setembro 15, 2006
Vou tentar...

Tenho um amigo, um grande amigo, que um dia perdeu as duas pernas, num acidente de carro. Desde aí vive (e viver é viver, mesmo) com a ajuda de uma cadeira de rodas.
Lembro-me dos primeiros tempos e das primeiras angústias. Da sensação de vazio que transmitia.Das lágrimas. De o ouvir dizer que não valia a pena continuar. Que não vale a pena viver se não se pode correr, jogar á bola ou, simplesmente, descansar os pés depois de uma jornada longa e dura.
O tempo passou. O meu amigo faz hoje tudo o que faria se um acidente de carro, ali, na ida para a Figueira não lhe tivesse levado as pernas. Encontrou um amor, casou, tem um filho lindo…só não joga à bola nem corre. Nem descansa os pés.
Quando falamos nisso, diz que é feliz. Que se habituou a viver sem aquela parte de si. Se habituou e é feliz. Mas que lhe sente a falta. Todos os dias lhe sente a falta. Tantos anos depois, diz que tem umas saudades enormes do que perdeu. O que me valeu na altura, diz, foi encontrar, cada dia, uma nova coisa que era possível fazer sem elas. Mas, dias houve, noites, sobretudo, em que pensei que sem partes de nós, não vale a pena viver, acrescenta.
Esta manhã, acordei a pensar no meu amigo. A tentar encontrar nas palavras dele a força para continuar. Diferente não significa necessariamente pior, ou nada. Mas, é preciso aprender a fazer, cada dia uma coisa nova, sem aquilo que se perdeu…
Neste momento o Troll é um desafio. O meu amigo é um mestre a jogar xadrez. Esta manhã ao chegar aqui, tive uma vontade enorme de desistir. Ou, pelo menos, dizer que precisava de um tempo. O meu amigo diz que só conseguiu sobreviver porque se agarrou ás memórias das corridas que fez e dos jogos de futebol que jogou…não quero desistir. Mesmo sem uma parte, não quero desistir.
Se conseguir aguentar o Troll, se conseguir voltar a correr, sei que “as pernas” não contam (contavam) assim tanto. Se não conseguir…logo se verá.
Há outros motivos para tentar continuar aqui. O Troll tem aqui muito de mim. Corridas e jogos de bola. As melhores dos últimos tempos. Neste momento, em que a memória teima em ser selectiva, apesar do que issso dói, as melhores, tout court. E o meu amigo diz que a memória é importante…para nos habituarmos a viver com o que perdemos (ou será que ele diz sem o que perdemos?).
Finalmente o Trol é, para mim, e neste momento com as falta de assiduidade dos nossos colegas, uma corrida minha e do Daniel Arruda. Mesmo com a falta que as pernas me fazem, não gostaria de deixar o Daniel a correr sozinho. Nunca faço isso aos meus amigos. Possivelmente vou um bocado coxa e ele vai ter que puxar por mim…mas espero que ele tenha paciência e o faça…
Vou tentar continuar. Voltar ao normal. Mas seguramente vou ter saudades. Daquelas alturas em que as pernas me levavam sempre ao Mar.
Publicado por Isabel Faria às 12:15 PM | Comentários (7)
setembro 11, 2006
Ausencia e explicação
Bem, 2 dias de ausência e o Troll aqui parado. A Isabel ainda tem desculpa. Afinal também está aqui na marcha. E já que estamos aqui a falar de marcha também posso dizer que isto está a correr bem. Animação, boa aceitação e muita alegria. Mas isto junto com os horários da marcha torna difícil postar aqui no Troll. Não que faltem temas. Se a normal vidinha já dá panos para mangas a marcha com as relações pessoais dá muito mais. Eu vou tentando fazer o que posso. Só vos posso dizer que vão passando por aqui a ver se há novidades.
Já agora dizer que estamos aqui em Coimbra depois de vir de Viseu. E que o dia de hoje correu particularmente bem. Mas isso se quiserem podem sempre ir ver ao portal oficial da marcha. www.esquerda.net. Vejam os vídeos, as entrevistas e os textos. Vale a pena e dá para ter uma ideia.
Publicado por Daniel Arruda às 10:22 AM
setembro 07, 2006
De volta?
Em contacto do Departamento Técnico do AEIOU, foi-me ontem assegurado que os problemas principais do Troll deverão estar ultrapassados.
Tal como lá fora, há uma quantidade de coisas que nunca levamos para a casa de férias mas que, aos poucos, descobrimos que nos fazem falta...ou é o micro-ondas, ou a mão de lavar as costas...
Para além disso, nunca conseguimos arranjar um sofá onde encaixemos tão bem e dê para dormir uma soneca igual ao da casa a sério. Aquilo já tem mesmo o buraco feito ao nosso tamanho...
Daí...
A gerência desta casa decidiu:
Dar uma nova oportunidade ao Sofá que já tem o buraco...
Deixar aqui ao lado ficar um link directo para a casa de campo...sempre que descobrirmos que não podemos entrar nesta, basta clicarem e lá estaremos à vossa espera...
Que não iremos aguentar uma nova situação como a que se viveu nestes dias...se tal voltar a acontecer não mudaremos para a casa de campo, vendemos esta e a casa de campo será, definitivamente, a casa. Para lá levaremos o sofá e havemos de conseguir passar sem mão para lavar as costas...
Pedir-vos que sempre que tenham dficuladades em comentar ou em aceder ao Troll nos avisem por Email. É um favor que muito agradecemos. Sobretudo nos próximos dias em que talvez venhamos aqui menos vezes ( a militancia assim o obriga...), pode acontecer que não se dê logo pelos problemas, no caso de voltarem...a gente agardece-vos, emprestando o micro-ondas, em caso de necessidade.
Obragado. A todos. Toca a postar. E a comentar.
Publicado por Isabel Faria às 11:48 AM | Comentários (2)
setembro 04, 2006
Teremos mesmo que mudar de casa???
Não faço ideia se este post vai entrar. Daí ser pequeno e apenas para que fique o essencial...
Depois de uma semana de problemas na Weblog, o Troll voltou a ser o único em que os problemas se mantêm. Não entendemos. Dezenas de vezes demos conta deste facto, o de nunca estarmos sem qualquer problema, nos últimos meses e dezenas de vezes nos foi dito que seriam solucionados.
Esta tarde, fui contactada por telefone pelo Departamento Técnico da AEIOU. Foi-me prometida uma solução (ou ,pelo menos, uma explicação) para o dia de amanhã. Prometi que esperariamos.
Entretanto, e com a ajuda de um amigo, estamos a tentar montar outra casa...tipo casa de campo ou assim...
Disse esta tarde à pessoa que me contactou e mantenho. Sinto-me aqui em casa. Mas para isso preciso de poder entrar nela. Quando quiser. Como quiser. E abri-la aos meus amigos. Sei que esta opinião é também a do meu "principal" ( e único contactável...) parceiro aqui da assoalhada...vamos esperar até amanhã, ao fim do dia. Depois, com cadeiras de plástico, mesas a fingir, fogareiros de dois bicos...ou apenas de saco cama, mudaremos para a casa nova. De lágrimazita ao canto do olho, mas com o consolo de que a eutanásia às vezes é um dever.
Obrigado pela paciência. desculpem o resto. Se não aqui, contaremos convosco na casa de campo.
Vamos tentar que fique bonita...e que redescubramos o prazer de nela estar.
Publicado por Isabel Faria às 09:24 PM | Comentários (10)
Não sei se sentem...

Não sei se sentem medo. Se sentem dor. Se se sentem inseguras. Se se sentem livres.Se sentem saudades. Se se sentem perdidas. Ou confiantes. Se sentem alegria. Ou loucura. Se se sentem inteiras. Se sentem que lhes falta o ar. E que o Mar lhes traz o ar. Não sei se precisam de palavras. Se sabem que podem passar sem elas. Não sei se as palavras lhes enchem dias. E tapam até o Sol abrasador como se de árvore frondosa se tratasse.
Não sei que sentem. nem se sentem.
Eu só me sinto assim, coral, estrela do mar, rocha, peixe, dentro de ti. E sinto-me o resto, o que não sei se elas se sentem. Insegura, alegre, perdida, forte, livre, com medo, pássaro, confiante, louca, criança, inteira, pequenina, mulher...
Publicado por Isabel Faria às 12:05 AM | Comentários (3)
setembro 02, 2006
SMS 2
Isabel
Podias colocar um post a dizer que não vou estar a ver os passarinhos , mas vou estar fora até à noite?
Obrigado.
Isabel
Já tá. Não quero que me falte nada, mesmo que não tenha passarinhos pra ver.
Publicado por Isabel Faria às 12:28 PM | Comentários (1)
SMS 1
Isabel
Esqueci-me de deixar uma posta a dizer que vou estar fora até Segunda-Feira. No campo, a ver os passarinhos. Podias escrever isso por mim?
Obrigado
Daniel
Tá feito. Não quero que te falte nada. Bom fim-de-semana. Trata bem os passarinhos.
Publicado por Isabel Faria às 12:17 PM | Comentários (1)
agosto 31, 2006
Saudades

Tenho saudades de quando me sentavas ao teu colo e me lias o Barranco de Cegos. E a tua voz me levava ao futuro.
Tenho saudades de quando ralhavas comigo por eu comer a massa toda das bolachas de manteiga e, ainda por cima, em vez de redondas, saírem quadradas ou aos bicos. E, mesmo tortas, serem as melhores bolachas de todos os tempos.
Tenho saudades do cheiro a arroz de forno e a frango corado na casa da avó.
Tenho saudades de procurar amendoins mal encarados no bolso do casaco do avô e achar que era os melhores amendoins do mundo.
Tenho saudades de ver as ervas brancas da geada da manhã. E de comer as bolas de Berlim das latas verdes e azuis da Nazaré.
Tenho saudades quando uma chuva enorme de estrelas te trouxe para mim. Tenho saudades de quando fui perdendo as saudades de ti.
Tenho saudades de te sentir cá dentro…e dos pontapés e das noites em que a barriga não cabia na cama.
Tenho saudades do teu sorriso. E da tua voz. E da bola com que andavas metros inteiros. Até das cólicas que não me deixavam dormir, noites e noites.
Tenho saudades de olhar o espelho e não descobrir estas pregas parvas e embirrantes. E as riscas.
Tenho saudades de me lembrar de que cor era o meu cabelo, antes de concluir que não curto branco.
Tenho saudades de quando te toquei na mão, naquela noite no Bairro Alto e me puseste a mão sobre o ombro, à saída. Não tenho saudades das saudades que tinha de sentir uma mão no ombro.
Tenho saudades das noites inteiras sem dormir enquanto durou a viagem de finalistas do 5º ano.
Tenho saudades de não me esquecer dos aniversários e de não passar a vida à procura dos papéis que de certezinha mesmo ontem tinham ficado naquele lugar.
Tenho saudades de me sentar ao fresco no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares do chato do meu pai.
Tenho saudades de me sentar ao fresco, no próximo Verão, no portal da casa da terra. E de me falares da chata da minha mãe.
Tenho saudades de te ver chegar a casa, da janela, quando vens da escola. E de te ver sair quando partes. E de, quem sabe, teres mesmo que vender umas sandocas para ajudar a pagar a estadia no Porto, que o curso de Astronomia teima em ficar-se pelas margens do Douro.
Tenho saudades de olhar o espelho e ver mais umas tantas preguitas (se não for assim, itas, acaba, mesmo, por meter psicanalista…) e decidir pela enésima vez que é desta que vou para o ginásio.
Tenho saudades de voltar a sentir a tua mão na minha pele. E a minha na tua. E a tua boca. E o teu cheiro.
Ok, por enquanto as do futuro ainda contrabalançam. Bora aí esquecer as pregas (consegui!!! sem itas!!!).
Tinha saudades de escrever...
Publicado por Isabel Faria às 11:10 PM | Comentários (3)
Será???????

Não me apetece fazer um post. Até porque ainda nem acredito que vá entrar...E depois tinha que ser um post de ressaca e muita, muita neura...e algum (sou uma comedidazinha) mau feitio...gosto de dar sempre segundas, terceiras, quartas...ok, sou uma mãos largas a dar oportunidades...
Peço desculpa em nome do Troll a todos os nossos amigos e comentadores (quem não gosta de nós também está incluído...), apesar de não termos nem responsabilidade nem meios de contrariar este apagão...obrigado a todos os que nos enviaram Emails (desculpem a falta de tempo em responder pessoalmente a todos...), a perguntar se estavamos vivos...estamos, um cadito fulos mas vivos.. .pode ser que logo volte. É uma questão de mais uma água das pedras....
Publicado por Isabel Faria às 06:04 PM | Comentários (5)
agosto 26, 2006
Etiquetas

Às vezes olhamos para pessoas e não sentimos empatia. Vimo-las durante muito tempo, regularmente, mas a empatia que não se cria, até nos faz nunca lembrar o nome. Normalmente não nos fala e colamos-lhe a etiqueta de antipático. Depois, habitualmente, temos uma quantidade de pontos de vista diferentes sobre uma quantidade de coisas. As vezes em que chegámos à fala, foi para discutir essas divergências. Calha até, termos o azar dessas pessoas, com as quais não criámos empatia e que nunca nos lembramos o nome, terem uma forma de discutir pontos de vista que nos chateia. Pomos-lhe a etiqueta de sectários.
Encontramo-nos ao principio da noite. Temos uma tarefa pela frente. Criamos uma equipa a dois para a executar. E seguimos. Logo em Entrecampos, cai a primeira etiqueta. não fazemos ideia como, possivelmente foi uma palavra ou um gesto que a descolou.
Depois, à medida que descemos a Cinco de Outubro, falamos de cinema e de livros, contamos-lhe coisas de um passado que só conhece pelas histórias que dele ouviu ( ter um ano no 25 de Abril tem destes inconvenientes), falamos de coisas tão diferentes até chegar ao Saldanha, que, ali mesmo na esquina com a Praia da Vitória, há muito que a outra etiqueta ficou, algures, perdida… na próxima discussão, vamos continuar a levantar a voz, quem sabe bater na mesa, mas de certeza que não seremos capazes de encolher os ombros… e durante umas horas ficamos a pensar nas pessoas que nunca verdadeiramente conhecemos por não termos tempo nem vontade de confirmar que muitas etiquetas se descolam milagrosamente se tivermos tempo para as descobrir.
Não te imaginava nada assim…
Nem eu…
As etiquetas eram, portanto, mútuas.
Publicado por Isabel Faria às 01:31 AM | Comentários (2)
agosto 25, 2006
Dias-a-dias

Coisas do dia a dia...faits divers...quotidiano...sei lá. Umas notas, para fazer jus à fama que vocês até sabem o que é o meu jantar...(com alguns conselhos de borla a acompanhar...)
A tal com conselho em anexo:
Nunca, mas por nunca ser, usem a transferência bancária para pagar as vossas facturas. Sobretudo da TV Cabo. Há milhares de caixinhas MB por ai espalhadas e aquela treta dos clones até já foi descoberta e os clientes reembolsados.
No dia 31 de Julho quando voltei de férias, tinha uma factura de 266.13€ da TV Cabo para pagar. Tive que me agarrar à mesa para não me dar uma coisinha má...depois de muito pensar concluí que aquilo só podia ser erro. Até pago por transferência bancária, pensei. Contactei os senhores. Ah, desculpe. Foi erro informático. Claro que não lhe vamos debitar essa quantia.
Dia 8 de Agosto o banco paga 266.13€ Euros à TV Cabo.
Dia 9 de Agosto, telefono aos senhores. Ah, desculpe vamos já tratar do assunto. Amanhã contactamos para confirmar que está tudo ok...mas ok, como?...ok...pronto. Fiquei à espera.
Dia 11 de Agosto. Até agora ninguém ligou...mas qual é o problema? Ah, mas não está cá nada...vai seguir para o nosso departamento financeiro, com carácter de urgência.
Dia 15 de Agosto, aproveitando o feriado, estamos a tratar disso. Alguém a vai contactar. Mas para quê? Alguém a vai contactar. Alguma impaciência na voz.
Dia 18 de Agosto, vou passar aos assuntos urgentes, que têm que ser tratados hoje. Fique descansada. O meu nome é S e vou ficar encarregue do seu caso. Amanhã contacto-a a fazer o ponto da situação.
Dia 22 de Agosto, está aqui escrito que a TV Cabo vai usar este avanço para as próximas facturas... QUÊÊÊÊ??? Pois, assim nos próximos sete meses não precisa de pagar...Nem pense. A TV Cabo não vai ficar com os meus 207 Euros. Quero o meu dinheitro na minha conta até ao final do mês ou meto-vos em tribunal. Ah, espere, só um bocadinho...afinal, está aqui escrito que lhe foi enviada uma carta para a Sra. assinar e para receber um cheque para depois ir receber...deve receber amanhã...amanhã é Sábado...ah, pois...Segunda Feira. Ok.
Segunda Feira, conto o resto.
A da necessidade urgente de ajuda médica:
Trouxe-te uma prenda das férias. Vens cá buscar quando? A falta de tempo foi adiando. Ontem à noite. Olha dá para passar lá hoje? Claro que dá...
Vou ali buscar. Espero que gostes. Está aqui no armário da confusão (um deles, há mais uns tantos, mas são especializados em papeis e assim, aquele é o único, abrangente...). Alguém sabe da prenda, faxavor? Já corri a casa toda. Aquilo é grande. Está embrulhado num papel cheio de cores vivas. Falta-me o Bono. Há uns tempos que o gajo anda mesmo com ar de porteiro.
A da admiração
Tive que tratar de um assunto relacionado com o Parque de estacionamento aqui ao lado da empresa. Ligo o telefone e atende-me uma voz clara com o sotaque característico das linguas de Leste.
No meio da perguntas, surge a resposta: Sim, sim, sim, está à vontade...
Um pouco mais tarde: então não?
Antes de terminar: bom fim-de-semana, cá a espero na Segunda-Feira para tratar da papelada toda.
Não resisti. Há quanto tempo está em Portugal. Há 11 meses. Vim em Setembro do ano passado...
É impressionante. O tom é girissimo, e a forma como se aprendem expressões idiomáticas, como se conjuga correctamente os verbos, como se usa a frase certa com a entoação certa (aquela do sim, sim, sim, só ouvida) no momento certo, deixa-me encantada. Lembrar-me que tenho uma chefe que nasceu nos EUA e ainda não sabe falar português e está cá há 15 anos...ou que tive uma Directora alemã que esteve cá 10 e que nunca falou uma palavra de português...
Não é só uma questão de necessidade, creio. É também de cultura.
Publicado por Isabel Faria às 02:13 PM | Comentários (4)
agosto 24, 2006
Happines
Há dias em que não me apetece falar de coisas tristes. Apetecia-me falar do último reforço dos Golfinhos Roazes do Sado. O Tongas, que nasceu anteontem à noite. Apetecia-me dizer quão lindo é o sado, especialmente quando olhamos e vemos golfinhos a brincarem. Não o vou fazer porque me vou lembrar do que querem fazer a Troia e que com isso há o risco do Tonga, o mais novo da colónia ter uma vida realmente curta.
Apetecia-me falar do nascer do sol que vejo quando venho para o trabalho. Aquele vermelho vivo que o sol tem quando acorda cheio de pujança e vitalidade mas também não o vou fazer porque me lembro que ele queima e mata porque andamos há anos a estragar o planeta e agora não pdemos disfrutar do Sol na plenitude, porque a camada do ozono está muito fina.
Apetecia-me reviver aquelas manhãs que acordei com os sons dos pássaros que estavam na árvore cujos ramos quase me entravam pelo quarto, apetecia-me falar do futebol, do meu clube, da beleza de uma mariscada na praia, enfim da beleza do mundo e da vida. Porque se há dias em que acordamos e nada faz sentido, já nos levantamos chateados e sem vontade de fazer nada há dias em que as coisas começam a fazer sentido outra vez. Em que perdemos dúvidas e ganhamos certezas. Hoje é daqueles dias em que me apetecia falar das coisas bonitas da vida, porque hoje é dos dias em que as coisas fazem sentido. Quem sabe se amanhã continuarão a fazer. esperamos que sim. Ansiamos que sim. Desejamos que sim, mas será que sabemos o dia de amanhã. De há muito tempo que aprendi a viver um dia de cada vez. A não suspirar pelas férias, pelo fim de semana, pelo fim do més, pelo fim do dia, ou simplesmente pelo momento de estar com quem gosto. Todos os momentos na vida têm de ter algo de bom há que viver. Amanhã pode ser mau ou pode nem haver amanhã.
Hoje sinto-me bem. Queria partilha-lo porque qual o sentido da felicidade se não a partilharmos.
PS: Sei que este tipo de postas são da responsabilidade da Isabel aqui no Troll mas se ela pode escrever sobre Futebol também posso fazer postas destas.
Publicado por Daniel Arruda às 01:27 PM | Comentários (7)
agosto 23, 2006
Magia
Desculpem os David Coperfiel ou os Luis de Matos deste planeta mas para mim isto é que é um espectáculo de magia.
Sim Senhor. Arte e espectáculo. Fazer desaparecer comboios? Torre Eiffel? Passar a muralha da China? Nã. Tudo ultrapassado. Eu queria ver os tipos que se dizem de magicos fazerem disto.
Publicado por Daniel Arruda às 02:24 PM | Comentários (4)
agosto 21, 2006
Tem que ser...
Desculpem, mas eu hoje estou tão cansadinha, trabalhei tanto, cóitadinha, que está mesmo na hora...
Só queria saber, para ir dormir com os anjinhos (deixem-se de bocas foleiras, que há coisas piores...) se fico bem com este penteado? E se curtem a gola. Então, amanhã a gente vê-se...eu prometo que conto o que é que vou fazer à tarde...se vocês me prometerem que não se convencem que me passei de vez...
Publicado por Isabel Faria às 09:38 PM | Comentários (3)
agosto 20, 2006
Legenda de foto

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinicius de Moraes, Precisa-se de um amigo
Publicado por Isabel Faria às 09:25 PM | Comentários (8)
Hoje acordei assim...

Não tenho nada para dizer. Não me apetece ouvir o que têm para me dizer. Não me apetece ver o que não quero ver.
Nota: Isto não tem a ver com o fim-de-semana. Agrava-se no fim-de-semana, porque durante a semana não tenho tempo para pensar...no que vejo e não quero ver, no que não vejo e queria ver, no que ouço e não me apetece nada ouvir, no que não ouço e adoraria ouvir. E que não tenho nada para dizer...
Por isso, durante a semana, porque não tenho tempo para pensar, vou-me convencendo que não vejo (ou que vejo?), que não ouço (ou que ouço?) e que falo ( e me ouvem)...mas é só porque duramte a semana tenho essa dádiva suprema: passam-se dias em que não tenho tempo para pensar.
Publicado por Isabel Faria às 11:58 AM
agosto 19, 2006
Entre a espiral e o labirinto, escolho o quê?

Ali em baixo, o Chico Zé, lançava-me o desafio…da verdade. O Troll não é um Blog sobre filosofia, mas nada nos impede de…filosofar. Dizia. Concordo. Não é, no entanto, uma tarefa que se faça de ânimo leve, esta. Requer que se escolham as palavras e se clarifiquem as ideias. O nosso conceito de verdade, a importância que damos à sua procura, talvez a mágoa de a julgarmos e sentirmos inatingível, torna fácil a desculpa que é uma tarefa demasiado hérculea, para ser tomada em mãos num Blog. Seja ele qual for. E talvez a ideia de Blog, mesmo, algo que se digere de imediato, algo que nasce do imediatismo do passado, da importância absoluta do presente e que assume a sua total incompatibilidade com o futuro, tornando-se obsoleto, velho, desactual no minuto a seguir, torne a dissertação sobre a verdade, algo não só trabalhoso, como, essencialmente, incompatível. Ou inútil?
Para tornar isto compatível com um Blog (ou com este Blog?), talvez a única safa, e porque sempre a mim me agarro como muleta, seja para falar de vida, de medo, de paixão, de dúvidas, seja também ousar fazê-lo para falar de verdade.
Creio que cresci, sem mesmo de isso me dar conta, imbuída naquele conceito existencialista, que a única verdade é o estado passageiro da nossa passagem por aqui, de que a nossa passagem é sempre angustiante dada a inevitabilidade da única certeza, a da morte iminente, desde o dia, em que, pela primeira vez, espreitamos o olhar enternecido, assustado ou inebriado da nossa mãe. Quando se cresce, mesmo inadvertidamente e quem sabe se contra a própria vontade (sempre tive momentos em que me questionei se a fé na não inevitabilidade do fim, não seria uma muleta muito mais airosa, do que a angústia que essa inevitabilidade provoca, sem nunca ter conseguido, em momento algum da minha existência, a ela recorrer), é inevitável continuar nesse caminho e ser-se levado também à “verdade” da inexistência de alguém que cá nos trouxe. Por sua exclusiva e egoísta ou altruísta vontade. O não ter tido quem tivesse tomado em suas mãos a responsabilidade de me ter colocado aqui, dá-me um trabalhão enorme. Deixa-me sozinha para tomar as minhas decisões, fazer as opções e, mais e pior do que isso, retira-me desculpas e almofada, para ajudar a suportar a dureza da parede cada vez que nela bato com a cabeça.
Creio que é aqui, para ajudar nesta difícil tarefa de me aguentar sozinha e de aceitar que sou a única responsável das asneiras que faço, que me surge a “verdade” dos princípios.
Fazer da minha passagem por aqui, da forma como passo e das pessoas que procuro para comigo percorrerem o caminho, procurando ser fiel a princípios, que são a minha única aproximação de verdades, é a minha única safa. Qualquer outra será incompatível com este maldito defeito cartesiano (?), que me leva a duvidar de tudo e, sobretudo, de mim. Sistemática. Teimosa e dolorosamente.
Há uns anos, num momento trágico da minha vida, algumas vezes me questionava se estava a ser fiel a alguns princípios “sagrados”. O de que a passagem por aqui tem que ser uma passagem de busca da felicidade, do bem-estar. Aqui e agora. E o meu dever de me incluir nesse bem-estar e nessa felicidade. Aos poucos reentrei nesse, que considero, meu direito inalianável. E fui reaprendendo a suportar a angústia do fim. Que fui tentando tornar suportável. Aliás, a certeza dessa inevitabilidade, quando conseguimos que se torne suportável, dá-nos uma premência de procura da felicidade e do bem-estar aqui e agora, que nos impede de aguardar, de não lutar por os alcançar. E esse direito à procura diária da felicidade, apesar da angústia de a saber sempre inatingível e passageira, tornou-se o bocadinho da verdade, a que penso me ter tornado merecedora.
Possivelmente, um dia, terei direito a mais qualquer coisita dela. Dessa “megera”, como dizia o Chico Zé, lá mais em baixo. Terei, é essa a minha mais intima convicção, de trabalhar para a merecer. Mas, então como agora, será apenas e sempre um pedaço maior ou menor da minha verdade. Fazendo jus à importância dos princípios de que não abdico, nunca a verei como a verdade. Apenas como a minha verdade. Desta incapacidade não me creio nem com capacidade nem com vontade de algum dia me libertar. Se há algo que considero incompatível com verdade (quase tanto como discuti-la num Blog…) é a sua junção ao imperativo do verbo tomar. Toma-a, nunca.
Será sempre a minha maior incompatibilidade com a verdade. O julgar-me detentora (merecedora, talvez um dia, quem sabe…) dela.
Notas finais: Quando acabei de escrever estas linhas, tive três pensamentos. O primeiro, não era de nada disto que o Chico Zé falava e não sei porque carga de água, me deu para esta tentativa caseira de "filosofar" (claro que com aspas)
O segundo, dar razão a quantos me chamam superficial. Ter veleidades de escrever sobre estes assuntos, num intervalo de um fim de almoço e de uma saída com amigos, num Sábado à tarde, manifesta, pelo menos, uma dose razoável de leviandade...mas, paciência. A "verdade" é que já não me apetece muito mudar...e o tempo impediu-me de ir à praia, como previsto.
O último foi: isto é um post enorme, para além de lhe fazeres uma entrada alrgada, deverias encontrar uma fotografia, que o tornasse mais...airoso. Pois...uma fotografia para "a verdade". Entre a espiral e o labirinto, a "megera" não me permite escolher. Ficam as duas, portanto. Ou seja, mais uma prova que não sou mesmo capaz de ter certezas...nem uminha, para ilustrar um parvo dum post.

Publicado por Isabel Faria às 04:23 PM | Comentários (2)
agosto 18, 2006
Haverá algum xarope ou comprimido?
Há alguns tipo atitudes que me fazem passar da cabeça. Ok, quando são atitudes, isoladas que alguém num dia mau tem, ou que me encontram num dia mau e eu faço uma tempestade...grito, faço birra, estrabucho, encolho os ombros e vou-me embora (o mais habitual) ou, na pior das hipóteses, faço algumas coisas que a seguir me ficam aqui a moer, uma quantidade de tempo, a moer de remorso e de vergonha, mesmo...como aconteceu ontem. Mas não é disso que me apetece falar...
Mas há casos em que não são atitudes. São formas de estar. É feitio, mesmo..
Não suporto pessoas que não me olham quando falam comigo ou quando eu lhes falo. Que me obrigam a parar dezenas de vezes para confirmar se me estão a ouvir, que me obrigam, mesmo, a perguntar se me estão a ouvir, falo e estão a olhar para o monitor, ou para a janela, ou para a folha A4, ou para a omeleta ou para antes de ontem...acho de uma falta de cortesia, de educação e sobretudo de uma frieza que me enerva e me dá vontade de acabar não aquela, mas todas as conversas...
Para além deste mau feitio que me faz passar das estribeiras quando tenho a sensação que me estão claramente a mostrar que estou a falar para as paredes, estou cada vez mais intolerante com a mentira. A sério. Não suporto a sensação que me tomam por parva...e depois não suporto a sensação que a mentira pode ser uma doença. Acho que há pessoas que já nem mentem, que elas próprias se convencem que estão a dizer a verdade, a sua verdade passa a ser a verdade...e a gente que pensa que estamos vacinados contra estas pragas, acabamos por nos deixar ir e acabamos por deixar que nos levem na mentira delas...mesmo sabendo, que nos estão a mentir. E para nos libertarmos completamente da teia, vimo-nos à rasquinha...
A propósito de que é que isto vem?
Olhem, tenho tido o azar de nos últimos tempos conviver com pessoas assim. De uma e outra espécie. Felizmente nenhuma tem a falta de gosto de ter as duas coisas ao mesmo tempo...mentir-me sem olhar para mim. Seria o fim da macacada.
Mas apetecia-me mandá-las dar uma volta ao bilhar grande...as que são assim, por doença ou por gene. Sou uma insensivel. Pronto. Afinal, são umas coitadinhas. Precisam da mentira para viver e têm problemas de pescoço...gostava de ser mais tolerante. Ou de encontrar algum medicamento...assim ajudava-as, tipo boa acção, e desempaavam-me a loja. Alguém conhece?
Ah e depois, já agora ajudem-me a levá-las de ao pé de mim...isto é pior que a tortura do chinês...
Publicado por Isabel Faria às 03:19 PM | Comentários (5)
Fotografia

Fotografia tirada esta manhã, algures na Margem Sul.
Publicado por Isabel Faria às 10:00 AM | Comentários (4)
Um início de dia infernal

Não sei se já alguém passou pela experiencia de mudar um pneu logo de manhã a caminho do trabalho. Ainda por cima num dia de chuva. Pois foi o que me aconteceu logo pela manhã. 6.45 da manhã , vinha eu descansado para trabalhar quando um sujeito entra na via pela esquerda. Nada de mal, ele tinha montes de espaço para entrar e não estorvar ninguém, se tivesse acelarado um bocadinho, coisa que não fez e assim quando dei por mim estava na traseira dele. O instinto faz com que nos desviemos e eu fui para cima do passeio. Não bati em ninguém mas a jante e o pneu foram à vida.
Com a chuva que estava não lembrava nem ao diabo mudar o pneu pelo que arrastei (é este mesmo o termo) o carro até uma bomba de gasolina para poder estar debaixo de um telheiro.
Mas sabem o que me irritou mais? Foi o ar das pessoas que iam à bomba a olharem com aquele ar de gozo "olha para este, tá fo.....".
Agora só posso esperar que o resto do dia corra melhor que o início mas uma valente telha já ninguém me tira. Tou pior que estragado.
Publicado por Daniel Arruda às 08:19 AM | Comentários (2)
agosto 17, 2006
Uma coisa para descontrair
Hoje deixo-vos com uma gracinha. Isto só de falar de coisas sérias também não dá com nada.
Espero que gostem. Eu achei-os giros.
Publicado por Daniel Arruda às 01:33 PM | Comentários (6)
agosto 16, 2006
...e post assim...

Foto: Mirabela Saru
Não sei há quantos anos deixei de me preocupar em definir o que sinto. Quando era novinha, sim. Aquelas dissertações se era paixão, amor, atracção, se era passageiro ou para a vida (confesso que quando era novinha, era sempre para a vida...), ocupavam-me horas. Lembro-me que antes de adormecer, a minha cama era uma autêntica palestra. Entre eu e eu. Às vezes até eu, eu e eu. Creio que chegávamos a ser quatro na cama.
Mas, como escrevi ali atrás, com o tempo comecei a adormecer sem “palestrar” comigo .Sobre nomes de coisas. E deixei de me preocupar em lhes dar nomes, mesmo. Quando muito, faço uma lista onde meto as sensações todas. E guardo, bem guardadinha para um dia, quando voltar a apetecer-me baptizá-las, ou tiver insónias, mostrar a algum entendido e perguntar, então vá lá, isto é (era) o quê?
Se me pedisses e eu pudesse dava-te o Mundo. Não posso, mas eu sei que tu sabes que eu te daria o Mundo. Se pudesse.
Quando as coisas ficam pretas, quando o Sol se esconde, quando preciso de um ombro, é em ti que penso.
Quando quero o Mundo, mas sei que apenas me podes dar uma palavra, ou mesmo que não possas, continuo a querer o mundo a a ficar apenas com a palavra. Ou mesmo sem ela.
Se me pedirem para definir amigo, penso eu ti. Se me pedirem que pense em ternura, penso naquela moínha que sinto aqui num lugarzito que deve ficar entre o estomago, o coração, a alma e o olhos e que aparece sempre que te toco. Ou mesmo que não te possa tocar.
Se me pedirem que defina prazer, penso no que me dás. Se pedirem que defina desejo, sinto-te.
Se me pedirem que defina vida, falarei em acordar a teu lado. E como basta acordar a teu lado uma manhã, uma tarde ou uma noite, para ela fazer sentido. Adormecer também.
Se me pedirem para te definir...aí, não terei palavras. Que cheguem. Serás, portanto, ainda e sempre o meu Mar. E encantas-me. Muito mais que me encantaste naquela noite em que me esperaste ao fim das escadas. E muito menos que me encantarás amanhã.
Publicado por Isabel Faria às 11:10 AM | Comentários (3)
Pedido de desculpas para escrever posts assim...
Colegas, desculpem usar o Troll para isto. E leitores, comentadores e amigos que por aqui passam, também. Eu prometo que se não se zangarem muito, eu, de vez em quando, também escrevo sobre o Líbano, o Sócrates (brr), até sobre o Bush (brrr, brrr). Mas por favor deixem-ne usar o Troll para mandar umas cartas. E para falar no Bono. E na Lua. E no jantar. Senão eu fico triste. E triste sou uma chata do caraças...
Publicado por Isabel Faria às 11:01 AM | Comentários (9)
agosto 14, 2006
Vou ver o Fu e mais o Ho
Quando o meu filho nasceu, muitas vezes, sentia falta de ter com quem partilhar os medos. Assim, altas horas da madrugada, quando, de repente, por uns minutos ele parecia ter parado de respirar…abanava-o docemente ( o docemente sou eu a dizer...o medo era tanto que não tenho nada a certeza que fosse docemente...) e já sabia. O João Pedro, que só tinha um sono pesado durante o dia, acordava de imediato. Eu tinha uma noite sem dormir pela frente, mas ele respirava…o não dormir não era assim tão importante.
Um dia tinha lido, numa das dezenas de livros e de revistas que me ensinavam que aos dois meses levantavam a cabeça, aos quatro faziam isto e aos quatro e duas semanas aquilo, um artigo sobre o sindroma da morte súbita…e o João Pedro nunca mais pôde dormir uma noite descansado, sem um abanão pelo meio. Nessas alturas, creio que teria sabido muito bem ter alguém que me ajudasse a dar o abanão…tipo dividir o resultado do dito, mesmo. E nada tinha a ver com partilhar a noite sem dormir…era mesmo só para aguentar os segundos até o abanão resultar…
Depois, ao longo dos anos, essa necessidade foi-se atenuando. Aprendeu a andar, a ficar em casa sozinho, a ir para a escola de autocarro…cada primeira vez era sempre um drama, as outras todas a seguir uma dramazinho mais miniatura, mas, a necessidade de partilhar isso, de pedir conselhos ou, apenas, que me ouvissem, atenuou-se de tal maneira que pensei mesmo que me tinha tornado autosuficientemente mãe.
O pior é agora. Usando uma linguagem popular, agora é que porca torce o rabo.
Passados estes anos todos, quem é que ia imaginar que voltava a precisar que me ajudassem a dar o abanão? E mais grave ainda, quem é que ia imaginar que quem tinha que levar o abanão seria eu?
Não têm sido dias fáceis. Há alturas em que sinto o meu filho ficar longe. Há coisas que deixou de partilhar. Fecha a porta da casa de banho para fazer a barba… Dou comigo a pensar que me trocou pela namorada e a ver-me já naquele papel das anedotas portuguesas em que há sempre uma sogra megera e rezingona que faz a vida negra às pobrezinhas das noras (normalmente é aos genros, mas aqui não dá…). Esta tarde dizia a um amigo que sinto que estou a perder o meu bebé.
Acabámos de ir buscar dois filmes ao clube de vídeo. Olha tu és uma chata, mas ainda bem que não me deixaste lá ficar mais um dia…tá bem que namoro um dia a menos, mas já tinha cá umas saudades duma cama a sério…e de te obrigar a ver um filme de artes marciais…
A pessoa onde ele passou o fim-de-semana, dizia-me, há pouco, ao telefone que o João Pedro era um miúdo tão arrumadinho…tão calmo…tão prestável…tão atento…
Cum caraças eu, às vezes, posso barafustar por ele cá não fazer a cama, e por eu o estar a chamar e não vir a correr…e por não me falar da namorada…e…por ter crescido. Mas uma pessoa gosta sempre de ouvir…já desde o primeiro ano que saía sempre inchada da escola…agora saio inchada do telefonema com a tia da namorada, que parece que já não foi e agora já é...pronto, apenas tenho que me habituar à mudança das fontes de….inchaço.
Nestes dias, difíceis porque tenho teimado em deles fazer um drama quase tão grande como a história do Sindroma da morte súbita e respectivo abanão, tenho sentido o bem que sabe poder colher informações abalizadas sobre o que é ser um puto e ter 16 anos…só conhecia a versão feminina da coisa e, confesso, essa lacuna tem sido das coisas mais complicadas de gerir… talvez nunca seja capaz de dizer como têm sido importantes e quanto me têm ajudado essas “informações”. Sobretudo porque são dadas sempre com aquilo que mais preciso de recuperar. A leveza das coisas simples. Como crescer, é. Ou ter um filho. E criá-lo.
Talvez nunca consiga dizer…Mas se algum dia conseguir terá que ser qualquer coisa como: porra pá, tenho dormido algumas noites à tua pala. E contrariamente àquelas alturas em que mais noite menos noite sem dormir, não vinha mal ao mundo…agora, a idade não perdoa. Cada vez que ouço o que se faz aos 16 anos, quando se é puto e se tem 16 anos…e comparo e sossego com a comparação…é mais uma hora de sono. O que equivale a menos uma ruga…Obrigado. Se algum dia conseguir dizer como me tem (me tens) feito bem, não me posso esquecer de agradecer as rugas…a menos.
Mãe, vens ou não vens???
Yap...
Vou ver um filme que presumo deva ter alguém com um nome Fu ou Ho...para desanuviar, diz ele..Para adormecer, receio eu. Mas seja para o que fõr...cabemos os dois no sofá novo. Viva!!!
Publicado por Isabel Faria às 11:42 PM | Comentários (6)
Sem título

Foto de Flip Pizlo
Numa cadeira vazia cabe tudo. Cabe a solidão. A esperança. A memória. A partida e a chegada.
Num caminho também.
Na volta, uma cadeira vazia no ínicio de um caminho é apenas uma espera. E se for no fim?
Publicado por Isabel Faria às 10:35 AM | Comentários (5)
agosto 13, 2006
O meu Sábado
Ontem fiz folga do Troll. Mas não se pode dizer que tenha sido um dia muito gratificante…isto é, gratificante foi, porque estive com pessoas de quem gosto muito, almocei bem, jantei bem e depressa e fui ao cinema…bem. O pior foram os pormenores.
Ao almoço com uma amiga (e prima, mas acho que a gente só se lembra disso quando falamos das semelhanças dos ascendentes…), apanhámos um susto do caraças, porque ao meio da conversa em vez de discutirmos o Bloco e a CDU (é o único defeito dela…) ou de falarmos de algo estimulante, como homens, por exemplo, assunto ao qual temos dedicado algumas (muitas) conversas ao longo dos anos, demos por nós a falar das brincadeiras, das manias, das ternurinhas do …Bono e do Romeu. Os nossos gatos. Horas a fio…
Depois de um jantar mais ou menos rápido, porque me atrasei quase uma hora e em que nem deu para conversar com um amigo com quem não falava, assim, ao vivo e a cores, há alguns meses (malditos telemóveis!!!), fui ao King ver os Amantes Regulares. Não gostei. Um filme francês sobre um grupo de jovens estudantes, aspirantes a poetas e a pintores, durante Maio de 68 e no ano de 1969, na ressaca. Soube-me a pouco. O preto e branco dá uma intensidade às imagens que creio não tem correspondência no desenrolar da história. Um filme sobre os vinte anos. E sobre fins. O fim do sonho da Revolução, o fim do primeiro amor. O fim da infância. Tinha tudo para dar um filme muito bonito, mas senti que lhe falta algo…as cenas mais fortes são as cenas de fugas, o ópio está sempre presente, mas as outras, as que falam de vida, acabam por pecar pelo imobilismo e pelo silêncio. Talvez tenha uma ideia errada, que o tempo se encarregou de fantasiar, mas aos vinte anos, acho que os sentimentos têm todos mais cor, do que a que por ali passa. Fica uma ou duas frases giras. Como a de que “O proletariado não quer a Revolução, mas que fazer? Temos que a fazer “malgré” o proletariado”, ou “Os Sindicatos têm mais medo da Revolução que os patrões. Só querem conseguir melhores salários…como se dinheiro tivesse algo a ver com felicidade”, ou uma dissertação engraçadíssima e completamente “Soissantehuitard” sobre as semelhanças entre o Maoísmo e os religiões e fica uns olhares profundos, mas que transmitem uma desesperança que acaba por ser dolorosa.
Ok, não saí convencida
Depois do cinema mais um assustador pormenor. Não nos apeteceu ir beber um copo, como tínhamos combinado (Daniel, ainda não foi ontem que fui ver a Lua ao Agito). Viemos, aqui a casa, beber…uma água. E tal como ao almoço não tínhamos falado de homens o que me parece uma falta de gosto assustadora ou um sintoma de senilidade constrangedor, na “água” passei uma hora e tal a tentar explicar ao meu amigo como funcionam …as mulheres. Pelo ar desesperado e perdido como ele saiu cá de casa, não me parece que tenha conseguido explicar o que quer que seja.
À despedida disse-me, deixa lá, é mesmo melhor voltar a pensar nas aulas e nos putos, nos meus e nos da escola e esquecer que esses seres repelentes existem…os seres repelentes, sou eu e a parte da Humanidade com as mesmas características, note-se. Ficou prometido que nunca mais dou água a alguém que anda a tentar esquecer um ser repelente. Acho que faz uma mistura explosiva. Deve ter a ver com isso a história de não poderem entrar líquidos nos aviôes...
Publicado por Isabel Faria às 11:55 AM | Comentários (2)
agosto 12, 2006
Ai que saudades do Inverno
São quase 22Horas e a mim só me apetecia algo assim

Publicado por Daniel Arruda às 09:23 PM | Comentários (1)
Uma piadinha para o sábado à noite
Dado que estou em clara inferioridade clubistica neste blog aqui vai uma piadinha para descomprimir.
Havia um senhor, já velhinho que toda a vida foi lagarto, doente, como todos os andrades, no seu ódio visceral a todos os outros clubes e especialmente ao Benfica. Deitado na cama e sabendo que ia morrer chamou o seu filho para lhe transmitir umas últimas vontades.
- Filho, quero que vás ao Estádio da Luz e me faças sócio do Benfica e mais. Quero que me compres uma camisola do Glorioso para vestir no meu enterro.
O filho abriu a boca de espanto mas o pai ao ver que ele ia fazer perguntas disse.
- Vai filho, que nao há tempo para perguntas.
O filho lá foi para a Catedral e fez o que o pai lhe tinha pedido, porque não se nega uma última vontade a alguém e muito menos ao pai.
Chegado de novo a casa abeirou-se do pai e disse.
- Aqui está a camisola e o seu cartão de sócio, mas explique-me lá porquê, logo você que toda a vida foi um lagarto ferrenho.
- Filho, não percebes mesmo nada, não vês que assim é mais um Benfiquista que morre para fechar os olhos de seguida.
Publicado por Daniel Arruda às 09:06 PM
Quem liga primeiro, então???

Ontem á noite vi um programa da SIC Mulher, Eles por Elas. Este e o Elas por Eles, são dois programas levinhos para ver a um serão em que apeteça ficar em casa. Por uma coincidência engraçada, tinha estado a falar no programa e no tema de ontem, com um amigo, horas antes.
O tema era quem dava o primeiro passo. Quem é que deve ser o primeiro a “ligar”.
Como nestas coisas de relações entre sexos, o cliché pode dar um jeito do caraças, mas não passa disso…e como tenho fama de vir para aqui contar a vida, estive a fazer um esforço de memória para ver se encaixava no dito – uma mulher nunca deve ser a primeira a ligar (esta do ligar, é assim, tipo muleta…deve poder ser enviar um Email ou dizer baza aí, tomar um café, no caso de se trabalhar na secretária ao lado, por exemplo…), e não encaixo. O que me parece mal. Muito mal, mesmo. Mas não encaixo por ter a certeza que fui sempre a primeira a ligar. Nada disso. O problema é outro. Nas relações que me interessaram, naquelas em que ao clic se seguiu uns momentos (uns dias ou uns anos) bem passados, não faço ideia quem foi o primeiro a ligar…a sério. Não chego lá. Nem sei se houve norma…o que se passou a seguir ao telefonema, ao Email ou a baza lá tomar um café, encarregou-se de tornar esse pormenor tão insignificante que não chego lá…nas outras, naquelas que não valeram nada…acho que foram sempre eles que ligaram primeiro e eu que disse tou nem aí…e não foi nada para me armar em difícil ou coisa que o valha. Tou nem aí, porque sem clic, química ou outro nome qualquer não dou primeiro, nem segundo nem 36º passo…e se nalguns (muito poucos) casos, acabei por beber o tal café, penso que foi sempre um café com data certa para acabar …e que ambos o sabiamos.
Como dizia ontem a Alice Vieira no tal programa, o primeiro passo dá-se quando se acha que vale a pena dar. E dá-o aquele que estiver primeiro convicto disso. Ou que tiver o telefone mais à mão…a história de que as mulheres que ligam são mulheres “fáceis” e que os homens não gostam disso e que as que não ligam são difíceis e que os homens “adoram”, só funciona se não houver…química. E funciona para os dois lados. Também nós se não sentimos a força da tal quimica, achamos a "facilidade" deles uma chatice e se sentimos a dita achamos a "facilidade" deles uma benção dos céus. Porque, quando há clic, quimica, atracção, interese, chamem-lhe o que quiserem, fácil ou difícil, não há tempo nem disponibilidade para pensar nisso.
Claro que há o tal medo da rejeição, de que ontem alguém falava. Mas esse medo acompanha-nos em todos os estádios da relação. Aprendemos, com o tempo, que nem sempre os timings coincidem. Que, às vezes, a paixão, o amor, o clic, acaba primeiro num que no outro e que isso dói…mas se isso fosse motivo para nos tolher os passos ( e as palavras) então não fazíamos o primeiro, nem o 100º…ficávamos quietinhos no nosso canto, com medo de nos magoarmos e sem ousar …telefonar. Nem amar.
Como a memória me atraiçoa, só posso dizer que se fui eu que dei o primeiro passo, e mesmo que isso me meta num saco qualquer, estou-me bem borrifando. Os momentos que passei, passo, valem bem qualquer tipo de “etiqueta”.
Se foram os homens, que me permitiram esses momentos, a dá-lo, obrigadinho. O que vos fiquei a dever em prazer e em momentos, horas ou anos…justifica plenamente que tenham tido o telefone à mão antes de mim.
Que me lembre houve uma vez, já a relação ia em muitos momentos, em que fiquei afincadamente à espera que o outro ligasse…a relação terminou pouco tempo depois, apesar dele ter ligado.
Que me lembre, houve algumas vezes em que homens me ligaram e levaram tampa, mas tenho a certeza que eles entenderam desde a primeira vez, que iriam levar tampa…na volta eram persistentes, achavam que eu valia o esforço ou tinham um certa dose de masoquismo.
Ah e já me aconteceu levar tampas…não no primeiro mas num dos outros…porra, se custa. Mas a gente resiste. Aliás, eu acho mesmo que a gente, muito antes da tampa ser vísivel e audível, já a (pres)sente há que tempos…fingimos é que não vimos. Deve ser as alturas, as de pré-tampa, em que assobiamos mais para o lado…a não ser que seja mesmo uma relação muito importante, daquelas que não se quer perder nem morta. Mas aí, meus amigos, quero lá saber se sou a primeira, a segunda ou a única…a luta é a minha profissão.
Dou-me ao luxo de pensar que todos as vezes em que insisti, foi porque o outro merecia que eu insistisse. Creio que é a melhor homenagem que posso fazer aos homens da minha vida. E à minha capacidade em os escolher.
Publicado por Isabel Faria às 11:44 AM | Comentários (5)
agosto 11, 2006
Não percam a Lua

Afinal decidi sair um pouquinho do casulo. Só para escrever umas linhas.
Estou há duas horas á minha janela ( coincide com a do casulo). Não vi ninguém passar na rua. Ao longe vejo o Castelo. As árvores estão quietas. Mas não parecem tristes com isso. A rua está deserta, mas não parece sózinha. O calor sufoca e faz o Castelo estender-se preguiçoso. E só pode haver uma razão. A Lua. Esta Lua Cheia que se prepara para aparecer por detrás das folhas quietas. Grande. Ontem vi-a, por detrás da Gulbenkien. Amarela, uma Lua que só pode vir do Alentejo. Voltei a vê-la de manhã, branca, em cima do Aqueduto. Aí, branca, mas á mesma enorme.
Vou esperar que ela apareça. Cheia. O luar que me chega diz que mais minuto menos minuto, ela vai chegar.
O Poeta dizia: fazer um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. Se ousasse juntar-me ao poeta: amar um homem e ver a Lua. Esta Lua. Vou esperar que ela chegue à minha janela. Se não for por mim, sei que não vai deixar o Castelo esperar.
A rua continua deserta. Também à espera...ah, e se ousasse ainda juntar algo mais ao poeta: Lisboa.
Mesmo com este calor sufocante não poderia não a respirar. Assim, transpirada..E, como eu, á espera.
Publicado por Isabel Faria às 10:05 PM | Comentários (4)
Tenham paciência...

