setembro 15, 2006

Vou tentar...

perdido.jpg

Tenho um amigo, um grande amigo, que um dia perdeu as duas pernas, num acidente de carro. Desde aí vive (e viver é viver, mesmo) com a ajuda de uma cadeira de rodas.
Lembro-me dos primeiros tempos e das primeiras angústias. Da sensação de vazio que transmitia.Das lágrimas. De o ouvir dizer que não valia a pena continuar. Que não vale a pena viver se não se pode correr, jogar á bola ou, simplesmente, descansar os pés depois de uma jornada longa e dura.
O tempo passou. O meu amigo faz hoje tudo o que faria se um acidente de carro, ali, na ida para a Figueira não lhe tivesse levado as pernas. Encontrou um amor, casou, tem um filho lindo…só não joga à bola nem corre. Nem descansa os pés.
Quando falamos nisso, diz que é feliz. Que se habituou a viver sem aquela parte de si. Se habituou e é feliz. Mas que lhe sente a falta. Todos os dias lhe sente a falta. Tantos anos depois, diz que tem umas saudades enormes do que perdeu. O que me valeu na altura, diz, foi encontrar, cada dia, uma nova coisa que era possível fazer sem elas. Mas, dias houve, noites, sobretudo, em que pensei que sem partes de nós, não vale a pena viver, acrescenta.

Esta manhã, acordei a pensar no meu amigo. A tentar encontrar nas palavras dele a força para continuar. Diferente não significa necessariamente pior, ou nada. Mas, é preciso aprender a fazer, cada dia uma coisa nova, sem aquilo que se perdeu…
Neste momento o Troll é um desafio. O meu amigo é um mestre a jogar xadrez. Esta manhã ao chegar aqui, tive uma vontade enorme de desistir. Ou, pelo menos, dizer que precisava de um tempo. O meu amigo diz que só conseguiu sobreviver porque se agarrou ás memórias das corridas que fez e dos jogos de futebol que jogou…não quero desistir. Mesmo sem uma parte, não quero desistir.
Se conseguir aguentar o Troll, se conseguir voltar a correr, sei que “as pernas” não contam (contavam) assim tanto. Se não conseguir…logo se verá.
Há outros motivos para tentar continuar aqui. O Troll tem aqui muito de mim. Corridas e jogos de bola. As melhores dos últimos tempos. Neste momento, em que a memória teima em ser selectiva, apesar do que issso dói, as melhores, tout court. E o meu amigo diz que a memória é importante…para nos habituarmos a viver com o que perdemos (ou será que ele diz sem o que perdemos?).

Finalmente o Trol é, para mim, e neste momento com as falta de assiduidade dos nossos colegas, uma corrida minha e do Daniel Arruda. Mesmo com a falta que as pernas me fazem, não gostaria de deixar o Daniel a correr sozinho. Nunca faço isso aos meus amigos. Possivelmente vou um bocado coxa e ele vai ter que puxar por mim…mas espero que ele tenha paciência e o faça…
Vou tentar continuar. Voltar ao normal. Mas seguramente vou ter saudades. Daquelas alturas em que as pernas me levavam sempre ao Mar.

Publicado por Isabel Faria às 12:15 PM | Comentários (7)

setembro 11, 2006

Ausencia e explicação

Bem, 2 dias de ausência e o Troll aqui parado. A Isabel ainda tem desculpa. Afinal também está aqui na marcha. E já que estamos aqui a falar de marcha também posso dizer que isto está a correr bem. Animação, boa aceitação e muita alegria. Mas isto junto com os horários da marcha torna difícil postar aqui no Troll. Não que faltem temas. Se a normal vidinha já dá panos para mangas a marcha com as relações pessoais dá muito mais. Eu vou tentando fazer o que posso. Só vos posso dizer que vão passando por aqui a ver se há novidades.
Já agora dizer que estamos aqui em Coimbra depois de vir de Viseu. E que o dia de hoje correu particularmente bem. Mas isso se quiserem podem sempre ir ver ao portal oficial da marcha. www.esquerda.net. Vejam os vídeos, as entrevistas e os textos. Vale a pena e dá para ter uma ideia.

Publicado por Daniel Arruda às 10:22 AM

setembro 07, 2006

De volta?

Em contacto do Departamento Técnico do AEIOU, foi-me ontem assegurado que os problemas principais do Troll deverão estar ultrapassados.
Tal como lá fora, há uma quantidade de coisas que nunca levamos para a casa de férias mas que, aos poucos, descobrimos que nos fazem falta...ou é o micro-ondas, ou a mão de lavar as costas...
Para além disso, nunca conseguimos arranjar um sofá onde encaixemos tão bem e dê para dormir uma soneca igual ao da casa a sério. Aquilo já tem mesmo o buraco feito ao nosso tamanho...
Daí...
A gerência desta casa decidiu:
Dar uma nova oportunidade ao Sofá que já tem o buraco...
Deixar aqui ao lado ficar um link directo para a casa de campo...sempre que descobrirmos que não podemos entrar nesta, basta clicarem e lá estaremos à vossa espera...
Que não iremos aguentar uma nova situação como a que se viveu nestes dias...se tal voltar a acontecer não mudaremos para a casa de campo, vendemos esta e a casa de campo será, definitivamente, a casa. Para lá levaremos o sofá e havemos de conseguir passar sem mão para lavar as costas...
Pedir-vos que sempre que tenham dficuladades em comentar ou em aceder ao Troll nos avisem por Email. É um favor que muito agradecemos. Sobretudo nos próximos dias em que talvez venhamos aqui menos vezes ( a militancia assim o obriga...), pode acontecer que não se dê logo pelos problemas, no caso de voltarem...a gente agardece-vos, emprestando o micro-ondas, em caso de necessidade.
Obragado. A todos. Toca a postar. E a comentar.

Publicado por Isabel Faria às 11:48 AM | Comentários (2)

setembro 04, 2006

Teremos mesmo que mudar de casa???

Não faço ideia se este post vai entrar. Daí ser pequeno e apenas para que fique o essencial...
Depois de uma semana de problemas na Weblog, o Troll voltou a ser o único em que os problemas se mantêm. Não entendemos. Dezenas de vezes demos conta deste facto, o de nunca estarmos sem qualquer problema, nos últimos meses e dezenas de vezes nos foi dito que seriam solucionados.
Esta tarde, fui contactada por telefone pelo Departamento Técnico da AEIOU. Foi-me prometida uma solução (ou ,pelo menos, uma explicação) para o dia de amanhã. Prometi que esperariamos.
Entretanto, e com a ajuda de um amigo, estamos a tentar montar outra casa...tipo casa de campo ou assim...
Disse esta tarde à pessoa que me contactou e mantenho. Sinto-me aqui em casa. Mas para isso preciso de poder entrar nela. Quando quiser. Como quiser. E abri-la aos meus amigos. Sei que esta opinião é também a do meu "principal" ( e único contactável...) parceiro aqui da assoalhada...vamos esperar até amanhã, ao fim do dia. Depois, com cadeiras de plástico, mesas a fingir, fogareiros de dois bicos...ou apenas de saco cama, mudaremos para a casa nova. De lágrimazita ao canto do olho, mas com o consolo de que a eutanásia às vezes é um dever.
Obrigado pela paciência. desculpem o resto. Se não aqui, contaremos convosco na casa de campo.
Vamos tentar que fique bonita...e que redescubramos o prazer de nela estar.

Publicado por Isabel Faria às 09:24 PM | Comentários (10)

Não sei se sentem...

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Não sei se sentem medo. Se sentem dor. Se se sentem inseguras. Se se sentem livres.Se sentem saudades. Se se sentem perdidas. Ou confiantes. Se sentem alegria. Ou loucura. Se se sentem inteiras. Se sentem que lhes falta o ar. E que o Mar lhes traz o ar. Não sei se precisam de palavras. Se sabem que podem passar sem elas. Não sei se as palavras lhes enchem dias. E tapam até o Sol abrasador como se de árvore frondosa se tratasse.
Não sei que sentem. nem se sentem.
Eu só me sinto assim, coral, estrela do mar, rocha, peixe, dentro de ti. E sinto-me o resto, o que não sei se elas se sentem. Insegura, alegre, perdida, forte, livre, com medo, pássaro, confiante, louca, criança, inteira, pequenina, mulher...

Publicado por Isabel Faria às 12:05 AM | Comentários (3)

setembro 02, 2006

SMS 2

Isabel
Podias colocar um post a dizer que não vou estar a ver os passarinhos , mas vou estar fora até à noite?
Obrigado.
Isabel

Já tá. Não quero que me falte nada, mesmo que não tenha passarinhos pra ver.

Publicado por Isabel Faria às 12:28 PM | Comentários (1)

SMS 1

Isabel
Esqueci-me de deixar uma posta a dizer que vou estar fora até Segunda-Feira. No campo, a ver os passarinhos. Podias escrever isso por mim?
Obrigado
Daniel

Tá feito. Não quero que te falte nada. Bom fim-de-semana. Trata bem os passarinhos.

Publicado por Isabel Faria às 12:17 PM | Comentários (1)

agosto 31, 2006

Saudades

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Tenho saudades de quando me sentavas ao teu colo e me lias o Barranco de Cegos. E a tua voz me levava ao futuro.
Tenho saudades de quando ralhavas comigo por eu comer a massa toda das bolachas de manteiga e, ainda por cima, em vez de redondas, saírem quadradas ou aos bicos. E, mesmo tortas, serem as melhores bolachas de todos os tempos.
Tenho saudades do cheiro a arroz de forno e a frango corado na casa da avó.
Tenho saudades de procurar amendoins mal encarados no bolso do casaco do avô e achar que era os melhores amendoins do mundo.
Tenho saudades de ver as ervas brancas da geada da manhã. E de comer as bolas de Berlim das latas verdes e azuis da Nazaré.
Tenho saudades quando uma chuva enorme de estrelas te trouxe para mim. Tenho saudades de quando fui perdendo as saudades de ti.
Tenho saudades de te sentir cá dentro…e dos pontapés e das noites em que a barriga não cabia na cama.
Tenho saudades do teu sorriso. E da tua voz. E da bola com que andavas metros inteiros. Até das cólicas que não me deixavam dormir, noites e noites.
Tenho saudades de olhar o espelho e não descobrir estas pregas parvas e embirrantes. E as riscas.
Tenho saudades de me lembrar de que cor era o meu cabelo, antes de concluir que não curto branco.
Tenho saudades de quando te toquei na mão, naquela noite no Bairro Alto e me puseste a mão sobre o ombro, à saída. Não tenho saudades das saudades que tinha de sentir uma mão no ombro.
Tenho saudades das noites inteiras sem dormir enquanto durou a viagem de finalistas do 5º ano.
Tenho saudades de não me esquecer dos aniversários e de não passar a vida à procura dos papéis que de certezinha mesmo ontem tinham ficado naquele lugar.
Tenho saudades de me sentar ao fresco no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares do chato do meu pai.
Tenho saudades de me sentar ao fresco, no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares da chata da minha mãe.
Tenho saudades de te ver chegar a casa, da janela, quando vens da escola. E de te ver sair quando partes. E de, quem sabe, teres mesmo que vender umas sandocas para ajudar a pagar a estadia no Porto, que o curso de Astronomia teima em ficar-se pelas margens do Douro.
Tenho saudades de olhar o espelho e ver mais umas tantas preguitas (se não for assim, itas, acaba, mesmo, por meter psicanalista…) e decidir pela enésima vez que é desta que vou para o ginásio.
Tenho saudades de voltar a sentir a tua mão na minha pele. E a minha na tua. E a tua boca. E o teu cheiro.

Ok, por enquanto as do futuro ainda contrabalançam. Bora aí esquecer as pregas (consegui!!! sem itas!!!).

Tinha saudades de escrever...

Publicado por Isabel Faria às 11:10 PM | Comentários (3)

Será???????

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Não me apetece fazer um post. Até porque ainda nem acredito que vá entrar...E depois tinha que ser um post de ressaca e muita, muita neura...e algum (sou uma comedidazinha) mau feitio...gosto de dar sempre segundas, terceiras, quartas...ok, sou uma mãos largas a dar oportunidades...
Peço desculpa em nome do Troll a todos os nossos amigos e comentadores (quem não gosta de nós também está incluído...), apesar de não termos nem responsabilidade nem meios de contrariar este apagão...obrigado a todos os que nos enviaram Emails (desculpem a falta de tempo em responder pessoalmente a todos...), a perguntar se estavamos vivos...estamos, um cadito fulos mas vivos.. .pode ser que logo volte. É uma questão de mais uma água das pedras....

