito que o PS deva ter toneladas de stock na sua sede do Largo do Rato. Afinal tem tudo a ver. O quejo só podia estar no Rato. Mas a questão do rato permite-nos ainda outra analogia. É que os ratos são cobardes por natureza. São animais que se movimentam preferencialmente no escuro, como alguns dirigentes do PS. E não gostam da luz do dia nem da clarificação. Só assim se explica a recusa em prestar esclarecimentos ao Parlamento Europeu no ambito da investigação sobre os alegados voos da CIA transportando presos.
Este governo mais uma vez presta um mau serviço ao país. Descridibilizando-o e retirando-lhe autoridade, tudo por umas migalhas de protagonismo junto dos seus amigos americanos.
Dizia no outro dia um socialista referindo-se aos que recusam a guerra como solução que se o Ocidente, esse paraíso perfeito e justo (palavras minhas), perdesse esta guerra, recuariamos mil anos. Hoje este governo PS não recuou mil anos mas recuou o suficiente para nos lembrarmos de Marcelo Caetano e António Salazar, e essa não é certamente uma boa lembrança nem um cartão de visita que se recomende.

Publicado por Daniel Arruda às 08:18 AM | Comentários (16)

agosto 16, 2006

Assim sinto-me menos sozinho

Fico feliz por não ser o único a pensar assim. O insuspeito Courrier Internacional publicou este cartoon.

Pinóquio

Obrigado ao Desvaneios desintéricos por ter me ter revelado esta pérola.

Publicado por Daniel Arruda às 11:05 PM | Comentários (8)

As caricas e o ciclismo

Por:Manuel Carvalho

jagostinho.jpg

Quando era miúdo um dos meus passatempos favoritos era jogar à carica.
A carica era, e é, a tampa da garrafa de cerveja ou do sumo. Recortava um papel redondo, pintava-o da cor do clube e escrevia nela o nome do ciclista favorito. Depois, com a mão, fazia uma estrada na terra. Um risco era a partida, outro a chegada.
A carica era impulsinada pelo dedo médio que agia numa espécie de mola com o polegar.
Era um jogo porreiro, talvez por ganhar muitas vezes. Os perdedores queriam desforra noutros jogos, como o pião. Mas aí perdia-se a habilidade toda. Cada vez que lançava o pião tocava a sirene de alerta de perigo e todos fugiam de pé de mim. Nunca se sabia bem o que ia acontecer ao pião. Fartos de correr perigo, os meus amigos desistiram de jogar ao pião comigo. E eu fiquei todo satisfeito.
No ciclismo, Joaquim Agostinho era o meu ídolo. Primeiro era sportinguista e depois ganhava que se fartava.
O ciclismo era um desporto muito popular. Já depois, em jovem, fazendo parte de um grupo da cidade, participei na organização durante alguns anos de uma prova de ciclismo, o grande prémio 1º de Maio, destinado a juniores. Aquilo dava trabalho mas também gozo. Era preciso recolher apoios financeiros, taças, arranjar voluntários, carros de apoio…
Quando esse grupo de jovens acabou, acabaram as provas de ciclismo. Tiveram o seu tempo, como as caricas.
O ciclismo perdeu apoio popular, talvez o profissionalismo e o domínio mercantil sobre a modalidade lhe tenham feito perder aquela “magia” que tinha. Talvez.
De qualquer modo, parabéns a David Blanco vencedor da Volta a Portugal.

Publicado por Troll Urbano às 09:56 AM | Comentários (2)

agosto 15, 2006

Quanto tempo falta para as próximas autárquicas?

Há pouco menos de um ano, em Setembro de 2005, um mês antes das eleições autárquicas, no mesmo dia eram inauguradas cinco piscinas municipais, na cidade de Lisboa.
A campanha eleitoral estava já ali.
Hoje, menos de um ano depois da inauguração, quando as próximas eleições ainda vêm longe, no primeiro Verão, em bairros onde muitos habitantes não deverão ter hipótese de ter outras férias e outros banhos senão os das piscinas que Carmona Roderigues, então, inaugurou com pompa e circunstãncia, três delas - Ameixoeira, Vale Fundão e Oriente estão encerradas por falta de cloro.
A situação há muito que tem sido denunciada. Sá Fernandes esteve lá ontem e enviou uma mensagem urgente a Pedro Feist. Agora resta esperar pela resposta. Sem piscina. Porque a CML só se lembra dos moradores de Marvila, da Ameixoiera, dos Olivais...em alturas de campanha eleitoral? Ou porque não tem dinheiro para comprar o cloro necessário? Ou por desleixo puro e simples?
Eu, na minha vontade de ajudar, sugeria que a CML usasse algum do dinheiro que Vitor Santos, uma semana depois do embargo, já deve ter sido obrifgado a pagar do alvará do condomínio da Infante Santo. Ou será que ainda não pagou?

Publicado por Isabel Faria às 09:05 PM | Comentários (6)

agosto 14, 2006

Será?!?!?!

Inflacção

Será que a inflação subir é um daqueles claros sinais de retoma que o José Sócrates tanto nos fala?!?!?!?

Publicado por Daniel Arruda às 05:33 PM | Comentários (2)

Puro masoquismo

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Só podia ter ficado neste estado (presumo que num qualquer momento devo ter passado por alguns dos outros). Quem é que me manda abrir o DN on Line à Segunda-Feira??? e ver isto e mais isto !!!

Publicado por Isabel Faria às 11:00 AM | Comentários (5)

agosto 13, 2006

Os intestinos dos militantes do PS

Por: Manuel Carvalho

feijões

Manuel Alegre, de tempos a tempos, vem dar um ar da sua graça. Quer dizer, vem dar um ar de esquerda. E faz bem.
O mais recente caso espelha bem a incomodidade que qualquer socialista - que o queira ser – deve sentir com a autorização dada à utilização da Base das Lages pelo avião israelita. O descaramento direitista a que chega o actual governo – em particular o novo MNE – é tal que ultrapassa pela direita, e em grande velocidade, o anterior ministro Freitas do Amaral. Aliás, parece fazer questão de mostrar isso com muita nitidez!
De facto, a autorização dada à utilização da Base, sinalizou uma posição política de apoio ao beligerante Israel. Alguém acredita que se o Hezbollah precisasse de aterrar um avião seu nas Lages o governo autorizaria?
O facto da autorização ter sido dada sem o conhecimento do Presidente da República aumenta a gravidade do assunto.
Se houvesse um pingo de decoro neste governo havia “cabeças” que tinham que rolar. Mas o governo faz do silêncio o seu jogo – um jogo que satisfaz uma democracia pouco exigente.
Os socialistas estão habituados à política do feijão-frade. Mas a verdade é que eles provocam gazes. E sempre feijão, sempre feijão, sempre feijão, sem nunca a celulose produzir efeito é de admirar. Ou será que os estômagos e os intestinos dos militantes do PS já aguentam tudo

Publicado por Troll Urbano às 01:57 PM | Comentários (46)

agosto 11, 2006

Tudo em nome de um fetiche

Agora que já consigo escrever umas coisas maiores, porque já posso usar as duas mãos, vou partilhar com vocês as peripécias de um domingo à noite nos Centros de Saúde do Seixal.
Por volta da hora do jantar as dores no cotovelo aumentaram e eu achei que por uma dor de cotovelo não era necessário ir entupir o já de si caótico SNS. As mezinhas e os tratamentos do costume, os normais nestas alturas, Gelo, pomadas e repouso haveriam de fazer o seu caminho normal até a dor estar debelada. Mas quando chegou a hora de deitar já não havia posição para estar. Nem de braço ao peito, nem esticado, pois cada movimento doía, e não era pouco. Dado que cá em casa sou o único com carta de condução telefonei a um amigo (os amigos tb servem para isto não é?) para me levar ao centro de saúde da minha área de residência, o centro do Miratejo, a fim de saber o que se passava. Assim fizemos. Chegados lá batemos com o nariz na porta. Sem sucesso procurámos o horário da coisa até que uma vizinha ao ver-nos ali ás voltas nos disse que aos sábados, domingos e feriados aquele centro estava fechado. Decidimos ir ao CS da Amora, um edifício novo, de dois andares inflizmente sub aproveitado. Tão sub aproveitado que também se encontrava fechado. Seguimos para o CS do Seixal. O da sede do concelho, que sendo aquele que serve menor número de utentes, pois é a freguesia mais pequena do concelho, é o designado para estar sempre de serviço. Ficámos a saber que o sempre não inclui domingos à noite. Já não fomos a Fernão Ferro pois felizmente encontrámos no Seixal umas pessoas que já tinham vindo de lá e que nos informaram que estava fechado.
Sobrava o Hospital de Almada, o tal que está a trabalhar acima das suas capacidades. Fomos para lá já cientes que uma longa espera nos aguardava. Afinal se não há centros de saúde para fazer uma triagem é normal que tudo vá ali parar, tenha ou não necessidade de ser atendido num hospital.