Perdida entre a perspectiva de um fim-de-semana sem o meu filho e a certeza que só se guardar bem guardadinho, tipo tesouro mesmo, o cheiro e o sabor que invade esta tarde a minha casa poderei na Segunda-Feira, transformar-me num bicho da seda forte e grandalhão, não me apetece escrever. Nem ler notícias. Adiei uma ida ao cinema e vou ficar lá dentro, quieta e aconchegadinha (tem ar condicionado…).
Vou pegar num livro policial, levar um CD do Cohen, talvez umas uvas frescas e ficar lá até amanhã. Não quero que nada nem ninguém possa contribuir para dissipar esta brisa…nem mesmo a neura de pensar que vou passar um fim-de-semana sem o João Pedro. E mais, tenho a certeza que só por causa do tal cheiro, na Segunda…ah, já tinha dito. É melhor, então, ir…não me posso esquecer de levar o Telemóvel. Para dizer ao meu filho, porta-te bem, pelo menos cinquenta vezes…e para dizer…obrigado por existires…e por teres deixado a brisa que faz de mim um bicho da seda e peras!!!!! (se o TLM não tocar…eu digo à mesma…ou não se tratasse de uma brisa milagrosa, esta…que leva as palavras para todo o lugar onde eu as quiser fazer chegar…e traz).
Por uma qualquer avaria no sistema, apetece-me terminar este post com um Porra!!! (Para o caso de lá dentro chegar à conclusão onde está a avaria, será melhor levar a chave de parafusos??? E o alicate??? Não me parece...acho que curto a avaria).
Publicado por Isabel Faria às 07:28 PM
agosto 09, 2006
Novas ligações
Apesar de quase sempre muito atrasada, lá vou colocando uns links novos aqui ao lado nas Ligações Perigosas do Troll. Pedindo desculpa pelo atraso, mas apresentando como desculpa que nessas partes técnicas esta coisa é um Blog unipessoal, pois os meus colegas, coxo incluído, são infinitas vezes mais azelhas (e mais preguiçosos) que eu, ontem entraram para a lista o Caderno de Verão, que espero sinceramente não seja só de Verão, porque não me apetece andar sempre a tirar links e vale mesmo a pena uma visita diária e o Ponto sem Nó, da minha alentejana favorita, a Mar.
Aqui ( e ali) ficam, com a promessa que vou tentar ficar mais atenta, ser menos preguiçosa e mais persistente na tentativa de meter os homens da casa a partilhar estes assuntos domésticos, colaborando nas arrumações. Afinal, parece que isto é um Blog de Esquerda...
Publicado por Isabel Faria às 10:45 AM | Comentários (6)
agosto 08, 2006
Olá e Adeus
Não sei se sentiram a minha falta nestes 2 últimos dias mas espero que sim. faz-me bem ao ego. Pois é, mas queria só informar os meus amigos que até 5ª Feira vou estar a escrever pouco.
Porquê?
Estou de braço ao peito. Uma estúpida de uma inflamação no cotovelo, ou burcite, como o médico me disse, impede-me de fazer uma série de coisas e "teclar" é uma delas que isto de andar a "picar milho" só com um dedo não dá com nada. Mas pode ser que apareçam aí umas coisas que deem um posta rápida e curta. O que me conforta é que a casa está bem entregue. Assim que voltar a ter as duas mãos livres vou logo escrever um posta sobre as aventuras de domingo á noite nos centros de saúde do Seixal. Vão adorar. Até lá.
Publicado por Daniel Arruda às 04:21 PM | Comentários (3)
Paris Hilton et moi
Por:Manuel Carvalho
A famosa Paris Hilton declarou que iria estar um ano sem sexo. "Vou beijar, mas nada mais" disse a louraça cheia de papel.

Se as promessas de Paris forem como as de Sócrates ela vai quebrar a sua promessa. Mas o mal não estará em ela quebrar a promessa. O mal estará em ela quebrar a promessa sem antes me ver.
Alguém tem por aí o e-mail dela? Vou-lhe mandar uma foto minha. É mais ou menos parecida com esta. Belo belíssimo, lindo lindíssimo.

E já agora, antes a queria a ela do que ao Sócrates! Nesse, não há nada que engrace. Porque será?
Feitios!
Publicado por Troll Urbano às 03:44 PM | Comentários (5)
Obrigado
Há alguns dias que ando para fazer este post. Mas tem passado. Não é que seja muito importante. Passam-se dias em que nem me lembro que existem. Mas...existem. O Troll desde há uns tempos que entrou na lista dos 25 Blogs mais lidos da Weblog. Já uma altura tinhamos lá estado, mas, então, nenhum de nós teve dúvidas que se tratava de uma “anormalidade” qualquer que nos punha com 8000 ou 10000 visistas por dia...
Mas agora que parece que a mania das grandezas passou ao sistema de contagem e depois de uns tempos lá por baixo, entramos nos 25 +. Ontem estivemos no 11º. Segundo este contador com 2795 visitas...
Ok, pode-se não ligar muito a isto...mas uma pessoa quando escreve...curte ser lido. Quando fala, ser ouvido...quando ...ok. Por aí adiante...
Portanto, obrigadinho. Por passarem por aqui. Desculpem se, às vezes, isto anda mais calmito mas o calor, as férias e uns tantos acidentes de percurso assim o obrigam. A gente gosta de vos “sentir” por cá...é por isso que cá continuamos.
11 + (14) * Troll Urbano * 2795 + (2206) (não sei fazer isto ficar com aquele ar...sorry...vocês vêm cá, eu agradeço...mas nada a fazer... continuo azelha!!!!)
Mas se quisrem confirmar está aqui. Com o tal ar que a azelhice não permite colocar aqui.
Publicado por Isabel Faria às 01:14 PM | Comentários (3)
Há dias assim...
Quando isto está mau, nada como o Álvaro de Campos ou o Bernardo Soares...para ficar pior. Bem hajam.

Não: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho
Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM
agosto 06, 2006
Onde anda a minha mala???
Alguém me pode faxavor informar se hoje é Sexta Feira. dia 13 dum raio de um mês qualquer????
Apanhei o Expresso que me traria de volta a Lisboa. Coloquei a mala no porta bagagem.
Fiz a viagem.
Cheguei à camionagem. A mala que lá estava era da mesma cor que a minha....mas não era a minha.
Um senhor no aeroporto desceu e pegou na minha mala. Da mesma cor do que a dele mas que não era a dele.
Eram 11.30 da manhã. Até agora o senhor não contactou a empresa que nos transportou, não me devolveu a minha mala nem procurou a dele. Na camionagem abriram a mala dele que tem roupa de homem. Digam-me para que é que eu quero calças de fazenda, polos e camisas??? E a estúpida sensação de que alguém anda a mexer nas minhas jeans, nas Tshirts do João Pedro, no meu colar de coco comprado na Zambujeira do Mar, na minha blusa dos buraquinhos verde água que eu adorava...e no resto que nem falo senão me largo a chorar???
E agora?
Amanhã vou fazer um reclamação por escrito. Exigir que me paguem os prejuízos...e o motorista??? Acabei de o contactar...não quero que venha a ter problemas...mas como posso evitá-lo?
Diz que "acha" que não há nenhuma norma interna que os obrigue a separar as bagagens que entram nos autocarros, única forma de evtar que isto aconteça. As bagagens para o fim da linha vão para um lado, para as paragens intermédias vão para o outro...e as bagageiras que não transportem bagagens para aquela paragem, não são abertas, em nenhuma circusntãncia. Ele acha. Mas não tem a certeza. Este é o procedimento das viagens internacionais. Parte-se para Madrid de autocarro. Pelo caminho se se necessitar de algo que se transporte no bagagem guardada no porta bagagem, o motorista não tem autorização para o abrir. Somos avisados disso logo que as guardamos. Aqui o motorista acha que não existem regras escritas... Mas conhecendo as relações de trabalho como conheço, não acabará por ser ele a sofrer as consequências de uma incuria que é da empresa?
Amanhã faço a reclamação por escrito...exijo uma indemnização. Entretanto custa-me passar sem as minha coisas. Mas depois, vou conseguir adormecer? Sem ter a certeza que as responsabilidades serão assumidas pela empresa e não assacadas ao elo mais fraco, o motoroista que nos transportou e que abriu a porta ao Senhor que trocou as malas?
Comparado com...não adianta. Também somos as nossas coisas. E a falta delas. O pior é que também somos os anos de experiências em relações de trabalho que conhecemos....e somos os nossos princípios...e estou como que petrificada sem saber que opção tomar...
Volto ao principio...será que é dia 13?? Sexta Feira???
Publicado por Isabel Faria às 03:27 PM | Comentários (5)
agosto 04, 2006
Com On e Off faxavor!!!! Parva encardida!!!!!!!

A memória é uma coisa parva. Tal como em tudo o que diz respeito às coisas cá de entro devia vir SEMPRE com um botão a dizer on e off. Podia ser em inglês que a gente até lá chega...
Para além de incomodar, aparece em ocasiões em que não é convidada, acaba por nos estragar (isto é, a gaja pensa que estraga, mas a gente, com a idade, aprende a dar-lhe a volta...quase sempre...) alguns momentos que queriamos imaculados de prazer e de entrega e é extremamente injusta para com os outros...mete-nos a cobrar- lhes coisas que os pobres nem imaginam que alguma vez possam estar a dever...e não estão, claro. As dívidas são de outros, que vieram antes, que estão enterrados (ou deviam estar), que aparecem sempre de lençol mais ou menos encardido na cabeça e que há muito que deviam estar nas calendas grega, troianas ou o raio que as partam.
Se a gente até pode concordar que a memória colectiva é útil e que o Off deveria estar eternamente avariado, a nossa, a que nos traz os nossos encardidos encapotados, devia poder ser desligada e pronto. È uma parva. È encardida e é inimiga do nosso bem estar.
Estúpida...
Não me perguntem a que propósito é que isto vem que não faço ideia, tenho raiva a quem faz e se me disseram que faço eu desminto. Sou lá gaja para dar importância a encardidos/encardidas de lençol na cabeça...vai de retro!!!!
Publicado por Isabel Faria às 10:49 AM | Comentários (2)
agosto 03, 2006
Nem sei que título dar a isto
Quando estiveres perdido, sem saber mais o que fazer vai accoona. É a solução de todos os nossos problemas. Com uma palavra apenas n'accoona ficas com um mundo aos teus pés. Os teus amigos e amigas vão repeitar-te por causa dos teus conhecimentos e nunca suspeitarão que o segredo está n'accoona. Se os professores te perguntarem coisas demasiado difíceis mada-os ir ver accoona. Se a tua mãe, pai, avó ou avó precisarem de algo diz-lhes que se houver, está n'accoona.
Mas o mais giro é que nunca mais precisar da prima pois a partir de agora accoona está ao teu dispôr 24 horas por dia, sempre disponível e sempre rápida a responder a todos os teus desejos e necessidades.
Eu descobri accoona atrvés de uns amigos e hoje estou-lhes grato. A minha vida mudou a olhos vistos. Da primeira vez, confesso que abri accoona a medo, sem saber bem o que me esperava, mas uma vez iniciado e ciente das capacidades d'accoona não passo um dia que não vá lá. Umas vezes estou n'accoona apenas uns minutos, outras estou horas sem me fartar porque as possibilidades que accoona nos oferece são ilimitadas.
Espero que gostem tanto como eu.
Publicado por Daniel Arruda às 01:20 PM | Comentários (15)
Pensamento positivo.
Hoje acordei com pensamento positivo.
O dia de hoje só pode ser melhor que o de ontem. Pelo menos o Benfica não perdeu.
Publicado por Daniel Arruda às 10:53 AM | Comentários (5)
agosto 02, 2006
Agora a minha boa acção
A Isabel deixou aqui um miminho aos leitores masculinos e eu sou solidário. Por isso aqui vai um miminho para as nossas leitoras femininas. Mas como não sou gajo de deixar as coisas pelo meio e como tive algumas dúvidas resolvi escolher estas. Estava indeciso entre o preto e o branco pois não conheço bem as preferências das nossas leitoras e/ou leitores.
Espero que gostem. Foi com a melhor das intenções.


Publicado por Daniel Arruda às 09:28 AM | Comentários (4)
Sem titulo

Há dias em que as coisas que vemos todos os dias, nos tocam num sítio qualquer diferente. Com o tempo habituamo-nos a elas. Pansamos. Afinal, nem sempre assim é.
Tenho que passar pela morgue do Instituto de Medicina Legal todos os dias, quando saio de casa. De inicio fazia-me confusão. Muita confusão. Mas fui aprendendendo a conviver com isso.
Hoje havia seis carros funerários parados à porta. As portas estavam abertas. Todos já tinham as flores dentro. E esperavam. As flores, os carros e algumas pessoas que estavam por perto, esperavam. Nunca olho para os rostos de quem espera. Tenho um pudor enorme em fazê-lo.
Tenho a sorte de trabalhar perto da Maternidade Alfredo da Costa. De vez em quando tenho a sorte de ter pontaria com as horas das altas. Vou tentar hoje. Adiar a hora do café. Vai-me fazer bem ver as alcofas que trazem pela primeira vez à rua, os meus vizinhos acabados de nascer.
Assim costuma funcionar. Primeiro passar pela Rua do Instituto Bacteriológico e depois o jardim em frente da Maternidade. Ao contrário não. Isso desde que, a muito custo, me convenci que sou mortal que tenho cá dentro.
Nem vou precisar de ver seis alcofinhas. Uma chega. Apenas olhar um começo. E senti-lo.
De vez em quando encontro pessoas que me dizem que não têm medo de morrer. Têm medo de sofrer. Nunca consegui sentir isso. Tenho um imenso medo de já não ver a porta do carro aberta. De mahhã, quando passo ao Instituto, e ainda não fui ao jardim em frente da Maternidade, lembro-me que há alguns anos, me convenci que isso é bem capaz de acontecer um dia...
Já tinha chegado a estas linhas...não as vou agora apagar. Entretanto, por mais uns tempo, convenci-me que a gente também se engana...qual mortal, qual carapuça. Enquanto viver, não sou. Bastar um telefonema, para me lembrar isto, merece um agradecimento sentido ao Sr. Bell...pelo menos.
Publicado por Isabel Faria às 09:28 AM | Comentários (2)
agosto 01, 2006
A minha boa acção

Regressar é mau...mas recuperar alguns bons hábitos não é assim mau de todo. Ser solidária, por exemplo. Para quem recomeçou hoje a trabalhar e precisa de um estimulozito...aqui fica.
Se descobrirem algum que achem que me possa ajudar a mim e quiserem ser solidários comigo...estou a precisar:
Publicado por Isabel Faria às 03:22 PM | Comentários (3)
Uma semana como desculpa...

Dos benefícios para o bébé, falam os especialistas. Do prazer, podemos falar nós. Daqueles momentos únicos, da mão pequenina no nosso braço ou no nosso seio, da boquita ávida, do olhar que procura o nosso...do sorriso. De satisfação quando saciaram a fome e ficam todos disponíveis para nós...disso podemos nós falar.
Publicado por Isabel Faria às 02:52 PM
A verdade
Parece que Fidel Castro foi internado por causa de um problema nos indestinos derivado do Stress. Esta é a versão oficial.
O Troll no entanto está em condiçoes de avançar que isso não é verdade. A verdadeira causa está documentada mais abaixo num exclusivo que conseguimos sacar dos serviços secretos cubanos e que já agora nos custou os olhos da cara.
As imagens são chocantes, de facto, mas a verdade tem de ser contada.
Eu sei, Serviço Público. Com muita honra e empenho.

Publicado por Daniel Arruda às 01:12 PM | Comentários (3)
Publicidade enganosa
"Sócrates deixa São Bento" era o título de uma notícia do Portal iol. Tive um momento de felicidade embora um pouco incrédulo. Afinal a notícia só anunciava que Sócrates iria gozar uma semama de férias.
Se isto não é o exemplo de publicidade enganosa então o que será?
Publicado por Daniel Arruda às 08:43 AM | Comentários (8)
A 1ª do novo ano Laboral
Voltei ao trabalho. A caixa de E-mail estava cheia com trabalhos, uns pendentes outros que os meus colegas resolveram na minha ausência. O ambiente continua igual, e não houve entradas nem saídas no meu departamento. Até eu continuo sem vontade de fazer nada. Como veem tudo igual.
Felizmente que no meio de mails de trabalho também havia alguns que o meu chefe apelidaria de inuteis mas que me ajudam a suportar o dia. O pior dia do ano. O 1º depois das férias.
Divirtam-se. Foi o que eu fiz.
Publicado por Daniel Arruda às 08:20 AM | Comentários (1)
E para estas...usa-se o Betadine onde?

Desde que começaram a cair usávamos o Betadine. O Hirudoid para as nódoas negras. A água friia costumava resultar. E uma festinha. Um abraço apertado. Sentados ao nosso colo, as dores acalmavam e as lágrimas amainavam.
E agora? para as outras? As de dentro, que não passam com Panadol, que não têm lugar para se pôr o Betadine, que não se vêem, só se sentem, as nódoas negras, para as de dentro, as dos fins que doem, das coisas que se aprende que não são eternas, mas se queria tanto que fossem, para as que até nos fazem esquecer que os homens não choram, como se repetia depois de cada sessão de raios laser antes da operação por causa da bola de ténis. Para essas, usa-se o quê? Não vale a pena falar do tempo. Dizer que passa. Eles sabem isso. Só que não sentem. Nem nós, grandallhões e com tantos fins desses no curriculum, o sentimos, como é que eles podem?
Fica o colo...a toalha molhada na testa que antes servia para baixar a febre e agora talvez sirva para refrescar um pouco a alma.
Já queres falar?
Não, ainda não.
Quando quiseres eu estou aqui.
Eu sei.
Publicado por Isabel Faria às 12:00 AM | Comentários (3)
julho 31, 2006
Tentativa de motivação

... TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO.
E NÃO GOSTO DE ESTAR DEITADA AO SOL. E JÀ ESTOU FARTA DE FÉRIAS. FARTA! FARTA!! FARTA!!!
... TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO.
ESTOU CHEIA DE SAUDADES DELE: CHEIA! CHEIA!! CHEIA!!!
(Recebi por Email de um amigo. Decidi fazer um post com algumas alterações...obrigado, João. Chama-se Tentaiva de Motivação. Mantenho o título).
Publicado por Isabel Faria às 12:13 PM | Comentários (8)
julho 30, 2006
Voltei a casa...

...e tenho uma camilha para dar de adopção.
Voltar para casa tem assim qualquer coisa que nos leva longe. Àqueles dias em que voltava e procurava o colo da mãe porque uma colega me tinha chamado parvalhona, ou perguntava ao meu pai, aconchegada debaixo do seu braço, achas-me muito feia, pai? porque um menino me chamara caixa de óculos...Voltar é encontrar o colo e ouvir, claro que não, és agora feia, filha, apesar de já não custar tanto o parvalhona nem o caixa de óculos (aliás, desde que uma vez tentei usar lentes de contacto e fiz uma ferida na córnea que quase me cegava de um olho...acho-me sexyssima com estas coisas penduradas em cima do nariz...)., no sofá onde adormeço ao meio do filme ou na banheira que já sabe, sem precisar que eu faça nada, qual a temperatura e qual a quantidade de água, para o meu banho de imersão.
Sabe bem, pronto.
O meu único problema quando volto para casa (para além de normalmente isso significar que tenho que voltar ao trabalho...mas nisso só começo a pensar amanhã, mais ou menos por esta hora) é as coisas que compro enquanto estou fora. E o trabalhão que me dá arrumá-las. Desta vez, por exemplo, comprei três frasquinhos para as especiarias (isto é aquilo não são frasquinhos para as especiarias, são frasquinhos, eu é que decidi que eram frasquinhos para as especiarias e não lhes admito discussão...) e um tapete para o quarto. E pronto...já mudei a cozinha toda do avesso por causa dos três frasquinhos de vidro com uma rolha e ainda não tenho a certeza se fica por ali...
O pior, no entanto, é o quarto. Para além de ter retirado o outro tapete de circulação e do ritual que isso implica, tipo, explicar que volta no Inverno, claro que te curto, já assististe a umas coisas, ia agora esquecer-me de ti e assim, há o resto do quarto todo que tem que se alterar por causa do tapete. A mesa de cabeceira agora já não é mesa de cabeceira. O cabide deixou de estar dum lado e está no outro exactamente oposto, as molduras que estavam em cima da mesa de cabeceira que agora já não é mesa de cabeceira ficaram no mesmo lugar com a diferença que têm que estar voltadas para outro lado, porque já não estão em cima da mesa de cabeceira e o trabalhão que deu até acertar com o lado...e o pior...esta é a parte que não sou capaz de resolver. Sobra-me uma mesa camilha...e respectiva tollha. Aquilo não cabe em lugar nenhum e nunca poderia ter uma camilha e um tapete...agora estou com graves problemas logisticos. Já pensei colocá-la ao cimo das escadas e dizer, olhem vizinhos, tão gira...fica aqui tão bem, agora arranja-se umas plantinhas...mas a minha vizinha vai dizer que não chega à janela e assim não pode abrir a porta a toda a gente que vem a minha casa antes de lhes dar tempo de tocar à campainha...
Por acso, há alguém que precise de uma camilha e respectiva toalha??? A sério ela até tem bom ar, não me cabe é na cozinha, ainda por cima agora que me lembrei de comprar os frascos das especiarias e não faz pandan (eu aprendi a dizer pandan ainda estava no Afixe ...creio que é um termo tipo Tia mas que é apropriado para a gravidade do momento que eu e a minha mesa e respectiva toalha estamos a passar)...Vá lá...há algum voluntário que qieira adoptar uma camilha??? E respectiva toalha?
Publicado por Isabel Faria às 03:35 PM | Comentários (8)
julho 29, 2006
Descanso
Gosto de não saber a história do barco abandonado. Nunca saberei se o barco chegou ou não chegou a partir...se foi trazido pelas ondas ou nunca chegou a ser levado por elas...se repousa num porto seguro depois de cansado de viagem ou se de tão cansado não chegou a partir. Se encontrou motivos para ficar. Ou se deixou de os encontrar para partir. Como não percebo nada de barcos, não sei se é um veleiro a que tiraram as velas, se um barco de piratas a quem o Alentejo conquistou, se um barco de pesca que se cansou de pescar...não me parece que esteja abandonado, Acho que as ondas, as gaivotas e algumas,poucas, pessoas que se atrevem a descer as rochas, lhe fazem companhia. Apesar de não lhe conhecer a história, acho que é feliz. Tem ar de ser um barco feliz. Portanto, não abandonado. Descansa apenas...perto de casa.
Publicado por Isabel Faria às 05:20 PM | Comentários (2)
Tenho sempre medo de pensar nas coisas que me fazem medo
Fui muito cedo para a praia. Gosto de chegar à praia quando ainda não há ninguém. Gosto de ver o mar e sentir que ele se me dá...de quando em vez, preciso de ter algumas coisas em exclusividade. Não acontece muito com as pessoas, melhor, não acontece com as pessoas porque não acho justo e porque nunca espero dos outros o que não lhes posso nem lhes sei dar, mas com o Mar sim. Também acontece com a Lua, ás vezes. Mas menos. Com o Mar gosto mesmo de sentir que aquela onda foi propositada para molhar os meus pés.
Não creio que houvesse mais de 3 ou 4 pessoas espalhadas pelo areal. Longe o suficiente para que apenas ouvisse o som das ondas.. O João Pedro ficou ainda a dormir. Era a última manhã de férias e tinha que aproveitar.
Deixei a toalha, despi-me e, de tão cedo que era, deu para sentir, percorrendo-me o corpo, o vento frio, a maresia fria, de quando o Sol ainda acorda.
Molhei os pés na água fria. Naquela que eu sei que só ali estava para mim. E aconteceu-me o mesmo de sempre, quando só estou eu e o Mar. Nunca sinto frio. Sei que a água está fria, mas não a sinto fria. O Mar, quando estamos sós, eu e ele, aquece-me sempre. Mentira. Esta parte foi só porque me custa reconhecer que não saberia viver sem o seu calor. O Mar, para falar verdade, mesmo quando não estamos sós, aquece-me sempre. Até quando está longe e só o sinto. Durante alguns tempos só sentia o Mar quando o olhava. Ou o tocava. Agora não. Agora sinto-o sempre. Creio que começou a acontecer quando aprendi a entregar-lhe os meus pés para aquecer. A entregar-me. Os pés e o resto de mim.. De manhãzinha, ao acordar, o Mar aquece-me a alma. Nunca me devo vir a fartar de acordar no Mar. Como não acontece muitas vezes, aproveito os minutinhos todos. E beijo-o. Ou a areia dele. Enquanto ele se espreguiça. O Mar parece gostar que o beijem ao acordar. E ao adormecer. Já me aconteceu estar com ele, à noitinha, e beijá-lo ao adormecer. Ou de dia. O Mar não tem hora para adormecer. Basta que a gente lhe toque levinho. E o canse. Gosto de ver o Mar cansado. Parece-se com gente. Comigo. Também gosto que me adormeçam. Cansada.
Ainda sinto os pés molhados. Quentes e molhados. Mesmo agora que o Sol quase adormece de novo e a maresia volta. E agora que as férias acabam sei que vou encontrá-lo noutro lugar. Pode ter forma de Tejo. O meu Mar tem a forma que eu lhe dou. Dantes não era assim. Precisava de o ver, assim, azul e de perder de vista, para ser o meu Mar. Creio que começou a ter esta forma, a forma que lhe dou, quando um dia o encontrei á minha porta, ao fim das escadas. Um Mar que está em plena Lisboa, á minha porta, ao fim das escadas e me espera...pode ser e estar em qualquer lado. Confesso que tenho medo que um dia não o encontre, que volte a sentir a água fria ou que precise de lhe tocar para o sentir...ou, pior ainda, que deixe de perceber que aquela onda é só para mim... Mas não me apetece pensar nisso. Nunca me apetece pensar nas coisas que me fazem medo. Tenho sempre medo disso.
Publicado por Isabel Faria às 05:14 PM | Comentários (3)
julho 28, 2006
Hoje um poema...
Hoje não me apetece escrever...apetece-me apenas um poema da Mafalda Veiga. Creio que já um dia o publiquei ...não faz mal...deve ter sido num dia como hoje...em que, por várias vezes, me recordei da voz da Mafalda Veiga numa noite quente de um Julho passado à chegada ao Campo Santana. Ou porque...Não...há coisas qie até eu que costumo contar tudo não ouso...fica o possível. Porque me apetecia dizê-las. Soubesse eu ser poeta.
Por te rever
Quisera roubar-te essas palavras e morrer
Trazer-te assim até ao fim do que eu puder
E começar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu guardar-te nos sentidos e na voz
E descobrir o que será de nós
E demorar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Quisera a ternura, calmaria azul do mar
O riso o amor o gosto a sal a sol do olhar
E um lugar pra me espraiar eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço
Adormecer e abandonar-me de cansaço
Quisera assim perder-me em mim eternamente
Por te rever, só
Publicado por Isabel Faria às 03:10 PM | Comentários (1)
julho 27, 2006
Só faço isto e ...como...

Isto sou eu (sou uma optimista) enquanto não venho aqui meter as moeditas...para além disso como...pão alentejano e queijo...e tou feita ao bife...a balança da farmácia só pode estar avariada...só pode. Porra. Alguém me sabe dizer se é costume as balanças das farmácias avariarem??? E, não é??? Obrigado. Vocês são uns amores...o que seria de mim sem vocês???? Não pode ser, pois não??? Ninguém engorda quase 2Kg a comer pão alentejano??? Em oito dias!!! Só pode ser avaria, não só???
Publicado por Isabel Faria às 06:05 PM | Comentários (4)
julho 26, 2006
O CD que faltava

Depois de Zé Cabra, dos Excesso, do FF ou mesmo dos d'zert eis que se aproxima mais um momento alto do panorama musical mundial. Paris Hilton vai em Agosto lançar o seu 1º CD de originais.
O mundo já sabia de vários dotes desta multimilionária herdeira do império Hilton. Há pouco tempo acrescentou-se a esses dotes conhecidos o da representação com o boato de que ela seria a escolhida para fazer de Madre Teresa de Calcutá num filme biografico. Agora a lista fica completa. Ela tem outros dotes de boca (eu sei, foi machistas esta piadola) que não se importa de mostrar.
Estou ansioso. Sempre quero ver o que vai saír dali.
Publicado por Daniel Arruda às 07:11 AM | Comentários (1)
julho 24, 2006
Tiraram o banco....
Adiava há quase vinte anos. Sempre receei encontrar uma das duas Zambujeiras. A de 1983 e ter saudades de nós. Ou a de 1987 e sentir a falta do Zé.
Durante posts e posts em que fui falando do Zé nunca lhe dei nome. A maioria das vezes usei a terceira pessoa do singular e não me dei nome a mim. Sabia que se voltasse a ver a casa azul de onde se espreitava o mar, lhe daria nome. E a mim. Na Zambujeira temos que ter nome. Não te zangues nem faças essa cara de mau. Não há como não temos nome na Zambujeira.
Não tive, especialmente, saudades nossas. Nem senti a falta do Zé. Saudades nossas tenho algumas vezes, pelo que não fomos capazes de viver. Do Zé, tenho sempre. Pelo que ele desistiu de viver. Mas sentir a falta não. Já não. Deixei de sentir a falta quando senti que estavas bem.
Tiraram o nosso banco da Praça. Melhor assim. Nunca chegámos a concluir se em 87 já não chegava ao Cabo Carvoeiro. O amor. Em 83 sabiamos que sim...qual Cabo Sardão...qual Cabo Espichel...pelo menos ao Cabo Carvoeiro e voltava...não faziamos ideia quantas vezes voltava. Mas era enorme.
De tudo o que queria só não tirei uma foto à casa da risca azul...prefiro-a naquela em que estás à porta do Dyane. Em 83.
Na casa da risca azul, quero-te lá.
Ao voltar, quando o telemovel tocou, tive a certeza que tinha estado na Zambujeira em 2006. Não senti a nossa falta. Saudades tuas, Zé, tenho sempre. Aprendi a viver com elas. Não faço ideia se ainda chegava ao Cabo Carvoeiro em 87. É bem provável que não. Sei que não devias ter desistido...não, antes de viveres. E de encontrares outros amores que chegassem aos Cabos todos e voltassem não sei quantas vezes. E te voltassem a dar vontade de não desistir. Mas quem sou eu para saber isso, não é??? para não aceitar que tivesses partido...não eras tu que me dizias que gostavas de mim porque eu nunca impunha nada...nunca...e o que isso, às vezes, custava...mas amava-te demais para ousar pensar em impôr-te o que quer que fosse. Quando se ama nunca se impõe...nunca. Creio que mostrei (mostro) isso outras vezes...só sei ser assim...
Ainda bem que tiraram o banco...e que o telemóvel tocou na viagem para cá. Gosto de estar viva. Tenho pena que tu não estejas. Mas sei que, ali, estivemos. E, sei lá, ia jurar que te vi o sorriso...E nem penses que dói ver o teu sorriso. Nunca, Zé. O que doía era quando desistias de sorrir e me fazias chorar por desistires...quando sorrias nunca doía...mesmo quando sabia que eu não cabia no teu sorriso. E soube tantas vezes que não cabia no teu sorriso.
A cascata está lá...vi-a ao longe...é, continuo uma medricas do caraças...e alturas então, nem vê-las...piorou com a idade. E também a cascata só tem piada para se tomar banho depois de se fazer amor na praia. Um dia quem sabe...por agora fica a nossa cascata. Já que nos tiraram o banco...um dia quem sabe...o amor tem destas coisas Zé, às vezes, sem mesmo a gente saber como, volta a chegar aos Cabos todos...quantas vezes te pedi para não esqueceres isso nunca...de vez em quando não me ouvias...olha no que deu...a cascata está lá e tu não podes fazer amor na praia...não podes??? Sei lá...desculpa a prvoíce. Quem sou eu para saber o que tu podes ou não podes fazer. Na praia onde estás agora.
Publicado por Isabel Faria às 06:46 PM
julho 23, 2006
Sei lá se é esteriótipo...

Este Sábado, o Daniel Oliveira escrevia, no Expresso, um artigo com o título Homens-objecto.
E falava sobre os estereótipos que continuam a distinguir o sexo, o prazer e os afectos no masculino e no feminino. Como pontos prévios gostaria de dizer: 1º, que este post seria muito mais fácil se tivesse mantido o anonimato, 2º que já não me sinto com idade para este post ser muito mais fácil se tivesse mantido o anonimato, .3º Que este post só é possível porque o vento não me deixa ler as partes chatas do Expresso.
Não me preocupa nada essa história de nos distinguirmos ou não na hora do prazer. Já fiz sexo, já fiz sexo apaixonada . Não posso garantir que todas as vezes que estive com alguém (já) estava apaixonada. Creio, sinceramente, que não. Aliás, eu sou das pessoas que acreditam que a paixão precisa de intimidade para florir. Pode haver atracção, pode haver curiosidade, mas quando se descobre o prazer, fazendo sexo com alguém com quem nunca se esteve, não houve tempo para a intimidade. A paixão, não está, portanto, ainda ali. Não se conhece o sabor de alguém na primeira vez que se “dorme” com alguém. E não há paixão sem sabor.
Ao longo da minha vida quase sempre me apaixonei pelas pessoas com quem tive sexo.. Quase sempre.
Não tenho nenhum problema em assumir o Quase. Tenho a certeza que o quase me deixou um sabor estranho na boca (ou na alma?). Possivelmente, nas poucas vezes que me aconteceu, saía sempre com as palavras do Sérgio cortadas a meio: “Hoje soube-me a pouco”...pelo caminho, na intimidade que não criei, ficou sempre a faltar o resto do verso... “portanto, hoje soube-me a tanto”.
Não sei se esse sabor fica ou não fica nos homens. Nem faço ideia se fica nas outras mulheres. Em mim ficou. Mas sei que isso não tem nada a ver com prazer. O sabor que a seguir ficou não impediu nem condicionou o prazer de enquanto durou. Apenas me confirmou que não o voltaria a procurar. Porque lhe faltava algo...e não me estimula por aí além ter um prazer a que falte algo...
Pelo contrário, nas vezes em que a primeira vez foi o início da paixão, acabaram por surgir sempre as palavras do Sérgio. Todas. Mesmo que ainda soubesse que faltava tudo, mesmo que ainda não conhecesse o cheiro, nem o sabor. Mesmo que não soubesse se iria haver outra vez...nos momentos a seguir, naqueles em que se está vazio de quase tudo, sabia-me, já ali, sempre, a tanto...e, aí, era a pele que o dizia. A pele e o cheiro. Já que o olhar, às vezes, se esconde de cansaço. No toque duma mão, enquanto se redescobrem as forças, está ou não a certeza se a intimidade é possível. E a paixão provável.
Aos poucos, cada vez que num qualquer lugar surgia a oportunidade de criar a intimidade / alimentar a paixão, então, a certeza de que prazer se tem quando se está disponível para ele, mas que sabe bem melhor quando se começa a conhecer a borbulhita, a ruga ou a covinha onde podemos descansar a boca e o coração, a forma como o outro respira ou a maneira como se dá, surge como um facto e não como um preconceito.
Não sei se acontece o mesmo aos homens. Nem às outras mulheres. Sei que prazer pode nada ter a ver com afecto...mas que se juntarmos as duas coisas temos aquela mistura explosiva que faz o Mundo andar...e nos faz ter um gozo do caraças em estar vivo..
Das vezes em que o afecto não veio...à posteriori, sou capaz de me lembrar dos orgasmos. Nunca mais lembrei a pele. E não. Aí, que seja estereotipo ou o raio que o parta, mas prazer a sério a gente tem que se recordar dele com pele.
Não me faz nenhuma confusão imaginar-me a fazer sexo. E a ter prazer com ele. Um orgasmo é sempre um orgasmo. Mas que um orgasmo com olhar e com pele e com palavras é um orgasmo de que a gente nunca vai esquecer, disso também aprendi a não ter dúvidas.
Não sei se se passa o mesmo com os homens...sei que a gente sente...posso garantir que soube sempre distinguir quando um homem com quem estive esteve comigo ou esteve com...uma mulher. Acho que as mulheres sabem sempre. E os homens também. Às vezes, podemos fazer de conta que não...mas é só por comodismo, por medo, por desistência, por hábito...mas saber, sabemos. Porque se sente. E senão se sente logo enquanto se faz sexo, sente-se a seguir, no toque da mão...fazer amor e fazer sexo não é a mesma coisa. E todos o sabemos. Antes de começar, enquanto dura, mas, atrever-me-ia a dizer, sobretudo, quando termina.
É assim como a masturbação. Por necessidade ou por desejo...a gente sente que não tem nada a ver...apesar de cumprir a sua missão.
Acabei de reler isto e não faço a mínima ideia se há alguma lógica naquilo que escrevi. Nem faço a mínima ideia se há alguma lógica em o ter escrito.
Nem sei se ficou claro o que verdadeiramente penso do assunto e que eventualmente pode servir de estudo para quem quer que seja...(LOL). Para que conste e ajude, então, os tais estudiosos. Sou mulher. Não me faz nenhuma confusão sexo sem paixão. Mas prefiro ter as duas coisas. Juntas. Porque ao sexo sem paixão falta a intimidade. Não me parece nada de errado nisso. Pode-se viver sem ela, creio. Apenas eu preciso de intimidade para me sentir inteira. De cada vez que a vivo sei que terei mais desejo dela na próxima vez.. De cada vez que tive um orgasmo sem ela...tive um orgasmo. Faz-me imensa confusão paixão sem prazer, sem sexo. Acho que não é paixão. Pode ser uma quantidade de sentimentos, cada um mais louvável que o outro, mas paixão, não. Talvez por incapacidade (nunca se é muito bom a falar do que não se conhece muito bem, né?) também vi que não me referi às relações de vidas. Em que as “dores de cabeça”, as dúvidas, os filhos, o trabalho condicionam não só o desejo como a forma de o viver.
Pelo que me recordo das que mais se assemelharam a isso, recordo que sempre tratei as dores de cabeça (sem ou com aspas) com analgésicos (sem ou com aspas) e as dúvidas com palavras. E que não tive oportunidade de notar muito essas diferenças de que falam os entendidos.
Também não falei do momento de “despaixão”. Aquele em que no lugar da paixão não se criou nada...e em que se fica frente ao outro como se de um estranho se tratasse. Aqui não sei como é com os homens. Nem com as outras mulheres. Comigo sei que é definitivo. Se sei que posso desejar antes de me envolver emocionalamente com alguém, ou, eventualmente, sem que isso nunca venha a acontecer, o meu desejo nunca resistiu ao processo de “desapaixonamento” (esta coisa existe?).
A memória de quando o toque da mão enchia os momentos a seguir ao amor, se o toque da mão falta, torna completamente impossível a disponibilidade para os momentos antes. Os da entrega. Deve ser das poucas coisas em que fundamentalista. O meu desejo é fundamentalista. Não resiste a comparações com ele próprio. Normalmente, nunca lhes sobrevive. E isto nada tem a ver com a duração das relações. Nem com a sua “normalidade”. Quando a paixão acabou em relações estáveis ou nas menos estáveis, o outro foi sempre o primeiro a saber. A maioria das vezes antes que eu tivesse encontrado o jantar certo para a conversa necessária....e nunca demoro muito tempo a escolher o restaurante..
Publicado por Isabel Faria às 11:08 AM | Comentários (8)
julho 22, 2006
O Mar
Gosto dele.
Publicado por Isabel Faria às 11:23 AM | Comentários (5)
Crónica de férias nº não sei quantos
Ter o Troll entregue ao Daniel, ao Chora e ao Manuel a escreverem sobre coisas sérias, deixa-me tempo para aproveitar as férias para escrever sobre as coisas importantes da vida. Claro que não...as coisas sérias não têm que ser necessariamente as importantes.
O Sr. da Pensão que o ano passado queria casar comigo, encontrou-me agora mesmo na Padaria. Reconheceu-me, perguntou-me porque não tinha ficado na Pensão dele. Antes de ter tido tempo de lhe responder, disse-me que continuava a querer casar comigo...voltou a tratar-me por Menina, primeiro e Dótora, depois. O ano passado disse-lhe N vezes que Menina, mas pouco e Dótora nem da Mula Russa, como se diz na minha terra. O Sr. disse que, para ele, eu sou Menina e Dótora e pronto. E que quer mesmo casar comigo...não percebi se ele quer casar comigo por causa de eu ser Menina ou Dótora...presumo que nada tem a ver com a Isabel...prometi-lhe que para o ano volto a ficar na Pensão dele...e ele disse-me que continuava à minha espera. Creio que para casar.
Está um bocado mais coxo e mais empenado...mas para querer casar comigo não deve ser preciso ainda correr a maratona. Só deve ser preciso ser masoquista e distraído QB.
Secalhar para o ano penso nisso...se ele ainda andar, que os quase 80 anos não perdoam.
Também não tenho a certeza se para casar comigo é preciso andar...eu cá nem que ainda andasse quilómetros sem ficar com dores nas barrigas das pernas e nas costas, queria casar comigo...mas deve ser porque sou um cadito masoquista, mas não suficientemente distraída. Não deve ter, mesmo, nada a ver com o reumático.
Antes de se ir embora ainda disse à Sra.da padaria que os papo-secos estavam com mau ar...portanto, ver, ainda, vê. Fiquei mesmo sem perceber nada.
Publicado por Isabel Faria às 11:15 AM | Comentários (2)
julho 21, 2006
Em tudo na vida...

... há uns com tanto e outros com tão pouco. Mas como em tudo, os que menos representam sã os que mais têm e os que mais peso deveriam ter têm de se contentar com pouco.
Publicado por Daniel Arruda às 11:52 AM | Comentários (5)
julho 20, 2006
Crónica
Trouxe uma gaja (eu) a porra do portátil para poder fazer os posts em casa e vir aqui ligar o portátil e não ir à falência e assim...e nada...não funciona. Lá tenho que estar num de moedinhas.
Então o melhor é mesmo ir temperar as febras e preparar o churrasco e fazer a salada e mais umas coisas destas que se fazem quando se está de férias...portanto, inté. Amanhã à uma hora venho aqui ter com um senhor que me vai ajudar a pôr isto a funcionar...espero eu de que.
Como isto parece um cavalo a correr...é melhor mesmo ir.
Daniel, vê lá se dás assistência ao bé-bé, faxavor.
São servidos????
Ah, é verdade porque é que vocês puseram a pobrezinha da Ministra da Educação quase a chorar a dizer que não a deixavam falar??? Maus e feios. E os exames do 12º ano não foram nada uma trapalhada. Injustos. Os incompetentes são os ptofessores. Chatos. Tadinha. Tive pena, eu.
Publicado por Isabel Faria às 07:19 PM | Comentários (1)
Temos um Troll novo
Um pedido de desculpas colectivo. Aos leitores do Troll, aos meus colegas Trolls e ao Manuel Carvalho.
Aos leitores do Troll porque apareceu um colaborador novo e ninguém o apresentou. Aos meus colegas, nomeadamente ao Daniel, pois essa tarefa tinha-me sido atribuída democraticamente por ele (LOL) e eu esqueci-me de a cumprir e ao Manuel porque o meti aqui, tipo de paraquedas, sem dizer água vem. Mas ontem foi um fim de dia muito cansativo e "passou-se-me" completamente.
Desculpas apresentadas, o Manuel é, a partir de hoje. um dos nossos. Farta-se de gozar comigo porque venho para aqui contar a vida...portanto, caros amigos, considerem-se safos de "lamechices" tipo Isabel. Esperem por posts claros e empenhados. Tenho a certeza que não sairão defraudados.
Pela nossa parte, ficamos felizes de o ter cá. Estamos de férias e esta é uma óptima altura para ele começar...precisamos de sangue novo, caraças!!!!!
Por razões técnicas que ainda não resolvemos, o Manuel vai para já aparecer na antiga modalidade Trollina. Por:....
Brevemente pensamos cnseguir um Manuel uniformizado...isto não parece uma coisa boa, mas têm que compreender que tenho Vila Nova de Mil Fontes à espera...e não estou com muito tempo para encontrar as palavras adequadas a este momento!!!
Bem vindo, Manuel.
Publicado por Isabel Faria às 08:14 AM | Comentários (15)
Uma posta "non sense"
Havia em tempos, numa floresta longe daqui um ovo. Um ovo especial, pois era cozido. Não era estrelado nem escalfado, era cozido, daqules de têmpera rija, bem cozido, amarelado por fora devido à sua companheira de fervura, a casca de cebola. Não havia quem lhe fizesse frente. Até certo dia.
Os habitantes da floresta lembram-se como se fosse hoje. Depois de passados os tormentos do Natal, do Carnaval, dos Santos Populares nada parecia meter medo ao ovo. Mas eis que aparece o Coelhinho da Páscoa. Todas as nozes, framboesas, chocolates, gomas, chupas de Coca Cola e até mesmo os rebuçados de mentol pressentiram que tinha chegado o momento. Aquele que todos temiam. O Duelo imprevisto.
As árvores tremeram num sussuro que só a floresta pode compreender e depois fez-se um silêncio. O Ovo, esse, sabia que inha chegado o seu momento. O do tudo ou nada. Era por este momento que ele tinha esperado a vida toda, mesmo sem o desejar, mas com a certeza que ele iria chegar. Por isso a decisão estava tomada há muito. Não iria acabar como as amendoas envolto numa camada de açúcar ou como o chocolate envolto em papel prata. Não. Ele, já tinha visto demasiados ovos acabarem dentro de um qualquer folar reles ou, pior, pintado à mão numa qualquer cesta. Sabia que ia ter de lutar. Sabia também que não faria sentido esconder-se. Ainda um ano antes o seu primo tinha-se camuflado num gigante ninho de tartaruga e acabou comido pelo Splinter depois de denunciado pelo Donatello, o tal que se diz ninja ou um outro primo, ainda que afastado em 3º grau que confiou no lobo mau e por isso mesmo acabou por ser vendido à avózinha que fez dele moeda de troca para a libertação do capuchinho vermelho. Foi por isso para o centro da floresta, para uma clareira onde havia uma rocha, que ele usou para se sentar. De perna cruzada com um olhar profundo. Tinha visto o mesmo num filme com o John Wayne e foi um ver se te avias de Indios cheios de medo a fugir. Mas nem ele era John Wayne nem o Coelho era indio, mas confiava na sua sorte. Que mais lhe poderia valer?
Foi então que o Coelho chegou com a sua enorme cesta, nada amedrontado com a pose do Ovo ,avançando até ao meio da clareira. Foi então que tudo aconteceu. Robin Hood saíu da copa das árvores e pondo-se à frente do Coelho exclamou:
- Onde vais tu?
O Coelho surpreso e vendo-se rodeado de uma enorme tribo de pessoas, tocando jambé e abanando alucinados ao sabor da música, balbuciou:
- Ve.. Venh..Venho buscar o Ovo pois é quase Páscoa e o Xerife de Nothingam quer alegrar a festa das crianças da cidade.
- Nunca!!!! Só por cima do meu cadáver pois o meu rei nunca faria um cruel acto destes. Respondeu Robin.
Foi neste momento que apareceram mais de 100 coelhinhos que rodearam e cercaram a tribo do jambé que de tão tripados que estavam nem se apreceberam da companhia, continuando a dançar. Os coelhinhos que estavam equipados com pilhas duracel rapidamente entraram na festa e depois de duas cachimbadas já estavam a fazer tranças no pêlo e a venderem produtos artesanais.
Foi assim que embora rodeados de gente o Coelho e Robin se encontraram novamente sós. Frente a Frente. Sós?!?!?!?!? Então e o Ovo. O Ovo que se tinha borrado todo pela casca abaixo, fugiu, convencido que nunca mais poderia passaear de cabeça erguida pela floresta. Achava que afinal não passava de um reles Ovo de tasca. Daqueles que estão em cima do balcão e a quem se parte o rabo para descascar para depois espalhar o belo do sal fino. Sal fino não, pensou ele. Isso nunca. Partirem-me o rabo ainda vá que não vá mas sal fino????? Isso era demais. Mais valia o suicidio
Nesta altura já o Coelho e Robin se tinham entendido e iam a caminho da Roulote para comerem um cachorro e beber uma fresca. Neste caminho passaram por uma cana de pesca, o local escolhido pelo ovo para pôr fim à sua existência e ao verem o Ovo, já em cima de um banco com o fio de pesca preso á casca tremeram. Olaharam-se por breves instantes e ambos sabiam que não podiam permitir semelhante acto. Foi entam que se lançaram. O Robin ao Ovo e o Coelho à cana e num gesto simultaneo e não estudado, para virarem o estendal do avesso estatelando com isso o Ovo no chão. Acabaram os 3 embrulhados, naquilo que parecia uma luta fraticida pela sobrevivência e quando se levantaram toda a floresta temeu que o fim de algum dos heróis estava próximo. Mas não. Uma vez de pé eles abraçaram-se com a certeza que estavam felizes por estarem juntos, livres e salvos. Decidiram ir todos para a roulotte e nunca mais deixaram de ser amigos.
Consta a lenda que ainda hoje vivem na floresta, que os jambés ainda tocam e que os coelhinhos duracel ainda não perderam a pedalada.
Vitória, Vitória, acabou-se a história.
Publicado por Daniel Arruda às 01:55 AM | Comentários (3)
julho 19, 2006
Às vezes tem que ser...um poema
Hesito sempre quando me apetece deixar aqui um poema. É assim, sei logo que tenho menos um leitor... desde a minha pré-história no Troll que ando a tentar convencer o meu colega de Blog a gostar um bocadinho de poesia sem ser musicada...a pré-história de Troll já foi quase há um ano e ainda não consegui...(sou um desastre na arte de convencer).
Mas, de vez em quando, não resisto. Normalmente não é por razão nenhuma. Hoje nem é por o Troll estar quietito porque o Daniel está farto de trabalhar...é porque tem que ser. E quando tem que ser não é um poema. È o poema. Hoje tinha/tem que ser este.
Procuro-te, de Eugénio de Andrade.

Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre - procuro-te.
Publicado por Isabel Faria às 06:27 PM | Comentários (4)
julho 16, 2006
Post com destinatário ...