Publicado por Isabel Faria às 06:04 PM | Comentários (5)

agosto 26, 2006

Etiquetas

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Às vezes olhamos para pessoas e não sentimos empatia. Vimo-las durante muito tempo, regularmente, mas a empatia que não se cria, até nos faz nunca lembrar o nome. Normalmente não nos fala e colamos-lhe a etiqueta de antipático. Depois, habitualmente, temos uma quantidade de pontos de vista diferentes sobre uma quantidade de coisas. As vezes em que chegámos à fala, foi para discutir essas divergências. Calha até, termos o azar dessas pessoas, com as quais não criámos empatia e que nunca nos lembramos o nome, terem uma forma de discutir pontos de vista que nos chateia. Pomos-lhe a etiqueta de sectários.
Encontramo-nos ao principio da noite. Temos uma tarefa pela frente. Criamos uma equipa a dois para a executar. E seguimos. Logo em Entrecampos, cai a primeira etiqueta. não fazemos ideia como, possivelmente foi uma palavra ou um gesto que a descolou.
Depois, à medida que descemos a Cinco de Outubro, falamos de cinema e de livros, contamos-lhe coisas de um passado que só conhece pelas histórias que dele ouviu ( ter um ano no 25 de Abril tem destes inconvenientes), falamos de coisas tão diferentes até chegar ao Saldanha, que, ali mesmo na esquina com a Praia da Vitória, há muito que a outra etiqueta ficou, algures, perdida… na próxima discussão, vamos continuar a levantar a voz, quem sabe bater na mesa, mas de certeza que não seremos capazes de encolher os ombros… e durante umas horas ficamos a pensar nas pessoas que nunca verdadeiramente conhecemos por não termos tempo nem vontade de confirmar que muitas etiquetas se descolam milagrosamente se tivermos tempo para as descobrir.
Não te imaginava nada assim…
Nem eu…
As etiquetas eram, portanto, mútuas.

Publicado por Isabel Faria às 01:31 AM | Comentários (2)

agosto 25, 2006

Dias-a-dias

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Coisas do dia a dia...faits divers...quotidiano...sei lá. Umas notas, para fazer jus à fama que vocês até sabem o que é o meu jantar...(com alguns conselhos de borla a acompanhar...)

A tal com conselho em anexo:
Nunca, mas por nunca ser, usem a transferência bancária para pagar as vossas facturas. Sobretudo da TV Cabo. Há milhares de caixinhas MB por ai espalhadas e aquela treta dos clones até já foi descoberta e os clientes reembolsados.
No dia 31 de Julho quando voltei de férias, tinha uma factura de 266.13€ da TV Cabo para pagar. Tive que me agarrar à mesa para não me dar uma coisinha má...depois de muito pensar concluí que aquilo só podia ser erro. Até pago por transferência bancária, pensei. Contactei os senhores. Ah, desculpe. Foi erro informático. Claro que não lhe vamos debitar essa quantia.
Dia 8 de Agosto o banco paga 266.13€ Euros à TV Cabo.
Dia 9 de Agosto, telefono aos senhores. Ah, desculpe vamos já tratar do assunto. Amanhã contactamos para confirmar que está tudo ok...mas ok, como?...ok...pronto. Fiquei à espera.
Dia 11 de Agosto. Até agora ninguém ligou...mas qual é o problema? Ah, mas não está cá nada...vai seguir para o nosso departamento financeiro, com carácter de urgência.
Dia 15 de Agosto, aproveitando o feriado, estamos a tratar disso. Alguém a vai contactar. Mas para quê? Alguém a vai contactar. Alguma impaciência na voz.
Dia 18 de Agosto, vou passar aos assuntos urgentes, que têm que ser tratados hoje. Fique descansada. O meu nome é S e vou ficar encarregue do seu caso. Amanhã contacto-a a fazer o ponto da situação.
Dia 22 de Agosto, está aqui escrito que a TV Cabo vai usar este avanço para as próximas facturas... QUÊÊÊÊ??? Pois, assim nos próximos sete meses não precisa de pagar...Nem pense. A TV Cabo não vai ficar com os meus 207 Euros. Quero o meu dinheitro na minha conta até ao final do mês ou meto-vos em tribunal. Ah, espere, só um bocadinho...afinal, está aqui escrito que lhe foi enviada uma carta para a Sra. assinar e para receber um cheque para depois ir receber...deve receber amanhã...amanhã é Sábado...ah, pois...Segunda Feira. Ok.
Segunda Feira, conto o resto.

A da necessidade urgente de ajuda médica:
Trouxe-te uma prenda das férias. Vens cá buscar quando? A falta de tempo foi adiando. Ontem à noite. Olha dá para passar lá hoje? Claro que dá...
Vou ali buscar. Espero que gostes. Está aqui no armário da confusão (um deles, há mais uns tantos, mas são especializados em papeis e assim, aquele é o único, abrangente...). Alguém sabe da prenda, faxavor? Já corri a casa toda. Aquilo é grande. Está embrulhado num papel cheio de cores vivas. Falta-me o Bono. Há uns tempos que o gajo anda mesmo com ar de porteiro.

A da admiração
Tive que tratar de um assunto relacionado com o Parque de estacionamento aqui ao lado da empresa. Ligo o telefone e atende-me uma voz clara com o sotaque característico das linguas de Leste.
No meio da perguntas, surge a resposta: Sim, sim, sim, está à vontade...
Um pouco mais tarde: então não?
Antes de terminar: bom fim-de-semana, cá a espero na Segunda-Feira para tratar da papelada toda.
Não resisti. Há quanto tempo está em Portugal. Há 11 meses. Vim em Setembro do ano passado...
É impressionante. O tom é girissimo, e a forma como se aprendem expressões idiomáticas, como se conjuga correctamente os verbos, como se usa a frase certa com a entoação certa (aquela do sim, sim, sim, só ouvida) no momento certo, deixa-me encantada. Lembrar-me que tenho uma chefe que nasceu nos EUA e ainda não sabe falar português e está cá há 15 anos...ou que tive uma Directora alemã que esteve cá 10 e que nunca falou uma palavra de português...
Não é só uma questão de necessidade, creio. É também de cultura.

Publicado por Isabel Faria às 02:13 PM | Comentários (4)

agosto 24, 2006

Happines

Há dias em que não me apetece falar de coisas tristes. Apetecia-me falar do último reforço dos Golfinhos Roazes do Sado. O Tongas, que nasceu anteontem à noite. Apetecia-me dizer quão lindo é o sado, especialmente quando olhamos e vemos golfinhos a brincarem. Não o vou fazer porque me vou lembrar do que querem fazer a Troia e que com isso há o risco do Tonga, o mais novo da colónia ter uma vida realmente curta.
Apetecia-me falar do nascer do sol que vejo quando venho para o trabalho. Aquele vermelho vivo que o sol tem quando acorda cheio de pujança e vitalidade mas também não o vou fazer porque me lembro que ele queima e mata porque andamos há anos a estragar o planeta e agora não pdemos disfrutar do Sol na plenitude, porque a camada do ozono está muito fina.
Apetecia-me reviver aquelas manhãs que acordei com os sons dos pássaros que estavam na árvore cujos ramos quase me entravam pelo quarto, apetecia-me falar do futebol, do meu clube, da beleza de uma mariscada na praia, enfim da beleza do mundo e da vida. Porque se há dias em que acordamos e nada faz sentido, já nos levantamos chateados e sem vontade de fazer nada há dias em que as coisas começam a fazer sentido outra vez. Em que perdemos dúvidas e ganhamos certezas. Hoje é daqueles dias em que me apetecia falar das coisas bonitas da vida, porque hoje é dos dias em que as coisas fazem sentido. Quem sabe se amanhã continuarão a fazer. esperamos que sim. Ansiamos que sim. Desejamos que sim, mas será que sabemos o dia de amanhã. De há muito tempo que aprendi a viver um dia de cada vez. A não suspirar pelas férias, pelo fim de semana, pelo fim do més, pelo fim do dia, ou simplesmente pelo momento de estar com quem gosto. Todos os momentos na vida têm de ter algo de bom há que viver. Amanhã pode ser mau ou pode nem haver amanhã.
Hoje sinto-me bem. Queria partilha-lo porque qual o sentido da felicidade se não a partilharmos.

PS: Sei que este tipo de postas são da responsabilidade da Isabel aqui no Troll mas se ela pode escrever sobre Futebol também posso fazer postas destas.

Publicado por Daniel Arruda às 01:27 PM | Comentários (7)

agosto 23, 2006

Magia

Desculpem os David Coperfiel ou os Luis de Matos deste planeta mas para mim isto é que é um espectáculo de magia.
Sim Senhor. Arte e espectáculo. Fazer desaparecer comboios? Torre Eiffel? Passar a muralha da China? Nã. Tudo ultrapassado. Eu queria ver os tipos que se dizem de magicos fazerem disto.

Publicado por Daniel Arruda às 02:24 PM | Comentários (4)

agosto 21, 2006

Tem que ser...

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Desculpem, mas eu hoje estou tão cansadinha, trabalhei tanto, cóitadinha, que está mesmo na hora...
Só queria saber, para ir dormir com os anjinhos (deixem-se de bocas foleiras, que há coisas piores...) se fico bem com este penteado? E se curtem a gola. Então, amanhã a gente vê-se...eu prometo que conto o que é que vou fazer à tarde...se vocês me prometerem que não se convencem que me passei de vez...

Publicado por Isabel Faria às 09:38 PM | Comentários (3)

agosto 20, 2006

Legenda de foto

loniless.jpg

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Moraes, Precisa-se de um amigo

Publicado por Isabel Faria às 09:25 PM | Comentários (8)

Hoje acordei assim...

hoje acordei assim.jpg

Não tenho nada para dizer. Não me apetece ouvir o que têm para me dizer. Não me apetece ver o que não quero ver.
Nota: Isto não tem a ver com o fim-de-semana. Agrava-se no fim-de-semana, porque durante a semana não tenho tempo para pensar...no que vejo e não quero ver, no que não vejo e queria ver, no que ouço e não me apetece nada ouvir, no que não ouço e adoraria ouvir. E que não tenho nada para dizer...
Por isso, durante a semana, porque não tenho tempo para pensar, vou-me convencendo que não vejo (ou que vejo?), que não ouço (ou que ouço?) e que falo ( e me ouvem)...mas é só porque duramte a semana tenho essa dádiva suprema: passam-se dias em que não tenho tempo para pensar.

Publicado por Isabel Faria às 11:58 AM

agosto 19, 2006

Entre a espiral e o labirinto, escolho o quê?

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Ali em baixo, o Chico Zé, lançava-me o desafio…da verdade. O Troll não é um Blog sobre filosofia, mas nada nos impede de…filosofar. Dizia. Concordo. Não é, no entanto, uma tarefa que se faça de ânimo leve, esta. Requer que se escolham as palavras e se clarifiquem as ideias. O nosso conceito de verdade, a importância que damos à sua procura, talvez a mágoa de a julgarmos e sentirmos inatingível, torna fácil a desculpa que é uma tarefa demasiado hérculea, para ser tomada em mãos num Blog. Seja ele qual for. E talvez a ideia de Blog, mesmo, algo que se digere de imediato, algo que nasce do imediatismo do passado, da importância absoluta do presente e que assume a sua total incompatibilidade com o futuro, tornando-se obsoleto, velho, desactual no minuto a seguir, torne a dissertação sobre a verdade, algo não só trabalhoso, como, essencialmente, incompatível. Ou inútil?
Para tornar isto compatível com um Blog (ou com este Blog?), talvez a única safa, e porque sempre a mim me agarro como muleta, seja para falar de vida, de medo, de paixão, de dúvidas, seja também ousar fazê-lo para falar de verdade.

Creio que cresci, sem mesmo de isso me dar conta, imbuída naquele conceito existencialista, que a única verdade é o estado passageiro da nossa passagem por aqui, de que a nossa passagem é sempre angustiante dada a inevitabilidade da única certeza, a da morte iminente, desde o dia, em que, pela primeira vez, espreitamos o olhar enternecido, assustado ou inebriado da nossa mãe. Quando se cresce, mesmo inadvertidamente e quem sabe se contra a própria vontade (sempre tive momentos em que me questionei se a fé na não inevitabilidade do fim, não seria uma muleta muito mais airosa, do que a angústia que essa inevitabilidade provoca, sem nunca ter conseguido, em momento algum da minha existência, a ela recorrer), é inevitável continuar nesse caminho e ser-se levado também à “verdade” da inexistência de alguém que cá nos trouxe. Por sua exclusiva e egoísta ou altruísta vontade. O não ter tido quem tivesse tomado em suas mãos a responsabilidade de me ter colocado aqui, dá-me um trabalhão enorme. Deixa-me sozinha para tomar as minhas decisões, fazer as opções e, mais e pior do que isso, retira-me desculpas e almofada, para ajudar a suportar a dureza da parede cada vez que nela bato com a cabeça.
Creio que é aqui, para ajudar nesta difícil tarefa de me aguentar sozinha e de aceitar que sou a única responsável das asneiras que faço, que me surge a “verdade” dos princípios.
Fazer da minha passagem por aqui, da forma como passo e das pessoas que procuro para comigo percorrerem o caminho, procurando ser fiel a princípios, que são a minha única aproximação de verdades, é a minha única safa. Qualquer outra será incompatível com este maldito defeito cartesiano (?), que me leva a duvidar de tudo e, sobretudo, de mim. Sistemática. Teimosa e dolorosamente.
Há uns anos, num momento trágico da minha vida, algumas vezes me questionava se estava a ser fiel a alguns princípios “sagrados”. O de que a passagem por aqui tem que ser uma passagem de busca da felicidade, do bem-estar. Aqui e agora. E o meu dever de me incluir nesse bem-estar e nessa felicidade. Aos poucos reentrei nesse, que considero, meu direito inalianável. E fui reaprendendo a suportar a angústia do fim. Que fui tentando tornar suportável. Aliás, a certeza dessa inevitabilidade, quando conseguimos que se torne suportável, dá-nos uma premência de procura da felicidade e do bem-estar aqui e agora, que nos impede de aguardar, de não lutar por os alcançar. E esse direito à procura diária da felicidade, apesar da angústia de a saber sempre inatingível e passageira, tornou-se o bocadinho da verdade, a que penso me ter tornado merecedora.
Possivelmente, um dia, terei direito a mais qualquer coisita dela. Dessa “megera”, como dizia o Chico Zé, lá mais em baixo. Terei, é essa a minha mais intima convicção, de trabalhar para a merecer. Mas, então como agora, será apenas e sempre um pedaço maior ou menor da minha verdade. Fazendo jus à importância dos princípios de que não abdico, nunca a verei como a verdade. Apenas como a minha verdade. Desta incapacidade não me creio nem com capacidade nem com vontade de algum dia me libertar. Se há algo que considero incompatível com verdade (quase tanto como discuti-la num Blog…) é a sua junção ao imperativo do verbo tomar. Toma-a, nunca.
Será sempre a minha maior incompatibilidade com a verdade. O julgar-me detentora (merecedora, talvez um dia, quem sabe…) dela.