Pergunto-me eu. Tanto se tem falado no hospital do Seixal para desbloquear o Hospital Garcia da Orta em Almada (HGO) e ainda ninguém se lembrou de fazer aquilo que eu enquanto candidato defendi em toda a campanha autárquica, ou seja, de dotar os centros de saúde de meios efectivos para que as pessoas possam ser tratadas ali, sem terem de recorrer aos hospitais, deixando estes única e exclusivamente para aquilo que não pode nem deve ser tratado nos CS.
É que eu fui apenas um dos que foi entupir o HGO sem necessidade nenhuma. Eu só precisava de um diagonóstico e da medicação correspondente que me poderia ter sido dada, se eles tivessem abertos num CS. Mas não, fui ao HGO fazer com que uma pessoa, que estava com os dois braços e uma perna partidos demorasse mais um pouco a ser atendida porque na Traumatologia só havia um médico que achou que me deveria atender 1º salvando-me assim mais 1 hora de seca enquanto ele fazia os gessos à senhora.

Ninguém duvida que quantos mais hospitais melhor. Melhor será o atendimento, mas se no futuro haverá médicos para um hospital, porque não usá-los agora nos CS dando às pessoas uma assistência de proximidade e que ao mesmo tempo libertava o HGO de pessoas como eu, que, na realidade, só foram entupir pois o seu caso não era, de todo, para umas urgências de um hospital.

Já sei que vai haver quem use isto no futuro para dizer que sou contra um hospital no Seixal. Dessas mentiras já estou habituado, mas não me consigo calar quando em nome de um fetiche se criam condições para que as pessoas sejam mal atendidas só para justificar aquilo que há anos se promete.
O responsável tem um nome e chama-se Alfredo Monteiro, presidente da Camara do Seixal, que é capaz de organizar cordões humanos para o seu fetiche mas que não sabe ou não quer, dar um passo para que os CS do Seixal funcionem como deveriam.

Publicado por Daniel Arruda às 05:49 PM | Comentários (2)

A isto chama-se uma não notícia

Porque será que isto não é novidade. Não é o que andamos (nós trabalhadores) a dizer ao tempo. Que é preciso investimento no trabalho, a começar desde logo no nosso sistema educacional.

E o estudo é feito a 15 mas se fosse feito a 25 não me acredito que os resultados fossem muito diferentes. Provavelmente o que alteraria é que tinhamos mais 10 à nossa frente.

Espanta-me é que isto seja dado como notícia. Como se ninguém soubesse.

Publicado por Daniel Arruda às 05:31 PM

Que comunismo é este?

Por:Manuel Carvalho

O Avante desta semana conta-nos dos partidos presentes na sua festa. É difícil compreender os princípios e critérios de tais presenças.
O critério é ter a palavra comunista no nome do partido? Talvez assim se compreenda juntar o Partido Comunista da China com o Partido Comunista do Chile. Mas parece ser difícil perceber como se pode juntar um partido que se fundiu com o Estado, que exerce uma ditadura muito violenta e conservadora sobre o seu povo - que é referência pelos piores exemplos do capitalismo - com um partido que luta pela democracia como o Partido Comunista do Chile!
O critério é ter a palavra trabalho? Talvez por isso se compreenda a presença de um partido com uma sucessão monárquica do poder, que exerce também uma feroz ditadura sobre o seu povo, o Partido do Trabalho da Coreia!
E que dizer da permanente presença do MPLA? O critério é a presença de representações dos PALOPs? Mas subscreverá o PCP a política da clique dirigente do MPLA de enriquecimento pessoal, de rapina das riquezas do país, e de desprezo pelo povo como tem demonstrado a epidemia de cólera?
Esta festa de referência, que é a festa do Avante, pode trazer uma qualidade cultural assinalável. Mas também traz uma assinalável miscelânea ideológica. Esta miscelânea não é a marca do futuro.
A miscelânea do comunismo do futuro traz a liberdade, a democracia, os direitos individuais e colectivos... como marcas indeléveis. Não a ditadura e a ausência de princípios!

Publicado por Troll Urbano às 11:29 AM | Comentários (5)

agosto 10, 2006

Ontem, hoje e amanhã os setubalenses saberão dar a resposta

Aqui vai mais uma artigo de opinião deste sujeito que por aqui escreve.

Já começa a ser normal que os sucessivos governos aproveitem a época de férias para lançarem medidas altamente estúpidas e de graves consequências cá para fora. Há sempre a esperança de que o assunto passe ao lado ou que as pessoas não liguem. Felizmente não é o caso. A população de Setúbal está sobremaneira de aviso contra estas coisas, e preparada para travar mais esta batalha em nome da serra que é de todos mas particularmente sua. O seu ex-libris, a Serra da Arrábida.

Publicado por Daniel Arruda às 07:06 PM | Comentários (1)

Burgueses, homens e agiotas

Por:Manuel Carvalho

O Diário Económico divulgou ontem, dia 9, a lista das 20 maiores empresas portuguesas no Brasil.
Do turismo às telecomunicações, da energia à construção civil, passando pela banca, as 20 maiores são todas lideradas por homens.
Pergunta-se: a burguesia não tem mulheres? Claro que sim. Mas às mulheres reserva o papel de gestora de uma loja de esquina. Não há mulheres com valor na burguesia? Há, a burguesia masculina é que não lhe reconhece esse valor. Na política, como nas empresas, às mulheres é reservado o papel secundário. O valor que a sociedade patriarcal mais reporta às mulheres é o que se espelha na Caras e a Lux. Mulheres bonitas, adornos de homens...
Eis porque eles não querem quotas e paridade, porque isso significaria assumir a partilha do poder e assumir que existem dois géneros humanos que devem ser tratados com paridade.
A burguesia continua a transpor para os nossos dias o sistema patriarcal e conservador que a tem caracterizado. O que espanta é ver gente de esquerda alinhar no conservadorismo.
Outros dados revelam os contínuos aumentos de lucros da banca. Enquanto nos sobrecarregam com juros e taxas, enquanto pagam percentualmente menos impostos do que eu, os agiotas vão-se abotoando na inversa proporção do aumento da pobreza popular.

Aqui estamos no fundo da Europa, no capitalismo conservador com a burguesia a que já nos habituámos.

Publicado por Troll Urbano às 03:14 PM | Comentários (2)

Afinal, houve embargo...

Seja qual for o desfecho, valeu a pena denunciar. Teimar.
A decisão peca por tardia e demonstra que há muito a fazer para combater as ligações perigosas e promiscuas entre as Autarquias e as enpresas de construção civil.
Afinal, quando o vereador das Finanças e mais directo coloborador de Carmona, Fontão de Carvalho, acusava Sá Fernandes de ter sido eleito para "embargar" obras, estava a ser provocador, incompetente e mal educado.
Mas também imprudente. E injusto. Mas vinda de quem vem, esta injustiça parece-me ser um elogio à actuação de Sá Fernandes.

Publicado por Isabel Faria às 11:36 AM | Comentários (3)

agosto 07, 2006

Não nos tirem a dignidade

Por: Manuel Carvalho

A fotografia, no Público, é elucidativa: Uma manifestação dos trabalhadores da OPEL em manifestação contra o encerramento da empresa, com um cartaz: "não nos tirem a dignidade".
Por baixo da fotografia a notícia: os dois programas, lançados em 1998, para uma "assistência intensiva na procura de emprego", Inserjovem e Reage, fracassaram. Quando muito contribuíram para a redução em menos um mês do tempo de desemprego dos apoiados.
Este governo, que deve ser assessorado por um advinho, deverá ter sabido as conclusões antes do tempo. Talvez por isso, depois de acordo na concertação social (com apoio da CGTP!?) fez publicar novas formas de pagamento do subsídio de desemprego que diminuem o tempo em que os jovens recebem subsídio.
É assim. Primeiro as empresas despedem-nos, depois o governo tira-lhes o subsídio.

Publicado por Troll Urbano às 09:38 PM

Lei da Paridade

Cavaco aprovou a Lei da Paridade.
Não é a minha Lei. É a Lei que sai daquele centrão balofo que agora engloba Cavaco e o Governo. No entanto, sempre achei que a Lei da Paridade seria um passo na luta pela igualdade de oportunidades das mulheres portuguesas. Já tive estas discussões vezes sem conta. Continuo a pensar que o ideal seria que as mulheres, tal como os homens, ocupassem lugares públicos por competência e por opção. Continuo a pensar que se, por opção, o quiserem fazer terão sempre o entrave das máquinas partidárias, dominadas por homens, seguramente nem sequer competentes ( basta ver a lista dos nossos deputados, nomeadamente dos maiores Partidos e as listas para as Autarquias de muitos deles), que lhes tornam os caminhos e os acessos muito mais complicados do que a eles próprios. O acesso é feito no momento da escolha das listas. Quem escolhe é quem detém o Poder. Em Partidos com maiorias esmagodoras de homens, o Poder é, por estes, inevitavelmente, exercido. E é o circulo vicioso que não tem tido fim...
Milito num Partido onde a Lei da Paridade há muito é cumprida. Não precisamos de multas. Mas tenho a consciência que o Bloco é, nesta matéria, a excepção que confirma a regra.
Como já disse outras vezes, seria óptimo que o patronato tivese sozinho concluído que era justo trabalhar 40 horas semanais. Nunca teria sido necessário lutar, nem impô-lo legislativamente. Mas foi. Os direitos adquirem-se com luta. Mas têm que ser salvaguardados com leis. Para que as mulheres chegassem aqui foram necessárias muitas lutas. Esta Lei é a sua passagerm a papel, que a conjuntura politica, torna, neste momento possível. Coxa. Mas, ainda assim, menos má do que ausente.