...ou a minha impossibilidade de esquecer as datas...
Há um ano e um dia, escrevi este post no afixe. E dei-lhe um título: post com destinatário. Ontem não deu para escrever um post, nem para sugerir que por aqui passassem a espreitar...vai atrasado. Mas sei que vai a horas. Ao post de há um ano e um dia, juntei mais algumas palavras...não muitas. Hé alturas na vida em que as palavras nos faltam. Quando estamos muito tristes ou quando estamos felizes. Não estou triste.
Num minuto se nasce.
Às vezes, acontecem, na nossa vida, momentos assim. Em que um mês não são trinta dias. Em que um mês não é, apenas, mais um mês. Às vezes, acontecem, na nossa vida, meses que são 43200 minutos em que nascemos.
Nascemos nas palavras e nos gestos que redescobrimos, no desejo que não calamos, na ternura que em nós transborda, no prazer que nos enche o corpo e a alma. Nascemos na voz e nascemos na pele e nascemos, ainda, no sorriso. E na paixão.
Às vezes, acontecem meses, na nossa vida, em que nascemos. Apenas nascemos.
Às vezes, acontecem momentos nas nossas vidas em que não nos preocupamos como será daqui a um mês ou daqui a um ano. Às vezes, acontecem meses na nossa vida em que só o 43201º minuto conta. E nesse, eu estou contigo.
Às vezes, acontecem momentos, na nossa vida, em que cada ano é, apenas, uma sucessão de dias cheios de minutos em que se nasce. Às vezes, acontecem momentos, na nossa vida, em que que nos faltam as palavras para dizer da dádiva dos minutos com se fizeram as horas e das horas com que se fizeram dias. Não interessa onde estaremos daqui a um ano. Ou a um dia. Hoje estou contigo. Tal como no primeiro dia. Não, tal como no primeiro dia, não. Estou contigo tal como no primeiro minuto. Estejas onde estiveres, no próximo minuto estou contigo...os outros, os de aqui a um dia ou a um ano não me preocupam. Apenas os desejo. Da única forma que sei desejar. Como se fosse o primeiro. E único.
Publicado por Isabel Faria às 06:51 PM | Comentários (2)
Mais uma macacoa do Troll
Não sei o que se tem passado, mas a Weblog, ou, pelo menos, o Troll, têm estado com mais uma das suas crises. Tem sido impossível comentar (recebi os vossos Emails , amigos) e não tem sido possivel colocar posts. Depois do que coloquei ontem á tarde, esta manhã tentei e o tal de sistema (adoro esta expressão onde cabe tudo, até as macacoas dos servidores) disse-me se não tinha mais nada para fazer que agora não dava. Não deu...vamos lá ver agora. Se não entrar, presumo que é mesmo do calor e mando eu o sistema dar uma volta (eu sei que esta parte costuma ter uma certa dose de conversa da treta...).
Atão...lá vamos nós...entras ou continuas a armar-te em difícil???
Publicado por Isabel Faria às 06:26 PM | Comentários (6)
julho 14, 2006
O que é que se faz?????
Alguém me pode dizer como é que posso alimentar o Troll se desde ontem me sinto assim:

Publicado por Isabel Faria às 06:27 PM | Comentários (4)
julho 13, 2006
Irão???????? Kuwait?????????
Tinha de escrever isto porque me deixou abismado. Que o Troll era lido de Norte a Sul de Portugal já eu sabia. Que havia internautas brasileiros que nos visitavam também sabiamos. Assim como não nos espantamos com Franceses, Ingleses ou Alemães. Agora que hvia pessoas que estando no Kuwait e no Irão nos visitavam é para mim espantoso e motivo de orgulho. (para quem não sabe nós conseguimos saber quem e onde se está on-line)
Um grande abraço para todos os amigos que nos visitam. Sem excepções.
PS: Vou escrever um pouco menos durante os próximos 4 dias pois vou para a Univ. Aberta das Esquerdas Europeias em Tavira. Promete ser interessante pelo que irei dando notícias.
Publicado por Daniel Arruda às 01:46 PM | Comentários (3)
Há sempre um trabalho pior que o nosso

Publicado por Daniel Arruda às 09:01 AM
julho 12, 2006
sim..............????????????????
Era esta a notícia que me faltava para ser feliz. Era por ela, ou pela sua ausência, que eu me estava a sentir infeliz.
Ou por outras palavras.....
ALGUÉM ME EXPLICA O CRITÉRIO EDITORIAL DOS NOSSOS JORNAIS??????????
Publicado por Daniel Arruda às 02:45 PM | Comentários (8)
Sem ter que sair de casa
Meninas,
Se são envergonhaditas e não estão a precisar de caixinhas de plástico, é só contactarem a Gisele. Cá por mim, nestas coisas, gosto de ir às lojas. Nunca gostei de comprar plásticos em casa...dá um trabalhão porque se tem que fazer lanche e gasta-se metade do tempo útil na tal galhofa. O tempo que se gasta na dita é totalmente usado se nos deslocarmos às lojas e olhar, imaginar, bisbilhotar as conversas dos presentes e ter enconttos imediatos dum qualquer grau.
Na do Conde Redondo tive, há uns tempos, um vizinho que tentava convencer a esposa que estava no escritório cheínho de trabalho...
Numa, em Madrid tive a infelicidade de ter trocado a ordem...se tivesse ido lá primeiro e só depois ao Museu do Prado, não teria tido um encontro à saída, de pacotinho na mão, com o, então, meu chefe, acompanhado da esposa e dos quatro rebentos...ele estava parado no semáforo e apitou e tudo...penso que nunca deixou de olhar para mim de esguelha...ainda balbuciei que tinha saído mais cedo da reunião para ir ao Prado mas não me parece que tenha sido muito convincente...
Mas como o Troll é um serviço público não podia perder a oportunidade de vos dar a conhecer este serviço. E juntar um conselho amigo. Se não puderem mesmo ir à Conde Redondo ou à Rua Nova da Trindade e não vos der jeito ir ao Prado, chamem a Gisele. Há compras, infinitas vezes, mais úteis que um Tupperware e quem é que nunca foi a uma reunião chata e se viu obrigada a comprar mais uma caixita...que não vai servir rigorasamente para nada. Aqui não. Todas as compras que, eventualmente, fizerem, tenho a certeza que vos virão a ser úteis.
Publicado por Isabel Faria às 02:32 PM | Comentários (3)
julho 11, 2006
"Sete palmos de Terra" ou talvez não...
Ontem a Émiéle tinha chamado a atenção para o final de "Sete palmos de Terra". Desta última série só tinha visto um episódio (habituaram-se a marcar-me reuniões para as Segundas Feiras...).
Mas não é sobre a série que me apetece falar. Já tudo foi dito sobre a sua qualidade e o prazer de vermos momentos daqueles transmitidos daquela forma simples, profunda, marcante. Apetece-me falar sobre uma cena em que a mãe de Nate fala, nas escadas, com mãe das suas netas. Dizia-lhe que tinha estado sempre sozinha enquanto teve os seus próprios filhos. E rematava com um "Mas quando é que a maternidade não é um acto de solidão???".
Relembro a minha. Os momentos em que aguardava que o meu filho nescesse, depois, o acordar ao meio da noite, a febre, o não saber como acalmar as cólicas, o dar de mamar, a sua boca nos meus seios enquanto me olhava e pegava no meu braço com a sua mão pequenina, mais tarde, os primeiros tempos verdadeiramente a sós quando ele veio para Lisboa, a espera, no portão, depois do primeiro dia de escola, a operação quando do descolamento de retina, depois o ramo de margaridas amarelas para a primeira namorada e depois as primeiras saídas, o primeiro fim-de-semana fora, a caixa de perservativos...e acabei a pensar: mesmo que, eventualmente, tivesse tido alguém aqui, o que sentiria nesses momentos teria sido sempre sentido sozinha. Não há como partilhar a maternidade. Nem a paternidade. Os actos de amor como as dores não são partilháveis. O amor, a paixão, o medo da perda, a dor da perda, os abraços, as dúvidas, as palavras que não se dizem, as que se dizem e não fariam qualquer sentido para quem elas não se destinam, os gestos de ternura ou as mágoas de quando não se entende o outro, são sempre vividos em solidão. Não teria nenhuma piada se assim não fosse. A partilha só nos enche porque sabemos que vem a seguir. Que lá está. A seguir. Que é a luzita depois desses momentos não partilháveis. Muitas, tantas vezes, insuportavelmente, não partilháveis.
Se não fossem momentos de solidão, indescritíveis, impartilháveis, nunca amariamos da forma que amamos. Da nossa forma. Única.
Dizer Amo-te será sempre uma forma aproximada de tentar dizer ao outro que aceitamos tentar transmitir-lhe a solidão do que sentimos...amando-o. Mas será sempre uma forma aproximada . E será sempre entendível, pelo outro, em solidão. E duma forma aproximada. Só que é infinitivamente mais gratificante se dito enquanto se aguarda o momento a seguir...o da partilha. E no dicionário da partilha, aí sim, solidão não existe.

(Depois de voltar do almoço, achei que o Troll precisava de uma foto, hoje. Como ilustrar a solidão do amor? Talvez rodeando-a de amarelo, a minha cor da paixão...não sei se resulta...a tal impossiblidade de partilhá-lo deve ter algumas culpas no cartório...).
Publicado por Isabel Faria às 12:13 PM | Comentários (4)
julho 10, 2006
Nem na minha casa
Isto há com cada uma. Agora não consigo colar comentários no meu blog. Tenho que ver o que se passa com isto. Até lá vão ficando com as postas, porque comentários é impossível.
Tou que nem posso.
Publicado por Daniel Arruda às 06:52 PM | Comentários (3)
julho 09, 2006
Back...(é do Sol!!!)

(imagem aproximada da entremeada grelhada do meu jantar de ontem...)
Acabei de chegar. Fiquei nun quarto em que, enquanto um andava em pé, o outro tinha que se manter quietinho em cima da cama...senão era choque certo. Um quarto enorme...vimo-nos aflitos para descobrir o pollibain (isto escreve-se assim...sei lá...também para descrever uma coisa monumental daquelas, qualquer palavra basta...) e mais de meio metro do meu filho ficou fora da cama...
...quanto ao resto...tudo correu bem. Apanhei Sol...agora já não pareço um copo de leite, pareço um garoto, só com um cheirinho de café, aluguei uma casa enorme (ainda não descobri para que é que quero uma casa tão grande, para passar dez dias, mas deve ter sido para compensar o trauma do tamanho do quarto e do dito cujo onde era suposto tomar banho, se lá tivessemos cabido...).e depois de alugar a casa, juro, juro, e juro (não estou a fazer figas...tenho os dedos todos em cima do teclado, apesar de só escrever com os dois habituias) descobri que mesmo em frente tenho um Cyber Café, com uns computadores onde se mete uma moedinha de cinquenta cêntimos...resisti a ir lá (só fui apalpar o senhor...ok, nada disso que vocês estão a pensar, apalpar o senhor, de saber informações e assim) e fiquei a saber que não se devem ver livres de mim, enquanto estiver no palácio...uma pessoa resiste dois dias...mas dez??? Nã...não me parece!!! com os gajos ali todos a olhar para mim??? Daniel, podes ir de férias que, afinal, talvez o Troll não feche....
Vi Portugal perder, num restaurante com uma vista linda sobre o rio Mira, mesmo no cais, mas onde a entremeada depois de vir fria, foi para trás e quando voltou parecia sola daquelas botas castanhas que havia lá na minha terra e onde Portugal venceu, pelo menos, por 20-0...cada vez que se aproximava da baliza, havia um gajo que gritava Gooooolooooooooo...acho que só escapou o golo porque já estava rouco...e voltei cheia de calor e cheia de vontade de ver uma banheira e uma cama de gente...mas acho que me fez bem. Tou aqui com mais alguma força...
Ah, esqueci-me, fui invadida por um batalhão de pulgas do mar ...descobri, portanto, por é que só naquele lugar é que não havia gente...já viste João Pedro, estão todos ali em cima uns dos outros e ali tanto espaço livre, que parvos...pois... quem me manda pensar que a esperta sou eu...viemos corridos e expulsos por uns seres saltitões e pretos.
Dia 20 há mais...na palácio com vista para os PCs (salvo seja...).
Publicado por Isabel Faria às 07:35 PM | Comentários (3)
julho 07, 2006
Até Domingo

Amanhã muito cedo parto para aqui. Só volto Domingo ao fim da tarde. Vou ver o mar, respirar, apanhar Sol e procurar uma casa para poder voltar daqui a duas semanas.
Durante dois dias não vai haver Net. Enchi-me de força e não vou tirar o portátil do seu merecido repouso...
Agora com o Daniel cá, tenho a certeza que não vão sentir a minha falta (esta de me convencer que sentem quando ele não está, é um cadito pretensioso, mas paciência...).
Amigo, é a minha vez. Toma bem conta da nossa assoalhada, faxavor. Eu vou tentar fazer aquilo que vocês me andam a sugerir há uns tempos...descansar. Mesmo que seja apenas um fim-de-ssamana.
Até Domingo. Nem vos passe pela cabeça portarem-se bem!!!!
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Publicado por Isabel Faria às 09:43 PM | Comentários (5)
julho 06, 2006
De volta e triste
De volta e triste. Não porque Portugal não tenha ganho mas porque me revolta a forma como somos tratados nas instancias internacionais do futebol. Espero ver hoje o jogo que está gravado para que confirme ou não aquilo que vi no estádio, isto prque com o calor do jogo e com os nervos à flor da pele por vezes distorce-se a realidade.
Bem mas futebol á parte há uma série de incidencias para contar desta incursão no mundial. Ontem escrevi por aqui que Souto Moura viaja em classe económica. Pois fiquem sabendo que o Padre Vitor Melícias também não. Este Fransiscano com voto de pobreza não se inibe de andar em executiva quando se desloca de avião como foi hoje no regresso de Munique com cachecol ao pescoço e tudo.
Mas parecia que os nossos famosos se tinham mudado para lá. Vi ainda o Morais Sarmento com o seu, calculo que filho e também Judite de Sousa, a tal que o Scolari chamou de racista e pareceu-me ver ao longe o António Pedro de Vasconcelos.
O Ambiente em Munique estava espectacular. Camisolas e nativos de mais de 20 países diferentes a confraternizarem debaixo de um sol abrasador. Ontem parece que foi o dia mais quente do ano naquela terra. Cerveja a correr directamente dos barris e muita alegria. Os franceses estavam em maioria mas era giro de ver como é que as diversas nacionalidades presentes tomavam partido. Os Japoneses neutros. Os Ingleses e Holandeses até bandeiras tricolor da França pintaram na cara, os Alemães com camisolas de Portugal e os brasileiros com a “camiseta do Escrete” a gritarem Portugal. O Marienplatz (praça de Maria) era pequena para todos pelo que a praça da Feira, ao lado foi tomada de assalto. Mas foi aí que vivi um momento arrepiante. Os franceses estavam a começar a entoar a marselhesa quando um grupo de 3 alemães feridos no orgulho, ainda do dia anterior, começaram a gritar um cantico “steh auf wen du Deutcher bist” ( Levanta-te se és alemão) e de um momento para o outro a praça fazia eco de uma multidão que gritava isto repetidamente e as pessoas se levantavam e pulavam. Era o mesmo grito com que os jogadores foram aplaudidos no final da Meia Final de Dortmund. O grito de alguém que foi vencido, não convencido e com um ego e uma crença neles próprios enorme. Os Franceses calaram-se e nós portugueses olhámos de espanto. Uma lição que o futebol nos pode dar.
O Estádio. Bem o que dizer do Arena de Munique. Fabuloso, Imponente, Moderno, Lindo, Fantástico e todos os outros adjectivos que dmonstrem uma boca aberta de espanto. Englobo-o num dos 5 estádios mais bonitos onde já estive. Um conceito parecido com o da Luz por dentro, bares e zoans para circular( com a diferença que os torniquetes de entrada estão for a do estádio o que nos permite saír para a rua sempre que queremos) mas por fora é único. É no entanto mais pequeno em área que o da Luz o que faz com que as bancadas sejam mais a pique o que dá uma atmosfera fabulosa. Nas filas de cima deve-se ter a sensação de estar em cima do campo de jogo e nas de baixo, como eu estava, a sensação é de que há um mundo por cima de nós.
Do resto é impossível de se explicar o que eu senti ou vivi. A pele de galinha no hino, a alegria de estar ali, em suma. Memorável.
Publicado por Daniel Arruda às 07:50 PM | Comentários (3)
Sem título

Foto de Erwin Fugger
Já houve dias em que pensou que as rochas se fechassem, que, deste lado, do seu lado, ficasse, apenas, a memória de Mar. O Mar mesmo, esse ficaria para sempre do outro lado delas. Possivelmente continuaria a ser um desejo (não é qualquer rocha que o cala e o vence). Nesses dias nunca há ponte, esquece-se algumas vezes da ponte. Porque olha para baixo. Para as rochas.
Até agora, quase um ano depois, no entanto, tem ido sempre a tempo de se lembrar dela. Da ponte. Mas, por vezes, sente-se forte. E então, qual Hércules, pega nas rochas, tal qual fossem pedrinhas, e, uma a uma, afasta-as do que teima em querer afastar o Mar.
Até agora, tem teimado em não o deixar partir de dentro dela. Mas, algumas vezes, diz que lhe custa. Não fosse ainda e sempre o seu Mar e sei lá se já tinha perdido a força...e deixado que as pedras fechassem a porta para ele. Talvez, quem sabe, até se tivesse lembrado que a ponte só une as pedras. Não a leva ao Mar ...mas não, nunca se lembrou de tal evidência. Até agora, quando as pedras lhe prendem o caminho para o Mar, descobre sempre uma qualquer ponte. À qual nunca dará nome. Porque tem todos.
Publicado por Isabel Faria às 05:30 PM | Comentários (3)
julho 05, 2006
Ainda tenho tempo
Ainda tenho tempo para mais umas palavras. Afinal a viagem foi adiada para as 13 horas (CET).
Isto de ver a meia final de ontem aqui na terra das salsichas e da cerveja ate nem foi mau. O jogo porreiro (afinal os alemaes nao sao assim tao sizudos. Ate festejam o futebol. Ate demais. Ontem depois da banhada dos italianos houve pancadaria da grossa, ou como dizia um fulano perto de mim a conjugacao de muita cerveja e poucos neuronios da nisto. Uma duzia de detencoes e uma festa para quem como eu estava apenas a ver. Mas durante o jogo o ambiente esteve bom.
Nunca pensei ver uma plantacao de melao tao grande neste pais. Ate eu que como e sabido tenho um fraquinho pela seleccao alema, fiquei um pouquinho triste.
Com esta euforia do mundial quase me esquecia de uma coisa importantissima. Para Hanover vim no aviao com a Jamila Madeira e o Souto Moura (sabiam que ele viaja em economica?????). A primeira nem me ligou mas o segundo sorriu. Fiquei nesse momento com a certeza que Souto Moura nao le o Troll. Se lesse de certeza que nao me sorria.
Mas essa viagem nao comecou bem. O que e que voces pensariam quando a primeira coisa que veem quando entram no aviao e uma pessoa de lenco na cabeca e um marido com ar de Bin Ladden. Mas como vi logo de seguida o Souto Moura fiquei mas descansado. Se tivesse de morrer naquele dia pelo menos ficava com uma certeza. Tinha contribuido para uma causa justa. So o facto de o pais ficar sem Souto Moura era motivo de festa...
Tenho de aproveitar ele nao me ler nao e??????
Fiquem bem. Ou como cantam os Alemaes
Berlim, Berlim
Nos vamos para Berlim
Vamos la nesse Coq au vin
Nota Importante: Ja devem ter reparado que este teclado onde estou agora nao tem acentos. Coisas de barbaros.
Publicado por Daniel Arruda às 11:00 AM | Comentários (4)
julho 04, 2006
Tehnam paci^encai

(Exmepol ed dislxeia horla. Anida n~ao tehno...)
Ultimamneet qaundo escervo mias ´a perssa, isto sia semper assmi...sre´a que é dislxeia dedla ou tecalr??? Ser´a miuto garev? Faço o qu^e???
Isot d´a um tarbahl~ao a menedar , carças...alg´eum poed ajudra ??? Daneil es n~ao vlotas deperssa fiacs sme Bolg!!! Qeum t'avias....
Publicado por Isabel Faria às 06:44 PM | Comentários (5)
Esconde-se ou resiste?

Foto de Emmanuelle Combaud
Na vida, quando vivemos imagens assim, o Sol esconde-se ou teima em não se esconder, apesar das árvores, apesar das montanhas, apesar dos dias, apesar das nuvens e apesar de nós.
Publicado por Isabel Faria às 10:05 AM | Comentários (7)
julho 03, 2006
Poema 15
Andava a dar um passeiozito rápido pela Net. Apetecia-me encontrar um poema de Pablo Neruda, que acabo por não ter tempo para continuar a procurar...fica para amanhã ou depois.
Entretanto, encontrei este site. Não faço ideia o que é. Mas fiquei com uma inveja danada de mergulhar no mar...no meu Mar. Nem que fosse, assim, de mansinho. Apenas com um pé. E apesar de não ser este o poema que procurava...é um poema lindo do Pablo Neruda. Apeteceu-me partilhar convosco. Hoje não me traz melancolia...apenas paz.Alguma Paz.
Publicado por Isabel Faria às 08:03 PM | Comentários (1)
julho 02, 2006
Dias

Já um dia tinha publicado esta foto num post. Deve ter sido num dia assim. Talvez seja, apenas, da ressaca destes últimos dias. Mas é assim que me sinto. Vazia. Sozinha. Com a sombra a fugir.
Amanhã quem sabe, tudo volte à normalidade. Ou não. Por hoje, não sai mais nada...
( desculpa, Daniel, afinal, não é tão linear que aguente a "barraca"...)
Publicado por Isabel Faria às 06:04 PM | Comentários (7)
O filme de uma tarde / noite
Começou com esperança

Havia optimismo

Nervosismo quanto baste

Veio do desespero

Seguido de uma alegria enorme

Para acabar assim ...

... e hoje acordar assim!!!!!

Vou tomar um gurosan e beber uns litros de café para ver se isto passa.
Publicado por Daniel Arruda às 10:23 AM | Comentários (4)
Psssssstttt, volto já
De volta. Mas por pouco tempo. Amanhã já é dia de arrancar para a Alemanha em trabalho e não sei se vou ter tempo de ir à net. Vou levar na bagagem a esperança de arranjar ainda um bilhete para Munique na 4ª Feira, depois do sofrimento e alegria que a nossa selecção nos deu ontem. Não podia pedir uma prenda de anos melhor.
Do jogo de ontem seria injusto destacar um ou outro jogador. Mas não falar do Ricardo seria impossível. Entrou direitinho par aa história do futebol mundial ao ser o 1º Guarda redes a defender 3 penaltis, sim que eles não foram para fora. Foi ele que os defendeu.
Tenho pena de não ter visto o jogo no Algarve para ver a cara dos bifes depois do jogo. É que se a arrogancia ganhasse jogos eles entravam a ganhar por 15 a 0.
Escrever estas linhas não está a ser fácil. A cabeça ainda pesa. A imperial em excesso tem destas coisas e ontem foram umas quantas a mais. Mas serviu para tomar uma decisão. Nos próximos tempos vou ser abstemio. Não quero ver mais alcool á frente. Os 33 anos já pesam.
Isabel, obrigado por teres aguentdo a barraca. Só faltam 4 dias e depois isto volta á normalidade.
Publicado por Daniel Arruda às 10:08 AM | Comentários (1)
julho 01, 2006
A paz do dever cumprido
Foi uma semana anormal. Anormal, sobretudo, porque tenho a certeza que não teria força para aguentar muitas assim
Descurei amigos, descurei a casa, nem me apercebi que era hoje a data da manifestação pela Memória às portas do Aljube, o meu filho nunca comeu tanta pizza, descurei o sono e o descanso, cheguei a esquecer-me de ligar aos meus pais de manhãzinha para saber como passaram a noite, deixei acabar o leite, o Bono ficou sem comer uma noite inteira, quase não li jornais, faltei a reuniões que sei eram importantes, esqueci-me de comprar os comprmidos para a hipertensão e ontem de manhã a gaja estava nos 18-14, não vi um telejornal, houve dias que adormeci no sofá ás sete da tarde...enquanto o JP esperava pela pizza, sobrevivi a golpes baixos de quem devia estar do mesmo lado, fiz da IGT a minha segunda casa, e do gabinete da Direcção a primeira, mas como é que hei-de dizer isto sem dar um ar que não tem nada a ver com aquilo que sou...tenho quase a certeza que na próxima Quarta Feira, quando nos voltarmos a sentar na primeira casa da última semana, vou respirar com a certeza do dever cumprido. Não nos esperam tempos fáceis na empresa onde trabalho. Mas sei que contribuí para que sejam o menos dificeis possivel. Que sejam menos dificeis do que se tivessemos entrado em aventureirismos disfarçados de defesa de direitos, do que se tivessemos optado pelo afrontamento em vez da persuação.
Cresci nesta semana. Ainda vêm aí tempos complicados. Adiei as férias, vou lá ter que passar ainda muitas horas nestes próximos dias, responder a muitas perguntas, juntamente com os meus colegas da CT, apelar muitas vezes à calma e á razão, levantar a voz e quem sabe se ainda desato a chorar mais alguma vez...mas sinto aquela sensação de paz que a consciência limpa nos dá.
Há pouco mais de uma semana, alguém me enviava um SMS numa altura decisiva em que ainda era possivel perder todas as batalhas. Nunca duvides de ti, dizia. Eu acredito em ti, acrescentava. Na altura, á mistura com o bem que soube, surgiu a dúvida: será que sabes mesmo o que estás a dizer??? (Afinal, parece que como costumas dizer: tens sempre razão. Obrigado).
Durante esta semana, tambem lá, no lugar onde passei das horas mais complicadas dos últimos tempos, dezenas de vezes me disseram, és capaz, vocês são capazes, vamos vencer esta guerra. Falta só uns pozinhos...para a primeira e decisiva batalha estar ganha. Sei que, de vez em quando há colegas meus que por aqui passam. A gente vai vencer isto. Com mais ou menos pó, a gente vai vencer isto!!!!
Publicado por Isabel Faria às 01:01 PM | Comentários (4)
junho 30, 2006
Estagiários - III
Desculpem lá só voltar hoje. Não é falta de concorrentes, que tenho a caixa de correio a abarrotar...tem sido falta de tempo e excesso de...sardinhas e afins.
Façam o favor de se pronunciarem rapidamente, que daqui a nada tenho cá o Daniel e tenho que tomar a decisão antes dele chegar. Não sei porquê, mas duvido um bocadito do seu bom gosto...no que a estagiários diz respeito...

Publicado por Isabel Faria às 01:35 PM | Comentários (6)
junho 29, 2006
As ressacas é que dão cabo de mim....

Sempre vivi mais ou menos bem os momentos de tensão. Mas, tal como nas bebedeiras (uma daquelas suficientemente fortes para me esquecer de como cheguei a casa, faz parte das fantasias a que recorro, cada vez menos diga-se, mas ainda assim, algumas vezes…), as ressacas é que dão cabo de mim.
Enquanto a coisa dura, com mais ou menos tremideira, mais ou menos esganiçamento de voz, mais ou menos dores de cabeça, mais ou menos tonturas, mais ou menos ai coitadinha que desgraçadinha que eu sou, a coisa aguenta-se. Agora, o após é um drama.
Há muitos anos, o meu filho caiu dum triciclo e foi bater com o queixo numa mesa baixinha que tínhamos perto da lareira…e zás, catrapás, começa a sair sangue de tudo o que era cara e ele aos gritos de dor e de susto, e a minha mãe aos gritos e o meu pai aos gritos e eu calma e serena, a procurar uma toalha para colocar no queixo e com a preocupação de que quem sabe uma não chegava, o hospital é a 15km, o melhor é ir buscar outra, agarra aí pai e lá vamos nós…entro no hospital, como ele ia cheio de sangue deixaram-nos entrar logo e toca a arranjar a mesa para suturar a ferida e a desinfectar e a Sra. tem a certeza que quer ficar, claro que sim, calmíssima, veja lá se não quer descansar, não saio daqui e vi tudo e agarrei-lhe a mão e de repente quando a agulha entra…e agora já está tudo bem, são só uns pontozitos e a agulha a passar e o barulho da agulha e já está tudo bem e lá vou eu, para cima do meu filho e da enfermeira, desmaiadíssima.
Ao longo dos anos fui tendo mais algumas situações assim.
Ontem, o exaustor do refeitório avariou-se, estava-se a assar sardinhas, o fumo começou a invadir tudo e a minha colega do refeitório, ai não estou bem e começou a fazer uns barulhos e lá vem ela, com quase 90kg e eu a agarrá-la e a comandar as operações e sentei-a e liguei o 112 (aproveito para um conselho: nunca digam ao 112 que sabem como qualquer coisa aconteceu…desmaiou…está caída…dói-lhe a cabeça…não faço ideia…estava assim quando aqui cheguei…não consegue explicar…se dizem o que aconteceu eles analisam logo ali se é grave ou não, e não têm ambulâncias e não temos nada que ir entupir as urgências (sic) e o fumo da sardinha não é tóxico e o que é que interessa se ela pesa 90 kg, tem problemas de hipertensão e está em estado de pânico e não respira…não respira mas vai respirar…não vale a pena é pensar que vamos aí…fim de conselho) e briguei com o médico do 112 e voltei a agarrá-la e dei-lhe leite e agora chamem um táxi e lá vai ela…tudo controlado ela dentro do táxi, pronto Isabel já tá, e pinba lá vem um ataque de choro no meio da sala e sei lá porquê, de repente, como naqueles filmes que se vêem aquelas caras todas muita grandes em cima da gente e o que é que tens, mas o que é isso e as caras estão enormes e estão mesmo em cima de mim e não paro de chorar…e pronto lá vai disto…deve ter sido falta de ar, disseram-me depois. Disse que sim com a cabeça. Mas devagarinho. Nas ressacas, abanar a cabeça com muita força é a morte do artista.
Nota: Esta é a parte "contável" dos meus últimos dias ...sob pena de vos meter todos a entupir as urgências!!!!
Publicado por Isabel Faria às 09:26 PM | Comentários (8)
E tenho lá tempo e paciiência para arranjar um título...
Salvo as diferenças compreeníveis...poderia ser eu, nos últimos dias!!!
Porra pá, tirem-me deste filme!!!!!!

Nota: Pode ser que logo tenha tempo para vos contar os meus últimos dois dias...se sobreviver....
Publicado por Isabel Faria às 02:23 PM | Comentários (3)
junho 28, 2006
Recado

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor
As Sem-Razões do Amor
Carlos Drummond de Andrade
Publicado por Isabel Faria às 03:04 PM | Comentários (1)
junho 27, 2006
Gente normal

Depois de ler uma notícia em que a autora de Harry Potter diz estar a pensar “matar” dois dos principais personagens da saga, no último livro (não descurando a hipótese de o próprio Harry ser uma das vitimas) e esta crónica da Fernanda Câncio no DN, não pude evitar que se fizesse uma qualquer estranha associação no meu espírito.
A incapacidade de entendermos, a incapacidade de aceitarmos que gente “normal” pode ser, afinal, alguém que mata em série, que o nosso vizinho do lado, o senhor da papelaria, a rapariga da loja das flores…e paramos aqui. Impossibilitados de levar mais à frente o raciocínio…incapazes porque, não se encontrando razões ou explicações lógicas, que encaixem no puzzle, que o completem, qualquer continuação de raciocínio nos pode levar a mais perto. Insuportavelmente perto.
Na pena ou no teclado dum escritor, dispõe-se da vida dos personagens, para que a história se assemelhe à vida real. Aquele mal é demasiado mau, para que todos lhe possam sobreviver, assevera a autora. Se assemelhe à vida das pessoas normais. Que, quem sabe, como diz a Fernanda Câncio, no artigo, poderão estar connosco na próxima patuscada…ou mais perto…
Há uns anos tive um colega que era uma lenda na empresa. Já entrei uns anos depois do 25 de Abril, mas as histórias que me contavam, passadas nesses dias de brasa, fizeram história. E ele era o seu maior protagonista. Metiam a CIA, o Carluci, os encontros secretos que iam tentando levantar a contra-revolução em Portugal e ele lá estava, do outro lado da barricada de G3 em punho…
Anos depois saiu da empresa. Mais uns tantos depois, pegou na sua vida e usou-a da forma que lhe pareceu lógica. Cá fora, aqueles que viveram as suas histórias e os que as ouviram, nunca entenderam. O fim não encaixava em nenhuma peça do puzzle que montou (montámos?).
Começar a ler o fim anunciado de Harry Potter, continuar pelo homem que podia ser o vizinho da esquina e acabar aqui.
A incredibilidade de a vida, a nossa e a dos outros, ser algo de que qualquer pessoa “normal” pode dispor, espanta-nos, incomoda-nos, assusta-nos. Ou fascina-nos?
Harry Pottre poderá bem vir a ser morto pelo Mal Supremo. Que pode estar ali ao lado. Numa qualquer tecla.
Publicado por Isabel Faria às 07:38 PM | Comentários (5)
junho 26, 2006
Crónica de férias I
Amigos,
Resolvi fazer uma pausa num passeio nocturno para vos vir dar as novas dos Algarves. Já ouvi dizer que por Lisboa choveu ontem. Fiquem sabendo que eu estive esparramado á beira da piscina e dentro dela. Vá lá. Roam-se de inveja. A noite estive no 7. Para quem não sabe o bar do nosso capitão, Luís Figo. Atmosfera fantástica, meia dúzia de holandeses(as), alguns bifes e muita gente a torcer pela nossa selecção. Podia ter sido uma noite sem sofrimento mas um tal de Ivanov resolveu pôr-nos a roer unhas até ao cotovelo. Valeu a pena, fomos heroicos.
Hoje Pequeno-Almoço, Praia, Piscina, Almoço, Sesta, Lanche, Piscina, Jantar, Passeio, ...... Eu sei. Vida dura, mas que fazer.... Cá me vou aguentando.
Uma nota. Acabei de ver passar uma caravana a festejar um jogo do mundial. Não eram portugueses que acordaram agora do coma alcoolico em que caíram ontem á noite. Eram Ucranianos. Não sei o resultado do jogo mas calculo que tenham ganho. É bonito ver que á semelhança do que nós (tugas) fazemos noutros países aqui também há quem festeje as vitórias da sua pátria.
Só espero que amanhã não haja caravanas de brasileiros pois torço nesse jogo pela selecção ganesa.
Bem vou voltar para a minha vida dura de esforço, suor e sacrifício. Aliás já me estão a chamar da rua. Parece que o meu gelado está derreter.
Intê pessoal. Voltarei em breve com mais uma crónica de férias.
Nota2: Tirando os Record e a Bola a minha leitura tem sido limitada. Não eestou com saudades das notícias. Mesmo assim soube que o GNR na reforma matou 4 miudas, que Sócrates anunciou com pompa e circunstancia a ADSL em todo o país, que é enorme diga-se, que o Mari Alkatiri se demitiu, que há mais umas greves e que os agricultores se manifestaram. Desculpem-me lá mas num país em que notícias é sempre isto, vou continuar sem comprar jornais generalistas.
Publicado por Daniel Arruda às 11:13 PM | Comentários (9)
De todos os tamanhos

Como é que se tiram coisas destas do caminho? De todos os tamanhos. Que parece teimam em entrar-me pelos dias adentro.
Publicado por Isabel Faria às 09:21 PM | Comentários (3)
junho 24, 2006
Porque hoje é Sábado

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado
Vinicius de Moraes
Porque hoje é Sábado...vou aproveitar o fim-de-semama. Porque, após Domingo, há a perspectiva de Segunda-Feira. E não é boa.
Tenham um bom Sábado. Até logo, à noiitinha
Publicado por Isabel Faria às 10:11 AM | Comentários (4)
junho 23, 2006
Finalmente férias (o 1º periodo)

O pessoal vai finalmente ver-se livre de mim por cerca de semana e meia. Uma semana de férias e mais meia de trabalho no estrangeiro. Vou desligar o telemóvel computadores nem vê-los. Bem pode ser que se passar perto de um ciber qualquer até me dê um "amok" e venha aqui dar uma espreitadela mas fundamentalmente o que eu quero é descansar.
Dedicar-me ao "mapling", ao "zaping", ao levantamento da caneca e ao arremesso da beata. Pelo meio um bocadinho de piscina e se insistirem muito pode ser que vá á praia.
A nossa assoalhada fica de certeza bem entregue á Isabel. Tomas conta dela?
"Intê" ao meu regresso
Publicado por Daniel Arruda às 07:38 PM | Comentários (4)
Assunto: problemas domésticos

Já que o meu colega Daniel está cheio de força e tem estado a escrever sobre assuntos importantes (quero dizer, não sei se o Cavaco é um assunto importante...é um assunto...importante...deixem para lá...), eu tenho uns problemas domésticos para tratar convosco.
Tenho um gato. E tenho um sofá completamente coxo. E tenho umas escadas tipo anoréxicas. E tenho uma janela.
Então vamos ao(s) problema(s).
Como o sofá estava completamente coxo, o Bono decidiu dar-lhe o golpe de mesiricórdia e roeu-lhe o resto dos pés. Portanto, agora além de coxo está descascado.Com um ar de coitadinho que me partia a alma. Então, decidi comprar um sofá.
Agora o sofá não cabe nas escadas. Vai ter que entrar pela janela. Com uma grua e tudo. E tem que se chamar a Polícia para interromper o transito e tudo. Digamos que é um sofá com a mania das grandezas...só que o outro, apesar de mais raquitico também não sai pelas escadas...não faço ideia se entrou...não me lembro...sair o gajo diz que nem penses (nunca entendi quem é que lhe deu confiança para me tratar por tu, mas garanto-vos que ontem enquanto andávamos a tentar despejá-lo o gajo olhava para mim com ar de gozo e dizia Tás parva (TÁS!!!) ou quê?? Achas que eu caibo nesse buraco (estava a falar no canto das escadas... ?????? ). Agora, o ké keu faço??? Mando o gajo pela janela??? Peço a grua emprestada??? Será que se usar assim muito o meu charme (adoro-me quando me convenço que sou boa....), consigo convencer os senhores da grua a descerem o descascado ao mesmo tempo que sobem o com a mania das grandezas?
E depois...o ké keu faço ao gato...como é que eu convenço um gato que este sofá não está coxo e logo não deve servir de arranhador oficial de Bono? Deito também o gato pela janela, aproveitando a grua??? Vendo o gato? Uso o meu charme com o gato? Educo o gato? Educo o sofá??? Ensino o sofá a fugir do gato???? Há por aí, entre os leitores do Troll, alguém especializado em gatos? Ou em sofás?
Uma mulher, assim, tadinha como eu, tem muitos problemas para resolver no seu dia-a-dia...no seu quotidiano , para ser mais literário...ele é gatos (destes, os outros nunca seriam um problema...mas isso é outra história ainda mais triste...), ele é gruas, ele é policias...digamos que o único problema que, apesar de grave, me traz prespectivas animadoras é o sofá novo...mas desculpem lá isso é um bocado forte e intimo para partilhar com vocês..Talvez mais tarde...
Publicado por Isabel Faria às 12:47 PM | Comentários (8)
junho 22, 2006
Sem título

Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria
Pablo Neruda
Nem as palavras certas ditas na hora certa. Nem uma voz quente quando o frio nos tolhe os passos. Nem uma mão, quando não encontramos a saída, nem acreditares em mim, nem o esforço para as palavras saírem, nem a força de um olhar, nem a certeza, cada dia redescoberta, que reaprendi a acreditar. Reaprendo. Nem a tua pele. Nem a força que esta tarde, quando à volta tudo parecia a um passinho de se demoronar, sorrateiramente, encontrei num SMS.
Sem dúvida os poetas, os grandes como Neruda, conseguem dizer numa quadra, o que eu levaria horas a escrever.
Qua há pessoas que não podemos perder.
Publicado por Isabel Faria às 09:16 PM | Comentários (2)
Vá lá....

...Digam-me que isto é normal e que a extra-terrestre sou eu. Plesae!!!!!!!
Publicado por Isabel Faria às 01:20 PM | Comentários (1)
junho 21, 2006
Tarefas

Tarefas para o Verão, que hoje começa:
Comer muitas saladas e muita fruta. Moderar a cerveja (por causa dos pneus...).
Não desistir de denunciar a politica de Direita do Sócrates.
Tomar muitos banhos no Mar.
Parguntar ao Sócrates onde estão as alterações do Código de Trabalho.
Usar protector solar.
Lembrar ao Sócrates o referendo da IVG.
Fazer exercício físico.
Perguntar ao Sócrates onde estão os 150 000 novos postos de trabalho.
Namorar muito, ao nascer e ao pôr de Sol e a seguir ao almoço, durante a sesta. Nas outras horas todas, também se pode. É permitido descansar cinco ou seis minutos, durante o dia, fins de samana incluídos.
Ler o post anterior do Daniel e aproveitar para pensar um pouco a quem serve a Comunicação Social que temos e como podemos e devemos fazer para quebar o cerco cada dia mais apertado que ela nos impõe.
Ler um bom livro, ouvir uma boa música, jogar à bola com as nossa crianças, ou falar com elas, ou dizer-lhes que gostamos bué delas.
Preparar-se fisicamente para a Marcha do Emprego que há caminhos a percorrer, coisas a denunciar, soluções a apresentar e Setembro está já ali (um bocadinho de campanha partidária, fica sempre bem, no dia em que começa o Verão).
Dizer todos os dia, curto-te bué. Às pessoas que se curtem bué.
...
...
...
As ... são para as vossas sugestões.
Bom Verão.
Publicado por Isabel Faria às 01:09 PM | Comentários (13)
junho 20, 2006
Perplexidade

"Não percebo", disse
"O que é que não percebes?", disse a mãe, por dizer
"Sei lá. A vida", disse a criança com seriedade.
A partir de um conto de Maria Judite de Carvalho e de uma foto de Sabyasachi Talukdar.
Publicado por Isabel Faria às 01:26 PM | Comentários (5)
Fumar Mata

Afinal é mesmo verdade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Daniel Arruda às 01:05 PM | Comentários (1)
Uma Aula de Alemão
Muitos dos nossos amigos aqui no Troll conhecem a minha costela alemã e alguns até brincam com isso. Mas são também injustos ao dizerem que a lingua alemã é difícil. para quebrar d evez com esse tabú aqui vai um texto que demonstra de forma inequivoca que isso é mentira.
Desfrutem deste momento.
A língua alemã é relativamente fácil. Quem sabe Latim e está habituado com as declinações, pode aprendê-la sem grandes dificuldades - ao menos é o que os professores de Alemão dizem em suas primeiras aulas. Em seguida, quando começamos a estudar os der, des, den, dem, die, eles dizem que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica. Realmente é muito simples; podemos ver isso no exemplo que passamos a examinar.
Tomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten). O livro nos conta que os cangurus, Beutelratten, são capturados e colocados em jaulas, Kotter, cobertas de um tecido, Lattengitter, para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, "jaulas cobertas de tecido", Lattengitterkotter ; assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, "o canguru da jaula coberta de tecido".
Um dias os hotentotes capturaram um assassino, Attentater, acusado de ter matado uma mãe, Mutter, hotentote - Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago, stottertrottel. Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater. A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru, Beutelrattenlattengitterkotter, mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando :
- Capturei o assassino! (Attentater).
- Sim? Qual? - perguntou o chefe.
- O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! - respondeu o guerreiro.
- Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? - perguntou o chefe dos hotentotes.
- É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) - respondeu o nativo.
- Ora , respondeu o chefe, tu poderias ter dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater.
Como dá para ver, o Alemão é uma língua fácil; basta a gente se interessar um pouquinho ...
Publicado por Daniel Arruda às 08:48 AM | Comentários (15)
junho 19, 2006
Havemos de ouvir o Gracias a la vida!!!

Hoje apetecia-me estar com ele e fazê-lo ouvir a Violeta Parra a cantar o Gacias a la vida.
Queria falar-lhe de quando descobrimos a sardanisca presa na fechadura da porta e eu gritei tanto que as vizinhas pensavam que tinha acontecido alguma coisa; queria falar-lhe de quando me fazia as cruzinhas para a campa do Nero ou do hamster que esqueci o nome, ele que nunca foi a uma missa; queria falar-lhe das pedrinhas enroladas na prata; naquela vez em que me deu uma palmada porque eu não queria lavar as mãos, não estão sujas nada, e a água tornava-se preta; queria recordar-lhe quando nunca queria perguntar nada a um polícia em Paris e passávamos 10 vezes pelo mesmo lugar à procura do mesmo lugar, só que outro; queria falar-lhe da festa que vivemos juntos e falava-lhe de flores vermelhas...queria dar-lhe a ouvir a Violeta Parra e que ele voltasse a ter vontade de me fazer dançar nos seus joelhos. Não queria sentir-lhe a voz triste, ou perdida, ou desencantada, ou amargurada. E sinto. Este fim-de-semana vou levar-lhe a Violeta Parra...pode não ter força para me abanar nos joelhos, até posso lavar as mãos antes de comer, continuarei a fugir da sardanisca se ela decidir ficar de novo presa e pedir-lhe-ei que não desista.
Há alturas em que escrever me tira o medo. De quando em vez fico com medo. Como hoje.
Publicado por Isabel Faria às 11:51 PM | Comentários (4)
Parabéns
Faz hoje 28 aninhos. O gato mais famoso do planeta. Mais famoso que a CatWoman. O devorador de Lasangas, dorminhoco e insolente. Foi a 19 de Junho de 1978.
Parabéns

Publicado por Daniel Arruda às 06:19 PM | Comentários (3)
junho 18, 2006
Voarei (semi auto-plágio)

Há quase um ano, escrevi um post no Afixe, sobre a minha incapaciade de dessitir. Há alguns parágrafos que o tempo se encarregou de apagar. Outros, o tempo acabaria por escrever. De uns e de outros, o tempo tem sempre razão, sou, passado quase um ano, também feita.
Não ser escritora nem editar livros tem a vantagem de não editarem livros a acusar-nos de auto-plágio. Assim, "semi-autoplagiando-me", aqui fica. Para quem me conhece bem, mesmo que já não se lembre do post original, creio que notará onde as diferenças entram. Poderia escolher o negrito, o itálico...guardarei o negrito e o itálico...
Nunca entendi a minha quase incapacidade de desistir. Não creio que seja teimosa. Não me considero masoquista. Então, porque não parar, pensar e concluir que há batalhas que não vale a pena travar, lutas que não vale a pena tentar ganhar? Porque nunca acredito que uma luta possa estar perdida à partida? Porque nunca acredito que pode haver forças que já não tenha ou tempo que me falte?
Não consigo, nunca, desistir do que não vivi. Não consigo abdicar do corpo que não toquei, das palavras que não disse, dos sonhos que não vivi. Não consigo abdicar de conhecer o teu cheiro nem o teu sabor. E, quando conheço o teu cheiro e o teu sabor, quando a festa do teu cheiro e do teu sabor chega, procuro sempre mais, outro, diferente, ainda o teu, mas o teu que sei ainda não me deste tempo nem lugar de encontrar.
Em cada dia do meu presente, ultrapasso as mágoas do passado e não consigo não viver as dádivas do futuro.
Não me contento nunca com a parte, entrego-me obstinadamente em busca do todo. Pelo meio, há dias em que o cansaço da procura me tolhe os passos e me cala as palavras, faz sempre isso o cansaço, aos passos e ás palavras, mas encosto-me, por momentos, a uma esquina qualquer e continuo. Não tenho como possa não continuar.
A minha vida não foi construída com sonhos que perdi, é construída com os sonhos que não pude ou não tive (ainda) tempo de viver.
Quero um mundo melhor. Não porque nele acreditei no passado, mas porque não suporto a falta que me fará no futuro.
Quero ter-te nos meus braços, não para neles te prender, mas porque neles quero voar. Tenho saudades de voar. Cada dia que estou contigo, cada dia que estive, cada dia que sei que vou voltar a estar, ou mesmo que, um dia, saiba que não vou voltar a estar, tenho saudades de voar. De, contigo, voar. Não desisto de te ouvir, não para me dizeres palavras que, algures, gostei de ouvir e perdi, mas para me dizeres as que sempre sonhei que me dirias.
Tu.E cada vez que te encontro, é o que nunca vivi, que procuro.
Não vou desistir. Não sei desistir. Vou continuar a procurar o que os teus olhos me dizem, as tuas palavras me repetem, os teus gestos me dão. E mesmo se, às vezes, os teus olhos calam, as tuas palavras adiam e os teus gestos negam, eu não sei desistir.
No dia em que te encontrei, soube que haveria coisas que iríamos viver. Nunca desisto das coisas que há para viver. Passadas tantas coisas vividas, ainda sei que há coisas que vamos viver. E eu nunca desisto das coisas que sei que há para viver. Do futuro, chamei-lhe, linhas atrás.
Sei que me esperas, de vez em quando, a meio do caminho. Para juntos, percorrermos a distância que nos separa do mar. E para, no mar, finalmente, percorrermos o caminho que nos separa de nós. Não durará sempre o mar. Nunca dura sempre o mar. A única coisa que dura sempre é a procura dele. E de nós. Mas enquanto o mar durar, estarei sempre a meio caminho, à espera das palavras que nunca me disseste.
Publicado por Isabel Faria às 07:11 PM | Comentários (14)
junho 17, 2006
Roubaram a página à gente
Parece que o Troll está outra vez marado. Agora não aceita comentários nos últimos posts. Tal como disse a Émiéle, aparece um texto a dizer que a página foi levada não sei para onde...olhem, eu juro que não levei nada...só se foi o Dani. Daniel, levaste a página, amigo???? Vá lá... não sejas mau. Devolve a página, faxavor. Não podias ir preparar-te para ver o jogo??? Hein??!!! Depois podes brincar com ela outra vez...
(É preciso uma paciência para aturar estes gajos mal educados e incompetentes da Weblog que vocês nem imaginam!!!).
Publicado por Isabel Faria às 11:24 AM | Comentários (3)
Um pensamento para o Fim de Semana
Aquele que ao longo do dia
é activo como uma abelha,
Forte como um touro,
Trabalha que nem um cavalo
E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão,
Deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro
Publicado por Daniel Arruda às 10:01 AM | Comentários (3)
junho 16, 2006
330 e tal

Será que há 330 e tal flores amarelas neste campo...precisava de um campo com 330 e tal flores amarelas...uma por cada dia que passou...vou contar as flores...se faltar alguma vou procurar, se sobrar, fica na conta dos próximos 330 e tal dias.
Publicado por Isabel Faria às 11:09 PM | Comentários (3)
Tive medo
Hoje vi a minha vida a andar para trás. Haverá agora quem exclame um "Ahhhhhh!!!!!! que pena" cheio de cinismo mas felizmente ainda por aqui ando.
Já há muito tempo que "brincamos" com o facto de Portugal aos poucos se estar a tornar um clima tropical mas hoje tive a prova.
Vinha de Lisboa e achei piada ao facto de estar a chover a cântaros no Monsanto e no acesso à ponte via Amoreiras estar tudo seco. Uma diferença de 30 metros a fazerem toda a diferença. Continuei para vir para o trabalho quando perto do Fogueteiro cai uma chuva como eu nunca tinha visto. Torrencial, de tal modo que o limpa vidros no máximo não evitava que eu não visse a frente do carro quanto mais a estrada. Reduzi a velocidade até aos 20 Km/Hora mas mesmo assim a condução era quase impossível, ainda mais numa auto-estrada com supressão de berma devido a obras. Até que surgiu uma daquelas entradas para emergências e isto era uma emergência. Fui dos felizardos que ainda arranjei um espaço para parar o carro. Muitos outros tiveram de continuar a concuzir. Depressa se formou um rio na Auto-estrada e para além da água que me cegava e dos trovões que me abanavam o carro ainda comecei a levar com a água dos carros que tinham de circular e que levantavam o rio que corria para norte. Confesso que tive medo. A sensação de impotência de estar dentro de um carro e não ver nada que se passa à volta, esperando a cada momento que um gajo se espante e que te venha bater no carro. Pelo que resolvi abrir a janela para poder ver um pouco melhor e entrar na estrada outra vez, pois mais vale andar e tentar fugir aos perigos andando e esperando que à tua frente nada se passe para saíres daquele pesadelo.
Consegui, após 6 Km, começar a ver alguma coisa, não sem que antes não testemunhasse a inconsciência de alguns que não se inibiram de acelarar às cegas numa autêntica roleta russa que podia envolver terceiros, pois lençóis de água não eram muitos, era a estrada toda e um gesto em falso provocaria um acidente em massa.
Acabei por chegar tarde ao trabalho, mas feliz de chegar e com uma certeza. Nunca mais vou utilizar a expressão chuva torrencial de ânimo leve. É que comparado com hoje apenas tinha assistido a aguaceiros.
Publicado por Daniel Arruda às 05:13 PM | Comentários (4)
junho 15, 2006
Curta V