Notas finais: Quando acabei de escrever estas linhas, tive três pensamentos. O primeiro, não era de nada disto que o Chico Zé falava e não sei porque carga de água, me deu para esta tentativa caseira de "filosofar" (claro que com aspas)
O segundo, dar razão a quantos me chamam superficial. Ter veleidades de escrever sobre estes assuntos, num intervalo de um fim de almoço e de uma saída com amigos, num Sábado à tarde, manifesta, pelo menos, uma dose razoável de leviandade...mas, paciência. A "verdade" é que já não me apetece muito mudar...e o tempo impediu-me de ir à praia, como previsto.
O último foi: isto é um post enorme, para além de lhe fazeres uma entrada alrgada, deverias encontrar uma fotografia, que o tornasse mais...airoso. Pois...uma fotografia para "a verdade". Entre a espiral e o labirinto, a "megera" não me permite escolher. Ficam as duas, portanto. Ou seja, mais uma prova que não sou mesmo capaz de ter certezas...nem uminha, para ilustrar um parvo dum post.

labirinto.jpg

Publicado por Isabel Faria às 04:23 PM | Comentários (2)

agosto 18, 2006

Haverá algum xarope ou comprimido?

Há alguns tipo atitudes que me fazem passar da cabeça. Ok, quando são atitudes, isoladas que alguém num dia mau tem, ou que me encontram num dia mau e eu faço uma tempestade...grito, faço birra, estrabucho, encolho os ombros e vou-me embora (o mais habitual) ou, na pior das hipóteses, faço algumas coisas que a seguir me ficam aqui a moer, uma quantidade de tempo, a moer de remorso e de vergonha, mesmo...como aconteceu ontem. Mas não é disso que me apetece falar...
Mas há casos em que não são atitudes. São formas de estar. É feitio, mesmo..
Não suporto pessoas que não me olham quando falam comigo ou quando eu lhes falo. Que me obrigam a parar dezenas de vezes para confirmar se me estão a ouvir, que me obrigam, mesmo, a perguntar se me estão a ouvir, falo e estão a olhar para o monitor, ou para a janela, ou para a folha A4, ou para a omeleta ou para antes de ontem...acho de uma falta de cortesia, de educação e sobretudo de uma frieza que me enerva e me dá vontade de acabar não aquela, mas todas as conversas...
Para além deste mau feitio que me faz passar das estribeiras quando tenho a sensação que me estão claramente a mostrar que estou a falar para as paredes, estou cada vez mais intolerante com a mentira. A sério. Não suporto a sensação que me tomam por parva...e depois não suporto a sensação que a mentira pode ser uma doença. Acho que há pessoas que já nem mentem, que elas próprias se convencem que estão a dizer a verdade, a sua verdade passa a ser a verdade...e a gente que pensa que estamos vacinados contra estas pragas, acabamos por nos deixar ir e acabamos por deixar que nos levem na mentira delas...mesmo sabendo, que nos estão a mentir. E para nos libertarmos completamente da teia, vimo-nos à rasquinha...

A propósito de que é que isto vem?
Olhem, tenho tido o azar de nos últimos tempos conviver com pessoas assim. De uma e outra espécie. Felizmente nenhuma tem a falta de gosto de ter as duas coisas ao mesmo tempo...mentir-me sem olhar para mim. Seria o fim da macacada.
Mas apetecia-me mandá-las dar uma volta ao bilhar grande...as que são assim, por doença ou por gene. Sou uma insensivel. Pronto. Afinal, são umas coitadinhas. Precisam da mentira para viver e têm problemas de pescoço...gostava de ser mais tolerante. Ou de encontrar algum medicamento...assim ajudava-as, tipo boa acção, e desempaavam-me a loja. Alguém conhece?
Ah e depois, já agora ajudem-me a levá-las de ao pé de mim...isto é pior que a tortura do chinês...

Publicado por Isabel Faria às 03:19 PM | Comentários (5)

Fotografia

mudar o pneu2.jpg

Fotografia tirada esta manhã, algures na Margem Sul.

Publicado por Isabel Faria às 10:00 AM | Comentários (4)

Um início de dia infernal

Terror

Não sei se já alguém passou pela experiencia de mudar um pneu logo de manhã a caminho do trabalho. Ainda por cima num dia de chuva. Pois foi o que me aconteceu logo pela manhã. 6.45 da manhã , vinha eu descansado para trabalhar quando um sujeito entra na via pela esquerda. Nada de mal, ele tinha montes de espaço para entrar e não estorvar ninguém, se tivesse acelarado um bocadinho, coisa que não fez e assim quando dei por mim estava na traseira dele. O instinto faz com que nos desviemos e eu fui para cima do passeio. Não bati em ninguém mas a jante e o pneu foram à vida.
Com a chuva que estava não lembrava nem ao diabo mudar o pneu pelo que arrastei (é este mesmo o termo) o carro até uma bomba de gasolina para poder estar debaixo de um telheiro.
Mas sabem o que me irritou mais? Foi o ar das pessoas que iam à bomba a olharem com aquele ar de gozo "olha para este, tá fo.....".
Agora só posso esperar que o resto do dia corra melhor que o início mas uma valente telha já ninguém me tira. Tou pior que estragado.

Publicado por Daniel Arruda às 08:19 AM | Comentários (2)

agosto 17, 2006

Uma coisa para descontrair

Hoje deixo-vos com uma gracinha. Isto só de falar de coisas sérias também não dá com nada.

Espero que gostem. Eu achei-os giros.

Publicado por Daniel Arruda às 01:33 PM | Comentários (6)

agosto 16, 2006

...e post assim...

mar15.jpg
Foto: Mirabela Saru

Não sei há quantos anos deixei de me preocupar em definir o que sinto. Quando era novinha, sim. Aquelas dissertações se era paixão, amor, atracção, se era passageiro ou para a vida (confesso que quando era novinha, era sempre para a vida...), ocupavam-me horas. Lembro-me que antes de adormecer, a minha cama era uma autêntica palestra. Entre eu e eu. Às vezes até eu, eu e eu. Creio que chegávamos a ser quatro na cama.
Mas, como escrevi ali atrás, com o tempo comecei a adormecer sem “palestrar” comigo .Sobre nomes de coisas. E deixei de me preocupar em lhes dar nomes, mesmo. Quando muito, faço uma lista onde meto as sensações todas. E guardo, bem guardadinha para um dia, quando voltar a apetecer-me baptizá-las, ou tiver insónias, mostrar a algum entendido e perguntar, então vá lá, isto é (era) o quê?

Se me pedisses e eu pudesse dava-te o Mundo. Não posso, mas eu sei que tu sabes que eu te daria o Mundo. Se pudesse.
Quando as coisas ficam pretas, quando o Sol se esconde, quando preciso de um ombro, é em ti que penso.
Quando quero o Mundo, mas sei que apenas me podes dar uma palavra, ou mesmo que não possas, continuo a querer o mundo a a ficar apenas com a palavra. Ou mesmo sem ela.
Se me pedirem para definir amigo, penso eu ti. Se me pedirem que pense em ternura, penso naquela moínha que sinto aqui num lugarzito que deve ficar entre o estomago, o coração, a alma e o olhos e que aparece sempre que te toco. Ou mesmo que não te possa tocar.
Se me pedirem que defina prazer, penso no que me dás. Se pedirem que defina desejo, sinto-te.
Se me pedirem que defina vida, falarei em acordar a teu lado. E como basta acordar a teu lado uma manhã, uma tarde ou uma noite, para ela fazer sentido. Adormecer também.
Se me pedirem para te definir...aí, não terei palavras. Que cheguem. Serás, portanto, ainda e sempre o meu Mar. E encantas-me. Muito mais que me encantaste naquela noite em que me esperaste ao fim das escadas. E muito menos que me encantarás amanhã.

Publicado por Isabel Faria às 11:10 AM | Comentários (3)

Pedido de desculpas para escrever posts assim...

Colegas, desculpem usar o Troll para isto. E leitores, comentadores e amigos que por aqui passam, também. Eu prometo que se não se zangarem muito, eu, de vez em quando, também escrevo sobre o Líbano, o Sócrates (brr), até sobre o Bush (brrr, brrr). Mas por favor deixem-ne usar o Troll para mandar umas cartas. E para falar no Bono. E na Lua. E no jantar. Senão eu fico triste. E triste sou uma chata do caraças...

Publicado por Isabel Faria às 11:01 AM | Comentários (9)

agosto 14, 2006

Vou ver o Fu e mais o Ho

Quando o meu filho nasceu, muitas vezes, sentia falta de ter com quem partilhar os medos. Assim, altas horas da madrugada, quando, de repente, por uns minutos ele parecia ter parado de respirar…abanava-o docemente ( o docemente sou eu a dizer...o medo era tanto que não tenho nada a certeza que fosse docemente...) e já sabia. O João Pedro, que só tinha um sono pesado durante o dia, acordava de imediato. Eu tinha uma noite sem dormir pela frente, mas ele respirava…o não dormir não era assim tão importante.
Um dia tinha lido, numa das dezenas de livros e de revistas que me ensinavam que aos dois meses levantavam a cabeça, aos quatro faziam isto e aos quatro e duas semanas aquilo, um artigo sobre o sindroma da morte súbita…e o João Pedro nunca mais pôde dormir uma noite descansado, sem um abanão pelo meio. Nessas alturas, creio que teria sabido muito bem ter alguém que me ajudasse a dar o abanão…tipo dividir o resultado do dito, mesmo. E nada tinha a ver com partilhar a noite sem dormir…era mesmo só para aguentar os segundos até o abanão resultar…
Depois, ao longo dos anos, essa necessidade foi-se atenuando. Aprendeu a andar, a ficar em casa sozinho, a ir para a escola de autocarro…cada primeira vez era sempre um drama, as outras todas a seguir uma dramazinho mais miniatura, mas, a necessidade de partilhar isso, de pedir conselhos ou, apenas, que me ouvissem, atenuou-se de tal maneira que pensei mesmo que me tinha tornado autosuficientemente mãe.
O pior é agora. Usando uma linguagem popular, agora é que porca torce o rabo.
Passados estes anos todos, quem é que ia imaginar que voltava a precisar que me ajudassem a dar o abanão? E mais grave ainda, quem é que ia imaginar que quem tinha que levar o abanão seria eu?
Não têm sido dias fáceis. Há alturas em que sinto o meu filho ficar longe. Há coisas que deixou de partilhar. Fecha a porta da casa de banho para fazer a barba… Dou comigo a pensar que me trocou pela namorada e a ver-me já naquele papel das anedotas portuguesas em que há sempre uma sogra megera e rezingona que faz a vida negra às pobrezinhas das noras (normalmente é aos genros, mas aqui não dá…). Esta tarde dizia a um amigo que sinto que estou a perder o meu bebé.

Acabámos de ir buscar dois filmes ao clube de vídeo. Olha tu és uma chata, mas ainda bem que não me deixaste lá ficar mais um dia…tá bem que namoro um dia a menos, mas já tinha cá umas saudades duma cama a sério…e de te obrigar a ver um filme de artes marciais…

A pessoa onde ele passou o fim-de-semana, dizia-me, há pouco, ao telefone que o João Pedro era um miúdo tão arrumadinho…tão calmo…tão prestável…tão atento…
Cum caraças eu, às vezes, posso barafustar por ele cá não fazer a cama, e por eu o estar a chamar e não vir a correr…e por não me falar da namorada…e…por ter crescido. Mas uma pessoa gosta sempre de ouvir…já desde o primeiro ano que saía sempre inchada da escola…agora saio inchada do telefonema com a tia da namorada, que parece que já não foi e agora já é...pronto, apenas tenho que me habituar à mudança das fontes de….inchaço.

Nestes dias, difíceis porque tenho teimado em deles fazer um drama quase tão grande como a história do Sindroma da morte súbita e respectivo abanão, tenho sentido o bem que sabe poder colher informações abalizadas sobre o que é ser um puto e ter 16 anos…só conhecia a versão feminina da coisa e, confesso, essa lacuna tem sido das coisas mais complicadas de gerir… talvez nunca seja capaz de dizer como têm sido importantes e quanto me têm ajudado essas “informações”. Sobretudo porque são dadas sempre com aquilo que mais preciso de recuperar. A leveza das coisas simples. Como crescer, é. Ou ter um filho. E criá-lo.
Talvez nunca consiga dizer…Mas se algum dia conseguir terá que ser qualquer coisa como: porra pá, tenho dormido algumas noites à tua pala. E contrariamente àquelas alturas em que mais noite menos noite sem dormir, não vinha mal ao mundo…agora, a idade não perdoa. Cada vez que ouço o que se faz aos 16 anos, quando se é puto e se tem 16 anos…e comparo e sossego com a comparação…é mais uma hora de sono. O que equivale a menos uma ruga…Obrigado. Se algum dia conseguir dizer como me tem (me tens) feito bem, não me posso esquecer de agradecer as rugas…a menos.