Não é a minha Lei. As penalizações são insuficientes e haverá muitos que preferirão pagá-las a abrir mão dos seus "tachos" e dos seus preconceitos.
Mas é o mal menor possivel com este PS e este Presidente. E repito. Entre uma perna e perna nenhuma...não me parece que alguém opte por ficar sem as duas.

Publicado por Isabel Faria às 07:03 PM | Comentários (3)

agosto 06, 2006

Obrigado CDS

Gracias

É só o que posso dizer á direcção do CDS-PP. Aqueles 15 dias, os 1os de Agosto, costumam ser uma seca por causa daquilo a que alguns chamam de silly season e que em bom portugues quer dizer que a classe política está virada de papo para o ar, ao sol, algures por aí.
Este ano Ribeiro e Castro e seus muchachos, Nuno Melo, Pires de Lima e o ausente mais presente do país Paulo Portas, resolveram alterar o estado de coisas. Eles são reuniões com Manuel Monteiro, eles são declarações políticas a pedir explicações, eles são 1ª página do Expresso, eles são dívidas a funcionários, eles são escandalos, bem, ... um sem número de coisas que nos vão alegrando as notícias.

Até agora não tinha ainda falado neles mas isto começa a ser demais, ou será ainda de menos (ihihihihihi). Pode ser que aprendam agora o que custa elegerem um líder por desistencia dos outros e ainda por cima uma vitória que não assentava em nada de relevante e que deriva apenas de um, um só, discurso mais feliz.

Publicado por Daniel Arruda às 03:58 PM | Comentários (1)

agosto 05, 2006

Maria de Lurdes Rodrigues

Em dia de juramento de bandeira do filho e quando os recrutas todos marchavam na parada diz a mãe para o pai.

Já viste que no meio de tantos, o nosso filho é o único que vai a marchar bem?

Publicado por Daniel Arruda às 06:32 PM

agosto 04, 2006

António Vitorino e o queijo

Por:Manuel Carvalho

O queijo só traz problemas às pessoas. Há uma grande variedade de queijos, pelo que as pessoas também têm uma grande variedade de problemas.

Fontes geralmente bem informadas dizem que uma das pessoas que mais parece sofrer com isso é António Vitorino (AV). As mesmas fontes, citando especialistas credenciados, dizem que o dirigente do PS mostra bem o seu sofrimento no seu artigo de 4 de Agosto no DN sobre "os europeus e a guerra".

Um dos problemas é o esquecimento, o tão famoso esquecimento. Será por isso que AV lembra-se que há uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar o Hezbollah mas esquece-se de tantas outras sobre Israel e sobre a Palestina favoráveis aos direitos humanos, à paz e ao povo palestiniano?

As citadas fontes dizem que AV pode ter também um problema de coluna. Esta coisa de andar sempre com os EUA às costas, mesmo comendo muito queijo, parece dar muitas dores na coluna. Com consequências na posição vertical.

As citadas fontes dizem que AV pode ter um problema de cabeça; não, não estou a dizer que o homem sofre de demência - antes pelo contrário revela-se um homem que sabe bem o que faz. O problema também não é da calvície... mas o homem dá voltas e voltas à cabeça para nos dizer que é preciso uma força de "interposição" com "capacidade de fogo... de 15 a 20 mil homens", "numa missão de alto risco... com possibilidade de as forças europeias sofrerem baixas"... com certeza para fazer o trabalho sujo dos EUA e Israel. Ou será para envolver a Europa numa guerra em larga escala abrangendo a Síria e o Irão?

As fontes dizem que AV pode ter um problema de tacto. Diz não há cessar-fogo porque "as coisas ainda não estão maduras". Não sei o que ele está a apalpar, mas talvez não haja cessar fogo porque o agressor não quer parar de agredir.

Há quem diga que o queijo em excesso também provoca dupla personalidade. Não sei, de medicina não percebo nada. O que me parece difícil é um cidadão dizer-se socialista e ter um discurso completamente alinhado com o neoconservadorismo.

Será de eu comer pouco queijo...

Publicado por Troll Urbano às 09:59 PM | Comentários (1)

Não me ocorreu nada melhor para escrever sobre este tema

ou então como exprimir estupefacção numas simples linhas

Como cidadão estou muito mais descansado.

Descansado porque é sabido que um inspector com subsidios e despesas em atraso não é coruptível.
Descansado porque um inspector sem dinheiro trabalha melhor pois não lhe ocorre perder tempo a gastar dinheiro tornando-se mais produtivo.
Descansado porque se não há viagens para estar com a família não se distrai e passa a estar sempre de serviço.
Em suma, descansado porque vejo que a PJ em Portugal funciona bem.

dassssse, Portugal no seu melhor

Publicado por Daniel Arruda às 03:22 PM

A mulher de César

Há mais de uma semana que a Procuradoria de Justiça publicou um relatório sobre o condomínio da Infante Santos, em que dadas as irregularidades verificadas, dizia que os trabalhos deveriam parar.
Depois disso, numa sessão da Câmara, ficaram sem resposta as perguntas colocadas pela oposição. Ninguém sabia se a obra tinha alvará, ninguém sabia se a permuta de terrenos, pelo facto de a obra ocupar terrenos municipais, se tinha efectuado, se tinha sido autorizada. Ninguém sabia onde andavam os mais de 600.000€ que o construtor devia aos lisboetas.
Na passada Quarta Feira, Sá Fernandes em entrevista a Mário Crespo na SIC Notícias, reafirnmava que anda há meses a fazer as mesmas perguntas ao Executivo e que nunca tinha obtido respostas. Entretanto, confirmava que a obra não tem, de facto, alvará, que o dinheiro devido á Câmara nunca foi pago, para além das outras coisas mais “corriqueiras”: que viola claramente o PDM.
Mário Crespo apresentou, na altura, umas fotos da obra em que se vê uma varanda de um dos edifícios calmamente inclinada sobre o...Aqueduto das Águas Livres.
Para além da responsabilidade dos vários executivos municipais (como Sá Fernandes lembrou esta é uma obra que vem desde o tempo de João Soares), há uma clara desresponsabilização do IPPAR. Entre desleixes, interesses, negócios mais ou menos obscuros, incompetências, a obra lá vai continuando...com as respectivas varandas.
Pela primeira vez não concordei com Sá Fernandes quando ele frisou que considerava Carmona Rodrigues uma pessoa séria e honesta e que não era essa seriedade e honestidade que estava em causa.. Possivelmente penso o mesmo...mas a questão é mais grave: quando se ocupam cargos públicos, ainda por cima para os quais se foi eleito e nos quais se lida com o dineheiro e os interesses dos cidadãos, tornamo-nos todos Mulheres de César. Não nos basta sermos sérios. Temos que o parecer. A incúria com que se desbarata dinheiros publicos, não os recebendo nem exigindo, a injustiça com se tratam cidadãos que necessitam de fazer uma marquise no quintal ou construtores que pretendem fazer condomínios de luxo em Lisboa, se não não mostra desosnetidade, mostra um total alheamento do interesse público. E aí, quando se é eleito para um cargo público, quando se faz campanha eleitoral comprometendo-nos a zelar por esse interesse e não se cumpre...pode ser-se pessolamente honesto, sério, o que se quiser acreditar, mas está-se a cometer um acto de desosnestidade política que tem que ser denunciado como tal.
Como Sá Fernandes salientava na entrevista o seu papel como vereador e já que os lisboetas apenas o elegeram como vereador é, antes de mais, denunciar as situações. Para que nas próximas autárquicas ninguém possa dizer, eu não sabia.
Mas o papel de quem tem nas mãos os destinos do Munícipio é o de ser por isso responsabilizado. Politicamente. Mas também pessoalmente.
À pergunta se via a cor partidária nesta questão, Sá Fernandes respondeu que via a cor do dinheiro. A côr do dinheiro tem que ser denunciada. E mais uma vez me vem à memória a mulher do dito...

Publicado por Isabel Faria às 10:05 AM | Comentários (6)

E assim se desvia a atenção do que é importante

Estudo de impacto ambiental?!?!?!?!?!

O que é que é isso???
Para que serve?????
Não me digam que estão preocupados com uns residuozinhos tóxicos numa cimenteira que apenas está no meio de um parque natural, que com as suas pedreiras esventra a serra da Arrábida e que com os seu camiões e gases "normais" é o responsável por grande parte da poluição da região.

Amigos, será que não entendem que o problema não está na co-incineração na Secil da Arrábida??? Esta discussão apenas serve para desviar o problema da questão de fundo que é a existencia da própria cimenteira e do alargamento da concessão por mais uma série de anos. Por muito que custe ouvir isto o problema não é a co-incineração. O que é preciso é acabar com a cimenteira ali naquele sítio.

JÀ!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 08:49 AM

agosto 03, 2006

Férias ou tortura

Eu gostava de saber escrever como este gajo. Uma escrita fluída, ao género de férias, ou para quem preferir num estilo Margarida Rebelo Pinto, ou ainda num estilo Melhoral, que não faz bem nem faz mal.
Mas divagações á parte. Este gajo escreve bem "comó caraças". São para mim umas crónicas imperdíveis. Leio-as todas. Do princípio ao fim.