Ok, eu sei que é perto...mas não há algum tempo que não nado. E há sempre a hipótese de voltar as costas para a estrada.
Publicado por Isabel Faria às 11:24 AM | Comentários (4)
Curta IV
Não gosto de soja. Soja é aquela coisa que não é carne nem é peixe.
De quando em vez, lembro-me que nunca me disseram não te posso ver, desaparece da minha vida que te detesto.
Mais ao menos ao mesmo tempo, também me tenho lembrado que já me esqueci quando me disseram a última vez: hoje, não consigo imaginar a minha vida sem ti. Fazes-me falta.
Estou no PC do meu filho e ele tem o roupeiro mesmo ao lado. Há um espelho no roupeiro. Olhei para lá e pareceu-me ver um Tofu. Não me parece nada bom sinal.
Publicado por Isabel Faria às 11:11 AM | Comentários (4)
Curta II
Ontem a CT da minha empresa recebeu um Parecer sobre o Projecto de Lei do Bloco de Esquerda, sobre as Comissões de Trabalhadores.
O Parecer vinha juntamento com outros documentos, nomeadamente as conclusões do último encontro de CTs realizado no Porto, a 2 de Junho.
Vinha dentro dum envelope duma organização que seguramente só o pode ter expedido, pois faço parte dela e não fiz nenhum Parecer nem para isso fui consultada. O documento não vinha assinado e no final trazia: Lisboa, 7 de Junho de 2006.
Ao príncipio ainda me pareceu mais estranho pois não tinha conhecimento de nenhuma reunião nese dia. Pensei que me tinha esquecido (ter vários burros para albardar, às vezes, dá nisso), mas dia 7 foi Quarta Feira e as reuniões são sempre à Quinta....
Estavamos a tentar discutir o Parecer para dar a nossa opinião e tinhamos uma dúvida...ok, mas a quem a dirigir?? Fez-se-nos luz, 7 de Junho de 2006 é a assinatura...agora só nos falta mesmo é saber o contacto...se alguém souber o Email, o telefone, a morada do Sete de Junho de Dois Mil e Seis (pode ser que apareça assim ou então assim 07-06-2006, ou ainda 7/6/2006...isto das listas telefónicas tem manias) é favor deixar aqui a informação que eu faço-a chegar á minha CT. Obrigado.
Publicado por Isabel Faria às 10:49 AM | Comentários (10)
Curta I
Duvido que hoje esteja aqui alguém a espreitar o Troll...mas não faço idéia para onde é que vão, já que vai estar o fim-de-semana todo a chover e a fazer relâmpagos e trovões e outras coisas dessas.
Publicado por Isabel Faria às 10:44 AM | Comentários (6)
junho 14, 2006
Dicionário de Português- Português
Pressupor - colocar preço em alguma coisa.
Biscoito - fazer sexo duas vezes.
Missão - culto religioso com mais de três horas de duração...
Padrão - padre muito alto.
Estouro - boi que sofreu operaçao de mudança de sexo.
Democracia - sistema de governo do inferno.
Barracão - proíbe a entrada de caninos.
Homossexual - sabão em pó para lavar as partes íntimas.
Ministério - aparelho de som de dimensoes muito reduzidas.
Edifício - antônimo de "é fácil".
Desviado - uma dezena de homossexuais.
Detergente - ato de prender seres humanos.
Armarinho - vento proveniente do mar.
Eficiência - estudo das propriedades da letra F.
Entreguei - estar cercado de homossexuais.
Conversão - papo prolongado.
Barganhar - receber um botequim de herança.
Fluxograma - direção em que cresce o capim.
Halogênio - forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes.
Unção - erro de concordância verbal. O certo seria "um é".
Expedidor - mendigo que mudou de classe social.
Luz solar - sapato que emite luz por baixo.
Cleptomaníaco - mania por Eric Clapton.
Tripulante - especialista em salto triplo.
Viaduto - local por onde circulam homossexuais.
Contribuir - ir para algum lugar com vários índios.
Aspirado - carta de baralho completamente maluca.
Testículo - texto pequeno.
Coitado - pessoa vítima de coito.
Cerveja - é o sonho de toda revista.
Regime Militar - rotina de dieta e exercícios feitos pelo exército.
Bimestre - mestre em duas artes marciais.
Caçador - indivíduo que procura sentir dor.
Suburbano - habitante dos túneis do metrô.
Volátil - avisar ao tio que você vai lá.
Assaltante - um "A" que salta.
Determine - prender a namorada de Mickey Mouse.
Pornográfico - o mesmo que colocar no desenho.
Coordenada - que não tem cor.
Presidiário - aquele que é preso diariamente.
Ratificar - tornar-se um rato.
Violentamente - viu com lentidão.
Diabetes - as dançarinas do diabo.
Publicado por Daniel Arruda às 03:25 PM | Comentários (5)
Quanto tempo falta para a AEIOU, nos dar uma explicação?
No passado dia 12, ás 11.00h, da amanhã, enviei ao suporte técnico da Weblog, este Email:
Boa tarde.
Eu peço desculpa de vos continuar a incomodar...mas os problemas da Weblog e do Troll Urbano mantêm-se. Não é possivel continuar a trabalhar assim. Ou os comentários não entram, ou entram a dobrar, ou os posts não entram, ou entram a dobrar, ou, como acontece esta tarde, pura simplesmente não consigo entrar no Privado.
Como deve compreender não estamos num Blog por obrigação, nem temos o tempo todo do mundo para estar num Blog. Mas queremos, no meu caso, quero, mantê-lo activo e actualizado e com visitas e com comentários...tudo o que não tem sido possível nos últimos tempos.
Peço-vos mais uma vez que nos tentem informar se este é um problema passageiro (passageiro terá que ser dito com esforço, dado o tempo em que o problema se mantém...),ou se teremos que pensar numa outra solução. Como devem entender não é normal que paguemos por um serviço e que não possamos usufruir dele.
Melhores cumprimentos
Isabel Faria
Como se depreende, este foi um Email, no seguimento de muitos outros Emails.
Entretanto, na Segunda Feira, à tarde, os problemas mantiveram-se a agravaram-se. Escrevi um post às quatro e tal e um outro às cinco que andaram a vaguear, sabe-se lá por onde até depois das nove. Depois, quais almas penadas, lá apareceram. O mais engraçado é que na Lista de entradas eles estavam lá, nos comentários anteriores, eles estavam lá, como entrada seguinte...só que eles não estavam lá, quando se entrava no Troll.
A Weblog é um serviço pago. Para nos ser possível deixar de escrever Por..., no ínício dos posts, passámos este ano, a pagar quase 80 Euros, de anuidade para usarmos o serviço. Não é, talvez, muito dinheiro...é o dinheiro que nos pediram para termos direito a um serviço que não nos prestam.
Mas mais do que um serviço que não nos prestam é a falta de jutificação, de informação que me irrita. Nem na página da Weblog. nem em resposta a qualquer post que tem vindo a ser por aí publicado com reclamações, pedidos públicos de explicações e de ajudas...nem ao meu Email de há dois dias. Nada. Silêncio total. Como se nos dissessem, estamo-nos borrifando para vocês. Se não estão bem, mudem-se.
Só que temos um contrato. Pagámos por um serviço. Temos o direito a uma explicação. A um esclarecimento. A um pedido de desculpas. A dizerem-nos o que se passa e quando estará solucionado, se estará solucionado.
Como dizia ontem a Émiéle, no Pópulo, há muito que podiamos mudar...só que se criam laços afectivos com as coisas mais inesperadas...entrei na Blogosfera pelo Afixe. Um dia, já no Troll, desmanchei o Troll todo, ficou completamente preto, mandei um SOS ao Paulo Querido, antes de o ter recebido, já o Troll era, de novo, o nosso Troll.
Havia invasões de spams...sabiamos que o Paulo Querido resolveria...questão de horas...o serviço ficava bloqueado...sabiamos que o Paulo Querido resolveria...questão de horas...
Não suporto falta de profissionalismos. Irrita-me. Mas mais do que isso não suporto falta de educação e de respeito...digamos que para isso não tenho idade. Não tenho paciência. Nem tenho feitio.
Estamos a meio de uma semana...não tenho tido muito tempo para falar no assunto com os meus colegas. Mas teremos que pensar numa solução. Com uma certeza, nem que seja preciso dar uma volta ao Mundo...se o serviço não melhorar, se não nos devolverem o serviço porque pagámos, o AEIOU, vai-nos devolver o dinheiro...ou eu não me chame Isabel.
Até lá, as nossas desculpas por uma incompetência, um desleixe e uma falta de respeito de que não somos responsávis. E um obrigado pela vossa peciência.
Nota: Há pouco, tentei meter um comentário no post do daniel. Deu, de novo, erro. O comentário não foi colocado, ou uma treta qualquer...o comentário está lá...Brrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Isabel Faria às 11:43 AM | Comentários (16)
junho 13, 2006
A razão da ausência...o mar

Hoje não me apeteceu vir ao Troll. Nem ler o jornal. Nem ver televisão. Não faço ideia o que se passa aqui ao lado. Nem aí...Hoje apeteceu-me levantar e tirar o dia para sentir. Claro que falei, fala-se muitas vezes quando se sente, mas o que fiz mesmo foi sentir. Hoje tirei o dia ao Troll, ao mundo (o meu filho está fora até mais á noite), ao Sócrates, aos neo-nazis que continuam á solta, à empresa que não pára de me preocupar, ao Mundial de Futebol, á Weblog que tem sido nestes últimos dias a mostra do que profissionalismo e respito não podem ser...tirei o dia a tudo, e dei-o a mim.
Tirei o dia ao Mundo e dei-o a mim...para ser um dia inteiro, completo, daqueles que ficam para sempre dentro de nós e da nossa pele, dentro da alma e dentro da boca, limitei-me a sentir....muito mais que a falar. Claro que para me dar um dia inteirinho, daqueles que ficam para sempre, tinha que ter o mar, dentro de mim.
Ainda tenho o seu sabor a sal...espero, portanto, que desculpem a ausência. Não sou capaz de lhe resistir...
Publicado por Isabel Faria às 06:58 PM | Comentários (3)
junho 12, 2006
Só uma amostrinha do que ela é capaz...
Há mais...se vocês soubessem o que ela faz enquanto o Louvre está fechado...de vez em quando, vou aqui publicando as coisas de que a senhora é capaz...
Obrigado pelo Email...o post a seguir é para ti...faxavor de ver!!!

Publicado por Isabel Faria às 03:23 PM | Comentários (7)
Uma noite de Sto António nos anos 90
5 Amigos resolvem ir “curtir” para o Castelo. Afinal é dia de Sto António. Estamos no início dos 90 e a sardinha no pão ainda custa 50 escudos cada uma. Por mais 250 escudos compras uma garrafa de vinho branco, daquele que não faz azia. Ainda houve um que disse que íamos para o Bairro Alto mas no fim a tese do Castelo vingou. E lá fomos. De carro até á Almirante Reis e depois a pé por ali acima. Algumas horas depois, com meia dúzia de sardinhas comidas e uns quantos copos de branco havia 1 que já mal se aguentava de pé. Mas a malta queria mesmo era divertir-se. De baile em baile, lá fomos nós, e fomos perdendo elementos, dois mais concretamente, que encontraram um amor para uma noite. No mercado de S. João de Fora encontrei eu um amor. Mas para uma vida.
- Olha, queres dançar
- Sim. Porque não.
O que nenhum dos dois imaginava que fosse uma dança que durasse tantos anos. Hoje já casado, com um filho, posso afirmar que o Sto António é mesmo um santo casamenteiro. Pelo menos para mim foi.
Parabéns.
Publicado por Daniel Arruda às 02:04 PM | Comentários (6)
Tanques antes da parada.....
... numa praia da Figueira da Foz.

Afinal o nosso material só acabou a garantia há mais ou menos 35 anos. Mas mais vale assim que investir em mais. No dia em que a prioridade passarem a ser as Forças Armadas é que eu emigro mesmo.
Publicado por Daniel Arruda às 11:26 AM
Hoje quero partilhar um poema.
Desculpem lá ser em castelhano. Mas eu que até não sou um fã de ler poesia (Gosto de a ouvir), fiquei fascinado por este. Não sei se estas coisas se podem ou devem traduzir. Se quiserem poderão sempre fazé-lo num qualquer tradutor. Eu achei-o lindo. Poderia ser "quedar" em Madrid, Lisboa ou Praga.... mas certamente seria assim.
Con la nariz entre tus ojos
y entre un pulmon y otro pulmon
el corazon y los congojos
todos en reunion.
Con tus orejas en las manos
voy ensenandole a Van Gogh
como mejora el resultado
cuando lo hacen dos.
Siempre los carinitos
me han parecido una mariconez
y ahora hablo contigo en diminutivo
con nombres de pastel.
Y aunque intente guardar la ropa
al mismo tiempo que nadar
me he resignado a ir en pelotas
mientras dure el mar.
Yo que de estas estampas
me limitaba a hacer coleccion
me hago un llavero con el fichero
con una condicion
el dia que tengas ojos rojos
y me estornude la nariz
vamos hacer lo que podamos
por cenar perdiz
quedate en Madrid.
Publicado por Daniel Arruda às 10:30 AM | Comentários (1)
junho 11, 2006
Um domingo
Parece que estou numa de fazer crónica diárias. Mas o que querem. A vida está mesmo para isto.
Hoje tive de acordar cedo. Uma aula aberta de alfabetização musical do meu filho. Antes não tivesse ido. Detesto quando se tornam actividades lúdicas em comícios partidários. Mas aparte disso, depois fomos ao grande M, ou de outra forma, fomos a esse grande icon do capialismo chamado Mc Donalds. Um almoço cheio de hidratos de carbono e outras coisa que fazem mal á saúde mas que sabem bem “comó caraças”.
A esta hora já devem ter reparado que esta crónica está com menos erros que o habitual, ou mais até. Mas que está mal escrita. Gostava de ver vocês a escreverem com mais de 15 médias Sagres, 3 licores beirão e um jantar em cima. Têm duplamente razão. A 1ª razão é que estão a pensar. Este gajo é maluco de escrever neste estado. A 2ª é que estão apensar que estive a ver a selecção. Em ambas estão certos. Mas é nisto que dá um dia dividido entre o lazer de uam esplanada e o "dolce fare niente" de estar com amigos a ver o jogo de estreia d nossa selecção no Mundial
Uma patuscada á moda antiga. Abrimos com caracois, continuamos numa farinheira com ovos, demos nuns pica paus (lombinhos na margen sul) e acabámos numas gambas cozidas. Foi esta a ementa do jantar de mundial. Sábado haverá mais. Numa casa perto de mim.
Notas sobre o Mundial que já vi que este blog não é dado a futebois. A minha aposta que este mundial seria o do espectáculo está a saír furada. Tirando o 1º jogo o resto foi mediocre ou suficente menos. Portugal não esteve mal. Esteve horrível. Jogou mal. O que se safoua quilo é que Angola á uma equpa do 3º escalão. Uma nota para Figo. Um Capitão, tentou jogar, lutou contra a maré, esteve ao seu melhor nível. Ganhamos, 3 pontos e é isso que interessa nesta fase mas que não podemos ficar satisfeitos não podemos, é um facto.
Não li jornais hoje. Não me apeteceu. Não estava para más notícias. Apenas ouvi piada sobre o tanque de guerra que avariou na parada, no preciso momento em que o comentador elogiava a nossa capacidade de interveção rápida.
Inté amanhã que me vou deitar que as teclas me fogem debaixo da mãos e as letras se somem do ecran.
Publicado por Daniel Arruda às 11:34 PM | Comentários (1)
junho 10, 2006
Fim de semana
O meu PC está outra vez de molho. Ao escrever estas linhas não sei se ele me vai bloquear antes de eu as acabar. Mas vou tentar.
Como devem calcular este fim de semana é dedicado ao futebol. Só podia. Ontem jogou a minha 2ª selecção e ganhou e amanhã é a vez da equipa das "quinas". Pelo meio estive a ver o Inglaterra - Paraguai e tenho de confessar que dormi uma sesta pelo meio. Irra que aquilo foi mesmo mau. A televisão parecia que me estava a querer dizer: "Estavas a deitar foguetes ontem a dizer que este Mundial vai ser espectacular mas eu vou te contrariar. Toma lá um mau espectáculo.".
Acordei logo com uma boa notícia. O resultado das eleições do SPGL, mas assim que liguei a televisão vi o Cavaco em pose Ramalho Eanes num jipe do Exercito e até me ia engasgando com a torrada que estava a comer. Resolvi saír e comprar os jornais e assim que abri o DN dou com a notícia que Israel continua o massacre a civis palestinianos. Resolvi passar ás páginas de cultura para ver se me distraía e dou de caras com a intolerancia religiosa àcerca da peça que está a Comuna, "me cago en Dios". Quando cheguei à frase "Não queremos proibir nada, nem coarctar a liberdade de expressão e de arte. Queremos é que não seja o Estado, nós, a pagar isto.", como se eu, que também me cago em Deus, refilasse a quantidade de coisas que o Estado paga, ou não recebe da Igreja em Portugal.
Mudei de jornal, o Público poderia estar melhor, mas quando dou de cara com os abusos que o exército australiano está a praticar em Timor e as não menos abusivas declarações do 1º Ministro australiano e denoto toda a passividade da comunidade internacional por um País que efectivamente está a ser tomado de assalto por forças estrangeiras, perdi a esperança num dia relaxado e virado "pró descanso". Confesso que não tive vontade de abrir o Expresso. Arrumei-o a um canto à espera de melhores dias.
Convenci-me que o melhor mesmo era dedicar-me só ao futebol e nos intrevalos, entre dois jogos, uma partida de playstation.
Bem parece que o computador está a deixar escrever isto até ao fim. Vou aprveitar a benevolência e salvar isto. Até já que o Suécia - Trinidad e Tobago está mesmo a começar.
Publicado por Daniel Arruda às 04:32 PM | Comentários (4)
junho 09, 2006
O vitral das minhas rugas

Gosto de estar sozinha. Gosto, sobretudo, de saborear a diferença entre estar sozinha e sentir-me sozinha. Adoro o meu filho. Adoro a voz do meu filho ou o seu silêncio, aqui, juntinho a mim, mas gosto destes momentos. Preciso de os respirar.
Cheguei a casa apressada para vir tomar um duche rápido e ir jantar com uns amigos. Foi um convite de última hora. O João Pedro foi jantar fora e tudo encaixava.
Cheguei, enchi a banheira, meti o Leonard Cohen, peguei num cigarro, coisa que hoje só faço nos momentos especiais, peguei num Gin Tónico…e pedi desculpa aos meus amigos. Talvez um copo mais tarde. Jantar agora, não. Estás acompanhada, já vi…confirmei. Não creio que tivesse mentido. Mais tarde explicarei.
Durante anos, enquanto o João Pedro ia passar os fins-de-semana a casa dos avós, guardava, regularmente, uns momentos destes para mim. Depois, um dia, por desencontros da vida, estar sozinha começou a confundir-se com sentir-me sozinha, de novo, e comecei a fugir deles. Doíam.
Aos poucos, e apesar de muitos momentos complicados, deixaram, outra vez, de me assustar. Melhor, começaram a chamar-me e fui reaprendendo a não lhes resistir.
Gosto de me ver. Não creio que seja narcisista, mas preciso de me ver de quando em vez. E preciso de me ver, não como mãe, nem como amiga, nem como filha, nem como colega, nem como namorada, nem como cidadã, nem como amante…apenas, de me ver. De espreitar e sentir o que fui perdendo e o que encontrei. Gosto de me ver e não me incomodarem as rugas novas, nem me doerem as faltas. Ou de me incomodarem as rugas novas e de me doerem as faltas. Gosto quando me vejo e umas e outras me mostram. Me mostram a mim (não soa esta expressão, assim escrita…soa-me, assim sentida. Lamento. Às vezes, a língua acaba por ter que ceder às palavras). Gosto de passear a minha mão e de saber que aquela ruga foi, de certeza, daquele dia em que chorei por aquela partida e que aqueloutra foi, sem dúvida, resultado daquele dia em que ri e gritei, pelo prazer que tive.
O Leonard Cohen continua a passar a sua voz rouca e única, o Gin chega ao fim, há muito que o cigarro se apagou…enrolei-me numa toalha e espreitei o vitral ali de frente. Nunca tinha reparado como aquele vitral se assemelha à minha vida…os pedaços de luz intensa, contrastam, mas diria, olhando-o com atenção, que contrastam pacificamente, com os pedaços de quase escuridão. Até lhe vislumbro alguns de total escuridão. Talvez resultado da noite que, entretanto, algumas vezes, chega. O amarelo prevalece, no entanto, no vitral. Amarelo é para mim a cor da paixão…há um tom esbranquiçado que se quer insinuar. Não tenho como não o deixar entrar. Tal como o vitral da torre dos Bombeiros deixou. Ambos sabemos que o branco nunca prevalecerá, em nós, sobre o amarelo. Não enquanto a cada noite se seguir um dia novinho em folha, pronto a ser usado, gozado e vivido.
Enquanto estou sozinha e me percorro, passeando as mãos e a memória pelas rugas novas que, entretanto, se instalaram, sei que muitas delas vieram dos momentos de tons amarelos na minha vida. Outras vieram da solidão…tal como no vitral da torre houve brancos que se insinuaram e se instalaram. Naquelas vezes em que não ouvia o Cohen, não fumava um cigarro nem ousava o Gin. Naqueles momentos em que sozinha foi só. E em que doeu.
Nos momentos em que me vejo, percebo sempre coisas novas, para além das rugas. Hoje percebi o vitral.
Parece que o CD chegou ao fim…entretanto, o telemóvel tocou…gosto sobretudo de sentir a diferença entre estar sozinha e sentir-me sozinha...
Depois de uma semana, em que, por momentos, quase deixei o branco, a cor da minha tristeza, instalar-se e ocupar-me...no vitral, no som da tua voz e em mim, voltei a conseguir vencê-la.
Agora, fecho a janela e fico.
Publicado por Isabel Faria às 10:48 PM | Comentários (9)
junho 08, 2006
Sabe bem...

Ontem o meu filho chegou a casa muito desapontado. Imaginei que fossem problemas de “coração”...mas ele sossegou-me. Era a nota de Matemática. O João Pedro é sempre um óptimo aluno a Matemática, o desapontamento com a nota de Matemática deixou-me preocupada. Ainda por cima, tinha sido um teste de estatística e estatistica está nos pontos que lhe são menos “caros” na matéria...
Pronto, resumindo, o meu filho trocou um algarismo numa adição e em vez de 20...teve 19,9. Num teste de fim de período, mãe. Do último período, mãe...Sempre sonhei ter um 20 num teste de fim de período a Matemática....por um décimo...não vou ter 20 na nota final do último período do ano, por um décimo...um miserável décimo...
Lembrei-me dos meus 2,3 na última nota que tive a Matemática...lembrei-me do que custa estar mesmo, mesmo a chegar a uma meta e faltar-nos a “força” no último segundo, lembrei-me que os meus professores sempre me acusaram de ser pouco ambiciosa, de sempre achar que se 15 chegava porquê chatear-me para 18...lembrei-me que a frustração custa mas nos faz crescer...e olhei, vaidosa, recompensada, liberta duma quantidade de dúvidas que têm teimado em não me largar, para o meu homem.
Publicado por Isabel Faria às 11:00 AM | Comentários (6)
junho 07, 2006
Não nasci ele...aguentem-me (se)!!!!

(Quando eu vier para aqui com a telha (roubei o termo ao Daniel), não liguem...é só porque não nasci ele...mas passa...)
É assim. A gente julga que somos muito fortes. Já resistimos a tanta coisa. Crescemos. Saimos de casa. Perdemos pessoas. Amámos. Perdemos amores. Sonhámos. Perdemos sonhos. Já nos mentiram. Já sobrevivemos às mentiras. E também já mentimos. E também sobrevivemos ao incómodo de a elas ter que recorrer. E magoámos. E magoaram-nos. E resistimos às dores. E pedimos desculpa. E já tivemos o mundo todo na mão. E sentimo-lo perder...e corremos e agarrámo-lo outra vez...e sobrevivemos à corrida e ao peso. E cum caraças se o Mundo, às vezes, pesa...
É assim. A gente somos mesmo muita fortes. De vez em quando temos é problemas de... memória. Mas isso cura-se. Mesmo que se tenha que recorrer a uma poçãozeca mágica qualquer...nem todos nascemos Obelixes...mas a gente descobre-a. Olhem, tenho uma confissão a fazer...tenho andado a precisar do meu Panoramix ...tem a ver com causas externas à minha vontade...vocês até têm dado por isso e tudo ... mas uma coisa vos garanto...eu cá sou uma gaja muita forte. Não me põem ko às primeiras...têm que comer muita papinha ... Pronto, daqui a nada volta a desancar no Sócrates. Mas não prometo que não me volte a dar forte...obrigado pela compreensão. E pela poção.
Publicado por Isabel Faria às 11:47 AM | Comentários (14)
junho 06, 2006
Trabalho, trabalho e mais trabalho
Isto tem andado difícil de trabalho nestes últimos dias. Não consigo dar vazão a tudo.
Não acreditam?!?!?!?!?
Já se acreditam agora?!?!?!?! A vida não está mesmo nada fácil.
Publicado por Daniel Arruda às 02:45 PM | Comentários (12)
06-06-06

Não sou supersticiosa. Não me faz nenhuma confusão encontrar gatos pretos, só não passo por debaixo de uma escada porque tenho medo que alguém me caia em cima, esqueço-me sempre das Sextas-Feiras, trezes, e aquela hsitória de aparecer uma borboleta e ser visitas ou ter comichão no nariz e ser amor de um velho...nunca tive, assim, algo que servisse de prova.
Parece que os dias 6 são azarentos, tipo Diabos a saltar à nossa volta e assim. Hoje junta-se esta catrefa deles e devia ser uma desgraça...reconheço que as coisas aqui estão complicadas, mas já estavam a 2 a 5 e presumo que vão continuar a 17 ou a 32... mas, e isto é um miminho que me apetece dar...desculpem lá, mas se o Daniel pode contar as suas aventuras com um Kompensan na boca e na banheira, eu também me reservo o direito a dar miminhos públicos...obrigado por logo de manhãzinha me ajudares a vencer a parva da capicua...depois de uma noite de insónia estava complicado...fartei-me de me lembrar de números com bolas e pernas para cima e para baixo e estava a ver-me a passar o resto da vida a fugir de gatos pretos, de escadas e a recusar-me a coçar o nariz. Brigado. Venceste o meu Diabo. Acredita que é uma dura luta...Fim de mimo.
Publicado por Isabel Faria às 10:58 AM | Comentários (5)
Foi tão bom!!!!
Ontem estive a maior parte do dia com a telha. De tal modo que até o estómago se ressentiu. dores, azias e essas coisas.
Quando cheguei a casa decidi que tinha de acabar com isso. O meu filho ainda estava na escola e a calma imperava em casa. Pensei numa sesta. Mas não me pareceu suficiente. Mudei para um banho tépido. Costuma fazer bem. Mas assim, só um banho. Resolvi pegar nela e levá-la para a banheira. Criei a atmosfera correcta. Uma almofadinha para a cabeça, pensei em velas mas não havia. Coloquei uns cheiros e umas essências. Depois de tudo pronto despi-me, entrei para a banheira peguei-a em minhas mãos. Olhei-a e tomei-a nas minhas mãos. Coloquei-a na boca e senti o seu sabor. Áspero ao início mas agradável na continuação. A sensação de ardor a passar aos poucos, aquela sensação de alívio que nos transporta para outros patamares. Senti-me outro. Continuei a brincar com ela na minha boca por mais um pouco, empurrando-a com a lingua da esquerda para a direita e da direita para a esquerda até que ela se desfez completamente misturando-se com a minha saliva. oi sem dúvida um banho retemperador. Senti-me tão bem depois.
Não há dúvida que um banho quente e um Kompensan fazem maravilhas ao corpo e á mente.
Publicado por Daniel Arruda às 08:51 AM | Comentários (1)
junho 05, 2006
Não fossem já tantas, não tinha graça!

Um outro Brecht...ou um dia de calor lá fora...com areia, o mar, o silêncio das ondas e algum vento...e tu.
Ok, dispensava o mar, o silêncio das ondas, a areia, até algum vento...
Gosto de poesia erótica. E gosto de Brecht. E gosto muito que as pessoas me surpreendam. Este Brecht sempre me surpreendeu. Tal qual o Prazer.
Hábitos de amar
Não é exacto que o prazer só perdura.
Muita vez vivido, cresce ainda mais.
Repetir as mil versões prévias, iguais
É aquilo que a nossa atracção segura:
O frémito do teu traseiro há muito
A pedi-las! Oh, a tua carne é ardil!
E a segunda é, que traz venturas mil,
Que a tua voz presa exija o desfruto!
Esse abrir de joelhos! Esse deixar-se coitar!
E o tremer, que à minha carne sinal solta
Que saciada a ânsia, logo te volta!
Esse serpear lasso! As mãos a buscar-
-Me. Tua a sorrir!
Ai, vezes que se faça:
Não fossem já tantas, não tinha tanta graça!
Bertolt Brecht
(Desculpem mas hoje a ressaca do Prozac que não chegou não dá para mais...)
Publicado por Isabel Faria às 03:19 PM | Comentários (6)
junho 04, 2006
As compras não resultaram...porra!!!

Comecei por aqui, porque costuma resultar...

...como não resultou, achei que as velas seriam a solução, até porque o Bono partiu a cabeça a duas...

...houve uma senhora que resolveu acender uma a cheirar a côco e tive que fugir...as sandálias eram a minha salvação...tenho uns dedos dos pés fixes, pensei. Aliás, eu penso sempre que os meus pais gastaram tanto tempo a esmerar-se nos dedos dos pés que, depois, lhes faltou tempo para o resto...

...alguém tem p'aí uma coisa destas??? faxavor???
Nota: Um charro daria muito mais resultado, mas não sei enrolar aquilo...um homem também era capaz de funcionar, mas tinha que descalçar as sandálias...portanto se tiverem p'raí fluronãoseiquê, a gaja (é a minha irmã neura) agradece.
Publicado por Isabel Faria às 08:13 PM | Comentários (12)
junho 02, 2006
É sempre assim
Eles crescem, nós irritamo-nos, chateamo-nos, mas no fim eles não deixam de ser as nossas coisas mais queridas. Só temos de perceber que já não são aquela coisa que nós deixámos no berço. No fim acabamos sempre assim:

Publicado por Daniel Arruda às 11:55 PM | Comentários (1)
maio 31, 2006
Esperas ou partidas?

O que é que faz com que soe a partida e não a espera?
O ligeiro inclinar da cabeça ?
O preto e branco?
Ou a distãncia?
Publicado por Isabel Faria às 02:40 PM | Comentários (4)
O pesadelo do meu sonho enganou-me

(é ou não parecido com quem vocês estão a pensar??? Não é...vai-se embora daqui a 15 dias...)
Quando começaram a aparecer lá em casa, assim p’ró escuro, feias como o caraças e mal encaradas, olhei uma ou duas de frente e pareceu-me reconhecer algumas caras. Ok, não vale a pena entrar em pormenores...assim, tipo caras que povoam os meus pesadelos...não me apetece escarrrapachar os nomes não vão os monstros escuros e mal encarados processar-me por difamação...
Afinal, os especialistas dizem que aparecem na Primavera e que desaparecem em quatro semanas...não me parece que sejam os gajos...tenho a impressão que um deles, o que me pareceu mesmo que estava a voar na minha cozinha, pelo menos, fica mais cinco anos...
Publicado por Isabel Faria às 12:07 PM | Comentários (3)
maio 30, 2006
Southpark
Não sei se entre os visitantes do Troll há fans da série Southpark. Eu sou e vejo aquilo sempre que posso. Um amigo mandou por mail um link para um site onde podemos construir s nossas personagens para esta série.
Eu resolvi fazer uma á minha imagem e por isso ficam desde já a saber quando eu tiver uma personagem minha eu quero que ela seja assim...

Gostaram???????? EU ADOREI. Não sei, estava mesmo a pensar em assumir esta imagem para artigos de opinião e folhetos de propaganda. O que acham?
Publicado por Daniel Arruda às 08:27 PM | Comentários (1)
Voltou ao seu nível.
As coisas que me afastam do Daniel Oliveira devem ser á mesma proporção daquelas que me aproximam dele. É mais ou menos assim um Amor/Ódio. Temos imensas coisas em comum e ao mesmo tempo tantas coisas em que divergimos radicalmente. Há no entanto uma qualidade que não lhe posso negar. É para mim o melhor blogger português e a sua ausência da blogosfera nunca foi preenchida por ninguém. Voltou agora com um novo blog o Arrastão e voltou com postas curtas, espectaculares, ...
Esta é para mim do melhor, que tenho lido por ai. Daquelas postas de fazer inveja de não me ter sido eu a lembrar de a escrever .
Ben vindo de volta que fazias cá falta.
Publicado por Daniel Arruda às 12:37 PM | Comentários (10)
Fim de Crónica - TU

30 de Maio de 1990
“Vá, está na hora de ir para o Bloco Operatório. Como é que passou a noite? Vamos medir a tensão”
“ Passou calma. Dormimos bem…”
“ 12/8??? Porque é que não teve essa tensão sempre e escusávamos de a ter cá tido todo este tempo???? Não vai levar o caderno consigo, pois não?”
“Não, dê-me só um minuto. Deixe-me só escrever uma coisa, pode ser?”
“Um minuto…”
Vai ser a nossa última viagem, contigo dentro deste barrigão, meu amor. Vêm-nos buscar numa maca, vamos descer o elevador. Depois a mãe adormece (foi o que explicou a Sra. Enfermeira), quando acordar, tu estarás deitadinho a meu lado.
Deixa-me tocar só mais uma vez e sentir-te...creio que estás a dormir. Dorme bem, serinho, hoje, vai ser a tua vez de esperares que eu acorde.
Se acontecer alguma coisa...se acontecer alguma coisa...amo-te.
“Então é hoje ou amanhã???”
“Já está, não se zangue comigo”
Depois e hoje
A primeira palavra. Nã. Foi a primeira palavra. E era usada sempre que chegava a hora da sopa. Ou do banho. Ou de ir para a cama. A intensidade variava conforme a insistência. E cheguei a pensar que um dia se dedicaria à ópera.
Os primeiros passos. Tinha que ser com a bola nas mãos. Percorria metros e metros com a bola entre as mãos. A bola caia e zuz, catrapuz, o João Pedro seguia-lhe a trajectória e lá vinha mais um arranhão. Taí. Também foi das primeiras palavras. Avisava sempre antes de começar a chorar. Depois do aviso vinham as lágrimas.
Mãe és tão flatinha. Eu sou muita nane e tomo tonta de ti.
Quando começaste a dizer os cc, os rr e a saber dizer grande, começou a ser a dois. Até hoje, temos tomado sempre conta um do outro. Não nos temos dado mal.
Esta noite tivemos que dormir os dois...resultado de um fim-de-semana de mudanças de móveis e de arrumações e desarrumações...e de cá estarem os avós e de não haver muitas camas e de...cum caraças, tás nane, meu amor. E eu gosto de adormecer a ouvir a tua respiração...respiração de nane e de folte.
É giro, eu que gosto tanto das palavras, hoje não as encontro. Devem voltar mais logo, quando me tiver recomposto do som e do calor da tua respiração nos meus cabelos...de vez em quando vou-te comprar um quarto novo e convido os avós e, assim, a falquita arranja uma desculpa para passar o dia com o som e o calor da tua respiração nos cabelos...só de vez em quando...vá lá...soube tão bem.
Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (14)
maio 29, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 14º dia

29 de Maio de 1990
O médico avisou, ontem de manhã, que só haveria vaga na sala de operações para amanhã, às 11.00 horas.
São 20.45h. Já jantámos e, agora, não vamos poder comer mais nada. Hoje, meu amor, não vai haver chá nem bolachinhas. As próximas que comeres, estarás comigo. Depois, comerás as tuas bolachinhas, sozinho, sem ajuda, apenas com a tua vontade.
Não tenho medo. Não tenhas, tu também, meu amor. Não vais encontrar um Mundo muito bonito, vais encontrar um amor muito grande. Não vais encontrar uma vida muito fácil, vais encontrar muito carinho. Não vais encontrar tudo que gostaria de ter para te dar, vais-me encontrar sempre, com tudo o que tenho para te dar.
Não são fáceis estas últimas horas. É, ao mesmo tempo, uma despedida de nós e os momentos de te preparar as boas-vindas. A avó trouxe o primeiro babygro para te vestir. Pedi-lhe que trouxesse um verde. Da cor do campo que víamos da nossa janela. Amanhã, a esta hora, vais estar, aqui, juntinho a mim, com um fatinho verde vestido. E preparado para continuarmos a viver.
Vou ter tantas saudades de sentir as tuas cambalhotas dentro de mim, como prazer em te descobrir. Vou sentir tanto a falta dos teus pontapés como vontade de te amar. Mas, tenho a certeza, amanhã e nos dias que se seguem, não vamos ter tempo para ter saudades de nada nem sentir falta do que quer que seja. Amanhã, serinho, a esta hora, vamos ter uma vida para viver.
A enfermeira acabou de trazer o comprimido para dormirmos. Vamos tentar fazer-lhe a vontade.
Até já, João Pedro.
Publicado por Isabel Faria às 06:01 PM | Comentários (4)
maio 28, 2006
Vinte e oitos de Maio

Chegou a casa depois de um dia de trabalho e de duas horas de viagem. As janelas abertas e a casa sem luz, não auguravam nada de bom. Meteu, a medo, a chave na fechadura. Entrou devagarinho. Na escuridão, que invadia toda a casa, não o encontrou. Ao lado da cama, caído, tinha dado mais um passo no caminho que escolhera. Acabou o dia sozinha, na sala de espera, fria, do hospital. Voltou. No outro dia, ela voltaria, a medo, a meter a chave na fechadura.
Faltavam dois dias, para nasceres, meu amor. Apenas faltavam dois dias para te ter comigo. Nada nos iria separar. O pesadelo ficara, definitivamente, escondido naquele recanto da memória, onde só se pode ir, quando se está cheio de força e de vontade de viver. Agora até podia lá ir, tinha a certeza que voltaria intacta. Sentir o bater do teu coração, era a certeza de ter sobrevivido. Sentir os teus pontapés era a certeza que tinha feito a escolha certa.
Faltavam dois dias para te ter comigo. Valia a pena ter sobrevivido. E escolhido. Nunca mais estaria sozinha, nem teria medo do que iria encontrar atrás da porta.
Havia mais dois parágrafos no Post que há um ano escrevi. Deles apenas me apetecia repetir que são bons os amigos...Do resto dos parágrafos, o tempo, o dia de ontem a montar um quarto com o João Pedro, em que ele teve que fazer quase tudo e só ao fim, memso, mesmo, ao finzinho é que me disse "Vá lá, vá lá...mesmo assim ainda ajudaste muito...és tão azelha a fazer coisas com as mãos..." e o beijito quase a cair para o lado de sono e de cansaço, à meia noite em ponto, a memória duma noite no Bairro Alto, ao som, talvez de Jazz, talvez de música brasileira, quem consegue recordar a música se tem uma mão para recordar, do resto dos parágrafos, dizia, não ficou mais nem dor, nem mágoa. Até a memória quase que não sobreviveu.
Do primeiro parágrafo deste post também não ficou mágoa...apenas a certeza de que sem ele hoje não seria eu, e a alegria de lhe ter (creio que, mais ou menos inteira) sobrevivido.
Ao longo do ano que passou tive tantas vezes esta certeza....nos olhares que troquei, nos bairros que percorri para eleger Sá Fernandes, nas lutas em que acreditei e nos sonhos que sonhei. Na tua pele.
Há anos em que fazer balanços custa...não custa este balanço.
PS: Apenas uma nota final, em resposta ao post do Daniel: Têm que ser mais de quarenta e menos de cinquenta, amigo. Até agora eu e a vida andamos de contas certas...ninguém deve nada a ninguém...se fossem só quarenta alguém estava em divida...se já fossem cinquenta, iden, iden...Um obrigado a todos os que lá deixaram os parabéns, à Emièle pelo post no Pópulo e a ti também amigão, que apesar de um bocadinho antipático, te lembraste dos parabéns e de mandar o bolo pelo irmão do Bono...E olhem, porra que já estou farta de escrever, vim aqui à pressa, que tenho que continuar a montar móveis...Até logo!!!! Confesso que me faltava esta: passar um dia de aniversário a montar móveis...que mais me irá acontecer???
Publicado por Isabel Faria às 05:30 PM | Comentários (8)
Parabéns
Hoje é dia de anos de alguém especial. A nossa Zabelinha faz aninhos e não queria dizer nada aqui ao pessoal. São quantos? 50? 40? ou algo mais ao meio?
Bem já que não te posso dar os parabéns pessoalmente vou mandar o irmão do Bono. Espero que gostes do bolo.

Que a gente vá vendo muitos.
Publicado por Daniel Arruda às 11:10 AM | Comentários (24)
maio 27, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 12 Dia

27 de Maio de 1990
Chegou ao fim o último Domingo, Joãozito.
Hoje, a família, os amigos, os colegas de Lisboa decidiram fazer uma romaria ao Hospital de Santarém. Por momentos, senti-me a mãe da Maria do Céu. E, queres saber? Soube bem!!
Só que estou de rastos e tu também deves estar que a mãe quase que nem te sente. Creio que hoje vamos estar a dormir na hora das bolachas.
Entretanto, logo de manhãzinha, antes de começar a confusão, estivemos na nossa janela. E vimos o Tejo. Creio que foi a força necessária para aguentar a hora da visita.
É bom estar rodeado de amigos, mas não há dúvida, meu amor, e isto é um bocadinho feio de dizer, mas não há dúvida, dizia eu, que os melhores momentos são os que passamos só os dois. Na nossa janela, por exemplo. Aguardando que os últimos dias passem e despedindo-nos destes meses em que nos tivemos, um ao outro, 24 horas em 24 horas.
Estou cansada e um bocadinho melancólica. Não dá para te explicar o que se passa na cabeça e no coração da mãe. Um dia, quando fores maior, e estivermos, os dois, a passear ao pé do Tejo, se descobrirmos, lá de longe, a janela onde te trazia a passear, a mãe tentará contar-te um pouquinho do que se sente nestes últimos dias, em que te tenho só para mim e em que tu só me tens a mim.
Até amanhã, bebé. Dorme bem.
Publicado por Isabel Faria às 11:21 PM | Comentários (3)
De Blogger para Blogger
Ponto Prévio - Por isso gosto de música. Porque houve sempre alguém que soube escolher as palavras certas antes de mim. O que fazer nesse caso? Plagiar as palavras que não são nossas ou ir em frente e usá-las da melhor forma possível.
No outro dia a Isabel postou aqui sobre rostos. Aqueles com que nos cruzamos. Mas há os rostos que não conhecemos a não ser de uma fotografia mas com quem temos empatias. Pessoas que apenas lemos e que respeitamos. Pessoas que aprendemos a gostar atravês das palavras. É o caso de alguns bloggers e deste em particular. Depois de um post ontem, e no seguiimento de mais duas anteriores, fiquei a pensar. Sim, embora não pareça ás vezes penso e acho que de certa forma sou co-responsensável por algum desencanto que ali transparecia.
Se uma canção ajudar, gostava que fosse esta, pelo simbolismo das palavras. Desculpem-me lá mas se a blogosfera não servir para isto, para eu exprimir o que sinto, o que penso então para que servirá?????
Publicado por Daniel Arruda às 11:45 AM | Comentários (3)
maio 25, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 10º dia

25 de Maio de 1990
Finalmente, uma festa neste hospital!!! Amor, estás a ouvir o barulho lá fora? Viste quando vínhamos do refeitório, aqueles senhores, senhoras, meninos, meninas e bebés espalhados pelas cadeiras, pelos corredores, sentados no chão???
Estão à espera dum bebé cigano que vai nascer. A mãe está na sala onde os bebés nascem, o pai anda a fumar cigarro depois de cigarro (a enfermeira diz que não vale a pena dizer que não se pode fumar...) e estão cá as famílias todas à espera que o menino (ou menina, a mãe não perguntou) nasça.
Aqui, no hospital, diz-se que os ciganos são sempre assim: quando nasce um ciganito novo, quando alguém fica doente, quando...são sempre assim, Joãozito. Vêm todos e falam e esperam e falam e esperam. Agora só se vão embora quando nascer o bebé.
Até lá, duvido que possamos dormir...mas não é grave. Serve para quebrar a monotonia. E deve ser bom o menino que lá está dentro da barriga da mãe saber que tem tanta gente à espera. Espero que mãe não se tenha esquecido de o avisar, e que ele já venha preparado para esta festa toda. Ou, então, vai apanhar cá um destes sustos...
Olha, meu amor, hoje a enfermeira disse que o médico amanhã vai falar com a mãe, mas que não deve cá estar na Segunda Feira. Só nos devemos ver na Terça. Eu e tu. Fiquei um bocadinho triste, por não estares cá nos meus anos...mas estes são os últimos em que não apagas as velas comigo. Prometido???
Agora vamos tentar dormir e esperar que, como dizem lá na terra, a cigana tenha uma hora “curtinha”. Gosto de os ouvir ali, mas também não desgostava de dormir um bocadinho.
Faz como a mãe, pensa que só faltam 4 dias. O sono vai, de certeza, chegar!
Publicado por Isabel Faria às 10:48 PM | Comentários (1)
Psssiiiuuuuu....