Mãe, vens ou não vens???
Yap...

Vou ver um filme que presumo deva ter alguém com um nome Fu ou Ho...para desanuviar, diz ele..Para adormecer, receio eu. Mas seja para o que fõr...cabemos os dois no sofá novo. Viva!!!

Publicado por Isabel Faria às 11:42 PM | Comentários (6)

Sem título

cadeira vazia -.jpg
Foto de Flip Pizlo

Numa cadeira vazia cabe tudo. Cabe a solidão. A esperança. A memória. A partida e a chegada.
Num caminho também.
Na volta, uma cadeira vazia no ínicio de um caminho é apenas uma espera. E se for no fim?

Publicado por Isabel Faria às 10:35 AM | Comentários (5)

agosto 13, 2006

O meu Sábado

Ontem fiz folga do Troll. Mas não se pode dizer que tenha sido um dia muito gratificante…isto é, gratificante foi, porque estive com pessoas de quem gosto muito, almocei bem, jantei bem e depressa e fui ao cinema…bem. O pior foram os pormenores.
Ao almoço com uma amiga (e prima, mas acho que a gente só se lembra disso quando falamos das semelhanças dos ascendentes…), apanhámos um susto do caraças, porque ao meio da conversa em vez de discutirmos o Bloco e a CDU (é o único defeito dela…) ou de falarmos de algo estimulante, como homens, por exemplo, assunto ao qual temos dedicado algumas (muitas) conversas ao longo dos anos, demos por nós a falar das brincadeiras, das manias, das ternurinhas do …Bono e do Romeu. Os nossos gatos. Horas a fio…
Depois de um jantar mais ou menos rápido, porque me atrasei quase uma hora e em que nem deu para conversar com um amigo com quem não falava, assim, ao vivo e a cores, há alguns meses (malditos telemóveis!!!), fui ao King ver os Amantes Regulares. Não gostei. Um filme francês sobre um grupo de jovens estudantes, aspirantes a poetas e a pintores, durante Maio de 68 e no ano de 1969, na ressaca. Soube-me a pouco. O preto e branco dá uma intensidade às imagens que creio não tem correspondência no desenrolar da história. Um filme sobre os vinte anos. E sobre fins. O fim do sonho da Revolução, o fim do primeiro amor. O fim da infância. Tinha tudo para dar um filme muito bonito, mas senti que lhe falta algo…as cenas mais fortes são as cenas de fugas, o ópio está sempre presente, mas as outras, as que falam de vida, acabam por pecar pelo imobilismo e pelo silêncio. Talvez tenha uma ideia errada, que o tempo se encarregou de fantasiar, mas aos vinte anos, acho que os sentimentos têm todos mais cor, do que a que por ali passa. Fica uma ou duas frases giras. Como a de que “O proletariado não quer a Revolução, mas que fazer? Temos que a fazer “malgré” o proletariado”, ou “Os Sindicatos têm mais medo da Revolução que os patrões. Só querem conseguir melhores salários…como se dinheiro tivesse algo a ver com felicidade”, ou uma dissertação engraçadíssima e completamente “Soissantehuitard” sobre as semelhanças entre o Maoísmo e os religiões e fica uns olhares profundos, mas que transmitem uma desesperança que acaba por ser dolorosa.
Ok, não saí convencida
Depois do cinema mais um assustador pormenor. Não nos apeteceu ir beber um copo, como tínhamos combinado (Daniel, ainda não foi ontem que fui ver a Lua ao Agito). Viemos, aqui a casa, beber…uma água. E tal como ao almoço não tínhamos falado de homens o que me parece uma falta de gosto assustadora ou um sintoma de senilidade constrangedor, na “água” passei uma hora e tal a tentar explicar ao meu amigo como funcionam …as mulheres. Pelo ar desesperado e perdido como ele saiu cá de casa, não me parece que tenha conseguido explicar o que quer que seja.
À despedida disse-me, deixa lá, é mesmo melhor voltar a pensar nas aulas e nos putos, nos meus e nos da escola e esquecer que esses seres repelentes existem…os seres repelentes, sou eu e a parte da Humanidade com as mesmas características, note-se. Ficou prometido que nunca mais dou água a alguém que anda a tentar esquecer um ser repelente. Acho que faz uma mistura explosiva. Deve ter a ver com isso a história de não poderem entrar líquidos nos aviôes...

Publicado por Isabel Faria às 11:55 AM | Comentários (2)

agosto 12, 2006

Ai que saudades do Inverno

São quase 22Horas e a mim só me apetecia algo assim

Help

Publicado por Daniel Arruda às 09:23 PM | Comentários (1)

Uma piadinha para o sábado à noite

Dado que estou em clara inferioridade clubistica neste blog aqui vai uma piadinha para descomprimir.

Havia um senhor, já velhinho que toda a vida foi lagarto, doente, como todos os andrades, no seu ódio visceral a todos os outros clubes e especialmente ao Benfica. Deitado na cama e sabendo que ia morrer chamou o seu filho para lhe transmitir umas últimas vontades.
- Filho, quero que vás ao Estádio da Luz e me faças sócio do Benfica e mais. Quero que me compres uma camisola do Glorioso para vestir no meu enterro.
O filho abriu a boca de espanto mas o pai ao ver que ele ia fazer perguntas disse.
- Vai filho, que nao há tempo para perguntas.
O filho lá foi para a Catedral e fez o que o pai lhe tinha pedido, porque não se nega uma última vontade a alguém e muito menos ao pai.
Chegado de novo a casa abeirou-se do pai e disse.
- Aqui está a camisola e o seu cartão de sócio, mas explique-me lá porquê, logo você que toda a vida foi um lagarto ferrenho.
- Filho, não percebes mesmo nada, não vês que assim é mais um Benfiquista que morre para fechar os olhos de seguida.

Publicado por Daniel Arruda às 09:06 PM

Quem liga primeiro, então???

telefone.bmp

Ontem á noite vi um programa da SIC Mulher, Eles por Elas. Este e o Elas por Eles, são dois programas levinhos para ver a um serão em que apeteça ficar em casa. Por uma coincidência engraçada, tinha estado a falar no programa e no tema de ontem, com um amigo, horas antes.
O tema era quem dava o primeiro passo. Quem é que deve ser o primeiro a “ligar”.
Como nestas coisas de relações entre sexos, o cliché pode dar um jeito do caraças, mas não passa disso…e como tenho fama de vir para aqui contar a vida, estive a fazer um esforço de memória para ver se encaixava no dito – uma mulher nunca deve ser a primeira a ligar (esta do ligar, é assim, tipo muleta…deve poder ser enviar um Email ou dizer baza aí, tomar um café, no caso de se trabalhar na secretária ao lado, por exemplo…), e não encaixo. O que me parece mal. Muito mal, mesmo. Mas não encaixo por ter a certeza que fui sempre a primeira a ligar. Nada disso. O problema é outro. Nas relações que me interessaram, naquelas em que ao clic se seguiu uns momentos (uns dias ou uns anos) bem passados, não faço ideia quem foi o primeiro a ligar…a sério. Não chego lá. Nem sei se houve norma…o que se passou a seguir ao telefonema, ao Email ou a baza lá tomar um café, encarregou-se de tornar esse pormenor tão insignificante que não chego lá…nas outras, naquelas que não valeram nada…acho que foram sempre eles que ligaram primeiro e eu que disse tou nem aí…e não foi nada para me armar em difícil ou coisa que o valha. Tou nem aí, porque sem clic, química ou outro nome qualquer não dou primeiro, nem segundo nem 36º passo…e se nalguns (muito poucos) casos, acabei por beber o tal café, penso que foi sempre um café com data certa para acabar …e que ambos o sabiamos.

Como dizia ontem a Alice Vieira no tal programa, o primeiro passo dá-se quando se acha que vale a pena dar. E dá-o aquele que estiver primeiro convicto disso. Ou que tiver o telefone mais à mão…a história de que as mulheres que ligam são mulheres “fáceis” e que os homens não gostam disso e que as que não ligam são difíceis e que os homens “adoram”, só funciona se não houver…química. E funciona para os dois lados. Também nós se não sentimos a força da tal quimica, achamos a "facilidade" deles uma chatice e se sentimos a dita achamos a "facilidade" deles uma benção dos céus. Porque, quando há clic, quimica, atracção, interese, chamem-lhe o que quiserem, fácil ou difícil, não há tempo nem disponibilidade para pensar nisso.
Claro que há o tal medo da rejeição, de que ontem alguém falava. Mas esse medo acompanha-nos em todos os estádios da relação. Aprendemos, com o tempo, que nem sempre os timings coincidem. Que, às vezes, a paixão, o amor, o clic, acaba primeiro num que no outro e que isso dói…mas se isso fosse motivo para nos tolher os passos ( e as palavras) então não fazíamos o primeiro, nem o 100º…ficávamos quietinhos no nosso canto, com medo de nos magoarmos e sem ousar …telefonar. Nem amar.
Como a memória me atraiçoa, só posso dizer que se fui eu que dei o primeiro passo, e mesmo que isso me meta num saco qualquer, estou-me bem borrifando. Os momentos que passei, passo, valem bem qualquer tipo de “etiqueta”.
Se foram os homens, que me permitiram esses momentos, a dá-lo, obrigadinho. O que vos fiquei a dever em prazer e em momentos, horas ou anos…justifica plenamente que tenham tido o telefone à mão antes de mim.
Que me lembre houve uma vez, já a relação ia em muitos momentos, em que fiquei afincadamente à espera que o outro ligasse…a relação terminou pouco tempo depois, apesar dele ter ligado.
Que me lembre, houve algumas vezes em que homens me ligaram e levaram tampa, mas tenho a certeza que eles entenderam desde a primeira vez, que iriam levar tampa…na volta eram persistentes, achavam que eu valia o esforço ou tinham um certa dose de masoquismo.
Ah e já me aconteceu levar tampas…não no primeiro mas num dos outros…porra, se custa. Mas a gente resiste. Aliás, eu acho mesmo que a gente, muito antes da tampa ser vísivel e audível, já a (pres)sente há que tempos…fingimos é que não vimos. Deve ser as alturas, as de pré-tampa, em que assobiamos mais para o lado…a não ser que seja mesmo uma relação muito importante, daquelas que não se quer perder nem morta. Mas aí, meus amigos, quero lá saber se sou a primeira, a segunda ou a única…a luta é a minha profissão.
Dou-me ao luxo de pensar que todos as vezes em que insisti, foi porque o outro merecia que eu insistisse. Creio que é a melhor homenagem que posso fazer aos homens da minha vida. E à minha capacidade em os escolher.

Publicado por Isabel Faria às 11:44 AM | Comentários (5)

agosto 11, 2006

Não percam a Lua

pleine lune.jpg

Afinal decidi sair um pouquinho do casulo. Só para escrever umas linhas.
Estou há duas horas á minha janela ( coincide com a do casulo). Não vi ninguém passar na rua. Ao longe vejo o Castelo. As árvores estão quietas. Mas não parecem tristes com isso. A rua está deserta, mas não parece sózinha. O calor sufoca e faz o Castelo estender-se preguiçoso. E só pode haver uma razão. A Lua. Esta Lua Cheia que se prepara para aparecer por detrás das folhas quietas. Grande. Ontem vi-a, por detrás da Gulbenkien. Amarela, uma Lua que só pode vir do Alentejo. Voltei a vê-la de manhã, branca, em cima do Aqueduto. Aí, branca, mas á mesma enorme.
Vou esperar que ela apareça. Cheia. O luar que me chega diz que mais minuto menos minuto, ela vai chegar.
O Poeta dizia: fazer um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. Se ousasse juntar-me ao poeta: amar um homem e ver a Lua. Esta Lua. Vou esperar que ela chegue à minha janela. Se não for por mim, sei que não vai deixar o Castelo esperar.

A rua continua deserta. Também à espera...ah, e se ousasse ainda juntar algo mais ao poeta: Lisboa.
Mesmo com este calor sufocante não poderia não a respirar. Assim, transpirada..E, como eu, á espera.

Publicado por Isabel Faria às 10:05 PM | Comentários (4)

Tenham paciência...

casulo.jpg

Perdida entre a perspectiva de um fim-de-semana sem o meu filho e a certeza que só se guardar bem guardadinho, tipo tesouro mesmo, o cheiro e o sabor que invade esta tarde a minha casa poderei na Segunda-Feira, transformar-me num bicho da seda forte e grandalhão, não me apetece escrever. Nem ler notícias. Adiei uma ida ao cinema e vou ficar lá dentro, quieta e aconchegadinha (tem ar condicionado…).
Vou pegar num livro policial, levar um CD do Cohen, talvez umas uvas frescas e ficar lá até amanhã. Não quero que nada nem ninguém possa contribuir para dissipar esta brisa…nem mesmo a neura de pensar que vou passar um fim-de-semana sem o João Pedro. E mais, tenho a certeza que só por causa do tal cheiro, na Segunda…ah, já tinha dito. É melhor, então, ir…não me posso esquecer de levar o Telemóvel. Para dizer ao meu filho, porta-te bem, pelo menos cinquenta vezes…e para dizer…obrigado por existires…e por teres deixado a brisa que faz de mim um bicho da seda e peras!!!!! (se o TLM não tocar…eu digo à mesma…ou não se tratasse de uma brisa milagrosa, esta…que leva as palavras para todo o lugar onde eu as quiser fazer chegar…e traz).