Desculpem-lá mas de vez em quando dá-me estes ataques de narcisismo.

Publicado por Daniel Arruda às 12:47 PM | Comentários (3)

agosto 02, 2006

Sócrates está á espera de quê?

Já passaram 24 Horas sobre o anuncio de que a lei que permitiu a muitos alunos fazerem a 2º prova dos exames de física e química era ilegal. Já passaram muitos dias sobre a constatação de que o exame continha erros pelo menos de forma e ainda passaram mais dias sobre a constatação do facto de que a prova estava mal feita e mal dimensionada para os alunos.

Para mim já passou tempo a mais para que o governo se mantenha calado e não demita de vez o secretário de estado Valter Lemos. Um homem que já provou que a incompetencia é o seu principal atributo. As escolas estão de férias. A altura ideal para que ele seja demitido e se evite que as trapalhadas continuem para o ano lectivo que vem.
A menos que a ministra ainda seja pior do que se pensa e acha o trabalho deste ser como um trabalho de valor e então o melhor é mesmo mudar o ministério todo de vez.

Publicado por Daniel Arruda às 02:12 PM | Comentários (3)

Notas do Prof. Marcelo - Vasco Graça Moura - 2 valores

Pois é amigos, ficámos hoje a saber que segundo Vasco Graça Moura os governos europeus e o próprio Parlamento Europeu não são necessários. Porque os EUA é que são o garante da liberdade europeia, porque somos incapazes. Mas esta incapacidade tem culpados. A esquerda obviamente. Esses seres que nas palavras de Graça Moura são todos seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. Esquece-se no entanto de um pequeno pormenor. É que a maioria dos governos da Europa para não dizer todos, (não me quero enganar) são de direita, centro direita e centro esquerda. Será que Graça Moura inclui Blair, Merkel, Sócrates, Zapatero ou Vilpain nesse perigoso grupo de seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot? E esquece-se também que o GUE, o grupo parlamentar das esquerdas europeias é ainda minoritário no parlamento europeu pelo que se há aprovação de algo apenas se fôr por vontade de liberais, sociais democratas ou socialistas. Será que para Graça Moura nesses grupos parlamentares só existem seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. Sobra a Comissão Europeia de Durão Barroso com comissários indicados por diversos governos que sendo como já disse atrás, de direita, centro direita e centro esquerda. Será que esses governos indicaram num exercicio de masoquismo colectivo seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot?

Mas diz ainda mais o nosso amigo Graça Moura. Diz ele que "Não há qualquer indício de torturas infligidas a suspeitos...". Claro que não há. Os relatórios da Human Watch, da Cruz Vermelha e de mais um sem numero de instituições privadas foram todos inventados porque esta instituições são minadas de seguidores de Lenine, Estaline, Mao, ou Pol Pot. São elas que lançam cá para fora as mentiras que todos sabemos. Como é possível dizer que Guantanamo é um campo de concentração? Má lingua certamente.

A esquerda mistura as situações normais da vida política, social e económica, em que se compreende e exige a transparência, e as situações excepcionais, como o caso do terrorismo, em que, ressalvados os direitos humanos, a transparência tomada à letra pode tornar-se no principal ingrediente da derrota.
Na "mouche". A bem do American style os life o que importa é atropelar os direitos humanos, os direitos sociais, as regalias, ... Se preciso for cria-se um patriotic act para os europeus de modo a que se possa prender sem culpa formada todos os que se oponham aos governos. Se for preciso retira-se todos os direitos á privacidade dos europeus para poderem ser investigados á vontade e escutados e acompanhados como se a vida se tratasse de um enorme Big Brother. Se preciso for cria-se uma raça europeia e proibe-se todo e qualquer não europeu a entrar em Portugal. Tudo para que não se chegue á derrota tanto temida por Graça Moura. Porque para ele não existe a via do diálogo e da paz.

Graça Moura quer explicar o inexplicável. A falência do modelo que ele defende não é culpa do sistema. É culpa dos outros, da esquerda obviamente esses terríves monstros que pretendem levar o mundo para um inferno. Não se lhe ocorre de culpar o próprio modelo destes males. Da besta por ele criada que agora se volta contra o dono.

Há pessoas que não se aprecebem do ridículo em que caiem ao quererem arranjar bodes expiatórios recorrendo a mentiras, meias verdades e relatos deturpados. Um artigo ao estilo de João Delgado ou de outra forma ao pior estilo possível.

Publicado por Daniel Arruda às 07:45 AM | Comentários (1)

julho 31, 2006

A falta de vergonha continua...

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"O Governo da República está a servir-se do tema da economia para distrair os portugueses e quando os senhores menos derem por isso vamos ter a destruição dos valores da sociedade portuguesa, inclusivamente, vamos assistir a casamentos dos homossexuais".
..."Apesar deles (no Continente) serem antifacistas, sem nunca terem pegado numa espingarda , quem fez durante 29 dias a revolução contra Salazar (em 1934) foram os madeirenses e não aqueles maricas".
..."os chamados colaboracionistas, gente (natural da ilha) que está sem calças e de rabo para o ar virado para Lisboa... políticos locais que andam a defender o garrote económico"

Quando é que os madeirenses tomam nas suas mãos o fim da falta de vergonha e da falta de educação, das injúrias, das difamações e das ofensas , da arrogância, do desrespeito e da imbecilidade ?

Publicado por Isabel Faria às 11:49 AM | Comentários (11)

julho 29, 2006

Um texto deste vosso escriba

Sempre achei que durante as férias não se deveriam escrever artigos de opinião. A nossa mente por muito que não queiramos está absorvida por um relax que não é próprio à análise política. Mas desta vez teve de ser Directamente de Lamego para o meu distrito.

Publicado por Daniel Arruda às 10:29 AM

julho 27, 2006

E isso tem alguma importância?????

As perguntas da oposição ficaram sem resposta: O Condomínio da Infante de Santos está ou não a ser construída sem licença municipal; a taxa de 600.000 Euros, que o construtor teria que pagar foi ou não foi paga e a obra está ou não a ser construída em terrenos camarários.
A única coisa em que o Vice-Presidente e vereador das Finanças, Fontão de Carvalho, foi claro e não hesitou por um momento foi na acusação de que Sá Fernandes desde que foi eleito não pára de criar problemas ao Executivo Municipal. Ah, e também foi mais ou menos veemente no tom ameaçador com que deu ordens para que ficasse em acta quando Sá Fernandes decidiu abandonar a reunião depois dos insultos...tudo o resto ficou para responder, para apurar, para pensar mais tarde. Isto, depois de há meses Sá Fernandes, ter solicitado por escrito estas respostas...isto, depois de parece já ha muito ser do domínio público que a Provedoria da Justiça andava a investigar o processo...
Calculo que a acusação de “criar problemas” à Câmara e a ameaça de que fica em acta o abandono da reunião devem ter tirado o sono a Sá Fernandes a noite passada...em contrapartida, os lisboetas e os amantes de Lisboa tiveram um sono muito mais tranquilo. Carmona Rodrigues garantiu que nunca faria de forma consciente qualquer coisa que lesasse o interesse público ou de qualquer instituição...a minha única dúvida para poder mesmo, mesmo, dormir descansada é se uma empresa de Construção Cívil é uma instituição...claro que me arrisco a, se colocar a questão aos responsáveis do Executivo, levar como resposta...Estas questões não são de simples resposta...não faço ideia se tem ou não alvará (deduzo que talvez isso me pudesse dar um bocadinho da resposta sem que o Sr. Vice Presidente e o Sr. Presidente se tivessem que cansar muito)...e não tenho ainda a resposta.
Ok, resta-nos esperar...afinal a obra ainda não está concluída...e o Presidente assegura que não comprou nenhum prédio...parece que deu autorização para que se comprasse, substituindo-se à Câmara e à Assembleia Municipal, mas isso tem alguma importância?...a gente até se comoveu com aquele tom pungente com que ele manifestou a sua tristeza pela forma como o assunto tem sido tratado. Os jornalistas, a Provedoria e a oposição são todos uns ingratos, é o que é. E maus. Que eu tenha que ter licença para arranjar o telhado da minha casa porque está a chover lá dentro e pagar por isso, vá que não vá...agora para fazer um condomínio, qual é a lógica?

Publicado por Isabel Faria às 05:51 PM | Comentários (2)

A justiça ás vezes funciona

O tribunal deu razão aos jornalistas do 24 Horas e mandou suspender a abertura dos computadores dos ditos jornalistas. Fez muito benm a meu ver.

Mas nesta caso há uma coisa que ainda me intriga. Onde para o inquérito urgente que foi pedido por Samapio??????? Haja vergonha.

Publicado por Daniel Arruda às 11:12 AM | Comentários (1)

julho 25, 2006

Ou será que quem fez a lei não se rege por ela????

... "Outros há, como Paulo Portas, que apresentam um elevado número de faltas, além de um ainda mais elevado número de chegadas tardias às reuniões do plenário. De acordo com os dados da Assembleia da República, ontem divulgados pela agência Lusa, o ex-líder popular e actual deputado na bancada liderada por Nuno Melo, chegou atrasado mais de uma hora a cerca de um terço das reuniões no hemiciclo de São Bento"...
DN, ontem

Segundo o Código de Trabalho de Bagão Félix, esse ex ministro de um governo PSD-CDS na altura liderados por Durão/Santana e Paulo Portas o trabalhador deve "Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade" (secção VII; subsecção I; artigo 121; 1c) e diz muito mais no capítulo faltas (SubsecçãoXI do artigo 224 a 232).