Hoje o Troll esteve quase todo o dia assim...faz-lhe bem. Toda a gente, mesmo que seja um Blog, tem que ter dias assim...eu também tive...um dia assim. Não estive a dormir, apenas me ofereceram uma estrela de presente adiantado de aniversário...foi a grandalhona, mas ainda maior do que aparece na imagem...grande mesmo...vou só colocar a minha crónica do dia...e vou embora, devagrainho, para não acordar o Troll nem fazer tremer a luz da estrela que me ofereceram de presente adiantado de aniversário....pssssiuuu...não podemos mesmo fazer barulho!!! Até amanhã!!!
Publicado por Isabel Faria às 09:55 PM
maio 24, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 9º dia

24 de Maio de 1990
Não temos novidades,serinho. Veio cá a avó Inês e trouxe-te um fato pequenininho que fez para ti.
Comemos peixe cozido ao almoço, o que é raro acontecer, tirando 97% das refeições.
O peixe cozido não tinha sal, o que é raro acontecer, tirando 99.9% das refeições.
Fomos fazer um novo CTG e a mãe acha que tu já acompanhas a música, com os teus pezitos na minha barriga. A tensão manteve-se alta, mas estável.
E foi um dia calmo. Pedi para ir um bocadinho para a janela da sala de espera, enquanto não havia visitas. Dá para ver o Tejo e a planície. Do outro lado vê-se a terra da mãe e dos avós.
Ontem, um amigo trouxe um livro e hoje, à janela, estive a lê-lo, alto, para ti. Possivelmente não percebeste. Mas a mim soube bem. Fala de buscas. Da busca da razão da vida. De uma razão para a vida. Hoje não precisaria de o ler para a encontrar, mas já aconteceu...outros tempos, muito antes de teres começado a brincar e a chuchar no dedo, dentro de mim.
Talvez fosse a leitura do livro e o Tejo que permitiram que não custasse muito a pergunta que, a mãe sabia, um dia viria.
“Nunca tem visita às sete, pois não, Isabel?”
Não, nunca temos visita às sete, vingamo-nos com a das duas...e com a nossa janela cheia de azul e de verde, pensei, baixinho, para ti.
“Não está cá o pai do João Pedro”, respondi. Não menti. Não está cá o pai, meu amor.
Publicado por Isabel Faria às 10:57 PM | Comentários (1)
Pessoas que se cruzam connosco















Olhar os rostos. Descobrir o que nos têm para contar. E o que escondem...gosto de olhar rostos. E de os ler.
Às vezes, não vale a pena cruzarmo-nos com eles. Outras sim. Mudam as nosas vidas. Os que não vale a pena, valem como rostos. Só...mas aprende-se sempre. Com o que nos dizem. E com o que nos escondem.
Publicado por Isabel Faria às 09:51 PM | Comentários (5)
Oração

Hoje recebi isto por Email. Tirando o problemazito de ser ateia, de não ter marido nem cartão de crédito e de, normalmente, ser comedidazeca nos ataques de ciúmes, também me sinto mais segura enquanto não me levanto...ah, e não costumo ser gananciosa...a não ser por chocolates, babas de camelo, doces com amêndoas, latas de leite condensado, arrozes doces, bolos bolachas, mousses da manga e cerejas com caroço...acho que é tudo.
Querido Deus.
Até agora o meu dia foi bom:
* não fiz fofocas,
* não perdi a paciência,
* não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata nem irônica,
* controlei o meu SPM,
* não reclamei,
* não praguejei,
* não gritei,
* não tive ataques de ciúmes,
* não comi chocolates,
* Também não fiz débitos no meu cartão de crédito (nem do meu marido)
e nem passei cheques pré-datados.
Mas peço a tua proteção, Senhor, pois estou para me levantar da cama a qualquer momento....
Publicado por Isabel Faria às 12:03 PM | Comentários (9)
SOOOOCCOOORRRRRRRRRRRRRRROOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nos últimos dias tenho estado assim. Uma autêntica montanha russa, não de emoções que essas felizmente têm andado bem, mas de trabalho, de coisas para fazer e ver que a lista do que passa para o dia a seguir fica cada vez maior.
SOOOOCCOOORRRRRRRRRRRRRRROOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Daniel Arruda às 11:53 AM | Comentários (3)
maio 23, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 8º dia

23 de Maio de 1990
Na noite de Sábado para Domingo, tinha entrado no quarto uma rapariga, ainda muito jovem com um bebé, acabado de nascer.
Nunca a ouvi falar, nunca a vi sorrir, nunca a vi chorar. Dela, recordo, apenas, a ausência de olhar. Nunca a vi olhar. No Domingo, não recebeu uma visita. O bebé não mamava, a enfermeira vinha buscá-lo, na hora das mamadas. Ela levantava-se, devagar, e saía. Sem um gesto, a não ser os passos que a levavam ao corredor. Normalmente voltava, quando o bebé já estava no berço. Sentava-se na cama ou deitava-se. Sempre sem expressão. Ontem, vieram falar com ela, logo pela manhã. Deixou o bebé no berço e foi, acompanhada de uma enfermeira e de outra senhora. Durante o resto do dia, a cena repetiu-se. Por mais duas vezes voltou a sair do quarto acompanhada. E a voltar.
Esta manhã, cedo, ainda não eram nove horas, a mesma senhora que cá tinha estado ontem, veio buscar os dois. Mãe e filho. Cerca de uma hora depois, ela voltou. Sozinha. Vestiu-se, pegou nas suas roupas e saíu. Nunca olhou para trás.
Na hora da medicação, a senhora da cama ao lado perguntou à enfermeira se tinha acontecido alguma coisa ao menino. “A mãe deu-o para adopção, e já foi para casa”, disse. Parece-me que também não havia expressão na sua voz.
No quarto fez-se silêncio.
Felizmente que nós podemos sair do quarto para almoçar , meu amor. A mãe precisa de aproveitar o caminho para o refeitório para respirar. E para te dizer que não era este o Mundo que te queria dar.
João Pedro, quero dar-te um mundo em que as pessoas olhem. Ajuda a mãe a fazer um Mundo em que as pessoas olhem.
Depois, meu amor, vamos descansar. Preciso de sentir-te para ter a certeza que vale a pena. Um beijo, para ti, serinho, e desculpa as lágrimas. Às vezes, é preciso chorar. Entre as coisas que te hei-de ensinar, para além de ouvir música, contar e rir, é que, às vezes, é preciso chorar.
Nota: A primeira parte deste texto, contrariamente às outras que aqui tenho deixado, foi feita de memória. Não sou, neste momento, capaz de aqui deixar as palavras que, nesse dia, escrevi no meu bloco. Até, ou sobretudo, porque não julgo que tenha esse direito. Nelas há perguntas, há dúvidas que me ultrapassam. Por respeito e pudor guardá-las-ei para mim.
Publicado por Isabel Faria às 11:03 PM | Comentários (3)
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 7º dia

22 de Maio de 1990
Hoje acordámos ainda mais cedo. Tu acordaste ainda mais cedo. Voltaste a pôr aquele pezito maluco, ali espetado, por volta das seis da manhã. E já ninguém aqui dormiu (ninguém, sou eu e tu, percebeste, meu amor?).
Claro que a esta hora, estamos os dois mais mortos que vivos.
Fomos fazer o CTG. Havias de ver o olhar espantado das enfermeiras a verem-nos entrar de gravador em punho. Só uma delas sabia que, a partir de agora, CTGs só de Quatro Estações no ouvido. Correu bem. Parece que resultou. Ainda me descontrolei um bocadinho, mas, ao fim, a tensão manteve-se nos 14,5. O teu coraçãozinho continua óptimo. A enfermeira diz que vais ser jogador de futebol...tal a força do coração e a quantidade de pontapés.
Estiveram cá os avós e a tia Leta. A tia trouxe dois paninhos de tabuleiro com o nosso nome bordado. Num havia um IM e no outro um JP.
Ao fim, quando os avós saíram, ficou um bocadinho para tràs e veio-me pedir desculpa por serem só dois...expliquei-lhe que nós somos só dois. E que sempre que houver visitas em casa, se usarão panos de tabuleiro, não bordados. A tia Leta, perguntou ainda se isso não me fazia medo. Não enquanto estiveres comigo, respondi-lhe. Creio que ficou mais descansada. E nós ficamos com dois panos de tabuleiro, para tomar o pequeno-almoço na cama, ao fim-de-semana.
Desde Sábado que temos uma Senhora, no quarto que vai cá ficar dois meses. Até a bebé nascer. Tem diabetes e não poderá sair do hospital. Chorou todo o dia, até à visita das Sete, em que o marido a veio visitar. Depois, parece que acalmou um pouco.
Sabes, serinho, na nossa vida, temos que procurar calma onde nos seja possível encontrá-la. Seja no pai que nos acompanha na visita das Sete, seja nos nossos nomes bordados em dois pequenos panos de tabuleiro.
A mãe tentará ensinar-te isso. Às vezes fico com um bocadinho de receio de não ter tempo para te ensinar tudo...eu senti o pontapé, amor. Claro que vou ter tempo!
Hoje, apesar de cansados, sinto que estamos, ambos, calmos. Talvez porque a primeira coisa que te estou a ensinar é a ouvir música. E a contar. E já aprendeste que a contagem decrescente para nos termos um ao outro, já começou.
Publicado por Isabel Faria às 09:31 AM | Comentários (9)
maio 22, 2006
Mil cento e onze
Estou cheia de trabalho. Tenho que ir comprar uma cama. E tenho uma porrada de gente a gritar à minha volta. Acho que está tudo louco. E tenho também que comprar o colchão. Convém não esquecer o colchão. O que é que eu faço para acalmar esta gente que está completamente passada e aos gritos, parece o mercado do Bulhão em dia de campanha eleitoral? Ah, esperem lá já vos falei da cama...é que com esta gente toda eu já não tenho a certeza se tenho que comprar mesmo a cama...e se lhes mandasse um grito...mas eu quando grito fico esganiçadíssima...aliás eu sou esganissadíssima (desculpem ir com ç e depois com ss mas eu não faço ideia se é com ç ou com ss e não quero que me chamem ignorante e assim)... mesmo quando não compro camas já sou, vocês conseguem imaginar o esganissamento (esganiçamento?) no dia de comprar o colchão...os gajos estão cada vez a gritar mais...quer-me parecer que possivelmente estão a tentar que eu os ouça...na volta estão a falar comigo...falo-lhes do colchão? será que há alguém que me ajude??? Ai1111 isto era suposto ser ai!!!! mas esqueci-me de carregar na seta e saiu mil cento e onze...juro que não...não bebi nada...não fumei uma broca...não vi o Jerónimo a dançar com o Luís Filipe, não ouvi o gajo do CDS que não me lembro como se chama a dizer que vai estar no Governo quando eu fizer não sei quantos anos...ai...pois, o problema tá aí...é da semana...olhem, é mais um ou menos um?...porra pá...logo me havia de vir aquele mal encarado para me lembrar de coisas tristes...2009 u tanas....vou comprar uma cama...ah tavas a falar comigo??? mas não vês que eu não ouço...podias falar mais baixinho faxavor...tou em balanço...fico sempre assim na semana em que estou em balanço...ainda se agrava mais quando compro colchões...já uma vez, quando ainda tinha a certeza do sinal , que eu tinha prometido que nunca mais comprava um colchão na semana do balanço...fico sempre assim. Tadinha. Tenho imensa pena de mim.
O raio desta gente foi-se embora a encolher os ombros...será que estavam a falar comigo? Tadinhos...tou capaz de lhes emprestar o colchão velho...sou uma boa alma, no fundo.
FIM.
Publicado por Isabel Faria às 05:38 PM | Comentários (5)
maio 21, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 7º dia

21 de Maio de 1990
Ontem não deu para escrever nada. Ficou uma folha em branco. Apesar de tudo, parece que a normalidade, aqui, é menos difícil de suportar. Pelo menos, é muito menos cansativa. Se o Sábado foi um desastre, o Domingo foi, mesmo, para esquecer.
Hoje fomos fazer uma ecografia. Está tudo bem contigo só que, definitivamente, não deste “a volta”. Meu amor, a mãe deve dizer-te que, apesar disso significar um buraco na barriga, te compreendo perfeitamente. Quem é que troca estar comodamente sentado no barriguinha da mãe por andar de pernas para o ar?
O Doutor disse que isso vai implicar uma cesariana (aquele tal buraquito que te falei, e que não me rala nada) e que possivelmente não vamos aguardar até ao dia 4 de Junho. Falou lá para Segunda ou Terça-Feira da Semana que vem. Meu amor, se for Segunda, nascemos no mesmo dia. Depois tu emprestas-me o teu bolo para pôr as minhas velas???
Talvez falte, apenas, 8 dias, para ver a cor dos teus olhos. Hoje, na ecografia, bem tentei, mas não resultou.
O Doutor disse, também, que amanhã vamos, de novo fazer o CTG, agora, ao som das Quatro Estações. Vais ver que vais gostar, e eu vou conseguir que a tensão se mantenha em níveis aceitáveis. Promessa de mãe.
Olha, serinho da mãe, vem aí a Sra. Enfermeira com a chávena do chá. Está na hora de ir à gaveta buscar o nosso “suplemento” diário de Bolachas Triunfo.
Hoje estou feliz. Esta tarde a tensão estava controlada. E tu estás farto de saltar. A sério, desde a ecografia que não paraste de me dar pontapés. Deves ter gostado de te ver na televisão. Eu adorei. Como vamos ser do mesmo signo, devemos ter gostos semelhantes!
Ao ataque, as Bolachas Trinufo esperam por nós!!!
Publicado por Isabel Faria às 05:59 PM | Comentários (3)
A bandeira
"A mais bela bandeira do Mundo", 18.750 mulheres emocionam jogadores".
Eh pá, a gente não somos jogadores...mas, meninas que passam pelo Troll, se fossem homens a fazer a bandeira, a gente não se emocionaria só com 18000??? Não eramos "gajas" para dispensar os 750????
Publicado por Isabel Faria às 10:52 AM | Comentários (4)
O meu Sábado e o problema dos caracois não terem rodinhas
Por:Isabel Faria

Ontem quase não passei por aqui. Não fosse o Daniel a aguentar a assoalhada e tinhamos mesmo fechado para balanço.
Isto de trabalhar em equipa é muita gratificante e permite manter os bichos vivos... obrigado Dani.
Depois de uma manhã dedicada a "coisas de mulher", cabeleireiro, compras e assim, à tarde dei um ar mais abrangente à coisa, vi o Tejo, vi o mar (com letra canininha), a Serra, encontrei amigos, fui a uma exposição de pintura, comi queijadinhas de Sintra, vi uma feira em S.Pedro de Sintra com uns senhores a cantar e decidi que pertencer a um coro será o meu futuro quando deixar o Troll e mais umas coisas que já nem me lembro bem...
Isto à tarde.
À noite estava eu calma e serena, preparada para dar alguma assistência à assoalhada, quando toca o telefone e ouço uma voz vinda do além...(conheço este tom de algum lado)...sabes quem fala...hum...sabes ou não...hum...então...não...é o S...o QUEM???????
Era. O S tinha desaparecido do nosso (meu e duma catrefa de amigos) convivio quando há três anos e tal se tinha casado...sabiamos que tinha ido viver para Antuérpia, a mulher é (ok, o tempo terá que mudar) belga e ele foi de malas aviadas. Vamos jantar? ...ok. Fomos.
Sempre tive um problema com o S. Nas frases. Sempre achei que ele era muito lento a falar e nunca tive paciência para o deixar acabar. Eu acabava sempre primeiro as frases dele e ele ficava capaz de me comer (salvo seja!!!).
O jantar foi muito engraçado.
Ele contou-me como essa teoria sobre esse tal problema de ser lento a acabar as frases lhe transformou a vida toda... Dizias sempre que nunca te casarias, mas se um dia o fizesses seria para toda a vida, disse-lhe. Pois, mas não tive tempo...Não tiveste tempo? Não. Um dia ia para lhe dizer que achava bem que fossemos tratar do Tejo ( o cão dele...) que andava a perder pêlo e só fiquei no tratar, ela disse-me acho que sim, eu amanhã passo pela Conservatória...há seis meses, ia-lhe a dizer que achava bem que pensássemos em ir a Portugal...fiquei pelo pensássemos, e ela disse-me acho bem, isto não está a dar...vamos à Conservatória...e pronto.
No resto do jantar vi-me à rasca para não terminar alguma frase que o pudesse levar a mandar da ponte ou a bater no italiano que não parava de cantar...
Disse-lhe que ia fazer um post sobre o seu problema com as frases...posso? Claro. E posso contar o casamento? Claro. E o divórcio? Claro. Vocês adoram escrever e falar sobre nós...põem sempre aquele ar de que ou nos conhecem muito bem ou nunca nos hão-de conhecer, tipo ou somos um caso perdido ou... somos um caso perdido!! E vocês não falam sobre nós, não??? Claro que sim. Discutimos se são...Boas ou não, disse eu. Isso... Continuo a ser um bocado lento a acabar as frases, não? Impressão tua.
PS: Eu sei que prometeste que nem te darias ao trabalho de ler o que eu escrevi sobre ti...mas se leres (eu vi que guardaste o papelito com o nome do site...), o italiano cantava bem...a história da Conservatória é que te deixou ainda com mais mau feitio...
Publicado por Isabel Faria às 09:39 AM | Comentários (2)
maio 20, 2006
Querida esposa

Ás vezes pode-se usar o blog para mandar mensagens a pessoas. Para expressar pedidos, desejos e outras coisas. Hoje chegou-me via mail um pedido ás nossas (dos amantes do Futebol) esposas. Não podia deixar de o tornar público. Já sabes "morzinho", esta carta também é para ti.
Compadre, obrigado pela carta, diz á Suzaninha para vir dar uma espreitadela para o caso de ainda não lha teres enviado em carta registada.:)
Por falar em Suzaninha, Parabéns, entraste no restrito grupo dos "intas"
Querida Esposa
1. De 9 Junho a 9 de Julho de 2006 deves ler as secções desportivas dos jornais, de forma a estares ciente do que está a acontecer no mundial de futebol. Assim, ficarás capacitada a estar dentro das conversas. Se não o fizeres estarás no mau caminho e serás completamente ignorada. Não reclames por não receberes qualquer atenção.
2. Durante a Copa do Mundo, o televisor é meu, a toda a hora, sem qualquer excepção. Ficas avisada que poderás perder um olho, no caso de fazeres uma piscadela para o remote do televisor.
3. Se tiveres que passar em frente ao televisor durante um jogo, eu não notarei, desde que estejas rastejando e o faças sem me distrair. Se decidires levantar-te nua em frente ao televisor, tem a certeza que pegas um resfriado, porque não terei tempo de levar-te ao hospital ou tratar de ti durante o mês da copa.
4. Durante os jogos estarei cego, surdo e mudo. Excepção será quando exigir uma bebida ou algo para comer. De certeza que estarás fora de ti se esperares que te escute, abra a porta, atenda o telefone ou apanhe o bebé que há bocado caiu, porque isso nunca acontecerá.
5. Será uma boa ideia boa se deixares sempre na geleira, 12 cervejas e petiscos. Por favor, não apresentes nenhuma careta engraçada aos meus amigos quando vierem assistir futebol comigo. Como retorno, estarás autorizada a usar o televisor entre as 0:00 até às 06:00 horas. Contudo, exceptuam-se os casos em que estiver a ser repetido um bom jogo que perdi durante o dia.
6. Por favor, por favor, por favor! Se me vires zangado porque uma das minhas equipas está a perder, não me consoles dizendo "supera isto, é apenas um jogo", ou " não te preocupes, eles ganharão da próxima vez". Se disseres estas coisas, dar-me-ás mais raiva e eu amar-te-ei menos. Lembra-te, tu jamais saberás tanto de futebol quanto eu e assim as tuas "palavras de encorajamento" apenas conduzirão a uma quebra no relacionamento ou até divórcio.
7. Tu és bem-vinda para te sentares comigo e assistir a um jogo e poderás conversar durante os intervalos mas só quando os "comerciais" estiverem no ar e o resultado estiver a agradar-me. Adicionalmente, por favor nota que estou a dizer "um jogo". Consequentemente, não uses a Copa do Mundo como uma boa desculpa para me perseguires e passares o tempo todo junto de mim.
8. As repetições dos lances "replays" são muito importantes. Não me preocupo se os vi ou não, quero vê-los de novo muitas vezes.
9. Diz às tuas amigas/amigos para não organizarem festas de crianças ou coisa qualquer que requeira a minha participação, porque:
a) Não vou,
b) Não vou, e
c) Não vou.
10. Mas, se um meu amigo nos convidar para a casa dele num domingo para assistir a um jogo, nós estaremos lá num instante.
11. O resumo do mundial apresentado diariamente é tão importante quanto os jogos. Não ouses dizer "mas tu já viste isto... por que não mudas o canal para algo que podemos todos assistir?" A resposta será "Ver a regra 2".
12. E, finalmente, por favor economiza as tuas expressões como "Agradeço a Deus que o mundial é só de 4 anos em 4 anos." Eu sou imune a estas palavras, porque depois disto vem a Liga dos Campeões, Liga Italiana, Liga Espanhola, Primeira Liga, Liga Portuguesa e etc...
Obrigado pela tua cooperação.
Publicado por Daniel Arruda às 08:43 AM | Comentários (6)
maio 19, 2006
Não há forma de não voltar (sempre) a Sophia...

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa
Sophia de Mello Breyner
Publicado por Isabel Faria às 11:57 PM
É quase fim de semana
É quase fim de semana e o pessoal precisa de se divertir. Partindo do princípio que Israel não é Europa e a Turquia só com muito boa vontade pode ser considerada tal, geograficamente falando, está claro, penso que na próxima edição do Eurofestival da canção se deveria ponderar a hipotese de o Paquistão fazer parte do concurso para que estes génios possam ter o seu momento de fama internacional.
Publicado por Daniel Arruda às 02:25 PM | Comentários (3)
Certezas

Quando se vai crescendo, crescendo cá dentro, quero dizer, não importa que a janela esteja aberta. Se houver frio, a gente fecha-a. Não importa se está fechada, faz-se um esforcinho e abre-se. Não importa o tempo que se demore a lá chegar, não importa a distãncia que se percorra para lá chegar, sente-se que lá se chega. E aprende-se, devagarinho, a esperar.
Publicado por Isabel Faria às 11:50 AM | Comentários (5)
maio 18, 2006
Não há felicidade áspera, dizem as palavras
Tinha um professor de Português no Liceu de Santarém, o meu professor que me ensinou a ter prazer em passear com e as palavras, que dizia que a única diferença entre as palavras e os sentimentos, é que uma frase se podia acabar com umas reticências e voltar-se a ela mais tarde.
O resto, dizia ele, eram, em tudo, iguais. Nunca eram “inocentes” ( e quando nos dizia isto, realçava que estava a usar as aspas), dava-se sempre por isso quando soavam a falso, transportavam sempre esperança, ou desencanto. Traduzia-se o ódio por palavras ou as palavras traduziam o ódio. E o amor. E a paixão. E o rancor.
Podia-se, dizia ele, escrever tolerância (estávamos, então, em 74 e 75) que na forma como se usava uma conjunção ou um pronome, com um bocadinho de atenção, descobríamos sempre que do outro lado havia alguém que não admitia nem suportava a diferença. As palavras e os sentimentos nunca enganam. E uns e outras são-se sempre mutuamente fiéis, dizia-nos, enquanto nos tentava levar a percorrer o som dos cantos dos Lusíadas.
Recordo estas palavras do meu professor que me ensinou a passear palavras, quando vejo o rancor que elas, algumas vezes, por aqui transportam. Dizia o meu professor que nunca se é feliz quando se usa palavras ásperas. Não vale a pena conheceres o olhar, ouve-lhes as palavras, vê-lhes as palavras, e quando elas arranham de despeito, ou de raiva, ou de intolerância não te zangues. Tens do outro lado uma pessoa que não é feliz. Não há felicidade áspera. A felicidade nunca arranha. Aconchega. As palavras de gente feliz nunca arranham. Aconchegam.
E as pessoas que usam palavras duras, que agridem, que gostam de provocar (estava-se em 75…) essas não suporto, disse-lhe, um dia…eu sei Isabel, não tens ar de suportar gente que não sabe rir.
Às vezes, lembro-me do meu professor que tirou o curso depois de ter sido operário, durante anos. Porque não saberia fazer outra coisa senão passear palavras e deixar que os sentimentos o passeassem, dizia ele. Ensinou-me que as palavras ásperas são sempre de gente triste. Deve ser essa a razão porque não consigo conviver com elas. Tal como há trinta anos, adoro rir e ouvir rir…e as palavras, também as minhas palavras, não enganam…apesar de ter sempre a hipótese de tentar acabar a frase com umas reticências…
Mas, às vezes finge-se, disse-lhe. Fingem-se palavras e fingem-se sentimentos...ah, nisso, tirando os poetas, ninguém acredita...do outro lado há alguém paciente, alguém que gosta de ti e não te quer magoar ou alguém que não te leva a sério...e que finge que acredita.
Publicado por Isabel Faria às 09:32 PM | Comentários (6)
Festival Eurovisão da Canção
Acabei de realizar um exercicio masoquista. Dos grandes. Não sei se mais alguém está com paciência a ver o Festival Eurovisão da Canção mas eu ao fim de 20 de 23 canções tive necessidade de vir escrever esta posta. Se alguém conhecer um adjectivo para lá de horrível faça favor de o dizer pois eu não encontro nenhuma palavra que descreva aquilo.
A representação portuguesa era má. As Non Stop são, ... enfim, como dizer isto para não ser deselegante. Escolheram a profissão errada. A música não é o futuro delas. Mas o mais curioso é que não foram as piores o que dá para ter uma ideia do nível daquilo.
Onde estão os festivais que davam gosto ver. Onde apareciam os ABBA por exemplo. Onde se ouvia boa música. Agora podem desancar em mim, por ser estúpido ao ponto de ver aquilo. Mas o meu filho está a adorar e quer ver até ao fim. Restou-me vir para o computador desabafar. Ainda não me sinto melhor, já fechei a porta e deixei de ouvir. Acho que vou pôr o Zé Cabra no PC. Mal por mal divirto-me.
Agora estou com um problema. Em que categoria devo colar esta posta. Se ponho isto em música é uma afronta. Acho que vai ficar em Solturas Mentais.
PS - Acabei de ser chamado para ver uma tipa, não sei de que país, que devem ter passado pelo Carnaval de Loures e copiaram o fato das Mastronças do Moulin Rouge. Desculpem, vou vomitar, já volto.
Publicado por Daniel Arruda às 09:28 PM | Comentários (13)
Desapareceu uma vaca !!!!

(Esta é uma vaca estrangeira...)
Ainda não vi nenhuma vaca. Entre a empresa e casa, não há vaca nenhuma e tenho tido pouco tempo para as procurar.
Parece que as vacas estão girissimas e parece que já ande por aí quem ande a fazer mal às pobrezinhas. Até aqui tudo bem. Quer dizer, bem, não. Não me parece nada bem fazer-se mal às pobrezitas. Mas tudo normal, segundo a organização. Já nos outros países por onde passaram lhes moeram o juízo e a história dos brandos costumes é treta...Mas o pior é que dizem que desapareceu uma vaca do Campo Pequeno, a Cowpyright. Desapareceu. Sumiu. Uma vaca com quase 500kg, voou dali e anda tudo num correpio à procura dela. Eu devo dizer que não estou preocupada. A sério. Se fosse de outro lugar qualquer, estaria , mas do Campo Pequeno não. Deve ter-lhe dado o cheiro e foi-se...a esta hora tá num bacanal do caraças, a fazer p'la vida...Quando se cansar, ou quando achar que aquilo já é touro a mais, ela volta. Vão por mim....
Publicado por Isabel Faria às 04:22 PM | Comentários (13)
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 3º dia
Por:Isabel Faria

18 de Maio de 1990
Estou cansada. E, parece que, hoje, um bocado desanimada de mais. O médico não me deixou fazer um novo CTG, porque a tensão podia voltar a subir. Veio aqui falar comigo esta manhã e sugeriu que o “meu marido” me trouxesse um gravador para ouvir música, enquanto fazia o tal exame de ouvir o coração do João Pedro. Tive que pedir ao meu pai que me trouxesse o gravador pequenino que lá há em casa e me comprasse uma cassete. Todas as cassetes estão na Amadora. Não vai poder lá ir de propósito buscar uma. Pedi-lhe as Quatro Estações do Vivaldi...o médico disse que era melhor não optar por rock...talvez resulte, foi a primeira coisa que me lembrei.
A mãe, hoje, não está a falar muito contigo, não porque esteja triste ou zangada contigo. Estou um bocadinho preocupada. A tensão não desce e eu não consigo fazer nada para isso acontecer. Estamos quase no fim-de-semana e ainda tive esperança que pudéssemos ir passá-lo a casa dos avós. No primeiro dia, o médico tinha posto essa hipótese. Nem pensar, disse hoje. Serinho da mãe, vamos ter que gramar um fim-de-semana de peixe cozido, arroz sem sal e sopa doce, luz toda a noite acesa e enfermeiras a entrar e a sair…
Uma boa notícia: os avós puderam ir comprar bolachas. Desde que não comesse um pacote por dia, disse o médico...claro que não, tu comes metade e eu a outra metade!
Estou a brincar, não podemos exagerar porque, para além do mais, estou uma bola gigante.
Gordíssima, disse o médico. Como é que engordou tanto??? Claro que não lhe falei na lata de leite condensado diária, quando chegava a casa, à noite, depois de sair do emprego. O homem tinha morrido de susto. Mas vamos ter umas bolachinhas para comer à noite. Esta é a boa notícia do dia. A outra é que continuas a mexer-te com as minhas festinhas e decidiste mesmo mudar a posição do pezito.
Más notícias? Não há, amor, apenas um bocadinho de tristeza por os dias custarem tanto a passar...e de ansiedade por te ver olhar para mim
Publicado por Troll Urbano às 01:13 PM | Comentários (6)
maio 17, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 2º dia
Por:Isabel Faria

17 de Maio de 1990
Hoje foi um dia muito cansativo. Mas cheio de acontecimentos. Logo de manhã aconteceu uma coisa extraordinária. A enfermeira perguntou se a noite tinha corrido bem e eu disse que estava preocupada porque te tinhas mexido pouco. A Sra. olhou para mim com ar um bocado zangado e disse-me “Então mas não era a Sra que reclamava, ontem de manhã, depois da primeira noite que cá passou, que ele não a deixava dormir…??? Estas mães…”. Juro, João Pedro, para além de ti foi a primeira pessoa que se dirigiu a mim, dizendo mãe. Fiquei toda orgulhosa e acho que tu também, porque deste logo uma catrefa de pontapés.
Depois fomos fazer um CTG. Não me perguntes o que quer dizer, meu amor, que não faço a mínima ideia. Sei que se chama assim. Deitaram a mãe numa cama e ligaram a minha barriga a uma televisão. Depois comecei a ouvir o teu coração...e,aí, foi um desastre. Não que não quisesse ouvir o teu coração, para além das ecografias, nunca tinha acontecido nada tão bonito como ouvir o teu coração...só que, cada vez que ele batia um bocadinho mais devagarinho ou mais longe, eu entrava em pânico. Aí, acho que tu entendias e voltava a bater com força e mais pertinho, outra vez.
Durou uns dez minutos e, no fim, a tensão tinha chegado aos 19...a enfermeira quase desmaiou.
Por castigo, hoje, ao jantar, nem a sopa tinha sal!
Amanhã eu vou controlar-me. Prometo. Até porque eu sei que é muito perigoso para ti, mas hoje não fui capaz. Desculpa. Se quiseres hoje podes pôr o pé espetado na barriga, que eu não me importo.
Na visita das duas, veio cá tudo. Os avós. A avó Inês, a madrinha e a Joanita. Não sei o que lhes deu que resolveram todos trazer-me camisas de dormir...mas será que esta gente pensa que vamos passar aqui o resto da vida? Ah, tens razão, a Joanita trouxe-te uma chucha com um gato. Está guardada na gaveta. À tua espera.
Ainda tenho que me levantar para ir à casa de banho. Nestas alturas é que dava jeito ter um catrapillar daqueles da Câmara para nos ajudar a levantar da cama e mais esta barriga grandiosa...
Estamos cheios de fome, não estamos serinho? Amanhã vou ter que perguntar ao médico se os avós podem trazer umas bolachas, ao menos, umas pobres bolachinhas. São 9 horas, já comemos há duas e daqui a bocado vão-nos trazer uma chávena de chá e duas (ouviste bem João Pedro? duas !!!) bolachas para a ceia. Meia chávena de chá e uma bolacha Maria para cada um. Para uma noite inteira. Depois de um creme de cenoura sem sal, um posta de peixe sem sal e meia batata sem sal. Eu acho que estes gajos (quer dizer, senhores) nos querem matar à fome!
Os dois bébés que estavam cá quando entrámos, já saíram hoje. Esta é a parte complicada. As outras mulheres que cá estão, já estão todas com os filhos...cá fora, quero dizer, não é preciso desatares aos pontapés...
Publicado por Troll Urbano às 01:32 PM | Comentários (10)
Sem titulo
Por:Isabel Faria

Há uns tempos que quero aqui deixar o Cohen. E queria deixar a minha canção preferida dele - The famous blue raincoat.
Mas não hoje. No dia 16 do mês ( o atraso foi porque a música não entrava...), desde há uns meses para cá, não poderia deixar um poema, por mais belo que fosse, que falasse de perdas. E do fim do amor. Desde aquele dia 16, em que a noite se fez nossa, só poderia aqui deixar, este tempo todo depois, um poema que fale de paixão.
Mesmo que seja apenas para caminhar por um instante na areia...you are my man.
Publicado por Troll Urbano às 12:15 AM | Comentários (5)
maio 16, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 1º dia
Por:Isabel Faria

Gostaria que entendessem estes pequenos posts que pretendo publicar, até ao próximo dia 30 de Maio, como uma partilha dos momentos mais belos e importantes da minha vida.
Gostaria que os entendessem, sobretudo, como uma declaração de amor. Amor eterno.
Serão escritos a partir de algumas notas que, na altura, quase todas as noites, escrevia.
Claro que lhes fiz algumas, pequenas, alterações. Porque a emoção, o medo, a angústia da espera, o peso da responsabilidade, mas, essencialmente, a alegria, fazem com que os erros de português e a escolha de palavras se tornem muito pouco importantes.
Continuam, no entanto, a manter a forma ligeira e apressada com que se escreve para que o tempo passe e o dia chegue.
Nalguns dias, não haverá (houve) nada escrito. Serão (foram) os dias em que a espera ou o medo tornaram as palavras impossíveis.
Algumas das pessoas que por aqui irão passar, terão, entretanto, partido. Todas, sem excepção, continuam comigo.
16 de Maio de 1990
Ontem foi um choque. Era uma visita de rotina. Estava tudo bem. Parecia que estava. Ter que ficar no hospital até ao João Pedro nascer, não lembra ao Diabo. Só vai nascer lá para 4 de Junho....o médico explicou que a tensão alta na gravidez é gravísimo. Para a mãe e para o bébé. É necessário muito cuidado na alimentação e descanso absoluto. Já nem queria que saisse do Hospital para ir buscar roupa...Tive que assinar um papel para poder ir buscar uma camisa de dormir…
A alimentação é uma desgraça, o jantar de ontem foi frango cozido com batatas cozidas. E cenouras cozidas. Tudo sem sal. Quem é que consegue comer cenouras cozidas sem sal??? E descanso??!! Como é que é possível descansar numa sala com 4 camas, com bébés a chorar, enfermeiras a entrarem e a sairem e visitas e médicos e … ???
A noite, então, foi para esquecer. Alguém pode dormir com uma luz sempre acesa e com pessoas constantemente a passar no corredor?
E, depois, meu amor, ganhaste essa mania de dormir sempre com um pé a fazer força, todo espetado, no lado direito da minha barriga. Para não ver a luz, tenho que dormir para o lado direito...como é que te vou convencer a mudar de posição? Bastava pôres o pezinho só um bocadinho mais para cima...ou mais para baixo...ou mais para o lado, pode ser? Vá lá...só mesmo um bocadinho pequenininho...
Custa tanto estar no Hospital. Imagino como seria estar sozinha. Sem ti. Sem te sentir e sem te poder falar. Vou tentar dormir, ou melhor, Joãozito, importas-te de tentar não te mexer muito, e mudares o tal pezinho, para deixares a mãe tentar dormir???
E a visita das sete? Olha, meu amor, a visita das sete vai ser um pequeno barbicacho, com que vamos ter que aprender a lidar, nestas 3 semanas que vamos ter que nos aguentar por aqui !!
Publicado por Troll Urbano às 12:10 PM | Comentários (12)
Mais uma publicidade
Por:Daniel Arruda
Esta publicidade vai ao encontro dos mais profundos traumas de qualquer homem. Uma publicidade acertadíssima.

Se o cara que inventou o sutien bebesse Skol ele não seria assim.
Seria assim!
Publicado por Troll Urbano às 11:37 AM | Comentários (3)
maio 15, 2006
Crónicas anunciadas
Por:Isabel Faria

Quando se escreve, as palavras que se deixam partir continuam a pertencer-nos ou passam a ser daqueles que as lêem?
Quando um escritor reedita um livro fá-lo pelos que já o leram ou para que outras o leiam? Isto é, uma reedição é um desafio a novos leitores ou um agradecimento aos anteriores? E depois, numa reedição, às vezes, fazem-se alterações. É leal fazê-las? É leal fazê-lo se as palavras deixam, possivelmente, de nos pertencer quando alguém as lê?
E aqui, neste canto desta rede imensa, onde, de vez em quando, algumas vezes diariamente, nos encontramos e onde a maioria de nós é, apenas, um viajante das palavras e nos falta tanto, quase tudo, para aspirar, um dia, a cumprir a triologia do Jorge Amado, reeditar posts é legítimo? Serve para alguma coisa? E escrevê-los, serve para quê? E serve a quem? A nós, porque nos sabem bem as viagens, aos outros, com quem as queremos partilhar ou apenas à nossa pequenita conta bancária, já que, como dizia ontem Rodrigo Guedes de Carvalho na SIC, escrever tem-lhe poupado umas boas dúzias de idas ao psicanalista?
Um post que se edita continuará sempre por aqui, tal alma penada. Às vezes, no entanto, há aqueles que não nos apetece nada sentir como almas penadas e resolvemos voltar-lhes a dar luz. A permitir-lhes respirar. São os que nunca poderíamos escrever duas vezes. Aqueles cuja viagem se esgota na primeira e única viagem, dure ela o momento de o escrever, o momento de alguém o ler ou a eternidade que a rede o deixe a penar. Desses, dos de viagem única, já me aconteceu apetecer ir buscar alguns ao Afixe. Faço-o sempre com um misto de pudor e, assim, meio às escondidas, como se me sentisse sempre a roubar uma galinha da capoeira da vizinha…mas depois penso que a galinha nasceu dum ovo que me pertencia e sinto-me menos culpada. Um pouquinho menos.
Amanhã, tal como no dia 16 de Maio de 2005, publicarei, no Troll, a viagem, que inicialmente deixei no Afixe, e que narra os últimos dias antes da minha eternidade. A quem já os leu, por favor desculpem a passem ao lado. A quem não os leu, espero que os sintam, apenas, como partilha. A mim apetece-me dar-lhes de novo luz e ar. Não resisto a fazê-lo. Apesar do pudor e de alguma culpa. Terei que lhes fazer algumas alterações. Sobretudo a 28 e a 30 de Maio…entretanto, o presente de então, já passou a passado de hoje. A viagem não pára…cansa-nos, algumas vezes, mas dá-nos muito gozo.
PS: Não pedi, sequer, a opinião dos meus colegas de Blog sobre esta minha repentina e irresistível vontade "reeditora" Espero que eles me perdoem ocupar a nossa assolhada comum com "reprises".
Publicado por Troll Urbano às 09:36 PM | Comentários (5)
A resposta????
Por:Isabel Faria

Resposta à pergunta do post anterior e tentativa de me animar!!!!
Obrigado Rita...ainda estou mais ou menos vesga...vamos a ver se depois de pôr os olhos no sítio, consigo a tal animação!!!!
Publicado por Troll Urbano às 11:20 AM | Comentários (10)
Desculpem perguntar...não levem a mal...
Por:Isabel Faria
Eu que não vos conheço nunca lá muito bem (apesar de continuar a tentar)...uma perguntinha inocente: é mesmo assim????

Publicado por Troll Urbano às 10:09 AM | Comentários (4)
maio 14, 2006
Distâncias
Por:Isabel Faria

Há momentos de distância. Que me incomodam. Não dos outros. Não. Essa distância não me incomoda. Às vezes, dói. Outras dói muito. Mas incomodar, não. Não lhe procuro razões, dói e procuro sará-la. Quando consigo, fico feliz e aliviada, quando não consigo, aprendo a viver com ela. Não lhe saro a dor. Apenas, aprendo a tomar o analgésico antes que se torne insuportável.
Mas a distância de mim, às vezes, incomoda-me. Porque não a sinto nem a penso. E não me parece que haja muitos outros verbos possíveis. É. Essa distância de mim, às vezes, é. Não lhe encontro outro verbo, além do verbo ser. Mas não me parece que ajude…para o verbo ser, não conheço analgésico.
Publicado por Troll Urbano às 04:03 PM | Comentários (4)
maio 13, 2006
Vou meter o pé no alguidar
Por:Isabel Faria

Desculpem lá, mas eu tenho um cavaco destes metido na sola dum pé, não tenho a certeza se com ou sem folhinhas e tenho que ir meter o dito de molho dentro dum alguidar, antes que tenha que recorrer ao berbequim do vizinho. Faxavor de me desejarem as melhoras do cavaco. Só para ficarem ainda mais preocupados, cabe-me informá-los que o gajo não pára de crescer...hoje de manhã quase que não se via...agora já quase que não se vê o pé. Obrigado pelo desejo de melhoras. Vou...tenho o alguidar à espera. E o espinho em crescimento acelerado.Parece que já dá mesmo para ver uma folhita!!!! AI!!!!
Publicado por Troll Urbano às 09:52 PM | Comentários (8)
maio 12, 2006
Fé
Por:Isabel Faria

A fé sempre foi algo estranho para mim. Estranho de estrangeiro, de estar fora, e estranho de incompreensível. Estava a ouvir as notícias sobre Fátima e pensava que será sempre algo de inatingível para mim o que leva aquelas pessoas a estarem ali.
Uma vez, alguém me disse que, nas alturas das grandes perdas, a fé deveria ser um aliado. Dei-lhe razão. E por isso mesmo, não a alcancei.
Quando era pequena e o meu pai vinha de bicicleta para casa, estávamos em França e ele tinha que atravessar uma Nationale qualquer, recordo das tentativas que fazia de fazer promessas se ele chegasse bem. Se não acontecesse nada…mas, já na altura, nunca sabia a quem as fazer…o tempo que me demorava a decidir era o tempo para ele chegar. Respirava aliviada. Ele estava bem e eu continuava sem saber se a minha incapacidade era falta de jeito ou falta de fé.
Anos mais tarde, ainda acreditei que se podia ter fé em Mundos. Em paraísos. Achava que o Homem podia ser o Deus da construção desses mundos e não rezava, mas acreditava. Duma forma total. Sem dúvidas. Como, creio, deve ser a verdadeira fé.
Depois, fui vendo as nossas imperfeições, as nossas desistências, que perdíamos sonhos e que sabíamos viver com isso, que eramos capazes de esconder a cabeça na areia e de trair e fiquei, de novo, órfã de fé.
Também creio que passei algumas vezes por fases de quase fé, no outro. Em outros. Amigos para sempre, amores para sempre. Não rezava, claro que não, ouvia a voz e via o olhar e era tão divino que só podia mesmo ser fé. Foi-se, aos poucos, perdendo o divino na amizade e no amor. A eternidade passou a ser o momento. Foi uma dádiva para a paz, mas uma nova machadada na fé. Entretanto nascera o meu filho. A eternidade estava ali. Mas era (é) tão vivida, tão palpável, tão de pele e tão de cheiro, que nunca se poderia catalogar em qualquer cantinho esotérico.
Não sei se me faz falta. Felizmente ainda não tive grandes perdas.
Vejo aquelas pessoas ali e não entendo. Se o que procuram é felicidade. Ou é paz. Se o que sentem é medo. Ou é esperança. Se se preparam para suportar as perdas ou para se recuperarem delas.
Se procuram a vida eterna ou ajuda para suportar esta. Se abdicam de lutar por um Mundo melhor aqui, ou se para eles, o Mundo é melhor aqui, porque lá podem e sabem estar.
Ciclicamente, penso agora, ainda sinto aqueles laivos de quase fé. Em que, por momentos, sinto que alguém ou alguma coisa torna tudo possível. O problema é que esse alguém ou essa alguma coisa tem rosto e tem contornos. Não pode ser fé, portanto. Convencionei chamar-lhes os meus momentos de quase tudo…creio que posso neles incluir a felicidade. Só a fé continua, teimosamente, também deles arredada. Há muita pele. Muito sabor. Muito cheiro. Muitas palavras e silêncios, para ela, neles caber. Se a fé fosse, apenas, a ausência de razão, ah aí sim, ainda tinha esperança. Mas também é a ausência de olhar,creio. Nada feito, portanto. Não devo nunca lá chegar.
Publicado por Troll Urbano às 11:04 PM | Comentários (5)
maio 11, 2006
A minha salsa e os cartões de crédito
Por:Isabel Faria

Sou tesa. Sempre fui tesa e, a não ser que não me esqueça de começar a jogar no Euro milhões, devo ficar assim para a eternidade.
Mensalmente, a partir do dia em que pago a prestação da casa, começo logo a contribuir para que o salário do Presidente do BCP seja superior ao do Figo e do Ronaldinho juntos e creio que, lá no fundo, ele todas as noites me agredece nas suas orações noturnas.
Quando abri a conta neste Banco, porque me permitia receber o salário dois dias antes, fiquei com a conta ordenado e comecei a contribuir mais acentuadamente para os lucros e as OPAS...uma altura qualquer, no inicio de ter esta conta, pedi um cartão de crédito e disseram-me uma treta qualquer do género, o seu saldo médio e mais não sei quantas, isto, em linguagem corrente, devia significar, vai pentear macacos que isto não é a Mitra. Nunca mais voltei a tentar, não fossem os gajos olharem para mim e desatarem-se a rir...
De modos que lá fui andando, tesa e sem que ninguém se lembrasse de mim...a não ser na altura de lhes pagar os juros.
Por uma situação perfeitamente conjuntural, entrou-me, esta semana, algum dinheiro extra na conta que voltará a sair assim que um senhor me vier cá a casa arrancar a horta da arrecadação e tapar o buraco do telhado que me alimenta a salsa...
Esta tarde, estava a trabalhar e ligou-me uma senhora. Com uma voz simpática disse que era minha vizinha e que tinha estado a ver a minha conta...confesso que me assustei...traumas...o que é que eu fiz? pensei logo... querem ver que me esqueci de alguma coisa...a senhora continuava...estou espantada, disse-me...então a senhora não tem cartão de crédito??? hein??? disse eu, então vocês um dia disseram-me...ah, não, deve ter percebido mal...eu percebi mal, repeti...ah, e temos um serviço óptimo de médicos que vão a casa...tenho esse serviço na empresa...ah, e oferecemos a anuidade do cartão de crédito...mas eu não tenho cartão de crédito, só de débito...mas oferecemos as duas e não ter um cartão de crédito??? D. Isabel, por amor de Deus, hoje toda a gente tem um cartão de crédito...toda a gente tem, repeti...e nunca veio levantar a sua senha de aceso à Internet...pois, nunca foi preciso...mas hoje toda a gente usa a NET para as suas transações bancárias, toda a gente, repeti....transações bancárias, repeti também (deve ser o nome de pagar a água, a electicidade, a casa, o telefone e de receber o salário). Olhe, o meu nome é L....e sou a sua gestora de conta...a minha quê??? gestora de conta...ok, pronto, disse eu, não me diga mais nada, já sei, hoje, toda a gente tem uma gestora de conta!!!...ou um gestor, disse a minha isso...ok, percebi. Toda a gente tem.
Só quero ver que é que a minha gestora de conta faz quando eu pagar ao senhor da salsa e voltar à conta ordenado ao dia 6 de cada mês...
Na volta, o melhor é mesmo aceitar o cartão de crédito...sei lá se a salsa volta a crescer!!!!???
Publicado por Troll Urbano às 09:30 PM | Comentários (5)
maio 09, 2006
O Canibal de Rotemburgo
Por:Daniel Arruda

O Alemão que matou e comeu a sua vítima foi condenado a prisão perpétua. Acho mal. muito mal. Então um tipo faz 700 Km depois de conhecer um tipo pela net que o quer comer. Chegado junto a ele renova a vontade de ser morto e comido por este. O sujeito, agora condenado, acede aos pedidos e depois de o matar começa lentamente a degustá-lo e a preparar as carnes para meter no frio pois ninguém comia um homem de 82 Kg a uma refeição. Está o homem no meio desta tarefa que afinal não é fácil quando a polícia o prende não tendo em atenção os pedidos da própria vítima.
No fim, e para cúmulo, condenam-no por profanação de cadáver. Como é que eles quereriam que ele guardasse mais de 60 Kg de carne na arca sem a partir primeiro. Mais, se não o fizesse cada vez que quisesse comer um bocadinho tinha de descongelar tudo o que como se sabe impediria que que a carne se mantivesse comestível.
Não compreendo esta justiça. Agora matar e comer a pedido já é crime????????
Publicado por Troll Urbano às 04:10 PM | Comentários (1)
maio 08, 2006
Sem titulo
Por:Isabel Faria

Sem pressas...mas com saudades. De me perder em ti. Parece a Lua dizer ao Mar.
Publicado por Troll Urbano às 06:23 PM | Comentários (7)
As pessoas sensíveis não devem olhar para a imagem!!!!!
Por:Isabel Faria

(Era um monstro igualzinho a este....!!!!!)
Aqui há uns anos, morava há muito pouco tempo nesta casa e tive um encontro com um monstro. Apesar de ter nascido no campo, nunca tinha visto uma coisa daquelas. E, muito menos, sentido. De madrugada levantei-me para ir á casa de banho. Como nunca fecho as janelas, pois não consigo dormir sem luz,não precisei de acender a luz. Quando lá cheguei, senti uma coisa viscosa, molhada, horrivel debaixo dum pé. Quieta, horivelmente quieta e viscosa.
Acabou por meter uma vizinha de 70 anos, um filho, na altura, para aí de oito, e eu aos gritos, em pé em cima da mesa da sala, à espera que alguém vencesse o monstro. Ficou a promessa, sempre cumprida, que nunca mais dormiria com os vidros das janelas abertos, mesmo que estivessem 40º cá fora...
Depois disso, algumas vezes, enquanto estendo a roupa, vejo monstros daqueles nas paredes que dão para o quintal. Nunca percebi muito bem porque é que teimam em ficar quietos a olhar para mim, mas sempre achei que é porque acham que o monstro sou eu...
Esta manhã, já pecebi que eles atacam quando começa a chegar o calor, estava um nos degraus do lado de fora da minha porta da rua...o meu filho já estava na escola e a vizinha, agora com mais alguns anos, está em casa dum familiar a passar a semana. O monstro ficou quieto a olhar para mim e eu não podia nem abrir a porta que ele podia atacar-me nem sair á porta que ele podia atacar-me...
Decidi voltar a casa e gritar, pela janela, pelo nosso arrumador “particular” a pedir ajuda...com isto tudo as horas iam passando...não vi logo o senhor, depois gritei e ele estava na esquina e não ouviu, tive que mandar recado por uma velhinha que passava na rua, que anda devagarinho...entretanto ele chegou e já não havia monstro...tava ali no portal.. não tá cá nada...eu vi, tava a olhar p’ra mim...já não tá...acha que é seguro sair?...penso que sim..Saí...
Agora esta gente aqui no escritório não compreende que se possa chegar quase meia hora atrasada por ter uma osga no portal...nem que se tenha que chamar o arrumador...nem que fosse a minha vida que estava em causa...nem que tenho um trauma no pé esquerdo que sempre me condicionará na minha vida...nem que para mim tudo o que rasteje e ainda mais os gafanhotos que não rastejam, mas bem podiam, as aranhas, e as ratazanas e as baratas, os sacarabos (este descobri , o ano passado, no Ribatejo e também olhou para mim com cara de osga...), as lagartixas, as sardaniscas (creio que são todos primos) , pertencem todos ao mundo dos monstros e deviam ser incluídos no Código de Trabalho como justificação para se chegar tarde ao emprego...poder-se-á encontrar uma falta mais justificada do que encontrar um gafanhoto ou uma aranha, à porta e não se poder sair de casa?
Publicado por Troll Urbano às 11:02 AM | Comentários (5)
maio 06, 2006
Uma pérola da publicidade
Por:Daniel Arruda
Ora aqui está uma coisa de que não falo há muito tempo no Troll. Publicidade. Esta é da Playboy e acho que é de um erotismo espectacular. Longe do pornográfico ou do brejeiro diz tudo e não mostra nada.
É por estas pérolas que sou capaz de perder horas a ver publicidade.

Publicado por Troll Urbano às 12:55 PM | Comentários (4)
maio 05, 2006
Olha lá....
Por:Isabel Faria

Sempre achei que um olhar pode salvar ou pode definitivamente “enterrar” uma conversa. No meio duma discussão acesa, às vezes daquelas em que se dizem coisas que não se quer dizer mas que não se controlam, como se as palavras ganhassem, de repente, vida própria, olhamos a pessoa que está à nossa frente, ela olha-nos e sabemos e sentimos que vamos ultrapassar as palavras que se tornaram independentes.
Outras, acontece o contrário. Uma conversa igual às de sempre, palavras controladas, o mesmo tom de voz, a mesma atitude e, de repente, o olhar cruza-se e sabemos, sentimos que uma distância qualquer, distância em forma de olhar que não se sustém ou de olhar que se desvia, sabemos e sentimos, dizia, que as palavras foram ultrapassadas. Às vezes, até sentimos que foram ultrapassadas definitivamente.
O problema mesmo é as pessoas que nunca olham de frente. Nunca olham. Os olhares, propositadamente, vagos, ausentes, indefinidos, ou que não existem mesmo, em que cabem todas as palavras e nehuma palavra.
Conheço uma pessoa assim. Fui beber um café e passei-me. Ao fim de umas boas centenas de cafés, diga-se de passagem...Importas-te de olhar para mim, enquanto falas? Hein? Hein a porra. Trabalhas comigo há séculos e nem sei de que cor é o teu olhar...Hein??? Hein a porra. Fica a olhar sozinho. Não me apetece ouvir paredes...Vou beber café a outro lado...Não te esqueças de pagar esse. Foste tu que convidaste!!!.
Quando olhei para trás, estava a falar para a arca dos gelados...logo ao almoço vou tentar perceber se a gaja reclamou. Eu, por mim, acabei por juntar uma torta de Azeitão à bica...e até diria que aquelas coisinha castanha que aperece no meio do amarelo estava a olhar para mim...fiquei com alguns remorsos de a comer...mas já foi no fim de a ter comido.
Publicado por Troll Urbano às 10:44 AM | Comentários (45)
maio 04, 2006
Crescem
Por:Isabel Faria

Temos a certeza que eles cresceram mesmo, quando ficam iguais à imagem que fazemos deles (dos outros..."dos todos" crescidos..)
Durante anos era a preocupação de fazer uma prendita. Nunca era preciso lembrar nada...Depois, mais tarde cresceu e dizia, vá lá mãe, vem comigo e escolhe lá tu, que não faço ideia o que é que tu gostas (às vezes, já era preciso lembrar o dia..o que é que queres o dia anda sempre a mudar!!!???..). Este ano a coisa mudou: olha lá e se te levasse a jantar fora...não tenho jeito para comprar prendas e detesto ir às compras...(ah, e fui eu que lembrei...just in case...).
Não perguntei é quem é que paga...mas aqui, presumo que lhe transmiti alguns hábitos (principios??? que gaita!!!!). Tenho a impressão que a resposta vai ser: que tal a meias???
Publicado por Troll Urbano às 12:55 PM | Comentários (15)
maio 03, 2006
Uma posta politicamente correcta - I
Por:Isabel Faria
Para que não restem dúvidas que isto é um Blog decente, a imagem em baixo, são as vacas inglesas que, a partir de agora, supostamente, se podem comer à vontade.
Obrigado pela atenção.