Por uma qualquer avaria no sistema, apetece-me terminar este post com um Porra!!! (Para o caso de lá dentro chegar à conclusão onde está a avaria, será melhor levar a chave de parafusos??? E o alicate??? Não me parece...acho que curto a avaria).

Publicado por Isabel Faria às 07:28 PM

agosto 09, 2006

Novas ligações

Apesar de quase sempre muito atrasada, lá vou colocando uns links novos aqui ao lado nas Ligações Perigosas do Troll. Pedindo desculpa pelo atraso, mas apresentando como desculpa que nessas partes técnicas esta coisa é um Blog unipessoal, pois os meus colegas, coxo incluído, são infinitas vezes mais azelhas (e mais preguiçosos) que eu, ontem entraram para a lista o Caderno de Verão, que espero sinceramente não seja só de Verão, porque não me apetece andar sempre a tirar links e vale mesmo a pena uma visita diária e o Ponto sem Nó, da minha alentejana favorita, a Mar.
Aqui ( e ali) ficam, com a promessa que vou tentar ficar mais atenta, ser menos preguiçosa e mais persistente na tentativa de meter os homens da casa a partilhar estes assuntos domésticos, colaborando nas arrumações. Afinal, parece que isto é um Blog de Esquerda...

Publicado por Isabel Faria às 10:45 AM | Comentários (6)

agosto 08, 2006

Olá e Adeus

Não sei se sentiram a minha falta nestes 2 últimos dias mas espero que sim. faz-me bem ao ego. Pois é, mas queria só informar os meus amigos que até 5ª Feira vou estar a escrever pouco.
Porquê?
Estou de braço ao peito. Uma estúpida de uma inflamação no cotovelo, ou burcite, como o médico me disse, impede-me de fazer uma série de coisas e "teclar" é uma delas que isto de andar a "picar milho" só com um dedo não dá com nada. Mas pode ser que apareçam aí umas coisas que deem um posta rápida e curta. O que me conforta é que a casa está bem entregue. Assim que voltar a ter as duas mãos livres vou logo escrever um posta sobre as aventuras de domingo á noite nos centros de saúde do Seixal. Vão adorar. Até lá.

Publicado por Daniel Arruda às 04:21 PM | Comentários (3)

Paris Hilton et moi

Por:Manuel Carvalho

A famosa Paris Hilton declarou que iria estar um ano sem sexo. "Vou beijar, mas nada mais" disse a louraça cheia de papel.

paris hilton.jpg

Se as promessas de Paris forem como as de Sócrates ela vai quebrar a sua promessa. Mas o mal não estará em ela quebrar a promessa. O mal estará em ela quebrar a promessa sem antes me ver.

Alguém tem por aí o e-mail dela? Vou-lhe mandar uma foto minha. É mais ou menos parecida com esta. Belo belíssimo, lindo lindíssimo.

magro.jpg

E já agora, antes a queria a ela do que ao Sócrates! Nesse, não há nada que engrace. Porque será?

Feitios!

Publicado por Troll Urbano às 03:44 PM | Comentários (5)

Obrigado

Há alguns dias que ando para fazer este post. Mas tem passado. Não é que seja muito importante. Passam-se dias em que nem me lembro que existem. Mas...existem. O Troll desde há uns tempos que entrou na lista dos 25 Blogs mais lidos da Weblog. Já uma altura tinhamos lá estado, mas, então, nenhum de nós teve dúvidas que se tratava de uma “anormalidade” qualquer que nos punha com 8000 ou 10000 visistas por dia...
Mas agora que parece que a mania das grandezas passou ao sistema de contagem e depois de uns tempos lá por baixo, entramos nos 25 +. Ontem estivemos no 11º. Segundo este contador com 2795 visitas...
Ok, pode-se não ligar muito a isto...mas uma pessoa quando escreve...curte ser lido. Quando fala, ser ouvido...quando ...ok. Por aí adiante...
Portanto, obrigadinho. Por passarem por aqui. Desculpem se, às vezes, isto anda mais calmito mas o calor, as férias e uns tantos acidentes de percurso assim o obrigam. A gente gosta de vos “sentir” por cá...é por isso que cá continuamos.

11 + (14) * Troll Urbano * 2795 + (2206) (não sei fazer isto ficar com aquele ar...sorry...vocês vêm cá, eu agradeço...mas nada a fazer... continuo azelha!!!!)
Mas se quisrem confirmar está aqui. Com o tal ar que a azelhice não permite colocar aqui.

Publicado por Isabel Faria às 01:14 PM | Comentários (3)

Há dias assim...

Quando isto está mau, nada como o Álvaro de Campos ou o Bernardo Soares...para ficar pior. Bem hajam.

cansaço1.jpg

Não: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho

Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM

agosto 06, 2006

Onde anda a minha mala???

Alguém me pode faxavor informar se hoje é Sexta Feira. dia 13 dum raio de um mês qualquer????

Apanhei o Expresso que me traria de volta a Lisboa. Coloquei a mala no porta bagagem.
Fiz a viagem.
Cheguei à camionagem. A mala que lá estava era da mesma cor que a minha....mas não era a minha.
Um senhor no aeroporto desceu e pegou na minha mala. Da mesma cor do que a dele mas que não era a dele.
Eram 11.30 da manhã. Até agora o senhor não contactou a empresa que nos transportou, não me devolveu a minha mala nem procurou a dele. Na camionagem abriram a mala dele que tem roupa de homem. Digam-me para que é que eu quero calças de fazenda, polos e camisas??? E a estúpida sensação de que alguém anda a mexer nas minhas jeans, nas Tshirts do João Pedro, no meu colar de coco comprado na Zambujeira do Mar, na minha blusa dos buraquinhos verde água que eu adorava...e no resto que nem falo senão me largo a chorar???

E agora?
Amanhã vou fazer um reclamação por escrito. Exigir que me paguem os prejuízos...e o motorista??? Acabei de o contactar...não quero que venha a ter problemas...mas como posso evitá-lo?
Diz que "acha" que não há nenhuma norma interna que os obrigue a separar as bagagens que entram nos autocarros, única forma de evtar que isto aconteça. As bagagens para o fim da linha vão para um lado, para as paragens intermédias vão para o outro...e as bagageiras que não transportem bagagens para aquela paragem, não são abertas, em nenhuma circusntãncia. Ele acha. Mas não tem a certeza. Este é o procedimento das viagens internacionais. Parte-se para Madrid de autocarro. Pelo caminho se se necessitar de algo que se transporte no bagagem guardada no porta bagagem, o motorista não tem autorização para o abrir. Somos avisados disso logo que as guardamos. Aqui o motorista acha que não existem regras escritas... Mas conhecendo as relações de trabalho como conheço, não acabará por ser ele a sofrer as consequências de uma incuria que é da empresa?
Amanhã faço a reclamação por escrito...exijo uma indemnização. Entretanto custa-me passar sem as minha coisas. Mas depois, vou conseguir adormecer? Sem ter a certeza que as responsabilidades serão assumidas pela empresa e não assacadas ao elo mais fraco, o motoroista que nos transportou e que abriu a porta ao Senhor que trocou as malas?

Comparado com...não adianta. Também somos as nossas coisas. E a falta delas. O pior é que também somos os anos de experiências em relações de trabalho que conhecemos....e somos os nossos princípios...e estou como que petrificada sem saber que opção tomar...

Volto ao principio...será que é dia 13?? Sexta Feira???

Publicado por Isabel Faria às 03:27 PM | Comentários (5)

agosto 04, 2006

Com On e Off faxavor!!!! Parva encardida!!!!!!!

fantasma.jpg

A memória é uma coisa parva. Tal como em tudo o que diz respeito às coisas cá de entro devia vir SEMPRE com um botão a dizer on e off. Podia ser em inglês que a gente até lá chega...
Para além de incomodar, aparece em ocasiões em que não é convidada, acaba por nos estragar (isto é, a gaja pensa que estraga, mas a gente, com a idade, aprende a dar-lhe a volta...quase sempre...) alguns momentos que queriamos imaculados de prazer e de entrega e é extremamente injusta para com os outros...mete-nos a cobrar- lhes coisas que os pobres nem imaginam que alguma vez possam estar a dever...e não estão, claro. As dívidas são de outros, que vieram antes, que estão enterrados (ou deviam estar), que aparecem sempre de lençol mais ou menos encardido na cabeça e que há muito que deviam estar nas calendas grega, troianas ou o raio que as partam.
Se a gente até pode concordar que a memória colectiva é útil e que o Off deveria estar eternamente avariado, a nossa, a que nos traz os nossos encardidos encapotados, devia poder ser desligada e pronto. È uma parva. È encardida e é inimiga do nosso bem estar.
Estúpida...
Não me perguntem a que propósito é que isto vem que não faço ideia, tenho raiva a quem faz e se me disseram que faço eu desminto. Sou lá gaja para dar importância a encardidos/encardidas de lençol na cabeça...vai de retro!!!!

Publicado por Isabel Faria às 10:49 AM | Comentários (2)

agosto 03, 2006

Nem sei que título dar a isto

Quando estiveres perdido, sem saber mais o que fazer vai accoona. É a solução de todos os nossos problemas. Com uma palavra apenas n'accoona ficas com um mundo aos teus pés. Os teus amigos e amigas vão repeitar-te por causa dos teus conhecimentos e nunca suspeitarão que o segredo está n'accoona. Se os professores te perguntarem coisas demasiado difíceis mada-os ir ver accoona. Se a tua mãe, pai, avó ou avó precisarem de algo diz-lhes que se houver, está n'accoona.
Mas o mais giro é que nunca mais precisar da prima pois a partir de agora accoona está ao teu dispôr 24 horas por dia, sempre disponível e sempre rápida a responder a todos os teus desejos e necessidades.

Eu descobri accoona atrvés de uns amigos e hoje estou-lhes grato. A minha vida mudou a olhos vistos. Da primeira vez, confesso que abri accoona a medo, sem saber bem o que me esperava, mas uma vez iniciado e ciente das capacidades d'accoona não passo um dia que não vá lá. Umas vezes estou n'accoona apenas uns minutos, outras estou horas sem me fartar porque as possibilidades que accoona nos oferece são ilimitadas.

Espero que gostem tanto como eu.

Publicado por Daniel Arruda às 01:20 PM | Comentários (15)

Pensamento positivo.

Hoje acordei com pensamento positivo.

O dia de hoje só pode ser melhor que o de ontem. Pelo menos o Benfica não perdeu.

Publicado por Daniel Arruda às 10:53 AM | Comentários (5)

agosto 02, 2006

Agora a minha boa acção

A Isabel deixou aqui um miminho aos leitores masculinos e eu sou solidário. Por isso aqui vai um miminho para as nossas leitoras femininas. Mas como não sou gajo de deixar as coisas pelo meio e como tive algumas dúvidas resolvi escolher estas. Estava indeciso entre o preto e o branco pois não conheço bem as preferências das nossas leitoras e/ou leitores.

Espero que gostem. Foi com a melhor das intenções.

Gajo1Gajo2

Publicado por Daniel Arruda às 09:28 AM | Comentários (4)

Sem titulo

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Há dias em que as coisas que vemos todos os dias, nos tocam num sítio qualquer diferente. Com o tempo habituamo-nos a elas. Pansamos. Afinal, nem sempre assim é.
Tenho que passar pela morgue do Instituto de Medicina Legal todos os dias, quando saio de casa. De inicio fazia-me confusão. Muita confusão. Mas fui aprendendendo a conviver com isso.
Hoje havia seis carros funerários parados à porta. As portas estavam abertas. Todos já tinham as flores dentro. E esperavam. As flores, os carros e algumas pessoas que estavam por perto, esperavam. Nunca olho para os rostos de quem espera. Tenho um pudor enorme em fazê-lo.

Tenho a sorte de trabalhar perto da Maternidade Alfredo da Costa. De vez em quando tenho a sorte de ter pontaria com as horas das altas. Vou tentar hoje. Adiar a hora do café. Vai-me fazer bem ver as alcofas que trazem pela primeira vez à rua, os meus vizinhos acabados de nascer.
Assim costuma funcionar. Primeiro passar pela Rua do Instituto Bacteriológico e depois o jardim em frente da Maternidade. Ao contrário não. Isso desde que, a muito custo, me convenci que sou mortal que tenho cá dentro.
Nem vou precisar de ver seis alcofinhas. Uma chega. Apenas olhar um começo. E senti-lo.

De vez em quando encontro pessoas que me dizem que não têm medo de morrer. Têm medo de sofrer. Nunca consegui sentir isso. Tenho um imenso medo de já não ver a porta do carro aberta. De mahhã, quando passo ao Instituto, e ainda não fui ao jardim em frente da Maternidade, lembro-me que há alguns anos, me convenci que isso é bem capaz de acontecer um dia...

Já tinha chegado a estas linhas...não as vou agora apagar. Entretanto, por mais uns tempo, convenci-me que a gente também se engana...qual mortal, qual carapuça. Enquanto viver, não sou. Bastar um telefonema, para me lembrar isto, merece um agradecimento sentido ao Sr. Bell...pelo menos.

Publicado por Isabel Faria às 09:28 AM | Comentários (2)

agosto 01, 2006

A minha boa acção

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Regressar é mau...mas recuperar alguns bons hábitos não é assim mau de todo. Ser solidária, por exemplo. Para quem recomeçou hoje a trabalhar e precisa de um estimulozito...aqui fica.