Depois disto e sabendo que o acumular de atrasos são também faltas só me resta dizer uma coisa.

Está despedido Senhor Paulo Portas, com justa causa.

Publicado por Daniel Arruda às 07:55 PM

Absentismo

A palavra competitividade está muito em moda hoje em dia. Alguém se acredita que uma empresa qualquer que seja conseguiria ser competitiva se tivesse um indíce de absentismo a rondar os 15%?????? Poderia ser viavel uma empresa que dividida em 5 secções tivesse duas delas a trabalhar a cerca de 58% o ano todo (42% de absentismo).

Posso dar de barato que o Parlamento não é uma empresa. Posso até concordar que os partidos com assento parlamentar não são secções ou departamentos de nada, mas que é uma falta de vergonha que numa sessão legislativa haja 1900 faltas disso não há dúvidas. Numa altura que se fala tanto em competitividade não fazia mal a nossa Assembleia rever as atitudes e começar por dar o exemplo.

Publicado por Daniel Arruda às 07:41 PM

O paladino da verdade afinal nãopassa de um chupista

Foi há poucos meses que Manuel Alegre em plena campanha das presidenciais clamava pela dignificação das instituições. Apresentava-se então o poeta como o justo, o tal que não tem medo de nada. O honrado que nada tem a esconder ou ainda como o tal do passado limpo, sem telhados de vidro.

Afinal Manuel Alegre é um homem do sistema como tantos outros. "Chupa" o estado como pode e quando pode. Não se nega a uma reforma de 3000 euros a que tem direito, sabe-se lá porquê, devido a 3 meses de trabalho na RDP. E diz mais. Não vê razão para a rejeitar. Eu também não pelo simples facto de não ver razão para lhe ser atribuida a reforma.

Defende-se o sistema dizendo que ele só pode receber 1/3 dessa reforma pois ainda recebe o ordenado de deputado. Mas não é isso que está em causa. O que está em causa é como é que ele tem direito á pensão, mas mesmo que nos detivessemos no 1/3 como explicar aos pensionistas que sobrevivem com 200 euros ou menos e que trabalharam uma vida inteira que o poeta por 3 meses de trabalho recebe 1000 e que esses 1000 são "só" um terço do valor total.

Depois de tantas trapalhadas do espírito independente só apetece dizer. Faça de conta que tem uma cólica, peça liccença para ir á casa de banho e saía de vez da vida política. Era um favor que fazia.

Publicado por Daniel Arruda às 01:48 PM | Comentários (7)

Lá tem que ser...

Como o Daniel vai partir para a sua segunda semana de férias e, creio, ficar com um pouco de menos tempo para escrever sobre coisas sérias e chatas...e, apesar de contar com a pedalada do Manuel e do Chora, decidi, assim como quem não quer a coisa, voltar a ler jornais.
Entre uma noticia de que Rui Rio se prepara para “privatizar” o Rivoli porque dá prejuízo (a demagogia de comparar os números com o que gastou nas Escolas ou na acção social é constrangedora e repugnante) e um artigo que nos dá conta que o Presidente da Assembleia Regional da Madeira com o apoio de Alberto João criou um código de como se vestir para entrar nas instalações da Assembleia, que proíbe os repórteres e os operadores de imagem, por exemplo, de trabalharem de Tshirt e de ténis, fiquei, pelo menos, a saber que foram recolhidas as assinaturas suficientes para obrigar o Parlamento a legislar sobre a preservação da memória do que foi o fascismo em Portugal.
Por qualquer associação de ideias que poderá, eventualmente, apenas ter a ver com o Sol, a mercantilização da cultura, a demagogia aberrante de pretender que ela dê lucro e de justificar a falta de investimento e de preocupações sociais com o que nela se gasta, o atentado à memória colectiva que é alienar a história do Rivoli e o atentado à liberdade individual que constitui a criação do tal Dress Code de que falava José Victor Malheiros no Público (claro que, como o autor referia, todas as actividades têm as sua regras, incluindo as de indumentária...mas daí a um código escrito a ser usado por “trabalhadores externos” – nem só ao Deputados se refere - vai uma distância considerável...) , tornam para mim essencial a tal petição e a tal necessidade de legislar e de preservar a nossa memória colectiva sobre os crimes do regime fascista em Portugal.
Nos pequenos gestos da Direita em Portugal seja ela Rui Rio ou Miguel Mendonça, tenham eles a ver com a uniformização da cultura ou da imagem, vislumbram-se demasiados pontos comuns com um passado que importa recordar...a Petição Não Apague a Memória será entregue no início da próxima sessão legislativa.
Ciclicamente e a bem da Democracia convém não esquecer que no Porto ou no Funchal ainda existem demasiados aprendizes de feiticeiros. Todos, presume-se, com a memória muito curta. Ou talvez não. Talvez apenas com alguma nostalgia .

Publicado por Isabel Faria às 12:32 PM | Comentários (2)

julho 24, 2006

Os amigos e os hospitais

Por: Manuel Carvalho

Venho de um hospital, tenho um familiar cuja saúde está em fase de degradação prolongada e irreversível. Das frequentes vezes que necessitou do serviço público de saúde este correspondeu bem. Tem sido graças a esse sistema público de saúde que a pessoa se tem aguentado com a qualidade possível à situação clínica.

Outros familiares e conhecidos tiveram problemas sérios de saúde mas, do que conheço, são positivos os exemplos que tenho para apresentar.

Por todas estas situações conheço vários hospitais, mais hospitais do que centros de saúde. É, essencialmente, sobre os hospitais e sobre o serviço que actualmente prestam que me debruço.

Quase todos os profissionais com quem tenho contactado têm mostrado uma atitude positiva e responsável.

As situações mais negativas que encontrei prendem-se com os momentos de dar as refeições aos doentes, muitos comem refeições já frias, e com a falta de animação que lhes ajude a passar o tempo.

As virtudes que ainda se mantêm no serviço público de saúde têm salvado vidas e diminuído sofrimentos. Mas estas virtudes têm diminuído perante o plano neoliberal. Os direitos dos trabalhadores têm estado sob ataque condição fundamental para atacar o próprio serviço público.

Por isso, é com gosto que vejo nos placards de corredores de algumas enfermarias cartas de utentes e de familiares que agradecem o apoio dado nos momentos da doença.

Os cidadãos até nem têm que agradecer é um direito deles, mas é bom ler que os cidadãos têm como amigos aqueles trabalhadores da saúde. É no hospital e na prisão que se conhecem os amigos.

Sabemos, que há muitos anos, os fazedores de opinião conservadores têm injectado doses constantes de ódio ao serviço público e aos seus trabalhadores. Sabemos porquê: são defensores da sua privatização. São defensores do primado do negócio do lucro de alguns à custa de muitos.

Em muitos países, nos EUA por exemplo, quando se entra num hospital perguntam-lhe logo pelo cartão do seguro. É isso que querem em Portugal.

Esse é o antagonismo que está em luta acesa e permanente. O serviço ou o lucro!

Publicado por Troll Urbano às 08:30 PM | Comentários (1)

Mesquinhês e tacanhês

O jogo é produzido por uma das empresas de George Lucas – a Pandemic Bioware Studios, financiada em 300 milhões de dólares por uma outra, a Elevation Partners, que tem como sócio Bono Vox, o caridoso vocalista dos U2. Bono é conhecido nos últimos anos pelas suas encenações de contra-poder, participando em concertos pela abolição da dívida aos países africanos e reunindo depois com os senhores do G8. E assim cai mais uma máscara de falso pacifista e humanizador do capitalismo.

Este é um pedaço de texto, descontextualizado, certamente mas serve para explicar uma coisa que me parece ridícula. O texto foi escrito por uma tal de Margarida Botelho, uma senhora que se diz anti globalização e que por causa de um jogo de video, mau como tantos outros, políticamente incorrecto como tantos outros se insurge comtra George Lucas e especialmente contra Bono Vox, uma das pessoas que mais tem feito por causas que acha justas. Bono nunca se assumiu como uma pessoa de esquerda. Não precisa. Bono é uma pessoa que luta por causas que ele acha justas. Ele e já agora muitos milhões de pessoas. Nunca se assumiu de esquerda porque as causas que ele defende são de senso comum. São coisas (causas) que todos nós deveriamos abraçar e para isso falar com quem tiver de falar denunciando e embaraçando sempre que necessário.
Todos menos esta senhora e o que ela representa. Para ela não há bons e maus. Há os puros e os impuros. Os puros não bebem Coca-Cola, não comem no Mc Donalds, não usam ténis da Reebok ou da Nike, não escrevem em canetas BIC, não compram electodomésticos feitos na Tailandia, não vestem roupa feita com mão de obra escrava na China, ou seja, vivem nas Berlengas e comem o que cultivam. Os impuros esses fazem isto tudo e pior. Abraçam causas gobais mesmo que sejam sem pureza ideológica só pelo simples prazer de fazer bem ao próximo.