Publicado por Troll Urbano às 05:31 PM | Comentários (19)
Uma Posta politicamente incorrecta II
Por: Daniel Arruda
Esta semana vai acabar o embargo da União Europeia à carne de vaca inglesa que já dura há alguns anos devido à doença da BSE.
Duvido que a região turística do Algarve venha a sentir alguma diferença. Durante todo este tempo nunca se deu pela falta dela, que o diga Zézé Camarinha & Friends.
Publicado por Troll Urbano às 01:50 PM | Comentários (13)
maio 02, 2006
Não vale a pena adiar...
Por:Isabel Faria
Creio que era o Lou Reed que tinha uma canção (não me lembro nem qual nem em que álbum) em que falava de uma amiga que não podia atender o telefone, porque tinha partido. E das vezes que ia ligando...sabendo que não iria ter resposta...
Já me aconteceu apagar telefones da agenda. Porque há pessoas que vão saindo da minha vida. Quando são pessoas que nela permaneceram, quando nos números que se apagam, também vão memórias, olhares, toques, quando são amigos que se perderam ou afectos que não resistiram à erosão do tempo, da vida ou dos desencontros, é uma sensação dolorosa. Mas acredito que sempre a entendo, a sinto, reversível...
Acabei, pela primeira vez na minha vida, de apagar da agenda do telemóvel, um número, de uma forma irreversível. Com a certeza que não o voltarão a atender...é uma sensação complicada. As perdas sentem-se, sobretudo, nos pequenos gestos que inevitavelmente se têm que fazer...escolhi o Torel, para o apagar. Assim, quem sabe, ficará no lugar exacto. Em casa...Definitivamente.
Quando se apagam números por opção, acaba por ser sempre uma decisão muito mais demorada...a inevitabilidade não torna as coisas mais fáceis. Mas torna-as...inevitáveis...
As coisas inevitáveis, não são adiáveis. Nenhumas Não vale a pena adiar conversas, adiar gestos, adiar decisões, adiar encontros, dizemos nós. sem nunca o sentirmos...e adiamos. Porque, afinal, todas elas as sentimos como evitáveis. Não suportariamos a vida se não sentissemos que tudo pode ser sempre adiado...nem se não soubessemos que apenas apagar o telefone da agenda, é das coisas que a vida não nos permite que adiemos...é, apesar de tudo, mais fácil não ter mais um telefone na agenda, do que ter um telefone que sabemos nunca mais irão atender.
Foi...sentar-se num jardim com vista sobre o Tejo.
Publicado por Troll Urbano às 07:27 PM | Comentários (24)
abril 30, 2006
Estou cansada !!!
Por:Isabel Faria

Deixa que o som dos caracóis que me fazes, me impeçam de ouvir as palavras que não quero, não posso ouvir. Estou cansada. Pega no meu cabelo e faz um caracol como só tu sabes fazer…e não me deixes ouvir. Estou cansada. Há dias em que ficamos tão cansados de palavras…dá-me o nosso silêncio…esta noite, particularmente, quero, apenas, silêncio. Esta noite poderia ser o silêncio dos caracóis que fazes nos meus cabelos. Então porque insistem nas palavras? Nestas palavras?
Publicado por Troll Urbano às 11:08 PM | Comentários (1)
Manhã
Por:Isabel Faria

Levantar cedinho. Calçar uns ténis e sair à rua. Percorrer estas ruas vazias. Lisboa estava vazia há duas horas. Sentar-me num banco do Jardim do Torel, espreitar o Tejo por entre as árvores, e Lisboa, por entre as outras. Devagar, passar pelo Campo Santana, pelos Paços da Rainha, descer o Largo do Mastro, a rua de S.Lázaro, passar pela Junta e beber o café, no "café das eleições" e depois ir até ao Martim Moniz, ver aí, pela primeira vez, gente, de muitas cores e de muitos sons, passar pelo Rossio, parar para um pastel de nata, subir a rampa e optar pelas escadas, para ver as janelas que se começam a abrir, depois ver uma cara conhecida, meio escondida, já a passear menina Isabel (ainda me chamam menina, algumas vezes, aqui, nunca entendi porquê, mas aproveito, deliciada…), tem que ser vizinha, estava-me a apetecer. Subir a Calçada de Santana e deixar que a memória entre de mansinho, mas entre. E olhar para tràs e ver, ainda uma vez, o Tejo e o Castelo. E deixar que, de novo, tudo o que há a fazer recomece a tomar o seu lugar. Também aqui, ainda de mansinho. As casas abandonadas. As casas vazias. As janelas encerradas, não de preguiça, de Domingo de manhã, mas de solidão de todos os dias e de todas as horas.
Ainda não há gente em Lisboa, este tempo todo depois. Ás vezes gosto da minha cidade assim. E do meu lugar. Também gosto com gente. Mas hoje era dele, vazio de gente, apenas com memórias a espreitar e com futuro à espera que estava a precisar de respirar. Respirei.
Publicado por Troll Urbano às 11:45 AM | Comentários (5)
abril 29, 2006
Uma explicação necessária
Por: Daniel Arruda
Suponho que daqui para a frente este Blog venha a ser vítima de mais ataques, mais comentários anónimos e de mais calúnias pessoais. É normal. Há quem ache que a democracia e a liberdade seja para ser feita ás escondidas, dizendo umas coisas em casa e outras fora dela. Que ache que se pode esconder atrás de um qualquer nome sem que se descubra de quem se trata. Pior. Tornam esse ataque e essa mentira numa questão institucional. Pela minha parte cá estarei para dar a cara, contra todas as Luísas que venham, sejam elas mães de ex deputados ou não, tenham ou não tido relevancia em ORT's de empresas como a TAP.
Tenho para mim que para andar na vida pública só posso ter um compromisso, e esse é para com os valores em que eu acredito e tentar que a maioria de pessoas acreditem naquilo que defendo. Dou a cara há 19 anos, desde os meus tempos de associação de estudantes e pelos vistos tenho algum património pois de entre as lutas que travei o número de vitórias em relação ás derrotas é esmagador.
Nunca me hão-de ouvir dizer que eu tenho razão, mas sim que acredito em algo. A razão está muito para além disso. Acredito que devo ter mais respeito por alguém que tendo uma opinião contrária à minha a exprima do que aqueles que não têm opinião, pois os primeiros, dão o corpo ao manifesto, sujeitos a serem refutados, os segundos são tristes, falam do que outros dizem, do que outros defendem incapazes de ter uma ideia própria que seja.
Pode ser este um post melancólico, mas é o que me apetecia fazer agora. Porque tenho honra e porque tenho vergonha na cara. Porque não ando na vida a ver passar os electricos.
Publicado por Troll Urbano às 04:08 PM | Comentários (26)
abril 28, 2006
Sem título
Por:Isabel Faria

Publicado por Troll Urbano às 06:12 PM | Comentários (9)
abril 27, 2006
A minha folha verde
Por:Isabel Faria

Não deverá nada no Mundo mais parecido com as plantas que os sentimentos.
Se não se regarem morrem. Não creio mesmo que morram de falta de água. Muito antes de não resistirem à seca, morrem mesmo é de tristeza. Se não fizermos um gesto a um amigo, para dizer estou aqui...de mansinho, sem que ele espere, sem que ele nos tenha mesmo, algum dia, mostrado que precisa do gesto, a amizade fica cada dia mais triste. E um dia, psss, vai-se.
Se não dissermos um quero-te a quem queremos, nada nos vale pensar que quem queremos percebe....perceber não rega. E o amor começa a ficar pequenininho e pálidozito de tristeza.
Sempre achei que o sentimento que mais precisa de água, não sei o equivalente em plantas, porque a botãncia nunca foi o meu forte, é a confiança. Até porque a confiança é um sentimento...muito democrático. Não há paixão, amizade, amor que resista à falta de confiança.
Eu acho até que a falta de confiança poder-se-ia comparar àqueles bichitos feios e pretos que existem nas folhas lindas das plantas e que as vão roendo, roendo...até que as matam.
Por momentos, atrasamo-nos a regar a plantita, o bichito matreiro chega e há uma noite em que lá fica a folha mais verde e mais bonita com um buracão feio e amarelo...mas de manhã, passa. Se estivermos disponíveis para a regar...e não deixarmos passar tempo...
Este post, é, assim, como uma maneira de dizer que a plantinha foi mais uma vez regada. E que não há nada mais gratificante do que confiar em alguém. Ah...e que perder a confiança é das coisas mais tristes que nos devem acontecer na vida...já a perdi algumas vezes. Fico sempre com um buraco feio, amarelo e enorme, num lugar qualquer que deve corresponder à minha folha mais verde e mais bonita.
De vez em quando ter um Blog dá-nos direito a usá-lo para enviar recados...aos amigos, aos amores, às paixões. Confio. A folha está verdita...dá para ver a olho nu.
Já depois de acabar de escrever este post, lembrei-me que deveria haver, nos sentimentos, assim o equivalente a esta foto destas folhas. Assim, mais forte que confiança. Que não acontece sempre, que só acontece quando o orvalho da manhã, um dia, sem que se espere, nos invade os dias e a vida. Uma folha verde, salpicada pelas gotitas do orvalho, deve ser, nas nossas folhas-sentimentos, cumplicidade. Nem sempre há orvalho...por isso deve ser tão dificil de alcançar. Tão doloroso de perder. Tão gratificante de manter.
A folhita com as gotinhas de orvalho, a cumplicidade em linguagem de sentimentos, dá-me a certeza que hoje, entre toda a gente que por aqui possa eventualmente passar, há alguém, que diz que raramente passa, que saberá que este post lhe é dirigido.. Desculpem usar o Troll...mas há coisas que têm que ser ditas. No momento certo. Sob pena de fazerem buracos grandes, amarelos e feios. Na alma.
Publicado por Troll Urbano às 01:03 PM | Comentários (11)
Bom dia
Por:Daniel Arruda
O que seria do mar sem a sua Estrela.

BOOOOOMMMM DIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Troll Urbano às 09:13 AM | Comentários (5)
abril 26, 2006
Hoje...
Por:Daniel Arruda
~
... só me dá para isto.
Depois de 4 dias sem trabalho este dia está a ser pior que 2ª Feira
Publicado por Troll Urbano às 10:13 AM | Comentários (5)
Campanha "Um Rosto"
Por:Daniel Arruda





Hoje vou lançar um desafio aos leitores deste blog. Todos nós já vimos entrar personagens nas nossas vidas que temos dificuldade em catalogar. Eu tenho por hábito começar a minha catalogação recorrendo a exemplos do reino animal, mas confesso que neste caso estou baralhado pois, após árdua pesquisa, ainda me sobram estas seis espécies ou sub categorias possíveis, dado que todas se enquadram no perfil, pelas mais diversas razões. Outra razão que me leva a isto é que acho que a maioria de vós ainda não tem cara para juntar a uma ideia já feita.
A pessoa em questão é uma Porca. Chafurda na merda mas nós temos de constantmente ouvir dizer que no fundo é o mais parecido que existe, ainda que interiormente a um ser humano. Poderia ser do tipo Catatua. Cabeça de vento ou papagaio de repetição daquilo que outros já disseram, muitas vezes sem nexo ou explicação. Tem também a particularidade de ser extrmamente inconveniente nas alturas que fala, por isso se opta por pôr um pano por cima para ela pensar que é de noite e ir dormir. A sub espécie que eu não consegui excluir é a das Galinhas. Este animal representa para mim a falta total de inteligência. Cacareja e come merda. É também conhecida por bater com a cabeça nas paredes numa espécie de ritual sexual pois espera que apareçam galos. Aliás, as aves devem ser das espécies mais perfeitas dado que nos fornecem inúmeros exemplos de sub espécies. Como as Avestruzes animais que sendo rápidos enfiam a cabeça na areia ao 1º sinal de perigo. A Ratazana é outros dos habitues neste espécie de gente. Vive na escuridão, muitas vezes no esgoto. É considerada a escória da nossa sociedade. É necrófoga e ao fim de um dado tempo torna-se imune aos repelentes e venenos criando anti-corpos próprios. Este animal também não é conhecido pela sua intelgência e acredita na fábula em que o elefante tem medo dos ratitos. Por último sobra-me o Lince Ibérico, que representa aqui todos os animais em vias de extinção.
Como vêm a minha escolha não é fácil. Pensei já em criar para mim mesmo uma nova sub espécie que faça a união de todas estas mas ainda não encontrei um nome apelativo e que fosse facilmente pronunciavel. CAPOGAVESRA Extintus, foi o mais próximo que eu cheguei, mas deverá haver maneira de a catalogar numa sub espécie só. Precisamos apenas de encontrar um animal que chafurde na trampa, seja estúpido, necrófago, invertebrado, papagaio mas mais estúpido ao ponto de ser inconveniente, o elo inferior da cadeia alimentar e em vias de extinção. Deverá haver algum nestas condições.
Posso contar com a vossa ajuda em dar rosto a alguém que não o dá?
Publicado por Troll Urbano às 12:35 AM | Comentários (9)
abril 23, 2006
Tou, é claro que tou!!!!
Por:Isabel Faria

Um, a última vez que foi visto andava a comer arroz e mais o Bush.
Outro, estava com o aparelho mais ou menos avariado e a fazer um post, mais ou menos há uma semana.
Outro, não faço ideia onde é que anda, mas receio que tenha entrado em período de reflexão mais ou menos demorado.
Outro, deve andar com a cabeça mais ou menos cheia de alíneas, artigos, decretos, leis, afins de alíneas, decretos juniores, leis em vias de desenvolvimento, decretos de lei, leis de decretos e parágrafos com numeração romana. E com º e ª.
O outro, é o mais cumpridorzinho, mas hoje ia jogar à bola para a terra duma pessoa conhecida nossa e como já não tem idade para grandes esforços, deve ter ficado impróprio para consumo.
Resto eu. Tadinha. Sozinha e abandonada. Porra pá, isto cansa…vocês dão cabo de mim…ciao!!! (Farpas e perfume nem vê-lo!!!! Desde Setembro, compadre…faz-lhe as contas…em meses, porque se fosse em posts nem com um garrafão de 5 litros se safavam…).
Nota: Alguém me explica porque é que uma pessoa quando fica cansada tem um peixe verde na mão? Obrigado.
(Uff. Consegui...não há alternativa à vida continuar...mesmo que, às vezes, nos soe um bocadinho a forçado).
Publicado por Troll Urbano às 07:50 PM | Comentários (5)
abril 22, 2006
Sem título
Por:Isabel Faria

E se pudesse, por momentos, dentro do Mar, apenas esperar que o Sol chegasse?
Publicado por Troll Urbano às 08:08 PM | Comentários (3)
abril 21, 2006
Lixo????? Não, é Arte!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Por:Daniel Arruda

Publicado por Troll Urbano às 08:33 AM | Comentários (8)
abril 20, 2006
O repto
Por: Daniel Arruda
Respondendo ao repto da Isabel aqui vai: (a Isabel avisou que não tenho veia poética)
Alegrias, tantas
Dores, o que é isso?
Casos, não faço caso
Conselhos, se fossem bons vendiam-se
Meninas, pré enigmas
Mulheres, enigma da ciência
Orgasmos, fazem bem á pele
Ódios, só os de estimação
Domicílios, tal como Platão
Adeuses, sempre um até já
Artes, diversas
Professores, ainda me lembro de todos
Prazeres, o supremo, ver o Glorioso ser campeão.
Projectos, não cabem num A4
Inimigos, Tento estimá-los
Amigos, não. Irmãos de um filho único
Cor, Vermelho
Meses, que tal os de férias
Elementos, água, eternamente água
Divindades, isso existe?
Publicado por Troll Urbano às 02:36 PM | Comentários (6)
abril 19, 2006
O q e o Q
Por :Isabel Faria
Tenho andado desde ontem para fazer este post. Uma amiga disse-me (atão, pá??? demora muito???) que a filhota ia aprender o q. E surgiu-me a dúvida para que raio serve o q. Ela também me disse que iriam aprender o h. E também me surgiu a dúvida para que raio serve o h. Agora, com um bocadinho de esforço ainda posso ver alguma utilidade no dito. Sei lá, como apêndice, a gente até lhe dá serventia. E, por principio, não tenho que ter nenhum preconceito contra os apêndices. Agora o q, serve para quê??? Se temos o c que tem a vantagem de ser a terceira letra do abecedário, para que é que havemos de ter metido um c com cauda lá para o fim do dito, sem nenhuma utilidade que se veja, nem sequer que se sinta???
Ce raio de cuantidade de cretinices é ce dizes cuando abres a boca, por exemplo, não era claro? Precisamos do rabo do gajo p'ra quê? Isto só serve para criar confusão nas pobres criancinhas e não nos torna nem mais felizes nem sequer, mais cultos. Aliás, eu sou daquelas pessoas que acha que se devia simplificar tudo nas nossas vidas. E assim como podiamos muito bem passar sem o Cavaco, sem os Impostos e sem as alergias da Primavera, que me fazem estar aqui com um olho que parece o Estádio da Luz, em dia de jogo (eu nunca entrei num Estádio de Futebol, mas o Daniel tem-me contado) também podiamos passar sem rabos de letras. Letras com rabo é outra história, porque, por exemplo, o b tem um rabinho para cima e é uma letra muito útil. Aliás o B grande já não tem rabo. Agora o Q grande mantém o dito e é, ainda, mais rídiculo, já que é um rabicho pequeninito, arrebitado para baixo (deve haver um termo para dizer arrebitado para baixo, já que arrebitado parece que é para cima, mas não faço ideia cual é (tão a ver???)).
Naquela minha missão de escrever sem nada dizer, aqui está de novo mais uma modesta contribuição. Adoro servir os meus admiradores.
Nota: Em caso de extrema necessidade, ainda podia admitir que se juntasse um , ao c, ficando assim ç. Claro que também era um rabo, mas, pelo menos, era descartável.
Publicado por Troll Urbano às 01:42 PM | Comentários (11)
abril 18, 2006
Ainda os títulos
Por: Daniel Arruda
Uma mulher "normal" na chefia da Polícia
Alguém tem a gentileza de me explicar este título da notícia??? Porque é que não haveria de ser normal?!?!?!?!?!?!?!
Publicado por Troll Urbano às 09:42 AM | Comentários (5)
abril 17, 2006
Não custa não!!!!!
Por: António Chora
Para estas coisas não há nada como saber aceitar humor sobre si próprio.

Publicado por Troll Urbano às 03:40 PM | Comentários (17)
abril 16, 2006
Diálogos
Por:Isabel Faria

- O que estás a fazer aqui?
- À espera do M. E tu?
- Vim passear, ver o Tejo das Portas do Sol... com o meu filho.
- Com quem??????
- Pois...
- Vives cá?
- Não, em Lisboa!!
- Que bom...eu sei que íamos conseguir...e o M, não veio???
- Sabes...passaram-se muitos anos...acabou há alguns anos...
- Foste tu???
- Nunca é ninguém…a maioria das vezes, não é ninguém...acaba-se, só isso...
- E depois?
- Fica-se triste durante um tempo, e continua-se.
- Ainda vais às manifestações todas?
- Agora há muito menos..mas sim, a muitas...
- Fizeste a Revolução??
- Não, ainda não…
- Então, nunca foste feliz??!!
- Com o tempo fica-se um bocadinho menos radical. Aprende-se que é possível, apesar de tudo, é possível ser feliz aqui…Fui. Muitas vezes…sou...agora estou!!
- Não me convences. Na volta, ficaste um bocado reaccionária. Poupa-me!!
- Não, acho que não fiquei…acredita que ainda não desisti…
- O teu filho...é giro, não me passa pela cabeça...
- Eu sei...passaram-se muitas coisas, pelo meio. Mas não te vou falar delas...faltaste à aulas, não?
- Claro, sabes que falto sempre que ele cá vem...ainda te apaixonas assim, de doer a barriga...e de faltar às aulas?
- Faltar às aulas...bem, isso já não posso. De doer a barriga, sim.
- Não mudaste muito, então...ainda usas saias de pregas?
- Não. Isso é que não...agora é mais calças...
- Os pais...
- Estão mais velhotes...mas bem. Creio que felizes...felizes...adoram o João Pedro!!
- Quem???
- O meu...filho.
- Ah!! Acho que o M. lá vem. Tenho saudades dele, sempre....tu tens saudades minhas???
- Algumas...algumas vezes...nalguns lugares. Das saias de pregas, dos bancos das portas de Sol, das RGEs, das manifestações todos os dias...mas gosto de agora...
- Achas que eu vou gostar? Mesmo sem ele???
- Vais...não vais esquecer...vais encontrar outras pessoas...ficas mais paciente, um bocadinho mais calma...a barriga continua a doer...menos manifestações...sem saias de pregas...mas com o João Pedro...vais gostar, tenho a certeza. Olha agora vai embora...ele vem aí...
- Quando ele me levantar no ar e me fizer andar à roda…
- ...vais-te esquecer de mim…eu, é ao contrário…cada vez que me levantam ao ar e me fazem andar à roda, lembro-me de ti. Sou tu.
- Vou ter com ele. A correr...tenho que aproveitar.
- Vai. Eu não vou a correr...mas também tenho que aproveitar. Não te esqueças das cruzinhas…Gostaste de me ver??
- Claro que não esqueço!! Não sei...não tenho a certeza se não estás demasiado reaccionária para o meu gosto...e de botas de salto alto...olha, desculpa mas não sei mesmo...
- Mãe, não encontro nenhum banco com uma cruzinha…ou namoraste muito pouco ou já foi há séculos…
Portas do Sol. Domingo de Páscoa de 2006. 10.00 horas da manhã. Nalguns lugares, sim. Tenho saudades.
Publicado por Troll Urbano às 05:12 PM | Comentários (6)
abril 14, 2006
Raízes
Por:Isabel Faria
As raízes são conceitos dificeis de entender. Assim como o sentir-se em casa. Adoro os meus pais. Preciso deles para o meu equilibrio. Não consigo imaginar a nossa vida sem eles. Queria ter o dom de os convencer a sair dqui e a irem para pertinho de nós...queria convencê-los, ao menos, a pegarem na mala todos os fins de semana e a estarem connosco...mas a minha casa não a sinto aqui.
Tento esconder a sensação de falta, percorremos as ruas da vila, entramos no café, mas o ar não circula. Falta-me o rio, falta-me a sensação de segurança que Lisboa me dá. A de poder passar despercebida ou não, conforme os lugares, conforme a vontade, conforme a disponibilidade.
Tento a todo o custo tentar esconder, dos meus pais,esta sensação de falta de ar. Sei que não a entenderiam e que os magoaria. Tento esconder-lhes que me falta em Tejo o que me sobra em memórias que não me apetece reviver. Ciclicamente, penso que estou curada delas e ciclicamente as deixo invadir-me. Há alguns anos, quando voltei, pensei que me tinha reconciliado com a falta do Tejo. Pegávamos no carro e procuravamo-lo. Pelo meio, ia rehavendo alguma sensação de lar. Quando, agora, volto sinto que a voltei a perder. Definitivamente. Dizia-me, há pouco, um amigo, ali na caixa de comentários, para me aconchegar nas palavras simples destas gentes...tento-o. Mas não consigo. Falta-me espaço. Como nas plantas as raízes precisam de espaço. E serem regadas. Depois da ter acreditado, muitos anos depois de cá ter saído, que as raízes poderiam estar nos lugares, entendi que só estão, definitivamente,nos afectos.
Sinto-me impotente e culpada por não conseguir alargar aos lugares a sensação de lar que só os meus pais me conseguem aqui dar. A medo, esboço um sorriso e um veemente "Claro que voltamos..." , cada vez que a minha mãe me diz que sente que um dia, quando eles partirem, não voltarei aqui...sossego-a com o tal sorriso, que tento a todo o custo não deixar sair forçado, e digo-lhe, partir p'ra onde? Estás a pensar ir p'rá China...é-me tão dificil de suportar a sensação de que não é à China que ela se refere como a sensação que lhe estou a mentir quando lhe digo que voltarei sempre...entretanto, olho meu pai, que cada vez me parece mais perdido, que não consigo convencer a ir ao médico e sinto que não posso estar tanto tempo sem cá vir...tenho medo de um dia não suportar a culpa das palavras que, agora, não arranjo tempo para lhe dizer...se estivessemos em casa, penso...mas eles estão em casa. O esforço tem que ser meu...Tenho que reaprender a viver com a falta de ar e de Tejo. Por eles. Pelo tempo que sei que não tenho. Talvez se soubesse como redescobrir o tal aconchego de que falava o Fernando...
Entretanto, passaram uns minutos depois destas linhas. Estivemos a ouvir o meu pai tocar "Os meninos à volta da fogueira" e combinámos que vamos jantar fora...não posso comer carne disse a minha mãe...é pecado, diise com ar meio gozão, o meu pai...não me posso deixar vencer pela falta do Tejo
Publicado por Troll Urbano às 07:24 PM | Comentários (7)
Não podia deixar de ser assim
Por: Daniel Arruda
Não gosto de cometer plágio pelo que não copio postas de outros, mas esta está "divinal" de mais para eu a deixar passar em claro sem uma referência.
Vão ao Arre Macho ver a posta "Pecado". Sem dúvida que é a par do Kit Páscoa do Daniel "Barnabé" Oliveira a melhor posta pascal já publicada em Portugal.
K7pirata, estiveste em grande.
Publicado por Troll Urbano às 05:20 PM | Comentários (2)
Quando o dia chega assim...
Por:Isabel Faria

Há dias em que se acorda extenuada. Em que o dia está cinzento. Mas muito mais que o ver cinzento, o sentimos cinzento.
Há dúvidas dolorosas que, de repente, primeiro se insinuam e depois, sem nada conseguirmos fazer, se instalam.
Há um nó que nos vence e que ocupa aquele lugar indefinido entre a garganta e o peito, e que aumenta à medida que as perguntas crescem. E como sempre, com estes nós, as primeiras perguntas nunca são, porquê, mas são, sempre, o que é que se fez de errado.
As voltas na cama, o sono que não chega, o cansaço, a espera, a preocupação, a certeza que as circunstâncias têm uma força enorme nas nossas vidas, mas, sobretudo, a certeza, que algures, num qualquer momento pode estar a resposta que não se encontra, fazem-nos apressar a hora de arrumar os sacos. Talvez o verde ajude a acalmar a pressão que o nó teima em fazer, pensamos.. Mas, quando tudo está pronto, quando só falta mesmo o verde, vêm-nos à memória as vezes todas em que a vida nos ensinou que estes nós nunca têm solução lá fora. E, então, resta-nos pegar nos sacos e pensar que a vida também se engana. Há vezes em que não se tem outra escolha.
Até mais logo.
Publicado por Troll Urbano às 10:02 AM | Comentários (5)
abril 13, 2006
Um brinquedo novo
Por:Isabel Faria
Tenho um brinquedo novo...estou há horas a olhar para aquilo. A ligar números. A fazer configurações. Quando eu era pequena tinha um boneco chamado Sebastião. Adorava o Sebastião. Era careca e mexia a cabeça. E dizia mamã. Só tinha estes atributos. Quando me deram o Sebastião, fiquei horas, dias a mexer-lhe a cabeça. E a ouvi-lo dizer mamã.
Agora tenho um que não é careca, é estupidamente cinzento (tirando um ligeiro arranhão provocado há pouco quando levou com uma vela em cima da cabeça, onde ficou mais para o preto), faz barulhos mas ainda não o ouvi dizer nada de importante, deu-me cabo da noite, que estou com uma dor de cabeça que nem posso, fez com que chegasse aqui e o meu colega Daniel tivesse acabado de colocar uma música, quando eu vinha colocar uma música (aliás, hoje é a segunda vez que ele me faz uma destas...brrrrr) e tem ainda a desvantagem de vos obrigar a levar comigo no fim-de-semana, apesar de ir estar longe...ah, falta a parte do pagar, mas esses problemas domésticos vocês já estão mais ou menos carecas de saber...portanto, se tudo funcionar, se o parvo não se armar em difícil, se o trabalhão todo desta noite não foi em vão...amanhã, eu prometo fazer um post...directamente da lezíria. Não do meio dos touros, que aquilo é um bocado grande para mim, mas quem sabe de pertinho dum saca-rabos, monstro que numa anterior viagem tive o desprazer de conhecer e que ainda hoje povoa as minhas noites de pesadelos (as dos sonhos, às vezes, também são povoadas, mas isso é muito intimo....)
Assim...agora que o brinquedo já tem tudo no sítio...só lhe falta mesmo dizer mamã e perder o cabelo...ia jurar que o gajo há bocado já mexia a cabeça!!!
Publicado por Troll Urbano às 11:36 PM | Comentários (6)
Desafio aceite
Por:Isabel Faria

O dacar desafiou-me num comentário ali em baixo: “Sabes Isabel? Eu acho que estás de acordo comigo... um Beijo, um Grande Beijo a sério, uma Surpresa, uma sensação de felicidade, um Prazer Total, é mais importante que o Rocard ou que o BE...Eu acho isso, sabes porquê? Porque ficamos mais calmos e pacificos com os Outros, e o que o mundo precisa é de gente feliz, com um brilhozinho de felicidade nos olhos. Porque tudo fica mais claro...” (desculpa ter-te roubado o comentário, desculpas???).
Não resisti.
Uma sensação de felicidade...um Prazer Total (com maísculas e tudo...).
Ainda tentei convencer-me: não sou capaz de dizer sou feliz. Mas ele usou “sensação de felicidade” ...cabe no Estar...não havia mesmo como fugir.
Ok, vamos a isso.
Um beijo. Um grande beijo. Um beijo a sério. Um Grande Beijo a sério. Uma pele molhada do Prazer Total (com maísculas e tudo...). A respiração apressada, forte, de quando o Prazer (ainda com maíscula) chega....A sensação de felicidade de, por momentos, não haver Mundo...de o Mundo seres tu. De não haver ontem. Nem amanhã. De hoje, seres tu.
As outras...um sorriso do meu filho. Pega-me ao colo e diz...sou bué da forte...és uma fracota...os seus olhos verdes lindos, o brilho do seu olhar...
Uma surpresa. Em forma de voz. De sorriso. De flor. De palavra. De caricia.
Um ralhete da minha mãe ou do meu pai...a certeza que os tenho aqui...
O mar frio...o Sol quente...uma Lua amarela, cheia, grande que aquece a alma...o som do vento nos cabelos...o som do silêncio, nas vezes em que o silêncio não dói...
Uma discussão franca, aberta, calma, disponível, sem tabus, sem dogmas...sobre como ajudar a um brilhozinho nos olhos dos outros...como contribuir para que os outros sejam (estejam) mais felizes (desculpa dacar, afinal podem entrar...o BE e o Rocard...).
Publicado por Troll Urbano às 12:28 PM | Comentários (3)
abril 12, 2006
Sem titulo
Por:Isabel Faria

Recebi duma amiga (obrigada, M.). Ainda pensei duas vezes...perguntei um opinião...depois, não resisti. É linda. Ok, também tem outros atributos...mas estou a falar da foto. O resto, fica à vossa consideração.
PS. Estou-me a passar com as minhas colegas que me querem convencer que isto é montagem....o que é que lhes faço????
Publicado por Troll Urbano às 05:43 PM | Comentários (16)
O que me faltou...
Por:Isabel Faria

Fotografia Anette Ebert
Lembro-me de ter visto Montmartre assim. Já era Inverno. A árvore também estava, assim, nua. É preciso ver uma fotografa, estes meses todos depois, tirada no mesmo lugar, para perceber o que é que me faltou...para Paris ser uma cidade linda. E romântica.
Um dia, quem sabe...
Publicado por Troll Urbano às 12:38 PM | Comentários (11)
abril 11, 2006
E não se pode adiantar a coisa????
Por:Isabel Faria

"Prazo para registo de aves domésticas ainda não está definido.", TSF on line.
Trolls, comentadores, leitores, amigos...tamos feitos!!! Ainda vamos ter que levar com ela mais uns tempos!!! Cum caraças!!!
Publicado por Troll Urbano às 03:36 PM | Comentários (2)
Pensamento das 4 da manhã
Por:Daniel Arruda
A casa da sogra não se quer tão perto que ela possa vir de chinelos, nem tão longe que ela queira vir de malas.
Publicado por Troll Urbano às 03:33 AM | Comentários (1)
abril 10, 2006
Sempre
Por:Isabel Faria
Gosto de mares agitados. Que me acaricem os pés, agora, e que me obriguem a fugir no momento a seguir. Fugir do mar nunca é fugir. É, apenas, às vezes, precisar de tempo para respirar. Gosto que o mar me tire tempo e força para respirar. Nunca o deixo tirar a vontade. Nem ele quer. Vezes sem conta, volto ao meu Mar. Aqui, no meio da cidade, com o som dos carros, agora, uma ambulância que se aproxima, uma voz que teima em dizer coisas que não quero ouvir...não saberia passar sem ele. Começo uma semana com o Mar a molhar-me dos pés e a aquecer-me a alma, e tudo volta a fazer sentido.

Publicado por Troll Urbano às 05:58 PM | Comentários (11)
abril 09, 2006
Como prender a mulher na cozinha
Por: Daniel Arruda
Achei que depois do miminho de 4ª Feira e do almoço de polvo com um "amigo" a nossa zabelinha merecia um mimo da minha parte. Afinal não é todos os dias que se consegue conjugar a beleza com a culinária. Acho que com um cozinheiro destes haveria por aí muita mulher que não saíria mais da cozinha.
Publicado por Troll Urbano às 11:38 PM | Comentários (9)
Explicação necessária
Por:Isabel Faria

Enquanto estava rodeada daquelas pernas todas, e para tentar distrair, estive a pensar num comentário que o Daniel aqui deixou sobre as carinhas larocas...carinhas larocas masculinas...e pensei em vir explicar umas coisas.
Eh pá, como é que posso dizer isto para vocês entenderem...a gente gosta de barba...assim, uma mulher normal, desde que tenha mais de 16 anos, começa a gostar de barba....e deixa de se entusiasmar muito com o cheiro a Mustela...o Brad Pitt, conforme podem testemunhar na foto aqui escarrapachada em cima, não é assim crescido por aí além...mas já tem barba. Dá para ver...e dá para imaginar...agora o Leonardito...eh, pá, aquilo nem com a mais sofisticada imaginação a gente lá chega. Olhem para a outra fotografia...o que é que uma mulher normal, com mais de 16 anos, fazia com aquilo???? Uma pessoa arranja um homem para ter que se preocupar com as quantidades de água que o biberon deve levar???
Aquilo não é uma cara laroca...é, quanto muito, uma carinha laroquinha...e o inha faz uma diferença enorme.
Pronto o Bradinho, ok, o Bradinho a gente ainda imagina que lhe tinha que ensinar umas coisas, mas parte do principio que já tinha capacidade para aprender...e já achamos que era capaz de se desenrascar sozinho com o biberon...mas o Leonardito??? Nã...não me parece. Assim, para já, talvez mais uns 6 ou 7 anitos..até que a barba cresça...Ah, e só uma clarificação, para que não restem dúvidas. Não tem nada a ver com a idade. Há os que não têm barba até aos 50 e os que ganham logo aos 20...creio que é genético ou tem a ver com as hormonas, não sei lá muito bem....
Ah, é verdade. A parte dos cabelos. A parte dos cabelos também conta. No Leonardozito, a gente olha para aquele despenteamento e imagina a porrada de gel que é necessária para manter a coisa assim...em contrapartida, ao olhar para o do Bradito, dá, com um bocadinho de boa vontade, para imaginar que alguém o pôs assim...e isso dá segurança a qualquer mulher com mais de 16 anos. Também há a da camisola interior de alças...mas essa não é significativa, já que tinha aqui uma foto do Bradzinho em que também havia uma coisa dessas..deve ter havido algum gajo muita invejoso que conseguiu convencer os outros seres da mesma espécie que as mulheres acham as camisolas interiores de alças muita sexys...eles como são ingénuos, acreditaram...
Publicado por Troll Urbano às 05:03 PM | Comentários (8)
Polvo, eu?????????????
Por:Isabel Faria

Pensei que o convite vinha a calhar. Não me apetecia nada fazer almoço. Quando ontem, já tarde, o telefone tocou, ainda pensei duas vezes por causa dumas necessidades domésticas, mas lembrei-me da suprema alegria de não ter que fazer almoço e disse Ok, amanhã às 12.30h.
Vou fazer o teu prato preferido...aí desconfiei. Apesar de nos conhecermos bem, não me lembro de alguma vez ter falado num prato preferido...tenho ideia que um dos meus amigos não gosta muito, mas já pensei em para ele fazer outra coisa qualquer...aquele é de propósito para ti...há quanto anos andas para vir cá a casa??? Merece comemoração, não??? Meio sem jeito, concordei...obrigado...és um amor...mas qual dos meus pratos preferidos é que te referes??? Tenho para aí uns dois ou três...Caldeirada de polvo...Contive com enorme dificudade o EU???!!! Já está tudo comprado...vá, não te atrases.
E agora? Não posso dizer não gosto de polvo...nem, enganaste-te na amiga...nem, deves ter percebido mal...nem, sabes tem a ver com o número de pernas...nem...Daqui a uma hora eu vou estar com um bicho daqueles à minha frente??? A olhar para mim??? Mesmo partindo do príncipio que para ser caldeirada deve estar partido aos bocadinhos...as pernas devem estar lá, não??? O que é que eu faço às pernas daquilo...ok, a gente conhece-se bem...mas eu não tenho coragem...é de propósito para mim!!! Meus queridos leitores, comentadores, colegas, amigos, Povo Português, se eu esta tarde não voltar...olhem gostei muito deste bocadinho. Obrigado pela atenção.
Vou-me preparar!!!! Como é que se comem as pernas daqueles monstros????? Assim, numa caldeirada, quantas é que devem calhar por pessoa??? E se disser que acordei com gripe??? As pessoas com gripe podem comer pernas???
Publicado por Troll Urbano às 11:39 AM | Comentários (7)
abril 08, 2006
Ciclicamente...
Por:Isabel Faria
...volto a Maria Teresa Horta
Inclina os ombros
e deixa
que as minhas mãos avancem
na branda madeira
Na densa madeixa do teu ventre
Deixa
que te entreabra as pernas
docemente

Foto: Philippe Pache
Nunca adormece a boca no
teu peito
a minha boca no teu baixo
ventre
a beber devagar o que é
desfeito
Publicado por Troll Urbano às 10:04 PM
Para o fim de semana
Por: Daniel Arruda
Enviaram-me este exercicio por mail. É realmente espectacular. Fica para o vosso fim de semana. Divirtam-se
Se você conseguir ler as primeiras palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras...
3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35,
P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4..
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40;
G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M
P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 4R314
Obrigado Tretas e Pedro pelo Mail
Publicado por Troll Urbano às 06:14 AM | Comentários (4)
abril 07, 2006
Um miminho
Por:Isabel Faria

Sei lá porquê, parece-me que me está a apetecer ser simpática. E boazinha. Aqui fica. É o melhor que se pode arranjar. dado o adiantar da hora. Mas é de boa vontade.Além de que sempre me disseram que estimular a imaginação faz muito bem á saúde. Nota: Não tenho livro de reclamações.
Publicado por Troll Urbano às 11:40 PM | Comentários (8)
Assim resulta????
Por:Isabel Faria
Primeiro ponto. A confissão.
Este post tem um destinatário. E o destinatário é alguém a quem eu ontem fiz um convite. Digamos, portanto, que é um post que traz água no bico. È uma tentativa, nem sequer disfarçada, de exercer pressão. Não sei se vai resultar. Eu estou aqui, quietinha, a fazer figas para isso.
Segundo ponto. Nós.
Conhecemo-nos desde que nascemos. Aliás, creio que ambas estamos convencidas que já nos conhecíamos antes. Só que não nos conseguimos ainda lembrar de onde. Temos um canochinho de diferença de idade. Quando éramos mais novitas, notava-se. Houve uma altura que ela era um bocado enorme e não me ligava patavina. Mais, um dia, para aí aos oito ou nove anos, estava a namorar ao portão e disse-me”vai-te embora daqui…o raio da miúda…”. Demorei anos a perdoar-lhe. Mas acho que consegui. Mas esquecer, ela que tire o cavalinho da chuva.
Depois…bem depois foi o caminho. Tantas vezes tivemos muitos quilómetros a separar-nos. Nunca nos separámos. Passamos juntas momentos de extrema felicidade e de extrema angústia. E de muita, muita tristeza. Dançámos juntas, brincámos juntas, rimos juntas, lutámos juntas, chorámos juntas, muitas vezes, quase desistimos juntas.
Lisboa, Nazaré, Arganil, Piódão, Santarém…e o nosso sítio. Foram apenas alguns dos lugares onde nos vivemos.
Algumas vezes discutimos algumas coisas (nada a fazer, ela tem um defeitozito de fabrico, que eu nunca consegui resolver…), mas temos uma altura, uma hora, em que nos encontramos sempre. Na hora ou no dia a seguir a eleições (eu sei que nas passagens de ano também, mas esta parte fica bem no post, tem calma…).
E, apesar do pequenino defeito de fabrico dela, que ela teima em dizer que é meu, nunca nos desencontrámos nessas horas ou nesses dias.
Às vezes, a falar, irrita-nos sermos tão iguais. E sobretudo, irrita-nos nunca conseguirmos chegar à conclusão se tem a ver com o signo, com o termos as duas namorado ao portão, com alguns genes comuns, com o tal defeito que é dela apesar dela teimar em dizer que é meu, ou com a tal altura em que já nos conhecíamos, mas que não fazemos ideia de onde…
Ah, falta esta parte…tive que esperar anos, décadas, para conseguir uma coisa que me fazia roer de inveja…um cabelo louro como o dela. Portanto, agora, as duas louras, só mesmo as opções da vida nos tornam diferentes. E aquela parte em que não chegamos a acordo de quem é, afinal, o defeito.
Agora, estou à espera. Da resposta.
Publicado por Troll Urbano às 06:40 PM | Comentários (5)
Afinal, certezas
Por:Isabel Faria
Há dias assim. Em que nos pomos à prova. Nós. Por contingências da vida, por circunstãncias que não procurámos, mas das quais não podemos, sabemos ou queremos fugir, há dias, momentos em que sabemos que tudo pode desabar à nossa volta. E que não desabar, depende, essencialmente, de nós. da nossa capacidade de lutar, de acreditar, de querer. Por razões completamente diferentes vivi ontem dois momentos desses. Foram provas mais ou menos complicadas de viver. Que questionaram não a minha vontade, mas a minha capacidade. Sinto-me aliviada, por as ter conseguido vencer. E precisava deste alivio.
Há dias assim. Em que nos pomos à prova. E em que aprendemos que podemos contar connosco. Em que entendemos que a força vem dum cantinho aqui dentro. Em que não fazemos ideia se esse cantinho se chama cabeça, coração, alma, convicção, paixão... Mas sentimos-lhe a forma. Hoje o meu cantinho teve duas formas. Um plenário na empresa e uma conversa de poucos minutos, junto à minha janela, enquanto olhava as primeiras papoilas que me espreitam do quintal em frente. No primeiro tive a certeza que conseguirei lutar pelo futuro. No outro que não quero abdicar do presente. Em ambos, que sou capaz de viver com o passado.
Publicado por Troll Urbano às 01:31 AM | Comentários (11)
abril 06, 2006
Arrumações
Por:Isabel Faria

A vida poderia ter prateleirinhas. E arrumávamos lá tudo. Por cores. Por datas. Por temas.
Ou por emoções. Apenas tinhamos que escolher. A forma de arrumar as prateleiras.
Se usassemos prateleiras, talvez não tivesse tanta piada, a vida. Mas seria de uso bem mais fácil.
E podiamos sempre deitar fora as escadas. Assim, havia lugares onde nunca mais chegariamos. Aí, respiravamos. Há lugares onde gostariamos de nunca voltar. Prateleiras que gostariamos de esquecer. Arrumar definitivamente. Mas não tem prateleiras. E então, quando menos esperamos lá ficamos nós todos baralhados. Onde raio pusemos as certezas?
Publicado por Troll Urbano às 01:48 PM | Comentários (5)
abril 05, 2006
Sem título
Por:Isabel Faria

Fico sempre sem jeito quando não chego à chave, nem venço as grades. A gente cresce mas não aprende a fazer milagres.
Publicado por Troll Urbano às 02:31 PM | Comentários (9)
Contratações no mercado da Primavera.
Por: Daniel Arruda
De há uns tempos para cá que nós Trolles estamos a pensar em aumentar os escribas de serviço, até porque o Paulo e o Lobo têm uma participação digamos que intermitente. Tenho por isso o prazer de anunciar que um já foi contratado e posso dizer que foi uma contratação de peso. Uma estrela nacional, com mais aparições na TV e jornais que o próprio Marcelo Rebelo de Sousa. Ele ir-se-á apresentar pelo que não vou levantar aqui o véu todo mas posso afiançar que é uma mais valia. Lembram-se da última que anunciei? Digam lá que a nossa Trolina Isabel não foi uma mais valia para a casa?
Durante uns tempos devido a actividades pessoais e profissionais vai entrar por aqui a meio gás mas como sei que o bichinho dos blogues o vai pegar não lhe dou 3 meses para estar aqui a postar que nem um leão que é. Não de signo mas de clube.
Amigo apresenta-te quando quiseres. A casa agora também é tua.
Publicado por Troll Urbano às 01:20 PM | Comentários (2)
abril 04, 2006
Tempos
Por:Isabel Faria

Esra manhã, liguei o rádio e ouvi a India. Não a ouvia há anos. Era mais novinha que o meu filho e apaixonei-me. Todas as tardes, arranjava a desculpa que ia estudar para casa duma amiga. Olhava à volta. Subia a rua até haver alguém à porta. Voltava a descer. Aproveitava o bocadinho em que o caminho estava livre e entrava. Havia um pequeno quarto e uma sala com uma camilha e um sofá. Estava sempre à minha espera com a viola. E cantava-me a Índia. Creio que entendi que a paixão era recíproca, ao som da India. Naqueles tempos, não diziamos Amo-te. Nunca. Era uma questão de “principio”. Como era uma questão de “principio” a “clandestinidade” com que entrava lá em casa. Os meus pais não me deixariam ir...mas eu também nunca me permitiria duzer-lhes. Fazia parte do romance, olhar em volta, falar baixinho, ele vir ao portão e acenar quando eu podia sair.
Ontem à noite, o meu filho pediu-me ajuda para escolher uma foto dele com a namorada (o termo é o escolhido...até nisto a diferença que faz...). para lhe oferecer hoje. Esta manhã foi comprar uma moldura e tive que estar em linha durante minutos a tentar visualizar as molduras para o ajudar a escolher uma.
Não olha à volta, não precisa de entrar quando as janelas e as portas estão vazias, por todo o lado, espalhado pelo quarto, estão papelinhos a dizer Amo-te e assindados, por um e pelo outro, continua a haver canções, as canções deles, e conheço o brilho. A clandestinidade deixou de fazer sentido. Mostrar os sentimentos deixou de meter medo. A palavra compromisso deixou de lhes fazer confusão.
Olho o meu filho e não sei se imaginei este caminho. Não sei se, para mim, teria tido o mesmo sabôr viver aa paixões de adolescente, sem “mistério” e sem “clandestinidade”.
De duas coisas tenho a creteza.
A primeira que me faltou dizer Amo-te, algumas vezes na vida. A segunda, que sinto uma quota parte de responsabilidade na “mudança”. E que isso me agrada. Às vezes, penso que eles são muito mais conservadores do que eu era. Nunca me imaginei casar de branco. Nunca imaginei jantar em casa do meu...não faço ideia do nome que usava...creio que era o nome próprio...o pronome possessivo também estava proíbido...ouvia a India, olhava à volta para entrar e sair...mas lembro que o brilho no olhar era o mesmo.
E nisto de paixão e de amor, há alguma coisa que valha mais do que o brilhozinho no olhos?
Publicado por Troll Urbano às 01:06 PM | Comentários (6)
abril 03, 2006
Molas
Por:Isabel Faria
As molas da roupa são uns utensílios muito necessários. Está cientificamente provado que não poderiamos passar sem elas. E não me venham com histórias de secadores eléctricos, que um estendal cheínho de molas de madeira ou de plástico multicolores dá um ar de casa, a qualquer casa. Mas as molas têm muitas outras utilidades. Que o diga o cão da Lili Caneças, cuja fotografia um amigo acabou de me enviar (Johnny, não resisti...obrigado). Aqui fica o cão e as molas. Como é fácil de ver um secador eléctrico não faria o milagre das molas... Espero que curtam o bichinho. E as ditas.