Se descobrirem algum que achem que me possa ajudar a mim e quiserem ser solidários comigo...estou a precisar:

Publicado por Isabel Faria às 03:22 PM | Comentários (3)

Uma semana como desculpa...

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Dos benefícios para o bébé, falam os especialistas. Do prazer, podemos falar nós. Daqueles momentos únicos, da mão pequenina no nosso braço ou no nosso seio, da boquita ávida, do olhar que procura o nosso...do sorriso. De satisfação quando saciaram a fome e ficam todos disponíveis para nós...disso podemos nós falar.

Publicado por Isabel Faria às 02:52 PM

A verdade

Parece que Fidel Castro foi internado por causa de um problema nos indestinos derivado do Stress. Esta é a versão oficial.
O Troll no entanto está em condiçoes de avançar que isso não é verdade. A verdadeira causa está documentada mais abaixo num exclusivo que conseguimos sacar dos serviços secretos cubanos e que já agora nos custou os olhos da cara.

As imagens são chocantes, de facto, mas a verdade tem de ser contada.

Eu sei, Serviço Público. Com muita honra e empenho.

Fidel

Publicado por Daniel Arruda às 01:12 PM | Comentários (3)

Publicidade enganosa

"Sócrates deixa São Bento" era o título de uma notícia do Portal iol. Tive um momento de felicidade embora um pouco incrédulo. Afinal a notícia só anunciava que Sócrates iria gozar uma semama de férias.

Se isto não é o exemplo de publicidade enganosa então o que será?

Publicado por Daniel Arruda às 08:43 AM | Comentários (8)

A 1ª do novo ano Laboral

Voltei ao trabalho. A caixa de E-mail estava cheia com trabalhos, uns pendentes outros que os meus colegas resolveram na minha ausência. O ambiente continua igual, e não houve entradas nem saídas no meu departamento. Até eu continuo sem vontade de fazer nada. Como veem tudo igual.

Felizmente que no meio de mails de trabalho também havia alguns que o meu chefe apelidaria de inuteis mas que me ajudam a suportar o dia. O pior dia do ano. O 1º depois das férias.

Divirtam-se. Foi o que eu fiz.

Publicado por Daniel Arruda às 08:20 AM | Comentários (1)

E para estas...usa-se o Betadine onde?

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Desde que começaram a cair usávamos o Betadine. O Hirudoid para as nódoas negras. A água friia costumava resultar. E uma festinha. Um abraço apertado. Sentados ao nosso colo, as dores acalmavam e as lágrimas amainavam.
E agora? para as outras? As de dentro, que não passam com Panadol, que não têm lugar para se pôr o Betadine, que não se vêem, só se sentem, as nódoas negras, para as de dentro, as dos fins que doem, das coisas que se aprende que não são eternas, mas se queria tanto que fossem, para as que até nos fazem esquecer que os homens não choram, como se repetia depois de cada sessão de raios laser antes da operação por causa da bola de ténis. Para essas, usa-se o quê? Não vale a pena falar do tempo. Dizer que passa. Eles sabem isso. Só que não sentem. Nem nós, grandallhões e com tantos fins desses no curriculum, o sentimos, como é que eles podem?
Fica o colo...a toalha molhada na testa que antes servia para baixar a febre e agora talvez sirva para refrescar um pouco a alma.
Já queres falar?
Não, ainda não.
Quando quiseres eu estou aqui.
Eu sei.

Publicado por Isabel Faria às 12:00 AM | Comentários (3)

julho 31, 2006

Tentativa de motivação

motivação.gif

... TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO.

E NÃO GOSTO DE ESTAR DEITADA AO SOL. E JÀ ESTOU FARTA DE FÉRIAS. FARTA! FARTA!! FARTA!!!

... TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO.

ESTOU CHEIA DE SAUDADES DELE: CHEIA! CHEIA!! CHEIA!!!

(Recebi por Email de um amigo. Decidi fazer um post com algumas alterações...obrigado, João. Chama-se Tentaiva de Motivação. Mantenho o título).


Publicado por Isabel Faria às 12:13 PM | Comentários (8)

julho 30, 2006

Voltei a casa...

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...e tenho uma camilha para dar de adopção.

Voltar para casa tem assim qualquer coisa que nos leva longe. Àqueles dias em que voltava e procurava o colo da mãe porque uma colega me tinha chamado parvalhona, ou perguntava ao meu pai, aconchegada debaixo do seu braço, achas-me muito feia, pai? porque um menino me chamara caixa de óculos...Voltar é encontrar o colo e ouvir, claro que não, és agora feia, filha, apesar de já não custar tanto o parvalhona nem o caixa de óculos (aliás, desde que uma vez tentei usar lentes de contacto e fiz uma ferida na córnea que quase me cegava de um olho...acho-me sexyssima com estas coisas penduradas em cima do nariz...)., no sofá onde adormeço ao meio do filme ou na banheira que já sabe, sem precisar que eu faça nada, qual a temperatura e qual a quantidade de água, para o meu banho de imersão.
Sabe bem, pronto.
O meu único problema quando volto para casa (para além de normalmente isso significar que tenho que voltar ao trabalho...mas nisso só começo a pensar amanhã, mais ou menos por esta hora) é as coisas que compro enquanto estou fora. E o trabalhão que me dá arrumá-las. Desta vez, por exemplo, comprei três frasquinhos para as especiarias (isto é aquilo não são frasquinhos para as especiarias, são frasquinhos, eu é que decidi que eram frasquinhos para as especiarias e não lhes admito discussão...) e um tapete para o quarto. E pronto...já mudei a cozinha toda do avesso por causa dos três frasquinhos de vidro com uma rolha e ainda não tenho a certeza se fica por ali...
O pior, no entanto, é o quarto. Para além de ter retirado o outro tapete de circulação e do ritual que isso implica, tipo, explicar que volta no Inverno, claro que te curto, já assististe a umas coisas, ia agora esquecer-me de ti e assim, há o resto do quarto todo que tem que se alterar por causa do tapete. A mesa de cabeceira agora já não é mesa de cabeceira. O cabide deixou de estar dum lado e está no outro exactamente oposto, as molduras que estavam em cima da mesa de cabeceira que agora já não é mesa de cabeceira ficaram no mesmo lugar com a diferença que têm que estar voltadas para outro lado, porque já não estão em cima da mesa de cabeceira e o trabalhão que deu até acertar com o lado...e o pior...esta é a parte que não sou capaz de resolver. Sobra-me uma mesa camilha...e respectiva tollha. Aquilo não cabe em lugar nenhum e nunca poderia ter uma camilha e um tapete...agora estou com graves problemas logisticos. Já pensei colocá-la ao cimo das escadas e dizer, olhem vizinhos, tão gira...fica aqui tão bem, agora arranja-se umas plantinhas...mas a minha vizinha vai dizer que não chega à janela e assim não pode abrir a porta a toda a gente que vem a minha casa antes de lhes dar tempo de tocar à campainha...
Por acso, há alguém que precise de uma camilha e respectiva toalha??? A sério ela até tem bom ar, não me cabe é na cozinha, ainda por cima agora que me lembrei de comprar os frascos das especiarias e não faz pandan (eu aprendi a dizer pandan ainda estava no Afixe ...creio que é um termo tipo Tia mas que é apropriado para a gravidade do momento que eu e a minha mesa e respectiva toalha estamos a passar)...Vá lá...há algum voluntário que qieira adoptar uma camilha??? E respectiva toalha?

Publicado por Isabel Faria às 03:35 PM | Comentários (8)

julho 29, 2006

Descanso

DSC01782.JPG
Gosto de não saber a história do barco abandonado. Nunca saberei se o barco chegou ou não chegou a partir...se foi trazido pelas ondas ou nunca chegou a ser levado por elas...se repousa num porto seguro depois de cansado de viagem ou se de tão cansado não chegou a partir. Se encontrou motivos para ficar. Ou se deixou de os encontrar para partir. Como não percebo nada de barcos, não sei se é um veleiro a que tiraram as velas, se um barco de piratas a quem o Alentejo conquistou, se um barco de pesca que se cansou de pescar...não me parece que esteja abandonado, Acho que as ondas, as gaivotas e algumas,poucas, pessoas que se atrevem a descer as rochas, lhe fazem companhia. Apesar de não lhe conhecer a história, acho que é feliz. Tem ar de ser um barco feliz. Portanto, não abandonado. Descansa apenas...perto de casa.

Publicado por Isabel Faria às 05:20 PM | Comentários (2)

Tenho sempre medo de pensar nas coisas que me fazem medo

Fui muito cedo para a praia. Gosto de chegar à praia quando ainda não há ninguém. Gosto de ver o mar e sentir que ele se me dá...de quando em vez, preciso de ter algumas coisas em exclusividade. Não acontece muito com as pessoas, melhor, não acontece com as pessoas porque não acho justo e porque nunca espero dos outros o que não lhes posso nem lhes sei dar, mas com o Mar sim. Também acontece com a Lua, ás vezes. Mas menos. Com o Mar gosto mesmo de sentir que aquela onda foi propositada para molhar os meus pés.
Não creio que houvesse mais de 3 ou 4 pessoas espalhadas pelo areal. Longe o suficiente para que apenas ouvisse o som das ondas.. O João Pedro ficou ainda a dormir. Era a última manhã de férias e tinha que aproveitar.
Deixei a toalha, despi-me e, de tão cedo que era, deu para sentir, percorrendo-me o corpo, o vento frio, a maresia fria, de quando o Sol ainda acorda.
Molhei os pés na água fria. Naquela que eu sei que só ali estava para mim. E aconteceu-me o mesmo de sempre, quando só estou eu e o Mar. Nunca sinto frio. Sei que a água está fria, mas não a sinto fria. O Mar, quando estamos sós, eu e ele, aquece-me sempre. Mentira. Esta parte foi só porque me custa reconhecer que não saberia viver sem o seu calor. O Mar, para falar verdade, mesmo quando não estamos sós, aquece-me sempre. Até quando está longe e só o sinto. Durante alguns tempos só sentia o Mar quando o olhava. Ou o tocava. Agora não. Agora sinto-o sempre. Creio que começou a acontecer quando aprendi a entregar-lhe os meus pés para aquecer. A entregar-me. Os pés e o resto de mim.. De manhãzinha, ao acordar, o Mar aquece-me a alma. Nunca me devo vir a fartar de acordar no Mar. Como não acontece muitas vezes, aproveito os minutinhos todos. E beijo-o. Ou a areia dele. Enquanto ele se espreguiça. O Mar parece gostar que o beijem ao acordar. E ao adormecer. Já me aconteceu estar com ele, à noitinha, e beijá-lo ao adormecer. Ou de dia. O Mar não tem hora para adormecer. Basta que a gente lhe toque levinho. E o canse. Gosto de ver o Mar cansado. Parece-se com gente. Comigo. Também gosto que me adormeçam. Cansada.
Ainda sinto os pés molhados. Quentes e molhados. Mesmo agora que o Sol quase adormece de novo e a maresia volta. E agora que as férias acabam sei que vou encontrá-lo noutro lugar. Pode ter forma de Tejo. O meu Mar tem a forma que eu lhe dou. Dantes não era assim. Precisava de o ver, assim, azul e de perder de vista, para ser o meu Mar. Creio que começou a ter esta forma, a forma que lhe dou, quando um dia o encontrei á minha porta, ao fim das escadas. Um Mar que está em plena Lisboa, á minha porta, ao fim das escadas e me espera...pode ser e estar em qualquer lado. Confesso que tenho medo que um dia não o encontre, que volte a sentir a água fria ou que precise de lhe tocar para o sentir...ou, pior ainda, que deixe de perceber que aquela onda é só para mim... Mas não me apetece pensar nisso. Nunca me apetece pensar nas coisas que me fazem medo. Tenho sempre medo disso.

Publicado por Isabel Faria às 05:14 PM | Comentários (3)

julho 28, 2006

Hoje um poema...

Hoje não me apetece escrever...apetece-me apenas um poema da Mafalda Veiga. Creio que já um dia o publiquei ...não faz mal...deve ter sido num dia como hoje...em que, por várias vezes, me recordei da voz da Mafalda Veiga numa noite quente de um Julho passado à chegada ao Campo Santana. Ou porque...Não...há coisas qie até eu que costumo contar tudo não ouso...fica o possível. Porque me apetecia dizê-las. Soubesse eu ser poeta.

Por te rever
Quisera roubar-te essas palavras e morrer
Trazer-te assim até ao fim do que eu puder
E começar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu guardar-te nos sentidos e na voz
E descobrir o que será de nós
E demorar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Quisera a ternura, calmaria azul do mar
O riso o amor o gosto a sal a sol do olhar
E um lugar pra me espraiar eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço
Adormecer e abandonar-me de cansaço
Quisera assim perder-me em mim eternamente
Por te rever, só

Publicado por Isabel Faria às 03:10 PM | Comentários (1)

julho 27, 2006

Só faço isto e ...como...

bronzear.jpg

Isto sou eu (sou uma optimista) enquanto não venho aqui meter as moeditas...para além disso como...pão alentejano e queijo...e tou feita ao bife...a balança da farmácia só pode estar avariada...só pode. Porra. Alguém me sabe dizer se é costume as balanças das farmácias avariarem??? E, não é??? Obrigado. Vocês são uns amores...o que seria de mim sem vocês???? Não pode ser, pois não??? Ninguém engorda quase 2Kg a comer pão alentejano??? Em oito dias!!! Só pode ser avaria, não só???