Sem dúvida que a mesquinhez é o pior dos defeitos que o ser humano pode ter e esta senhora provou ser dona de uma boa dose.

Ah, se quiserem ler o artigo todo está aqui.

Publicado por Daniel Arruda às 07:23 PM | Comentários (1)

Um artigo a ler e reler

O texto que podem ler a seguir é da autoria de um senhor que assina como João Alfredo (Alex)e foi publicado na imprensa regional aqui da Margem Sul mais propriamente no jornal "O Rio".
Há várias conclusões que se podem tirar daqui e elas estão no final do texto pois é importante que o leiam 1º.


Como é do conhecimento geral, o Bloco de Esquerda resultou da fusão de diversos partidos políticos, com a adesão de independentes. Sabia-se que dada a irrelevância da força política dos independentes, do partido “Política XXI” e do inventivo Miguel Portas, os partidos relevantes no BE eram a UDP e o PSR, velho feudo de Francisco Louçã.
Nesta contraditória fusão, todos, inclusive a comunicação social burguesa que apadrinhava o novo fenómeno político, se interrogavam sobre o futuro político do recém-nascido: o PSR apelidava a UDP de organização estalinista e burocrática; a UDP, de cariz marxista-leninista, admiradora de Estaline e Enver Hoxha, depois de expurgar o maoísmo nos finais da década de setenta, apodava os partidários de Louça de contra-revolucionários – não esquecendo talvez a actividade teórica e prática de Leon Trotsky esse grande sabotador do movimento operário internacional.
Como foi possível concretizar-se esta fusão contra-natura? Do meu ponto de vista, só existe uma resposta: aparentemente, ambas as formações que lhe deram origem comprometeram-se prescindindo dos seus princípios fundamentais e fundadores.
Em consequência, o BE é uma formação política sem ideologia definida, como frequentemente acusa Jerónimo de Sousa?
Digo ‘aparentemente’ porque na entrevista que Francisco Louça deu ao Diário de Notícias, de 16 de Junho último, tudo ficou mais claro. Além de atacar, inutilmente, o PCP, presumivelmente porque este “…não tem ideologia” (sic), o verdadeiro alvo de Louçã foram os seus camaradas da ex-UDP, quando afirma “… na sequência da tragédia que foi o estalinismo…” (sic).
Perante tal afirmação, onde estão, Eduardo Pires, Carlos Marques, Carlos Santos, Luís Fazenda, Mário Tomé, Pisco, Manuel Martins, entre muitos outros, auto-denominados de marxistas-leninistas e admiradores do legado ideológico, político e histórico de Estaline?
Emudeceram, porquê? Têm receio de afrontar, politicamente, esse presunçoso títere da dita esquerda “alternativa e moderna”?
Renegarão, hoje, um passado de esperança e luta em que uma figura tutelar das mesmas foi um dos maiores defensores da emancipação dos povos e da construção do socialismo?
Não descortinam que a afirmação de Louça, só, tem este significado:
a ideologia do Bloco de Esquerda é o pensamento de Trotsky, da qual ele, Francisco Louça, é um dos herdeiros e os ex-UDP não são mais do que seus subalternos servis, ideológica e politicamente, isto é, simples colaboradores na gloriosa tentativa de reescrever a história, mas agora de um ponto de vista anti-operário. Pergunto: irão submeter-se os ex-UDP, agora, a semelhante criatura e renegar os seus desejos altruístas e, porque não, utópicos? Pretendem continuar a servir um BE de interesses e vaidades pessoais, de propostas parcelares risíveis, de tiques europeístas burgueses, de derivas ideológicas gelatinosas, de acções simbólicas de efeitos inconsequentes?
Ou querem regressar aos propósitos iniciais, tendo como apanágio a solidez e a clarividência ideológicas ao serviço dos explorados, contra os exploradores?
Será que querem mesmo este ‘Bloco de Interesses’?

1ª conclusão: Fica claro que para o PCP que o apanágio a solidez e a clarividência ideológicas ao serviço dos explorados, contra os exploradores é o Stalinismo. O mesmo que é negado por todos os seus dirigentes e que Joseph Stalin foi "uma figura tutelar das mesmas foi um dos maiores defensores da emancipação dos povos e da construção do socialismo"

2ª Conclusão: Fica claro neste artigo quem ataca quem e de que forma quando se chama ao coordenador de um partido esse presunçoso títere da dita esquerda (títere para quem não sabe quer dizer boneco que se faz mover por meio de cordelinhos ou engonços, para imitar os gestos humanos; fantoche; palhaço.)

3ª conclusão: Que a ausência de argumentos políticos levam ao descalabro de se atacar pessoalmente pessoas e de tentar fomentar divisionismos, que são de todo descabidos e que só podm ser explicados por um total alheamento da realidade e uma paragem no tempo, pois só alguém que parou no tempo pode defender o Estalinismo como via política e mais chamar-lhe marxistas-leninistas e admiradores do legado ideológico, político e histórico de Estaline.

4ª Conclusão: A confirmação daquilo que não é dito publicamente mas que internamente deve ser comentado de que Jerónimo de Sousa acusa o BE de não ter ideologia. So assim se explica a frase:
Em consequência, o BE é uma formação política sem ideologia definida, como frequentemente acusa Jerónimo de Sousa
Gostei do frequentemente pois indica claramente que nas reuniões internas o tema de discussão deve ser o BE , já que para o exterior Jerónimo diz normalmente que não comenta nada sobre o BE.

5ª conclusão: É que há pessoas que décadas após o assassínio de Trotsky continuam a querer branquear um assasinato dando a entender que acham que políticamente o assassinato de pessoas de ideia contrária é justificável concordando assim ainda que de uma forma encapotada com o assassinio do General Humberto Delgado cometido exactamente pelos mesmos motivos, o que nos poderia levar em última análise a aplidar alguns supostos defensores da esquerda como este tal de Alex de nacionais socialistas ou fascistas.

6ª Conclusão: São estes porta vozes do PCP, por sinal com reponsabilidades que se afirmam defensores de uma sociedade melhor, plural e democrática, mas que concordam com assassinatos, achincalhamentos em praça pública e outras barbaridades.

Publicado por Daniel Arruda às 12:39 AM | Comentários (10)

julho 23, 2006

Ofensas

A ditadura já lá vai há mais de 30 anos mas o ano de 2006 há-de ficar para a história de Portugal como o ano em que dois cidadãos foram condenados pelo poder político por emitirem opinião, por um secretário de Estado que diz "tranquilo" pois a actividade sindical impõe "regras de decoro e dignidade" e que "ninguém se pode dirigir a um órgão de soberania com ofensa". .

Numa democracia o principal órgão de soberania é o povo e o 1º dever de não ofender deve vir de parte daqueles que sendo eleitos pelo povo deveriam servir o povo. Mas não. Os eleitos ofendem o povo quando consideram ofensivas duas constatações de factos emitidas por dirigentes sindicais. Nem mais nem menos.
Mas a questão de fundo aqui nem é tanto a atitude de José Magalhães em nome dos eleitos. É qu enão sei se deverei ficar ofendido com a atitude ou com a passividade com que nós povo aceitamos este atropelo á mais elementar liberdade que é a de nos podermos exprimir livremente.

Publicado por Daniel Arruda às 01:38 AM | Comentários (4)

julho 22, 2006

O PS e o salto mortal

Por: Manuel Carvalho

O debate parlamentar sobre o chamado diploma da mobilidade foi bem elucidativo das cambalhotas dos acrobatas socialistas.

O jornal Público trouxe-nos, a 20 de Julho, o salto mortal do PS. Em Novembro de 2002, o PS criticou violentamente as intenções do então executivo acusando-o de querer criar excedentes, questionando o “princípio da dignidade humana”, a “violação do artigo 52º da Constituição”, a passagem de trabalhadores “ao quadro de supranumerários por simples alteração do quadro de pessoal”…

Agora o PS não nos trouxe o resultado das prometidas auditorias, não apresentou um único estudo sobre serviços públicos, sua distribuição e necessidades à escala nacional, sua política orientadora em função das necessidades das pessoas, da correcção das assimetrias regionais ou do despovoamento do interior.

O ministro veio falar em nome da competitividade. Competitividade é o novo nome de um Deus Maior.

O ministro trouxe-nos ainda a reafirmação de que não hesitaria em recorrer ao outsourcing para executar serviços que devem ser feitos por trabalhadores do Estado. Vergonhosamente, demagogicamente, em nome da diminuição de impostos aos contribuintes.

O PS não quer dar só um simples salto mortal, quer dar um duplo salto mortal.

Hoje o PS ultrapassou o PSD e o CDS pela direita. Sócrates, o profeta da nova religião, e os seus obedientes pastores (ou será cordeirinhos?) , impõem uma lei em que os supranumerários, ao fim de um ano, recebem ainda menos do que se fossem despedidos e estivessem no subsídio de desemprego. Assim não vai ser preciso despedi-los, vai vencê-los pela “fome”. Pela “fome” eles serão obrigados a rumar a outras paragens.