Ah, e o toucador. O toucador da Lili é o sonho de qualquer mulher. E o banquinho, pois claro.
Publicado por Troll Urbano às 11:23 PM | Comentários (4)
Angelina Jolie?!?!?!?! Brad Pitt?!?!?!??!
Por: Daniel Arruda
Cliquem na imagem para ler um ofício de um conselho directivo de uma escola de Marco de Canavezes. Assim, quem é que é capaz de cometer atentados ao pudor.........
Publicado por Troll Urbano às 02:29 PM
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Por: Daniel Arruda Hoje não devo parar muito por aqui mas não queria deixar de vos desejar um Bom fim de semana. Agora digam lá. Se não cuspissem a mais de 30 metros os lamas não seriam uns animais simpáticos?????
Publicado por Troll Urbano às 12:58 PM
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Por:Isabel Faria Sempre gostei de escrever. Quando era miúda todos os dias escrevia um diário. Era arrumadinha, na altura. O diário tinha sempre data e contava. Contar de dizer. Só mais tarde comecei a contar de sentir. Um post para te dizer que tens sido o meu barqueiro, umas vezes; o barco, outras tantas; algumas, ainda, o porto; pelo meio, os remos ou a vela. PS: Desculpem lá ocupar o Blog assim…mas havia um poema da Florbela que dizia…e dizê-lo cantando a toda a gente. Dizê-lo, escrevendo.
Publicado por Troll Urbano às 09:36 PM
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Por: Isabel Faria Ontem falava com uma amiga àcerca da importância dos sinais. Voltando ao principio: como não passamos sem sinais de apreço, de amor, de amizade ou de respeito, apesar e mesmo que faltem as palavras, também nos sabem bem os sinais de incómodo, de receio, de fuga...quando vêm das pessoas certas, no momento certo. Neste caso, quando nos dão a certeza que sabem que a razão não está do lado da imoralidade e da falta de Justiça e de ética.
Publicado por Troll Urbano às 09:59 AM
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Por: Daniel Arruda
Publicado por Troll Urbano às 09:15 AM
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Por:Isabel Faria Incomoda-me a frase “É a vida”. Com ou sem derivados e anexos. Os ”que é que queres é a vida”, “então não sabes que a vida é assim”, “fazer o quê, é a vida”.
Publicado por Troll Urbano às 08:32 PM
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Por:Isabel Faria Alguns pontos importantes para não se sentirem muito mal: A gente não se importa que vocês adormeçam desde que não seja nos primeiros... minutos... Ok, a gente prefere mesmo que vocês não adormeçam...de vez em quando...obrigado!!!! PS e nota final e importante: isto não é uma reclamação...e há excepções...faltará mais alguma coisa??? Se descobrir eu venho cá acrescentar...eu sei que vocês são muito sensíveis.
Publicado por Troll Urbano às 01:01 PM
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Por:Isabel Faria Andava eu á procura de uma coisita qualquer para fazer um post que não fose o Benfica-Barcelona, e deparo-me com esta pergunta, na TSF, on line: Pergunta 42: Qual é o mecanismo de emparelhamento por trás da supercondutividade de alta temperatura? Fiquei sem nenhuma disponibilidade para procurar notícias...desculpem lá...esta é 42ª de uma série de 125 perguntas sobre ciência...conseguem imaginar como serão as 83 que faltam??? E já agora, alguém tem uma ideia do que é que se trata??? E se também há emparelhamento pela frente?? E se o pela frente só funciona a baixas temperaturas? E a supercondutividade, bem a supercondutividade, nem vos digo nada...fui tentar fazer o link, mas não tenho som, aqui no PC da empresa...como é que eu vou aguentar ficar até à noite sem saber se também há emparelhamento pela frente da supercondutividade!!!??? Alguém me sabe dizer como é que se pode meter som nesta coisa??? Qual é o mecanismo? Agradecida.
Publicado por Troll Urbano às 04:38 PM
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Por:Isabel Faria Há anos vi um filme com o William Hurt que, creio, se chamava Fumo Azul. No inicio do filme a personagem que interpretava o papel da esposa do protagonista (não me recordo quem representava o papel), era morta a tiro enquanto comprava o jornal, por alguém que assaltava a tabacaria. Nesse dia, contrariando a rotina de todos os dias, ela tinha-se atrasado. Se tivesse cumprido a rotina, não estaria no lugar errado na hora errada. E continuaria viva.
Publicado por Troll Urbano às 10:48 AM
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Por:Isabel Faria Durante muito anos, tenho a certeza que perante esta foto, teria pensado: uma tempestade que se aproxima. Em breve o mar deixará de estar calmo e a pequena ilha lutará para sobreviver à tempestade.
Publicado por Troll Urbano às 01:14 PM
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Por:Isabel Faria O K7pirata enviou-me esta foto. Com legenda e tudo...Decidi, no entanto, lançar um desafio: quem são? Só posso dizer que são meninas (???) e que já viveram ou vivem num Palácio...conforme se pode ver pelo sofá. O Troll dá uma prenda a quem adivinhar...(K7, tu não vales...vá lá. Obrigado pela foto. Manda mais.)
Publicado por Troll Urbano às 08:22 AM
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Por:Isabel Faria Hoje o Troll deve estar assim, durante quase todo o dia. O coitadinho está a precisar de recarregar baterias e eu e o Daniel vamos andar um bocadinho ocupados. Resultado de sermos pessoas multifacetadas (gostaram???).
Publicado por Troll Urbano às 12:18 PM
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Por: Daniel Arruda Já por algumas vezes referi aqui o meu E-mail. Muitas vezes caixote de lixo, mas felizmente também, muitas vezes depósito para coisas verdadeiramente giras. Como é o caso destes 12 pensamentos que vos deixo para o fim de semana. Divirtam-se. Sejam felizes. Ahhh, já me esquecia. Obrigado Tretas pelo mail. Estavas espirituosa. Ahhh, já me esquecia2. O meu preferido é o último, especialmente a parte de se comer o Stock. ehehehehe 1º PENSAMENTO 2º PENSAMENTO 3º PENSAMENTO 4º PENSAMENTO 5º PENSAMENTO 6º PENSAMENTO 7º PENSAMENTO 8º PENSAMENTO 9º PENSAMENTO 10º PENSAMENTO 11º PENSAMENTO 12º PENSAMENTO
Publicado por Troll Urbano às 02:00 PM
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Por:Isabel Faria Os sentidos todos. Ouvir o canto dum pássaro. E a voz dos nossos amigos. E ouvir mãe. E filha. E os gemidos do teu prazer quando te toco. E os sons de luta e de esperança numa manifestação contra a Guerra e contra a fome. E uma canção do Zeca ou do Leonard Cohen. Saborear uma cereja. Ou um quadradinho de chocolate. Ou a água salgada do Mar da costa alentejana. Ou um arroz doce, acabadinho de fazer, ainda quente de açúcar e de canela. Ou o som de uma palavra de alento. Ou a tua pele. Sentir os lençóis frescos numa noite quente de Verão. A manta quente numa tarde cinzenta de Inverno. O calor de uma mão quando tudo parece fugir debaixo dos pés. E a pele. A pele que percorro antes de adormecermos. A água quente a acariciar-me o corpo cansado. Mas não era de nada disto que queria falar, hoje. Este post era sobre o cheiro da relva. Com que esta manhã, ao passar no jardim do Campo Santana, molhada da chuva torrencial de ontem, mas já rendida à Primavera, acordei. Era sobre o cheiro da relva, este post. Desculpem ter-me deixado levar pelas palavras. Pelas outras todas. Só queria mesmo falar sobre o cheiro da relva.
Publicado por Troll Urbano às 12:27 PM
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Por:Isabel Faria Este post é um post muito pessoal. Assim tipo confissão mesmo. E, até, talvez devesse ter uma bolinha ao canto superior direito de quem olha e esquerdo do dito, quando está a olhar para nós.
Publicado por Troll Urbano às 10:33 PM
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Por:Isabel Faria Duas pessoas encontram-se. Apaixonam-se. Decidem casar-se. Por vontade de ambos, decidem casar-se. Decidem, assim, “legalizar” os seus afectos.
Publicado por Troll Urbano às 01:22 PM
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Por:Isabel Faria No dia 20 fiz um post a dar-lhe as boas vindas. Depois publiquei um post da Mar-Azul a dar-lhe as boas vindas.
Publicado por Troll Urbano às 11:56 AM
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Por:Isabel Faria Olhem meninos, para desanuviar um pouco...ou talvez não!!!
Publicado por Troll Urbano às 01:09 PM
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Por: Daniel Arruda "A vida é uma soda"
Publicado por Troll Urbano às 11:39 AM
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Por:Isabel Faria Ontem numa reunião, um camarada dizia que uma das maiores angústias que um ser humano deve sentir é a sensação de que não fez nada que decesivamente alterasse o Mundo, deixasse marcas. “Mãe, podes ligar para mim??” (ok, esta parte não se devia dizer...). “Temos um convite, um pedido para te fazer...” Cada um de nós, naquelas alturas em que parece que os braços querem baixar...quantas histórias de sonhos e de lutas temos para lhes contar? Nem que seja, apenas, como é que uma chavala viveu a Revolução???!!!
Publicado por Troll Urbano às 10:55 AM
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Por:Isabel Faria Há coisas que se aperfeiçoam com a idade. A tolerância, por exemplo. O respeito pelo outro, mesmo que o outro se situe nos nossos antípodas políticos e ideológicos. Por isso, sempre considerarei que o fundamentalismo e a intolerância, serão sempre características de mentes infantis. Tenham os seus possuidores a idade que tiverem.
Publicado por Troll Urbano às 08:41 PM
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Por:Isabel Faria Recebi duma amiga. Que me "autorizou" a publicar no Troll. Quando o dia amanhece e o sol começa a clarear tudo, as estrelas se apagam, uma a uma, os pássaros começam a cantar saudando a luz, toda a natureza desperta... As flores abrem-se enchendo o ar de perfume, os peixes dirigem-se à superfície atraídos pela claridade, o vento ainda sopra frio, desanuviando tudo, a maioria dos humanos dorme ainda. Alguns apenas se levantam, muito a contragosto, para cumprir horário de trabalho. A roda da vida dá mais uma girada e uma nova etapa se inicia... Muitos recebem este novo dia com esperança: vão reencontrar amores que partiram, vão festejar uma vitória, vão realizar um sonho, vão cumprir uma meta, estão certos de resolver um problema. Outros não têm sequer vontade de levantar da cama para enfrentar mais um dia, que suspeitam e acreditam até, será igualzinho aos anteriores, sem cor, sem brilho, sem qualquer novidade. Forçam-se a acordar, mas já estão sem esperança, já não acreditam na renovação trazida pela própria vida, a cada instante. São velhos em corpos nem sempre gastos, são seres amargos que desaprenderam como amar as pequenas coisas, como apreciar a beleza sempre presente neste planeta. Feliz daquele que saúda o novo dia com esperança! Que se entrega ao fluxo dos novos acontecimentos que não pode controlar, com confiança e tranquilidade, tendo a certeza de que sempre acontecerá o que for melhor, mesmo que isto não venha a ser agradável. A paz advém desta certeza de que nunca se está só, de que fazemos parte de um plano sábio e muito bem elaborado, de que um dia todos chegaremos a nos sentir completamente felizes, não importa quanto tempo isto leve. Partir é também chegar em algum lugar. Quando perdemos alguma coisa, alguém está ganhando e quando sorrimos, muitas vezes fazemos alguém chorar. Na relatividade das coisas está todo o bailado da vida, onde estamos sempre nos deslocando para algum lugar, onde os nossos sentimentos sempre se modificam, ora mais alegres, ora mais tristes, sem que na maioria das vezes possamos compreender o porquê. Nesta caminhada, dobrando esquinas, cruzando caminhos, tropeçando em espinhos e às vezes caindo em buracos, vamos vivendo, encontrando pessoas que nos ajudam, outras que nos acusam, algumas que nos abusam, outras que nos amparam, nos abraçam e nos amam. Importante é nunca desanimar, nunca parar. É preciso continuar, não deixar de andar. A felicidade mora no coração que está em paz, que ama a todos e a tudo, que sabe perdoar e, principalmente, que aprendeu a esperar com confiança por dias melhores. O acaso não existe, tudo acontece com uma razão. Confiando nisto nos sentiremos fortes e acolheremos o novo como uma visita inesperada, mas bem vinda. Observaremos os nossos sentimentos diante do que nos chega, procuraremos aprender com tudo que acontece, pois aqui estamos numa escola, onde muitas vezes um segundo pode ensinar muito mais do que uma hora... Os sonhos, que os guardemos! São estrelas que brilham e iluminam as nossas mentes. Quando a tristeza por alguma razão chegar, lembremo-nos deles e deixemos que nos mostrem como o nosso futuro será, pois a tempestade há de passar!
Publicado por Troll Urbano às 01:08 PM
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Por: Daniel Arruda Vai não volta apetece-me por aqui publicidade. Acho que esta faz a minha cara.
Publicado por Troll Urbano às 07:35 PM
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Por:Isabel Faria Nem sempre o processo de renovação é pacífico. Fácil. Às vezes, dói. Renovar implica sempre perder algo. Ou, apenas, guardar algo? Quando a Primavera chega, perde-se a mantinha vermelha. Ou guarda-se?
Publicado por Troll Urbano às 10:40 AM
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Por:Isabel Faria Gostava de ser um bocadinho perfeita. Um ser humano um bocadinho perfeito, e uma mãe um bocadinho perfeita, e uma amiga, e uma filha, e uma namorada, e uma amante, e uma mulher, e uma profissional e uma dona de casa. Tá bem que podia ser assim alternadamente (aquela parte do profissional podia ser só bianual...), desde que mantivesse aquela parte do ser humano…nunca consigo e vou-me habituando à derrota…agora meter açúcar na vitela estufada em vez de sal e ter que ir comer ovos mexidos com salsichas…é demais.
Publicado por Troll Urbano às 08:45 PM
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Por:Isabel Faria Os dias 19 de Março, sempre foram dias complicados. Não vale a pena esconder que as opções, mesmo aquelas de que nunca nos arrependemos, nem sempre não doem. Ver-te chegar e guardar o desenho na gaveta da escrivaninha ou o carrinho de cartolina na mesinha para quando o dia chegasse, doía sempre. Porque sabia que o dia não chegaria. E tu ainda não sabias. Passou a ser mais fácil quando começaste a entregar, ao avô, as prendinhas que fazias na escola. Não sei se mais fácil para ti, meu amor, mas muito mais fácil para mim, acredita.
Publicado por Troll Urbano às 12:10 AM
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Por: Daniel Arruda Que grande Sábado. Depois de uma semana que não lembra ao diabo resolvi tirar o sábado para mim. Para fazer o que mais gosto. DORMIR. Levantei-me perto da 18H o que representaram 16 Horas de sono com uma interrupção para ir vazar a bexiga por volta da 10. Há quem chame a isto desperdicio de tempo. Eu chamo-lhe qualidade de vida. Dormir faz falta. Sei perfeitamente que as horas de sono perdidas nunca se recuperam mas nada há melhor que o prazer de me levantar quando as costas já doem e não existe mais posição para estar na cama. Por isso não sei o que se passou hoje por esse país e pelo mundo. Não sei o que se está a passar no congresso do PSD, não sei o que se passou em França, não sei sequer o que a minha família anda a fazer. A únca notícia que tenho do mundo exterior (enviaram-me por SMS) é que mais uma vez os nossos "amigos" se resolveram apoderar da concentração que visava alertar para os 3 anos de ocupação ilegal do Iraque. Nada que me espante. Essa foi uma das razões pela qual não me levantei da cama. Não estou para participar em palhaçadas onde há quem não esteja pelo motivo mas sim para ganhar pontos políticos. Já os conheço demasiado bem para me deixar iludir. Agora vou jantar, e depois ver a minha sobrinha que nasceu na 4ª Feira. Uma coisinha linda. Para me lembrar que o mundo não se esgota na estupidez e na falsidade. Para me sentir bem por ver que no mundo tudo se renova, tudo muda por muito que há quem queira negar esa evidencia. Estamos em 2006 e não em 1917.
Publicado por Troll Urbano às 07:52 PM
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Por:Isabel Faria Andava eu a procurar uma imagem para ilustrar o lugar onde hoje me encontrei e decobri esta. Há muitos meses, o Daniel chamou-lhe Paraíso e fez um post com ela. Na altura, eu não me passava pela cabeça que viria um dia parar ao Troll, mas a foto ficou-me sempre debaixo de olho...acho que até o avisei que a roubaria....Daniel espero que me perdoes o plágio.Vá lá...foi só uma foto...e eu pedi...foi há muito tempo, em Julho, vê lá...mas tu disseste tá bem...e eu, às vezes, também me sinto em lugares assim...lugares de harmonia, de paz, com alguns caminhos escarpados, mas que piada tinham se fossem só linhas rectas e directas? Lugares onde se sentem as montanhas à volta...mas onde as montanhas em vez de prisão, significam refúgio. Aconchego. Serenidade. Lugares em que a água é tão limpida como os sentimentos deveriam sempre ser. Limpida e transparente. Onde até as nuvens reflectidas servem para mostrar caminhos... Lugares onde há surpresas... Onde cada cantinho é uma surpresa. E encontros. Num lugar destes só pode haver encontros. Ninguém nunca se desencontrará no Paraíso....é uma das poucas certezas que tenho em relação ao paraíso.
Publicado por Troll Urbano às 12:31 AM
.Por:Isabel Faria Não sei o que tem de novo esta notícia para ser uma notícia. Mas será que são precisos estudos para saber que um homem nunca se perde. Mas perguntar o quê??? Tu pensas que eu não sei onde estou, é?...olha vai ali um senhor...mas para que é o senhor, já passei por aqui milhares de vezes...milhares?... é por aqui, pronto. Não se pergunta nada... Mas não é só a encontrar lugares...um homem nunca se perde, mesmo. Numca perde o controle da situação, aquele parvo é que meteu o nariz onde não devia...nunca perde a calma, aos berros eu, hoje estás muito sensíveli...nunca perde a boa disposição, qual cara...é a minha cara de todos os dias...nunca perde o comboio, o gajo é que partiu antes da hora...um homem nunca se perde. Carago, basta perguntarem-nos que nós temos os estudos todos feitos...precisamos lá agora de estudos britãnicos.
Publicado por Troll Urbano às 12:14 PM
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Por:Isabel Faria Amigos, amigas, namorados (????!!!!), filho, Bono, colegas (os pais têm sorte, porque como é só por telefone e ao fim da tarde costumam safar-se melhor...).
Publicado por Troll Urbano às 11:25 AM
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Por:Isabel Faria Não há volta a dar. Ele nasce e põe-se todos os dias.
Publicado por Troll Urbano às 08:07 AM
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Por: Daniel Arruda Americans say : "We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash" Portuguese say : "We have Jose Socrates, no wonder, no hope, and no cash."
Publicado por Troll Urbano às 10:47 AM
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Por:Isabel Faria Estou há uma hora a tentar encontrar algo que espelhe o meu estado de espírito. E há 55m a tentar escolher qual seria a mais fiel. Em sentido figurado, claro está. Como a decisão está dificil, aqui ficam as duas. Espero que com estas duas notas o contrário de prévias, tenha ficado claro que o que conta é o ar...a cara...o estado de espírito... A, digamos, envolvência, é meramente acessória. Até porque estou sozinha em casa...quem é que ia contar????
Publicado por Troll Urbano às 10:46 PM
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Por: Isabel Faria Não suporto imitações. Não dou importãncia nenhuma a marcas, mas nunca usaria uma camisola com um crocodilo manhoso .
Publicado por Troll Urbano às 06:10 PM
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Por: Daniel Arruda Nos últimos dias voltei a uma leitura que me põe invariavelmente bem disposto. Sir Arthur Conan Doyle e as suas memoráveis histórias de Sherlock Holmes e do seu companheiro e fiel amigo Dr. Watson. Por duas vezes Conan Doyle tentou "matar" Sherlock Holmes, sendo que da 1ª vez não chegou mesmo a fazé-lo e da 2ª foi obrigado a rescuscitá-lo depois de no "Problema Final" o ter feito caír no precipicio juntamente com o Professor Moriaty, o seu arqui inimigo e única mente que Sherlock considerava ser tão brilhante como a sua. Sei que quando falo de Holmes, faço-o como se de algo real se tratasse. Não é o caso, o personagem nunca existiu verdadeiramente, mas o facto de tudo nas obras policiais de Doyle ter um fundo verdadeiro, tornaram o facto da personagem ser ficcionada irrelevante e não há fã do detective que alguma vez tenha duvidado da existência dele. Por exemplo. Sherlock é inspirado num professor de Doyle que tinha capacidades de dedução brilhantes, a casa, o 221 da Baker Street, existe mesmo (é hoje um museu e voltarei a ele mais tarde) e moravam lá uns parentes de um tal Holmes e ao lado vivia um Dr. Watson, construtor de próteses dentárias, As Cataratas Reichenbach, na Suiça, local que escolheu como palco para o encontro fatal entre Holmes e o Professor Moriarty existem mesmo e foi depois de uma visita ao local que ele decidiu que o seu fim seria aí. São apenas alguns exemplos do realismo que esta obra imprime. Conan Doyle foi também uma pessoa que antecipou muitas coisas como por exemplo em "The Adventure of the Norwood Builder" escrita em 1903 onde ele diz, como prova de um crime, que as impressões digitais não se repetem. Esta prova forense só passou a ser válida em 1930. Hoje em dia a legião de seguidores aumenta em vez de diminuir o que prova que se a dúvida ainda existisse que a obra já há muito que engoliu o seu criador. Estive o ano passado no nº221b da Baker Street, hoje museu, onde podemos encontrar tudo o que possamos imaginar. A cadeira de braços, já gasta usada por Dr. Watson, Os cortinados compridos que várias vezes salvaram a vida a Holmes, o Violino, os tubos de ensaio, tudo tal como é descrito nos livros. Genial é a única forma que tenho para defenir Sherlock Holmes. Genial
Publicado por Troll Urbano às 05:06 PM
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Por: Daniel Arruda Uma posta para todos os que estão como a Isabel, e para ela própria também. Sei que as 2as Feiras são terríveis, por isso aqui vai uma coisa para alegrar o dia ao pessoal. Tenham uma boa semana
Publicado por Troll Urbano às 04:12 PM
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Por:Isabel Faria - Trrimmmmmmmmm Porra, é Segunda-Feira!!! Será que não podem ter calma????????????????????
Publicado por Troll Urbano às 12:36 PM
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Por:Isabel Faria Preciso deste rio. Mesmo quando as árvores, ainda sem folhas do Inverno que se despede, o escondem, preciso deste rio.
Publicado por Troll Urbano às 04:14 PM
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Por:Isabel Faria Algumas vezes, o número de coisas que fazemos num curto espaço de tempo é directamente proporcional ao frio…
Publicado por Troll Urbano às 10:26 PM
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Por: Daniel Arruda Reparei agora que é quase fim de semana e continuamos sérios como se estivessemos no "lufa-lufa" de todos os dias. Podemos pensar que para combater o estado das coisa, o neo liberalismo, a opressão, a guerra, enfim, tudo o que não nos agrada na sociedade que temos, não podemos ter fins de semana. Até pode ser verdade, mas tem de haver sempre tempo para que nos divertamos. Estou agora a ver a vossa cara e vejo metade a pensar "mas este gajo está parvo, ou quê? Divertimento e mete-me aqui uma Domina?" A outra metade estará a ler isto um pouco mais depressa para ver até onde vai o deboche hoje. O que virá aí. Tenham um grande Fim de Semana. Afinal o que seria a vida se não nos divertissemos um pouco. Para sofrimento já basta aquele que passamos todos os dias, ou aquele pelo qual vou passar no Domingo a ver a Naval 1º de Maio na ressaca de uma 4ª Feira Europeia, isto para não falar no sofrimentoq ue vivemos esta semana ao ver Cavaco tomar posse. Haverá sofrimento maior?!?!?!?! (já viram, nestas postas non sense podemos mudar de assunto assim e até nem parece mal. O pessoal não vai entender isto na mesma, (os que tiverem com paciencia de ler isto até ao fim) Como diz o apresentador do programa "Na roça com os tachos": Tenham a coragem de ser felizes.
Publicado por Troll Urbano às 05:55 PM
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Por:Isabel Faria Deviamos nascer com um número para os sentimentos, outro para as vozes, outro para os olhares, outro para os estados de alma. E com um manual que fizesse as correspondências, entre uns e outros. Facilitiva-nos a vida.
Publicado por Troll Urbano às 10:25 AM
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Por: Daniel Arruda Antes de mais Obrigado Helder pelo mail. Acho que está actual, quando ontem se festejou o Dia da Mulher. "Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar de seu marido, se este morrer, de seus filhos e se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca deve governar a si própria." "A mulher que se negar ao dever conjugal deverá ser atirada ao rio." "Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusive, ser exercida na casa de um credor de seu marido e, durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimónio" "A mulher deve adorar o homem como a um deus. Toda manhã, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: "As mulheres, os escravos e os estrangeiros não são cidadãos." "A mulher é o que há de mais corrupto e corruptível no mundo." "A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior." "Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos." "Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto, dai aos varões o dobro do que dai às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher." "Para a boa ordem da família humana, uns terão que ser governados por outros mais sábios que aqueles; daí a mulher, mais fraca quanto ao vigor da alma e força corporal, estar sujeita por natureza ao homem, em quem a razão predomina." "Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que destroem toda a tranquilidade, a mulher é o próprio diabo." "O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia." "As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios." "Enquanto houver homens sensatos sobre a terra, as mulheres letradas morrerão solteiras." "Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado." "A mulher pode ser educada, mas sua mente não é adequada às ciências mais elevadas, à filosofia e algumas das artes." E a MELHOR de todas... "Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face. E é bem merecido, por dirigir-se ao homem com maldade de linguajar ousado."
Publicado por Troll Urbano às 06:34 PM
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Por:Isabel Faria Este post é assim. Eu prometi à Pina que havia de encontrar. Mas, para além duma certa falta de tempo, tenho-me deparado com uma certa falta de pontaria...vai daí, a Rita decidiu dar uma ajuda. Era mesmo necessário encontrar uma "celebridade" nacional, de preferência que não fosse candidato ao Óscar de Melhor Guarda Roupa.
Publicado por Troll Urbano às 03:38 PM
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Por:Isabel Faria Tenho ido tão pouco ao cinema que não me sei minimamente pronunciar sobre a escolha dos "óscarados" (será que isto de chama assim?). Meninas, olhem bem para a fotografia que se segue:: E confessem lá, se o tivessemos aqui, à mão de semear, não arranjávamos forma de lhe dar a estatueta de actor principal? Sempre achei os Óscares injustos. E sobretudo insensíveis. Um dia falo-vos mais detalhadamente sobre um que eu conheci. Agora olhem só para o Georgito ...só não tenho a certeza se ele cabia em cima do louceira da sala...aquilo é homem para que altura???? Por causa da parte das chávenas....E não digam que este Blog não é um serviço público!!!!! Faxavor!!!!
Publicado por Troll Urbano às 02:21 PM
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Por:Isabel Faria Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida. Trauteava entre as lágrimas que não conseguia controlar, a letra do Sérgio. Se parasse de trautear a letra da canção do Sérgio, as chaves dariam sinal delas. E a chaves não podiam.
Publicado por Troll Urbano às 12:38 PM
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Por: Daniel Arruda ......para no fim de semana darmos numas "jolas" fresquinhas.
Publicado por Troll Urbano às 08:10 AM
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Por:Isabel Faria Eu moro numa casa antiga. Muito antiga. Quando a comprei tinha sido reconstruída, mas a reconstrução sempre deixou um bocadito a desejar. Estava cá, há meia dúzia de dias e uma tarde ao entrar em casa tinha caído o tecto da sala …em cima da mesa da sala.
Publicado por Troll Urbano às 04:47 PM
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Por: Daniel Arruda Há uma coisa que me faz confusão nas reuniões nas empresas, ou melhor, entre empresas. Acho que é uma espécie de ritual quase tribal de auto-afirmação. Decerto já todos repararam que quando há uma reunião em que se encontram pessoas de duas ou mais empresas os 1os 5 minutos, são usados para a troca de cartões de visita. E não se pense que é de uma forma qualquer. A empresa que visita, ou numa linguagem mais futeboleira, joga fora, é a 1ª a entrgar os seus cartões. Quem recebe olha, analisa a textura, lê o que está escrito, daí ser importante que a função que a pessoa vai representar por muito irrelevante que seja esteja descrita de forma pomposa. Por exemplo. Um responsável pela expedição e recepção de materiais será apresentado como, "Shipping & Reciving Analisys Specialist - Quality control". De seguida é quem está a receber que entrega os seus cartões e o ritual prossegue. Só passadas estas formalidades é que a reunião pode efectivamente começar apesar de se correr o risco de alguém vir atrasado. Sim , que o atrasado nestas situações tem uma agravante especial, pois como não participou no ritual inicial terá de preceder á distribuição de cartões interrompendo assim o que quer que fosse que se estava a tratar, mas evidentemente que o cartão tem prioridade. O problema maior põe-se no entanto quando um dos participantes da reunião não tem cartões para distribuir. Não poucas vezes já ouvi e dei a desculpa, "pensava que os tinha posto aqui" ou "querem ver que me esqueci dos cartões de visita". Esta situação apesar de atenuar um pouco o embaraço da situação não o resolve de todo. Qualquer pessoa que não tenha cartões para distribuir fica diminuido na sua "autoridade" mesmo antes de começar a falar. Recebe a cada intervenção aquele olhar do, "mas quem és tu?". Esta situação é particularmente embaraçosa quando vamos para defender uma posição complicada. Se for esse o caso o melhor mesmo é rendermo-nos e tentar negociar as condições de rendição da melhor forma possível. Mas tenho de dizer que me divirto á brava com estes rituais. Se me apetecer qualquer dia escrevo sobre o ritual da acta.
Publicado por Troll Urbano às 09:19 AM
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Por:Isabel Faria Sinto assim uma saca de batatas em cima da cabeça e um saco de cimento em cima do peito. Tou sem voz (o que acho giro...tenho a impressão que deve dar um ar sexy à coisa...). Tenho uns barulhos a sair do dito peito e uma tosse que faz estremecer o tecto dos vizinhos de baixo...apareceu, assim, de repente, tipo estava bem e fiquei assim...e não faço ideia se veio para ficar.Tinha um post para vos escrever sobre a sensação de ser mãe de alguém, melhor, Senhora Mãe de alguém, no seguimento deste de hoje da Émièle, no Pópulo, mas cada vez que tusso, uma tecla salta e ataca-me uma das lentes dos óculos...pensar em escrever sem óculos não dá porque não vejo as teclas... além disso, de vez em quando, tenho aquela sensação de frio que a gente fica quando vê as fotografias que o Daniel decidiu meter aqui em baixo...tipo arrepio, mesmo. Devo estar mesmo a chocar uma, como diria a minha mãe. Por isso fico enrolada na manta, em vez de aceitar o convite para jantar...se eu sei quem foi o/a malvado/a que me fez o bruxedo de não me deixar ir jantar um bife cheio de molho, calorias e batatas fritas, tá feito comigo...
Publicado por Troll Urbano às 09:34 PM
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Por: Daniel Arruda Espectáculo............. Só mesmo isto para hoje me pôr a rir. Espero que gostem tanto como eu. Se mandarem a mesma gargalhada que eu já valeu a pena.
Publicado por Troll Urbano às 04:10 PM
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Por: Daniel Arruda Eu notava que faltava algo a este blogue. Descobri hoje que era a referência á publicidade que estava em falta. Já ia para 4 meses que não fazia referência ás publicidades realmente originais. Já não bastava a agricultura, as barragens e os rios agora até a Playboy nos faz rezar por chuva. Venha ela que faz falta....... Já imaginaram a Playgirl a fazer publicidade desta maneira? UI, UI, UI.
Publicado por Troll Urbano às 11:30 AM
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Por:Isabel Faria
Publicado por Troll Urbano às 12:18 AM
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Por:Isabel Faria Quem espera quem? Quem foge de quem? Quem "apanha" quem? Que raio, a vida não podia ser linear, uma vez, sem exemplo????
Publicado por Troll Urbano às 02:38 PM
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Por:Isabel Faria A M. era a estrela do Liceu. Ninguém lhe era indiferente. Ela não era indiferente a ninguém. Era uma morena linda, de cabelos longos e olhos cor de amêndoa. Tinha pouco mais que a nossa idade, mas parecia pertencer a outro Mundo. Sempre que saiamos todas, sabia-se que a M. enchia. Era uma óptima aluna. Durante alguns anos, a melhor aluna da turma. Tinha chumbado um ano, porque teve um acidente e ficou hospitalizada durante quase todo o ano lectivo e, por isso, apesar de ter um ano a mais que nós, fizemos o resto do Liceu juntas. Como não podia deixar de ser, namorava o rapaz mais bonito do Liceu. O D. era o nosso sonho. Mas, desde o primeiro dia, que entendemos que, com a M. por perto, nunca passaria do nosso sonho.
Publicado por Troll Urbano às 12:38 AM
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Por:Isabel Faria Como o meu colega Daniel, prometeu que amanhã tomava conta da casa, amanhã vou estar por ali. Como a figura mostra. Num pequeno barco, pois tenho a certeza não me aguentaria a nadar naquele mar todo, rodeada de rochedos escarpados, porque nunca os consigo ultrapassar e sozinha. Preciso de um dia assim. Longe. Com tudo ao longe. Hoje, tentei convencer-me que este fim-de-semana, um fim-de-semana dos de antigamente, não tinha deixado marcas. Falei de Carnaval, de padres e de louras, como disse o Daniel...mas deixou. Há algo que tenho que reencontrar no meio daquele mar. Não sou de desistir. Quarta Feira de Cinzas cá me terão de volta. Esperando que o dia não tenha nenhuma simbologia especial e que volte um pouco mais inteira... Quando hoje desligar o Troll, não será até amanhã. Passem um bom Carnaval, quem for de Carnaval, um bom feriado, quem estiver de feriado. Um bom dia, os outros todos. Inté.
Publicado por Troll Urbano às 10:09 PM
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Por: Daniel Arruda Não deram pela minha ausência pois não. Ainda bem. Também um blog que tem uma Isabel para aguentar a casa fica bem servido. Entrei aqui agora e parecia que tinham estado 3 pessoas a escrever. Foi Carnaval, loiras, padres.... e ainda teve tempo para responder a comentários. Agora tenho a folia para continuar (é de facto uma divergência de fundo que vamos discutir em convenção Trollista). Prometo que amanhã volto em força. E dou já de avanço que a 1ª posta será de parabéns. Um brinde para quem adivinhar a quem.
Publicado por Troll Urbano às 07:54 PM
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Por:Isabel Faria O Diário de Notícias, publica hoje uma notícia em que um estudo científico prova que aquela história de os homens preferirem as louras tem 11 mil anos. E que tem a ver com a escassez de homens no tempo das cavernas...as mulheres do Norte da Europa, meteram-se ao caminho e aproveitando-se daquela diferençazeca da cor dos cabelos, meteram mãos à obra e as pobrezinhas de cabelos menos vistosos ficaram a ver navios...
Publicado por Troll Urbano às 12:04 PM
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Por:Isabel Faria Descobri o Edward Hopper, por um amigo. Isto é, já conhecia o Edward Hopper, mas ainda não o tinha descoberto.
Publicado por Troll Urbano às 11:16 AM
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Por: The És tu Baía?
Publicado por Troll Urbano às 10:32 AM
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Por: Daniel Arruda Não estranhem esta minha ausência aqui da casa, afinal é Carnaval. E a mim apetece-me mesmo é folia, e de fugida um Benfica v Porto mais logo. Intê, ou como diz alguém. Façam o favor de ser felizes.
Publicado por Troll Urbano às 11:24 AM
Por:Isabl Faria Eles crescem e é assim.
Publicado por Troll Urbano às 01:07 PM
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Por:Isabel Faria Fui pedir emprestado ao Ante-&-Post (Karla eu pedi, tu é que estavas distraída), que por sua vez tinha pedido emprestado ao Divas & Contrabaixos, e fiz esta Coisa e então não é que descobri que vivi na Ucrânia (quem é que no seu perfeito juízo vai viver para a Ucrânia?), fui Naturista (aquilo não explica se isto significa que fazia nudismo no Meco da Ucrânia) e morri...e morri...e suicidei-me, caraças!!!!
Publicado por Troll Urbano às 12:04 PM
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Por:Isabel Faria Se por uma qualquer magia, pudesse, por momentos, sentir a suprema dádiva de nada sentir....
Publicado por Troll Urbano às 09:03 PM
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Por:Isabel Faria Acabei de chegar duma reunião complicada. Uma daquelas em que estão em causa as condições de Trabalho e de vida de pessoas que confiaram em mim e que esperam e exigem que os defenda e dignamente os represente. Gostaria de deixar, no entanto, clara uma coisa. Houve uma razão para este impulso mais forte que todas as outras. Não admitirei a nenhuma Margarida deste mundo que estrague a festa que ontem aqui fizemos. Deveria ter sido menos impulsiva e lido até ao fim??? Admito...mas o que a Margarida fez à nossa festa e à nossa homenagem ao Zeca é repugnante. Infelizmente tão repugnante como o que o seu Partido lhe fez em muitas alturas da sua vida. A Margarida não é uma pessoa isolada. É a imagem dum PCP que eu conheci na pele. Mas esse assunto fica para outro dia. E outro post. Margarida, para mim, aqui acabou-se. Chora, peço imensa desculpa. A todos os outros, logo, deve ter passado.
Publicado por Troll Urbano às 06:04 PM
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Por: Daniel Arruda Tou baralhado. Afinal é ou não correcto vender vibradores nas farmácias?
Publicado por Troll Urbano às 08:28 PM
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Por: Daniel Arruda Alguém me explica onde está esta coisa??? Obrigado Tretas pelo mail
Publicado por Troll Urbano às 01:46 PM
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Por:isabel Faria Não cabe na cabeça de ninguém ir acampar com este frio, em pleno Alto Alentejo, pois não??? Não. Mas o meu filho vai. Sexta, Sábado e Domingo...para além do facto de precisar urgentemente de quem me convença que o Mundo não vai acabar Sexta, Sábado ou Domingo, o meu filho, o desnaturado que deixa uma pobrezinha só e abandonada, ainda me encarregou duma missão espinhosa: colocar aqui um post, a pedir-vos sugestões para se entreterem à noite. É preciso notar que as tendas são unisexo, o que diminui em muito as hipóteses ( e o entusiasmo, verdade seja dita), que as noites devem ser frias comó carças e que não deve dar para andar na rua a caçar gambuzinos. Portanto, se alguém for maluco o suficiente para costumar ir acampar no Inverno para o Alto Alentejo, é favor deixar aqui umas sugestões de jogos, partidas, ilusionismos e outros apêndices possíveis de passar o tempo e esquecer o frio...nas alturas em que as regras da Escola não permitem que se faça nada com jeito...
Publicado por Troll Urbano às 11:06 PM
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Por:Isabel Faria Momentos de cumplicidade...estes, em que sorrimos e só nós sabemos para onde ...mas também os outros. Em que a mão no ombro, nos "salva".
Publicado por Troll Urbano às 11:43 AM
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Por:Isabel Faria "A rosa encontrou a couve-flor e disse: - Que petulância te chamarem de Flor! Veja sua pele áspera e a minha lisa e sedosa... Seu cheiro desagradável e meu perfume sensual e envolvente. Veja seu corpo grosseiro e o meu delicado e elegante... Eu, sim, sou uma flor! E a couve-flor respondeu: (Recebido por Email)
Publicado por Troll Urbano às 09:37 AM
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Por: Daniel Arruda Hoje não tinha vindo ao Troll. Hoje também não li jornais. Hoje não vi televisão. Hoje dormi como uma criança. Brinquei como uma criança. Vi o mar e tentei ver como uma criança. Sabem que mais? Adorei o meu dia. Agora vou como (e com) uma criança jogar Play Station e vou esperar que me chamem para jantar para poder dizer, "espera..... é só mais um jogo rápido". Hoje diverti-me porque o mundo não é a preto e branco apesar de ser simples e bonito. Hoje não tive um 1º ministro que me teima em tramar a vida, não pensei no Presidente, não me lembrei que amanhã é dia de trabalho e não olhei para a Costa da Caparica como caos urbanistico mas sim como as crianças olham. Um imenso mar para sonhar. Fomos á procura dos potes de ouro no fim do arco iris, em sonhos, mas fomos. É este o prazer de um mar revolto. Com arco iris e tudo.
Publicado por Troll Urbano às 08:23 PM
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Por:Isabel Faria Confesso que duvidei quando vi o comentário se não seria de mais...se estaria, mesmo, à altura. Pensei, no entanto, que, talvez, fosse verdade. Aqui fica uma nova tentativa. Se for mesmo assim, peço-vos que me digam. Se não estiver nos conformes panegíricos, estou aberta a todas as sugestões e criticas. Até porque tenho uma quantidade enorme de panegiricáveis, em lista de espera. Bono, meu herói.
Publicado por Troll Urbano às 06:34 PM
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Por:Isabel Faria Aninhavas-me sempre debaixo do teu braço quando vínhamos da Sociedade Recreativa. O Bar fechava tarde. Havia que aproveitar para trazer mais algum dinheiro e por isso o pai ficou com o Bar durante os meses de ausência do tio. Para não adormecer, eu dava pontapés nos besouros. Sei que era uma maldade. Mas os pontapés eram pequeninos e assim não tinhas que me trazer ao colo. Eras muito mais forte que hoje, que te custa tanto subir a Calçada, mas mesmo então já te custava trazer-me ao colo. O pai ficava sempre até mais tarde. Para fazer as contas e deixar tudo pronto para o outro dia. Foi um período curto. Mas aninhavas-me e eu, então, era mais pequenina, que tu. Dum lado trazias um saco com o resto do jantar. Do outro, a mim. Aninhada debaixo do teu braço. Só saía para o pontapé no besouro. Brevemente fiquei maior. Já não cabia debaixo do teu braço. E também deixámos de vir tão tarde. O tio voltou e com a sua volta, já não havia besouros na rua, que tu descobrias para eu não adormecer e querer colo. Aninhados no sofá, a mantinha vermelha a aquecer-nos os pés, víamos televisão e falávamos na escolinha. Havia uma janela grande, que deixava passar a Lua. Tinhas acabado de vir para Lisboa e tinhas tanto medo de tudo. Nos bocadinhos que nos aninhávamos um no outro, não tinhas medo. Adormecias e eu também. Quando eu acordava, a Lua já não se via na janela grande e pegava em ti, devagarinho. Dormias na minha cama. Ao princípio, só não acordavas se te deitasse na minha cama. Aninhavas-te em mim, e sempre, sempre deixavas a tua mão dentro da minha. Se, a dormir, a perdesses, a dormir a encontravas. Na manhã seguinte, muito antes do Sol nascer, tinha que te levantar para te deixar no Castelinho. Nunca me largavas a mão, pelo caminho. E aninhavas a cabeça sobre o meu ombro. Choravas sempre, baixinho, pelo caminho. Tinhas medo que eu não te fosse buscar, disseste um dia. Mas sabias que eu ia, disseste também. Só que o medo não sabia, e por isso não eras capaz de não chorar. Aninhada no teu corpo, acabávamos de fazer amor e percorria-o. Nunca sei se quando acabamos de fazer amor e as minha mãos percorrem o teu corpo e a minha boca pára em cada e todos os bocadinhos dele, é desejo, amor, paixão. As minha mãos, a minha boca, nunca pensam em descobrir o que é. Percorrem-no. E aninhavam-se em cada ruguinha de ti. Quando, finalmente, e por momentos adormeciamos, aninhavas-te sempre em mim. E eu em ti. E ai, nem a minha alma, sabe que nome tem o teu calor. Chamei-lhe sempre ternura, para facilitar as coisas. Aninho-me nas tuas palavras. Na tua voz. Ouço a chuva lá fora, ouço a chuva lá fora e as tuas palavras, levam-me para lugares que sei são sempre novos. Cada palavra que me dizes, nela me aninho. Nunca me questiono, sobre onde me aninho nas tuas palavras. Não sei, sequer, se sou eu que me aninho nelas ou elas em mim, sei que apesar da chuva, do frio e da distância, elas são a minha mantinha. E enrolo-me nelas. E mesmo que elas não venham, que por um acaso ou uma esquina da vida, mesmo que chova e faça frio e as tuas palavras e a tua voz não venham, eu aninho-me na memória delas. E volto aos besouros, ao sofá donde se via a Lua e ao corpo que percorro. Nunca sei em que momentos me aninho e aninhei em cada um destes momentos. Nunca os procuro, Nunca os esqueço. Encontro-os. E estou viva. Aninhada nas tuas palavras e na tua voz, estou viva. Se houver besouros, Lua e o cheiro de dois corpos que se acabaram de amar, eu vivo. Mas se apenas houver palavras, eu vivo. Porque sei sempre que os besouros voltarão. E a Lua. E um corpo para amar.
Publicado por Troll Urbano às 04:55 PM
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Por:Isabel Faria Partindo de uma ideia dum post meu lá de baixo.
Publicado por Troll Urbano às 06:47 PM
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Por:Isabel Faria Podem ser menos resistentes. Podem desfazer-se sob as ondas, ou sob os pés de quem se passeia na praia. Daquele menino que sai do mar a correr? Podem desmoronar-se com o vento do fim da tarde...podem.
Publicado por Troll Urbano às 09:45 AM
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Por: Daniel Arruda Não tenho tido tempo nenhum hoje para dar o meu pézinho de dança aqui no Troll. Há dias assim. Mas não podia deixar passar o dia com uma imagem alusiva ao amor. PS - Era mesmo intenção fugir ao tradicional coração e setinha de cupido, ou pior, aos gatinhos enrolados.
Publicado por Troll Urbano às 01:43 PM
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Por: The È engraçado constatar que apesar de alguns milhares de anos de evolução, afinal existem coisas que nunca mudam. Qualquer semelhança entre o querer ferir susceptibilidades alheias e a realidade é mera coincidencia.
Publicado por Troll Urbano às 10:36 AM
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Por:Isabel Faria Fartei-me de pensar. Mostro, não mostro. Publico ou não publico. Depois vêm umas invejosas e tou feita. Mas à saída de casa... Lá tinha o ramo das rosas. E os coraçõezinhos. Pronto, talvez não seja muito original. Mas pensou na minha linha e não mandou chocolatinhos. As rosas, eram bués. Tipo ramo, mesmo. Vi-me à rasca para encontrar uma jarra onde aquilo coubesse. Falta de hábito de ter namorados românticos. Meninos, eu meti o adjectivozeco. Não me venham com tretas....
Publicado por Troll Urbano às 10:19 AM
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Por:isabel Faria Este é um post amargo. Não é triste. Não, triste não. Amargo. Nunca sei muito bem se, para mim, amargo e desencantado, são sinónimos, mas não me parece. Hoje, pelo menos, não. Desencantado, significaria, amargo mais braços cruzados. Amargo, é, apenas, amargo. Acre. Com alguma impotência, sim. Mas, ainda, sem braços cruzados.
Publicado por Troll Urbano às 12:31 AM
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Por:Isabel Faria Vários amigos, comntadores, leitores e afins têm reclamado que o Troll anda muito lento. Há, até, quem não consiga, simplesmente, abri-lo. Começa a dar erro ou a parva da ampulheta anda às cambalhotas e nada. Aconteceu-me o mesmo há dois dias, mas ontem e hoje, aqui em casa, tem-se portado normalmente. Claro que, normalmente aqui em casa, é como a imagem documenta, mas a normalidade tem muita força e nada a fazer.
abril 01, 2006
Tenham um bom fim de semana
março 31, 2006
Amanhã

Aconteceu quando comecei a crescer. E a ficar mais desarrumada. Aí não havia diário. Havia uns papelinhos soltos onde ia deixando palavras. Deixei de lhes pôr data e isso fazia com que, mais tarde, quando os encontrava perdidos pela casa, nunca soubesse muito bem a que sentir se referiam. Eram sempre escritos em duas alturas diferentes. Nos princípios e nos fins. De tudo. Nos meios nunca tinha tempo. Nos que ainda vagueiam pela casa, faltam sempre papelinhos dos meios. Dos meios dos amores. Das revoluções. Das esperas. Das paixões. Creio que foi só quando comecei a escrever num Blog que, à custa de não precisar de colocar data, comecei a escrever meios. E tem resultado. Gosto dos meus meios. E tem-me sabido bem pegar nos dois dedos (nada a fazer, só escrevo mesmo com dois…) e ir deixando papelinhos por aqui. Ao sabor, sempre ao sabor de sentires.
Estas palavras todas para quê? Para dizer que em alturas destas, em que chego ao fim da semana cheia de dúvidas, de rastos, em que parece que os anos pesam décadas e que o dia pesou anos, me sabem bem as palavras. Nem que apenas use o papelinho de hoje, porque a mais o cansaço não permite, para fazer um post muito dirigido. Havia sempre papelinhos assim. Só que, na altura, a quem os escrevia nunca os encontrava. Aqui e agora tenho esperança que sim…
Um post, apenas, para deixar aqui escrito, no tal papelito que um dia hei-de encontrar, que, quer sejas barco, porto, velas, remos ou barqueiro, amanhã, quando te olhar, será Primavera. Não há cinzento que resista ao teu olhar. Sinais
Em alturas em que, às vezes, as palavras faltam por falta de tempo, de oportunidade, de vontade ou, apenas, porque não saem, “os sinais” tomam um lugar particularmente importante nas nossa vidas.
Como se fosse propositado, esta manhã ao entrar na empresa, encontrei a pessoa que, nos últimos tempos, mais me tem afrontado aqui dentro. Afrontado como pessoa, mas sobretudo afrontado como, usando este termo por não encontrar outro que me pareça mais claro, afrontado como “instituição”.
Ontem, foi o dia da concretização anual da injustiça na empresa. Não que ela não se respire diariamente, não que ela não se veja no leque salarial, no recurso ao trabalho precário e sem direitos, mas há um dia do ano, em que nos é particularmente díficil lidar com ela. O dia em que o membros que compõem a Direcção recebem um Bónus monetário, por se trem atingido os objectivos, para que todos contribuiram. Mais ou menos clandestinamente, entre palmadinhas nas costas e sorrisos cumplices. Este ano, conseguimos denunciar a situação no próprio dia. E isso incomodou aqueles que sabem que estão a perpetuar uma imoralidade.
Esta manhã, ao entrar, econtrámo-nos, então. Nos últimos dias tenho vislumbrado um olhar duro mas sempre escondido sob uma postura que pretende mostrar indiferença, silêncios que pretendem evitar palavras de afronto e de desconforto.
Esta manhã, não lhe vi o olhar. Nunca o levantou. Quis o acaso que estivessemos lado a lado, sozinhos, durante longos minutos. Não acredito que seja vergonha ou embaraço. Apenas cobardia. E a cobardia dá-me a certeza que entenderam que a luta pela dignidade, recomeça todos os dias.
Digamos que sabe bem ver num olhar que se esconde, que em questões de luta pela Justiça e pela Dignidade, estamos do outro lado da barricada. Algumas vezes a cobardia dos outros retempera-nos. Dá-nos elento. Confirma-nos a justeza do caminho. Da mesma forma como quando encontramos alguém que nos quer e a quem queremos e lhe vimos um sorriso e nos deliiciamos com o brilho do olhar...
Um pensamento
março 29, 2006
É a vida

Não gosto da frase. A sério. Quando me é dita por pessoas que não gosto, apetece-me fazer um discurso de duas horas e dar-lhes meia dúzia de abanões. Quando é dita por pessoas que me são indiferentes, apetece-me só dar os abanões. Quando me é dita por pessoas que gosto muito, fico aqui com um nó parvo na garganta e dá-me uma certa vontade de fugir. Não vá o nó denunciar-me.
Entre a raiva, o enfado e a tristeza “É a vida” faz parte dos meus ódiozinhos de estimação ou, de outro ponto de vista, dos meus pontos fracos. Nunca me dei bem com os inevitáveis. E o destino, nunca me foi apresentado.
Um desafio: há assim uma frase que vos provoque estes danos colaterais? Para me sentir um bocadinho menos sozinha?Parece que, afinal, é geral...

A gente não se importa que vocês adormeçam desde que não seja nos primeiros...minutos...e em cima da gente...porque não temos força para vos tirar para o lado...partindo do principio que nos deixam sem força, o que não sendo seguro é, no mínimo, expectável...
A gente não se importa que vocês adormeçam...se não nos obrigarem a nós a adormecer...e nos deixarem continuar entretidas...
A gente não se importa que vocês adormeçam se nos assinarem um documento em que se comprometem a acordar...
A gente não se importa que vocês adormeçam se prometerem que não ressonam...
Ah, é verdade o postal é uma tentativa de que não se sintam tão mal...e tão sozinhos. Quem é amiga, quem é???
(Obrigado, P. pelo Email).março 28, 2006
Preciso de som no PC - URGENTE!!!!

Ainda só vou no jantar...

Esta manhã, fui à Junta de Freguesia buscar uns papéis que necessito para a Assembleia de Freguesia. Passei, portanto, pelos mesmos lugares de sempre com meia hora de atraso.
Ao atravessar a Sousa Martins, como faço sempre, um carro não parou ao sinal vermelho. Só me lembro de ouvir uma guinada, uma travagem brusca e um Ah, vindo não sei de onde. Aliás, não sei de onde veio nada. Sei que o carro parou e que eu estou aqui...entrei na empresa e não tenho a certeza se todos me olharam como se eu tivesse visto bicho...ou se quando olharam para mim, fizeram a cara de quem estava a ver bicho...estou há meia hora, sentada numa cadeira, ainda não parei de tremer e só me apetece olhar para o Sol e para a foto do meu filho que está no meu ambiente de trabalho...recordo a frase repetida vezes sem conta no filme. Se tivesse cumprido a rotina...com a diferença que estou aqui e cum caraças pá...eu gosto mesmo de estar viva!!!! Ah, os meus colegas acabaram de me trazer um conhaque...dizem que tira os tremeliques...não sei se resulta, mas se me tirar o som da travagem dos ouvidos...e aquela sensação estúpida, tipo filme, que há meia hora me passa pela cabeça, pelos olhos ou pela alma de tudo o que me falta fazer....ok, vou beber o conhaque...senão fizer passar os tremeliques, é bem capaz de parar o parvo do filme...nem que seja porque me adormece. Ainda vou na parte de que não deixei o jantar feito para o João Pedro...imaginem o que ainda me falta....
março 27, 2006
A tempestade que chega ou a tempestade que parte

Hoje, agorinha mesmo, quando vi esta fotografia, pensei: a tempestade afasta-se, a pequena ilha acabou de sobreviver a mais uma tempestade.
Gracias à la vida...como cantaria a Violeta Parra. E a algumas pessoas. Que levaria comigo para a ilha. Por mais pequenina que fosse.Quem são?

março 25, 2006
O pobrezinho também tem direito...