Publicado por Isabel Faria às 06:05 PM | Comentários (4)

julho 26, 2006

O CD que faltava

Sakura

Depois de Zé Cabra, dos Excesso, do FF ou mesmo dos d'zert eis que se aproxima mais um momento alto do panorama musical mundial. Paris Hilton vai em Agosto lançar o seu 1º CD de originais.
O mundo já sabia de vários dotes desta multimilionária herdeira do império Hilton. Há pouco tempo acrescentou-se a esses dotes conhecidos o da representação com o boato de que ela seria a escolhida para fazer de Madre Teresa de Calcutá num filme biografico. Agora a lista fica completa. Ela tem outros dotes de boca (eu sei, foi machistas esta piadola) que não se importa de mostrar.

Estou ansioso. Sempre quero ver o que vai saír dali.

Publicado por Daniel Arruda às 07:11 AM | Comentários (1)

julho 24, 2006

Tiraram o banco....

Adiava há quase vinte anos. Sempre receei encontrar uma das duas Zambujeiras. A de 1983 e ter saudades de nós. Ou a de 1987 e sentir a falta do Zé.
Durante posts e posts em que fui falando do Zé nunca lhe dei nome. A maioria das vezes usei a terceira pessoa do singular e não me dei nome a mim. Sabia que se voltasse a ver a casa azul de onde se espreitava o mar, lhe daria nome. E a mim. Na Zambujeira temos que ter nome. Não te zangues nem faças essa cara de mau. Não há como não temos nome na Zambujeira.
Não tive, especialmente, saudades nossas. Nem senti a falta do Zé. Saudades nossas tenho algumas vezes, pelo que não fomos capazes de viver. Do Zé, tenho sempre. Pelo que ele desistiu de viver. Mas sentir a falta não. Já não. Deixei de sentir a falta quando senti que estavas bem.
Tiraram o nosso banco da Praça. Melhor assim. Nunca chegámos a concluir se em 87 já não chegava ao Cabo Carvoeiro. O amor. Em 83 sabiamos que sim...qual Cabo Sardão...qual Cabo Espichel...pelo menos ao Cabo Carvoeiro e voltava...não faziamos ideia quantas vezes voltava. Mas era enorme.
De tudo o que queria só não tirei uma foto à casa da risca azul...prefiro-a naquela em que estás à porta do Dyane. Em 83.
Na casa da risca azul, quero-te lá.

Ao voltar, quando o telemovel tocou, tive a certeza que tinha estado na Zambujeira em 2006. Não senti a nossa falta. Saudades tuas, Zé, tenho sempre. Aprendi a viver com elas. Não faço ideia se ainda chegava ao Cabo Carvoeiro em 87. É bem provável que não. Sei que não devias ter desistido...não, antes de viveres. E de encontrares outros amores que chegassem aos Cabos todos e voltassem não sei quantas vezes. E te voltassem a dar vontade de não desistir. Mas quem sou eu para saber isso, não é??? para não aceitar que tivesses partido...não eras tu que me dizias que gostavas de mim porque eu nunca impunha nada...nunca...e o que isso, às vezes, custava...mas amava-te demais para ousar pensar em impôr-te o que quer que fosse. Quando se ama nunca se impõe...nunca. Creio que mostrei (mostro) isso outras vezes...só sei ser assim...

Ainda bem que tiraram o banco...e que o telemóvel tocou na viagem para cá. Gosto de estar viva. Tenho pena que tu não estejas. Mas sei que, ali, estivemos. E, sei lá, ia jurar que te vi o sorriso...E nem penses que dói ver o teu sorriso. Nunca, Zé. O que doía era quando desistias de sorrir e me fazias chorar por desistires...quando sorrias nunca doía...mesmo quando sabia que eu não cabia no teu sorriso. E soube tantas vezes que não cabia no teu sorriso.
A cascata está lá...vi-a ao longe...é, continuo uma medricas do caraças...e alturas então, nem vê-las...piorou com a idade. E também a cascata só tem piada para se tomar banho depois de se fazer amor na praia. Um dia quem sabe...por agora fica a nossa cascata. Já que nos tiraram o banco...um dia quem sabe...o amor tem destas coisas Zé, às vezes, sem mesmo a gente saber como, volta a chegar aos Cabos todos...quantas vezes te pedi para não esqueceres isso nunca...de vez em quando não me ouvias...olha no que deu...a cascata está lá e tu não podes fazer amor na praia...não podes??? Sei lá...desculpa a prvoíce. Quem sou eu para saber o que tu podes ou não podes fazer. Na praia onde estás agora.

Publicado por Isabel Faria às 06:46 PM

julho 23, 2006

Sei lá se é esteriótipo...

carrot-man-and-woman.jpg

Este Sábado, o Daniel Oliveira escrevia, no Expresso, um artigo com o título Homens-objecto.
E falava sobre os estereótipos que continuam a distinguir o sexo, o prazer e os afectos no masculino e no feminino. Como pontos prévios gostaria de dizer: 1º, que este post seria muito mais fácil se tivesse mantido o anonimato, 2º que já não me sinto com idade para este post ser muito mais fácil se tivesse mantido o anonimato, .3º Que este post só é possível porque o vento não me deixa ler as partes chatas do Expresso.

Não me preocupa nada essa história de nos distinguirmos ou não na hora do prazer. Já fiz sexo, já fiz sexo apaixonada . Não posso garantir que todas as vezes que estive com alguém (já) estava apaixonada. Creio, sinceramente, que não. Aliás, eu sou das pessoas que acreditam que a paixão precisa de intimidade para florir. Pode haver atracção, pode haver curiosidade, mas quando se descobre o prazer, fazendo sexo com alguém com quem nunca se esteve, não houve tempo para a intimidade. A paixão, não está, portanto, ainda ali. Não se conhece o sabor de alguém na primeira vez que se “dorme” com alguém. E não há paixão sem sabor.
Ao longo da minha vida quase sempre me apaixonei pelas pessoas com quem tive sexo.. Quase sempre.
Não tenho nenhum problema em assumir o Quase. Tenho a certeza que o quase me deixou um sabor estranho na boca (ou na alma?). Possivelmente, nas poucas vezes que me aconteceu, saía sempre com as palavras do Sérgio cortadas a meio: “Hoje soube-me a pouco”...pelo caminho, na intimidade que não criei, ficou sempre a faltar o resto do verso... “portanto, hoje soube-me a tanto”.
Não sei se esse sabor fica ou não fica nos homens. Nem faço ideia se fica nas outras mulheres. Em mim ficou. Mas sei que isso não tem nada a ver com prazer. O sabor que a seguir ficou não impediu nem condicionou o prazer de enquanto durou. Apenas me confirmou que não o voltaria a procurar. Porque lhe faltava algo...e não me estimula por aí além ter um prazer a que falte algo...

Pelo contrário, nas vezes em que a primeira vez foi o início da paixão, acabaram por surgir sempre as palavras do Sérgio. Todas. Mesmo que ainda soubesse que faltava tudo, mesmo que ainda não conhecesse o cheiro, nem o sabor. Mesmo que não soubesse se iria haver outra vez...nos momentos a seguir, naqueles em que se está vazio de quase tudo, sabia-me, já ali, sempre, a tanto...e, aí, era a pele que o dizia. A pele e o cheiro. Já que o olhar, às vezes, se esconde de cansaço. No toque duma mão, enquanto se redescobrem as forças, está ou não a certeza se a intimidade é possível. E a paixão provável.
Aos poucos, cada vez que num qualquer lugar surgia a oportunidade de criar a intimidade / alimentar a paixão, então, a certeza de que prazer se tem quando se está disponível para ele, mas que sabe bem melhor quando se começa a conhecer a borbulhita, a ruga ou a covinha onde podemos descansar a boca e o coração, a forma como o outro respira ou a maneira como se dá, surge como um facto e não como um preconceito.
Não sei se acontece o mesmo aos homens. Nem às outras mulheres. Sei que prazer pode nada ter a ver com afecto...mas que se juntarmos as duas coisas temos aquela mistura explosiva que faz o Mundo andar...e nos faz ter um gozo do caraças em estar vivo..
Das vezes em que o afecto não veio...à posteriori, sou capaz de me lembrar dos orgasmos. Nunca mais lembrei a pele. E não. Aí, que seja estereotipo ou o raio que o parta, mas prazer a sério a gente tem que se recordar dele com pele.
Não me faz nenhuma confusão imaginar-me a fazer sexo. E a ter prazer com ele. Um orgasmo é sempre um orgasmo. Mas que um orgasmo com olhar e com pele e com palavras é um orgasmo de que a gente nunca vai esquecer, disso também aprendi a não ter dúvidas.
Não sei se se passa o mesmo com os homens...sei que a gente sente...posso garantir que soube sempre distinguir quando um homem com quem estive esteve comigo ou esteve com...uma mulher. Acho que as mulheres sabem sempre. E os homens também. Às vezes, podemos fazer de conta que não...mas é só por comodismo, por medo, por desistência, por hábito...mas saber, sabemos. Porque se sente. E senão se sente logo enquanto se faz sexo, sente-se a seguir, no toque da mão...fazer amor e fazer sexo não é a mesma coisa. E todos o sabemos. Antes de começar, enquanto dura, mas, atrever-me-ia a dizer, sobretudo, quando termina.
É assim como a masturbação. Por necessidade ou por desejo...a gente sente que não tem nada a ver...apesar de cumprir a sua missão.

Acabei de reler isto e não faço a mínima ideia se há alguma lógica naquilo que escrevi. Nem faço a mínima ideia se há alguma lógica em o ter escrito.
Nem sei se ficou claro o que verdadeiramente penso do assunto e que eventualmente pode servir de estudo para quem quer que seja...(LOL). Para que conste e ajude, então, os tais estudiosos. Sou mulher. Não me faz nenhuma confusão sexo sem paixão. Mas prefiro ter as duas coisas. Juntas. Porque ao sexo sem paixão falta a intimidade. Não me parece nada de errado nisso. Pode-se viver sem ela, creio. Apenas eu preciso de intimidade para me sentir inteira. De cada vez que a vivo sei que terei mais desejo dela na próxima vez.. De cada vez que tive um orgasmo sem ela...tive um orgasmo. Faz-me imensa confusão paixão sem prazer, sem sexo. Acho que não é paixão. Pode ser uma quantidade de sentimentos, cada um mais louvável que o outro, mas paixão, não. Talvez por incapacidade (nunca se é muito bom a falar do que não se conhece muito bem, né?) também vi que não me referi às relações de vidas. Em que as “dores de cabeça”, as dúvidas, os filhos, o trabalho condicionam não só o desejo como a forma de o viver.
Pelo que me recordo das que mais se assemelharam a isso, recordo que sempre tratei as dores de cabeça (sem ou com aspas) com analgésicos (sem ou com aspas) e as dúvidas com palavras. E que não tive oportunidade de notar muito essas diferenças de que falam os entendidos.
Também não falei do momento de “despaixão”. Aquele em que no lugar da paixão não se criou nada...e em que se fica frente ao outro como se de um estranho se tratasse. Aqui não sei como é com os homens. Nem com as outras mulheres. Comigo sei que é definitivo. Se sei que posso desejar antes de me envolver emocionalamente com alguém, ou, eventualmente, sem que isso nunca venha a acontecer, o meu desejo nunca resistiu ao processo de “desapaixonamento” (esta coisa existe?).
A memória de quando o toque da mão enchia os momentos a seguir ao amor, se o toque da mão falta, torna completamente impossível a disponibilidade para os momentos antes. Os da entrega. Deve ser das poucas coisas em que fundamentalista. O meu desejo é fundamentalista. Não resiste a comparações com ele próprio. Normalmente, nunca lhes sobrevive. E isto nada tem a ver com a duração das relações. Nem com a sua “normalidade”. Quando a paixão acabou em relações estáveis ou nas menos estáveis, o outro foi sempre o primeiro a saber. A maioria das vezes antes que eu tivesse encontrado o jantar certo para a conversa necessária....e nunca demoro muito tempo a escolher o restaurante..

Publicado por Isabel Faria às 11:08 AM | Comentários (8)

julho 22, 2006

O Mar

Vila Nova Milfontes 2006.JPG

Gosto dele.

Publicado por Isabel Faria às 11:23 AM | Comentários (5)

Crónica de férias nº não sei quantos

Ter o Troll entregue ao Daniel, ao Chora e ao Manuel a escreverem sobre coisas sérias, deixa-me tempo para aproveitar as férias para escrever sobre as coisas importantes da vida. Claro que não...as coisas sérias não têm que ser necessariamente as importantes.
O Sr. da Pensão que o ano passado queria casar comigo, encontrou-me agora mesmo na Padaria. Reconheceu-me, perguntou-me porque não tinha ficado na Pensão dele. Antes de ter tido tempo de lhe responder, disse-me que continuava a querer casar comigo...voltou a tratar-me por Menina, primeiro e Dótora, depois. O ano passado disse-lhe N vezes que Menina, mas pouco e Dótora nem da Mula Russa, como se diz na minha terra. O Sr. disse que, para ele, eu sou Menina e Dótora e pronto. E que quer mesmo casar comigo...não percebi se ele quer casar comigo por causa de eu ser Menina ou Dótora...presumo que nada tem a ver com a Isabel...prometi-lhe que para o ano volto a ficar na Pensão dele...e ele disse-me que continuava à minha espera. Creio que para casar.
Está um bocado mais coxo e mais empenado...mas para querer casar comigo não deve ser preciso ainda correr a maratona. Só deve ser preciso ser masoquista e distraído QB.
Secalhar para o ano penso nisso...se ele ainda andar, que os quase 80 anos não perdoam.
Também não tenho a certeza se para casar comigo é preciso andar...eu cá nem que ainda andasse quilómetros sem ficar com dores nas barrigas das pernas e nas costas, queria casar comigo...mas deve ser porque sou um cadito masoquista, mas não suficientemente distraída. Não deve ter, mesmo, nada a ver com o reumático.
Antes de se ir embora ainda disse à Sra.da padaria que os papo-secos estavam com mau ar...portanto, ver, ainda, vê. Fiquei mesmo sem perceber nada.