Publicado por Troll Urbano às 11:10 AM | Comentários (2)

julho 21, 2006

O Ataque

O PCP intensificou o ataque ao BE, e tem razões para isso.
É necessário e nunca é demais, recordar aos seus militantes, que o BE é um perigo na esquerda portuguesa, não vão eles descuidar a guarda e começarem a perceber o que é verdadeiramente ser de esquerda no século XXI.
Continua este partido sem entender que à esquerda, todos somos poucos para derrotar o avanço do neo-liberalismo e de uma globalização, que em vez de melhorar as condições de vida dos povos, está a tentar tabelar essas mesmas condições pelo mínimo dos mínimos, pretendendo distribuir o que não está nas mãos do capitalismo, ou seja, pretende distribuir um valor aproximado do zero.
José Casavelha, desculpem Casanova (por fora) homem muito experiente nos milagres da multiplicação, contesta no Avante, a entrevista do Francisco Louça ao jornal Expresso, mas espantem-se as almas, não a contesta em termos ideológicos, apenas pretende fazer um jogo de Sudoku , com o total de militantes do BE, cuja revelação e muito bem foi feita na entrevista.
Esqueceu-se (será?), de explicar como é que durante anos apresentou um número de militantes do seu partido com variações de mais um ou menos um, independentemente de ter tido 45 deputados e agora estar reduzido a 12 (é verdade que é uma vitória, já foram 10), o que como todos sabemos corresponde não só à perca de eleitorado mas também de militância, veja-se a festa do Avante que cada vez mais é feita por profissionais com claros resultados na qualidade da mesma, pois o dinheiro não dá para tudo, mas à qual diga-se, apenas faltei uma vez por razões de saúde, na década de 80.
Mas voltemos ao Avante e ao Casanova, quando um ideólogo desta estripe, analisa uma entrevista de um dirigente politico de esuqerda e apenas se debruça sobre os números de militntes, das duas uma, ou o homem não percebeu nada da entrevista, (e isso seria normal pois o marxismo não é dogmático ) ou ficou boquiaberto de admiração com a qualidade da mesma, e só lhe restou jogar com os números.
Mas não nos iludamos, quanto mais justas forem as iniciativas e ou propostas do BE, na assembleia da republica, autarquias, nos sindicatos e nas CTs, maior serão as influencias junto da comunicação social para evitar as suas divulgações e maiores serão os ataques da direita e infelizmente (ou talvez não) do PCP.

PS: Eu sei que esperavam qualquer coisa sobre a selvajaria do ataque sionista ao Líbano, país que pretende seguir uma via independente e tenta ser uma democracia na região e com o qual devemos neste momento estar solidários, mas …que há quem em tudo veja coincidências há.

Publicado por António Chora às 09:56 AM | Comentários (15)

Viagra ou estado de alma?

O blog do comentador politico Pacheco Pereira, sofreu um ataque de piratas informáticos segundo o próprio anunciou.
Ao que parece, a página principal foi substituída por anúncios de Viagra.
Cá para mim, aquilo foi conselho e não ataque. È que o homem anda um pouco “murcho” nos seus comentários políticos, principalmente no que se refere à politica do eng. Sócrates.
È claro que todos sabemos que esse estado físico ou de espírito, se deve a estar o eng. a fazer a politica que ele (Pacheco Pereira) sempre desejou ver o seu PSD fazer tais como:
Ataques desenfreados aos trabalhadores função publica;
Ataques aos serviços públicos para permitir a privatização dos mesmos;
Ataques aos bolsos de todos com o aumento cego do IVA que sendo inicialmente temporário que agora é para manter.
Ataque ás pensões de reforma presente e futuras (presentes com aumento de impostos);
Anúncios de possível participação de forças militares portuguesas em todas as zonas de conflito mundiais (qual anão em bicos de pés);
A verdade é que esta é uma politica neo-liberal que Pacheco Pereira subscreve de todo em todo, mas com o inconveniente de lhe murchar o espírito pelo menos, pois o homem alimenta o ego através dos conselhos de direita que simultaneamente dá aos governos, porque para ele não há governo de direita que baste.
Já agora, que tem a dizer os arautos da desgraça dos nossos serviços públicos, bem como os que se deixaram embalar por eles de que havia funcionários públicos a mais, sobre a revelação de que afinal o total de funcionários públicos é de aproximadamente 580 000 e que tal numero não representa mais de 6% da população e pouco mais de 10% do total de empregados do país?

Publicado por António Chora às 07:49 AM | Comentários (2)

julho 20, 2006

O Avante e o Jornal do Benfica

Hoje estive a ler o Avante em versão papel. Isto é um luxo que só tenho nas férias porque no resto do ano leio a edição on-line e só no fim de semana dou uma vista de olhos á edição de papel. Não me condenem já. Eu também leio o jornal do Benfica à 6ª Feira que por outras palavras que dizer que sou um adepto de jornais tendenciosos. Gosto de os ler. O bem que me faz ao ego ler que o meu Benfica fez uma grande exibição no fim de semana quando e vi exactamente o contrário. Mas não deixa de ser verdade que se ler o artigo da crónica do jogo umas 20 vezes eu já me acredito que aquilo foi verdade e que eu é que estava a ver mal o jogo.
Mas voltando ao Avante desta semana. Para não variar dou uma vista de olhos na diagonal, assim a modos que a elimimar tudo o que diga respeito a organização interna do partido pois dessa nada sei e também não me interessa. Acredito que interesse aos militantes e é para eles que o jornal é feito, pelo menos calculo que sejam estes a maioria dos leitores. Depois numa segunda passagem vou ler os artigos político propriamente ditos, os que têm opinião e substancia. Normalmente não os encontro. Encontro ataques ao PS, muitos deles justificados e ataques ao BE. Só nesta semana foram 4 os que faziam referencia ao Bloco. Eu compreendo. No Jornal do Benfica é a mesma coisa. Tem os artigos para os sócios sobre iniciativas do clube e depois debruça-se sobre os adversários, normalmente Sporting e Porto e normalmente também em ataques mais ou menos injustificados que têm como única missão elevar ao máximo o sentimento de raiva contra os adversários.
Seguindo esta lógica posso concluir que os adversários do PCP são os outros partidos da esquerda tal como os do Benfica são o SCP e o FCP, pois também no Avante não há referencias ao PSD e oa CDS tal como no jornal do Benfica não há referencias ao Estrela da Amadora nem ao Rio Ave.

Eu gosto de quando os clubes ou partidos não se enganam nos adversários. É sinal que fizeram a opção correcta e elegeram os mais fortes como alvos a abater. Por isso defendo que o Benfica considere seriamente o Braga nesta época. Mas isso não obriga a que os adversários tenham a mesma ideia. Se calhar no jornal do Braga o adversário a abater é o Boavista ou o Nacional porque podem ser concorrentes com eles á Europa, da mesma maneira que o Bloco pode achar que os adversários deles são o PSD, o CDS e todos os que promovam políticas de direita.

Enfim, cada um lê o que quer e eu vou continuar a ler estes dois. Não sei se por masoquismo ou mero exercicio de auto-flagelação.

Publicado por Daniel Arruda às 10:08 PM | Comentários (3)

Eles são cada vez mais parecidos

15 meses depois de tomar posse o Executivo PS queixa-se no parlamento da pesada herança deixada pelo executivo PSD-PP.

Será que já vi este filme noutro lado ou é mesmo estupidez natural.

Publicado por Daniel Arruda às 09:00 PM

Lista plural derrota ortodoxia no SINTTAV

Por: Manuel Carvalho

As eleições para a direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Áudio Visuais deram a vitória à lista A, uma lista plural de esquerda, com 75% dos votos. A lista da ortodoxia teve cerca de 25% dos votos e venceu apenas no distrito de Aveiro. Trata-se da segunda derrota da linha Jerónimo de Sousa no movimento sindical.

O SINTTAV, que representa maioritariamente os trabalhadores da PT, tem vindo a crescer através de um esforço de apoio e sindicalização dos trabalhadores das empresas empreiteiras, de call-centers e de trabalho temporário. Empresas onde a exploração é brutal e o emprego de jovens é dominante.

Vários dirigentes deste sindicato têm-se destacado na luta contra a precariedade com resultados positivos conseguindo que muitas centenas de jovens tenham passado de precários a efectivos. Talvez tenha sido este trabalho que propiciou a expressiva vitória.

Acima de tudo é interessante verificar que há sindicalistas, em particular jovens, que têm espírito aberto para enfrentar a luta de classes, que acreditam nos trabalhadores e nas suas energias e que, por fim, não se remetem ao estatuto de “pessoa importante” sentada no seu cadeirão cumprindo [às vezes] burocraticamente o horário sindical. Sindicalistas que entendem o sindicato como órgão dos trabalhadores, que vão aos locais de trabalho e compreendem a importância de apoiar os que – nos locais de trabalho – dão a cara e assumem a luta. Estes serão o futuro do sindicalismo.

Publicado por Troll Urbano às 12:08 AM | Comentários (4)

julho 19, 2006

Um silêncio elucidativo

Neste blog falou-se várias vezes das eleições do SPGL. Porque houve quem tivesse um mau perder terrível e muito pouco democrático.

Depois de dezenas de ameaças, de calúnias, de difamações, parece afinal que a montanha pariu um rato. Não se passou nada, não aconteceu nada e a viola foi metida no saco.