Logo à noite, havemos de voltar...entretanto, aproveitem o Sábado.
PS: Gosto de escrever Posts em nome colectivo...no fundo, bem lá no fundo, eu nasci para ser grande dirigente de alguma coisa, assim daquelas coisas em que o grande dirigente fala em nome das massas todas (Daniel, desculpa, isto não é nada contigo, nem com o teu peso...).
Até mais logo, então.
março 24, 2006
12 pensamentos para o fds
De que adianta ser uma GATA quando se ama um CÃO que só quer GALINHAS?....
Se ainda não encontraste a pessoa certa, diverte-te com a errada!!!
Melancia grande e mulher muito bonita, ninguém come sozinho.
O duro não é carregar o peso dos cornos, o duro é sustentar a vaca.
Uma empresa é como uma árvore cheia de macacos. Cada um num galho diferente, alguns a descer, outros a subir. Os macacos que estão em cima olham para baixo e vêem muitos rostos sorridentes. Os que estão em baixo olham para cima e só vêem rabões.
As mulheres são como as moedas: ou são caras ou são coroas.
As nuvens são como os chefes... quando desaparecem, o dia fica lindo!!!
Para quê levar a vida a sério, se nós nascemos de um gozo?!!
Os cornos são como a lotaria, quando menos se espera, somos contemplados.
Nas horas difíceis da vida deves levantar a cabeça, encher o peito e dizer de boca cheia: F*da-se!!!
Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental. Fica de olho em três dos teus amigos. Se eles parecerem normais, o doido és tu.
O melhor negócio do mundo é abrir um bordel, se falir, ainda se pode comer o stock.O cheiro da relva

Ver o meu filho crescer. Ver o Sol. Ver um campo de papoilas. Ver a Lua Cheia. Ver o olhar dos nossos amigos. Do homem que amamos. Ver as rugas dos nossos pais e vermo-nos nelas. E as nossas. Ver alguém sofrer e vermos que só podemos lá estar.
Que não me larga desde manhãzinha....
março 23, 2006
Hoje dava-lhe serventia
Então é assim:
Há muito tempo que acho que um homem não faz falta nenhuma em casa. Enquanto o João Pedro foi pequeno, ainda tinha o problema de fazer buracos na parede, de meter barbas nas torneiras e de pregar pregos. Com ele a crescer, esses pequeninos pormenores tenderam a desaparecer. Para além daquele história dos buracos para as escovas de dentes, a questão é, mesmo, de utilidade.
Para falar e ter uma conversa interessante com um homem, a gente pode usar os outros milhares de meios e locais disponíveis e para o resto, namorar e assim, iden. Claro que também pode usar a casa para estes dois fins, mas assim tipo hora marcada como nos consultórios dos dentistas. Isto não é de maneira nenhuma comparar um homem a namorar ou a discutir Kant, com uma ida ao dentista. Longe de mim, tal ideia....foi só um exemplo, para vocês entenderem.
Hoje, no entanto, desde que cheguei a casa já por duas vezes senti tremer estas minhas tão fortes convicções. Tenho água a entrar pelo telhado e claro que nunca irei deixar o meu filho ir lá acima procurar a telha partida (oh pá, eu gostar, claro que gostava...para o ter cá, era porque gostava dele, né???...mas o problema é que presumo que qualquer homem que aqui estivesse já deveria ter prática de andar em cima de telhados e o meu filho não...e além disso, ok..para estar cá, eu tinha que gostar muito dele, mas é o meu filho, o telhado é alto, está a chover...pronto percebem,não percebem?
E the last but not the least, e este é um problema recorrente, isto é, normalmente no último dia para entregar o IRS eu acho sempre que talvez devesse ter aberto a excepção de meter mais um buraco na casinha da escova de dentes...cum caraças pá...ter que juntar os recibos, fazer as somas, preencher os quadradinhos e agora depois de tudo feito, ver aquela porcaria encrencada porque não consigo escrever Pena e aquilo insiste que eu tenho que escrever Pena. E eu ponho o cursor e a Pena não entra e sem a Pena entrar aquilo não vai...eh, pá, confesso. Hoje dava-me mesmo jeito um homem cá em casa. Digamos que, como se diz na minha terra, eu hoje arranjava serventia para ele.
O que vale é que amanhã já me esqueci...assim que a Pena entrar...senão o que seria da minha reputação???Divórcio

Um dia, um dos conjugues deixa de amar o outro. Ou os dois deixam-se de se amar. Não há amores eternos, nem paixões. Legalizados ou não.
Às vezes, acontece que o amor desaparece primeiro num do que no outro. Não há timings nos afectos. Custa, mas é assim. O amor acaba e porque uma relação é sempre a dois, decide divorciar-se. Se já não paixão nem amor, não existem, portanto, os pressupostos que levaram ao casamento. Pelo menos para um deles, os pressupostos para o casamento desapareceram. Quando se apaixonaram e se casaram, foi preciso a vontade dos dois, logo de cada um deles. Se um não se quiesese ter casado não teria havido casamento.
O que é que isto tem de fracturante??? Desculpem lá, mas esta história de causas fracturantes serem as que têm a ver com os direitos individuais das pessoas, hoje está a fazer-me confusão. Deve ser da chuva...
Ah, é verdade, gostei da expressão de Fernando Rosas, ontem na conferência de imprensa, em que apresentou a proposta de Decreto Lei do Bloco, que permite o divórcio a pedido de um dos conjugues.
O casamento é o encontro de duas liberdades. O divórcio só pode ser entendido como o encontro ou o desencontro de duas liberdades.
Qu'irritação!!!!!

Estou a olhar para a janela...aliás, logo de manhã, tive que sair de casa para vir trabalhar...Um post de boas vindas, outro post a falar dela...o que é que ela quer mais??? Irrita-me as pessoas, as coisas e as Estações que se armam em difíceis... março 22, 2006
Diferenças

Ontem e hoje.Uma frase filosófica
FócratesQuantas histórias temos para lhes contar???

Creio que todos nós temos estes momentos de angústia. Alturas em que questionamos se vale a pena, em que nos falta força para manter os braços levantados.
Nos últimos dias, tenho tido alguns momentos desses. Que ontem entendi serem, afinal, partilhados por outros. Por camaradas e por amigos. Sei que uns e outros de vez em quando passam por aqui...e, para eles, uma pequenina história. A de um telefonema recebido há minutos. Uma pequena história, para eles e para mim.
“Temos? Temos quem?”
“Eu e o meu grupo que vamos fazer um trabalho, para Português...somos seis...”
“Faz...”
“Temos um trabalho de tema livre...escolhemos o 25 de Abril...queriamos fazer uma entrevista...”
“A mim????”
“Sim...para saber como é que uma chavala viveu a Revolução...”
março 21, 2006
Pessoas que nos fazem falta
Quando entrei na CT da empresa, era representante do Órgão de Gestão, talvez a pessoa mais detestada da empresa. Tinha chegado na ressaca do 25 de Novembro, no inicio dos anos 80, vindo de uma empresa onde a fama que granjeou durante os anos de 74 e 75, tinha ultrapassado fronteiras.
Tive o primeiro contacto com ele, contacto directo, antes de pertencer à CT, aquando dum processo disciplinar, baseado numa mentira e mandado arquivar por ser provada a mentira. Creio que começou aí um respeito mútuo que acabaria por, ao longo dos anos, vir a ser sentido por todos os que trabalhavam na empresa. Vir a ser alargado a todos os que trabalhavam na empresa.
Já na CT, foram horas e horas de discussões duras. De tensões. De acusações mútuas. Mas nunca, em nenhum momento, tive dúvida de duas coisas: aquela pessoa merecia o meu respeito por acreditar naquilo que defendia, apesar de eu achar que estava errado e de não desistir de lho provar e aquela pessoa, vivia um processo diário de “humanização”, de consciência e de recusa dos seus excessos.
Óptimo profissional, altivo, sóbrio. Estas características manteria até ao fim. A arrogância e a prepotência foi perdendo. E, sem qualquer tipo de presunção, terei sempre a sensação, acreditarei sempre que a tolerância com que sempre o tratei, a forma como sempre com ele discuti divergências, acusei erros de gestão, denunciei injustiças, nunca me esquecendo que era um ser humano que tinha à minha frente, ajudaram um pouquinho na transformação que todos assistíamos. Sempre discutimos interesses. Nunca discutimos nem acusamos pessoas. Nunca lhe ouvi uma palavra grosseira. Ouvi-lhe milhares de argumentos que rebatíamos. Acaloradamente. Com murros na mesa e vozes alteradas.
Um dia, aquando duma greve, chamou-nos ao gabinete. “Quando é que acaba a palh…” senti o seu olhar claro pousar-nos duma forma dura, mas respeitosa, baixou a voz e ouvimos um “quando é que acabam com o greve? “. O processo já era, então, irreversível. Todos o sentimos.
Reparei há pouco que faz hoje anos, que tivemos a última reunião. Uma doença grave e fulminante levou-o a passar os últimos dias num hospital. Ele, que detestava médicos e espanhóis (nunca entendi porquê). A princípio, dizia, juntava a este duplo ódio, os comunistas. Dizia ele, quando se referia aos seus ódios, o meu Trio de estimação. Um dia, pouco antes da partida, confessou-me que o Trio tinha passado a Duo. Culpa sua, acrescentou. Como nunca fui espanhola nem médica, e como sempre entendi que para ele ser de Esquerda era ser comunista, tive a certeza que a intolerância tinha passado.
No último dia de trabalho, antes de sair para ser operado, já conhecedor da doença grave que o levaria à morte, foi procurar-me ao gabinete, para se despedir. Eu não estava.
Ainda guardo o pequeno papel, assinado na sua caligrafia grande e rebuscada: Obrigado, Isabel, por me ter mostrado o Mundo a cores. Confesso que já estava um bocado cansado do preto e branco…Até já.
Não voltou.
Neste ano, tão complicado na empresa, em nome de princípios que faltam e de competências que não se vislumbram…até já, Doutor.
Porque ontem começou um novo ciclo...
Obrigada. Aqui fica. Decidi, apenas, juntar, uma foto...espero que não te importes e que gostes da escolha.
Fico à espera de mais. Ficamos à espera de mais.
Mar Azulmarço 20, 2006
E você? Confia no seu médico?
Primavera(s)

Renovamos os amigos. Seria dramático se nos esquecessemos de lhes dizer quanto os queremos. Renovamos os amores. Seria triste se nos esquecessemos de dizer, amo-te. Renovamo-nos a nós. Seria preocupante se nos esquecessemos de mudar.
Seria triste se a Primavera se esquecesse de nos devolver o calor. As flores. As folhas das árvores.
Chega esta tarde. Cerca das 18 horas. E venha com Sol ou com chuva, não se vai esquecer do calor.
Por isso, que não se perca a mantinha vermelha. Guarde-se. Apenas. Até Outubro, quando as folhas voltarem a cair, as flores tiverem adormecido e os dias forem de novo pequeninos.
Guarde-se no lugar onde os amigos nos esperam, os amores nos amam e nós...vivermos. Sem nos esquecermos que viver é renovar. Mesmo que, às vezes, doa. Deve doer às árvores quando vêem as suas folhas partirem. E agora é vê-las aí de novo...cheias de...Primavera.
A gente tem tanto a aprender com as árvores. Eu tenho...deve ser por isso que nunca fujo ao encanto com que elas me prendem. Passa-se o mesmo com algumas pessoas. As que enchem a minha vida de flores. Nunca fujo ao seu encanto.março 19, 2006
O meu jantar e eu
Cum caraças, um bocadinho de perfeição, não poderia ter sobrado de algumas pessoas que por aí andam??? Egoístas, insensíveis…deviam era ter tido aquela sensação única de comer vitela a saber a pudim flan…para verem o que custa.
Ainda está guardada a Lua a dançar...

O ano passado gravaste uma música para me ofereceres, Este ano, não sei. Daqui a pouco se verá. Talvez cresceres seja, também definitivamente, teres desistido de arranjar destinatários para as prendas. Ou prendas. Logo mais, verei…
Mas dias 19 de Março, também foram muitos outros. Quando, sozinha, te vi na primeira ecografia; quando, grávida, te esperei sozinha na visita das sete; quando, sozinha, percorri os corredores frios dos Capuchos enquanto eras operado; quando, sozinha, te vi triste; quando, sozinha, hoje, não tenho, tantas vezes, as palavras para te falar da vida dos grandes, da que agora também já sentes tua. Da nossa vida. Quando me faltam as palavras para te falar de “homem para homem”. Quando tenho receio que delas sintas falta, como tinha receio há muitos anos que tivesses falta de ter a quem dar o carro de cartolina ou o desenho da Lua a dançar, que continuam guardados na gaveta da escrivaninha.
Quando no outro dia me dizias que só sentiste a falta…porque eu nunca soube jogar futebol, apeteceu-me aprender a jogar futebol…contive-me a tempo. Afinal, o futebol, terás, João Pedro, que o guardar na gaveta. Juntamente com a Lua a dançar. Não quero substituir ninguém, meu amor. Teremos que jogar xadrez em vez de futebol. Nunca quis substituir. Quando, na Clínica de S. Miguel, me disseram que ias nascer, entendi que a minha vida não iria ser substituir alguém. Iria ser, apenas, tentar fazer-te feliz. Sozinha.
Entretanto, mais logo, faremos o que fazemos há anos. Ligaremos ao avô. Um beijinho, pai. Um beijo, pai da minha mãe. Fazemos isto, desde há muito, a dois. Está já combinado para o meio-dia. Assim que acordares. Disseste.
março 18, 2006
Um sábado
março 17, 2006
Paraíso (plágio)

Obrigado, Dani, por me deixares roubar o teu paraíso por hoje...(se não deixares vai dar no mesmo...já roubei, está roubado...azar o teu!!!).março 15, 2006
Claro que eles nunca se perdem
Duas horas e 325 voltas depois...não estivemos já aqui??? Já vi este oculista 314 vezes!!!...olha está ali um senhor...mas para que é que preciso dum senhor????Prometo que passa...não sei é quando....

Venho por este meio pedir-vos desculpa. Há dias em que eu devo ser tão díficil de aturar, que vocês conseguirem fazê-lo demonstra, para além duma paciência de santo, que devem gostar um cadito de mim.
Há dias que fico má, chata, chata, má, embirrante, chata, chata, embirrante. Como é que vocês me aguentam????? Estupidamente insegura, assim tipo adolescente nas piores alturas das idades das gavetas...e chata. Muito, muito chata. (Já tinha dito...tão a ver...eu tenho razão).
Eh pá, eu podia tentar explicar isto com dados cientificos, mas é melhor não. Obrigadinho. E tenham paciência. Vocês até sabem que depois isto passa e eu volto a ser uma tipa mais ou menos aturável...
PS: Eu sei que há assim uma ou duas vítimas que devem estar a pensar...dias...porra, ultimamente tem sido quase todos...desculpem lá com maisculas...vá lá...eu juro que passa...um dia destes.
PS nº 2 : Claro que este pedido de desculpas público também é dirigido aos leitores e comentadores do Troll...isto passa. A sério. Mais dia menos dia. Eu hei-de vencer esta maldito humor de cão...pobres cães...eu sei lá se os cães têm mau humor...há mais de 200 anos que não tenho um cão!!!Deslizar

(Obrigada, Pina, pela foto...E pelo título...Um beijito) março 14, 2006
Verdade inabalável
março 13, 2006
Escolha díficil

Nota (qual é o contrário de prévia???) desta: Ficava logo assim ao 11...
Nota a mesma coisa, desta: Não tenho televisão no quarto.Borbulhas

É assim também na vida. No dia a dia. Eh pá, se querem ser filhos da mãe (isto é um Blog decente, né???), que o sejam com pinta. Originais. Imitações reles de filhos da mãe fazem-me borbulhas. Detesto ter borbulhas. Acho as borbulhas um atentado à estética. Hoje, a dez minutos de sair daqui, estou cheia de borbulhas. Que chatice. Vou ter que gastar o Clerasil do João Pedro a ver se esta gaita passa.
O problema é que para sair daqui, tenho que passar mesmo à porta, dos aprendizes de feiticeiros cá de casa. Encará-los. Ouvi-los. E só tenho um tubo de Clerasil, em casa.
Do 2º andar...dá para um relato dos do post do Daniel ou safo-me só com um perna partida?Elementar meu caro, elementar
A 1ª vez que tive contacto com este maravilhoso personagem foi por volta dos meus 14 anos, por causa dos livros do meu pai, um colecionador da colecção Vampiro Gigante, que entre outros publicou todas as obras de Perry Mason, Agatha Christie, Hercule Poirot, entre muitos outros. Foram aliás os livros desta colecção que me trouxeram o gosto pelos grandes policiais. Mas de todos eles, Sherlock Holmes foi aquele que mais me fascinou. Não só pela beleza da narrativa, mas pelo ambiente que Conan Doyle conseguiu criar em todas as suas obras. Como diz num dos diversos estudos sobre o Fenómeno "Holmes não tem propriamente leitores, tem devotos espalhados por todos os países, sem limites precisos de classe social e de cultura."
Só por esta visita a visita a Londres teria valido a pena. Quem me viu disse que parecia um miúdo a descobrir a Euro Disney. Tudo tinha uma razão, um motivo. Os objectos, as referências aos diversos crimes. Porque é 2ª Feira
Calma, pá!!!!!

- Sim……….
- Jà acabaste o documento???
- Hum???? Tá quase..........
- Trimmmmmmmmmmmmmm
- Sim..............
- O abaixo assinado..............
- Sim............. Tá quase..........
- Trimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
- Já compraste o que eu te pedi?
- Sim.................Tá quase...........
- Como é que tá quase???......................
março 12, 2006
Porque me apetece...
Nos intervalos de ti, quando a distância me fere os olhos, este rio é o meu Prozac. Não poderia viver sem ele. Nem saberia, agora, estar sem ti. Desde há séculos que me lembro de ser assim. Ainda não havia Prozac. Só tu e o Tejo.março 11, 2006
Momentos

Desde as oito, fiz um comunicado da CT, para entregar na Segunda-Feira. Um abaixo assinado, para distribuir na Segunda-Feira. Escrevi uma quantidade de Emails que tinha em atraso e dos quais preciso para coisas a começar na Segunda-Feira, arrumei as gavetas da cómoda, pensei que seria uma boa ideia jantar e fiz o jantar, mudei cinco vezes de CD, sem deixar nenhum acabar, ajeitei a cozinha e mudei a disposição das almofadas do sofá…mas não passou.
É um frio persistente. Não acontece muitas vezes, mas quando acontece custa a passar. E a suportar. Vem de outras eras. De outros mundos. Entra pelas frechas e não o sei evitar. Às vezes, tem causas próximas, palpáveis. Outras, nem por isso. É como se fosse o resultado de coisas que não se fazem, de palavras que não se dizem, de faltas que se sentem, de sorrisos que tardam. De Verões que se afastam. De momentos e lugares que perdemos. De forças que se têm que encontrar e não se faz ideia onde as procurar.
Algumas vezes, sente-se o frio invadir-nos. Acontece quando não entendemos. Quando nos custa a aceitar que as coisas mudam. Que os filhos crescem. Que o tempo não tem sempre o mesmo peso. Que a distância também não.
Quando o frio aperta, o silêncio, por momentos, pesa. Não porque não saibamos que as vozes voltarão, mas porque nos enche de nostalgia das que nunca vão voltar. Ou que nunca vão voltar da mesma forma. Fui feita para viver no Verão. Não suporto o frio. Não entendo, portanto, porque nunca arranjei as frechas das janelas.
março 10, 2006
Dominação, o Fado e o Futebol
Pois bem meus amigos devo-vos dizer que cada um diverte-se como quer e ninguém tem nada a ver com isso. Eu por exemplo divirto-me por vezes a escrever coisas non sense como esta. Em que misturo uma imagem sugestiva, com um texto que não diz nada e uma música para irmos de fim de semana, e para compor o ramalhete dou-lhe um título do tipo obra de arte abstarcta. Não me digam que nunca repararam que as pinturas abstractas têm sempre títulos muito sugestivas que depois os poem a olhar para o quadro a dizer que "Sim Senhor, está bem visto". Acho que me estou a especializar nesta coisa de escrever sem dizer nada, e pior, até gosto. Há amigos meus que dizem que estou naquele estágio em que estou quase pronto para ser político do Bloco Central.
Música tirada do "Rouxinol Faduncho" de Marco HorácioTou dezoito
Assim tipo, que cara é essa? A 12. E pronto, toda a gente sabia que isso correspondia ao olhar 4, ao estado de alma 23 e que a esperava a voz 7. E punha-se a milhas.
E claro que o toda a gente, nos incluia a nós. Olhavamos para o espelho e percebiamos logo. Tou feita, hoje vou passar todo o dia com voz 33, que estou-me mesmo a sentir 18.
Se viessemos com os números incluídos e com a respectiva descrição e as chavetas respectivas, eu hoje sabia, exactamente, como é que me estava a sentir. E dizia isso numa raquitica frasezita.
Assim, tenho que dizer que estou cansada, sinto-me mais ou menos vazia e/ou oca, em vez de ver o Sol, vejo o telhado degradado duma casa degradada que tenho à frente da janela, estou com os olhos para o baço, não tenho paciência para ouvir as mesmas conversas de sempre das mesmas pessoas de sempre e decidi dizer que hoje não bebo café, obrigado, e estou a falar por monossilabos com uma voz de enfado, que até fico com pena dos meus pobres colegas que não fizeram mal a ninguém e que têm que levar comigo. Assim, por causa de não virmos com os números incluídos, não posso dizer, então, que estou mesmo 18. Como sou bem educadinha e isto é um Blog decente, não posso usar o termo que me apetecia usar. Assim, uso a voz 65. Fico caladinha.
março 09, 2006
Manual de cavalheirismo
Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)
Constituição Nacional Suméria (civilização mesopotâmica, século (XX A.C.)
Código de Hamurábi (Constituição Nacional da Babilônia, outorgada pelo rei Hamurábi, que a concebeu sob inspiração divina, século XVII A.C.)
Senhor, que desejais que eu faça?"
Zaratustra (filósofo persa, século VII A.C.)
Péricles (político democrata ateniense, século V A.C., um dos mais brilhantes cidadãos da civilização grega)
Confúcio (filósofo chinês, século V A.C.)
Aristóteles (filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre, o Grande, século IV A.C.)
São Paulo (apóstolo cristão, ano 67 D.C.)
Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos, escrito por Maomé no século VI, sob inspiração divina)
São Tomás de Aquino (italiano, um dos maiores teólogos católicos da humanidade, século XIII)
Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV)
Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, século XVI)
Henrique VII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI)
Jean-Jacques Rousseau (escritos francês, precursor do Romantismo, um dos mentores da Revolução Francesa, século XVIII)
Constituição Nacional Inglesa (lei do século XVIII)
Friederich Hegel (filósofo e historiador alemão do século XIX)"
Le Ménagier de Paris (Tratado de conduta moral e costumes da França, século XIV)"
março 08, 2006
Prometido é devido!!

A Rita enviou-me por Email. Garante que foi o melhor que pode arranjar. E a mim, não me parece nada mal. O senhor chama-se José Fidalgo e as minhas colegas dizem que entrou numa novela. Confesso que não conhecia... mas é daquelas coisas...nunca é tarde para conhecer. Eu cumpri a promessa. A Rita foi um amor. E fica aqui, tipo presente. Ao vivo e a cores (Era bom, era!!!!). Pina, não me vais dizer que também partia as chávenas, pá...
Espero que gostem. Olhem eu vou olhar melhor...e se calhar de vez em quando devia começar a pensar em ver uma novelazeca. Para variar. As vistas.março 06, 2006
Qual secundário, qual carapuça!!!!
Por isso, este meu post é mesmo só um desabafo. Vejam este parágrafo da notícia do Jornal de Notícias, on line:
"George Clooney ("Syriana") e Rachel Weisz ("O Fiel Jardineiro") receberam os galardões de melhores actores secundários. "

Principio de viagem

A noite tinha sido fria e negra. Num sono profundo, ele descansava, agora, de mais uma viagem. Eram cada vez mais e maiores as viagens dele. E cada vez mais frias e negras as noites.
Do lado dele, em cima da mesa-de-cabeceira, no meio da escuridão da noite, a prata pequenina, tinha, então, a forma de luz. Levantou-se ligeiramente, passou-lhe o braço por cima e deixou a mão aproximar-se da luz. Por momentos, nos momentos em que lhe pegou, encontrou a forma única de o acompanhar nas, na viagem. Da rua, os estores começavam a deixar entrar o dia. Parou o braço no ar, largou a prata e afastou-se. No regresso, acariciou-lhe o braço nu. Baixou-se devagarinho. Pousou os lábios sobre as pálpebras fechadas. Nos intervalos, cada vez mais curtos entre as viagens dele, sempre lhe pousava os lábios nos olhos. Nos intervalos das viagens, os olhos dele, por momentos, voltavam a ter brilho. E ela adorava o sabor do brilho deles.
Levantou-se lentamente. Pegou no saco castanho, meteu duas ou três peças de roupa, o Sidharta e a fotografia deles, tirada pelo holandês, na Zambujeira, na praia onde a água vinha do céu.
Pegou na prata, agora de novo transformada em trevas, no resto necessário para que as trevas se impusessem e deitou no lixo. Colocou o saco perto da porta para não o esquecer. No papel escreveu, levo-te a hipótese de continuar. Terá que ser tua a escolha de recomeçar. Colocou o papel sobre a mesa. Voltou a entrar no quarto, beijou-lhe de novo os olhos. Adora os olhos dele.
Ao passar pela mesa escreveu, mesmo no fim do papel, amo-te.
E saiu.
Hoje não se recorda se trauteava a canção do Sérgio ontem, quando saiu, ou hoje quando sozinha entendeu que não voltaria nunca. Mas continuou a trauteá-la. Algumas vezes resistiu a tentativas, outras tantas a tentações, mas o som da voz do Sérgio Godinho sobrepôs-se sempre ao som das chaves na bolsa. Durante alguns anos as chaves continuaram na mala, não fosse ser necessário tirá-lo de alguma viagem mais perigosa.
Até ao dia em que foi definitiva. E aí, as chaves calaram-se. Só a voz do Sérgio teimava em cantar. Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida. Gosta sempre de o ouvir.
Faz hoje anos que, na véspera, lhe beijou, levemente, os olhos.
Tenham uma grande semana ........
março 05, 2006
O meu matagal

(A minha casa, depois de se transformar em matagal. Creio que ainda dá para ver as paredes)
O tecto arranjou-se, a mesa ficou num estado tão triste que acabou por ser trocada e o tempo passou. No entanto, sempre que chove volta o drama. O telhado precisava de ser todo reparado de novo e cá no prédio cada um é mais teso que o outro. Como para agravar a coisa, há ainda três vizinhos que não são proprietários e que do senhorio só sabem o número da conta bancária, onde depositam as rendas, o telhado continua aos buraquinhos. O ano passado caiu-me o tecto duma pequena arrecadação. Meti lá uns baldes e uns alguidares até ter dinheiro para arranjar o tecto da arrecadação, com a certeza que não vale a pena ter dinheiro para arranjar o tecto da arrecadação sem ter dinheiro para arranjar o telhado…e fechei a porta da arrecadação para não entrar chuva, bicharocos e outros seres mais ou menos vivos para o resto da casa. De vez em quando, chove mais vou lá buscar os baldes e os alguidares, volto a fechar a porta e tudo continua à espera de melhores dias.
Tem estado a chover estes dias. Agora fui lá ver o estado da coisa. Subo as escadinhas, abro a porta e deparo-me com uma ervinha. Verde como as ervinhas. Deve ter caído terra e com a água, num lugar onde esta caía poucochinho e não havia alguidar nem balde, tenho uma ervinha. Gira, de bom aspecto.
Vendo as coisas de um ponto de vista positivo, se o prédio tivesse ficado bem reconstruído, se o telhado não tivesse buraquinhos, se eu tivesse dinheiro para mandar arranjar o telhado e repor o tecto da casota, não me tinha nascido uma erva dentro de casa. Vendo as coisas pelo lado negativo, se o telhado continuar a ganhar buracos novos, se eu continuar sem dinheiro, se continuar rodeada de vizinhos tesos, qualquer dia vivo num matagal.
Estou para aqui a pensar que sou por natureza, optimista. Umas ervas a nascerem na sala, no quarto e porque não, na casa de banho, dão um ar bucólico a qualquer casa no centro da cidade. Ainda bem, por isso, que sou uma tesa do caraças.março 04, 2006
O cartão de visita
março 03, 2006
Tou pré-isto

(estado em que o bruxedo que me fizeram para não comer o bife cheio de molho me deve pôr nas próximas horas...).
...acabou de saltar o g....
Ah, é verdade...já não há gripes como antigamente. apesar destes sintomas todos da dita chocadeira, não estou consitpada, não tenho febre, nem tenho o nariz a pingar... a minha dúvida agora - antes que salte o d - é se devo colocar o ainda, antes...Ketchup
Grande publicidade
março 02, 2006
No caso de, "distraídamente", um dia destes te mostrar o Blog
Contava sempre, a medo, quantos terias em 2000. Era como se fosse uma meta. Respirava fundo, não terias muitos. Ultrapassarias a meta e sentar-me-ias nos teus joelhos.
Ensinaste-me a assobiar (nunca fui boa aluna, eu sei…), ensinaste-me a sonhar (aí, acho que conseguiste um bom resultado), ensinaste-me a entregar-me a tudo como se cada uma das coisas a que me entregasse fosse tudo.
Leste-me os primeiros textos do Alves Redol e mostravas-me uns jornalinhos pequeninos que guardavas debaixo da arca da avó Emília…uma arca que pesava para aí dez vezes mais que nós os dois juntos. Nunca foste muito grande nem muito gordo. Eras louro e tens olhos azuis e esse descuido nunca te perdoei…podias muito bem ter feito um esforço…
Zangaste-te comigo quando eu sonhei mais depressa e mais longe que tu…quando saí de casa. Era muito, muito novinha, eu sei. Vieste-me buscar de volta, à Estação. Logo no dia a seguir, confessaste que se tivesses lido a carta que vos tinha escrito, não terias vindo…eu vinha salvar a Revolução, escrevi…e, apesar de não te saber dizer o que raio era isso e como o faria, achaste, logo ali, que, então, eu deveria ter tomado o comboio. Deixaste-me partir uma semana depois. Só que não salvei…mas fui feliz. Ok, não tanto como sempre idealizaste, mas acredita que muito mais que acreditaste. À minha maneira. Como tu. Sempre me ensinaste que só se é feliz se for à nossa maneira.
Continuas a fazer poemas, como fazias em Caxias e a fazer desenhos, como os que trouxeste de Caxias. Ainda sonhas editar um livro com uns e outros e eu não sei o que te dizer sobre isso…não gostas nada de futebol e deves ser o culpado desta minha incapacidade de vir para o Troll esgrimir armas em alturas de grandes derbys, andaste por França e vieste a correr para viver a festa, começaste muitas coisas e deixaste algumas a meio (até nisso, somos parecidos...), trabalhaste no duro, tocas tão bem aquele instrumento enorme que eu teimo em não saber o nome (nunca entendi, porque não tocas um instrumento com um nome decente…). No dia em que te falei que ias ter um neto, choraste. Perguntaste-me se não tinha medo. Disse-te que não porque te tinha lá, a ti e à mãe. E nunca mais voltaste a chorar. Andas sempre a brigar com a mãe porque ela não te entende, mas quando ela esteve no Hospital não dormiste nenhuma noite…perguntava-te, pai não dormes…e dizias que tinhas frio…queres mais roupa? E dizias, cá dentro. Fazia-te uma festita na careca…e tu fingias que adormecias.
Agora estás a fazer teatro. E continuas a escrever poemas. E tudo te serve para fazer um desenho. E não queres deixar a Filarmónica…só quando não puder com este monstro…aquele tal instrumento enorme que nunca me perdoas eu não saber o nome…um dia bateste-me na mão porque eu não queria lavar as mãos antes de comer. Muitos anos depois, já nesta casa. Os dois à janela falámos disso…sorriste e disseste-me que te arrependias. Quase que não doeu, pai. Não é isso. É por nunca lavares as mãos, que tenho tanto orgulho em ti…e deste-me um beijo, ao de leve, nos cabelos. Como fazias quando me sentavas nos teus joelhos e me lias o Barranco de Cegos.
Fazes hoje 71 anos. E o orgulho é meu.
março 01, 2006
Quem espera quem?

Foto de Ken Routledge
O Sol espera pelo peixe, o peixe espera pelo Sol, o pescador espera pelo peixe?
E o fotógrafo? Espera pelo pôr do Sol, que o peixe se deixe apanhar, ou que o pescador pesque?
E o peixe? Deixa-se apanhar pelo pescador ou veio ver o Sol?
E o Sol espera pelo fotógrafo, foge da visão do peixe ou esconde-se do pescador?
E o pescador...apanhou o peixe. E o Sol? O pescador apanhou o Sol?
A M.

Na festa de finalistas, disse-me que ia seguir Direito. Durante anos, não nos voltámos a ver. Nos finais dos anos oitenta, decidimos tentar um encontro da turma. A M. foi. Mais bonita que nunca. Igual ao que conhecíamos, mas madura. Tinha casado, disse-me. E não era feliz, disse-me também. Casou com um colega de curso. Mas não o amava. E faltava-lhe alguma coisa. Não me perguntes o quê, não saberia dizer. Não perguntei. Estava a pensar engravidar no ano a seguir. Dizia ela que um bebé, acabaria por “colocar tudo no lugar.” E tinham comprado uma quinta perto de Santarém. “Recebiam muito”…um dia convido-te.
Nunca mais a voltei a ver. Até há pouco.
Às vezes, ao fim da tarde gosto de espreitar o Castelo. Ainda faz muito frio, mas já anoitece mais tarde. Deixo o João Pedro entregue aos seus amores e saio a respirar Lisboa. Entrei no café e vi uma mulher, alta. Vestida de escuro. Pedi um café e ela olhou-me. Isabel…sim. Não estás a ver quem sou? Não…ainda não estou. Durante longos minutos, soube-lhe a vida. A M. já não tem cabelos longos e escuros. Deixou de ter olhos amêndoados e não é bonita. Tem a cara coberta de rugas e as mãos parece que lhe tremem.
A vida da M. foi uma vida de faz-de-conta. Fez de conta que amava e casou-se. Fez de conta que os filhos salvariam o casamento e teve dois filhos. Fez de conta que queria seguir os passos do pai e tornou-se advogada. Fez de conta que gostava de casas com cavalos e gente a entrar e a sair e nunca esteve um momento para ela, dela. Fez de conta que queria estar com o marido sempre e veio viver para Lisboa, grande parte do ano, para o poder "controlar" como me disse. Que nunca confiei nele...acrescentou.
Talvez se não me tivesse separado do D., disse-me antes de nos despedirmos. Talvez se não te tivesses separado de ti, disse-lhe antes de nos despedirmos…Gostava de falar mais contigo. Fazes-me bem. E eu tenho tantas coisas para contar e ninguém que me oiça. As pessoas que conheço têm a vida delas… Podemos encontrarmo-nos no fim-de-semana?… lembrei-me duma conversa de umas horas antes, respirei fundo, esqueci o que sou, a voz saiu baixinho…sabes, M., eu não moro em Lisboa. Só estou aqui de passagem.
Sinto-me mal. Culpada. Mas aliviada. Às vezes não dá. Nem sempre dá. Em nenhum momento da conversa a M, perguntou o que era feito de mim. Nunca. Não soube se tinha filhos, o que fazia. Precisou que a ouvisse…e eu ouvi. Iria continuar a precisar que a ouvisse…sinto-me culpada. Eu não sou assim. Mas, às vezes, não dá. Gostaria, ao menos, que ela soubesse que tenho um filho lindo…mas ela não teve tempo para me ouvir.
Lembrei-me da conversa desta tarde…tás a ver amiga, pode ser que, afinal, haja meio termo. Eu ainda descubra o meio termo…
fevereiro 27, 2006
Vou à procura...

Daniel, trata bem do nosso menino. Obrigado.
Já volto. O carnaval está a acabar
Bem isto é uma forma airosa de escrever OBRIGADO por aguentares a assoalhada e DESCULPA por ter abandonado por 2 dias o barco. Mas isto de Carnaval, Benfica / Porto e uma final da taça de Portugal em Voley tudo na mesma época de 4 dias é dose.Há 11000 anos???!!!

Eu deixo aqui um link para a notícia, porque isto é um bocadito complicado de explicar...peço-vos que tenham atenção à última parte para não se armarem em espertos...é que parece que dentro de 200 anos, vão mesmo ter que mudar de gostos...isto porque as louras são uma espécie em vias de extinçâo, tipo lince ou burro, e a OMS arrisca que o último ser humano louro deve nascer na Finlândia em 2202...e ninguém garante que seja mulher!!!!Descobertas

Edward Hopper - 1882-1967
Conhecer não é descobrir. Para descobrir precisa-se sempre de algo mais. De um olhar, de uma porta que nos abrem. Que nos levem pela mão. Que nos acompanhem . Podia ser ao contrário, mas não é. A sério. Não se descobre e depois conhece-se. Isso é muito racional. E as obras de arte, os amigos e os amores, não conhecem a palavra razão. Portanto, tal como aos amigos, um pintor conhece-se e depois descobre-se.
Já um dia aqui publiquei um post com um quadro do Edward Hopper. Fica aqui um outro. Descobri-lhe um ar familiar que me encanta. As pessoas e os momentos que ele pinta, são-nos familiares. Quer seja uma mulher que se procura olhando a cidade como no anterior, quer seja num casal que se procura, como neste que hoje aqui fica.
Há um ar de desencontro neste casal. O desencontro que se vive sempre numa relação. Esse desencontro de que conhecemos o cheiro. E a forma. Gosto do cheiro familiar destes quadros. Há cheiros familiares que nos evocam momentos de solidão. Não deixam de ser familiares. A solidão, num ou noutro momento, é-nos familiar.O solidário com Ricardo
fevereiro 26, 2006
Olá e adeus
fevereiro 25, 2006
Eles crescem e é assim...

Ao Sábado de manhã, fazes uma torrada. Parece que a torradeira te olha espantada. A torradeira sabe que falta uma torrada. Mas tu só tens uma torrada para fazer. Vais ao quarto…já foste dezenas de vezes ao quarto. Ontem à noite, não tiveste que partilhar a Net, não precisaste de negociar horários e o leite da noite acabou por não ser bebido. A outra caneca, a amarela com o Pato Donald, iria olhar com o mesmo ar da torradeira e era demais…
Depois de noite e a chuva, e o vento e o som que não vinha ali do quarto ao lado…e tu não consegues adormecer porque imaginas que lá é de noite e está a chover… e na tenda…e o frio…e para ir à casa de banho…e calça-se…e veste o casaco…e será que comeu…???
Depois agora está na hora de ir almoçar. O Sr. Gonçalves vai achar estranho. O Sábado costuma ser o dia do arroz de tomate com os Jaquinzinhos…hoje vai-lhe sobrar uns Jaquinzinhos…e depois andas há uma quantidade de tempo a pensar que um fim de semana sozinha daria para tudo… arrumarias a casa… procurarias papeis… irias às compras, comprar aquelas coisas que os homens, mesmo os que só recentemente adquiriram o estatuto, não têm paciência para fazer contigo, porias os teus discos aos berros, lerias aquele livro que anda ali à espera há semanas, à noite irias para os copos com os amigos, para os copos todos e com os amigos todos, já que não ias ter horas para voltar para casa…e há quanto tempo não entras numa discoteca… assim… sem preocupações de horários, assim com a casa toda para ti quando voltasses… ah e ias namorar…namorar mesmo…com tempo…com casa…com tudo…o pior é que quando eles crescem e estão fora num primeiro fim-de-semana inteiro, arranjas a desculpa aos teus amigos que tens imensas coisas para fazer em casa, arranjas a desculpa à casa que estás cansada para fazer as coisas e a arrumares, não te apetece ouvir música, assim tão alto, não descobres nada que te apeteça comprar daquelas coisas que os homens, mesmo os recentemente com esse estatuto adquirido, nunca comprariam contigo, tens a impressão que tens uma moínha na chata da cabeça que nunca te permitiria beber um copo, quanto mais muitos…não te permitiria ouvir o som duma pianola que fosse, quanto mais entrar numa discoteca, tens a impressão que até para namorar ficarias com as capacidades significativamente reduzidas (até és capaz de confessar que não é impressão, é certeza mesmo…), não sabes onde puseste o livro que anda há semanas à espera e ainda tens esta sensação estúpida mas da qual não te consegues livrar que a parva da torradeira te está a tirar a língua…cum caraças eles crescem e é assim…e agora a gente, tu, porque isto não tem nada a ver comigo, como é óbvio, agora tu fazes o quê??? Ah, é verdade…tens um trabalho há algum tempo prometido e sempre adiado por falta de tempo que precisa de umas horas de pesquisa…pois talvez…ah, esperem lá…quando eles crescem e só há uma torrada na torradeira, ficas com enormes problemas de memória…sobre o que é que era o trabalho????
Na Ucrânia????
Façam lá o teste também, e se vos calhar suicidio a gente cria uma Associação. ASOV. Associação Suicidados de Outras Vidas.
É capaz de não ser preciso pagar quotas.
fevereiro 24, 2006
Sem título

Pedido de desculpas
Não pude, portanto, estar aqui toda a a tarde como a nossa comentadora Margarida. Quando aqui cheguei e abri o Troll, vi que tinha de novo as minhas caixas de comentários dos posts do Zeca, invadidos com comentários da Margarida, ostensivemente repetidos, sobre a Autoeuropa.
Talvez porque o dia não foi fácil, talvez porque depois de estar a lidar com pessoas sérias, me custa a passagem para lidar com gente desonesta, seguramente porque não sou perfeita, apaguei todos os comentários da Margarida sobre a Autoeuropa, que estavam colocados nos meus posts sobre o Zeca. Peço desculpa ao nosso comentador António Chora, pois num dos casos, acabou por ficar uma resposta à Margarida, sobre um comentário que eu apaguei. Os comentários da Margarida, continuam, no entanto, lá mais para baixo para quem os quiser ler.
Este é um pedido de desculpa ao Chora e a todos os nossos leitores e comentadores e também aos meus colegas de Blog..
Desculpem, hoje não dá para continuar. O dia está a ser demasiado mau para poder continuar.fevereiro 23, 2006
Os Romanos devem estar loucos
Eu confesso que estou baralhado. Se por um lado farmacia é para vender medicamentos e coisas que façam bem á saúde, mas não deixa de ser verdade que um vibrador faz bem á saúde de muita gente. Por exemplo a actriz Jodie Foster diz que tem de ter um orgasmo por dia porque lhe faz bem á pele e nesta perspectiva o vibrador pode ajudar e tem assim efeitos terapeuticos. Mas também não deixa de ser verdade que em bom rigor um vibrador não pode ser considerado medicamento, ainda para mais porque a firma que os comercializa os apresenta como um brinquedo para senhoras e nesse caso até podia figurar no Toys'a Rus. Mas também não deixa de ser verdade que numa sex shop se pode vender equivalentes ao Viagra e ervas medicinais afrodisiacas, produtos que deveriam constar da farmácia.A mãe de todas as placas
fevereiro 22, 2006
Apelo
ObrigadoCumplicidades...

Foto Kath Featherstone
Algumas vezes, apetecia-me ter uma varinha mágica para os prolongar eternamente...mas este é um "apetecimento" colectivo, não é? Será que podiamos fazer uma sociedade para criar uma fábrica de varinhas mágicas para fazer as cumplicidades eternas? Vá lá...talvez não fique muito caro...se formos muitos sócios...fazia-se assim umas varinhas pequeninas...tipo miniatura, mesmo...sempre era melhor que nada...e vá, digam lá se não tenho razão, cumplicidades eternas, que resistissem às tempestades, à passagem do tempo, aos mal-entendidos, não seriam um bom investimento?...ok. Isto tudo para dizer que uma mão no ombro, agora dava jeito.A rosa e a couve-flor


- Helloooooooooooow! Querida, de que adianta ser tão linda se ninguém te come?" fevereiro 19, 2006
Hoje não mas sim, completamente sim.
Post-panegírico ao Bono
Obrigado pela atenção.
Nunca te poderei agradecer todo o bem que me tens dado.Tudo o que tens feito por mim e pelo Mundo. Ficar-te-ei, eternamente grata por teres conseguido comer uma aranha, preta e com ar assustador, que estava no canto de janela, sabe-se lá, vinda de que trevas. Tu não és um gato, Bono. Tu és um salvador. O meu Salvador. Um rei. O meu Rei. Perante ti, todas as coisas do mundo não passam disso, coisas. Perante ti, todos os homens do mundo, não passam disso, homens. Perante ti, não há, simplesmente, gatos.
Bono, em teu louvor cantarei , em teu louvor edificarei monumentos, em teu louvor a minha voz nunca se calará. Obrigado Bono, por seres quem és. Tens-me rendida ao teu encanto, à tua força, a ti.
E, Bono, se mais aranhas feias e mal encaradas ousarem entrar numa das minhas janelas, com a ajuda de algumas comentadoras do Troll, que tanto me inspiram, cá me terás, de novo, prostrada a teus pés.
Bono, meu tudo. Eternamente estarei à tua disposição e mercê.
Desta tua eternamente grata e escrava
Isabel
Ninhos

E só as palavras têm este dom de me levar sempre onde eu sempre quero ficar. Onde eu sempre sei que vou voltar.
Nestas coisas de mantinhas e de ninhos nem sempre se sabe o futuro. Nestas coisas de mantinhas e de ninhos e de palavras só o presente e o passado contam. Não se sabe quando se terá calor para nele nos aninharmos. Sabe-se que se teve. E espera-se, pacientemente, pelo momento em que volte.
fevereiro 17, 2006
Dores e perdas

Esta tarde, numa conversa bonita com um amigo bonito (sou uma mulher cheia de sorte…), falava-se do sofrimento e da dor, a propósito do meu post de ontem, sobre a violência doméstica. E eu dizia, como já ontem tinha feito, que o sofrimento e a dor são sempre sentimentos individuais. E que não suportaríamos, não resistiríamos se assim não fosse. No meio de uma catástrofe natural ou de uma guerra, a dor da perda só é possível de suportar porque é a dor da perda de alguém. Por mais duro que seja perder esse alguém. O sofrimento colectivo por um massacre ou pelo holocausto, ou por uma epidemia, não é, de facto, dor. Espanto, medo, terror, solidariedade,horror, incompreensão, tudo junto, talvez. Mas uma dor onde coubesse todas aquelas dores não a suportaríamos.
Na hora da morte, como na hora da dor estamos sempre sozinhos. Podemos disponibilizarmo-nos para ajudar a suportá-la, mas não é possível partilhá-la. A dor, as perdas não são passíveis de serem partilhadas. Perder alguém que se ame, é um sofrimento que não diminui porque alguém sofre pelo mesmo motivo que nós.
Isto não é um post. Gostaria que fosse uma reflexão. Será que há dor colectiva? Temos capacidade para suportar uma dor colectiva?
O Holocausto repugna-nos, entristece-nos, revolta-nos, faz-nos duvidar da nossa condição humana, mas dor, teríamos capacidade para a sentir pelos milhões de mortos dos campos de extermínio nazi?
Somos frágeis, é a minha convicção. Apesar de tudo, temos muito mais capacidade para rir do que para sofrer. Somos frágeis e, por essa fragilidade, às vezes conseguimos ser felizes.
fevereiro 15, 2006
Castelos de areia

Mas são nossos. Mesmo de areia, são os nossos castelos. Não viveriamos sem eles.fevereiro 14, 2006
Ao AMOR
Lembram-se das imagens do "Amor é..."? Pois é. Amor é isso tudo, o que quisermos, quando e como quisermos. Amar é simplesmente fantástico. Infelizmente há muito por aí quem não tenha amor, são os encalhados, aqueles que se divertem em atasanar o juízo a quem vive feliz, em amor. Não desesperem, tudo tem solução. Um banho, uma palavra menos carregada, um pouco menos de idealismo e tudo se compõe.
Por isso a esses e a todos os outros mas em particular ao amor, ao meu amor.......
Sei lá que titulo dou a isto!
O ké keu faço????

Tou uma bocadito aflita, porque tenho uma reunião do Bloco, esta noite. Eh, pá, eu devia ir... aquilo é importante. Peço-lhe para esperar ou interrompo e vou à reunião???
E depois tenho o problema da roupa...o que é que eu visto??? Não me venham com aquela treta que isso não é importante...Pelo menos, nos primeiros dez minutos, isso é importante...tá bem...cinco minutos....dois minutos????? Só tenho mesmo o problema da reunião...e o de lhe explicar o que é o Bloco...tou-me a lembrar dos Estatutos...se eu disser que é mesmo por uma boa causa...nos estatutos isto é uma boa causa??? Daniel, ajuda-me, please!!!! Tu conheces melhor os estatutos...Achas que posso faltar à reunião??? E a roupa?? Que porra, só preocupações!!!! fevereiro 13, 2006
Folhas que caem

Este post sou eu. Hoje. Não hoje. Agora, que desliguei o telefone..
Nasci numa família pobre. Viviamos naquela casa. O meu pai sempre trabalhou e a minha mãe cedo começou a trabalhar. Quando o meu pai foi preso pela Pide, só trabalhava ele. Aí não podíamos comer muito. Os meus avós, os vizinhos, os tios ajudaram. E íamos comendo. Depois, mais tarde, já com o meu pai em liberdade, abrimos um lugar de frutas. Só que, para pagar a fruta, tinhamos que vender outras coisas. Galinhas e porcos. E coelhos e açúcar. O meu pai levantava-se muito cedo para matar as galinhas. Umas vezes, elas corriam pelo quintal a fugir dele. Já meias-mortas. Eu via pela janela e ficava muito triste com o meu pai. Mas percebia que era porque tínhamos que comer. Mais tarde recebia a água e tinha uma oficina com um banco de madeira e martelos e serras. Pregos e parafusos.
Depois cresci. Os meus pais foram para França, eu fiquei com os meus avós e espreitava, triste, por detrás da janela à espera que eles voltassem. Entendia à mesma que era por causa do comer. E estudava muito. Para eles ficarem felizes quando voltassem.
Entretanto, eu acreditava em coisas muito bonitas. Na liberdade. O meu pai, muito às escondidas, ensinara-me muitas coisas bonitas em que acreditar. Que um dia iríamos ter todos as mesmas oportunidades. Que os meus pais voltariam e que mais ninguém teria que partir. Também acreditava que o meu tio que estava em Moçambique haveria de voltar. E colava, às escondidas, uns autocolantes pequeninos, a dizer Abaixo a Guerra Colonial. Depois houve uma festa grande. Grande. Um dia de manhã, vi os chaimites cheios de soldados. E cravos. E duas semanas depois os meus pais voltaram.
Entretanto, já era crescida, um bocadito crescida e fui tendo outros sonhos. Sonhei com amores eternos. Sonhei com amizades eternas. Sonhei, até, com vidas eternas. Continuava sempre a sonhar que um dia haveríamos de ter todos as mesmas oportunidades. E sonhava com a liberdade. Sonhei sempre.
Um post perfeitamente infantil, aceito. Mas, eu ainda sonho com isso tudo. A diferença é que agora dói. Já não sei onde se encontram amores eternos, perdi o rasto a amigos que eram eternos, passo todos os dias pelo Martim Moniz e ali, mesmo ao lado, na televisão passa um vídeo de soldados ingleses numa guerra muito mais feia ainda do que a outra, a torturar civis.
Os meus pais acabaram de vender a casa onde nasci. Entretanto fizeram outra, mesmo ao lado, mas aquela era a nossa casa. Acharam que a deviam vender. Para lhes permitir algumas coisas que ainda querem ter tempo para fazer. Mas agorinha mesmo, ao telefone, o meu pai dizia-me, que se tivesse continuado em França talvez não a tivesse que vender…lembrei-lhe que ele veio para a festa. E ele disse-me: não quero esquecer a festa. Mas queria manter a casa. E a festa, deixei-a acabar. Agora vendo a casa. Pedi-lhe para usar o verbo no plural. Não queria, Insisti muito. Muito, mesmo. Mas ele não queria. Acabou por aceder. A custo. Deixámos acabar a festa e agora vendemos a casa. A do quintal, onde as galinhas fugiam, já um bocadinho sem pescoço. Ainda lhe tentei dizer que se podem criar galinhas no quintal da outra casa. Ele concordou. O pior é mesmo a festa, disse. Pois é, pai.
fevereiro 12, 2006
Troll / Caracol

Vou tentar descobrir o que se passa, até porque temos mais umas coisas pendentes que não estamos a ser capazes de resolver. Agora que o Paulo Querido já não está cá para me arranjar o Blog quando eu o meto todo preto (mais vale tarde que nunca, obrigado Paulo por teres criado esta coisa e por teres cá estado quando a gente precisava de salvar a coisa...), estamos mais ou menos à nora. Uma pessoa nem sabe quem é Paulo Querido das vogais, caraças. Espero que se resolva. Entretanto, deixo-vos a fotografia que tirei ao Troll esta tarde. Como vêem há alguns posts e comentários pendentes (aqueles saquinhos têm, assim, um