Publicado por Isabel Faria às 11:15 AM | Comentários (2)

julho 21, 2006

Em tudo na vida...

...

... há uns com tanto e outros com tão pouco. Mas como em tudo, os que menos representam sã os que mais têm e os que mais peso deveriam ter têm de se contentar com pouco.

Publicado por Daniel Arruda às 11:52 AM | Comentários (5)

julho 20, 2006

Crónica

Trouxe uma gaja (eu) a porra do portátil para poder fazer os posts em casa e vir aqui ligar o portátil e não ir à falência e assim...e nada...não funciona. Lá tenho que estar num de moedinhas.
Então o melhor é mesmo ir temperar as febras e preparar o churrasco e fazer a salada e mais umas coisas destas que se fazem quando se está de férias...portanto, inté. Amanhã à uma hora venho aqui ter com um senhor que me vai ajudar a pôr isto a funcionar...espero eu de que.
Como isto parece um cavalo a correr...é melhor mesmo ir.
Daniel, vê lá se dás assistência ao bé-bé, faxavor.

São servidos????
Ah, é verdade porque é que vocês puseram a pobrezinha da Ministra da Educação quase a chorar a dizer que não a deixavam falar??? Maus e feios. E os exames do 12º ano não foram nada uma trapalhada. Injustos. Os incompetentes são os ptofessores. Chatos. Tadinha. Tive pena, eu.

Publicado por Isabel Faria às 07:19 PM | Comentários (1)

Temos um Troll novo

Um pedido de desculpas colectivo. Aos leitores do Troll, aos meus colegas Trolls e ao Manuel Carvalho.
Aos leitores do Troll porque apareceu um colaborador novo e ninguém o apresentou. Aos meus colegas, nomeadamente ao Daniel, pois essa tarefa tinha-me sido atribuída democraticamente por ele (LOL) e eu esqueci-me de a cumprir e ao Manuel porque o meti aqui, tipo de paraquedas, sem dizer água vem. Mas ontem foi um fim de dia muito cansativo e "passou-se-me" completamente.
Desculpas apresentadas, o Manuel é, a partir de hoje. um dos nossos. Farta-se de gozar comigo porque venho para aqui contar a vida...portanto, caros amigos, considerem-se safos de "lamechices" tipo Isabel. Esperem por posts claros e empenhados. Tenho a certeza que não sairão defraudados.
Pela nossa parte, ficamos felizes de o ter cá. Estamos de férias e esta é uma óptima altura para ele começar...precisamos de sangue novo, caraças!!!!!
Por razões técnicas que ainda não resolvemos, o Manuel vai para já aparecer na antiga modalidade Trollina. Por:....
Brevemente pensamos cnseguir um Manuel uniformizado...isto não parece uma coisa boa, mas têm que compreender que tenho Vila Nova de Mil Fontes à espera...e não estou com muito tempo para encontrar as palavras adequadas a este momento!!!
Bem vindo, Manuel.

Publicado por Isabel Faria às 08:14 AM | Comentários (15)

Uma posta "non sense"

Havia em tempos, numa floresta longe daqui um ovo. Um ovo especial, pois era cozido. Não era estrelado nem escalfado, era cozido, daqules de têmpera rija, bem cozido, amarelado por fora devido à sua companheira de fervura, a casca de cebola. Não havia quem lhe fizesse frente. Até certo dia.
Os habitantes da floresta lembram-se como se fosse hoje. Depois de passados os tormentos do Natal, do Carnaval, dos Santos Populares nada parecia meter medo ao ovo. Mas eis que aparece o Coelhinho da Páscoa. Todas as nozes, framboesas, chocolates, gomas, chupas de Coca Cola e até mesmo os rebuçados de mentol pressentiram que tinha chegado o momento. Aquele que todos temiam. O Duelo imprevisto.

As árvores tremeram num sussuro que só a floresta pode compreender e depois fez-se um silêncio. O Ovo, esse, sabia que inha chegado o seu momento. O do tudo ou nada. Era por este momento que ele tinha esperado a vida toda, mesmo sem o desejar, mas com a certeza que ele iria chegar. Por isso a decisão estava tomada há muito. Não iria acabar como as amendoas envolto numa camada de açúcar ou como o chocolate envolto em papel prata. Não. Ele, já tinha visto demasiados ovos acabarem dentro de um qualquer folar reles ou, pior, pintado à mão numa qualquer cesta. Sabia que ia ter de lutar. Sabia também que não faria sentido esconder-se. Ainda um ano antes o seu primo tinha-se camuflado num gigante ninho de tartaruga e acabou comido pelo Splinter depois de denunciado pelo Donatello, o tal que se diz ninja ou um outro primo, ainda que afastado em 3º grau que confiou no lobo mau e por isso mesmo acabou por ser vendido à avózinha que fez dele moeda de troca para a libertação do capuchinho vermelho. Foi por isso para o centro da floresta, para uma clareira onde havia uma rocha, que ele usou para se sentar. De perna cruzada com um olhar profundo. Tinha visto o mesmo num filme com o John Wayne e foi um ver se te avias de Indios cheios de medo a fugir. Mas nem ele era John Wayne nem o Coelho era indio, mas confiava na sua sorte. Que mais lhe poderia valer?

Foi então que o Coelho chegou com a sua enorme cesta, nada amedrontado com a pose do Ovo ,avançando até ao meio da clareira. Foi então que tudo aconteceu. Robin Hood saíu da copa das árvores e pondo-se à frente do Coelho exclamou:
- Onde vais tu?
O Coelho surpreso e vendo-se rodeado de uma enorme tribo de pessoas, tocando jambé e abanando alucinados ao sabor da música, balbuciou:
- Ve.. Venh..Venho buscar o Ovo pois é quase Páscoa e o Xerife de Nothingam quer alegrar a festa das crianças da cidade.
- Nunca!!!! Só por cima do meu cadáver pois o meu rei nunca faria um cruel acto destes. Respondeu Robin.
Foi neste momento que apareceram mais de 100 coelhinhos que rodearam e cercaram a tribo do jambé que de tão tripados que estavam nem se apreceberam da companhia, continuando a dançar. Os coelhinhos que estavam equipados com pilhas duracel rapidamente entraram na festa e depois de duas cachimbadas já estavam a fazer tranças no pêlo e a venderem produtos artesanais.
Foi assim que embora rodeados de gente o Coelho e Robin se encontraram novamente sós. Frente a Frente. Sós?!?!?!?!? Então e o Ovo. O Ovo que se tinha borrado todo pela casca abaixo, fugiu, convencido que nunca mais poderia passaear de cabeça erguida pela floresta. Achava que afinal não passava de um reles Ovo de tasca. Daqueles que estão em cima do balcão e a quem se parte o rabo para descascar para depois espalhar o belo do sal fino. Sal fino não, pensou ele. Isso nunca. Partirem-me o rabo ainda vá que não vá mas sal fino????? Isso era demais. Mais valia o suicidio
Nesta altura já o Coelho e Robin se tinham entendido e iam a caminho da Roulote para comerem um cachorro e beber uma fresca. Neste caminho passaram por uma cana de pesca, o local escolhido pelo ovo para pôr fim à sua existência e ao verem o Ovo, já em cima de um banco com o fio de pesca preso á casca tremeram. Olaharam-se por breves instantes e ambos sabiam que não podiam permitir semelhante acto. Foi entam que se lançaram. O Robin ao Ovo e o Coelho à cana e num gesto simultaneo e não estudado, para virarem o estendal do avesso estatelando com isso o Ovo no chão. Acabaram os 3 embrulhados, naquilo que parecia uma luta fraticida pela sobrevivência e quando se levantaram toda a floresta temeu que o fim de algum dos heróis estava próximo. Mas não. Uma vez de pé eles abraçaram-se com a certeza que estavam felizes por estarem juntos, livres e salvos. Decidiram ir todos para a roulotte e nunca mais deixaram de ser amigos.

Consta a lenda que ainda hoje vivem na floresta, que os jambés ainda tocam e que os coelhinhos duracel ainda não perderam a pedalada.

Vitória, Vitória, acabou-se a história.

Publicado por Daniel Arruda às 01:55 AM | Comentários (3)

julho 19, 2006

Às vezes tem que ser...um poema

Hesito sempre quando me apetece deixar aqui um poema. É assim, sei logo que tenho menos um leitor... desde a minha pré-história no Troll que ando a tentar convencer o meu colega de Blog a gostar um bocadinho de poesia sem ser musicada...a pré-história de Troll já foi quase há um ano e ainda não consegui...(sou um desastre na arte de convencer).
Mas, de vez em quando, não resisto. Normalmente não é por razão nenhuma. Hoje nem é por o Troll estar quietito porque o Daniel está farto de trabalhar...é porque tem que ser. E quando tem que ser não é um poema. È o poema. Hoje tinha/tem que ser este.
Procuro-te, de Eugénio de Andrade.

passaro2.jpg


Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.

Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.

Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.

Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.

Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.

Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre - procuro-te.

Publicado por Isabel Faria às 06:27 PM | Comentários (4)

julho 16, 2006

Post com destinatário ...

bairro alto noite.jpg
...ou a minha impossibilidade de esquecer as datas...

Há um ano e um dia, escrevi este post no afixe. E dei-lhe um título: post com destinatário. Ontem não deu para escrever um post, nem para sugerir que por aqui passassem a espreitar...vai atrasado. Mas sei que vai a horas. Ao post de há um ano e um dia, juntei mais algumas palavras...não muitas. Hé alturas na vida em que as palavras nos faltam. Quando estamos muito tristes ou quando estamos felizes. Não estou triste.

Num minuto se nasce.
Às vezes, acontecem, na nossa vida, momentos assim. Em que um mês não são trinta dias. Em que um mês não é, apenas, mais um mês. Às vezes, acontecem, na nossa vida, meses que são 43200 minutos em que nascemos.
Nascemos nas palavras e nos gestos que redescobrimos, no desejo que não calamos, na ternura que em nós transborda, no prazer que nos enche o corpo e a alma. Nascemos na voz e nascemos na pele e nascemos, ainda, no sorriso. E na paixão.
Às vezes, acontecem meses, na nossa vida, em que nascemos. Apenas nascemos.
Às vezes, acontecem momentos nas nossas vidas em que não nos preocupamos como será daqui a um mês ou daqui a um ano. Às vezes, acontecem meses na nossa vida em que só o 43201º minuto conta. E nesse, eu estou contigo.

Às vezes, acontecem momentos, na nossa vida, em que cada ano é, apenas, uma sucessão de dias cheios de minutos em que se nasce. Às vezes, acontecem momentos, na nossa vida, em que que nos faltam as palavras para dizer da dádiva dos minutos com se fizeram as horas e das horas com que se fizeram dias. Não interessa onde estaremos daqui a um ano. Ou a um dia. Hoje estou contigo. Tal como no primeiro dia. Não, tal como no primeiro dia, não. Estou contigo tal como no primeiro minuto. Estejas onde estiveres, no próximo minuto estou contigo...os outros, os de aqui a um dia ou a um ano não me preocupam. Apenas os desejo. Da única forma que sei desejar. Como se fosse o primeiro. E único.

Publicado por Isabel Faria às 06:51 PM | Comentários (2)

Mais uma macacoa do Troll

Não sei o que se tem passado, mas a Weblog, ou, pelo menos, o Troll, têm estado com mais uma das suas crises. Tem sido impossível comentar (recebi os vossos Emails , amigos) e não tem sido possivel colocar posts. Depois do que coloquei ontem á tarde, esta manhã tentei e o tal de sistema (adoro esta expressão onde cabe tudo, até as macacoas dos servidores) disse-me se não tinha mais nada para fazer que agora não dava. Não deu...vamos lá ver agora. Se não entrar, presumo que é mesmo do calor e mando eu o sistema dar uma volta (eu sei que esta parte costuma ter uma certa dose de conversa da treta...).
Atão...lá vamos nós...entras ou continuas a armar-te em difícil???

Publicado por Isabel Faria às 06:26 PM | Comentários (6)

julho 14, 2006

O que é que se faz?????

Alguém me pode dizer como é que posso alimentar o Troll se desde ontem me sinto assim:
frango.jpg

Publicado por Isabel Faria às 06:27 PM | Comentários (4)

julho 13, 2006

Irão???????? Kuwait?????????

Tinha de escrever isto porque me deixou abismado. Que o Troll era lido de Norte a Sul de Portugal já eu sabia. Que havia internautas brasileiros que nos visitavam também sabiamos. Assim como não nos espantamos com Franceses, Ingleses ou Alemães. Agora que hvia pessoas que estando no Kuwait e no Irão nos visitavam é para mim espantoso e motivo de orgulho. (para quem não sabe nós conseguimos saber quem e onde se está on-line)

Um grande abraço para todos os amigos que nos visitam. Sem excepções.