Pessoalmente acho que um pedido público de desculpas de todos aqules que fomentam as divisões quando os resultados não lhes agradam não ficava mal, mas como isso é improvável fico com o silêncio que é bem elucidativo do que se passou. Só espero é que não estejam na sombra a criar um sindicato amarelo como é normal quando perdem umas eleições.

Publicado por Daniel Arruda às 01:16 PM | Comentários (6)

julho 18, 2006

Espero poder acreditar na democracia

Sou considerado por quem me conhece um liberal no que às liberdades diz respeito. Demasiado liberal até, segundo alguns. Se calhar têm razão mas é uma forma de estar.

Mas não consigo aceitar que um partido como o PNVD na Holanda tenha o direito a ser legalizado nuns dados presupostos. Porque a liberdade sendo individual não pode chocar com a do próximo. Defender "a cidadania completa aos 12 anos, o que inclui não só ter relações sexuais como poder votar, jogar, viver sozinho ou usar drogas leves."

Há limites para tudo. Até para a liberdade, neste caso. Mas como acredito na democracia espero que os holandeses dêem uma resposta à altura.

Publicado por Daniel Arruda às 01:05 PM | Comentários (7)

julho 17, 2006

Universidade de Verão do Partido das Esquerdas Europeias.

Como sabem estive em Tavira na Universidade de Verão das esquerdas europeias ou se se quiser do Partidos das Esquerdas Europeias.
Já aqui deixei uma pequena crónica e a Isabel, que em boa hora se junto ao debate no sábado, fez um excelente resumo do debate da Palestina e Israel, que foi juntamente com as questões do Mediterraneo o tema de Domingo, com a presença de um representante do partido curdo turco. Os debates foram variados e vivos. Uma conferência por dia, uma mesa redonda e diversos Workshops sobre as mais diversas temáticas. Democracia no seculo XXI, ligado ás questões de género, imigração, trabalho e sociedade de informação. As relações entra a Europa e o Médio Oriente e o Mediterraneo, ligando a guerra, políticas de imigração e cultura. Ambiente, Constituição europeia, CPI, Estado Social e Rendimento Mínimo Garantido, e muitos outros temas.

Mas o que fica mais desta Universidade de Verão são as experiências que se viveu ou as trocas de experiências, porque se na génese os problemas são idênticos as especificidades de cada país levam a que se tenham de adaptar as soluções de modo diferente. Afinal estavam presentes activistas sindicais Ingleses, Franceses, Alemãos Luxemburgueses, .... e Partidos políticos de toda a Europa. Desde a LCF, aos alemãoes do Die linke, Refundação comunista Italiana.
Esta experiência foi importante porque se ouviram experiencias na 1ª pessoa o que nos levou por vezes a questionar a intrepretação que nos é dada pelos media. Esta situação ficou clara nas conversas por causa do CPI francês.

Já aqui disse noutra posta que estava agradávelmente surpreendido com a média de idades e não só porque demonstra vitalidade mas porque mostra que existe uma esquerda que não está oprimida pelo seu passado mas que o conhece, que o respeita e bebe dele o que se deve, numa clara experiencia empírica sem espartilhos históricos. Porque assim é possível discutir e reinventar Marx sem o desvirtuar. Por fim porque assim se vê que o mundo está entregue, ou poderá estar, a uma nova geração diferente que não quer partir com um passado mas sim fazer as pontes para um novo tempo. O tempo globalizado e para o qual há uma ideia de Alter globalização.

Uma nota para Fausto Bertinoti, presidente (ou chairman se preferirem) do partido das esquerdas europeias. É capaz de fazer melhor. Foi um discurso muito virado para fora. Para a situação da guerra onde aquilo que se diz de manhã pode ser desmentido pelos factos à tarde para ser confirmado de novo à noite. A única desilusão dos trabalhos.

Em resumo posso dizer que foi uma experiência para repetir, pelo que faço questão de estar presente para o ano que vem, só faltando saber onde ela se vai realizar.
Mesmo uma última nota para dizer que saí de Tavira com o ego elevado por saber que faço parte de um projecto que tem uma ideia para a Europa e por consequência para todos os países que a compõem.

Publicado por Daniel Arruda às 04:27 PM | Comentários (6)

Começa bem.

Pedro Nuno Santos, ontem reeleito Secretário Geral da Juventude Socialista admite "alguma precariedade" quando os jovens se iniciam na actividade laboral, mas não aceita o "recurso abusivo aos recibos verdes", impondo, frequentemente, os empregadores esta situação "cinco, seis, sete e nove anos" aos jovens trabalhadores. E para resolver isso, alerta, "não é preciso sequer alterar a lei", basta fazê-la cumprir.

Mas é claro que sim. E é este sujeito deputado. Ele não sabe as leis que aprovou??????????? A lei permite muito mais que isso e infelizmente com esse cumprimento das leis a esmagadora maioria dos jovens em Portugal é precária.
O que fazer, é o novo conceito de esquerda socrática.

Publicado por Daniel Arruda às 12:23 PM | Comentários (1)

julho 15, 2006

Em directo de Tavira

Aqui estou eu em Tavira, aproveitando o facto de os trabalhos hoje começarem ao meio dia com o Almoço. Grande organização. Excelentes debates, especialmente os Workshops em que já participei e de onde destaco o de ontem sobre a precariedade. Uma discussão de nos encher de orgulho.

Mas há um facto que é de louvar nesta Universidade de Verão. A média de idade dos participantes. Atendendo ao facto de toda a Europa estar aqui representada com sindicatos e partidos de esquerda ( que se revêem neste projecto de esquerda europeia) da Grécia, Inglaterra, Áustria, Alemanha, etc, etc, etc e de estarem aqui quadros com responsabilidade nos seus partidos, organizações e sindicatos não esperava uma média de idades tão baixa a rondar os 30/35 anos. Mas deixa-me feliz porque prova a vitalidade do movimento e acima de tudo mostra que é um movimento que pode ser diferente liberto dos espartilhos e dogmas do passado.

Provavelmente quando acabar a minha estada aqui farei uma coisa com mais pés e cabeça e acima de tudo com conteúdo, mas por agora fico-me por aqui pois tão ou mais importante que os debates são as conversas informais. As trocas de experiências e as diferentes visões que se adequirem.

Ah!!!!!!! Isabel. Não te queixes do franguinho. O calor toca a todos.

Publicado por Daniel Arruda às 11:11 AM

julho 14, 2006

Só agora???

Cavaco mostrou-se, esta semana, chocado e envergonhado com os números da violência doméstica em Portugal.
Alguém faz ideia em que País é que Cavaco viveu antes de ser eleito Presidente da República!!??

Publicado por Isabel Faria às 06:13 PM | Comentários (3)

julho 13, 2006

Veio tarde

O PSD foi recauchutar o o Bagão
O único problema do PSD é que agora o patronato já tem um novo e mais útil aliado...o projecto de Sócrates já foi aprovado em sede de Concertação Social pelos representantes patronais e claro pela "central sindical que assina tudo o que os Governos querem".
O PSD ainda não se deve ter convencido que com este PS no Governo tem que correr muito...para não ser ultrapassado pela Direita.

Publicado por Isabel Faria às 01:35 PM

O debate da nação

Ontem no debate da nação no parlamento comecei por ouvir José Sócrates. Ouvi 10 min, ouvi 20, ouvi 30 e já que tinha chegado a esse ponto ouvi os 45 min da intervenção. Como até me interesso e normalmente gosto de ver estes debates continuei a ouvir as intervenções de todos os partidos, até dos Verdes. E ouvi as respostas do 1º Ministro José Sócrates. Mesmo descontando o facto de á direita não haver oposição, pois foi notória a dificuldade de Marques Mendes e não passou despercebido a ninguém a repetição por 3 vezes de Nuno Melo da expressão " a ser verdade o que vem na comunicação social" o que denota mais que fragilidade, o debate foi fraco pela simples razão de que Sócrates é um mestre da demagogia. Se com as perguntas da direita estava como peixe na água á esquerda não respondeu a praticamente nada preferindo ensaios de retórica, falando muito e nada dizendo. Sempre que era confrontado com uma questão mais difícil refugiava-se e não respondia.

No final fiquei com a sensação de que Sócrates vive noutro país que não o meu. Que no país dele há retoma em vez de crise, há criação de emprego em vez de despedimentos, há investimento em vez de deslocalizações, há confiança em vez de desconfiança, ...
Eu adorava viver no país de Sócrates, mas esse é tão real como o planeta Sarios da série "espaço 1999". Vivo num Portugal com outros 10 milhões de pessoas que não reconhecem o país descrito por Sócrates e numa Europa de muitos milhões onde as desigualdades são cada vez maiores com cada vez mais pobres, mais desempregados, mais excluidos.

Em suma, ele falou, falou, falou. Usou as expressões que gosta como choque tecnológico, simplex, inglês, retoma ... mas no fim nada disse. Mais uma vez perdeu o país. Mas pelos vistos ninguém se importa.

Publicado por Daniel Arruda às 08:08 AM | Comentários (2)

julho 10, 2006

Uma dúvida

Sou eu que tenho andado distraído ou aqueles que em Portugal tanto defenderam a Coreia e o seu regime andam muito calados agora?

Publicado por Daniel Arruda às 06:40 AM | Comentários (1)

julho 09, 2006